Revelação
Cósmica:
Quais são as verdades da Ufologia?
A passagem do ser humano pela Terra
é apenas uma das etapas de sua jornada cósmica
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Jan
Val Ellam,
convidado especial
Dar por sabido aquilo que ainda se pretende descobrir é
atitude que, das duas, uma: revela a postura cômoda de quem
não é muito afeito à verificação
ou a de alguém que, diante da aparente impossibilidade de
poder saber, entroniza a crença como instrumento decodificador
da realidade a sua volta. O Tao, conjunto de preceitos filosóficos
apontados pelo mestre chinês Lao Tsé e seus seguidores,
há muito recomenda prudência aos que tentam –
e ainda bem que tentam – compreender o todo que os envolve,
dizendo: “Aquele que conhece a própria ignorância
revela alta sapiência. Aquele que ignora a própria
ignorância vive em profunda ilusão. O sábio
conhece o seu não saber. O conhecimento do seu não
saber o preserva de toda ilusão”.
A forma mais tragicômica com a qual o ser humano normalmente
costuma se iludir é a de pensar que sabe muitas coisas. Pelo
fato de ignorar que nada sabe, vive, portanto, a iludir-se, pensando
ser doutor em matérias que sequer foram ainda devidamente
postas diante do seu entendimento, no curso da sua vida. Respeitando
os prudentes e sábios preceitos ofertados pelo Tao, o homem
deveria ter consciência de que, dentro do campo de observação
que lhe é dado perceber, é lícito que, através
da metodologia científica, ele tente mapear o mundo observado
a sua volta, formulando com segurança os preceitos acadêmicos
que marcam o atual estágio evolutivo das muitas ciências
que existem. Ainda assim, sobre o que lhe é dado observar,
o ser humano terrestre não sabe tudo e costuma equivocar-se
bastante – até que as verdades científicas vão
sendo estabelecidas sem maiores margens de dúvida.
Se assim é com o que objetivamente pode ser percebido, o
que dizer sobre as realidades que estão situadas além
do horizonte da capacidade de percepção humana? Deveria
o homem pontificar a respeito daquilo que sequer consegue perceber
com um mínimo de objetividade? Como traçar aparentes
verdades sobre o que não pode ser objetivamente percebido
pelo cérebro humano? O inacreditável é que
existe uma quantidade assombrosa de conceitos entronizados como
“verdades”, que nortearam e ainda norteiam a jornada
desta humanidade, que jamais puderam ser objetivamente verificados,
já que são pertinentes a aspectos de uma realidade
maior e que se situa muito além do horizonte da percepção
humana.
E que aspectos da realidade são esses ou, em outras palavras,
quais são essas realidades? Resposta: a realidade espiritual
e a cósmica. Em outras palavras, os contextos espiritual
e extraterrestre. A questão que agora se impõe é
outra: quantas verdades existem estabelecidas sobre esses dois contextos?
Seria óbvio que, por questão de prudência intelectual
e moral, o homem não tivesse a irresponsabilidade de pretender
pontificar sobre o que não lhe é possível sequer
saber, na sua atual condição. O interessante é
perceber que, devido ao modesto padrão evolutivo de nossa
humanidade, se os seres que porventura possam existir noutras realidades
não se propuserem a nos contatar, jamais poderíamos,
na atualidade, saber sobre suas existências.
Realidade Espiritual — Não seria
exatamente isso que vem acontecendo ao longo dos milênios?
Ou serão somente produto da loucura dos escribas bíblicos
as muitas narrações sobre anjos, carros de fogo e
rodas voadoras – além da mania milenar que alguns seres
humanos têm de contatar e venerar os espíritos de seus
ancestrais ou de serem por estes envolvidos? Será que não
seria prudente refletir sobre o fato da condição humana
não poder avançar muito mais na direção
das “realidades espirituais” e, exatamente por isso,
os espíritos que nelas vivem começaram a manusear
objetos – pranchetas, mesas, cadeiras – numa tentativa
desesperada de chamar a atenção dos que estão
do “lado de cá” da vida, para a existência
dessa tal realidade espiritual? Será que não foi exatamente
por estarem impossibilitados de falar às mentes das pessoas
que resolveram construir uma estratégia para atuar sobre
os objetos materiais chamando assim a atenção dos
sentidos humanos para uma causa inteligente que não pertencia
ao mundo dos “encarnados”?
