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O Elo entre Ufologia e Espiritualidade

Carlos Alberto Millan

Desde sempre o homem observa maravilhado as estrelas longínquas, a brilhar nas noites escuras, geração após geração, refletindo sobre o que são, que segredos guardam ou simplesmente porque causam tanta fascinação ou saudade. Essa busca de compreensão, apesar de passar pela mente racional, toca fundo o coração e acende as mais profundas paixões que passam pela astronomia, astrologia, Ufologia e mesmo o misticismo. Talvez a primeira manifestação artística de nossos ancestrais tenham sido as pinturas rupestres, que há 100 mil anos decoram cavernas, grutas e pedras com os mais variados motivos. Nelas há desde animais, forças da natureza, deuses e até hominídeos, seres estranhos e objetos discóides.

Diferente da lógica, da razão e do cartesianismo, a arte é a grande expressão do espírito, na sua tentativa de exteriorizar, visualizar ou unir-nos a Deus. Uma das mais polêmicas dessas pinturas rupestres, com mais de 10 mil anos, é a encontrada na região de Fergana, no Uzbequistão. Descoberta pelo arqueólogo russo G. Chatseld, mostra um astronauta debaixo de um UFO em vôo, entre outros desenhos tidos como rituais de homens e deuses. Outros similares estão em Val Camonica, na Itália, Kimberley, na Austrália, Puente Viesgo, na Espanha, e as conhecidas pinturas do “grande deus marciano”, descobertas por Henri Lothe, em Tassili, no Deserto do Saara. E há, ainda, os desenhos de um sistema solar e discos voadores em Varzelândia (MG), pesquisados por Hernani Ebcken de Araújo.

Já na escrita, praticamente todos os clássicos revelam contatos entre humanos e deuses, de forma inusitada. Nos anais de Thutmose, Akhenaton, Plínio e Tito Lívio, por exemplo, constam várias passagens que descrevem visões de rodas e discos de fogo nos céus. Em todos os livros sagrados é evidente a ligação de seres celestes com os humanos, resultando na criação de vários cultos, seitas e religiões. Qualquer pesquisa elementar pode revelar na Bíblia, no Alcorão e no Rig Veda ligações inequívocas, entre as forças extraterrestres, a espiritualidade e o homem.

Akhenaton, tido pela Antiga e Mística Ordem Rosacruz (Amorc) como um dos seus mais antigos idealizadores, ganhou notoriedade por tentar acabar com o politeísmo egípcio, adotando o culto ao disco solar. Entretanto, poucos sabem o que de fato o motivou a essa brusca mudança. Os escribas contemporâneos de Akhenaton relatam no texto Cântico ao Deus Aton o que ocorreu: “Enquanto o faraó estava em caçada aos leões, durante o dia, avistou um disco fulgente, pousado sobre uma grande rocha. Era brilhante como ouro e púrpura, e pulsava como o coração do monarca. O faraó ajoelhou-se dizendo: ‘Oh, Aton que me ofusca e pulsa como meu coração, minha vontade e sabedoria parecem tuas!’” Aton, para os egípcios, era o Sol.

“Enquanto Akhenaton estava em caçada aos leões, avistou um disco fulgente, pousado sobre uma grande rocha. Era brilhante como ouro e púrpura, e pulsava como o coração do monarca. O faraó ajoelhou-se dizendo: ‘Oh, Aton que me ofusca e pulsa como meu coração, minha vontade e sabedoria parecem tuas!’”
— ESCRIBAS EGÍPCIOS, narrando a vida de seu faraó

Ufologia Moderna — Em vários estudos da Ufologia moderna nota-se que abduzidos e contatados muitas vezes não têm vontade própria ou sofrem de algum tipo de interação mental profunda com seus abdutores e contactantes. Em geral, quando suas mentes não são invadidas por mensagens telepáticas, são manipuladas em padrões de pensamento, conceitos ou idéias. Eles sentem-se obrigados ou compelidos a tomar decisões, mudar de comportamento ou executar “missões”, que na maioria das vezes desconhecem conscientemente. Teria sido Akhenaton influenciado pelo tal disco pulsante? Essa questão remete-nos à ficção científica, onde encontramos, a toda hora, fragmentos da verdade, de um passado remoto ou de um futuro distante.

Em 1966, Arthur Clarke, iniciou uma série de livros sobre a exploração espacial, que seriam publicados como 2001, 2010 e 3001, entre outros. Em 1968, seu primeiro livro, chamado 2001: Uma Odisséia no Espaço, acaba por fazer uma reflexão sobre como seriam os contatos com extraterrestres. Essa obra gerou muita polêmica. Até a famosa companhia seguradora Lloyd’s Internacional recusou a contratação de um seguro por perdas e danos, solicitado por Clarke, caso fosse encontrada vida fora da Terra antes do lançamento da obra. Parece que seus executivos tinham quase certeza que isso ocorreria.

“O mundo precisa de pensadores desinibidos, que não tenham medo de fazer especulações ousadas. Mas também precisa de engenheiros conservadores, que possam transformar as especulações dos pensadores em algo útil à humanidade”
— Arthur Clarke, autor de 2001: Uma Odisséia no Espaço e outras ousadas obras de ficção científica

O clássico de Clarke chega a ser profético em muitas de suas passagens. No excelente trabalho Aspectos Transcendentais da Ufologia, apresentado em muitas conferências de Ufologia pelo Brasil afora, o pesquisador Ademar Eugênio de Mello cita trechos da obra African Genesis, de Robert Ardrey, falecido em 1980. É de Ardrey o questionamento do porque a linhagem humana não se extinguiu nos abismos da era pliocena. “Sabemos que, se não fosse por um presente das estrelas, pela colisão acidental de um raio congênito, a inteligência humana teria perecido num campo africano qualquer”, declarou.

Foi no livro antropológico de Ardrey que Clarke fundamentou suas idéias, pois o autor questiona com propriedade a sobrevivência da espécie humana, que era a mais fraca e inapta entre todos os mamíferos existentes na Terra, no passado. Teríamos sido auxiliados de alguma forma? Por quem? Recentes descobertas geológicas reforçam a teoria de que um ou vários bólidos celestes, colidiram com nosso planeta, na Antiguidade, modificando seu clima e, talvez, sendo responsáveis diretos pela extinção dos sáurios gigantes, possibilitando o florescimento da civilização humana. Em contrapartida, Clarke, em seu filme, apresenta um hipotético monólito de cristal alienígena, cujas estranhas emanações influenciam e promovem o despertar da inteligência, impulsionando nossos ancestrais rumo à evolução.

Teria Clarke informações concretas que o levaram a teorizar sobre o assunto? Sabe-se que o autor já teve seis avistamentos de UFOs, sendo muito interessado pelo tema. Seus trabalhos nos remetem a muitas reflexões. Os arqueólogos amadores William Meister e Francis Shape, por outro lado, trouxeram à luz uma descoberta fantástica, capaz de fazer rever toda a história humana. Em junho de 1968, encontraram pegadas humanas em extratos geológicos datados de aproximadamente 300 milhões de anos, em Antelope Springs, em Utah, nos Estados Unidos. Mas as pegadas eram marcas perfeitamente nítidas de botas industrializadas, e o salto esquerdo de uma delas esmagou um trilobita, uma espécie semelhante a uma barata, que somente existiu naquele tempo remoto.

O professor Ivan Antonovich Efremov, após analisar centenas de ajuntamentos fósseis, acredita que muitos dinossauros foram exterminados por engenhos voadores munidos com alguma arma similar ao raio laser. Para tanto, baseia-se nas evidências encontradas no sítio arqueológico de Sikiang, na China, onde operários retiraram dezenas de crânios com furos circulares perfeitos. E ainda no Vale de Tian-Chan, na Mongólia, onde foi descoberto um enorme cemitério de dinossauros, com mais de 10 km de extensão, também havia restos de todas as espécies de sáurios, desde herbívoros até carnívoros, amontoados como se uma ameaça os tivesse encurralado para um sacrifício em massa. Em ambos os casos, estranhas marcas circulares foram encontradas em seus ossos. Parece que forças superiores decidiram pelo fim da experiência dos répteis no planeta azul e prepararam o terreno para tanto. Talvez para permitir que os frágeis humanos aqui pudessem viver.

Anomalia Magnética — Eu não ficaria surpreso, se, como apresentado em 2001: Uma Odisséia no Espaço, algo semelhante a uma fictícia anomalia magnética Tycho Um fosse efetivamente encontrada na Lua, em Marte ou mesmo em órbita da Terra. Um artefato alienígena que emitisse, de tempos em tempos, irradiações específicas para provocar reações subconscientes na espécie humana. Tais irradiações poderiam gerar descobertas científicas, paranormais ou mesmo espirituais, que nos indicassem o caminho a seguir em nossa evolução. Correntes espiritualistas, como a Summit Lighthouse e outras, ligadas à chamada Grande Fraternidade Branca e aos ditos comandos estelares, defendem a tese de que seres ascensionados da Terra, em conjunto com hostes extraterrestres responsáveis por nós, ativam equipamentos que enviam em nossa direção “ondas de espiritualidade”. Elas seriam capazes de despertar certos grupos de pessoas, sensitivos ou contatados, ou ainda gente comum, para uma busca interior.

Inspiração ou informação, a verdade é que Clarke coloca-nos como meros aprendizes de uma realidade superior. Ele visualiza uma evolução espacial em busca de respostas e supõe um encontro fantástico numa dimensão espaço-temporal totalmente diversa da nossa. E ainda deduz a transmutação do homem num deus planetário. Vivemos hoje a fase transitória desse processo, a da exploração espacial. Mas temos tudo para vivenciar também a fase final. Em 1971, num programa da rede inglesa BBC, as ufólogas Cynthia Hind e Maria Smulian participavam de uma mesa redonda sobre extraterrestres, recebendo ligações dos telespectadores, quando algo aconteceu. Num dado momento, pela linha telefônica da produção do programa, uma voz metálica e sem expressão entrou no ar dizendo: “Nem todas as pessoas tem habilidade para entender inteligências superiores”. Apesar da surpresa inicial, o apresentador fez algumas perguntas à voz robótica e a questionou se conhecia o primeiro ministro inglês, Edward Heath. “Neste momento, posso ver sir Heath dormindo”, respondeu a voz, que acrescentou: “A humanidade está cometendo muitos erros tolos. Muitos homens sensatos falam e avisam, mas a grande maioria das pessoas prefere assuntos sem importância”.

