| O
Elo entre Ufologia e Espiritualidade |
|
Carlos
Alberto Millan
Desde
sempre o homem observa maravilhado as estrelas longínquas,
a brilhar nas noites escuras, geração após
geração, refletindo sobre o que são, que segredos
guardam ou simplesmente porque causam tanta fascinação
ou saudade. Essa busca de compreensão, apesar de passar pela
mente racional, toca fundo o coração e acende as mais
profundas paixões que passam pela astronomia, astrologia,
Ufologia e mesmo o misticismo. Talvez a primeira manifestação
artística de nossos ancestrais tenham sido as pinturas rupestres,
que há 100 mil anos decoram cavernas, grutas e pedras com
os mais variados motivos. Nelas há desde animais, forças
da natureza, deuses e até hominídeos, seres estranhos
e objetos discóides.
Diferente da lógica, da razão e do cartesianismo,
a arte é a grande expressão do espírito, na
sua tentativa de exteriorizar, visualizar ou unir-nos a Deus. Uma
das mais polêmicas dessas pinturas rupestres, com mais de
10 mil anos, é a encontrada na região de Fergana,
no Uzbequistão. Descoberta pelo arqueólogo russo G.
Chatseld, mostra um astronauta debaixo de um UFO em vôo, entre
outros desenhos tidos como rituais de homens e deuses. Outros similares
estão em Val Camonica, na Itália, Kimberley, na Austrália,
Puente Viesgo, na Espanha, e as conhecidas pinturas do “grande
deus marciano”, descobertas por Henri Lothe, em Tassili, no
Deserto do Saara. E há, ainda, os desenhos de um sistema
solar e discos voadores em Varzelândia (MG), pesquisados por
Hernani Ebcken de Araújo.
Já na escrita, praticamente todos os clássicos revelam
contatos entre humanos e deuses, de forma inusitada. Nos anais de
Thutmose, Akhenaton, Plínio e Tito Lívio, por exemplo,
constam várias passagens que descrevem visões de rodas
e discos de fogo nos céus. Em todos os livros sagrados é
evidente a ligação de seres celestes com os humanos,
resultando na criação de vários cultos, seitas
e religiões. Qualquer pesquisa elementar pode revelar na
Bíblia, no Alcorão e no Rig Veda ligações
inequívocas, entre as forças extraterrestres, a espiritualidade
e o homem.
Akhenaton, tido pela Antiga e Mística Ordem Rosacruz (Amorc)
como um dos seus mais antigos idealizadores, ganhou notoriedade
por tentar acabar com o politeísmo egípcio, adotando
o culto ao disco solar. Entretanto, poucos sabem o que de fato o
motivou a essa brusca mudança. Os escribas contemporâneos
de Akhenaton relatam no texto Cântico ao Deus Aton o que ocorreu:
“Enquanto o faraó estava em caçada aos leões,
durante o dia, avistou um disco fulgente, pousado sobre uma grande
rocha. Era brilhante como ouro e púrpura, e pulsava como
o coração do monarca. O faraó ajoelhou-se dizendo:
‘Oh, Aton que me ofusca e pulsa como meu coração,
minha vontade e sabedoria parecem tuas!’” Aton, para
os egípcios, era o Sol.
“Enquanto
Akhenaton estava em caçada aos leões, avistou
um disco fulgente, pousado sobre uma grande rocha. Era brilhante
como ouro e púrpura, e pulsava como o coração
do monarca. O faraó ajoelhou-se dizendo: ‘Oh, Aton
que me ofusca e pulsa como meu coração, minha
vontade e sabedoria parecem tuas!’”
— ESCRIBAS EGÍPCIOS, narrando
a vida de seu faraó |
Ufologia
Moderna — Em vários estudos da Ufologia moderna
nota-se que abduzidos e contatados muitas vezes não têm
vontade própria ou sofrem de algum tipo de interação
mental profunda com seus abdutores e contactantes. Em geral, quando
suas mentes não são invadidas por mensagens telepáticas,
são manipuladas em padrões de pensamento, conceitos
ou idéias. Eles sentem-se obrigados ou compelidos a tomar
decisões, mudar de comportamento ou executar “missões”,
que na maioria das vezes desconhecem conscientemente. Teria sido
Akhenaton influenciado pelo tal disco pulsante? Essa questão
remete-nos à ficção científica, onde
encontramos, a toda hora, fragmentos da verdade, de um passado remoto
ou de um futuro distante.
Em 1966, Arthur Clarke, iniciou uma série de livros sobre
a exploração espacial, que seriam publicados como
2001, 2010 e 3001, entre outros. Em 1968, seu primeiro livro, chamado
2001: Uma Odisséia no Espaço, acaba por fazer uma
reflexão sobre como seriam os contatos com extraterrestres.
Essa obra gerou muita polêmica. Até a famosa companhia
seguradora Lloyd’s Internacional recusou a contratação
de um seguro por perdas e danos, solicitado por Clarke, caso fosse
encontrada vida fora da Terra antes do lançamento da obra.
Parece que seus executivos tinham quase certeza que isso ocorreria.
“O
mundo precisa de pensadores desinibidos, que não tenham
medo de fazer especulações ousadas. Mas também
precisa de engenheiros conservadores, que possam transformar
as especulações dos pensadores em algo útil
à humanidade”
— Arthur Clarke, autor de 2001:
Uma Odisséia no Espaço e outras ousadas obras
de ficção científica |
O clássico
de Clarke chega a ser profético em muitas de suas passagens.
No excelente trabalho Aspectos Transcendentais da Ufologia, apresentado
em muitas conferências de Ufologia pelo Brasil afora, o pesquisador
Ademar Eugênio de Mello cita trechos da obra African Genesis,
de Robert Ardrey, falecido em 1980. É de Ardrey o questionamento
do porque a linhagem humana não se extinguiu nos abismos
da era pliocena. “Sabemos que, se não fosse por um
presente das estrelas, pela colisão acidental de um raio
congênito, a inteligência humana teria perecido num
campo africano qualquer”, declarou.
Foi no livro antropológico de Ardrey que Clarke fundamentou
suas idéias, pois o autor questiona com propriedade a sobrevivência
da espécie humana, que era a mais fraca e inapta entre todos
os mamíferos existentes na Terra, no passado. Teríamos
sido auxiliados de alguma forma? Por quem? Recentes descobertas
geológicas reforçam a teoria de que um ou vários
bólidos celestes, colidiram com nosso planeta, na Antiguidade,
modificando seu clima e, talvez, sendo responsáveis diretos
pela extinção dos sáurios gigantes, possibilitando
o florescimento da civilização humana. Em contrapartida,
Clarke, em seu filme, apresenta um hipotético monólito
de cristal alienígena, cujas estranhas emanações
influenciam e promovem o despertar da inteligência, impulsionando
nossos ancestrais rumo à evolução.
Teria Clarke informações concretas que o levaram a
teorizar sobre o assunto? Sabe-se que o autor já teve seis
avistamentos de UFOs, sendo muito interessado pelo tema. Seus trabalhos
nos remetem a muitas reflexões. Os arqueólogos amadores
William Meister e Francis Shape, por outro lado, trouxeram à
luz uma descoberta fantástica, capaz de fazer rever toda
a história humana. Em junho de 1968, encontraram pegadas
humanas em extratos geológicos datados de aproximadamente
300 milhões de anos, em Antelope Springs, em Utah, nos Estados
Unidos. Mas as pegadas eram marcas perfeitamente nítidas
de botas industrializadas, e o salto esquerdo de uma delas esmagou
um trilobita, uma espécie semelhante a uma barata, que somente
existiu naquele tempo remoto.
O professor Ivan Antonovich Efremov, após analisar centenas
de ajuntamentos fósseis, acredita que muitos dinossauros
foram exterminados por engenhos voadores munidos com alguma arma
similar ao raio laser. Para tanto, baseia-se nas evidências
encontradas no sítio arqueológico de Sikiang, na China,
onde operários retiraram dezenas de crânios com furos
circulares perfeitos. E ainda no Vale de Tian-Chan, na Mongólia,
onde foi descoberto um enorme cemitério de dinossauros, com
mais de 10 km de extensão, também havia restos de
todas as espécies de sáurios, desde herbívoros
até carnívoros, amontoados como se uma ameaça
os tivesse encurralado para um sacrifício em massa. Em ambos
os casos, estranhas marcas circulares foram encontradas em seus
ossos. Parece que forças superiores decidiram pelo fim da
experiência dos répteis no planeta azul e prepararam
o terreno para tanto. Talvez para permitir que os frágeis
humanos aqui pudessem viver.
Anomalia
Magnética — Eu não ficaria surpreso,
se, como apresentado em 2001: Uma Odisséia no Espaço,
algo semelhante a uma fictícia anomalia magnética
Tycho Um fosse efetivamente encontrada na Lua, em Marte ou mesmo
em órbita da Terra. Um artefato alienígena que emitisse,
de tempos em tempos, irradiações específicas
para provocar reações subconscientes na espécie
humana. Tais irradiações poderiam gerar descobertas
científicas, paranormais ou mesmo espirituais, que nos indicassem
o caminho a seguir em nossa evolução. Correntes espiritualistas,
como a Summit Lighthouse e outras, ligadas à chamada Grande
Fraternidade Branca e aos ditos comandos estelares, defendem a tese
de que seres ascensionados da Terra, em conjunto com hostes extraterrestres
responsáveis por nós, ativam equipamentos que enviam
em nossa direção “ondas de espiritualidade”.
Elas seriam capazes de despertar certos grupos de pessoas, sensitivos
ou contatados, ou ainda gente comum, para uma busca interior.
Inspiração ou informação, a verdade
é que Clarke coloca-nos como meros aprendizes de uma realidade
superior. Ele visualiza uma evolução espacial em busca
de respostas e supõe um encontro fantástico numa dimensão
espaço-temporal totalmente diversa da nossa. E ainda deduz
a transmutação do homem num deus planetário.
Vivemos hoje a fase transitória desse processo, a da exploração
espacial. Mas temos tudo para vivenciar também a fase final.
Em 1971, num programa da rede inglesa BBC, as ufólogas Cynthia
Hind e Maria Smulian participavam de uma mesa redonda sobre extraterrestres,
recebendo ligações dos telespectadores, quando algo
aconteceu. Num dado momento, pela linha telefônica da produção
do programa, uma voz metálica e sem expressão entrou
no ar dizendo: “Nem todas as pessoas tem habilidade para entender
inteligências superiores”. Apesar da surpresa inicial,
o apresentador fez algumas perguntas à voz robótica
e a questionou se conhecia o primeiro ministro inglês, Edward
Heath. “Neste momento, posso ver sir Heath dormindo”,
respondeu a voz, que acrescentou: “A humanidade está
cometendo muitos erros tolos. Muitos homens sensatos falam e avisam,
mas a grande maioria das pessoas prefere assuntos sem importância”.