Pois foi exatamente isso que aconteceu quando do surgimento da revelação
espiritual, na França, codificada por Allan Kardec. E se
assim fizeram os espíritos, revelando páginas de sabedoria
e de consolação tão singulares, não
devem ter agido pela simples arte de fazer gracejos com a humanidade
encarnada neste planeta. Mas sim, por ser urgente e imperiosa a
necessidade de se tentar esclarecer os orgulhosos terrestres sobre
outras “fronteiras” da existência cósmica,
ampliando os limites da nossa limitada percepção e
convidando-nos a evoluir em sabedoria e conhecimento. E o fizeram
sem impor coisa alguma, apenas ofertando sementes de luzes elucidativas
para quem delas quisesse se servir. Já o mesmo não
se pode dizer do movimento religioso que se formou a partir do postulado
doutrinário-filosófico legado por Kardec, que, repetindo
o equívoco de todas as religiões, pretende impor limites
às possibilidades do progresso – caso este não
se enquadre no que podem as mentes de alguns poucos, que se elegem
autoridades em assuntos religiosos.
Por que não seria também prudente refletir sobre a
atual impossibilidade dos que vivem na Terra se dirigirem a outros
rincões do Cosmos e, exatamente por isso, seres de outros
orbes mais evoluídos estão preparando longamente esta
humanidade para a convivência sideral? Com vistas a esse objetivo,
eles se deixam perceber em visitas furtivas e discretas, além
de outras que nada têm de discretas, como se estivessem preparando
o árido terreno do entendimento terrestre para a coexistência
futura. Se não for esta a opção que explica
os fatos que envolvem a história de nossa humanidade, em
relação aos espíritos e extraterrestres, qual
seria?
Orgulho Intelectual — Mesmo partindo da
premissa de que os alienígenas estão nos contatando,
ainda assim não é conclusão admitida por todos
que os espíritos existam, assim como os seres cósmicos
ou extraterrestres. Isso transforma os espíritas naqueles
que crêem e defendem a existência dos espíritos
desencarnados e, os ufologistas, nos que admitem, estudam e ao mesmo
acreditam em seres que se situam além das fronteiras terrestres.
Tal fato é lamentável e nele começam todos
os nossos problemas, enquanto seres pensantes, diante de uma realidade
cósmica a ser ainda decodificada e sobre a qual absolutamente
nada ou muito pouco sabemos. Apesar disso, já existem diversos
segmentos no movimento espírita que defendem questões
díspares sobre pretensas verdades, a elas se agarrando de
forma doentia, esquecidos da prudência e da tolerância
preceituada pelo codificador do espiritismo, ao tomar como lema
da doutrina o fato de que fora da caridade não há
salvação. E torna-se imperioso observar que, caridade,
aqui, não aparece no sentido de esmola, mas sim de tolerância,
de postura elegante e fraterna para com as diferenças no
campo das idéias, sejam elas quais forem.
Da mesma forma, porém com outras cores emocionais, o movimento
ufológico também se perde em descaminhos ao discutir
pretensas verdades sem que, contudo, se saiba ao certo coisa alguma
– a não ser o óbvio que pode ser verificado
pelos fatos e indicativos. E esse óbvio é claro: está
em curso, desde tempos imemoriais, um processo produzido por inteligências
que não são terrenas, que responde pela fenomenologia
ufológica. Todo o resto é motivo de discussão
e não pode e nem deve ser tido como verdade pelos que estão
envolvidos com os estudos ufológicos. O que não implica
em que todas as teses e os diversos pontos de vista não possam
ser estudados, antes de poderem ser classificados como bobagens
ou equívocos.