IMATERIALIDADE — O apresentador insistiu, perguntando de onde tal voz emanava naquele momento, e seguiu-se a resposta: “Estou agora à 200 mil milhas acima da praça Oxford Circle, em Londres. Estou falando através de uma espécie de computador”. Tentou o jornalista novamente: “Mas por que não vem falar cara a cara conosco?”. E mais uma estranha resposta veio pela linha telefônica: “Eu não tenho cara. Posso assumir a aparência humana, se quiser, mas não por muito tempo. Nós temos vontade de interferir, mas a primeira regra da vida é que a criatura ajude a si mesma. O ser humano tem muita compaixão, isso é bom. Mas o bem maior é o equilíbrio, que é o principal elemento do universo”. Finalmente, o apresentador inquiriu a voz sobre como poderia ter novos contatos: “Chame o espaço exterior”. Imediatamente a ligação foi finalizada, só sendo restabelecida com a entrada no ar de uma das pessoas que aguardavam para fazer perguntas aos participantes do debate.

Talvez uma das grandes dificuldades da Ufologia seja admitir que a maioria das manifestações ufológicas tenha natureza imaterial, mesmo que às vezes pareça o contrário. Muitos UFOs observados em forma de luz são as próprias inteligências extraterrestres nos visitando, e não veículos encobertos por uma camada de metal ou algo similar. Sabemos que existem vários graus de manifestações extraterrestres, entre elas os globos luminosos, pequenos ou grandes, que são seres vivos da Terra e de fora dela, que atuam como “consciências” singrando o oceano cósmico.

“A regra inicial, quando se pensa em UFOs, é que eles podem ser tudo o que podemos imaginar e tudo o que não podemos imaginar. E ainda podem ser todas essas coisas juntas. Não é fácil definir o fenômeno”
— WENDELLE STEVENS, diretor do UFO Photo Archives

Há também seres que interagem profundamente com seus veículos, tornando-se um a extensão do outro, de tal forma que vêem, sentem e absorvem qualquer coisa que envolva a estrutura da nave, acabando por se tornarem, quando necessário, um só. E há ainda os seres que têm uma “vida relativa”, entidades físicas criadas com objetivos específicos, respondendo à distância ao controle de seu criador, podendo ser descartados a qualquer momento. Assim funcionam algumas comunidades de seres chamadas de “colméia”, em que todos os seus integrantes compartilham uma mente única. Como no caso da BBC, quantas vezes ao longo da história os povos não têm contatado supostas divindades, denominando-as de “senhor”, “altíssimo”, “inominável” ou mesmo Deus? São inteligências que têm se passado por divindades, com objetivos diversos, segundo descritos na Bíblia, no Ramayana e no Mahabarata, por exemplo.

Portanto, Ufologia e espiritualidade sempre andaram juntas e de mãos dadas. Na maioria dos casos, diversos povos da Antigüidade tiveram uma postura espiritual diante dessas forças maiores do Cosmos. Noutros, elas mesmas permitiram essa interpretação de suas ações, com o objetivo de originar religiões. É possível afirmar com certeza que não há nenhuma religião que não tenha em seus fundamentos atividades extraplanetárias. E há muitas que têm, em algum nível, uma perspectiva bastante profunda da presença alienígena. Todos somos extraterrestres, em maior ou menor grau, apesar de não termos consciência disso. Em todos os planetas, nos mais diferentes estágios físicos ou espirituais, seres vivem suas jornadas, tal como a pluralidade dos mundos habitados profetizada por Allan Kardec.

Poeira Cósmica — A ciência acredita num Big Bang, a grande explosão geradora do universo conhecido. Esse advento remonta há 15 ou 20 bilhões anos, o que significa que milhões de planetas surgiram de lá para cá. Numa visão simplesmente astronômica, as estrelas são apenas fornos termonucleares, queimando seu combustível e transformando hidrogênio em hélio, num efeito casual do Big Bang. Os planetas são aglomerados de poeira cósmica oriunda dessa grande explosão. Somos seres casuais, descendentes de primatas que evoluíram de amebas primordiais da sopa lamacenta perdida nas eras. Sequer o espírito existe. Somos matéria estelar apenas um pouco aprimorada por uma sucessão interminável de “acasos”.

E tudo isso aguardando um imaginado Big Crunch, o inverso da grande explosão ou a chamada “grande retração”. Supõe-se que isso atrairá de volta toda a matéria dispersa pelo Cosmos, num colapso universal. Curiosamente, a filosofia hindu ensina há milênios que o universo é fruto da respiração da entidade mítica Braman, que quando expira forma o universo e, quando inspira, tudo retorna para dentro de si. Para os hindus, esse processo de bilhões de anos não é casual, mas o próprio Braman manifesto, vivenciando experiências desde os mais ínfimos seres até os mais divinos ascensos, reintegrando-os. Segundo outras filosofias, tudo o que existe é a mais divina expressão de Deus e a casualidade inexiste, pois tudo seguiria o plano e a vontade da “consciência plena”. Assim, a visão espiritualista da teosofia, da gnose e do espiritismo prega justamente o contrário da ciência: não existe acaso e o universo existe para abrigar a experiência de almas peregrinas, que vivenciam nos mais diferentes locais do Cosmos a celebração da vida. O mesmo defendem religiões como o budismo, judaísmo e hinduísmo.

Como entender isso? Segundo círculos místicos ou esotéricos propagam, vivemos num universo multidimensional. Mas foi só recentemente que teorias físicas começaram a examinar esse conhecimento ancestral. A Teoria das Super Cordas, por exemplo, advoga que vivemos numa realidade com 10 ou mais dimensões, mas que percebemos apenas algumas delas. Assim, não seríamos nós, os seres extraterrestres e todos os demais seres vivos também multidimensionais? Talvez a grande diferença entre nós e os ETs é que eles, por seu avanço tecnológico ou espiritual, já tenham aprendido como manipular essas dimensionalidades.

As primeiras estrelas que nasceram logo após o Big Bang foram classificadas como população 3, e hoje já não existem mais. Os sistemas estelares atuais, inclusive o nosso, já são da população 1, ou seja, mais recentes. Dentro desse conceito, somos uma estrela amarela com somente quatro ou 5 bilhões de anos, na borda recém formada da galáxia, a Via Láctea. Espalhados pelo Cosmos deve haver civilizações em todos os níveis científicos, tecnológicos e também espirituais.

Sem Forma Material— Os centros galácticos, que abrigam milhões de estrelas mais antigas – da população 2 – e possuem altíssimas concentrações energéticas, devem necessariamente ter milhares de raças extraterrestres altamente desenvolvidas, vivendo dimensões superiores nunca imaginadas por nós. O cientista Carl Sagan, famoso astrônomo da série televisiva Cosmos, que era cético em relação à existência dos UFOs, defendia a idéia de que há pelo menos um milhão de civilizações avançadas, somente na Via Láctea. É razoável supor, então, que as comunidades surgidas ainda nas estrelas extintas da população 2 tenham migrado de seus núcleos galácticos para todo o universo físico e, principalmente, para outras dimensões.

O fato é que muito dos seres de tais comunidades não possuem uma forma material como a nossa, que chamamos de “densa”, mas sim uma concentração de consciência capaz de manifestar-se em diversas realidades, além de três dimensões. Nessas outras realidades, supõe-se, inexiste tempo, espaço e matéria como nossa ciência as concebe. Nelas, tudo é intangível, invisível ou abstrato, porém totalmente real. Esses são conceitos difíceis de serem assimilados, mas concatenados com avançadas idéias já acolhidas pela física contemporânea.

Na verdade, os UFOs comportam-se como descrito em tais realidades dimensionais. Adentram montanhas rochosas, como ocorre nas serras da Beleza e de Itatins, respectivamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, ou ainda na Cordilheira dos Andes, no Peru, para citar apenas alguns casos. Muitas vezes os radares não os detectam no céu, quando visualmente estão lá, e vice-versa, como na revoada de UFOs sobre o Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos (SP), em 1986. Nessa ocasião, 21 objetos luminosos foram perseguidos por caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Os pilotos ora captavam os objetos em seus radares, ora somente os avistavam, enquanto em terra ocorria o mesmo.

“Os extraterrestres atuam dentro de um sistema próprio, como se nossas leis físicas de nada valessem. Atravessam paredes, tetos e vidraças. E podem levar seres humanos junto deles, que passam pelos mesmos lugares, como se seus corpos não tivessem massa”
— BUDD HOPKINS, autor de Intrusos: Abduções

O ministro da Aeronáutica da época, Octávio Moreira Lima, confirmou a aparição classificando-a como “anomalias de radar” ou “estranhos movimentos aéreos não identificados”. Bolas luminosas surgem do nada e desaparecem da mesma forma, na nossa frente, como dezenas de testemunhas afirmam ter visto dentro do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), em Iporanga, ou na Reserva Ecológica da Juréia, em Peruíbe, ambas as localidades no Estado de São Paulo. O mesmo ocorreu na onda ufológica da Nova Zelândia, em 1978, ou na revoada de UFOs sobre Washington, nos Estados Unidos, em 1952. Outras dezenas de casos semelhantes constam da investigação oficial conhecida como Operação Prato, desenvolvida nos arredores de Belém (PA) pela FAB, em 1977 [Veja UFO 54 e 55].

Tempo Perdido— E como se não bastasse, os UFOs provocam toda sorte de fenômenos ligados tradicionalmente ao campo da espiritualidade. Analisando-se a casuística dos abduzidos e contatados, observamos desdobramentos, experiências fora do corpo e estados alterados de consciência. Talvez o caso mais bem detalhado em que podemos verificar tudo isso seja o de Betty Andreasson, revelado no livro Os Observadores, de Raymond Fowler [Educare Brasil]. Sobre essa manifestação no campo da espiritualidade, uma disciplina que tem grande contribuição a dar à Ufologia é a projeciologia, que no Brasil foi desenvolvida em grande parte pelo pesquisador, escritor e “viajante extrafísico” Waldo Vieira. Ele elencou uma série de coincidências ou semelhanças entre as abduções e a projeção astral, nome como o qual as experiências fora do corpo também são conhecidas.

