O Caminho do Skinwalker
Uma fazenda em Utah, Estados Unidos,
pode ser o lugar mais estranho da Terra
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|
George
Knapp, convidado especial
Estava sentado numa cadeira plástica, no meio de uma grande
escuridão. Havia ao lado todo um conjunto de artefatos eletrônicos
amarrados ao meu tórax e braços. Microfones, câmeras,
uma caixa que detecta mudanças magnéticas e um contador
Geiger etc. Em algum lugar desse aparato também havia uma
lanterna à pilha, o único dos dispositivos sobre os
quais entendo alguma coisa, mas que não conseguia encontrar.
À minha frente, quase conseguia distinguir algumas árvores
verdadeiramente esquisitas. Insetos malévolos estavam perturbando
meus olhos e ouvidos, neste canto remoto do Utah.
Há pouco mais de 100 m, além de uma cerca de arame
farpado, estavam meus colegas estudiosos da paranormalidade, equipados
com suas próprias câmeras de vídeo, óculos
para visão noturna e outros dispositivos semelhantes. Eles
tinham o papel de me vigiar para ver se algo acontecia. Naquela
noite, eu era a isca. Mas isca de quê, me perguntava. A esperança
não verbalizada na minha própria e inerente estranheza
do que estava ao meu redor era o que podia me fornecer algum tipo
de conexão com uma certa energia ou entidade inegavelmente
estranha, que parecia ter se concentrado naquela comunidade rural
remota – e, em particular, nesta pequena fazenda onde me encontrava
sentado naquele momento, à espera de algo que anunciasse
sua presença. Alguns eventos estranhos aconteceram no exato
local em que estava. Foi bem ali que um visitante foi abordado por
uma criatura quase invisível que rugia, algo parecido com
o predador das telas do cinema.
Foi ali, também, que um doutor em física relatou que
sua mente fora invadida e literalmente controlada por algum tipo
de inteligência hostil que o advertiu que ele não era
bem-vindo no local. Foi ali também que um grupo inteiro de
pesquisadores assistiu, com assombro, a abertura de uma porta ou
portal brilhante, de onde uma criatura humanóide surgiu e
se arrastou rapidamente, antes de desaparecer. E também foi
ali que diversos animais – gado e cães – foram
mutilados, obliterados ou simplesmente desapareceram.
| “Foi ali que um visitante foi abordado por
uma criatura quase invisível e onde um doutor em física
relatou que sua mente fora invadida e controlada por algum tipo
de inteligência hostil, que o advertiu que não
era bem-vindo” |
Há muito tempo, pelo que qualquer residente do local se
lembraria, esta parte do nordeste do Estado do Utah tem registrado
uma atividade paranormal simplesmente inacreditável. UFOs,
mutilações de gado, manifestações psíquicas
e eventos poltergeist se misturam com a observação
de criaturas que não podem ser encontradas em nenhum zoológico
ou livro, tais como o sasquatch [Yeti ou pé-grande]. O que
o leitor puder imaginar, os residentes daquela localidade já
viram. O professor aposentado Junior Hicks é uma espécie
de historiador informal da região, registrando todas as coisas
esquisitas que lá acontecem. Ele catalogou cerca de 400 incidentes
insólitos, na maioria envolvendo avistamentos de UFOs. Mas
afirma que milhares de outros casos já ocorreram, não
podendo ser registrados. Hicks estima que pelo menos metade dos
50 mil habitantes da região já viu coisas estranhas
no céu. , Na categoria de discos voadores, lá são
comuns as naves em formato de charuto, bolas de luz em zigue-zague,
pratos de cor aluminizada etc. São tantos objetos diferentes
que a polícia local e a patrulha rodoviária pararam
de registrar os casos há muito tempo – e muitos também
foram testemunhas dos fatos. O próprio Hicks e membros de
sua família tiveram contatos com UFOs ao longo dos anos.
ETS NO FOLCLORE INDÍGENA
“A atividade ufológica na região começou
realmente a se intensificar no início dos anos 50”,
afirma Hicks. “Já houve ocasiões de uma escola
inteira – todos os alunos e professores – ver estas
coisas pairando sobre a cidade, em plena luz do dia. Nos anos 60
e 70, provavelmente, tivemos mais avistamentos de UFOs que qualquer
outro lugar do mundo”. Porém, a ampla gama de fenômenos
incomuns nesta área do planeta vai muito além dos
incontáveis eventos ufológicos. A tribo indígena
Ute está na localidade há muito mais tempo que os
colonizadores brancos, e os líderes tribais estão
relutantes em falar com forasteiros. Mas sua tradição,
transmitida oralmente, é repleta de relatos de estranhas
criaturas e avistamentos de curiosos objetos celestes. O folclore
indígena do Utah se refere a alguns destes seres como Skinwalkers,
enquanto outras culturas os chamam de transmorfos, lobisomens ou
pés-grandes.
“Os utes levam isto muito a sério”, diz Hicks.
“Eles acham que os Skinwalkers são espíritos
poderosos que estão aqui por causa de uma maldição
jogada sobre eles pelos navajos. E o grande centro desta lenda é
esta fazenda. Os utes dizem que a fazenda é o ‘Caminho
do Skinwalker’”. Os membros da tribo são estritamente
proibidos de pisar na propriedade, e assim tem sido por muito tempo.
A fazenda em questão é constituída de 192 hectares
de pasto rico e bem irrigado e de algumas áreas cobertas
de algodão. Ela é dividida em três partes, cada
qual com uma casa de fazenda. Há um matagal alto e um riacho
de um lado da propriedade, e um cume rochoso e pitoresco do outro
– o Cume do Skinwalker, como é chamado pelos utes.
O único caminho para dentro ou fora da fazenda é uma
longa estrada de terra.
| “Skinwalkers são espíritos
poderosos que estão no Utah por causa de uma maldição
jogada sobre os homens brancos pelos navajos. O grande centro
desta lenda é a fazenda em questão. Os índios
utes dizem que a fazenda é o ‘Caminho do Skinwalker’” |
O proprietário da terra não quer ser identificado
com seu nome real, mas consentiu em ser chamado de Tom Gorman, segundo
minha sugestão. Ele a comprou em 1994, após ter ficado
desocupada por uns sete ou oito anos. Quando se mudaram para a fazenda,
Gorman, sua es posa e dois filhos ficaram imediatamente curiosos
sobre a impressionante quantidade de trancas ao redor das portas
e janelas da casa-sede, deixadas pelos proprietários anteriores.
Havia trancas em ambos os lados das portas e até os armários
da cozinha tinham travas. Ao lado da casa também haviam sido
enterradas estacas de ferro com correntes grossas. Gorman imaginou
que os moradores anteriores tivessem posicionado grandes cães
de guarda tanto na frente quanto no fundo da residência, mas
não tinham idéia do por quê.
LOBO À PROVA DE BALAS
No dia em que os Gormans fizeram sua mudança para a propriedade,
eles tiveram seu primeiro vislumbre dos eventos que seguiriam. Avistaram
um lobo imenso no meio do pasto, em frente a casa. O animal cuidadosamente
atravessou o campo e, para a surpresa de todos, esgueirou-se entre
os membros da família, agindo como se fosse um animal de
estimação. Havia chovido naquele dia e os Gormans
recordam-se que o lobo cheirava como um cão molhado, quando
eles o alisavam. Depois de alguns minutos, o lobo foi lentamente
para o curral e agarrou um novilho pelo focinho, tentando puxá-lo
pela grade do curral. Gorman e seu pai começaram a bater
nas costas dele com pedaços de pau, mas ele não soltava
o novilho. Gorman, então, agarrou sua potente Magnum 357,
que estava no caminhão, e atirou no animal à queima-roupa.
O disparo não teve qualquer efeito visível sobre o
bicho.
O homem deu um outro tiro no lobo, que então soltou o novilho,
mas ficou de pé, olhando para a família como se nada
tivesse acontecido. Gorman deu mais dois tiros com a poderosa arma
e o animal moveu-se um pouco para trás, mas ainda assim não
mostrou qualquer sinal de medo ou sofrimento – nem mesmo sangue.
O fazendeiro, intrigado, apanhou um rifle de caça e disparou
no lobo novamente, uma vez mais a pequena distância. Ele não
apenas é um atirador experiente como também é
um caçador esportista de considerável reputação.
Cinco tiros deveriam ter sido suficientes para derrubar um alce,
imagine então o que fariam a um lobo. Pelo que contam os
Gormans, o quinto disparo chegou a arrancar uma mecha de pêlo
e rasgar um pouco o corpo do lobo, mas o animal ainda não
parecia incomodado. Finalmente, após um sexto tiro, o animal
correu pelo campo até um mato lamacento. O fazendeiro e um
dos filhos perseguiram a besta por aproximadamente 1,5 km, seguindo
suas pegadas na lama. Mas os rastros desapareceram subitamente,
como se o animal tivesse simplesmente se elevado no ar.
| “O homem deu um outro tiro no lobo, que então
soltou o novilho, mas ficou de pé, olhando para a família
como se nada tivesse acontecido. Gorman deu mais dois tiros
com a poderosa arma e o animal moveu-se um pouco para trás,
mas ainda assim não mostrou qualquer sinal de medo ou
sofrimento – nem mesmo sangue. Gorman ainda desferiu mais
alguns tiros no resistente animal, agora com um rifle, mas mesmo
assim ele não morreu” |
Ao retornar para a área do curral, Gorman examinou o pedaço
do corpo do lobo que havia sido arrancado com o tiro, constatando
que tinha a aparência e cheiro de carne podre. Ele passou
a inquirir a vizinhança a respeito do animal, mas ninguém
tinha visto qualquer lobo manso de tamanho anormal na área.