O orgulho intelectual do ser humano, travestido de defensor da pureza
dos ideais ou das idéias que julga defender, o tem levado
a cometer uma série de desatinos que não o qualificam
para o trato com as coisas espirituais e celestes. Ainda assim,
alguns pretendem ser autoridade sobre o que nada sabem. Jamais se
pode perder de vista a posição ou função
que, por enquanto, nos cabe no processo de lidar com essas realidades:
a de simples estudiosos e pesquisadores. Nada mais. É essencial
perceber que, tratando de aspectos do contexto espiritual e do celestial,
não há doutores ou autoridades entre os que vivem
na Terra. E assim, não poderá haver imposição
de ponto de vista pessoal sobre os temas em questão, posto
que não há outras verdades, a não ser o aspecto
fenomenológico e o produto deste, em termos de mensagens
reveladoras – que podem estar certas, parcialmente corretas
ou simplesmente equivocadas, quanto aos contextos espiritual e extraterrestre.
Informações Externas — O autor
do presente trabalho é somente “mais um” que
pensa estar recebendo informações “de fora”,
sem que, no entanto, ele mesmo saiba se está entendendo corretamente
o sentido das mensagens que recebe. E caso esteja, não tem
certeza se está conseguindo repassá-las de maneira
a não desfigurá-las. Por isso, e falando agora diretamente
aos leitores, jamais pretendi ou pretendo afirmar verdades. Apenas
pratico o direito de transmitir livremente o que julgo serem mensagens
discretamente recebidas ao longo dos anos. Assim, sou dos que pensam
que devemos agir de maneira prudente, sem nos apegarmos a conceitos
que, por questão de crença pessoal, imaginamos representar
a verdade. Quando agimos sem a necessária vigilância
espiritual ou prudência intelectual, terminamos por transformar
o objeto da nossa busca em questão de credo. E o pior é
que muitas vezes essa crença é fanatizada por nosso
orgulho, que não admite outra hipótese que não
aquela a que estamos ferrenhamente abraçados.
Sob esta perspectiva de análise, como se encontra a Ufologia
nos dias atuais, enquanto área de estudo que pretende administrar
o processo de busca pela decodificação da existência
de seres extraterrestres? E como se encontram os ufólogos
com suas opiniões particulares diante da Ufologia? Afinal,
quantas verdades existem na Ufologia? Sob a mesma ótica de
abordagem, como se encontra o espiritismo na atualidade, enquanto
movimento de cunho religioso que pretende administrar as notícias
que chegam “de fora”, buscando pontificar quanto ao
que é verdadeiro ou não no intercâmbio mediúnico,
único modo dos que estão para lá das fronteiras
da Terra poderem se comunicar com os que aqui vivem? Quais são,
enfim, as opiniões dos que estão a frente de alguns
segmentos do movimento espírita quanto à questão
extraterrestre?
Tanto o estudo dos ETs como o dos espíritos têm implicitamente
em comum a total incapacidade do homem em poder comandar ou definir
o processo fenomenológico. São outras as inteligências
que parecem medir a conveniência dos eventos em curso. Assim
sendo, pelo menos por enquanto, está fora do alcance da nossa
atual capacidade poder objetivamente provar algo que seja inevitavelmente
aceito por todos. Dependemos, portanto, de decisões que não
são nossas para que os eventos possam ter continuidade. Enquanto
assim for, a conclusão disso ou daquilo dependerá
sempre de possíveis vivências e de opiniões
pessoais, o que poderá ser ou não verdadeiro. Assim,
parece que há um discernimento que se encontra além
das fronteiras terrestres que define o processo em curso, e que,
pelos indicativos das inúmeras mensagens, o tão esperado
dia do encontro ou do reencontro, claro e objetivo aos sentidos
humanos, está para breve. Até lá, poderemos,
sim, por deduções filosóficas mescladas ao
avanço da capacidade de observação dos métodos
da transcomunicação, no caso dos espíritos,
e da ciência astronômica e outros procedimentos afins,
no que se refere aos extraterrestres, vislumbrar a possibilidade
de realmente existirem muitas outras realidades e diversas “humanidades
celestes” espalhadas pelo Cosmos.