Uma dessas coincidências está na amnésia causada em pessoas que fazem viagens extrafísicas e vítimas de abduções, que passam pelo chamado missing time, ou sensação de tempo perdido. Nessa circunstância, a pessoa não tem recordação do que lhe ocorreu durante algumas horas ou até mesmo dias inteiros de sua vida. Parte desse tempo consegue ser recuperado somente através da hipnose regressiva. Há também o fenômeno da translocação instantânea a qualquer lugar. Em alguns casos, abduzidos ou contatados, atravessam luzes, fumaças, névoas ou mesmo portais, surgindo em locais distantes ou inimagináveis à nossa razão. Paralisia, catalepsia ou estado de slow motion também são interessantes coincidências entre as abduções e as experiências fora do corpo. Essa situação, semelhante a um filme passado em câmera lenta, caracteriza as chamadas “abduções de dormitório”, que ocorrem durante a noite, quase sempre com a vítima em seus aposentos. Ela não consegue se movimentar, tem vontade de gritar e não pode, quer fugir mas seus músculos não respondem.

O surgimento de luzes coloridas diversas também são interessantes coincidências, assim como a flutuação do corpo físico ou – mais complexo ainda - da consciência. O primeiro caso é a marca registrada do Fenômeno UFO, a multiplicidade de luzes e cores fantásticas envolvidas nas aparições de naves. O segundo já foi verificado em vários casos, quando os abduzidos relatam que flutuaram, sentiram-se muito leves ou atravessaram portas, janelas fechadas ou mesmo paredes. Muitas dessas ocorrências podem ter sido abduções apenas do corpo bioenergético, o chamado corpo astral.

Locais fora de padrão, sem arestas, cantos ou linhas retas também são relatados tanto por abduzidos e contatados quanto por pessoas que exercitam viagens astrais. Isso se explica porque, de modo geral, como já se documentou exaustivamente, os extraterrestres têm preferência pelas formas arredondadas, que parecem estruturar desde seus veículos até seus equipamentos e suas casas – até onde podemos verificar em relatos de supostas visitas de seres humanos às suas origens. Também é fato conhecido que as formas arredondadas, que evitam quinas e cantos, facilitam a livre circulação de energias.

Estações Orbitais — Outra semelhança entre os dois campos, atestando uma ligação da Ufologia com a espiritualidade, são os espaços não-terrestres com superfícies curvilíneas. Vários ambientes visitados pelos abduzidos, desde os discos voadores em si até as estações orbitais, naves-mãe e lugares não identificados, apresentam essa conformação característica de locais extrafísicos. Nelas é comum encontrar-se criaturas diferentes do ser humano, mas mesmo assim humanóides. Em praticamente 99% dos relatos de encontros com seres alienígenas, analisados na casuística mundial, sua tipologia demonstra que eles têm o mesmo padrão da anatomia terrestre: cabeça, tronco e membros. Algumas criaturas têm olhos maiores que os humanos. 70% dos casos de contatos registrados se dão com humanóides do tipo alfa ou gray [Cinzas], que têm olhos grandes, negros e marcantes, e assombram o subconsciente das testemunhas enquanto estão dentro do missing time. Em vários casos de contatos com seres do tipo beta, humanos, estes tinham olhos amendoados um pouco maiores que o normal.

Como uma das mais fortes coincidências entre as abduções e as projeções astrais está a ocorrência de diálogos telepáticos ou mentais entre as partes envolvidas. Os grays geralmente apresentam apenas uma fenda pequena e sem dentes no lugar da boca. Portanto, aparentemente, comunicam-se por telepatia, apesar de várias vezes se ter ouvido certos grunhidos ou sons melodiosos trocados entre eles. Já os seres do tipo beta, em geral, falam a língua dos abduzidos ou contatados, mas demonstram também dominar sem problemas a capacidade telepática.

Ambientes Estelares — Abduzidos e viajantes extrafísicos também compartilham, em suas experiências, uma visão da Terra de um ponto externo a ela, quando aparece pequena ou à distância. Várias testemunhas relatam ter visto o planeta através de escotilhas ou de telas panorâmicas, quando estiveram em UFOs. Segundos após a abdução, as naves já se encontravam na alta atmosfera terrestre ou mesmo em ambientes estelares. Junto dessas características está a perda da noção exata do tempo. Isso se dá porque, inúmeras vezes, o tempo sofre distorções que variam de minutos ou horas até dias ou semanas, numa viagem ufonáutica. E as pessoas a bordo dos veículos não sabem precisar quanto tempo passaram neles, pois perdem todos os referenciais, apesar de seu relógio parecer normal.

Outro estranho efeito que se dá entre pessoas que fazem desdobramentos fora do corpo e as que são abduzidas também envolve uma questão temporal. Trata-se da divergência da duração da experiência entre “quem foi” e “quem ficou”, algo que lembra, à primeira vista, o Paradoxo do Relógio, de Einstein, segundo o qual alguém numa viagem espacial a velocidades lumínicas terá o tempo passando cada vez mais lentamente, conforme se aproxima da velocidade de luz, do que outra que ficou na Terra. Mas esse efeito parece ter implicações muito mais profundas, pois a própria ciência já duvida que a velocidade da luz seja realmente impossível de ser ultrapassada. E os UFOs demonstram características multidimensionais, o que deve representar um rompimento brutal de todos os preceitos relativísticos. Na prática, podemos permanecer horas num UFO e isto representar dias ou semanas na superfície terrestre, mesmo sem viajarmos na velocidade da luz.

A expansão da consciência e a potencialização na elaboração de pensamentos é algo coincidente entre experiências fora do corpo e abduções. Um contato com alguém de outro planeta, por si só, é uma ocorrência de tal magnitude que provoca uma reformulação geral em todos conceitos de quem a vive, sejam científicos, sociológicos ou mesmo espirituais. É natural que isso seja um agente catalisador do mecanismo de busca interior inerente ao ser humano. Seja positiva ou negativa, dentro de parâmetros humanos de avaliação, a experiência sempre ocasionará um ganho consciencial.

E concomitantemente a tudo isso, há a intensificação ou o surgimento de faculdades paranormais, tanto para quem passa por uma abdução quanto para quem lida com a espiritualidade. Para entender isso, é preciso compreender que somos seres essencialmente energéticos. Que emitimos radiação infravermelha, possuímos corrente eletromagnética e um envoltório áurico detectado através de fotos Kirlian etc. E não há como negar que os UFOs também envolvem altíssimas energias, que, via de regra, causam nos abduzidos irritação nos olhos, enjôos, disfunções sexuais, depressões etc, quando retornam. Também podem gerar sensitividade e despertar dons artísticos ou paranormais, conforme o caso. Em face disso, precisamos urgentemente concentrar esforços para desvendar aos aspectos bioenergéticos do ser humano, para aumentarmos nossa compreensão sobre tais interações entre os UFOs e a humanidade.

Cabe aqui uma reavaliação da teoria dos chakras e suas funções. São vários os segmentos que promovem estudos da bioenergética, e mesmo dentro do espiritismo encontramos muitos estudos que nos auxiliam na compreensão da estrutura energética humana e suas interações com o meio ambiente. Talvez, assimilando essa parte básica de nossa natureza, poderemos buscar as mais elevadas. O espiritismo apresenta quadros descritivos da vida em outros orbes. Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, já em 1868, defendia a pluralidade dos mundos habitados.

Bioenergética— Em seu livro Céu e Inferno dizia que “...a humanidade não está limitada à Terra. Ela ocupa inumeráveis mundos que circulam no espaço, povoou aqueles que já desapareceram e povoará os que ainda vão se formar”. Isto nos faz relembrar que somos apenas filhos de uma estrela amarela jovem, na borda recém criada da Via Láctea, uma civilização recentíssima no panorama universal. Muitos outros surgiram antes de nós.

Já no Livro dos Médiuns, Kardec descreve algumas manifestações espirituais interessantes. “Os espíritos podem produzir luzes e chamas para marcar sua presença. Podem variar sua aparência, mas em geral apresentam o tipo humano”. E mais adiante, na mesma obra, o autor diz que “...o espírito pode tomar todas as aparências ou a que melhor se faz reconhecer. E quase nunca se vê andando, porém deslizando como as sombras”. Na casuística ufológica temos centenas de casos onde “luzes inteligentes” ou sondas de vários tamanhos passeiam por florestas, cidades e até adentram casas. Muitos contatados avistaram essas luzes ou formas humanóides deslizantes, durante ou após psicografias e canalizações, como provas de contatos extraterrestres.

Testemunhas casuais ou grupos de estudos, durante vigílias específicas, também narraram a observação de seres flutuantes e de massas luminosas que mudavam de formato ou que se transmutavam, assumindo um aspecto humano. Com essa fenomenologia sendo registrada, parece cada vez mais difícil diferenciar anjos de espíritos, demônios de ETs, ou todos entre si. Serão eles tudo isto ou nada disto? O mesmo Livro dos Espíritos traz a reafirmação da pluralidade dos mundos: “Todos os globos no espaço são habitados e o homem está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência e perfeição. Os que imaginam que somente nosso pequeno mundo tem o privilégio de abrigar seres racionais estão apenas cobertos de orgulho e vaidade”.

O espiritismo divide os mundos em cinco categorias: (a) primitivos; (b) de expiações e provas; (c) regeneradores; (d) afortunados ou felizes; e (e) celestes. Nessa classificação, a Terra estaria na passagem de mundo de expiação e provas para um de regeneração. Haveria milhares de orbes à nossa frente e em todas as dimensões inimagináveis da matéria. E o mesmo tanto atrás de nós. Na década de 50, uma série de livros psicografados pelo médium paranaense Hercílio Maes gerou polêmicas que perduram até hoje. Seu conhecido A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores [Editora do Conhecimento], supostamente transmitido pelo espírito indiano Ramatis, descreve em detalhes a vida cotidiana dos marcianos e suas naves.