IMATERIALIDADE
— O apresentador insistiu, perguntando de onde tal
voz emanava naquele momento, e seguiu-se a resposta: “Estou
agora à 200 mil milhas acima da praça Oxford Circle,
em Londres. Estou falando através de uma espécie de
computador”. Tentou o jornalista novamente: “Mas por
que não vem falar cara a cara conosco?”. E mais uma
estranha resposta veio pela linha telefônica: “Eu não
tenho cara. Posso assumir a aparência humana, se quiser, mas
não por muito tempo. Nós temos vontade de interferir,
mas a primeira regra da vida é que a criatura ajude a si
mesma. O ser humano tem muita compaixão, isso é bom.
Mas o bem maior é o equilíbrio, que é o principal
elemento do universo”. Finalmente, o apresentador inquiriu
a voz sobre como poderia ter novos contatos: “Chame o espaço
exterior”. Imediatamente a ligação foi finalizada,
só sendo restabelecida com a entrada no ar de uma das pessoas
que aguardavam para fazer perguntas aos participantes do debate.
Talvez uma das grandes dificuldades da Ufologia seja admitir que
a maioria das manifestações ufológicas tenha
natureza imaterial, mesmo que às vezes pareça o contrário.
Muitos UFOs observados em forma de luz são as próprias
inteligências extraterrestres nos visitando, e não
veículos encobertos por uma camada de metal ou algo similar.
Sabemos que existem vários graus de manifestações
extraterrestres, entre elas os globos luminosos, pequenos ou grandes,
que são seres vivos da Terra e de fora dela, que atuam como
“consciências” singrando o oceano cósmico.
“A
regra inicial, quando se pensa em UFOs, é que eles podem
ser tudo o que podemos imaginar e tudo o que não podemos
imaginar. E ainda podem ser todas essas coisas juntas. Não
é fácil definir o fenômeno”
— WENDELLE STEVENS, diretor do UFO Photo
Archives |
Há
também seres que interagem profundamente com seus veículos,
tornando-se um a extensão do outro, de tal forma que vêem,
sentem e absorvem qualquer coisa que envolva a estrutura da nave,
acabando por se tornarem, quando necessário, um só.
E há ainda os seres que têm uma “vida relativa”,
entidades físicas criadas com objetivos específicos,
respondendo à distância ao controle de seu criador,
podendo ser descartados a qualquer momento. Assim funcionam algumas
comunidades de seres chamadas de “colméia”, em
que todos os seus integrantes compartilham uma mente única.
Como no caso da BBC, quantas vezes ao longo da história os
povos não têm contatado supostas divindades, denominando-as
de “senhor”, “altíssimo”, “inominável”
ou mesmo Deus? São inteligências que têm se passado
por divindades, com objetivos diversos, segundo descritos na Bíblia,
no Ramayana e no Mahabarata, por exemplo.
Portanto, Ufologia e espiritualidade sempre andaram juntas e de
mãos dadas. Na maioria dos casos, diversos povos da Antigüidade
tiveram uma postura espiritual diante dessas forças maiores
do Cosmos. Noutros, elas mesmas permitiram essa interpretação
de suas ações, com o objetivo de originar religiões.
É possível afirmar com certeza que não há
nenhuma religião que não tenha em seus fundamentos
atividades extraplanetárias. E há muitas que têm,
em algum nível, uma perspectiva bastante profunda da presença
alienígena. Todos somos extraterrestres, em maior ou menor
grau, apesar de não termos consciência disso. Em todos
os planetas, nos mais diferentes estágios físicos
ou espirituais, seres vivem suas jornadas, tal como a pluralidade
dos mundos habitados profetizada por Allan Kardec.
Poeira
Cósmica — A ciência acredita num Big
Bang, a grande explosão geradora do universo conhecido. Esse
advento remonta há 15 ou 20 bilhões anos, o que significa
que milhões de planetas surgiram de lá para cá.
Numa visão simplesmente astronômica, as estrelas são
apenas fornos termonucleares, queimando seu combustível e
transformando hidrogênio em hélio, num efeito casual
do Big Bang. Os planetas são aglomerados de poeira cósmica
oriunda dessa grande explosão. Somos seres casuais, descendentes
de primatas que evoluíram de amebas primordiais da sopa lamacenta
perdida nas eras. Sequer o espírito existe. Somos matéria
estelar apenas um pouco aprimorada por uma sucessão interminável
de “acasos”.
E tudo isso aguardando um imaginado Big Crunch, o inverso da grande
explosão ou a chamada “grande retração”.
Supõe-se que isso atrairá de volta toda a matéria
dispersa pelo Cosmos, num colapso universal. Curiosamente, a filosofia
hindu ensina há milênios que o universo é fruto
da respiração da entidade mítica Braman, que
quando expira forma o universo e, quando inspira, tudo retorna para
dentro de si. Para os hindus, esse processo de bilhões de
anos não é casual, mas o próprio Braman manifesto,
vivenciando experiências desde os mais ínfimos seres
até os mais divinos ascensos, reintegrando-os. Segundo outras
filosofias, tudo o que existe é a mais divina expressão
de Deus e a casualidade inexiste, pois tudo seguiria o plano e a
vontade da “consciência plena”. Assim, a visão
espiritualista da teosofia, da gnose e do espiritismo prega justamente
o contrário da ciência: não existe acaso e o
universo existe para abrigar a experiência de almas peregrinas,
que vivenciam nos mais diferentes locais do Cosmos a celebração
da vida. O mesmo defendem religiões como o budismo, judaísmo
e hinduísmo.
Como entender isso? Segundo círculos místicos ou esotéricos
propagam, vivemos num universo multidimensional. Mas foi só
recentemente que teorias físicas começaram a examinar
esse conhecimento ancestral. A Teoria das Super Cordas, por exemplo,
advoga que vivemos numa realidade com 10 ou mais dimensões,
mas que percebemos apenas algumas delas. Assim, não seríamos
nós, os seres extraterrestres e todos os demais seres vivos
também multidimensionais? Talvez a grande diferença
entre nós e os ETs é que eles, por seu avanço
tecnológico ou espiritual, já tenham aprendido como
manipular essas dimensionalidades.
As primeiras estrelas que nasceram logo após o Big Bang foram
classificadas como população 3, e hoje já não
existem mais. Os sistemas estelares atuais, inclusive o nosso, já
são da população 1, ou seja, mais recentes.
Dentro desse conceito, somos uma estrela amarela com somente quatro
ou 5 bilhões de anos, na borda recém formada da galáxia,
a Via Láctea. Espalhados pelo Cosmos deve haver civilizações
em todos os níveis científicos, tecnológicos
e também espirituais.
Sem
Forma Material— Os centros galácticos, que
abrigam milhões de estrelas mais antigas – da população
2 – e possuem altíssimas concentrações
energéticas, devem necessariamente ter milhares de raças
extraterrestres altamente desenvolvidas, vivendo dimensões
superiores nunca imaginadas por nós. O cientista Carl Sagan,
famoso astrônomo da série televisiva Cosmos, que era
cético em relação à existência
dos UFOs, defendia a idéia de que há pelo menos um
milhão de civilizações avançadas, somente
na Via Láctea. É razoável supor, então,
que as comunidades surgidas ainda nas estrelas extintas da população
2 tenham migrado de seus núcleos galácticos para todo
o universo físico e, principalmente, para outras dimensões.
O fato é que muito dos seres de tais comunidades não
possuem uma forma material como a nossa, que chamamos de “densa”,
mas sim uma concentração de consciência capaz
de manifestar-se em diversas realidades, além de três
dimensões. Nessas outras realidades, supõe-se, inexiste
tempo, espaço e matéria como nossa ciência as
concebe. Nelas, tudo é intangível, invisível
ou abstrato, porém totalmente real. Esses são conceitos
difíceis de serem assimilados, mas concatenados com avançadas
idéias já acolhidas pela física contemporânea.
Na verdade, os UFOs comportam-se como descrito em tais realidades
dimensionais. Adentram montanhas rochosas, como ocorre nas serras
da Beleza e de Itatins, respectivamente no Rio de Janeiro e em São
Paulo, ou ainda na Cordilheira dos Andes, no Peru, para citar apenas
alguns casos. Muitas vezes os radares não os detectam no
céu, quando visualmente estão lá, e vice-versa,
como na revoada de UFOs sobre o Centro Tecnológico da Aeronáutica
(CTA), em São José dos Campos (SP), em 1986. Nessa
ocasião, 21 objetos luminosos foram perseguidos por caças
da Força Aérea Brasileira (FAB). Os pilotos ora captavam
os objetos em seus radares, ora somente os avistavam, enquanto em
terra ocorria o mesmo.
“Os
extraterrestres atuam dentro de um sistema próprio, como
se nossas leis físicas de nada valessem. Atravessam paredes,
tetos e vidraças. E podem levar seres humanos junto deles,
que passam pelos mesmos lugares, como se seus corpos não
tivessem massa”
— BUDD HOPKINS, autor de Intrusos: Abduções
|
O ministro
da Aeronáutica da época, Octávio Moreira Lima,
confirmou a aparição classificando-a como “anomalias
de radar” ou “estranhos movimentos aéreos não
identificados”. Bolas luminosas surgem do nada e desaparecem
da mesma forma, na nossa frente, como dezenas de testemunhas afirmam
ter visto dentro do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
(Petar), em Iporanga, ou na Reserva Ecológica da Juréia,
em Peruíbe, ambas as localidades no Estado de São
Paulo. O mesmo ocorreu na onda ufológica da Nova Zelândia,
em 1978, ou na revoada de UFOs sobre Washington, nos Estados Unidos,
em 1952. Outras dezenas de casos semelhantes constam da investigação
oficial conhecida como Operação Prato, desenvolvida
nos arredores de Belém (PA) pela FAB, em 1977 [Veja UFO 54
e 55].
Tempo
Perdido— E como se não bastasse, os UFOs provocam
toda sorte de fenômenos ligados tradicionalmente ao campo
da espiritualidade. Analisando-se a casuística dos abduzidos
e contatados, observamos desdobramentos, experiências fora
do corpo e estados alterados de consciência. Talvez o caso
mais bem detalhado em que podemos verificar tudo isso seja o de
Betty Andreasson, revelado no livro Os Observadores, de Raymond
Fowler [Educare Brasil]. Sobre essa manifestação no
campo da espiritualidade, uma disciplina que tem grande contribuição
a dar à Ufologia é a projeciologia, que no Brasil
foi desenvolvida em grande parte pelo pesquisador, escritor e “viajante
extrafísico” Waldo Vieira. Ele elencou uma série
de coincidências ou semelhanças entre as abduções
e a projeção astral, nome como o qual as experiências
fora do corpo também são conhecidas.