Percepção do Óbvio —
A nada mais, por enquanto, poderemos pretender, já que a
condição humana dificulta a percepção
do óbvio, seja em que nível for, por estar apegada
a conceitos equivocados entronizados como verdades (parece que falta
algo para complementar a frase). E o que mais limita o ser humano
é o conjunto de conceitos que marca a sua visão de
realidade. Nesse caso, somente se o óbvio se fizer presente
em detalhes objetivos diante do ser terrestre é que este
poderá ter a possibilidade concreta de percebê-lo.
Já se disse que quem tem uma sólida linha de raciocínio
normalmente costuma permanecer solidamente estacionado em torno
do que pensa. E quem poderá evoluir dessa maneira? Como poderá
o “novo” surgir diante de alguém que vive preso
a valores do passado? O interessante é que, ainda que os
tais eventos tão esperados venham a surgir no horizonte das
nossas vidas, muitos dos que estão histericamente vinculados
a dogmas e conceitos, talvez se esforcem para distorcer os fatos,
classificando-os como embustes. E assim tem sido durante a nossa
lenta evolução. As páginas da nossa história
têm revelado nossa total inabilidade na convivência
com os personagens de “outras realidades” que envolvem
a vida terrestre. Temos demonstrado um comportamento completamente
equivocado no trato com esses seres, transformando-os em anjos,
semi-deuses, santos, milagreiros e em oráculos da nossa incapacidade
de administrar a vida.
Parece longe, muito longe, o tempo em que Kardec disse que não
se devia esperar dos espíritos mais do que podemos esperar
de nós mesmos. Fato é que não temos sabido
respeitar a existência, nem muito menos o principal ator desse
processo, que, no caso da Terra, é o próprio ser humano.
Ainda assim, mesmo sem saber ao certo coisa alguma sobre nossas
origens, qual a função da vida, se existe Deus, espíritos
e mesmo extraterrestres, membros desta humanidade pretendem impor
as verdades que pensam saber sobre seus pares – e muitos têm
sido sacrificados nesse processo.
Para complicar mais ainda esta situação, coube às
religiões, até o momento, o papel de responder pelo
que nos é absolutamente desconhecido, dando por sabidos conceitos
e a existência de ilustres personalidades celestiais que,
ao certo, sequer sabemos se existem. Alguém, por vivência
ou percepção pessoal, pode até pensar que sabe
ou mesmo saber alguma coisa a respeito dessas questões como
produto de experiência pessoal – que o diga o autor
deste artigo. Mas não é dado a esses que assim se
enquadram impor o julgo de suas experiências pessoais às
demais pessoas, sob pena do assunto virar religião.
Revelação Espiritual — O espiritismo,
acertadamente, estudou os efeitos materiais promovidos por causas
inteligentes situadas além do horizonte de observação
comum aos que aqui vivem. E ofereceu ao mundo, com o caráter
de revelação, para apreciação e análise
dos que estão encarnados, preceitos filosóficos, orientações
e esclarecimentos diversos que dignificam a existência. Isso
se deu através de muitas mensagens de caráter mediúnico,
que ainda não são aceitas pelo academicismo como algo
cientificamente possível e comprovado. Mas mesmo assim o
espiritismo fez sua parte. E fizeram mais os espíritos codificadores,
pois, nas páginas produzidas por Kardec, encontram-se referências
claras e objetivas a respeito das tais outras humanidades celestes.
Necessitamos, contudo, ainda segundo Kardec, entender que “os
espíritos não ensinam senão apenas o que é
necessário para guiar no caminho da verdade. Eles se abstêm
de revelar o que o homem pode descobrir por si mesmo, deixando-lhe
o cuidado de discutir, verificar e submeter tudo ao cadinho da razão.
Deixando mesmo, muitas vezes, que adquira experiência à
sua custa. Os espíritos fornecem ao homem o princípio
e os materiais, mas a ele cabe aproveitá-los e pô-los
a funcionar”.