Poucas semanas mais tarde, a esposa de Gorman encontrou outro lobo,
que era tão grande que suas costas ficavam da altura do topo
da janela quando ele encostou ao lado do carro. O lobo estava acompanhado
de um animal que se parecia com um cão, mas que ela não
pôde identificar ao certo.
COISA GRANDE E EMBAÇADA
Ao longo dos dois anos seguintes, uma quantidade de estranhos animais
foi vista pelos membros da família e seus vizinhos. Certa
vez, enquanto entravam de carro na fazenda, numa tarde ensolarada,
Gorman e sua esposa observaram algo atacando um de seus cavalos.
Eles descreveram aquilo como “tendo altura pouco acima do
chão, sendo pesadamente musculoso, com uns 90 kg, pêlos
ruivos cacheados e um rabo bem peludo”. O inusitado animal
tinha uma aparência que lembrava de longe uma hiena musculosa,
que parecia estar agarrando seu cavalo, quase brincando com ele.
Gorman chegou a se aproximar cerca de 15 m do bicho, mas disse que
ele literalmente desapareceu diante dos seus olhos. Sumiu, como
num passe de mágica. Os Gormans verificaram o cavalo e identificaram
numerosas marcas de garras em suas pernas. Poucos meses depois,
a esposa de um policial local relatou ter visto uma besta avermelhada
e musculosa, semelhante àquele animal, correndo pela propriedade.
Outro visitante da fazenda teve um encontro mais ameaçador
ainda em sua área central, no mesmo lugar em que eu fui posicionado
como isca, naquela noite que descrevi. O visitante, bem como Gorman
e seu filho, avistaram uma “coisa grande e embaçada
movendo-se em meio às árvores”. O visitante
descreveu que a tal coisa apareceu movendo-se suavemente entre as
árvores, pelo pasto, cobrindo uma distância de quase
10 m em segundos. Disse que quando ela o alcançou, produziu
um forte rugido, muito semelhante ao de um grande urso, daqueles
que se ouvem a quilômetros de distância. “Mas
aquilo não era um urso”, insiste o visitante. De acordo
com os Gormans, o animal era quase invisível, lembrando o
ser camuflado do filme O Predador.
O homem ficou tão apavorado que se agarrou ao fazendeiro
e não o largou de jeito algum, depois deixando a fazenda
para nunca mais retornar. Outras criaturas e seres não identificados
também foram vistos naquela região do Utah, incluindo
pássaros exóticos multicoloridos que não eram
nativos da região e não podiam ser reconhecidos. Houve
também numerosos encontros próximos com criaturas
descritas como bestas escuras de até 3 m de altura, que lembravam
o mitológico sasquash. Como se as experiências visuais
não bastassem, a família também alega ter tido
outros sentidos desafiados por estranhos eventos. Muitas vezes,
ficavam surpresos ao sentir cheiros fortes de almíscar. Igualmente,
os pastos inexplicavelmente se clareavam durante a noite, como estádios
de futebol. Os Gormans alegam terem visto feixes de luz que aparentemente
emanavam do solo. Eles e outros fazendeiros da região dizem
também já terem ouvido barulhos que pareciam ser de
maquinário pesado, operando sob a terra. E já ouviram
vozes, muitas delas. Seu filho Tom e um sobrinho relataram que uma
vez ouviram uma conversa alta, sem uma origem física aparente
e numa língua ininteligível. As vozes eram masculinas
e desencarnadas. De acordo com as testemunhas, falavam em um tom
debochado e pareciam emanar de uns 10 m acima de suas cabeças,
mas eles nada viram. Os cães que acompanhavam as vítimas
grunhiam e latiam para as vozes, quando então fugiram em
pânico.
Houve também manifestações físicas que
não são facilmente explicáveis. Por exemplo,
certa vez, enquanto verificava o gado na terceira área da
fazenda, Gorman percebeu que alguém havia escavado seu pasto.
Quase uma tonelada de terra havia sido retirada de buracos escavados
no solo. “Suas extremidades se pareciam com círculos
concêntricos perfeitos, como se alguém tivesse enfiado
um cortador de biscoitos gigante no chão”, disse o
homem. Várias outras marcas de escavação menores
também foram achadas.
UFOS E OUTROS FENÔMENOS
| “Fenômenos semelhantes aos círculos
ingleses também já foram descobertos na propriedade.
Por exemplo, uma formação foi encontrada no pasto
e consistia de três círculos de vegetação
amassada, cada qual com cerca de 3 m de diâmetro. Eles
estavam dispostos num padrão triangular, tendo cada círculo
cerca de 10 m de distância dos demais” |
Os Gormans também relatam fenômenos semelhantes aos
círculos ingleses, descobertos na propriedade. Uma formação
encontrada no seu pasto consistia de três círculos
de mato amassado, cada qual com aproximadamente 3 m de diâmetro.
Estavam dispostos num padrão triangular, tendo cada círculo
cerca de 10 m de distância dos demais. Vale ressaltar que
há apenas uma estrada de acesso à fazenda e que qualquer
pessoa entrando ou saindo da propriedade seria certamente notada
pelos Gormans ou seus vizinhos.
Na primavera de 1995, os Gormans começaram a ver coisas estranhas
no céu. “Eram verdadeiras esquisitices aéreas”.
Enquanto verificavam o gado, Gorman e seu sobrinho observaram o
que parecia ser um pequeno veículo parado na propriedade.
Eles começaram a se aproximar do objeto, achando que o motorista
poderia estar com problemas me cânicos. À medida em
que acercavam tal veículo, este se afastava silenciosamente.
Gorman e o sobrinho tentaram mais uma vez chegar perto, e novamente
o objeto se afastou. Eles subiram então numa cerca para tentar
obter uma visão melhor do veículo, quando perceberam
que não era nada semelhante ao que conheciam. O objeto levantou
vôo por sobre as árvores e lentamente foi embora, sem
fazer qualquer som. “Com certeza aquilo não era um
helicóptero”, disse Gorman. As testemunhas puderam
ver tal artefato com bastante clareza e garantiram que tinha o formato
de um refrigerador, com uma luz na frente e outra vermelha atrás.
Já por algum tempo, antes disso, a família vinha observando
estranhos objetos aéreos. A esposa do fazendeiro afirma que
algo parecido com um caça a jato Stealth, rodeado de luzes
piscantes e em forma de disco, pairou silenciosamente a uns 7 m
acima de seu veículo, antes de partir em alta velocidade.
Cada membro da família fez repetidos avistamentos de uma
inusitada nuvem que geralmente pairava do lado de fora da propriedade.
A tal nuvem foi descrita por eles como tendo “luzes de árvore
de Natal piscantes” ou “mini explosões silenciosas
dentro dela”. Dentre os objetos voadores não identificados
vistos pelos Gormans, seus vizinhos e outras testemunhas, estão
também os clássicos aparelhos em forma de disco voador
– ou “sombreiros voadores”, como são chamados
–, de bastões iluminados como lâmpadas fluorescentes
e uma nave em forma de charuto, com o gigantesco comprimento de
vários estádios de futebol.
De longe, os objetos mais comuns testemunhados por eles foram esferas
flutuantes de diferentes tamanhos e cores. Em 1995 e 1996, os Gormans
e outros moradores da região relataram 12 incidentes separados,
quando viram grandes círculos alaranjados voando acima das
árvores da área central da fazenda. Tom Gorman alega
que, ocasionalmente, buracos se abriam nos círculos e outras
esferas, menores que as anteriores, saíam de seu interior.
Um fazendeiro vizinho informou ter tido seus próprios encontros
com o que chamou de “uma bola de basquete voadora alaranjada”.
ARTEFATOS INTELIGENTES
No início de 1996, os avistamentos de esferas alaranjadas
deram lugar às de coloração azul na fazenda,
e se tornaram muito comuns. Estes objetos pareciam ter tamanho um
pouco maior do que uma bola de futebol, eram feitos de material
que lembrava vidro e preenchidos com líquidos azuis borbulhantes,
que pareciam girar dentro deles. Os Gormans dizem que em abril daquele
ano assistiram a uma destas esferas azuis circular repetidamente
ao redor da cabeça de um de seus cavalos, que ficou iluminado
por uma intensa luz azul. O homem lembra que ouviu um ruído
que parecia com eletricidade estática no ar – mas sem
aparecer os correspondentes raios. O artefato parecia ter um controle
inteligente: quando Gorman se aproximou do cavalo com uma lanterna
a pilha, ele lançou-se para longe, manobrando pelos galhos
das árvores com velocidade e destreza.
| “No início de 1996, os avistamentos das estranhas
esferas alaranjadas deram lugar às de coloração
azul na fazenda, e se tornaram muito comuns. Estes objetos pareciam
ter tamanho um pouco maior do que uma bola de futebol, eram
feitos de um material que lembrava vidro e preenchidos com líquidos
azuis borbulhantes, que pareciam girar dentro deles” |
Gorman diz ainda que as esferas azuis pareciam gerar um efeito
psicológico em sua família. “Todos sentiam ondas
de medo circularem pelo corpo, muitíssimo além do
que seria normal, quando os objetos apareciam”, declarou.
Foi a aparição de uma dessas esferas azuis que o convenceu
finalmente a vender a fazenda. Num entardecer de maio de 1996, o
homem estava do lado de fora da casa com três de seus cães
quando notou uma esfera azul voando pelo campo próximo. Gorman
ordenou que os cães seguissem o artefato, ao que eles obedeceram
e quase o pegaram. Mas o objeto se desviava e manobrava de tal forma
que fugia do alcance dos animais com facilidade. A sonda ufológica
– o que mais poderia ser? – atraiu os cães pelo
pasto adentro e, depois, por um mato denso que circunda o campo.