Uma dessas coincidências está na amnésia causada
em pessoas que fazem viagens extrafísicas e vítimas
de abduções, que passam pelo chamado missing time,
ou sensação de tempo perdido. Nessa circunstância,
a pessoa não tem recordação do que lhe ocorreu
durante algumas horas ou até mesmo dias inteiros de sua vida.
Parte desse tempo consegue ser recuperado somente através
da hipnose regressiva. Há também o fenômeno
da translocação instantânea a qualquer lugar.
Em alguns casos, abduzidos ou contatados, atravessam luzes, fumaças,
névoas ou mesmo portais, surgindo em locais distantes ou
inimagináveis à nossa razão. Paralisia, catalepsia
ou estado de slow motion também são interessantes
coincidências entre as abduções e as experiências
fora do corpo. Essa situação, semelhante a um filme
passado em câmera lenta, caracteriza as chamadas “abduções
de dormitório”, que ocorrem durante a noite, quase
sempre com a vítima em seus aposentos. Ela não consegue
se movimentar, tem vontade de gritar e não pode, quer fugir
mas seus músculos não respondem.
O surgimento de luzes coloridas diversas também são
interessantes coincidências, assim como a flutuação
do corpo físico ou – mais complexo ainda - da consciência.
O primeiro caso é a marca registrada do Fenômeno UFO,
a multiplicidade de luzes e cores fantásticas envolvidas
nas aparições de naves. O segundo já foi verificado
em vários casos, quando os abduzidos relatam que flutuaram,
sentiram-se muito leves ou atravessaram portas, janelas fechadas
ou mesmo paredes. Muitas dessas ocorrências podem ter sido
abduções apenas do corpo bioenergético, o chamado
corpo astral.
Locais fora de padrão, sem arestas, cantos ou linhas retas
também são relatados tanto por abduzidos e contatados
quanto por pessoas que exercitam viagens astrais. Isso se explica
porque, de modo geral, como já se documentou exaustivamente,
os extraterrestres têm preferência pelas formas arredondadas,
que parecem estruturar desde seus veículos até seus
equipamentos e suas casas – até onde podemos verificar
em relatos de supostas visitas de seres humanos às suas origens.
Também é fato conhecido que as formas arredondadas,
que evitam quinas e cantos, facilitam a livre circulação
de energias.
Estações
Orbitais — Outra semelhança entre os dois
campos, atestando uma ligação da Ufologia com a espiritualidade,
são os espaços não-terrestres com superfícies
curvilíneas. Vários ambientes visitados pelos abduzidos,
desde os discos voadores em si até as estações
orbitais, naves-mãe e lugares não identificados, apresentam
essa conformação característica de locais extrafísicos.
Nelas é comum encontrar-se criaturas diferentes do ser humano,
mas mesmo assim humanóides. Em praticamente 99% dos relatos
de encontros com seres alienígenas, analisados na casuística
mundial, sua tipologia demonstra que eles têm o mesmo padrão
da anatomia terrestre: cabeça, tronco e membros. Algumas
criaturas têm olhos maiores que os humanos. 70% dos casos
de contatos registrados se dão com humanóides do tipo
alfa ou gray [Cinzas], que têm olhos grandes, negros e marcantes,
e assombram o subconsciente das testemunhas enquanto estão
dentro do missing time. Em vários casos de contatos com seres
do tipo beta, humanos, estes tinham olhos amendoados um pouco maiores
que o normal.
Como
uma das mais fortes coincidências entre as abduções
e as projeções astrais está a ocorrência
de diálogos telepáticos ou mentais entre as partes
envolvidas. Os grays geralmente apresentam apenas uma fenda pequena
e sem dentes no lugar da boca. Portanto, aparentemente, comunicam-se
por telepatia, apesar de várias vezes se ter ouvido certos
grunhidos ou sons melodiosos trocados entre eles. Já os seres
do tipo beta, em geral, falam a língua dos abduzidos ou contatados,
mas demonstram também dominar sem problemas a capacidade
telepática.
Ambientes
Estelares — Abduzidos e viajantes extrafísicos
também compartilham, em suas experiências, uma visão
da Terra de um ponto externo a ela, quando aparece pequena ou à
distância. Várias testemunhas relatam ter visto o planeta
através de escotilhas ou de telas panorâmicas, quando
estiveram em UFOs. Segundos após a abdução,
as naves já se encontravam na alta atmosfera terrestre ou
mesmo em ambientes estelares. Junto dessas características
está a perda da noção exata do tempo. Isso
se dá porque, inúmeras vezes, o tempo sofre distorções
que variam de minutos ou horas até dias ou semanas, numa
viagem ufonáutica. E as pessoas a bordo dos veículos
não sabem precisar quanto tempo passaram neles, pois perdem
todos os referenciais, apesar de seu relógio parecer normal.
Outro estranho efeito que se dá entre pessoas que fazem desdobramentos
fora do corpo e as que são abduzidas também envolve
uma questão temporal. Trata-se da divergência da duração
da experiência entre “quem foi” e “quem
ficou”, algo que lembra, à primeira vista, o Paradoxo
do Relógio, de Einstein, segundo o qual alguém numa
viagem espacial a velocidades lumínicas terá o tempo
passando cada vez mais lentamente, conforme se aproxima da velocidade
de luz, do que outra que ficou na Terra. Mas esse efeito parece
ter implicações muito mais profundas, pois a própria
ciência já duvida que a velocidade da luz seja realmente
impossível de ser ultrapassada. E os UFOs demonstram características
multidimensionais, o que deve representar um rompimento brutal de
todos os preceitos relativísticos. Na prática, podemos
permanecer horas num UFO e isto representar dias ou semanas na superfície
terrestre, mesmo sem viajarmos na velocidade da luz.
A expansão da consciência e a potencialização
na elaboração de pensamentos é algo coincidente
entre experiências fora do corpo e abduções.
Um contato com alguém de outro planeta, por si só,
é uma ocorrência de tal magnitude que provoca uma reformulação
geral em todos conceitos de quem a vive, sejam científicos,
sociológicos ou mesmo espirituais. É natural que isso
seja um agente catalisador do mecanismo de busca interior inerente
ao ser humano. Seja positiva ou negativa, dentro de parâmetros
humanos de avaliação, a experiência sempre ocasionará
um ganho consciencial.
E concomitantemente a tudo isso, há a intensificação
ou o surgimento de faculdades paranormais, tanto para quem passa
por uma abdução quanto para quem lida com a espiritualidade.
Para entender isso, é preciso compreender que somos seres
essencialmente energéticos. Que emitimos radiação
infravermelha, possuímos corrente eletromagnética
e um envoltório áurico detectado através de
fotos Kirlian etc. E não há como negar que os UFOs
também envolvem altíssimas energias, que, via de regra,
causam nos abduzidos irritação nos olhos, enjôos,
disfunções sexuais, depressões etc, quando
retornam. Também podem gerar sensitividade e despertar dons
artísticos ou paranormais, conforme o caso. Em face disso,
precisamos urgentemente concentrar esforços para desvendar
aos aspectos bioenergéticos do ser humano, para aumentarmos
nossa compreensão sobre tais interações entre
os UFOs e a humanidade.
Cabe aqui uma reavaliação da teoria dos chakras e
suas funções. São vários os segmentos
que promovem estudos da bioenergética, e mesmo dentro do
espiritismo encontramos muitos estudos que nos auxiliam na compreensão
da estrutura energética humana e suas interações
com o meio ambiente. Talvez, assimilando essa parte básica
de nossa natureza, poderemos buscar as mais elevadas. O espiritismo
apresenta quadros descritivos da vida em outros orbes. Allan Kardec,
codificador da doutrina espírita, já em 1868, defendia
a pluralidade dos mundos habitados.
Bioenergética—
Em seu livro Céu e Inferno dizia que “...a
humanidade não está limitada à Terra. Ela ocupa
inumeráveis mundos que circulam no espaço, povoou
aqueles que já desapareceram e povoará os que ainda
vão se formar”. Isto nos faz relembrar que somos apenas
filhos de uma estrela amarela jovem, na borda recém criada
da Via Láctea, uma civilização recentíssima
no panorama universal. Muitos outros surgiram antes de nós.
Já no Livro dos Médiuns, Kardec descreve
algumas manifestações espirituais interessantes. “Os
espíritos podem produzir luzes e chamas para marcar sua presença.
Podem variar sua aparência, mas em geral apresentam o tipo
humano”. E mais adiante, na mesma obra, o autor diz que “...o
espírito pode tomar todas as aparências ou a que melhor
se faz reconhecer. E quase nunca se vê andando, porém
deslizando como as sombras”. Na casuística ufológica
temos centenas de casos onde “luzes inteligentes” ou
sondas de vários tamanhos passeiam por florestas, cidades
e até adentram casas. Muitos contatados avistaram essas luzes
ou formas humanóides deslizantes, durante ou após
psicografias e canalizações, como provas de contatos
extraterrestres.
Testemunhas casuais ou grupos de estudos, durante vigílias
específicas, também narraram a observação
de seres flutuantes e de massas luminosas que mudavam de formato
ou que se transmutavam, assumindo um aspecto humano. Com essa fenomenologia
sendo registrada, parece cada vez mais difícil diferenciar
anjos de espíritos, demônios de ETs, ou todos entre
si. Serão eles tudo isto ou nada disto? O mesmo Livro dos
Espíritos traz a reafirmação da pluralidade
dos mundos: “Todos os globos no espaço são habitados
e o homem está longe de ser, como crê, o primeiro em
inteligência e perfeição. Os que imaginam que
somente nosso pequeno mundo tem o privilégio de abrigar seres
racionais estão apenas cobertos de orgulho e vaidade”.
O espiritismo divide os mundos em cinco categorias: (a) primitivos;
(b) de expiações e provas; (c) regeneradores; (d)
afortunados ou felizes; e (e) celestes. Nessa classificação,
a Terra estaria na passagem de mundo de expiação e
provas para um de regeneração. Haveria milhares de
orbes à nossa frente e em todas as dimensões inimagináveis
da matéria. E o mesmo tanto atrás de nós. Na
década de 50, uma série de livros psicografados pelo
médium paranaense Hercílio Maes gerou polêmicas
que perduram até hoje. Seu conhecido A Vida no Planeta Marte
e os Discos Voadores [Editora do Conhecimento], supostamente transmitido
pelo espírito indiano Ramatis, descreve em detalhes a vida
cotidiana dos marcianos e suas naves.