Mas a ciência jamais logrou identificar qualquer forma de vida no Planeta Vermelho, ainda mais nos moldes descritos por Ramatis. Desde 1976, quando a missão Viking enviou milhares de fotos de Marte, muitas perguntas surgiram e a maioria está sem respostas até hoje. As fotos mostravam supostas ruínas parecidas com uma cidade inca, pirâmides, construções enormes e o famoso rosto com feições humanas da planície de Cydonia [Veja UFO 66]. Agora, há poucos anos, novas fotos da missão sonda Mars Global Surveyor ao planeta mostram estranhos túneis e um novo rosto, a King Face [Veja UFO 87]. Dos canais de Schiaparelli até os recentes projetos da NASA, o debate continua. A comissão encabeçada por Richard Hoagland luta há anos para que a agência espacial norte-americana libere as verdadeiras informações sobre o que há na superfície do planeta.

Astro Intruso — No entanto, grupos espíritas ligados ao Movimento Ramatis, iniciado por Maes, vêem em cada nova descoberta da NASA a chance de mostrar que o espírito indiano tinha descrito uma civilização que realmente existiu no passado. Ela poderia ter se extinguido, adentrado o planeta para viver em seu subterrâneo ou, ainda, se fixado numa outra faixa vibratória, ainda que com resquícios no plano físico. De qualquer maneira, independente de Ramatis, nosso inconsciente coletivo sempre nos ligou de certa forma a Marte. Desde que se formulou a hipótese extraterrestre, Marte foi eleito como a origem de estranhos homenzinhos verdes. Os EUA viveram a atribulada transmissão radiofônica da Guerra dos Mundos, em que Orson Welles colocou a Terra à mercê de criaturas do planeta vizinho. Antes disso, Galileu e Lowell, muitos filósofos e escritores também dirigiram sua mente ao misterioso deus da guerra.

Já os pesquisadores identificaram um aumento no número de avistamentos de UFOs nos períodos em que Marte está mais próximo da Terra, que ocorre a cada 26 meses. Essa intensificação talvez esteja ligada mais ao inconsciente coletivo do que propriamente à questão da proximidade entre os planetas. Talvez o anseio da possibilidade ative um estado de alerta nessa época, gerando um maior número de relatos. A observação sistemática também demonstra que os UFOs não têm obstáculos físicos como nós. Ou seja, para nossa astronáutica alguns milhares de quilômetros são um diferencial importante, mas para eles talvez não representem quase nada. Essas naves submergem nos oceanos, adentram em maciços rochosos, vagam pela estratosfera, aportam na Lua, desmaterializam-se na frente testemunhas e são invisíveis ao radar, isso tudo quando não atingem velocidades que vão de zero a 100 mil km/h em segundos.

Reformulação Espiritual — Ir a Marte ou qualquer outro lugar no Sistema Solar pode ser, para os ETs, algo como atravessar a rua para um felino esperto, um trajeto curto para alguém liso e rápido, em dois ou três saltos acrobáticos. Hercílio Maes e Ramatis acabaram por dividir opiniões da comunidade espírita, o que perdura até hoje. Em 1956, a Federação Espírita de São Paulo, por exemplo, reconheceu a validade da obra psicografada através da revista O Semeador. Entretanto, seus livros foram pouco aceitos pelos mais ortodoxos. Em Mensagens do Astral, outra obra também ditada por Ramatis, o autor forneceu as bases de várias crenças que vigoram até hoje, como a existência de um “astro intruso” no Sistema Solar, muitas vezes chamado de Planeta X, Hercólubus, Planeta Higienizador etc.

A obra também gerou a crença de que haverá, em breve, uma verticalização do eixo terrestre e a reformulação espiritual do planeta. Esse astro intruso teria uma órbita excêntrica em torno do Sol, com um ciclo de 6.666 anos – curiosamente, um número apocalíptico. E teria seu tamanho estimado um pouco maior que a Terra, porém com um campo magnético 3.200 vezes superior ao nosso. Sua primeira função seria atrair e sugar, com tal campo, os espíritos inferiores responsáveis pela violência, pelas injustiças e por toda a imoralidades que tomaram conta da Terra. Isso consumiria dois terços da humanidade, que seria sugada pelo astro.

Daí os termos Planeta Chupão e Higienizador. Essa migração compulsória de “almas inferiores” reuniria espíritos exilados num novo orbe, com evolução material primitiva, abrigo de uma civilização ainda em seus primórdios. Reencarnações desse tipo promoveriam, segundo preceitos espíritas, a expiação de karmas e o aprendizado necessários aos exilados, além de impulsionar a evolução dos seres primários que ali habitam. Apesar da dificuldade da ciência acadêmica em verificar essas teorias, vários pesquisadores da tanatologia e da projeciologia defendem que a migração de almas entre os mundos – também conhecida como “transmigração” – seria uma constante, em vez de mera fantasia. Através da terapia de regressão a vidas passadas, muitas pessoas comuns acabam por reviver e trazer à consciência supostas encarnações noutros pontos do universo, entre eles as Plêiades, Órion e Lira, além de outros sequer conhecidos.

Igualmente, muitos abduzidos e contatados acreditam ter ligações ancestrais com seus abdutores ou contactantes, fato algumas vezes confirmado por eles. O autor que mais se aprofundou na questão da evolução através de exílios estelares foi o também espírita Edgard Armond, autor de Exilados de Capela. Em seu livro, Armond relata com detalhes o degredo de um grupo de espíritos que transmigraram para o planeta Terra. Através da psicografia, o espírito Emmanuel já havia se referido a essa estrela, distante 45 anos-luz de nós. “Nos mapas zodiacais terrestres, observa-se uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu o nome de Capela. É um magnífico sol que tem também uma família de mundos avançados, que elevam glórias divinas ao ilimitado”, teria ditado Emmanuel aos seus canais terrenos. Capela também é uma estrela amarela similar ao nosso Sol, situada entre as constelações de Touro e Gêmeos. Seria a origem de grupos de almas que vieram para cá há aproximadamente 150 ou 200 mil anos, encarnando e sendo responsáveis pelo aparecimento do Homo sapiens.

Tal fato seria a explicação para a inexistência do chamado elo perdido na escala da evolução genética humana. Nossos ancestrais Pitecantropus erectus, há 500 mil anos, eram verdadeiros homens-macacos, com inteligência bastante limitada e pouco desenvolvidos em todos os sentidos. Sem uma transição coerente – o tal elo perdido – surge logo após dele o Homo sapiens, já muito inteligente e utilizando o fogo, armas de pedra, formando famílias etc. Ou seja, um homem estruturado física e mentalmente, similar ao que somos hoje. Como explicar esse salto em nossa evolução?

Anjos Caídos— Armond acreditava que a ciência não descobriu os elos intermediários porque eles realmente não existem, pois teriam sido plasmados em outros planos dimensionais pelos prepostos de Deus, transformando o animal mais evoluído da espécie no ser humano atual. Uma vez prontas as matrizes capazes de receber as almas vindouras, teriam ocorrido as transmigrações de milhares delas, exiladas de Capela. Essa chegada também teria sido considerada o que em certas religiões se conhece como “queda dos anjos”, pois esses espíritos expurgados teriam declinado de uma condição superior em seu planeta de origem para uma vida expiatória na Terra. Alguns estudiosos acreditam que também teria sido a queda de Lúcifer e suas hostes celestes.

Igualmente, o livro apócrifo bíblico de Enoque relata a chegada de anjos do céu, que tomaram esposas entre as mulheres terrestres. Foram ele, Samyaza, Tamiel, Ramuel, Azael, Saraknial e Turel, para citar apenas alguns. Eles trouxeram conhecimentos astrológicos, astronômicos, agrícolas e mágicos aos moradores do expiante mundo terreno [Veja UFO 89]. Simultaneamente a essas teorias, a Ufologia também aventa como hipótese de trabalho uma intervenção extraterrestre nessa lacuna antropológica, e teve em Erich von Däniken seu principal promotor, através do bestseller Eram os Deuses Astronautas?

Segundo a interpretação de Däniken dessa teoria, os deuses, na verdade, seres extraterrestres, teriam modificado o primata original e implantado sua inteligência e as mutações genéticas necessárias para o florescimento da civilização terrestre. Se os ETs atuam nas diversas dimensões dos planetas não é impossível que tenham coordenado, de certa forma, uma chegada de almas exiladas e colaborado na implantação material e espiritual da humanidade. Logo, ciência, Ufologia e espiritismo podem todas estar corretas. Da coordenação de suas idéias poderemos obter respostas a muitas perguntas.

No famosíssimo Caso Alexânia, por exemplo, ocorrido na década de 70, o general Alfredo Moacyr Uchôa dirigiu pesquisas que resultaram em dezenas de contatos com seres não terrestres. Na localidade das pesquisas, em Goiás, ocorreu variada gama de fenômenos luminosos, desde sondas coloridas até naves estruturadas, além de contatos paranormais. Nesse caso específico, os contatos tiveram um cunho bastante espiritual, com dezenas de informações recebidas tratando do crescimento da humanidade.

Tecnologia Superior — Apesar de, em 1960, o renomado professor e pioneiro da conquista do espaço Hermann Oberth, no Congresso de Ufologia Wiesbaden, na Alemanha, ter afirmado categoricamente que os discos voadores eram máquinas com tecnologia superior, o general Uchôa já questionava em seu livro Mergulho no Hiperespaço a natureza extrafísica dessas naves. “Como explicar a invisibilidade desses objetos e os casos de transparência de algumas naves?”, perguntava Uchôa, para fornecer a resposta adiante. “Devemos conceber a existência de um imenso organismo de infinitas esferas de substâncias mais ou menos sutis, as quais se interpenetram, sem limites fixáveis, borbulhantes de vida, energia, formas e um ritmo mágico de inter-relacionamentos. Fluxos de energias, provocariam subidas e descidas dimensionais, passagens e portais. Daí a invisibilidade ou estados intermediários”.