O fazendeiro diz que ouviu os cães darem três latidos
terríveis e, então, silenciarem. Gorman chamou por
eles, mas não responderam.
Na manhã seguinte, o homem saiu para procurar os cães.
Mas o que encontrou foram apenas três curiosas marcas circulares
de vegetação desidratada e fragilizada. Em seus respectivos
centros havia um grumo negro e gorduroso, o que fez Gorman supor
que os cães haviam sido incinerados por algo. Os cães
nunca mais foram vistos novamente e seu desaparecimento levou os
Gormans a pensarem seriamente em irem embora dali.
MUTILAÇÕES DE ANIMAIS
Ao contrário do que o leitor poderia supor, Tom Gorman não
era um simples fazendeiro caipira. Ele possuía cursos universitários
e treinamento em pecuária, era considerado um especialista
em inseminação artificial e tinha planos de criar
gado híbrido de última geração na pitoresca
fazenda. Seu rebanho tinha em torno de 70 cabeças, com vacas
reprodutoras caras e de primeira qualidade. E ainda, havia quatro
touros de quase uma tonelada cada, campeões em exposições
de gado. Desde o dia em que ele mudou-se para a fazenda e levou
consigo seu gado, suas expectativas e seus animais pareciam sobressaltados.
As bolas de luz que eram tão freqüentemente vistas na
propriedade pareciam ter interesse especial no gado e eram comumente
registradas rondando suas cabeças.
Às vezes, o gado reagia violentamente à sua aproximação,
com o rebanho subitamente dividindo-se ao meio, como se alguma força
invisível estivesse agindo entre os bichos. Isto logo piorou.
Embora os Gormans fossem sempre cuidadosos com o gado, algo começou
a provocar terríveis baixas e grandes prejuízos. Uma
vaca foi encontrada morta no campo com um buraco estranho num dos
olhos. Não havia traços de sangue e as testemunhas
não entendiam o que poderia produzir tal efeito. Gorman notou
um cheiro almiscarado e forte ao redor da carcaça, um odor
que ele viria a conhecer mais tarde, até bem demais. Outros
animais sofriam incisões cirúrgicas inexplicadas,
como de bisturis. A família estava registrando um significativo
número de mutilações de gado, tais como tantas
que vinham sendo relatadas nos Estados Unidos, por várias
décadas. Nos casos típicos, as orelhas, olhos, úberes
e genitália dos animais eram removidos com extrema precisão.
Os animais dos Gorman estiveram sujeitos a todos esses procedimentos.
| “As orelhas, olhos, úberes e genitália
dos animais eram removidos com extrema precisão. A chacina
era limpa demais, precisa demais e misteriosa demais –
e nenhum sangue era derramado nos locais dos ataques. Outros
animais da fazenda também sofriam os ataques ”
|
Como um experiente fazendeiro e caçador, Gorman era mais
do que familiarizado com as habilidades dos predadores naturais,
de forma a reconhecer quando um deles atacasse seu gado. Mas aquilo
que acontecia ao rebanho não estava sendo feito por coiotes
ou leões da montanha, relativamente comuns na região.
A chacina era simplesmente limpa demais, precisa demais e misteriosa
demais – e nenhum sangue era derramado nos locais dos ataques.
Outros animais da fazenda também sofriam os ataques. Seu
cavalo predileto teve as pernas retalhadas, como se fosse por instrumentos
afiados ou garras – e o enigmático odor de almíscar
ainda estava no ar quando ele encontrou o animal machucado. Seus
cães pareciam ter desenvolvido algum tipo de paranóia.
Eles ficavam enfurnados em suas casinhas em um certo horário
do dia, medrosos demais para saírem, até para comer.
Seis dos gatos da família chegaram a desaparecer numa mesma
noite.
VACAS LEVITADAS
Logo, cabeças de gado também começaram a desaparecer.
Um destes animais sumiu de um campo que estava coberto por neve.
Gorman rastreou as pegadas do animal pasto adentro, até o
ponto em que os rastros simplesmente pararam, como se o animal tivesse
levitado. “Uma vaca de 600 kg tem que deixar pegadas na neve.
Mas a que desapareceu não deixou. O que pode ter acontecido
com ela?”, pergunta o fazendeiro. Ao todo, 14 dos animais
premiados de Gorman simplesmente desapareceram em poucos meses.
Houve uma ocasião em que uma vaca foi encontrada mutilada
apenas cinco minutos após seu filho tê-la examinado.
Algo havia feito um buraco de 15 cm de largura por 45 cm de profundidade
ao redor do ânus do animal. A cavidade da seção
removida estendia-se para dentro do corpo da vaca, mas, no entanto,
não havia sangue sobre o couro ou no chão gramado
ao redor.
A perda de 14 animais caros de um rebanho de 70 cabeças é
significativa para um proprietário rural – 20% do rebanho.
Isto deixou Gorman à beira de um colapso financeiro. Numa
tarde de abril de 1996, o fazendeiro e sua esposa foram rapidamente
à cidade comprar suprimentos. Ao passarem pelo curral e ver
os quatro touros premiados, comentaram que teriam um problema realmente
sério se algo acontecesse a algum deles. Esse era um temor
que se confirmaria. Quando retornaram à fazenda, menos de
uma hora depois, os quatro animais haviam sumido. Os Gormans começaram
uma busca frenética pelos touros desaparecidos, mas não
encontraram nenhum traço deles. Por excesso de zelo, Gorman
decidiu então olhar num trailer de metal que ficava dentro
do curral. Ele achava muito improvável que os touros estivessem
lá, pois havia apenas uma porta para o trailer, vinda do
curral, e estava segura por um cabo de metal grosso, que claramente
ainda permanecia no lugar. O fazendeiro ficou chocado ao encontrar
os quatro animais dentro do trailer, espremidos como sardinhas dentro
de uma lata. Quando gritou para sua esposa que os havia encontrado,
os touros aparentemente despertaram de um estado de torpeza e começaram
a se jogar uns por cima dos outros feito loucos.
MISTÉRIOS DESAFIADORES
“Simplesmente, não havia nenhuma maneira de alguém
conseguir colocar aqueles animais dentro do trailer”, declarou
o cientista Colm Kelleher, um microbiólogo que viria a conhecer
bem os Gormans em inúmeras visitas de pesquisa que fez à
fazenda. “Já seria bastante difícil colocar
apenas um deles, mas os quatro? Seria virtualmente impossível.
O único caminho do curral para o trailer estava fechado com
cabos. E ainda havia teias de aranha intactas no lado de dentro
da porta, o que provava que ela não havia sido aberta. É
como se alguém tivesse escutado secretamente as preocupações
dos Gormans com os touros, e tivesse decidido pregar uma peça
neles”.
Kelleher não se deu conta disto em 1996, mas a fazenda dos
Gorman logo viria a se tornar uma espécie de segundo lar
para ele, de tantas viagens que fez ao local. Ele é o administrador-chefe
do National Institute for the Discovery of Science [Instituto Nacional
para Descoberta da Ciência, NIDS], uma organização
de pesquisas baseada em Las Vegas, fundada pelo empresário
local e milionário Robert Bigelow. Bigelow nutre intenso
interesse por assuntos ligados ao paranormal e à Ufologia,
o que o levou a reunir um grupo de físicos, engenheiros,
psicólogos e outros profissionais com o propósito
de investigar tais manifestações de forma científica
– ao contrário de como são tratadas pela ciência
tradicional.
No meio daquele ano, os Gormans estavam prontos para largar tudo
e partirem do Utah. Quem conhecia Tom Gorman dizia que ele culpava
a si mesmo pela estranha cadeia de eventos que arruinaram seu trabalho
na fazenda e quase o levaram à falência. Ele não
queria desistir, mas sentia-se amaldiçoado por aquela absurda
sucessão de mistérios e estava disposto a entregar
os pontos pelo bem de sua família. Em um momento atípico
de sua vida, amargurado, Gorman contou partes de sua história
a um jornalista respeitado da cidade de Salt Lake, capital do Estado,
que esteve na fazenda conversando com a família. Fotos foram
publicadas em jornais e uma agência de notícias espalhou
a história pelo país. Foi assim que Bigelow ouviu
falar da fazenda, para onde se dirigiu imediatamente.
Ele e sua equipe pegaram um avião para Utah e se apresentaram
aos Gormans. O pessoal do NIDS verificou a história, entrevistou
vizinhos e avaliou os relatos aparentemente inacreditáveis
dos moradores da fazenda. Aquilo tudo era tão incrível
para os cientistas que assessoravam Bigelow que ele prontamente
se ofereceu para comprar a fazenda e transformá-la num laboratório
de paranormalidade interativo, um experimento em andamento que poderia
trazer alguma luz sobre questões que eram vistas com ceticismo
científico. Surpreendentemente, ele não somente comprou
a propriedade como convenceu os Gormans a permanecerem na fazenda
como zeladores.
A esta altura dos acontecimentos, a família se encontrava
em frangalhos. Como se já não bastassem os avistamentos
de UFOs, a invasão de bolas de luz, os sasquatchs e pés-grandes,
as mutilações de gado e o desaparecimento de animais,
ainda havia as lendas indígenas dos skinwalkers. Tudo isso,
somado, fez com que começasse a ocorrer uma série
de eventos mais pessoais com os Gormans. Coisas inacreditáveis
passaram a acontecer dentro de sua casa, que os impossibilitavam
de levar uma vida normal. Eles viam aparições, criaturas
escuras e difíceis de identificar na janela. Suprimentos,
ferramentas e itens de uso diário moviam-se sozinhos e desapareciam
em pleno ar.