Mas a ciência jamais logrou identificar qualquer forma de
vida no Planeta Vermelho, ainda mais nos moldes descritos por Ramatis.
Desde 1976, quando a missão Viking enviou milhares de fotos
de Marte, muitas perguntas surgiram e a maioria está sem
respostas até hoje. As fotos mostravam supostas ruínas
parecidas com uma cidade inca, pirâmides, construções
enormes e o famoso rosto com feições humanas da planície
de Cydonia [Veja UFO 66]. Agora, há poucos anos, novas fotos
da missão sonda Mars Global Surveyor ao planeta mostram estranhos
túneis e um novo rosto, a King Face [Veja UFO 87]. Dos canais
de Schiaparelli até os recentes projetos da NASA, o debate
continua. A comissão encabeçada por Richard Hoagland
luta há anos para que a agência espacial norte-americana
libere as verdadeiras informações sobre o que há
na superfície do planeta.
Astro Intruso — No entanto, grupos espíritas
ligados ao Movimento Ramatis, iniciado por Maes, vêem em cada
nova descoberta da NASA a chance de mostrar que o espírito
indiano tinha descrito uma civilização que realmente
existiu no passado. Ela poderia ter se extinguido, adentrado o planeta
para viver em seu subterrâneo ou, ainda, se fixado numa outra
faixa vibratória, ainda que com resquícios no plano
físico. De qualquer maneira, independente de Ramatis, nosso
inconsciente coletivo sempre nos ligou de certa forma a Marte. Desde
que se formulou a hipótese extraterrestre, Marte foi eleito
como a origem de estranhos homenzinhos verdes. Os EUA viveram a
atribulada transmissão radiofônica da Guerra dos Mundos,
em que Orson Welles colocou a Terra à mercê de criaturas
do planeta vizinho. Antes disso, Galileu e Lowell, muitos filósofos
e escritores também dirigiram sua mente ao misterioso deus
da guerra.
Já os pesquisadores identificaram um aumento no número
de avistamentos de UFOs nos períodos em que Marte está
mais próximo da Terra, que ocorre a cada 26 meses. Essa intensificação
talvez esteja ligada mais ao inconsciente coletivo do que propriamente
à questão da proximidade entre os planetas. Talvez
o anseio da possibilidade ative um estado de alerta nessa época,
gerando um maior número de relatos. A observação
sistemática também demonstra que os UFOs não
têm obstáculos físicos como nós. Ou seja,
para nossa astronáutica alguns milhares de quilômetros
são um diferencial importante, mas para eles talvez não
representem quase nada. Essas naves submergem nos oceanos, adentram
em maciços rochosos, vagam pela estratosfera, aportam na
Lua, desmaterializam-se na frente testemunhas e são invisíveis
ao radar, isso tudo quando não atingem velocidades que vão
de zero a 100 mil km/h em segundos.
Reformulação
Espiritual — Ir a Marte ou qualquer outro lugar no
Sistema Solar pode ser, para os ETs, algo como atravessar a rua
para um felino esperto, um trajeto curto para alguém liso
e rápido, em dois ou três saltos acrobáticos.
Hercílio Maes e Ramatis acabaram por dividir opiniões
da comunidade espírita, o que perdura até hoje. Em
1956, a Federação Espírita de São Paulo,
por exemplo, reconheceu a validade da obra psicografada através
da revista O Semeador. Entretanto, seus livros foram pouco aceitos
pelos mais ortodoxos. Em Mensagens do Astral, outra obra também
ditada por Ramatis, o autor forneceu as bases de várias crenças
que vigoram até hoje, como a existência de um “astro
intruso” no Sistema Solar, muitas vezes chamado de Planeta
X, Hercólubus, Planeta Higienizador etc.
A obra também gerou a crença de que haverá,
em breve, uma verticalização do eixo terrestre e a
reformulação espiritual do planeta. Esse astro intruso
teria uma órbita excêntrica em torno do Sol, com um
ciclo de 6.666 anos – curiosamente, um número apocalíptico.
E teria seu tamanho estimado um pouco maior que a Terra, porém
com um campo magnético 3.200 vezes superior ao nosso. Sua
primeira função seria atrair e sugar, com tal campo,
os espíritos inferiores responsáveis pela violência,
pelas injustiças e por toda a imoralidades que tomaram conta
da Terra. Isso consumiria dois terços da humanidade, que
seria sugada pelo astro.
Daí os termos Planeta Chupão e Higienizador. Essa
migração compulsória de “almas inferiores”
reuniria espíritos exilados num novo orbe, com evolução
material primitiva, abrigo de uma civilização ainda
em seus primórdios. Reencarnações desse tipo
promoveriam, segundo preceitos espíritas, a expiação
de karmas e o aprendizado necessários aos exilados, além
de impulsionar a evolução dos seres primários
que ali habitam. Apesar da dificuldade da ciência acadêmica
em verificar essas teorias, vários pesquisadores da tanatologia
e da projeciologia defendem que a migração de almas
entre os mundos – também conhecida como “transmigração”
– seria uma constante, em vez de mera fantasia. Através
da terapia de regressão a vidas passadas, muitas pessoas
comuns acabam por reviver e trazer à consciência supostas
encarnações noutros pontos do universo, entre eles
as Plêiades, Órion e Lira, além de outros sequer
conhecidos.
Igualmente, muitos abduzidos e contatados acreditam ter ligações
ancestrais com seus abdutores ou contactantes, fato algumas vezes
confirmado por eles. O autor que mais se aprofundou na questão
da evolução através de exílios estelares
foi o também espírita Edgard Armond, autor de Exilados
de Capela. Em seu livro, Armond relata com detalhes o degredo de
um grupo de espíritos que transmigraram para o planeta Terra.
Através da psicografia, o espírito Emmanuel já
havia se referido a essa estrela, distante 45 anos-luz de nós.
“Nos mapas zodiacais terrestres, observa-se uma grande estrela
na Constelação do Cocheiro, que recebeu o nome de
Capela. É um magnífico sol que tem também uma
família de mundos avançados, que elevam glórias
divinas ao ilimitado”, teria ditado Emmanuel aos seus canais
terrenos. Capela também é uma estrela amarela similar
ao nosso Sol, situada entre as constelações de Touro
e Gêmeos. Seria a origem de grupos de almas que vieram para
cá há aproximadamente 150 ou 200 mil anos, encarnando
e sendo responsáveis pelo aparecimento do Homo sapiens.
Tal fato seria a explicação para a inexistência
do chamado elo perdido na escala da evolução genética
humana. Nossos ancestrais Pitecantropus erectus, há 500 mil
anos, eram verdadeiros homens-macacos, com inteligência bastante
limitada e pouco desenvolvidos em todos os sentidos. Sem uma transição
coerente – o tal elo perdido – surge logo após
dele o Homo sapiens, já muito inteligente e utilizando o
fogo, armas de pedra, formando famílias etc. Ou seja, um
homem estruturado física e mentalmente, similar ao que somos
hoje. Como explicar esse salto em nossa evolução?
Anjos
Caídos— Armond acreditava que a ciência
não descobriu os elos intermediários porque eles realmente
não existem, pois teriam sido plasmados em outros planos
dimensionais pelos prepostos de Deus, transformando o animal mais
evoluído da espécie no ser humano atual. Uma vez prontas
as matrizes capazes de receber as almas vindouras, teriam ocorrido
as transmigrações de milhares delas, exiladas de Capela.
Essa chegada também teria sido considerada o que em certas
religiões se conhece como “queda dos anjos”,
pois esses espíritos expurgados teriam declinado de uma condição
superior em seu planeta de origem para uma vida expiatória
na Terra. Alguns estudiosos acreditam que também teria sido
a queda de Lúcifer e suas hostes celestes.
Igualmente, o livro apócrifo bíblico de Enoque relata
a chegada de anjos do céu, que tomaram esposas entre as mulheres
terrestres. Foram ele, Samyaza, Tamiel, Ramuel, Azael, Saraknial
e Turel, para citar apenas alguns. Eles trouxeram conhecimentos
astrológicos, astronômicos, agrícolas e mágicos
aos moradores do expiante mundo terreno [Veja UFO 89]. Simultaneamente
a essas teorias, a Ufologia também aventa como hipótese
de trabalho uma intervenção extraterrestre nessa lacuna
antropológica, e teve em Erich von Däniken seu principal
promotor, através do bestseller Eram os Deuses Astronautas?
Segundo a interpretação de Däniken dessa teoria,
os deuses, na verdade, seres extraterrestres, teriam modificado
o primata original e implantado sua inteligência e as mutações
genéticas necessárias para o florescimento da civilização
terrestre. Se os ETs atuam nas diversas dimensões dos planetas
não é impossível que tenham coordenado, de
certa forma, uma chegada de almas exiladas e colaborado na implantação
material e espiritual da humanidade. Logo, ciência, Ufologia
e espiritismo podem todas estar corretas. Da coordenação
de suas idéias poderemos obter respostas a muitas perguntas.
No famosíssimo Caso Alexânia, por exemplo, ocorrido
na década de 70, o general Alfredo Moacyr Uchôa dirigiu
pesquisas que resultaram em dezenas de contatos com seres não
terrestres. Na localidade das pesquisas, em Goiás, ocorreu
variada gama de fenômenos luminosos, desde sondas coloridas
até naves estruturadas, além de contatos paranormais.
Nesse caso específico, os contatos tiveram um cunho bastante
espiritual, com dezenas de informações recebidas tratando
do crescimento da humanidade.
Tecnologia
Superior — Apesar de, em 1960, o renomado professor
e pioneiro da conquista do espaço Hermann Oberth, no Congresso
de Ufologia Wiesbaden, na Alemanha, ter afirmado categoricamente
que os discos voadores eram máquinas com tecnologia superior,
o general Uchôa já questionava em seu livro Mergulho
no Hiperespaço a natureza extrafísica dessas naves.
“Como explicar a invisibilidade desses objetos e os casos
de transparência de algumas naves?”, perguntava Uchôa,
para fornecer a resposta adiante. “Devemos conceber a existência
de um imenso organismo de infinitas esferas de substâncias
mais ou menos sutis, as quais se interpenetram, sem limites fixáveis,
borbulhantes de vida, energia, formas e um ritmo mágico de
inter-relacionamentos. Fluxos de energias, provocariam subidas e
descidas dimensionais, passagens e portais. Daí a invisibilidade
ou estados intermediários”.