Uchôa foi um cientista, professor de cálculo vetorial e mecânica racional da Escola Militar de Realengo e da Academia das Agulhas Negras, ambas no Rio de Janeiro. Portanto, jamais poderia ser taxado de místico, da forma pejorativa como muitos pesquisadores sérios são chamados até hoje. Seu trabalho, calcado na ciência, baseava-se também firmemente no que ele definia como “crença no amor ao Cristo Cósmico e na grandeza do ser humano”, conforme suas próprias palavras.

Ao tentarmos compreender integralmente a Ufologia, temos que recorrer a uma das máximas do filósofo matemático René Descartes: “Para atingirmos a verdade, é preciso uma vez na vida nos desfazer de todas as opiniões aceitas e reconstruir novos sistemas do próprio conhecimento, desde seu fundamento”.

“Devemos conceber a existência de um imenso organismo de infinitas esferas de substâncias mais ou menos sutis, as quais se interpenetram, sem limites fixáveis, borbulhantes de vida, energia, formas e um ritmo mágico de inter-relacionamentos”
— ALFREDO MOACYR UCHÔA, autor de Mergulho no Hiperespaço e um dos maiores ufólogos que o Brasil já teve

 

 

 

 

O conhecimento da ação alienígena na Terra está intimamente ligado à espiritualidade do homem

Em 1959, Friedrich Jurgenson, durante uma gravação de gorjeio de pássaros, registrou acidentalmente estranhas vozes, que acabaram classificadas como provenientes do além. Era o início do que hoje é conhecido como transcomunicação instrumental (TCI).

Conduzindo pesquisas nessa área, a brasileira Sonia Rinaldi obteve uma série de incríveis revelações, manifestadas através de um espírito que se identificou como Gregório, que interessam aos espiritualistas e, notadamente, aos ufólogos. Conforme Gregório, há uma imensa cidade espiritual situada sobre a região norte da Europa, onde viveriam os cientistas que um dia habitaram a superfície terrestre. Eles desenvolveriam estudos e planejariam futuras encarnações na Terra, para continuar trabalhando no aprimoramento tecnológico e auxiliando a evolução humana. Ainda segundo o espírito, há também uma grande plataforma – uma espécie de discoporto – onde seres da estrela Aldebaran costumariam aportar.

O astro, o mais brilhante da Constelação do Touro, estaria a 60 anos-luz de nosso planeta.
No livro Missão Alpha I, de autoria de Gregório e psicografado por Sonia Rinaldi, obtemos a descrição de um contato ocorrido nesse discoporto: “Enquanto a comitiva aguardava os visitantes da Constelação do Touro, uma gigantesca nave materializou-se diante da plataforma. Alguns se surpreenderam, mas um dirigente explicou que os seres de Aldebaran não utilizavam a locomoção contínua, porém dominavam o espaço e o tempo. Logo, a atenção voltou-se para uma passagem luminosa que se abria na nave. E então surgiu um foco de luz e, atrás dele, outro. São eles?, perguntou alguém.

Novamente o dirigente explicou: "Nossos irmãos têm um grau evolutivo que hoje os faz assemelharem-se a pequenos sóis. Eles irão transfigurar-se em nosso biótipo, para facilitar seu trânsito entre nós e também sua comunicação conosco”. A luz que emanava dos focos radiantes passou a alterar sua cor e a freqüência de suas vibrações. Tudo indica que era uma espécie de diálogo telepático com o dirigente.

Visitantes de Aldebaran — Continua o relato: “Em seguida, utilizando um dos presentes como modelo, os focos se transformaram em duas figuras resplandecentes com traços humanos e habilitados para falar”. Esses visitantes de Aldebaran teriam finalmente se encontrado com os cientistas desencarnados, apoiando o projeto de aprimoramento das técnicas de TCI para contatos entre os mundos sutis e físicos. De qualquer forma, independente da TCI, a Ufologia moderna classifica os contatos de graus elevados com seres extraterrestres de maneira a se compreender melhor sua manifestação. Enquanto a classificação clássica do astrofísico J. Allen Hynek descreve os contatos com ETs de maneira diversa, certas correntes da Ufologia atribuem a classificação CI-4 para abduções variadas e CI-5 para os contatos ditos paranormais, onde a sigla CI significa contato imediato. Segundo essa interpretação, podemos identificar pelo menos quatro tipos de seres extraterrestres e diferentes maneiras de como viveriam entre nós:

Infiltrados — São aqueles que, de acordo com suas necessidades, misturam-se ao povo como cidadãos quaisquer, observando e atuando sem que percebamos sua existência. Sua aparência pouco difere da nossa, tendo em geral olhos um pouco maiores, estatura avantajada e tipo físico nórdico ou europeu. Esses seres teriam um estranho comportamento, sendo envoltos em uma aura de mistério. São carismáticos ou lacônicos, mas tipicamente diferentes, e interagem conosco de modo inesperado.

Entrantes — Estes seriam seres que, após a saída do espírito natural de um corpo físico, tomariam conta da matéria para realizar seus trabalhos. Sua característica é a mudança total do comportamento do indivíduo, já que não é efetivamente a mesma pessoa de antes. Essa troca pode ocorrer durante o sono, num acidente ou mesmo na morte. Seus olhos são estranhos e, quando encarados fixamente, podem apresentar quatro pupilas sobrepostas, uma vez que o “encaixe perispiritual” na hora da substituição nunca é perfeito.

Dimensionais — Atuariam principalmente em áreas acima das três dimensões conhecidas. Adensariam no plano físico por manipulação dos padrões vibratórios da matéria e dominariam a transformação de partículas em ondas e vice-versa, técnicas que nossa física ainda trata no campo hipotético. Esses seres se locomoveriam livremente, rompendo a barreira da luz e do espaço-tempo, acessando pessoas ou locais de forma imediata. Mantêm um complexo aparato tecnológico invisível ao nosso rastreamento, via radar ou satélites, orbitando o globo e instalados em locais subterrâneos, picos de montanhas e o fundo dos oceanos.

Encarnados — Estes seres que se dividem em conscientes e inconscientes. Os primeiros são uma pequena minoria que, apesar de nascidos de forma usual e terem uma vida aparente normal, têm consciência de sua natureza estelar. Muitos mantêm contatos desde criança com inteligências extraterrestres ou dimensionais. Têm firme determinação e realizam tarefas específicas junto à sociedade. Trabalham em processos de cura, métodos alternativos, paranormalidade ou mesmo dentro da Ufologia. Às vezes, despertam repentinamente na vida adulta, abandonando planos já traçados e mudando radicalmente os rumos de seu destino. Começam a manter contatos telepáticos ou a canalizar mensagens com variadas abordagens e temas. A grande maioria desses seres é insuspeita e permanece desconhecida da Ufologia convencional, apesar de ser atuante dentro a missão a que se propuseram.

Já os encarnados inconscientes teriam uma insatisfação inexplicada, por não possuírem lembrança clara de sua natureza, origem ou missão. Independentemente disso, dedicam suas vidas à busca de respostas, pesquisa contínua ou à espiritualidade. Mesmo sem perceber, são às vezes direcionados a realizar projetos culturais, sociais e de auxílio humanitário. Sentem uma solidão interior muito grande, juntamente com um fascínio demasiado pelas estrelas e o universo. Esses encarnados inconscientes se uniriam a grupos de pesquisas astronômicas, esotéricas ou ufológicas, onde se destacam e se contrapõem a interesses movidos meramente pela curiosidade, egocentrismo, fama ou lucro. Teriam certa dificuldade em relacionar-se com outras pessoas no mundo atual, pois vêem com clareza que nossa civilização ainda está num espantoso grau de barbárie. Seriam afetados psicossomaticamente pela natureza violenta do cotidiano, pela insensatez da mídia e a alienação generalizada. Mantêm contatos outras formas de consciência, através de desdobramento, meditação e outros estados alterados, assimilando o conhecimento necessário às suas vidas ou contatando entidades da mesma origem que a sua.

Almas Peregrinas — Em sua natureza essencial, todos os seres humanos são ao mesmo tempo espirituais e extraterrestres. São almas peregrinas viajando pelo Cosmos, numa jornada aparentemente evolutiva. A diferença entre eles é que alguns já experimentaram viver em muitos mundos diversos, fazendo parte de várias civilizações. Eles são, portanto, carregados de bagagem e capazes de repassar conhecimentos nos orbes em que encarnam. Numa visão espiritualista, os humanos seriam faíscas divinas formatadas em modelos biológicos, ou seja, efetivamente perfeitos pela própria origem. Ao redescobrir e aceitar esta verdade fundamental, a pessoa pode almejar a retirada de todo o imenso conteúdo de conceitos psico-sociais que possui, que fortalece o ego e reduz a essência divina do ser, acorrentando sua consciência.

Envolvido por falsos deuses, enganado por sociedades secretas e mantido cativo por religiões e governos – um movimento gigantesco que alguns chamam de Matrix –, o ser humano é arrebanhado e retido como um animal em cativeiro. Tem pouca ou nenhuma informação sobre sua origem, missão e destino. E sabe menos ainda sobre os detalhes do conjunto dos demais seres que, como ele, constituem a raça humana. Assim, somente ao tentar quebrar todas essas correntes de forças, impostas contra nossa vontade ou nossa consciência, poderemos vivenciar uma realidade cósmica superior, livre de amarras e livre, inclusive, da atuação nefasta de seres extraterrestres descompromissados com nosso bem-estar.

Sobre isso, vejamos um caso ocorrido na década de 70, nos arredores da Floresta Nacional de Ipanema, em Araçoiaba da Serra, uma típica cidade interiorana à 120 km de São Paulo. Vamos chamá-lo apenas de Caso Maestro. A Floresta, sediada na Fazenda Ipanema, abriga um conjunto de monumentos históricos de grande relevância para nosso país. Foi nesse local que aconteceu uma sucessão de fatos insólitos com bolas e formas luminosas, seres avançados e outras “realidades”. O protagonista desses episódios é pessoa culta, bem formada e inteligente, até então totalmente cético quanto a possibilidade de tais manifestações. Com espírito crítico e questionador, deparou-se com seres dimensionais que transformariam sua pessoa.