VIOLENTOS PESADELOS
Ninguém conseguia dormir mais naquela fazenda. Quando os
Gormans finalmente tinham umas poucas horas de sono, eram assolados
por violentos pesadelos, que, depois descobriram, ocorriam identicamente
a todos os membros da família. Os dois filhos, considerados
excelentes alunos antes de chegarem à fazenda, tiveram suas
notas deterioradas. A esposa de Gorman perdeu seu emprego num banco
local por suas repetidas faltas ao trabalho e por seu repertório
de intenso terror. Na esperança de sentirem-se mais seguros,
os membros da família passaram a dormir no chão da
sala todas as noites. Sua situação era precária
e desesperadora. O pessoal do NIDS oferecia apoio moral, emocional
e financeiro a eles. E mais que isso, Bigelow tinha um plano para
os Gormans. A fazenda se apresentava como uma chance única
de se estudar legitimamente um cardápio inteiro de atividades
paranormais e ufológicas. O NIDS queria fechar a fazenda,
cercá- la com equipamento de monitoramento de última
geração, colocar observadores treinados 24 horas por
dia e ver o que aconteceria.
| “Ninguém conseguia dormir mais naquela fazenda.
Quando os Gormans tinham umas poucas horas de sono, eram assolados
por violentos pesadelos, que, depois descobriram, ocorriam a
todos os membros da família. Os dois filhos do casal,
considerados excelentes alunos antes de chegarem à fazenda,
tiveram suas notas deterioradas. A esposa de Gorman perdeu seu
emprego num banco local por suas repetidas faltas ao trabalho
e por seu repertório de intenso terror. Na esperança
de sentirem-se mais seguros, os membros da família passaram
a dormir no chão da sala todas as noites” |
Mas algo conspirou contra os planos de Bigelow e seus cientistas.
Alguns residentes do local passaram a desconfiar das atividades
daqueles esquisitões de Las Vegas e a suspeitar sobre o que
realmente tinham em mente. Um golpe de algum tipo era uma possibilidade
que não se podia ignorar. Enquanto detalhes das operações
do NIDS circulavam pelos Estados Unidos, ufólogos mais radicais
lamentavam que Bigelow estivesse à frente de tais pesquisas.
O milionário era suspeito de ter conexões com a CIA
e os ufólogos temiam que ele tentaria de alguma forma controlar
o tema, impedindo que o que fosse descoberto na fazenda se tornasse
de conhecimento público. Eles exigiam que o tudo que ocorresse
na propriedade fosse imediatamente disponibilizado para avaliação.
Já céticos de plantão previam que a equipe
do NIDS voltaria de mãos vazias, porque os eventos fatalmente
murchariam sob a luz de um escrutínio científico.
No fim das contas, os três grupos estavam errados. O NIDS
realmente isolou a fazenda e impediu o acesso de observadores externos
a ela, mas não sem grandes gastos financeiros. Nem a CIA
nem qualquer outra entidade governamental teve qualquer influência
sobre as coisas que ocorreram sob a vigilância da turma de
Bigelow. Nem o fenômeno em si desvaneceu ou evaporou-se sob
o rigor das investigações. Ao longo dos últimos
seis anos de atividades no local, os eventos na fazenda têm
sido permanentemente analisados. Testemunhas, incluindo cientistas
reconhecidos e autoridades, têm documentado uma gama enorme
de atividade incomum. Porém, todas as informações
sobre o local estão em quase completo sigilo. Em função
de um acordo com Bob Bigelow, este autor obteve a primeira permissão
de acesso à fazenda e aos cientistas que fazem parte da equipe
do NIDS. Lá estive e conduzi entrevistas com o pessoal residente
na fazenda, bem como com membros da comunidade local, que haviam
relatado eventos incomuns.
ALIENÍGENAS OU FANTASMAS?
Passei várias noites na propriedade, em vigília e
permanente espera por quaisquer luzes estranhas ou outras manifestações
que pudessem ocorrer. Ninguém que tenha pesquisado o rosário
de fatos misteriosos que cerca aquela fazenda de Utah pode ainda
dizer com segurança o que está ocorrendo lá.
Os pesquisadores do NIDS não fazem nenhum tipo de afirmação
de que sejam ETs, fantasmas ou skinwalkers, como afirmam as tradições
dos utes. Eles ainda estão coletando dados e tentando encontrar
explicações. Isto pode não ser muito confortante
para quem passou noites inteiras sentado numa cadeirinha plástica,
no meio de uma gélida escuridão, esperando que algo
aconteça.
| “Passei várias noites naquela propriedade,
em vigília e em permanente espera por quaisquer luzes
estranhas ou quaiquer outras manifestações que
pudessem ocorrer. Ninguém que tenha pesquisado o rosário
de fatos misteriosos que cerca aquela fazenda de Utah pode dizer
com segurança o que está ocorrendo lá.
Não se pode dizer com segurança que são
ETs, mas também não podemos afirmar o contrário.
Nenhum outro lugar do mundo parece ser tão incomum” |
A mente certamente pode pregar peças num ambiente destes,
mas será que tantas testemunhas poderiam estar completamente
erradas? Ficando loucas? Se esse não é o caso, então
algo realmente extraordinário está acontecendo naquela
misteriosa fazenda em Utah. Os fatos registrados preencheriam a
lista mais cumprida que os ufólogos ou parapsicólogos
pudessem elaborar – e eles também ocorrem (e assustam)
os cientistas do NIDS. Tais situações incluem a perseguição
e tiro em criaturas desconhecidas, destruição de equipamentos
eletrônicos por algo invisível, surgimento de círculos
desenhados no gelo e na neve, e a abertura do que alguns podem chamar
de um portal para outra dimensão.
INCRÍVEIS MANIFESTAÇÕES UFOLÓGICAS
E PARAPSICOLÓGICAS NOS ESTADO UNIDOS
Os fenômenos da fazenda de Sherman são impressionantes.
A luz observada por ele e Chad Deetken, em 1997, é um exemplo.
Nessa ocasião, a luminosidade registrada assemelhava-se a
um portal brilhante que tinha, de um lado, uma figura humanóide
escura e alta. Ela parecia esforçar-se para se arrastar através
do túnel de luz que o portal formava. Depois de alguns minutos
de observação, o humanóide contorceu-se para
fora da luz e desapareceu na escuridão. Assim, o tal portal
se fechou num flash, como se alguém tivesse apertado um botão.
Deetken teve a presença de espírito de tirar algumas
fotos do evento, mas logo perceberia que o filme registrara muito
pouco do que ele e Sherman tinham testemunhado. Aliás, esse
é um padrão dos fenômenos da fazenda: eles são
observados com facilidade por quase todo mundo que para lá
vai, mas são registrados com muita dificuldade e bem raramente
por câmeras fotográficas e de vídeo.
PORTAL DIMENSIONAL — Terry Sherman, sua
esposa Gwen, os dois filhos adolescentes e vários outros
membros da família já estavam acostumados com coisas
estranhas acontecendo na fazenda, antes de vendê-la. Eles
já viram inúmeros UFOs e misteriosas bolas de luz
que parecem inteligentemente controladas – são as chamadas
sondas ufológicas, presentes em todo o mundo. Seus vizinhos
também já viram tais fenômenos, e mesmo os residentes
de outras partes daquela região vêm relatando fenômenos
semelhantes, desde a década de 50. Descendentes de índios
da nação Ute, que habitaram Utah, confirmam que tais
avistamentos já aconteciam no passado, sendo testemunhados
por seus ancestrais. Contudo, anomalias aéreas não
eram as ocorrências mais comuns na fazenda – pelo menos
não por um bom tempo. Nos dois anos em que residiu na propriedade,
Sherman perdeu 14 cabeças de gado de seu rebanho híbrido.
Alguns animais simplesmente desapareceram, como se arrancados do
chão e sugados para o céu, sem deixar vestígios.
Outros foram perfurados e cortados com precisão cirúrgica,
em episódios conhecidos como mutilações alienígenas
de animais.
Membros da família e vizinhos também já viram
estranhas criaturas do tipo presente no folclore norte-americano,
tais como o yeti, bigfoot ou pé-grande, e lobos de tamanhos
anormais. E observaram animais e pássaros que não
puderam identificar. Os cavalos da propriedade foram atacados, os
cães incinerados e os gatos abduzidos. Os Sherman eram atormentados
quase diariamente por pequenos incidentes caseiros que, individualmente,
não seriam grande coisa, mas que, somados, não podiam
ser desconsiderados. Janelas e portas na residência abriam
subitamente como se arrombadas ou se fechavam com violência
e sem explicação. Freqüentemente, quando Gwen
tomava banho, constatava que sua toalha e outros itens pessoais,
que ela deixara ao lado da banheira, simplesmente sumiam de dentro
do banheiro trancado a chave. Em certa ocasião, ela retornou
da cidade carregada de uma grande quantidade de mantimentos e outros
suprimentos, e guardou cuidadosamente as mercadorias em seus devidos
lugares, nos armários da cozinha. Foi até outro cômodo
por poucos minutos e, quando retornou, encontrou todos os suprimentos
de volta sobre a mesa.
Roupas, ferramentas e outros aparelhos pareciam ter desenvolvido
vida própria naqueles anos que os Sherman residiram na propriedade
– o mesmo que se passa hoje com o zelador que Bigelow contratou
para cuidá-la. Um dia, um dos filhos de Sherman trabalhou
exaustivamente para empilhar centenas de quilos de lenha ao lado
de uma área de árvores na parte central da fazenda.