Uchôa foi um cientista, professor de cálculo vetorial
e mecânica racional da Escola Militar de Realengo e da Academia
das Agulhas Negras, ambas no Rio de Janeiro. Portanto, jamais poderia
ser taxado de místico, da forma pejorativa como muitos pesquisadores
sérios são chamados até hoje. Seu trabalho,
calcado na ciência, baseava-se também firmemente no
que ele definia como “crença no amor ao Cristo Cósmico
e na grandeza do ser humano”, conforme suas próprias
palavras.
Ao tentarmos compreender integralmente a Ufologia, temos que recorrer
a uma das máximas do filósofo matemático René
Descartes: “Para atingirmos a verdade, é preciso uma
vez na vida nos desfazer de todas as opiniões aceitas e reconstruir
novos sistemas do próprio conhecimento, desde seu fundamento”.
|
“Devemos
conceber a existência de um imenso organismo de infinitas
esferas de substâncias mais ou menos sutis, as quais
se interpenetram, sem limites fixáveis, borbulhantes
de vida, energia, formas e um ritmo mágico de inter-relacionamentos”
— ALFREDO MOACYR UCHÔA, autor
de Mergulho no Hiperespaço e um dos maiores ufólogos
que o Brasil já teve
|
O
conhecimento da ação alienígena na Terra está
intimamente ligado à espiritualidade do homem
Em
1959, Friedrich Jurgenson, durante uma gravação de
gorjeio de pássaros, registrou acidentalmente estranhas vozes,
que acabaram classificadas como provenientes do além. Era
o início do que hoje é conhecido como transcomunicação
instrumental (TCI).
Conduzindo pesquisas nessa área, a brasileira Sonia Rinaldi
obteve uma série de incríveis revelações,
manifestadas através de um espírito que se identificou
como Gregório, que interessam aos espiritualistas e, notadamente,
aos ufólogos. Conforme Gregório, há uma imensa
cidade espiritual situada sobre a região norte da Europa,
onde viveriam os cientistas que um dia habitaram a superfície
terrestre. Eles desenvolveriam estudos e planejariam futuras encarnações
na Terra, para continuar trabalhando no aprimoramento tecnológico
e auxiliando a evolução humana. Ainda segundo o espírito,
há também uma grande plataforma – uma espécie
de discoporto – onde seres da estrela Aldebaran costumariam
aportar.
O astro, o mais brilhante da Constelação do Touro,
estaria a 60 anos-luz de nosso planeta.
No livro Missão Alpha I, de autoria de Gregório e
psicografado por Sonia Rinaldi, obtemos a descrição
de um contato ocorrido nesse discoporto: “Enquanto a comitiva
aguardava os visitantes da Constelação do Touro, uma
gigantesca nave materializou-se diante da plataforma. Alguns se
surpreenderam, mas um dirigente explicou que os seres de Aldebaran
não utilizavam a locomoção contínua,
porém dominavam o espaço e o tempo. Logo, a atenção
voltou-se para uma passagem luminosa que se abria na nave. E então
surgiu um foco de luz e, atrás dele, outro. São eles?,
perguntou alguém.
Novamente o dirigente explicou: "Nossos irmãos têm
um grau evolutivo que hoje os faz assemelharem-se a pequenos sóis.
Eles irão transfigurar-se em nosso biótipo, para facilitar
seu trânsito entre nós e também sua comunicação
conosco”. A luz que emanava dos focos radiantes passou
a alterar sua cor e a freqüência de suas vibrações.
Tudo indica que era uma espécie de diálogo telepático
com o dirigente.
Visitantes
de Aldebaran — Continua o relato: “Em seguida,
utilizando um dos presentes como modelo, os focos se transformaram
em duas figuras resplandecentes com traços humanos e habilitados
para falar”. Esses visitantes de Aldebaran teriam finalmente
se encontrado com os cientistas desencarnados, apoiando o projeto
de aprimoramento das técnicas de TCI para contatos entre
os mundos sutis e físicos. De qualquer forma, independente
da TCI, a Ufologia moderna classifica os contatos de graus elevados
com seres extraterrestres de maneira a se compreender melhor sua
manifestação. Enquanto a classificação
clássica do astrofísico J. Allen Hynek descreve os
contatos com ETs de maneira diversa, certas correntes da Ufologia
atribuem a classificação CI-4 para abduções
variadas e CI-5 para os contatos ditos paranormais, onde a sigla
CI significa contato imediato. Segundo essa interpretação,
podemos identificar pelo menos quatro tipos de seres extraterrestres
e diferentes maneiras de como viveriam entre nós:
Infiltrados
— São aqueles que, de acordo com suas necessidades,
misturam-se ao povo como cidadãos quaisquer, observando e
atuando sem que percebamos sua existência. Sua aparência
pouco difere da nossa, tendo em geral olhos um pouco maiores, estatura
avantajada e tipo físico nórdico ou europeu. Esses
seres teriam um estranho comportamento, sendo envoltos em uma aura
de mistério. São carismáticos ou lacônicos,
mas tipicamente diferentes, e interagem conosco de modo inesperado.
Entrantes
— Estes seriam seres que, após a saída
do espírito natural de um corpo físico, tomariam conta
da matéria para realizar seus trabalhos. Sua característica
é a mudança total do comportamento do indivíduo,
já que não é efetivamente a mesma pessoa de
antes. Essa troca pode ocorrer durante o sono, num acidente ou mesmo
na morte. Seus olhos são estranhos e, quando encarados fixamente,
podem apresentar quatro pupilas sobrepostas, uma vez que o “encaixe
perispiritual” na hora da substituição nunca
é perfeito.
Dimensionais
— Atuariam principalmente em áreas acima das
três dimensões conhecidas. Adensariam no plano físico
por manipulação dos padrões vibratórios
da matéria e dominariam a transformação de
partículas em ondas e vice-versa, técnicas que nossa
física ainda trata no campo hipotético. Esses seres
se locomoveriam livremente, rompendo a barreira da luz e do espaço-tempo,
acessando pessoas ou locais de forma imediata. Mantêm um complexo
aparato tecnológico invisível ao nosso rastreamento,
via radar ou satélites, orbitando o globo e instalados em
locais subterrâneos, picos de montanhas e o fundo dos oceanos.
Encarnados
— Estes seres que se dividem em conscientes e inconscientes.
Os primeiros são uma pequena minoria que, apesar de nascidos
de forma usual e terem uma vida aparente normal, têm consciência
de sua natureza estelar. Muitos mantêm contatos desde criança
com inteligências extraterrestres ou dimensionais. Têm
firme determinação e realizam tarefas específicas
junto à sociedade. Trabalham em processos de cura, métodos
alternativos, paranormalidade ou mesmo dentro da Ufologia. Às
vezes, despertam repentinamente na vida adulta, abandonando planos
já traçados e mudando radicalmente os rumos de seu
destino. Começam a manter contatos telepáticos ou
a canalizar mensagens com variadas abordagens e temas. A grande
maioria desses seres é insuspeita e permanece desconhecida
da Ufologia convencional, apesar de ser atuante dentro a missão
a que se propuseram.
Já os encarnados inconscientes teriam uma insatisfação
inexplicada, por não possuírem lembrança clara
de sua natureza, origem ou missão. Independentemente disso,
dedicam suas vidas à busca de respostas, pesquisa contínua
ou à espiritualidade. Mesmo sem perceber, são às
vezes direcionados a realizar projetos culturais, sociais e de auxílio
humanitário. Sentem uma solidão interior muito grande,
juntamente com um fascínio demasiado pelas estrelas e o universo.
Esses encarnados inconscientes se uniriam a grupos de pesquisas
astronômicas, esotéricas ou ufológicas, onde
se destacam e se contrapõem a interesses movidos meramente
pela curiosidade, egocentrismo, fama ou lucro. Teriam certa dificuldade
em relacionar-se com outras pessoas no mundo atual, pois vêem
com clareza que nossa civilização ainda está
num espantoso grau de barbárie. Seriam afetados psicossomaticamente
pela natureza violenta do cotidiano, pela insensatez da mídia
e a alienação generalizada. Mantêm contatos
outras formas de consciência, através de desdobramento,
meditação e outros estados alterados, assimilando
o conhecimento necessário às suas vidas ou contatando
entidades da mesma origem que a sua.
Almas
Peregrinas — Em sua natureza essencial, todos os
seres humanos são ao mesmo tempo espirituais e extraterrestres.
São almas peregrinas viajando pelo Cosmos, numa jornada aparentemente
evolutiva. A diferença entre eles é que alguns já
experimentaram viver em muitos mundos diversos, fazendo parte de
várias civilizações. Eles são, portanto,
carregados de bagagem e capazes de repassar conhecimentos nos orbes
em que encarnam. Numa visão espiritualista, os humanos seriam
faíscas divinas formatadas em modelos biológicos,
ou seja, efetivamente perfeitos pela própria origem. Ao redescobrir
e aceitar esta verdade fundamental, a pessoa pode almejar a retirada
de todo o imenso conteúdo de conceitos psico-sociais que
possui, que fortalece o ego e reduz a essência divina do ser,
acorrentando sua consciência.
Envolvido por falsos deuses, enganado por sociedades secretas e
mantido cativo por religiões e governos – um movimento
gigantesco que alguns chamam de Matrix –, o ser humano é
arrebanhado e retido como um animal em cativeiro. Tem pouca ou nenhuma
informação sobre sua origem, missão e destino.
E sabe menos ainda sobre os detalhes do conjunto dos demais seres
que, como ele, constituem a raça humana. Assim, somente ao
tentar quebrar todas essas correntes de forças, impostas
contra nossa vontade ou nossa consciência, poderemos vivenciar
uma realidade cósmica superior, livre de amarras e livre,
inclusive, da atuação nefasta de seres extraterrestres
descompromissados com nosso bem-estar.
Sobre isso, vejamos um caso ocorrido na década de 70, nos
arredores da Floresta Nacional de Ipanema, em Araçoiaba da
Serra, uma típica cidade interiorana à 120 km de São
Paulo. Vamos chamá-lo apenas de Caso Maestro. A Floresta,
sediada na Fazenda Ipanema, abriga um conjunto de monumentos históricos
de grande relevância para nosso país. Foi nesse local
que aconteceu uma sucessão de fatos insólitos com
bolas e formas luminosas, seres avançados e outras “realidades”.
O protagonista desses episódios é pessoa culta, bem
formada e inteligente, até então totalmente cético
quanto a possibilidade de tais manifestações. Com
espírito crítico e questionador, deparou-se com seres
dimensionais que transformariam sua pessoa.