Certo dia, em seu sítio, Maestro avistou um UFO do qual surgiram duas formas humanóides pouco definidas no contraste da noite. Eles se comunicaram com a testemunha através do que chamamos de “pacotes de informação mental”, uma espécie de telepatia em que idéias, dados e sua compreensão são transmitidos de forma aglomerada, impossível de explicar. Este foi o primeiro de uma série de encontros, através dos quais surgiu para o protagonista a possibilidade de contatar sua verdadeira essência humana. “Compreendi que há um grande poder que não se manifesta fora do ser vivo. Ele está adormecido dentro de nós e espera que o despertemos. Sua força é ilimitada e pode gerar capacidades que a imaginação nem sabe conceber. Uma vez devidamente solicitado, esse grande poder nos fornece faculdades novas e fabulosas”, disse Maestro.

O contato em Araçoiaba da Serra progrediu e os seres se comunicaram várias vezes com a testemunha. Entre outras coisas, falaram sobre algumas das possibilidades latentes em nossa natureza essencial. Descreveram a Maestro como se tornar invisível, ágil ou ubíquo, e como se transformar em algo imponderável e indestrutível pelo fogo ou outro elemento. Falaram ainda sobre como é possível se comunicar através da mente com qualquer outro ser vivo. Para essas criaturas, mover massas colossais e visitar qualquer parte do universo era algo comum. Por sua natureza, são imortais e podem dar novas formas a si mesmos. Poderiam ainda materializar-se em qualquer lugar, interferir nos acontecimentos e perceber tudo à distância.

E o mais importante de tudo é que todas essas façanhas, segundo os estranhos visitantes, também estariam à disposição dos seres humanos, pois também teríamos poder para isso. Porém, é preciso antes aprender a agir de maneira sublime, livres das amarras do ego, que deseja tudo para si. E agir de forma sublime é colocar como prioridade as necessidades da nossa espécie, da humanidade ou do conjunto dos seres vivos em geral, em detrimento de nossas necessidades individuais. Essa premissa nos remete à oração de São Francisco de Assis, que garantia que “...é dando que recebemos; é perdoando que somos perdoados; e é morrendo que nascemos para a vida eterna”. Morrer, nessa expressão, significa vencer nosso ego.

Conexões Holográficas — Nada no universo está desligado de um conjunto. Tudo faz parte de tudo. O universo, na verdade é um holoverso – de natureza holográfica – onde o todo está nas partes, ínfimas que sejam, e essas partes interagem com o todo. Ao tentar comprovar essa definição, a ciência hoje postula a Teoria dos Campos Morfogenéticos, nos quais os seres vivos interagiriam e influenciariam uns aos outros, independente das distâncias que os separam. Quando um ser de uma determinada espécie assimila algum conhecimento, o conjunto de todos os seres dessa mesma espécie, de alguma forma intangível, cresce juntamente. Todos os membros dessa comunidade acabariam por assimilar o mesmo conhecimento, em qualquer lugar em que estejam.

Nesse holoverso não há coincidências: tudo tem uma razão coerente de ser, um sincronismo perfeito. Portanto, muito do que é classificado hoje como algo místico, poderá num futuro próximo ser considerado ciência pura. Somos seres formados basicamente de água e, portanto, sujeitos a “marés internas” – tanto quanto em nosso planeta as manifestam as marés oceânicas, por influência da gravidade da Lua. Nosso satélite há milênios encaixa-se perfeitamente sobre o Sol, produzindo eclipses exatos. Protetora natural da Terra, a Lua absorve para si quase a totalidade de meteoros que pretendiam atingir nossa superfície. E ainda assim a ciência vê nesse processo um mero acaso, como a própria origem da vida no planeta. E utiliza o princípio da Navalha de Ockham, que “corta” as explicações mais complexas em função das mais simples.

Tal método é no mínimo uma atitude anticientífica, pois a verdadeira ciência busca a verdade, seja lá qual ela for, tenha o formato que tiver. Criar uma tendência ou buscar o reducionismo à simplicidade nas explicações não condiz com a mentalidade aberta, que necessariamente um cientista deve ter para promover os saltos importantes do conhecimento humano. Se a navalha fosse usada desde os primórdios, as estrelas seriam furos na cortina da noite, os meteoritos não existiriam e a Lua seria apenas uma bola de queijo. A ciência é um caminho natural para o saber. Entretanto, precisamos manter a flexibilidade mental, ter um espírito inovador e a certeza de que ainda há muito a desvendar.

Em junho de 1996, na Reserva Sioux Yankton, no Estado de Dakota do Sul (EUA), líderes das tribos Lakota, Oglala, Iroquois, Obeida, Hopi e Yaqui, entre outras, estiveram reunidos numa assembléia Entre eles estavam também os pesquisadores Robert Dean, ex-militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o médico e professor John Mack, o estudioso Leo Sprinkle e dezenas de outros estudiosos. Era um simpósio inusitado e único, chamado Conferência do Conhecimento das Estrelas. “Seu objetivo era compartilhar um conhecimento ancestral dos indígenas com seus irmãos civilizados, acerca do sagrado conhecimento cósmico”, declarou Dean.

O guardião e chefe lakota Alce em Pé declarou na abertura dos trabalhos que os curandeiros tribais tinham a habilidade de comunicar-se com a Mãe-Terra e suas entidades espirituais, e também com os povos das estrelas. “Eles foram as entidades mais importantes que nos contataram, pois ensinaram muitas coisas aos nossos povos. Seus mundos são baseados em leis espirituais e universais. Eles não utilizam sistemas monetários e se preocupam com o bem-estar ecológico dos planetas”, disse Alce em Pé. Alguns xamãs descreveram os ETs como “homens com mais de dois metros”, enquanto outros os assinalaram como “formigas de olhos negros”. No primeiro caso, se refeririam aos tipos nórdicos e, no segundo, aos grays [Cinzas]. Os chefes das tribos representadas na conferência relataram encontros alienígenas ao longo da história de seus povos e a maneira como foram auxiliados com curas, ensinamentos e até profecias. Esse contato perdura até hoje, através de pajés de inúmeras etnias indígenas, em contatos físicos, sonhos e outros estados alterados da consciência. No final dos trabalhos na Reserva Sioux Yankton, algo incomum aconteceu: durante a dança do Sol que realizam os presentes, um círculo perfeito de nuvens formou-se sobre o local durante uma hora, apesar dos ventos, e exibiu-se um maravilhoso anel arco-íris.

Em julho de 1990, estive com membros da Associação de Pesquisas Ufológicas (APU), coordenada pelo astrofísico Laércio Fonseca, numa vigília ao lado do Observatório de Capricórnio, em Campinas (SP). Após alguns exercícios de relaxamento, todos se sentaram em círculo para meditar. Era uma noite fria e totalmente nublada. Estávamos numa imensa rocha atrás do observatório, com uma excelente visibilidade do céu. Logo após iniciarmos as atividades, um sensitivo começou a canalizar um contato e respondeu as várias questões dos presentes. Perguntei para a entidade que se manifestava através dele por que algumas pessoas mantinham uma verdadeira obsessão pela Ufologia e por contatos extraterrestres. E seguiu-se a resposta: “A maioria dessas pessoas já viveu entre nós e muitas foram instruídas por aqueles que vocês chamam de ETs. Eis o porque de sua grande ligação para conosco”.

Camada de Nuvens — Em seguida, alguém questionou a mesma entidade onde ela estaria naquele momento. “Aqui mesmo, acima de vocês”, foi a resposta. Por reflexo, todos olharam para cima e constataram que havia furo na densa camada de nuvens que cobria toda a região, exatamente sobre onde estávamos. Era um círculo perfeito, através do qual podíamos ver claramente as estrelas acima de nós. Depois de uns 30 minutos, quando a comunicação terminou, as nuvens voltaram a fechar aquele círculo, e a noite tornou-se novamente nublada. Em março de 1994, na cidade de Limeira (SP), repetiu-se situação idêntica e novamente os demais presentes e eu tivemos o que se classificaria como um contato canalizado. Para quem viveu esse tipo de experiência, não há dúvidas de que essas inteligências atuam num plano invisível.

Bola Azul Brilhante — Novos exemplos dessa manifestação, e de outras, aconteceriam para nos mostrar sua existência inequívoca. Durante uma reunião de pesquisas em São Paulo, quando a filha do protagonista do referido Caso Maestro relatava partes fundamentais de sua experiência, uma bola de luz azul brilhante desceu do céu na transversal de onde estávamos, alinhando-se em seguida ao horizonte e se apagando repentinamente, a uns 100 m do local. Pelo menos quatro pessoas viram o fenômeno através da janela aberta do 20º andar do edifício em que estávamos. A coincidência é que estas bolas azuis seriam sinais dados pelos seres contatantes, conforme disseram nos anos 70.

Com isso em mente, devemos tentar ampliar a visão comumente aceita de que os UFOs são meramente visitantes interplanetários. Tal fato já seria notável, mas, como diz o ditado, a realidade supera a mais incrível ficção. O matemático francês naturalizado norte-americano Jacques Vallée tem uma visão alternativa que pode auxiliar a análise do Fenômeno UFO em outras direções. “Minhas reflexões me conduziram a uma conjectura diferente dos dogmas aceitos pelas pessoas que crêem em UFOs. Estamos lidando com um nível ainda desconhecido de consciência, independente do ser humano mas intimamente ligado à Terra. Não creio mais apenas em espaçonaves com alguma raça extraterrestre em seu interior. Esta noção é simplista para explicar sua aparência, a freqüência de suas manifestações etc”. Para Vallée, é difícil encontrar uma cultura na Terra que não tenha uma tradição de relatos ligados a seres de pequena estatura, que voam em veículos estranhos e seqüestram humanos.

Essas narrativas, presentes nas histórias de povos de todos os continentes, indicam uma relação com
seres não terrestres. “Eles, com freqüência, levam suas vítimas para locais esféricos iluminados e os submetem a operações de órgãos ou a viagens astrais por mundos desconhecidos. A interação sexual e genética entre os raptores e raptados também é comum. Como alternativa para a hipótese extraterrestre pura, proponho considerar o fenômeno como uma manifestação física de uma forma de consciência estranha aos humanos, porém capaz de coexistir conosco na Terra”, finaliza o matemático [Veja artigo em UFO 90].