Após um descanso de 30 minutos, para beber água na
cozinha, ao retornar ao local, quase caiu de costas ao ver toda
a lenha empilhada num lugar a quase 30 m de onde a colocou. Ferramentas
freqüentemente desapareciam e reapareciam depois nas proximidades.
Noutra ocasião, uma pesada pá escavadeira simplesmente
desapareceu, sendo encontrada, dias mais tarde, entre os galhos
de uma árvore de algodão, bem alto, como se tivesse
sido colocada lá por um guindaste. Naturalmente, com tudo
isso acontecendo, crescia nos Sherman um sentimento de desconforto
e sensação de que estavam sendo observados constantemente
– mas eles não tinham idéia de por quem ou pelo
quê.
PESQUISA CIENTÍFICA RIGOROSA — Como
descrito anteriormente, o empresário Robert Bigelow ouviu
falar da fazenda e a comprou de imediato, convencendo Terry Sherman
a ficar lá como zelador, ainda que contra a vontade da família.
O homem agüentou apenas alguns meses e mudou-se para outra
propriedade. Bigelow e o pessoal do National Institute for the Discovery
of Science [Instituto Nacional para a Descoberta da Ciência,
NIDS], montou uma base de investigação constante no
local. A organização é dedicada ao estudo de
fenômenos inexplicáveis, como Ufologia e Parapsicologia,
e entre seus membros há cientistas, engenheiros, técnicos
e autoridades [O ex-astronauta Edgar Mitchell, sobre quem há
artigo nessa edição, é um dos consultores da
entidade]. Embora o NIDS estude eventos aparentemente bizarros,
ele não opera com idéias pré-concebidas no
que diz respeito à real natureza dos eventos, e tem o interesse
primordial de encontrar a verdade, para onde quer que ela leve.
Os membros de sua equipe ressaltam que são constantemente
pressionados por Bigelow para que obedeçam rigidamente ao
método científico. Devido ao fato de que o objeto
de sua pesquisa é tão controverso nos círculos
científicos, a entidade entende que qualquer desvio do método
científico representaria uma perda de credibilidade. Se ela
é considerada uma organização excêntrica,
suas descobertas, não importando quão profundas ou
bem documentadas, seriam desconsideradas sumariamente. A fazenda
dos Sherman, portanto, se apresentou como uma oportunidade única
de se estudar uma rica variedade de coisas exóticas em constante
atividade. Era como pedir uma “pizza de estranhezas”
com todas as coberturas ao mesmo tempo. UFOs e yetis, bolas de luz
e mutilações de gado, poltergeist e círculos
nas plantações, manifestações psíquicas
e lendas indígenas antigas etc. A fazenda parecia ser um
lugar único em todo o mundo e os membros do NIDS sabiam que
deveriam ser cuidadosos, levando em consideração as
histórias contadas pelas pessoas do local.
“Nós não tínhamos nenhuma idéia
pré-concebida sobre o que estava ocorrendo, mas decidimos
usar uma abordagem de ‘filtro aberto’ para juntar informações”,
disse Colm Kelleher, um microbiólogo do NIDS que viria a
conhecer bem os Sherman em inúmeras visitas de pesquisa que
fez à fazenda. “Tínhamos muitas reservas sobre
lendas dos skinwalkers, avistamentos de pés-grandes e aquelas
coisas que a família alegava estar vendo. Mas decidimos colher
toda a informação que pudéssemos, sem desconsiderar
nada de imediato, e avaliar tudo mais tarde”, disse, referindo-se
a um ser míticoque teria poderes sobrenaturais, dentre os
quais o de mudar de forma, deslocar-se invisivelmente em altas velocidades
e interromper o movimento das coisas ao redor, como se pudesse parar
o tempo. A lenda do skinwalker, reavivada pelas experiências
dos Sherman, já estava presente desde os tempos dos antepassados
dos ute.
MONITORAÇÃO E OBSERVAÇÃO —
A equipe do NIDS montou sua base na fazenda, onde foi instalado
um posto de comando, posicionadas câmeras e outros instrumentos
de monitoração. Foram ainda construídas novas
cercas ao redor do perímetro da propriedade, para melhor
controlar o acesso à área, e postos de observação
nos pastos, que foram operados por observadores treinados. O esforço
da entidade de Bigelow constituiu-se na mais intensa e completa
operação já feita, de vigilância de uma
área de avistamentos freqüentes de UFOs. O volume de
recursos usados também foi considerável. Ufólogos
norte-americanos deixados de fora da operação ficaram
indignados e revoltados, mas o NIDS tinha sua própria equipe
escalada. Como resultado da revolta de membros da comunidade ufológica
dos Estados Unidos, rapidamente foram espalhados rumores de que
Bigelow estaria trabalhando para a CIA, que ele e o NIDS já
estariam em contato com ETs e que qualquer informação
que fosse colhida na fazenda seria provavelmente ocultada da população
pelo Pentágono.
As constantes críticas levaram Bigelow, sempre avesso à
publicidade, a dar uma entrevista que esclareceu o assunto. Ele
informou a um jornal do Utah que o NIDS não estava se comunicando
com aliens nem programando o pouso de UFOs, mas fazendo um estudo
científico e legítimo da vasta gama de manifestações
estranhas detectadas na fazenda. Ele insistiu na necessidade de
empregar mais tempo e recursos na investigação, livre
de interferências externas, para que resultados concretos
pudessem ser obtidos [Em conversa reservada com A. J. Gevaerd,
editor da REVISTA UFO, em fevereiro de 2002, na presença
do ufólogo e médico californiano Roger Leir e do ufólogo
turco Haktan Akdogan, no escritório de Bigelow, este confirmou
que a investigação na fazenda está em franco
progresso e que logo seriam comunicados os resultados].
“Nós ainda sabemos muito pouco sobre os fenômenos
que estão ocorrendo na propriedade e seria simplesmente equivocado
tirar conclusões precipitadas neste ponto”, disse Bigelow.
Ele reforçou que as atividades do NIDS na fazenda eram seletivas
e consistentes, e que a privacidade das operações
precisavam ser preservadas. Não surpreendentemente, seu apelo
por seriedade quanto à questão não foi ouvido
no meio ufológico. Os ufólogos norte-americanos estavam
tão enciumados e tão rancorosamente ocupados expressando
sua indignação por terem sido impedidos de participar
do estudo, que não captaram a essência das intenções
de Bigelow. Não seria a primeira nem a última vez
que os egos se sobressaem aos interesses coletivos no ambiente ufológico.
INTELIGÊNCIA PRÉ-COGNITIVA — Ao
contrário de algumas previsões precipitadas, os fenômenos
na fazenda não se desvaneceram diante da investigação
científica que estava sendo implementada. A atividade continuou
a ocorrer, mas tornou-se ainda mais difícil de ser compreendida.
O pessoal do NIDS testemunhou as mesmas bolas de luz que os Sherman
e até UFOs estruturados e imensos foram observados. Porém,
as tentativas de fotografar e filmar os avistamentos revelaram-se
inexplicavelmente improdutivas. Membros da equipe, acompanhados
dos Sherman e de outros moradores da área engajados no estudo,
freqüentemente viam fenômenos aéreos anômalos
a olho nu ou com binóculos e equipamentos de visão
noturna. Mas, misteriosamente, apenas em raras ocasiões se
conseguiu filmar ou fotografar tais eventos. Um relatório
reservado preparado para os membros do Conselho Científico
do NIDS, obtido por vias indiretas por este autor, documenta dúzias
de contatos ufológicos envolvendo integrantes do estudo na
fazenda, os próprios Sherman e outras testemunhas.
Após vários meses de vigilância, 24 horas por
dia, um padrão de comportamento do fenômeno, altamente
desafiador, começou a se delinear. As manifestações,
o que quer que fossem, pareciam capazes de se antecipar aos movimentos
e planos dos cientistas. Se estes decidiam instalar câmeras
extras e alocar mais pessoal na área sul da propriedade,
os fenômenos simplesmente passavam a acontecer na região
norte. Se os cientistas concentrassem suas observações
na área central, as atividades moviam-se para outra região,
e assim por diante. Ou seja: o que quer que fossem tais fenômenos,
eram certamente controlados por uma inteligência que sabia
o que estava se passando e tinha planos de confundir os investigadores.
Mas por quê? Cientistas céticos quanto ao Fenômeno
UFO e os fatos da fazenda no Utah sarcasticamente sugeriram que
essa alegação para tamanha falta de evidência
fotográfica dos acontecimentos, num local onde pareciam ser
constantes, era um pouquinho conveniente demais.
Porém, algo ocorreu em 19 de julho de 1998, trazendo alguma
luz para o desafio enfrentado pela equipe de pesquisa. Logo após
chegar à fazenda, o pessoal do NIDS instalou três postes
altos em um dos pastos. No topo de cada um havia um conjunto de
equipamentos sensores sofisticados, incluindo múltiplas câmeras
de vídeo. Elas tinham uma visão panorâmica daquela
seção da fazenda e estavam conectadas a gravadores
de vídeo, instalados no posto de comando. Exatamente às
20h30, as três câmeras no poste localizado a oeste foram
subitamente desligadas. Quando os técnicos foram verificar
o problema, descobriram que algo havia estraçalhado os equipamentos
– fios foram arrancados das câmeras com força
considerável, suportes plásticos foram quebrados e
grossas camadas de fita adesiva, usada para segurar os equipamentos,
foram arrancadas.