Certo dia, em seu sítio, Maestro avistou um UFO do qual surgiram
duas formas humanóides pouco definidas no contraste da noite.
Eles se comunicaram com a testemunha através do que chamamos
de “pacotes de informação mental”, uma
espécie de telepatia em que idéias, dados e sua compreensão
são transmitidos de forma aglomerada, impossível de
explicar. Este foi o primeiro de uma série de encontros,
através dos quais surgiu para o protagonista a possibilidade
de contatar sua verdadeira essência humana. “Compreendi
que há um grande poder que não se manifesta fora do
ser vivo. Ele está adormecido dentro de nós e espera
que o despertemos. Sua força é ilimitada e pode gerar
capacidades que a imaginação nem sabe conceber. Uma
vez devidamente solicitado, esse grande poder nos fornece faculdades
novas e fabulosas”, disse Maestro.
O contato em Araçoiaba da Serra progrediu e os seres se comunicaram
várias vezes com a testemunha. Entre outras coisas, falaram
sobre algumas das possibilidades latentes em nossa natureza essencial.
Descreveram a Maestro como se tornar invisível, ágil
ou ubíquo, e como se transformar em algo imponderável
e indestrutível pelo fogo ou outro elemento. Falaram ainda
sobre como é possível se comunicar através
da mente com qualquer outro ser vivo. Para essas criaturas, mover
massas colossais e visitar qualquer parte do universo era algo comum.
Por sua natureza, são imortais e podem dar novas formas a
si mesmos. Poderiam ainda materializar-se em qualquer lugar, interferir
nos acontecimentos e perceber tudo à distância.
E o mais importante de tudo é que todas essas façanhas,
segundo os estranhos visitantes, também estariam à
disposição dos seres humanos, pois também teríamos
poder para isso. Porém, é preciso antes aprender a
agir de maneira sublime, livres das amarras do ego, que deseja tudo
para si. E agir de forma sublime é colocar como prioridade
as necessidades da nossa espécie, da humanidade ou do conjunto
dos seres vivos em geral, em detrimento de nossas necessidades individuais.
Essa premissa nos remete à oração de São
Francisco de Assis, que garantia que “...é dando que
recebemos; é perdoando que somos perdoados; e é morrendo
que nascemos para a vida eterna”. Morrer, nessa expressão,
significa vencer nosso ego.
Conexões
Holográficas — Nada no universo está
desligado de um conjunto. Tudo faz parte de tudo. O universo, na
verdade é um holoverso – de natureza holográfica
– onde o todo está nas partes, ínfimas que sejam,
e essas partes interagem com o todo. Ao tentar comprovar essa definição,
a ciência hoje postula a Teoria dos Campos Morfogenéticos,
nos quais os seres vivos interagiriam e influenciariam uns aos outros,
independente das distâncias que os separam. Quando um ser
de uma determinada espécie assimila algum conhecimento, o
conjunto de todos os seres dessa mesma espécie, de alguma
forma intangível, cresce juntamente. Todos os membros dessa
comunidade acabariam por assimilar o mesmo conhecimento, em qualquer
lugar em que estejam.
Nesse holoverso não há coincidências: tudo tem
uma razão coerente de ser, um sincronismo perfeito. Portanto,
muito do que é classificado hoje como algo místico,
poderá num futuro próximo ser considerado ciência
pura. Somos seres formados basicamente de água e, portanto,
sujeitos a “marés internas” – tanto quanto
em nosso planeta as manifestam as marés oceânicas,
por influência da gravidade da Lua. Nosso satélite
há milênios encaixa-se perfeitamente sobre o Sol, produzindo
eclipses exatos. Protetora natural da Terra, a Lua absorve para
si quase a totalidade de meteoros que pretendiam atingir nossa superfície.
E ainda assim a ciência vê nesse processo um mero acaso,
como a própria origem da vida no planeta. E utiliza o princípio
da Navalha de Ockham, que “corta” as explicações
mais complexas em função das mais simples.
Tal método é no mínimo uma atitude anticientífica,
pois a verdadeira ciência busca a verdade, seja lá
qual ela for, tenha o formato que tiver. Criar uma tendência
ou buscar o reducionismo à simplicidade nas explicações
não condiz com a mentalidade aberta, que necessariamente
um cientista deve ter para promover os saltos importantes do conhecimento
humano. Se a navalha fosse usada desde os primórdios, as
estrelas seriam furos na cortina da noite, os meteoritos não
existiriam e a Lua seria apenas uma bola de queijo. A ciência
é um caminho natural para o saber. Entretanto, precisamos
manter a flexibilidade mental, ter um espírito inovador e
a certeza de que ainda há muito a desvendar.
Em junho de 1996, na Reserva Sioux Yankton, no Estado de Dakota
do Sul (EUA), líderes das tribos Lakota, Oglala, Iroquois,
Obeida, Hopi e Yaqui, entre outras, estiveram reunidos numa assembléia
Entre eles estavam também os pesquisadores Robert Dean, ex-militar
da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN), o médico e professor John Mack, o estudioso Leo Sprinkle
e dezenas de outros estudiosos. Era um simpósio inusitado
e único, chamado Conferência do Conhecimento das Estrelas.
“Seu objetivo era compartilhar um conhecimento ancestral dos
indígenas com seus irmãos civilizados, acerca do sagrado
conhecimento cósmico”, declarou Dean.
O guardião e chefe lakota Alce em Pé declarou na abertura
dos trabalhos que os curandeiros tribais tinham a habilidade de
comunicar-se com a Mãe-Terra e suas entidades espirituais,
e também com os povos das estrelas. “Eles foram as
entidades mais importantes que nos contataram, pois ensinaram muitas
coisas aos nossos povos. Seus mundos são baseados em leis
espirituais e universais. Eles não utilizam sistemas monetários
e se preocupam com o bem-estar ecológico dos planetas”,
disse Alce em Pé. Alguns xamãs descreveram os ETs
como “homens com mais de dois metros”, enquanto outros
os assinalaram como “formigas de olhos negros”. No primeiro
caso, se refeririam aos tipos nórdicos e, no segundo, aos
grays [Cinzas]. Os chefes das tribos representadas na conferência
relataram encontros alienígenas ao longo da história
de seus povos e a maneira como foram auxiliados com curas, ensinamentos
e até profecias. Esse contato perdura até hoje, através
de pajés de inúmeras etnias indígenas, em contatos
físicos, sonhos e outros estados alterados da consciência.
No final dos trabalhos na Reserva Sioux Yankton, algo incomum aconteceu:
durante a dança do Sol que realizam os presentes, um círculo
perfeito de nuvens formou-se sobre o local durante uma hora, apesar
dos ventos, e exibiu-se um maravilhoso anel arco-íris.
Em julho de 1990, estive com membros da Associação
de Pesquisas Ufológicas (APU), coordenada pelo astrofísico
Laércio Fonseca, numa vigília ao lado do Observatório
de Capricórnio, em Campinas (SP). Após alguns exercícios
de relaxamento, todos se sentaram em círculo para meditar.
Era uma noite fria e totalmente nublada. Estávamos numa imensa
rocha atrás do observatório, com uma excelente visibilidade
do céu. Logo após iniciarmos as atividades, um sensitivo
começou a canalizar um contato e respondeu as várias
questões dos presentes. Perguntei para a entidade que se
manifestava através dele por que algumas pessoas mantinham
uma verdadeira obsessão pela Ufologia e por contatos extraterrestres.
E seguiu-se a resposta: “A maioria dessas pessoas já
viveu entre nós e muitas foram instruídas por aqueles
que vocês chamam de ETs. Eis o porque de sua grande ligação
para conosco”.
Camada
de Nuvens — Em seguida, alguém questionou
a mesma entidade onde ela estaria naquele momento. “Aqui mesmo,
acima de vocês”, foi a resposta. Por reflexo, todos
olharam para cima e constataram que havia furo na densa camada de
nuvens que cobria toda a região, exatamente sobre onde estávamos.
Era um círculo perfeito, através do qual podíamos
ver claramente as estrelas acima de nós. Depois de uns 30
minutos, quando a comunicação terminou, as nuvens
voltaram a fechar aquele círculo, e a noite tornou-se novamente
nublada. Em março de 1994, na cidade de Limeira (SP), repetiu-se
situação idêntica e novamente os demais presentes
e eu tivemos o que se classificaria como um contato canalizado.
Para quem viveu esse tipo de experiência, não há
dúvidas de que essas inteligências atuam num plano
invisível.
Bola
Azul Brilhante — Novos exemplos dessa manifestação,
e de outras, aconteceriam para nos mostrar sua existência
inequívoca. Durante uma reunião de pesquisas em São
Paulo, quando a filha do protagonista do referido Caso Maestro relatava
partes fundamentais de sua experiência, uma bola de luz azul
brilhante desceu do céu na transversal de onde estávamos,
alinhando-se em seguida ao horizonte e se apagando repentinamente,
a uns 100 m do local. Pelo menos quatro pessoas viram o fenômeno
através da janela aberta do 20º andar do edifício
em que estávamos. A coincidência é que estas
bolas azuis seriam sinais dados pelos seres contatantes, conforme
disseram nos anos 70.
Com isso em mente, devemos tentar ampliar a visão comumente
aceita de que os UFOs são meramente visitantes interplanetários.
Tal fato já seria notável, mas, como diz o ditado,
a realidade supera a mais incrível ficção.
O matemático francês naturalizado norte-americano Jacques
Vallée tem uma visão alternativa que pode auxiliar
a análise do Fenômeno UFO em outras direções.
“Minhas reflexões me conduziram a uma conjectura diferente
dos dogmas aceitos pelas pessoas que crêem em UFOs. Estamos
lidando com um nível ainda desconhecido de consciência,
independente do ser humano mas intimamente ligado à Terra.
Não creio mais apenas em espaçonaves com alguma raça
extraterrestre em seu interior. Esta noção é
simplista para explicar sua aparência, a freqüência
de suas manifestações etc”. Para Vallée,
é difícil encontrar uma cultura na Terra que não
tenha uma tradição de relatos ligados a seres de pequena
estatura, que voam em veículos estranhos e seqüestram
humanos.
Essas narrativas, presentes nas histórias de povos de todos
os continentes, indicam uma relação com
seres não terrestres. “Eles, com freqüência,
levam suas vítimas para locais esféricos iluminados
e os submetem a operações de órgãos
ou a viagens astrais por mundos desconhecidos. A interação
sexual e genética entre os raptores e raptados também
é comum. Como alternativa para a hipótese extraterrestre
pura, proponho considerar o fenômeno como uma manifestação
física de uma forma de consciência estranha aos humanos,
porém capaz de coexistir conosco na Terra”, finaliza
o matemático [Veja artigo em UFO 90].