Durante 30 anos de pesquisas tenho me questionado se os extraterrestres estariam perfeitamente adaptados à nossa configuração planetária? Porque, diferente do que poderíamos esperar, os ufonautas não aparentam ter problema algum com nossas condições planetárias de pressão, gravidade, temperatura, iluminação e atmosfera. Com sua forma humanóide e raramente usando proteção, passeiam sem grandes incômodos, de inverno a verão, por todas as latitudes terrestres. Já o ser humano, até para ir a Lua, enfrenta grandes problemas e necessita de roupa pressurizada, equipamento respiratório, proteção contra ultravioleta etc. Isso demonstra que, ao sair de seu habitat, o homem estaria exposto a riscos.

A grande maioria dos ETs não é atingida por esses problemas. Nota-se que no máximo em 30% da casuística temos descritos contatos com seres de aparência essencialmente física, tais como aqueles que os contatados acreditam ser oriundos das constelações das Plêiades, de Sirius ou Órion. Essas criaturas, aparentemente, não têm as mesmas restrições que os humanos em suas viagens espaciais. Nos demais casos, parecem ser amorfos ou constituídos de alguma matéria desconhecida de nossa ciência. É como se a estes seres fosse aplicada a proposição de Vallée, de que seriam consciências que coexistiriam conosco, em alguma faixa da multiplicidade dimensional da matéria.

A obsessão pela teoria extraterrestre para os UFOs deve-se em grande parte a Raymond Palmer, falecido em 1977, que foi e editor da bem sucedida e sensacionalista Fate Magazine. Desde a década de 50, a Fate inunda o mercado norte-americano com casos ufológicos misturados com muita ficção sobre seres de outros mundos. Tamanho interesse do público pelo assunto não passou despercebido de Hollywood, que usou seu poderio para explorar o tema com dezenas de filmes de segunda classe. Infelizmente, essas tendências nada científicas ou esotéricas dominaram as pesquisas e influenciam o mundo até hoje.

De qualquer forma, independente do sensacionalismo que os filmes hollywoodianos imprimem ao setor,
uma análise da casuística nos mostra que há pelo menos sete teorias que buscam explicar a origem dos discos voadores. Algumas precisam ainda ser minuciosamente analisadas e talvez estejam todas intimamente inter-relacionadas [Veja quadro nessa matéria]. Entre as origens propostas por estudiosos temos desde os seres demoníacos aos selenitas, supostamente originários da Lua, dos ultraterrestres aos dimensionais, dos extraterrestres, mais comuns, aos intraterrestres etc. Mas devemos tomar cuidado com esses rótulos e evitar as tendências ao maniqueísmo do bem versus mal quando tratamos da questão.

Roda de Sanasara — Esse tema nos prende à chamada Roda de Sansara, para a qual quanto maior o grau consciencial dos seres que nos visitam, mais esses conceitos se desvanecem e uma nova compreensão vai surgindo. Os religiosos norte-americanos John Ankerberg e John Weldon, autores de Protestants & Catholics: Do They Now Agree? [Protestantes e católicos: Agora eles concordam?], apresentam uma conclusão para a Ufologia: “Cremos que a falta de evidência para a hipótese extraterrestre e o fracasso de todas as outras teorias exige que a tese demoníaca não seja ignorada. Ela é sustentada pelos efeitos físicos, psicológicos e espirituais danosos nos encontros com UFOs. Os ufonautas passam uma orientação antibíblica e seu estranho comportamento é igual ao de outros seres do ocultismo”.

Seriam os ETs provenientes das hostes do mal? Grande parte dos pensadores protestantes que lidam com a questão ufológica refere-se a eles dessa forma, inspirados que foram no trabalho do decano investigador John A. Keel, que em seus livros Operação Cavalo de Tróia e Nosso Planeta Assombrado faz um extenso paralelo e correlações da Ufologia com a literatura demonológica e o ocultismo. É de Keel também o livro The Mothman Profecies, que inspirou o filme A Última Profecia [Veja artigo em UFO 85]. Keelé formador de opinião no assunto, assim como o reverendo protestante Barry Downing, no lado oposto da questão. Em seu livro The Bible and the Flying Saucer [A Bíblia e os Discos Voadores], Downing defende que os UFOs são enviados por Deus e, portanto, trazem os anjos a Terra.

Saindo do âmbito dessa questão maniqueísta, é inegável que a Ufologia esteja permeada de fenômenos e manifestações secularmente espiritualistas, mediúnicas ou religiosas. Classificar, julgar ou rotular as atividades de inteligências não humanas em nosso planeta talvez seja um trabalho impossível. Inúmeros contatos foram benéficos ou maléficos a nós, mas esses rótulos perdem os sentidos dentro dos princípios da unicidade e equilíbrio pregados em nossas próprias culturas terrenas do zen-budismo, taoísmo ou hinduísmo. Bryan e Helen Reeve, após entrevistarem dezenas de contatados, afirmam em seu livro Flying Saucer Pilgrimage [A Peregrinação dos Discos Voadores] que “o contato com ETs é feito basicamente através de psicografia, telepatia, mediunidade ou outras formas psíquicas”.

Uma das características mais difíceis de se explicar sobre a materialidade do Fenômeno UFO é a gama de espetáculos que produzem estas naves. Os UFOs fragmentam-se em objetos múltiplos, que aparentam ter inteligências próprias. Mudam de tamanho, assumem variadas formas e cores, atravessam barreiras sólidas e fundem-se num só corpo. Emitem raios de luz flexíveis, desmaterializam-se e tornam-se visíveis, inexplicavelmente. Um exemplo temos no relato da abduzida Helen White, de que a nave que a levou era “maior pelo lado de dentro do que pelo lado de fora”.

Como isso é possível? Vallée acredita que “hipernaves” de origens dimensionais seriam capazes dessa inversão topológica do nosso contínuo espaço-tempo, provocando fenômenos similares. Outro estudioso que se dedicou a essas indagações é o psiquiatra norte-americano Berthold Schwarz, inicialmente um cético quanto ao assunto. Apesar de sua postura rígida, encontrou na Ufologia elementos necessários para quebrar sua visão crítica sobre fenômenos desconhecidos. Ele acredita hoje que a grande maioria dos contatados são pessoas sensitivas, que têm experiências com espíritos ou sofrem com alguma manifestação do tipo poltergeist.

Outra Dimensão — Sobre os ETs, Schwarz declara que existem diversos tipos de visitantes, de todos os tamanhos, formas e cores. “Eles são desde robôs até formas de vida iguais ao homem. Minha opinião sobre o assunto é de que a hipótese de uma outra dimensão é o melhor terreno a ser explorado”. Outros estudiosos compartilham de suas conclusões. Alguns voltaram suas pesquisas propriamente para as transformações que o Fenômeno UFO causa nas pessoas, como é o caso da psicóloga carioca Gilda Moura, autora de UFO: Contato Alienígena. Mas até que ponto vai a transformação interna das pessoas que foram contatadas por aliens? Quer gostemos ou não, tais
contatos nos apresentaram profundos questionamentos existenciais.

Eles nos conduziram a uma intensa busca e compreensão da vida no universo – e principalmente a uma busca de nós mesmos. Não existe expansão consciencial sem vivências como as classificadas no campo místico. Dois exemplos disso são notórios: a antiga máxima do Templo de Delfos, “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo”, e a expressão no Templo de Hórus, “não pare a sua busca, pois teu cansaço representa teu fim”. Através da análise de seu conteúdo compreendemos que todo o conhecimento já está em nossa essência perfeita. Entretanto, para contatarmos essa essência, não podemos prescindir da busca interior. E mais uma vez nos amparamos na casuística ufológica como base de nossas conclusões. No conhecido caso de abdução de Hermínio e Bianca Reis, ocorrido em 12 de janeiro de 1976, um ser supostamente extraterrestre chamado Karran disse: “As dimensões existem e são freqüências vibratórias do universo. Nós e vocês pertencemos a dimensão física (visível) e a espiritual (invisível) na qual fomos criados. Somente com a existência do mundo espiritual o mundo material torna-se possível”.

Filosofia Budista — Em muitos contatos ao redor do globo, os extraterrestres têm simplificado sobremaneira as descrições de sua verdadeira origem, devido à limitação intelectual da grande maioria da população, governos e instituições. Sistematicamente, têm afirmado vir de Vênus, Alfa do Centauro ou das Plêiades, sem que isso seja verdade absoluta. Talvez aleguem ter tais origens porque são localidades mais ou menos conhecidas de nossa astronomia, e por saberem que, na verdade, essa informação pouco mudaria para nós. No campo da metafísica hiperespacial, a Terra, as Plêiades e qualquer outro lugar podem coexistir num só ponto imaterial, onde matéria, tempo e espaço fundem-se de tal forma que nossa física é incapaz de compreender. Talvez a única maneira de buscar um entendimento seja abrir mão de padrões rígidos e leis consideradas imutáveis, utilizando “novos” velhos conceitos das filosofias indo-chinesas.

Os mestres zen-budistas ensinam seus discípulos a quebrarem os princípios da lógica através de koans, diálogos que pretendem modificar conceitos e idéias pré-concebidas. O mestre taoísta Lao Tzu, ensinava que “aquele que busca o conhecimento cresce a cada dia, mas aquele que busca o Tao decrescerá a cada novo dia”. Hoje preocupamo-nos demais com a física, economia, política, informática e somos bombardeados com informações de rádio, tevê e internet. Crescemos muito em conhecimento e tornamo-nos cada vez mais apenas um número, autômatos na massa. Decrescer, para Lao Tzu, era vaporizar o ego, reencontrar a essência encoberta. A consciência ou autoconsciência é então o principal cerne da questão, para facilitar contatos com outras realidades e seres dimensionais, que podem ser a quase totalidade do Fenômeno UFO.