FENÔMENOS INTERLIGADOS — Um pedaço
de cabo de tevê de 30 cm de comprimento estava faltando, e
a análise das pontas remanescente revelou que ele havia sido
rasgado com um instrumento de corte. Mas, por quem e por quê?
De qualquer forma, após constatarem as anomalias, os membros
da equipe correram para o centro de comando, pois sabiam que o poste
que havia sido atacado estava dentro do ângulo de visão
das câmeras posicionadas no topo do segundo poste, a 200 m
de distância. Assim, o que quer que tivesse destroçado
o primeiro poste estaria claramente visível na gravação
de vídeo feita pelos equipamentos do segundo. Contudo, ao
retornarem a fita, nada viram! No momento exato em que o primeiro
sistema de equipamentos estava sendo destruído, nada visível
parecia ocorrer em qualquer ponto do pasto, nada foi captado pelos
instrumentos do segundo poste. Este incidente traçou um padrão
para o que viria a seguir.
“Eu criei até um termo para esse enigma”, disse
o coronel John Alexander, oficial aposentado da inteligência
das forças armadas norte-americanas [Leia-se espionagem],
que ainda trabalha em projetos confidenciais no Laboratório
Nacional de Los Álamos e opera como consultor da Organização
do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “Eu o chamei de
‘inteligência consciente pré-cognitiva’.
Aquilo certamente era inteligente e parecia saber o que iríamos
fazer mesmo antes de o fazermos”. Alexander, considerado uma
das maiores autoridades mundiais em armas não-letais, foi
consultor do NIDS durante algum tempo e, convidado por Bigelow,
foi à fazenda para ver o que estava ocorrendo. Como cientista
e ex-militar, ele relutava em tirar conclusões sobre o que
se passava ali. Mas suspeitou, após explorar a propriedade
e ler os relatórios das testemunhas, que havia uma inteligência
por trás dos variados fenômenos, que estariam interligados,
e que tal inteligência parecia estar brincando com aqueles
que estavam tentando observá-la. Outro membro do NIDS, com
doutorado em física e uma longa lista de artigos sobre conceitos
científicos de última geração e participação
em projetos militares secretos, chegou à conclusão
semelhante.
Ele não quer ter seu nome revelado por crer que não
seria mais contratado para trabalhos científicos regulares
se seu envolvimento com a pesquisa na fazenda se tornasse público.
“Temos aqui algo muito confuso. Nada pode ser descartado ou
afirmado. Não é uma coisa tão simples, que
se possa dizer que seja causada por ETs”, disse o cientista.
“É algum tipo de consciência, mas algo tão
novo e diferente do que conhecemos, que não se repete facilmente.
Essa consciência reage às pessoas e aos equipamentos
instalados na fazenda, usados com rigor do método científico.
Simplesmente, a ciência com a qual estamos habituados não
parece ser aplicável para este tipo de manifestações”.
GELO E RÉPTEIS — Como se quisesse
aumentar a pressão ainda mais, os fenômenos da fazenda
parecem se desenvolver constantemente. Um dos incidentes mais recentes
ocorreu numa fria manhã de fevereiro. O zelador da propriedade
estava patrulhando as terras quando, ao passar por um poço
de água, percebeu uma estranha impressão circular
no gelo fino que havia se formado da noite para o dia. Algo havia
desenhado um círculo perfeito no gelo. O círculo tinha
pouco menos de 2 m de diâmetro e lembrava, estranhamente,
as formações vistas nas plantações de
trigo inglesas. O corte se aprofundava no gelo apenas uns 6 ou 7
mm, já que a própria placa congelada teria cerca de
2 cm. Daí surge a pergunta, como esse desenho poderia ter
sido feito? Alguém que estivesse de pé sobre o banco
lamacento, ao lado do gelo, teria deixado pegadas.
No entanto, as únicas que foram encontradas eram as deixadas
pelo gado. O próprio gelo em si era tão fino que não
conseguiria suportar quase nenhum peso, e certamente iria se partir
se alguém ficasse de pé sobre ele.
E ainda que alguém conseguisse ficar suspenso acima do gelo
fino e ter escavado um círculo perfeito, por que o faria?
O pessoal do NIDS, seguindo o método científico: coletou
e analisou raspas de gelo colhidas no local, fez leituras dos campos
magnéticos e da radiação eletromagnética
(EM), procurou por rastros na área, mas não encontrou
nenhuma pista. Não há qualquer explicação
natural para um evento tão sutil – e algo igual nunca
mais foi observado. A equipe do NIDS compilou um relatório
confidencial sobre todos os eventos que ocorrem na propriedade,
cuja leitura provoca verdadeiros arrepios. Até o momento,
os pesquisadores registraram 7 fenômenos distintos envolvendo
anomalias magnéticas. Sem querer generalizar, suas bússolas
simplesmente ficaram loucas dentro da fazenda. Suas setas giram
fora de controle ou apontam diretamente para o solo, sem que haja
uma explicação razoável.
Houve várias ocasiões envolvendo algum tipo de força
invisível movendo-se pela fazenda e através do corpo
dos animais. Uma testemunha relatou o deslocamento estranho da água
que passa por um canal, como se algo invisível estivesse
rapidamente mexendo-se dentro dele e afastando o líquido.
Havia barulhos distintos de passos na água, e ainda um cheiro
fétido e pungente no ar, mas nada foi visto. Um fazendeiro
das redondezas relatou o mesmo tipo de fenômeno dois meses
mais tarde. Os Sherman dizem que já houve ocasiões
em que algo invisível podia ser visto se movendo no meio
do gado, separando os animais. Seu vizinho relata o mesmo tipo de
situação. Porém, de todos os estranhos incidentes
da fazenda, o mais extraordinário é o que aconteceu
em 12 de março de 1997. O latido dos cães alertou
a equipe do NIDS para algo que se movia furtivamente numa árvore
próxima da casa da fazenda. Terry Sherman agarrou um rifle
de caça e partiu com sua camionete em direção
à árvore, e a equipe o seguiu noutro veículo.
Acima, nos galhos da árvore, eles conseguiram vislumbrar
um par de olhos grandes e amarelados, como os de um réptil
– a cabeça deste animal teria que ter pelo menos um
metro de largura.
DINOSSAURO INVISÍVEL — Embaixo da
árvore ainda havia uma coisa a mais. Sherman o descreveu
como algo grande e peludo, com pernas dianteiras musculosas e uma
cabeça que se parecia com a de um cão. Bom atirador,
ele disparou em ambas as figuras a uma distância de 35 m.
A criatura no solo desapareceu, mas a coisa que estava na árvore
aparentemente caiu ao chão, pois Sherman escutou o som de
uma queda pesada neve abaixo. Os três homens correram pelo
pasto até a moita, perseguindo o que acreditavam ser um animal
ferido, mas nunca encontraram o bicho nem viram qualquer traço
de sangue. Um profissional em localizar trilhas na mata foi trazido
no dia seguinte para vasculhar a área. Mas nada foi achado.
Contudo, havia uma pista física deixada para trás.
Embaixo da árvore, a equipe do NIDS localizou e fotografou
uma estranha pegada com marca de garras. A pegada deixada na neve
era de algo grande, com três dígitos que se imaginou
serem garras afiadas. Uma análise posterior e comparação
da marca levou os técnicos a descobrirem uma semelhança
inusitada: a pegada na fazenda assemelhava-se muito com a de um
velociraptor, um dinossauro extinto que ficou famoso com os filmes
da série Jurassic Park [1993]. É claro que ninguém
no NIDS afirma ter atirado num velociraptor – a equipe simplesmente
não sabe o que era aquilo.
Dois dias antes deste incidente, outro animal foi encontrado mutilado
na fazenda, o que se tornou o único caso publicamente confirmado
pelo NIDS até então. Sherman e sua esposa passaram
uma ensolarada manhã de domingo marcando as orelhas de novilhos
recém nascidos, um deles um animal parido próximo
da casa-sede da propriedade. Após o trabalho, ambos saíram
para o pasto por um período de 45 minutos. Neste ínterim,
estando o casal a apenas uns 180 m de distância, o novilho
teve sua carne totalmente removida. Seu esqueleto tinha sido colocado
por algo invisível no chão, mas toda sua carne tinha
simplesmente sumido, deixando para trás apenas ossos e pele.
Parecia uma espécie de ritual. Simplesmente, não havia
nenhum sangue no animal, nem no chão.
HIPÓTESES DESENCONTRADAS — Uma equipe
do NIDS que estava na fazenda naquele dia rastreou a área
em busca de evidências e enviou os restos mortais do animal
para dois diferentes laboratórios de patologia. Ambos concluíram
que o novilho havia sido chacinado por dois instrumentos distintos:
algo como um facão de cortar mato e outro como tesouras afiadas.
O modo como isto foi feito, em plena luz do dia, num pasto aberto
e bem à vista dos fazendeiros, permanece um mistério.
Outro bezerro desapareceu nesta mesma manhã, após
também ser marcado, sem nunca ter sido encontrado.
Ao todo, 12 animais sofreram um destino semelhante desde a chegada
do NIDS à fazenda [Um relatório completo sobre
o incidente com o novilho pode ser encontrado na página do
instituto na Internet, www.nidsci.org].
O capitão Keith Wolverton trabalhou mais de 20 anos como
investigador junto à delegacia de polícia de Cascade,
em Great Falls, Montana. Em meados dos anos 70, aquela área
passou por uma onda de avistamentos de UFOs e mutilações
de gado, similares ao fato verificado na fazenda do Utah, bem como
avistamentos de yetis. Wolverton investigou todos estes casos. “Pedi
ao meu chefe que me desse seis semanas para solucionar o mistério”,
disse. “Passaram-se 30 anos e eu ainda tenho muitas perguntas
e nenhuma resposta”. Ele escreveu um livro sobre suas experiências
em Montana e foi até a fazenda para compartilhar seu conhecimento
profissional com a equipe do NIDS. Queria examinar as semelhanças
entre os acontecimentos na fazenda e os que ocorreram próximos
de Great Falls. Wolverton nunca tinha ouvido falar de nenhum lugar
com uma concentração de eventos estranhos tão
grande quanto a fazenda.