Durante 30 anos de pesquisas tenho me questionado se os extraterrestres
estariam perfeitamente adaptados à nossa configuração
planetária? Porque, diferente do que poderíamos esperar,
os ufonautas não aparentam ter problema algum com nossas
condições planetárias de pressão, gravidade,
temperatura, iluminação e atmosfera. Com sua forma
humanóide e raramente usando proteção, passeiam
sem grandes incômodos, de inverno a verão, por todas
as latitudes terrestres. Já o ser humano, até para
ir a Lua, enfrenta grandes problemas e necessita de roupa pressurizada,
equipamento respiratório, proteção contra ultravioleta
etc. Isso demonstra que, ao sair de seu habitat, o homem estaria
exposto a riscos.
A grande maioria dos ETs não é atingida por esses
problemas. Nota-se que no máximo em 30% da casuística
temos descritos contatos com seres de aparência essencialmente
física, tais como aqueles que os contatados acreditam ser
oriundos das constelações das Plêiades, de Sirius
ou Órion. Essas criaturas, aparentemente, não têm
as mesmas restrições que os humanos em suas viagens
espaciais. Nos demais casos, parecem ser amorfos ou constituídos
de alguma matéria desconhecida de nossa ciência. É
como se a estes seres fosse aplicada a proposição
de Vallée, de que seriam consciências que coexistiriam
conosco, em alguma faixa da multiplicidade dimensional da matéria.
A obsessão pela teoria extraterrestre para os UFOs deve-se
em grande parte a Raymond Palmer, falecido em 1977, que foi e editor
da bem sucedida e sensacionalista Fate Magazine. Desde a década
de 50, a Fate inunda o mercado norte-americano com casos ufológicos
misturados com muita ficção sobre seres de outros
mundos. Tamanho interesse do público pelo assunto não
passou despercebido de Hollywood, que usou seu poderio para explorar
o tema com dezenas de filmes de segunda classe. Infelizmente, essas
tendências nada científicas ou esotéricas dominaram
as pesquisas e influenciam o mundo até hoje.
De qualquer forma, independente do sensacionalismo que os filmes
hollywoodianos imprimem ao setor,
uma análise da casuística nos mostra que há
pelo menos sete teorias que buscam explicar a origem dos discos
voadores. Algumas precisam ainda ser minuciosamente analisadas e
talvez estejam todas intimamente inter-relacionadas [Veja quadro
nessa matéria]. Entre as origens propostas por estudiosos
temos desde os seres demoníacos aos selenitas, supostamente
originários da Lua, dos ultraterrestres aos dimensionais,
dos extraterrestres, mais comuns, aos intraterrestres etc. Mas devemos
tomar cuidado com esses rótulos e evitar as tendências
ao maniqueísmo do bem versus mal quando tratamos da questão.
Roda
de Sanasara — Esse tema nos prende à chamada
Roda de Sansara, para a qual quanto maior o grau consciencial dos
seres que nos visitam, mais esses conceitos se desvanecem e uma
nova compreensão vai surgindo. Os religiosos norte-americanos
John Ankerberg e John Weldon, autores de Protestants & Catholics:
Do They Now Agree? [Protestantes e católicos: Agora eles
concordam?], apresentam uma conclusão para a Ufologia: “Cremos
que a falta de evidência para a hipótese extraterrestre
e o fracasso de todas as outras teorias exige que a tese demoníaca
não seja ignorada. Ela é sustentada pelos efeitos
físicos, psicológicos e espirituais danosos nos encontros
com UFOs. Os ufonautas passam uma orientação antibíblica
e seu estranho comportamento é igual ao de outros seres do
ocultismo”.
Seriam os ETs provenientes das hostes do mal? Grande parte dos pensadores
protestantes que lidam com a questão ufológica refere-se
a eles dessa forma, inspirados que foram no trabalho do decano investigador
John A. Keel, que em seus livros Operação Cavalo de
Tróia e Nosso Planeta Assombrado faz um extenso paralelo
e correlações da Ufologia com a literatura demonológica
e o ocultismo. É de Keel também o livro The Mothman
Profecies, que inspirou o filme A Última Profecia [Veja artigo
em UFO 85]. Keelé formador de opinião no assunto,
assim como o reverendo protestante Barry Downing, no lado oposto
da questão. Em seu livro The Bible and the Flying Saucer
[A Bíblia e os Discos Voadores], Downing defende que os UFOs
são enviados por Deus e, portanto, trazem os anjos a Terra.
Saindo do âmbito dessa questão maniqueísta,
é inegável que a Ufologia esteja permeada de fenômenos
e manifestações secularmente espiritualistas, mediúnicas
ou religiosas. Classificar, julgar ou rotular as atividades de inteligências
não humanas em nosso planeta talvez seja um trabalho impossível.
Inúmeros contatos foram benéficos ou maléficos
a nós, mas esses rótulos perdem os sentidos dentro
dos princípios da unicidade e equilíbrio pregados
em nossas próprias culturas terrenas do zen-budismo, taoísmo
ou hinduísmo. Bryan e Helen Reeve, após entrevistarem
dezenas de contatados, afirmam em seu livro Flying Saucer Pilgrimage
[A Peregrinação dos Discos Voadores] que “o
contato com ETs é feito basicamente através de psicografia,
telepatia, mediunidade ou outras formas psíquicas”.
Uma das características mais difíceis de se explicar
sobre a materialidade do Fenômeno UFO é a gama de espetáculos
que produzem estas naves. Os UFOs fragmentam-se em objetos múltiplos,
que aparentam ter inteligências próprias. Mudam de
tamanho, assumem variadas formas e cores, atravessam barreiras sólidas
e fundem-se num só corpo. Emitem raios de luz flexíveis,
desmaterializam-se e tornam-se visíveis, inexplicavelmente.
Um exemplo temos no relato da abduzida Helen White, de que a nave
que a levou era “maior pelo lado de dentro do que pelo lado
de fora”.
Como isso é possível? Vallée acredita que “hipernaves”
de origens dimensionais seriam capazes dessa inversão topológica
do nosso contínuo espaço-tempo, provocando fenômenos
similares. Outro estudioso que se dedicou a essas indagações
é o psiquiatra norte-americano Berthold Schwarz, inicialmente
um cético quanto ao assunto. Apesar de sua postura rígida,
encontrou na Ufologia elementos necessários para quebrar
sua visão crítica sobre fenômenos desconhecidos.
Ele acredita hoje que a grande maioria dos contatados são
pessoas sensitivas, que têm experiências com espíritos
ou sofrem com alguma manifestação do tipo poltergeist.
Outra
Dimensão — Sobre os ETs, Schwarz declara que
existem diversos tipos de visitantes, de todos os tamanhos, formas
e cores. “Eles são desde robôs até formas
de vida iguais ao homem. Minha opinião sobre o assunto é
de que a hipótese de uma outra dimensão é o
melhor terreno a ser explorado”. Outros estudiosos compartilham
de suas conclusões. Alguns voltaram suas pesquisas propriamente
para as transformações que o Fenômeno UFO causa
nas pessoas, como é o caso da psicóloga carioca Gilda
Moura, autora de UFO: Contato Alienígena. Mas até
que ponto vai a transformação interna das pessoas
que foram contatadas por aliens? Quer gostemos ou não, tais
contatos nos apresentaram profundos questionamentos existenciais.
Eles nos conduziram a uma intensa busca e compreensão da
vida no universo – e principalmente a uma busca de nós
mesmos. Não existe expansão consciencial sem vivências
como as classificadas no campo místico. Dois exemplos disso
são notórios: a antiga máxima do Templo de
Delfos, “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo”,
e a expressão no Templo de Hórus, “não
pare a sua busca, pois teu cansaço representa teu fim”.
Através da análise de seu conteúdo compreendemos
que todo o conhecimento já está em nossa essência
perfeita. Entretanto, para contatarmos essa essência, não
podemos prescindir da busca interior. E mais uma vez nos amparamos
na casuística ufológica como base de nossas conclusões.
No conhecido caso de abdução de Hermínio e
Bianca Reis, ocorrido em 12 de janeiro de 1976, um ser supostamente
extraterrestre chamado Karran disse: “As dimensões
existem e são freqüências vibratórias do
universo. Nós e vocês pertencemos a dimensão
física (visível) e a espiritual (invisível)
na qual fomos criados. Somente com a existência do mundo espiritual
o mundo material torna-se possível”.
Filosofia
Budista — Em muitos contatos ao redor do globo, os
extraterrestres têm simplificado sobremaneira as descrições
de sua verdadeira origem, devido à limitação
intelectual da grande maioria da população, governos
e instituições. Sistematicamente, têm afirmado
vir de Vênus, Alfa do Centauro ou das Plêiades, sem
que isso seja verdade absoluta. Talvez aleguem ter tais origens
porque são localidades mais ou menos conhecidas de nossa
astronomia, e por saberem que, na verdade, essa informação
pouco mudaria para nós. No campo da metafísica hiperespacial,
a Terra, as Plêiades e qualquer outro lugar podem coexistir
num só ponto imaterial, onde matéria, tempo e espaço
fundem-se de tal forma que nossa física é incapaz
de compreender. Talvez a única maneira de buscar um entendimento
seja abrir mão de padrões rígidos e leis consideradas
imutáveis, utilizando “novos” velhos conceitos
das filosofias indo-chinesas.
Os mestres zen-budistas ensinam seus discípulos a quebrarem
os princípios da lógica através de koans, diálogos
que pretendem modificar conceitos e idéias pré-concebidas.
O mestre taoísta Lao Tzu, ensinava que “aquele que
busca o conhecimento cresce a cada dia, mas aquele que busca o Tao
decrescerá a cada novo dia”. Hoje preocupamo-nos demais
com a física, economia, política, informática
e somos bombardeados com informações de rádio,
tevê e internet. Crescemos muito em conhecimento e tornamo-nos
cada vez mais apenas um número, autômatos na massa.
Decrescer, para Lao Tzu, era vaporizar o ego, reencontrar a essência
encoberta. A consciência ou autoconsciência é
então o principal cerne da questão, para facilitar
contatos com outras realidades e seres dimensionais, que podem ser
a quase totalidade do Fenômeno UFO.