Sua manifestação é tão incompreensível para os padrões normais, que levou a pesquisadora inglesa Jenny Randles a criar a expressão Fator Oz, para descrever os estados alterados de consciência provocados pelo contato com discos voadores. Segundo Randles, naves extraterrestres geram estados similares ao onírico, onde nem tudo é concreto e nem tudo é alucinatório, mas manipulações da mente por inteligências desconhecidas. A abduzida norte-americana Betty Andreasson aprendeu durante seus contatos que a humanidade poderia alcançar níveis mais avançados de consciência se utilizasse com mais afinco a busca espiritual. Em experiências extracorpóreas induzidas pelos alienígenas – as chamadas EECs –, Andreasson descobriu a natureza da vida pela ótica dimensional e soube que há inumeráveis estrelas em diferentes planos de existência . O pesquisador Don Elkins, autor de The Law of One [A Lei Única], recolheu farto material sobre o tema trabalhando com centenas de canalizadores. Elkins concluiu que os contatos ufológicos são basicamente interdimensionais. “O ponto convergente de toda a informação colhida pelas vias ditas místicas ou científicas, se tornou a existência de um universo multidimensional”.

Elkins está correto e a negativa desse simples fato parece ter sido a responsável pela estagnação das pesquisas ufológicas nos últimos 20 anos. A insistência generalizada da hipótese extraterrestre como melhor explicação para a origem dos UFOs precisa ser ultrapassada por modelos mais dinâmicos, que incorporem fatores básicos da ciência. E também por discussões que possam extrapolá-las utilizando técnicas de ampliação da consciência e todo o rico manancial das filosofias antigas. E, afinal, devemos rever os textos do Mahabarata, Bhagavad Gita, Ramayana etc, buscando não somente a materialidade dos vimanas, como já foi bem demonstrado no livro Vimanas: Aeronáutica da Índia Antiga, de David Childress, mas também absorvendo a sabedoria transcendental dessas obras, que podem aflorar nossa capacidade de contatação.

Confederações de Planetas — Existe uma realidade oculta por trás da atividade física inequívoca dos UFOs, que já foi amplamente constatada pela casuística mundial. E apesar da imaterialidade da maioria dos ETs, ainda há entre eles os que têm um corpo físico tridimensional, tal como o nosso. Mas devido ao fato de terem uma paranormalidade muito desenvolvida, aparentemente projetariam seu corpo energético com facilidade, sendo às vezes confundidos com seres do mundo espiritual por alguns médiuns ou sensitivos. Em geral, nossos visitantes não possuem uma religião definida. Muitos dos contatados tiveram a impressão de que seus abdutores acreditam numa espécie de fonte primordial, geradora de toda matéria, energia que existem. Como povos mais espiritualizados, demonstram um enorme respeito pela natureza e pela vida. Isso remonta à tese dos mundos confederados e não confederados, muito propalada e bem visualizada na série Jornada nas Estrelas, de Gene Rodenberry.

Segundo um grande número de contatados absorveram de seus interlocutores, durante as experiências que viveram a bordo de naves espaciais, planetas que atingiram um elevado grau tecnológico e espiritual formaram uma espécie de confederação de planetas. Seus integrantes peregrinariam pelo universo, levando informação e auxílio sutil aos povos mais aptos a receber essa ajuda. Seguiriam o preceito da não interferência, o que justifica sua atuação suave e quase neutra. Estes seres não seriam os que realizam as abduções, agindo apenas através da formulação de convites para passeios ou visitas a lugares fora da Terra. Já os não confederados seriam os responsáveis pelas abduções, as experiências físicas e genéticas que ocorrem contra nossa vontade – talvez para resolver seus próprios problemas.

Nesse ponto de nossa discussão, é importante ter em mente que não devemos vincular a tipologia física dos seres que nos visitam com sua natureza, eventualmente boa ou má. Temos o péssimo hábito de julgar as situações apenas a partir das aparências e de gerar generalizações. Assim, muitas vezes caímos no erro de classificar todos os grays como malignos ou todos os nórdicos como benevolentes. É preciso um pouco mais de cautela, pois há vários casos na literatura ufológica em que ambos os tipos trabalham em conjunto. É necessária uma análise cuidadosa de suas atitudes e, principalmente, das energias, sensações e sentimentos que emanam desses seres. É difícil se estabelecer uma linha padrão de conduta para todos os seres, pois mesmo entre eles também há “dissidentes”, que não comungam de certos ideais da espécie. E ainda temos que considerar que podem travestir-se em biótipos agradáveis aos seres humanos para conseguir seus intentos. A grosso modo, podemos definir três tipos distintos de seres em contato com o ser humano terrestre:

Positivos — Seriam os confederados ou todos aqueles que preservam o bem-estar humano, evitando interferir em nosso livre arbítrio. Não teriam bases na Terra, o que para eles já significaria uma atitude invasiva, somente na Lua ou em nossa órbita.

Neutros — Os que teriam projetos que não envolvem necessariamente o ser humano. Eles evitam contatos prejudiciais a nós, mas seus objetivos estão acima do que seja bom ou mal, no nosso entendimento. São indiferentes quanto à nossa presença e podem ter bases em nosso mundo.

Negativos — que parecem ser a maioria de todos os nossos visitantes e utilizam o homem como uma espécie de cobaia biológica. Manteriam bases intramarinas e intraterrestres. Em tese, seriam aqueles detalhadamente analisados nos livros do professor norte-americano David Jacobs, A Vida Secreta e A Ameaça.

Essa é apenas uma das classificações vigentes na Ufologia moderna, mas temerária, pois não temos certeza de quais seriam os reais objetivos de cada uma das espécies em contato conosco. Os chamados positivos ou confederados, apesar de sua natureza benevolente, não hesitam em destruir tudo quanto seja nocivo a ordem natural das coisas. Alguns investigadores acreditam até que várias naves acidentadas na Terra teriam sido abatidas por esses extraterrestres, em confrontos com seres negativos. Inclusive o clássico Caso Roswell, de 1947, seria um desses exemplos. Invariavelmente, os seres negativos acabariam sendo um obstáculo, com seus interesses escusos, à missão dos positivos na Terra, o que geraria tais conflitos.

O polêmico psicanalista austríaco Wilhem Reich acreditava na existência de microscópicas células azuis, que seriam unidades básicas de toda a matéria viva. Para pesquisadores esotéricos, como o diplomata chileno Miguel Serrano, alguns grupos humanos especiais ainda seriam resquícios da existência de seres que teriam tido sangue azul na Antigüidade. Essa seria a origem da lenda de que os reis – certamente considerados pessoas especiais – teriam sangue azul, por serem descendentes diretos de antigos deuses guerreiros. Era o caso de Krishna, cujo sangue teria uma coloração azulada. Existiria então, segundo Serrano, uma chamada “memória de sangue”, que ligaria mais intensamente certos grupos humanos a ETs e impulsionaria uma busca do reencontro, assim como uma resistência contra forças hostis que se instalaram no planeta buscando o domínio e a degradação da humanidade.

Invasão de ETs Negativos — De fato, enquanto vivo, Reich também acreditava que sofríamos uma invasão de ETs negativos. Ele desenvolveu uma arma que chamou de “caça-nuvem”, que teria condições de retirar o orgônio negativo das nuvens e combater os UFOs que nos invadissem. Em 10 de outubro de 1954, uma série de naves luminosas de coloração amarela e vermelha sobrevoaram sua fazenda, no estado norte-americano do Maine, quando conseguiu testar seu projeto. De acordo com declarações, quando focalizados pela arma tubular ,de Reich, os UFOs perdiam a força, diminuíam a intensidade de suas manobras e fugiam. Em suas anotações, o psicanalista deixou escrito que “naquela noite, pela primeira vez na história, a guerra iniciada pelos espaciais foi rechaçada com resultados bastante positivos”. Reich também acreditava na existência de seres positivos, cujas naves, azuis, trariam benéficos à humanidade. Coincidência ou não, UFOs azuis são muito mais raros do que os outros...

O Fenômeno UFO é sem dúvida o maior de todos os desafios que o homem já enfrentou. Ele envolve desde nossa própria origem biológica e espiritual até as concepções de Deus e os mundos celestiais, permeando a ciência, a política e a religião de indagações. É passada a hora de grupos de pesquisa civis, governos, entidades religiosas e instituições militares se unirem numa ampla pesquisa e no redirecionamento de sua energia, com o fito de esclarecer de vez a questão. Estamos centrados numa grande disputa de interesses genéticos e espirituais e lidamos com uma variada gama de seres físicos e dimensionais, que conhecem a mente humana e a manipulam ao seu bel prazer. Não raro conhecem nossa vida atual e encarnações pretéritas. Acessam nosso consciente e inconsciente mesmo quando não estão presentes. E nessa multiplicidade de seres, alguns podem representar perigos à nossa integridade física, psíquica ou emocional – quer por sua conduta, quer por seus experimentos, muitas vezes letais.

A ciência perde muito ao fechar seus olhos diante da nova realidade representada pelo Fenômeno UFO. Precisamos defender nossa espécie de abduções forçadas, de colocação de implantes, de extração de sangue, esperma e óvulos, de clonagens e hibridizações etc. Assim como necessitamos urgentemente contatar, de maneira pacífica, aqueles visitantes que porventura estejam num grau evolutivo superior ao nosso, para que possamos sanar os graves problemas que assolam a humanidade. Ninguém fará por nós o que precisamos fazer, porém qualquer auxílio será sempre bem-vindo. É preciso aprender a agir de maneira sublime, buscando alcançar o grande poder, contribuindo para a construção de um mundo regenerado com equilíbrio, paz e respeito entre todos os seres. Já dizia Mahatma Gandhi: “Fizemos longas e intermináveis viagens, mas quando nos demos conta, estávamos em verdade, todo o tempo, voltando para casa”.

Pinturas rupestres registram ETs

Equipe UFO

Centenas de registros ancestrais da passagem de UFOs em nosso planeta estão espalhados pelos mais diversos países, inclusive no Brasil. São as chamadas pinturas rupestres, que eram feitas por nossos antepassados e datam de seis a 110 mil anos. Elas decoram paredes de cavernas onde o homem primitivo habitou e muitas vezes estão mesmo a céu aberto. Algumas mostram objetos discóides exatamente iguais os discos voadores observados e relatados hoje em dia, com o se os observadores daquela época fossem contemporâneos das testemunh