O microbiólogo Colm Kelleher chegou a uma conclusão
parecida com a de Wolverton: “Achava que se nós colocássemos
pessoal e equipamentos suficientes no local, ininterruptamente,
e trabalhássemos estritamente dentro do método científico,
provavelmente conseguiríamos respostas”, disse. “O
que conseguimos foi documentar muito bem pelo menos 100 fatos estranhos,
mas nenhum pode ser explicado de uma forma científica”.
A principal razão pela qual o NIDS não deseja tornar
públicas informações sobre a fazenda é
que não há muito o que possa ser dito. Para uma organização
científica, simplesmente espalhar um monte de histórias
assombrosas seria contraproducente, especialmente se isso provocasse
uma inundação da fazenda por um bando de fanáticos
por UFOs, que pudessem interferir nas investigações.
O que é inequívoco, entretanto, é que a atividade
ocorrendo na propriedade parece ter um componente interativo. Ele
reage às pessoas, eventos e perturbações. Em
muitos momentos, parece capaz de antecipar coisas que estão
por ocorrer.
“A única coisa que escapa aos dados é o quanto
estas coisas simplesmente não se repetem”, Kelleher
observa. “Dois eventos nunca se repetem da mesma forma. É
quase como uma curva de aprendizado e nós fôssemos
levados nela. Esta é a única coisa consistente naquele
local do Utah”. O que, então, poderia explicar as manifestações
que lá acontecem? Predadores naturais poderiam ser responsáveis
por alguns dos eventos, mas certamente não por todos. Os
membros do NIDS consideraram a possibilidade de algum xamã
indígena ou praticante de magia negra estarem fazendo algum
tipo de campanha ritualística na fazenda, mas isso também
não explica tudo – ou melhor, quase nada!
Aqueles que acreditam na realidade dos UFOs propõem uma conexão
dos eventos com a atividade alienígena que vem sendo registrada
no planeta, mas os membros do NIDS dizem não haver dados
suficientes para comprovar esta hipótese cientificamente.
Existe ainda uma remota possibilidade de que unidades militares
desconhecidas possam ser capazes de produzir alguns dos eventos
que têm sido relatados na área, talvez como experimentos
de guerra psicológica, mas também essa hipótese
não tem sustentação. Terry Sherman esteve convencido
disto por muito tempo, mas percebeu que a teoria era mais do que
delirante. “Ora, alguém, em algum lugar, iria acabar
vendo tais militares operando numa área rural como aquela”,
disse.
BURACOS DE MINHOCA — Excluídas todas
essas hipóteses, ficamos com muito pouco em mãos.
Mas há ainda outra possibilidade que vale a pena ser considerada:
físicos avançados vêm propondo a existência
de dimensões alternativas ou universos paralelos e especialistas
em física quântica crêem que pode haver portais
entre nosso mundo e outros mundos. O conceito dos famosos wormholes
[Buracos de minhoca], que seriam passagens entre universos paralelos,
não é mais considerado apenas ficção
científica. O físico e escritor Michio Kaku teoriza
que existam 11 dimensões em nosso universo, apesar dos seres
humanos terem identificado apenas quatro. Será que um wormhole
se pareceria com o portal de luz visto na fazenda? E no caso de
tais portais existirem, poderiam efetivamente permitir que seres
do “outro lado” viajassem até o nosso mundo?
Por mais maluca que a idéia possa parecer, alguns dos principais
cientistas crêem que wormholes e dimensões alternativas
são perfeitamente consistentes com as leis da física.
E se assim for, então não seria muito surpreendente
supor que UFOs, alienígenas, yetis ou outras criaturas e
até mesmo poltergeists ou espíritos poderiam entrar
e sair da Terra sem nunca serem detectados por humanos. Uma das
portas de entrada seria a fazenda do Utah. “Aliens podem estar
aqui, agora”, diz Kaku. “Aqui ou numa outra dimensão,
a um milímetro de distância do nosso mundo”.
Convenhamos, tudo isso soa inacreditável, mas já que
ninguém tem uma explicação melhor, precisamos
ouvi-la.
| Um
jornalista obstinado pela verdade |
George Knapp é repórter
da emissora KLAS TV de Las Vegas, afiliada à rede norte-americana
CBS. Entusiasta da Ufologia há décadas, é
provavelmente o jornalista que mais contribuiu com seu crescimento
e aceitação nos EUA. Suas atividades na área
o levaram a muitos pontos onde UFOs estavam sendo registrados,
como a fazenda descrita nesse artigo, no Estado de Utah. Knapp
esteve também em vários países pesquisando
casos, inclusive a Rússia, e nutre especial interesse
pela casuística brasileira, com a qual teve contato
através das palestras do editor da REVISTA UFO A. J.
Gevaerd, feitas em seu país. Suas maiores pesquisas
envolvem dois personagens conhecidos da Ufologia Norte-Americana,
o piloto de testes John Lear e o físico Bob Lazar.
Ambos teriam trabalhado na chamada Área 51, uma base
secreta no Deserto do Nevada que Knapp investiga obstinadamente
há anos. Lear teria feito testes em aeronaves extraterrestres
acidentadas nos EUA e recuperadas por cientistas lotados na
base, entre eles Lazar. Em 1989, Knapp produziu o documentário
UFOs: The Best Evidence, que traz detalhes da atuação
de Lear e Lazar, assim como das operações secretamente
conduzidas na Área 51. O presente artigo, que terá
continuidade em nossa próxima edição
(98), foi adaptado do texto Path of the Skinwalker [Caminho
do Skinwalker], publicado pelo periódico Las Vegas
Mercury. George Knapp pode ser contatado por e-mail: gknapp@-klastv.com.
|
| A
situação atual da fazenda |
Embora George Knapp tenha
assumido com os antigos proprietários da fazenda o
compromisso de não revelar seus nomes enquanto estivessem
vivos, hoje se sabe, por vias indiretas, que o casal que passou
por tantas experiências são Terry e Gwen Sherman
– ele é identificado como Gorman no texto. Sua
fascinante história já é relativamente
conhecida nos círculos ufológicos norte-americanos,
graças à publicação – com
e sem sua autorização – de seus depoimentos
em periódicos como Spirit Magazine e Desert News. A
publicidade que não queriam atrair acabou por lhes
atropelar, tendo que se proteger em sua antiga fazenda dos
verdadeiros exércitos de curiosos que o procuravam.
Na propriedade havia, como ainda há, vários
sinais de “não entre, não ultrapasse”,
em todas as partes.
Hoje também se sabe que o milionário de Las
Vegas, Bob Bigelow, comprou a fazenda dos Shermans por 200
mil dólares [Cerca de R$ 590 mil], e está satisfeito
com o investimento que fez. No entanto, Bigelow raramente
consente que informações sobre as experiências
ufológicas e paranormais desenvolvidas em sua propriedade
sejam publicadas. Terry Sherman, após vender-lhe a
fazenda, permaneceu como seu capataz por algum tempo, mas
depois se mudou com a família para outra, menor.
Apesar de todo sigilo que se tenta impor a esse fantástico
repertório de absurdos, vários ufólogos
independentes e grupos de pesquisas norte-americanos têm
conseguido bons resultados em suas investigações
do local – incluindo imagens, que são praticamente
proibidas. Algumas das fotos desse artigo foram obtidas pelo
grupo The Utah UFO Hunters [Caçadores de UFOs do Utah,
ou UUFOH], dirigido por Dave Rosenfeld. Seu site abriga detalhes
de muitas ocorrências no local: http://www.aliendave.com.
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| O
rigor científico deve ser empregado mesmo em condições
adversas |
A essência da fenomenologia
ufológica ou paranormal reside num corpo de evidências
que não é facilmente descartável e que
é realmente digno de estudos. Os cientistas convencionais,
mesmo os mais tradicionais, reconhecem que um encontro confirmado
com outras civilizações do universo seria o
evento mais profundo da história da humanidade, que
mudaria simplesmente tudo. E usam tal argumento para justificar
os gastos que se fazem com o Programa de Busca por Inteligências
Extraterrestres [Search For Extraterrestrial Intelligence
ou SETI], por exemplo. Para muitos, tal esforço
é respeitável, mas procurar por evidências
deETs tão perto de casa, como os ufólogos fazem,
é uma perda de tempo, não importando quanto
os dados confirmados sobre o Fenômeno UFO sejam intrigantes.
Pensam que, afinal, como nós não podermos ir
a outros sistemas estelares, alienígenas também
não podem vir à Terra.
Este tipo de visão é uma forma preconceituosa
de ver a situação, típica de mentes tão
fechadas quanto a dos fanáticos religiosos, que nada
admitem além das fronteiras de suas crenças
– estas sim, altamente questionáveis. Nesta linha
de raciocínio, é notório que muita gente
argumente que a ciência é uma nova forma de religião,
com seus mandamentos contra pensamentos ou comportamentos
“proibidos”. No caso da fazenda do Utah, a obediência
ao método científico tem sido uma regra –
e uma necessidade. O conselho científico do National
Institute for the Discovery of Science [Instituto Nacional
para a Descoberta da Ciência, NIDS] tem pressionado
enfaticamente a equipe de trabalho deslocada para a propriedade,
insistindo para que apenas colete informações
e não tente tirar conclusões precipitadas sobre
seres extraterrestres carnívoros ou campos de pousos
dimensionais para naves alienígenas.