Sua manifestação é tão incompreensível
para os padrões normais, que levou a pesquisadora inglesa
Jenny Randles a criar a expressão Fator Oz, para descrever
os estados alterados de consciência provocados pelo contato
com discos voadores. Segundo Randles, naves extraterrestres geram
estados similares ao onírico, onde nem tudo é concreto
e nem tudo é alucinatório, mas manipulações
da mente por inteligências desconhecidas. A abduzida norte-americana
Betty Andreasson aprendeu durante seus contatos que a humanidade
poderia alcançar níveis mais avançados de consciência
se utilizasse com mais afinco a busca espiritual. Em experiências
extracorpóreas induzidas pelos alienígenas –
as chamadas EECs –, Andreasson descobriu a natureza da vida
pela ótica dimensional e soube que há inumeráveis
estrelas em diferentes planos de existência . O pesquisador
Don Elkins, autor de The Law of One [A Lei Única], recolheu
farto material sobre o tema trabalhando com centenas de canalizadores.
Elkins concluiu que os contatos ufológicos são basicamente
interdimensionais. “O ponto convergente de toda a informação
colhida pelas vias ditas místicas ou científicas,
se tornou a existência de um universo multidimensional”.
Elkins está correto e a negativa desse simples fato parece
ter sido a responsável pela estagnação das
pesquisas ufológicas nos últimos 20 anos. A insistência
generalizada da hipótese extraterrestre como melhor explicação
para a origem dos UFOs precisa ser ultrapassada por modelos mais
dinâmicos, que incorporem fatores básicos da ciência.
E também por discussões que possam extrapolá-las
utilizando técnicas de ampliação da consciência
e todo o rico manancial das filosofias antigas. E, afinal, devemos
rever os textos do Mahabarata, Bhagavad Gita, Ramayana etc, buscando
não somente a materialidade dos vimanas, como já foi
bem demonstrado no livro Vimanas: Aeronáutica da Índia
Antiga, de David Childress, mas também absorvendo a sabedoria
transcendental dessas obras, que podem aflorar nossa capacidade
de contatação.
Confederações
de Planetas — Existe uma realidade oculta por trás
da atividade física inequívoca dos UFOs, que já
foi amplamente constatada pela casuística mundial. E apesar
da imaterialidade da maioria dos ETs, ainda há entre eles
os que têm um corpo físico tridimensional, tal como
o nosso. Mas devido ao fato de terem uma paranormalidade muito desenvolvida,
aparentemente projetariam seu corpo energético com facilidade,
sendo às vezes confundidos com seres do mundo espiritual
por alguns médiuns ou sensitivos. Em geral, nossos visitantes
não possuem uma religião definida. Muitos dos contatados
tiveram a impressão de que seus abdutores acreditam numa
espécie de fonte primordial, geradora de toda matéria,
energia que existem. Como povos mais espiritualizados, demonstram
um enorme respeito pela natureza e pela vida. Isso remonta à
tese dos mundos confederados e não confederados, muito propalada
e bem visualizada na série Jornada nas Estrelas, de Gene
Rodenberry.
Segundo um grande número de contatados absorveram de seus
interlocutores, durante as experiências que viveram a bordo
de naves espaciais, planetas que atingiram um elevado grau tecnológico
e espiritual formaram uma espécie de confederação
de planetas. Seus integrantes peregrinariam pelo universo, levando
informação e auxílio sutil aos povos mais aptos
a receber essa ajuda. Seguiriam o preceito da não interferência,
o que justifica sua atuação suave e quase neutra.
Estes seres não seriam os que realizam as abduções,
agindo apenas através da formulação de convites
para passeios ou visitas a lugares fora da Terra. Já os não
confederados seriam os responsáveis pelas abduções,
as experiências físicas e genéticas que ocorrem
contra nossa vontade – talvez para resolver seus próprios
problemas.
Nesse ponto de nossa discussão, é importante ter em
mente que não devemos vincular a tipologia física
dos seres que nos visitam com sua natureza, eventualmente boa ou
má. Temos o péssimo hábito de julgar as situações
apenas a partir das aparências e de gerar generalizações.
Assim, muitas vezes caímos no erro de classificar todos os
grays como malignos ou todos os nórdicos como benevolentes.
É preciso um pouco mais de cautela, pois há vários
casos na literatura ufológica em que ambos os tipos trabalham
em conjunto. É necessária uma análise cuidadosa
de suas atitudes e, principalmente, das energias, sensações
e sentimentos que emanam desses seres. É difícil se
estabelecer uma linha padrão de conduta para todos os seres,
pois mesmo entre eles também há “dissidentes”,
que não comungam de certos ideais da espécie. E ainda
temos que considerar que podem travestir-se em biótipos agradáveis
aos seres humanos para conseguir seus intentos. A grosso modo, podemos
definir três tipos distintos de seres em contato com o ser
humano terrestre:
Positivos
— Seriam os confederados ou todos aqueles que preservam
o bem-estar humano, evitando interferir em nosso livre arbítrio.
Não teriam bases na Terra, o que para eles já significaria
uma atitude invasiva, somente na Lua ou em nossa órbita.
Neutros — Os que teriam projetos que não
envolvem necessariamente o ser humano. Eles evitam contatos prejudiciais
a nós, mas seus objetivos estão acima do que seja
bom ou mal, no nosso entendimento. São indiferentes quanto
à nossa presença e podem ter bases em nosso mundo.
Negativos
— que parecem ser a maioria de todos os nossos visitantes
e utilizam o homem como uma espécie de cobaia biológica.
Manteriam bases intramarinas e intraterrestres. Em tese, seriam
aqueles detalhadamente analisados nos livros do professor norte-americano
David Jacobs, A Vida Secreta e A Ameaça.
Essa
é apenas uma das classificações vigentes na
Ufologia moderna, mas temerária, pois não temos certeza
de quais seriam os reais objetivos de cada uma das espécies
em contato conosco. Os chamados positivos ou confederados, apesar
de sua natureza benevolente, não hesitam em destruir tudo
quanto seja nocivo a ordem natural das coisas. Alguns investigadores
acreditam até que várias naves acidentadas na Terra
teriam sido abatidas por esses extraterrestres, em confrontos com
seres negativos. Inclusive o clássico Caso Roswell, de 1947,
seria um desses exemplos. Invariavelmente, os seres negativos acabariam
sendo um obstáculo, com seus interesses escusos, à
missão dos positivos na Terra, o que geraria tais conflitos.
O polêmico psicanalista austríaco Wilhem Reich acreditava
na existência de microscópicas células azuis,
que seriam unidades básicas de toda a matéria viva.
Para pesquisadores esotéricos, como o diplomata chileno Miguel
Serrano, alguns grupos humanos especiais ainda seriam resquícios
da existência de seres que teriam tido sangue azul na Antigüidade.
Essa seria a origem da lenda de que os reis – certamente considerados
pessoas especiais – teriam sangue azul, por serem descendentes
diretos de antigos deuses guerreiros. Era o caso de Krishna, cujo
sangue teria uma coloração azulada. Existiria então,
segundo Serrano, uma chamada “memória de sangue”,
que ligaria mais intensamente certos grupos humanos a ETs e impulsionaria
uma busca do reencontro, assim como uma resistência contra
forças hostis que se instalaram no planeta buscando o domínio
e a degradação da humanidade.
Invasão
de ETs Negativos — De fato, enquanto vivo, Reich
também acreditava que sofríamos uma invasão
de ETs negativos. Ele desenvolveu uma arma que chamou de “caça-nuvem”,
que teria condições de retirar o orgônio negativo
das nuvens e combater os UFOs que nos invadissem. Em 10 de outubro
de 1954, uma série de naves luminosas de coloração
amarela e vermelha sobrevoaram sua fazenda, no estado norte-americano
do Maine, quando conseguiu testar seu projeto. De acordo com declarações,
quando focalizados pela arma tubular ,de Reich, os UFOs perdiam
a força, diminuíam a intensidade de suas manobras
e fugiam. Em suas anotações, o psicanalista deixou
escrito que “naquela noite, pela primeira vez na história,
a guerra iniciada pelos espaciais foi rechaçada com resultados
bastante positivos”. Reich também acreditava na existência
de seres positivos, cujas naves, azuis, trariam benéficos
à humanidade. Coincidência ou não, UFOs azuis
são muito mais raros do que os outros...
O Fenômeno UFO é sem dúvida o maior de todos
os desafios que o homem já enfrentou. Ele envolve desde nossa
própria origem biológica e espiritual até as
concepções de Deus e os mundos celestiais, permeando
a ciência, a política e a religião de indagações.
É passada a hora de grupos de pesquisa civis, governos, entidades
religiosas e instituições militares se unirem numa
ampla pesquisa e no redirecionamento de sua energia, com o fito
de esclarecer de vez a questão. Estamos centrados numa grande
disputa de interesses genéticos e espirituais e lidamos com
uma variada gama de seres físicos e dimensionais, que conhecem
a mente humana e a manipulam ao seu bel prazer. Não raro
conhecem nossa vida atual e encarnações pretéritas.
Acessam nosso consciente e inconsciente mesmo quando não
estão presentes. E nessa multiplicidade de seres, alguns
podem representar perigos à nossa integridade física,
psíquica ou emocional – quer por sua conduta, quer
por seus experimentos, muitas vezes letais.
A ciência perde muito ao fechar seus olhos diante da nova
realidade representada pelo Fenômeno UFO. Precisamos defender
nossa espécie de abduções forçadas,
de colocação de implantes, de extração
de sangue, esperma e óvulos, de clonagens e hibridizações
etc. Assim como necessitamos urgentemente contatar, de maneira pacífica,
aqueles visitantes que porventura estejam num grau evolutivo superior
ao nosso, para que possamos sanar os graves problemas que assolam
a humanidade. Ninguém fará por nós o que precisamos
fazer, porém qualquer auxílio será sempre bem-vindo.
É preciso aprender a agir de maneira sublime, buscando alcançar
o grande poder, contribuindo para a construção de
um mundo regenerado com equilíbrio, paz e respeito entre
todos os seres. Já dizia Mahatma Gandhi: “Fizemos longas
e intermináveis viagens, mas quando nos demos conta, estávamos
em verdade, todo o tempo, voltando para casa”.
Pinturas
rupestres registram ETs
Equipe UFO |
Centenas
de registros ancestrais da passagem de UFOs em nosso planeta
estão espalhados pelos mais diversos países,
inclusive no Brasil. São as chamadas pinturas rupestres,
que eram feitas por nossos antepassados e datam de seis a
110 mil anos. Elas decoram paredes de cavernas onde o homem
primitivo habitou e muitas vezes estão mesmo a céu
aberto. Algumas mostram objetos discóides exatamente
iguais os discos voadores observados e relatados hoje em dia,
com o se os observadores daquela época fossem contemporâneos
das testemunh | |