O conselho do NIDS foi, inclusive, muito duro com seu próprio
fundador, Robert Bigelow, VISTA LATERAL da sede da fazenda,
onde ocorrem fenômenos poltergeist exigindo dele uma
justificativa sobre seu interesse na propriedade do Utah,
a ponto de comprá-la por 200 mil dólares [Cerca
de R$ 590 mil]. Bigelow, que raramente consente que informações
sobre as experiências ufológicas e paranormais
desenvolvidas com seu patrocínio sejam publicadas,
mostrou-se excessivamente eufórico com o que vem sendo
registrado naquele local. Mas até mesmo em conversas
pessoais Bigelow é relutante em dizer o que pensa que
pode ser a causa das absurdas ocorrências na fazenda.
Ele, bem como seu pessoal, apenas afirma que mais estudos
são necessários, antes de se poder chegar a
qualquer conclusão. E provavelmente está certo.
O físico nuclear Stanton Friedman não se cansa
de repetir que, quanto mais extraordinários forem os
fenômenos, mais devemos a eles nos dedicar. “Explicações
ousadas precisam de evidências igualmente ousadas que
as apóiem”.
Assim, então, é fácil entender o procedimento
do NIDS e pensar em alguma relação de suas teorias
e as ocorrências estranhas na fazenda do Utah. Seu pessoal
não dirá o que se quer ouvir na comunidade ufológica
norte-americana e mundial, que os eventos podem estar ligados
a algum tipo de passagem para outras realidades e dimensões,
e que aliens operariam tais portais. Isso parece muito esquisito,
por mais que seja uma hipótese da qual não possamos
fugir. Assim também pensam os membros do NIDS, e esta
é a razão pela qual mantêm o assunto com
o máximo de reserva. Mas, como infeliz reação
ao seu zelo, acabam provocando na referida comunidade ira
e frustração. E isso leva alguns de seus membros
a espalharem boatos que só afastam a verdade, como
aquele que alega que a instituição está
ocultando grandes segredos, de que é um disfarce da
CIA e que Bigelow almeja controlar o mundo com tecnologia
alienígena.
Quando publicado nos Estados Unidos, este meu artigo teve
o intuito de mostrar a realidade e objetividade da pesquisa
conduzida na fazenda, e ajudar para que os rumores não
venham resultar em danos à pesquisa, que tem seguido
estritamente todos os protocolos científicos. Espero
que o mesmo ocorra no Brasil. Em vez de serem criticados por
seus colegas de outras instituições, os técnicos
e cientistas do NIDS deveriam ser parabenizados por terem
a coragem de prosseguir em áreas tão polêmicas,
explorando novos territórios e aceitando os desafios.
Afinal de contas, é assim que todo progresso é
conquistado.
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| A
busca de resposta pode nos levar a perguntas ainda mais inquietantes |
Convenhamos, escrever sobre
os fenômenos associados ao skinwalker é um pouco
exótico. Mas tentei transformar esse artigo numa matéria
jornalística objetiva, apenas com alguns comentários
pessoais. Neste quadro pretendo apresentar uma visão
mais particular sobre o que é procurar alienígenas.
Em duas viagens que fiz à fazenda do Utah, vi que coisas
absurdas realmente acontecem no local. Na primeira viagem,
estive acompanhado do fotógrafo Eric Sorenson e do
doutor Colm Kelleher, do National Institute for the Discovery
of Science [Instituto Nacional para a Descoberta da Ciência,
NIDS]. Na segunda, fui novamente com Kelleher, o fotógrafo
Matt Adams e o ex-capitão Keith Wolverton. Em ambas
as viagens, esquadrinhamos praticamente cada metro quadrado
da fazenda. Estávamos no campo dia e noite, fotografamos
e inspecionamos cada pedaço da terra. Rondamos as áreas
adjacentes à fazenda, entrevistamos pessoas da cidadezinha
próxima e outras testemunhas, mas não chegamos
a ver nada significativo.
Numa noite, decidi passar algum tempo sentado no campo aberto,
como se fosse uma isca. O que quer que este fenômeno
seja, já se sabe que ele costuma reagir à chegada
de gente nova, à presença de fogo na área
e a perturbações da terra. Assim, antes de assumir
minha posição no pasto, deixei nossa presença
bem clara.
Eu e meus acompanhantes fizemos uma fogueira bem grande numa
área da propriedade e ficamos sentados ao seu redor,
aguardando. Logo antes do anoitecer, o zelador ligou sua escavadeira,
tirou algumas pilhas de poeira e abriu uma nova estrada para
as áreas mais baixas. Se havia algo inusitado por ali,
espreitando-nos, esperávamos ganhar toda sua atenção.
Mas foi decepcionante que nada ocorreu durante nossas visitas
– embora, para falar a verdade, tenha ficado um pouco
aliviado que o mistério causador das mutilações
do gado não tenha aparecido para fazer-nos de vítimas.
Kelleher disse que o fenômeno tinha aparentemente se
movido da propriedade ou estava num momento de intervalo.
De fato, aconteceu muito pouca atividade inexplicável
ao longo dos últimos meses. Algumas pessoas que conhecem
a fazenda acham que o que quer que o fenômeno seja,
não gosta de ser observado e pode estar em hibernação,
até que as equipes do NIDS desistam de seu trabalho
no local. A única coisa estranha que testemunhei foi
um grande flash de luz que ocorreu logo após o poente.
Ele foi captado por uma das câmeras de vídeo
ligadas 24 horas por dia na propriedade. Todos assistimos
à fita várias vezes, tentando entender o que
poderia ter ocorrido. Apenas alguns dias após voltarmos
da fazenda, Kelleher telefonou para informar que o flash tinha
sido causado pelo lançamento de um míssil balístico
na região oeste do Utah.
Mas isso não me demoveu, pois tive acesso a informações
confidenciais sobre a fazenda – embora só agora
tenha permissão para escrever algo sobre o assunto.
Tive conhecimento detalhado de como operam os técnicos
e cientistas do NIDS e estou convencido de que estão
verdadeiramente se esforçando para documentar e explicar
os fenômenos. Mas não creio que venham a ter
sucesso tão cedo, principalmente porque, como eles
próprios admitem, buscam respostas cientificamente
aceitáveis – e o que está acontecendo
na propriedade transcende esse conceito. Tentar encontrar
explicações no âmbito do normal para eventos
paranormais não parece ser o caminho certo. Por exemplo,
o NIDS – ou qualquer outra instituição
de pesquisas– não parte do princípio de
que o forte flash de luz captado em vídeo fora causado
por um UFO. Em vez disto, procuram explicações
prosaicas. O mesmo vale para as investigações
sobre as mutilações de animais. Ao fazer a autópsia
e investigação patológica no corpo do
pobre novilho sacrificado, o primeiro instinto dos cientistas
é buscar evidências de rastros de um possível
causador animal ou humano daquele ato.
CARNE BOVINA — Eles não encontram
nenhuma, mas ainda assim não se voltam para a hipótese
de que o responsável tenha sido uma espécie
de alienígena que goste de carne bovina. O NIDS apenas
não tira conclusões. Ainda assim, o simples
fato de que os cientistas do instituto têm o “atrevimento”
de estudar tais assuntos parece ser uma afronta para seus
colegas de outras entidades científicas. A maior parte
dos cientistas convencionais se satisfazem com a explicação
estapafúrdia de que coiotes e leões da montanha
são os responsáveis pelas mutilações
de animais pelos Estados Unidos afora, mesmo após ter
sido demonstrado indubitavelmente que instrumentos metálicos
afiados foram usados no corte das vítimas. Pelo que
posso testemunhar, como ufólogo e jornalista, os investigadores
do NIDS têm trabalhado com mentes abertas. Nunca os
ouvi dizer que seres alienígenas estariam ligados a
qualquer dos eventos do Utah. Eles apenas coletam informações,
que é exatamente o que os cientistas devem fazer.
Um cientista em especial merece citação aqui:
Jacques Vallée, que tem extenso trabalho sobre os UFOs.
Ele é talvez o mais importante expert no assunto, apesar
de manter dele uma certa distância nos últimos
anos [Leia mais sobre ele em artigo do ombudsman de UFO
Carlos Reis, em nossa edição 90]. Vallée
uma vez disse que ficaria profundamente desapontado se os
seres a quem nos referimos como alienígenas viessem
a ser confirmados como sendo “apenas” extraterrestres.
Ele acredita que a explicação real pode vir
a ser muito mais complexa e desafiadora do que a simples idéia
de ETs visitando a Terra. A possibilidade da existência
de outras dimensões – e de que tais dimensões
poderiam ajudar a explicar alguns de nossos mistérios
– tem sido um conceito popular. Vamos torcer para que
sejam eles os que nos darão as respostas que buscamos.
“O que quer que esteja acontecendo nessa impressionante
propriedade é algo que transcende – e muito –
a capacidade de nossa ciência de explicar de forma razoável
estes fenômenos”
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GEORGE KNAPP é repórter
da emissora KLAS TV, de Las Vegas, e entusiasta da Ufologia. É
o jornalista que mais contribuiu com seu crescimento e aceitação
nos EUA. O presente artigo foi adaptado do texto Path of the Skinwalker
[Caminho do Skinwalker], publicado pelo periódico Las Vegas
Mercury. George Knapp pode ser contatado por e-mail: gknapp@klastv.com.
A tradução do texto foi feita por Ângelo Miranda,
da EQUIPE UFO. |