No que concerne à abordagem da vida extraterrestre, alguns
poucos segmentos do movimento espírita simplesmente não
aceitam sequer que o tema possa ser discutido. Afirmam que esse
procedimento fere o que chamam de pureza doutrinária, dando,
assim, continuidade ao extravagante processo de impedir que o que
é óbvio demore uns bons séculos para poder
ser percebido. No caso em questão, pela própria avaliação
dos cientistas, descobrir vida fora da Terra é uma simples
questão de tempo, que não deve durar mais do que o
intervalo de algumas décadas. Nos próximos anos, novas
tecnologias de varredura estarão acopladas aos satélites,
o que transformará a busca pela existência de vida
fora de nosso planeta em algo tão plausível como o
conhecimento que temos sobre a diversidade da natureza terrestre.
Assim, é cada dia mais inarredável que a vida extraterrestre
é um tema absolutamente possível e certo para os cientistas.
Aliás, no meio científico não se discute mais
se existe vida ou não lá fora. O que muitos cientistas
têm dificuldade em aceitar é o fato de que os ETs já
possam estar visitando a Terra. Para a maioria deles, é opinião
corrente de que existe vida abundante por todo o Cosmos. E para
alguns poucos, o que hoje se discute é como deverá
ser feita a revelação disso para nossa população,
quando chegar o momento em que o aviso se tornar inevitável
– isto se a descoberta de vida extraterrestre se der através
do método científico. Porém, se um contato
oficial por parte de nossos visitantes acontecer antes, como produto
de sua estratégia de aproximação, outras deverão
ser as providências.
Heresia e Equívoco — Para o movimento
espírita, caso continue valendo o epíteto de heresia
doutrinária para o tema extraterrestre, somente restará
assumir o equívoco de considerar como herético, em
pleno século 21, o que já era filosoficamente óbvio
para o codificador Kardec dois séculos antes. Assim tem sido
e, infelizmente, continua a ser, ao longo da evolução
do pensamento religioso, já que o que se tem por verdade
passa a ser fator impeditivo para que novas realidades ou aspectos
inéditos delas possam surgir. Ora, se as poucas pessoas que
desvirtuam o movimento espírita não prestarem atenção
ao que Kardec escreveu, quem haverá de fazê-lo?
Vejamos mais uma vez o que o codificador deixou registrado no livro
A Gênese: “Há coisas a cujo sacrifício
é preciso que nos resignemos de boa ou de má vontade,
quando não é possível proceder de outro modo.
Quando o mundo marcha, a vontade de alguns se revela impotente para
o deter. O mais sábio é segui-lo, conformando-se com
o novo estado de coisas, ao invés de se agarrar ao passado
que se desintegra, com o risco de cair com ele”. Kardec sempre
questionou se, por respeito a textos considerados sagrados, seria
necessário impor silêncio à ciência? Para
ele, essa era uma atitude tão impossível quanto impedir
a Terra de girar. “As religiões, quaisquer que tenham
sido, jamais ganharam nada por sustentar erros manifestos. A missão
da ciência é a de descobrir as leis da natureza. Se
a religião se recusar a caminhar com a ciência, a ciência
prosseguirá sozinha”.
Religião Versus Ufologia — E continua:
“Somente as religiões estacionárias podem temer
as descobertas da ciência. Elas não são funestas
senão aos que se distanciam das idéias progressivas,
imobilizando-se no absolutismo de suas crenças. Uma religião
que não estivesse em contradição com as leis
da Natureza nada teria que temer do progresso, e seria invulnerável”.
Tais afirmações requerem uma reflexão por parte
dos espíritas – em especial dos médiuns e dos
dirigentes que consideram como embuste a questão extraterrestre
– pois será inconcebível se, daqui a alguns
poucos anos, for percebido que os mesmos agiram tal qual os escribas
e fariseus no tempo de Jesus: não avançavam e nem
deixavam avançar.
Na segunda metade do século 19, afrontado pelo desinteresse
e resistência à mudança que a ortodoxia vigente
sempre oferece às novidades que intentam surgir, Kardec preferiu
desenvolver, com toda a profundidade de análise que lhe fosse
possível, a temática espiritual, deixando, por questão
de estratégia pessoal frente às forças conservadoras
da época, o conceito de “ser celeste” –
cósmico ou extraterrestre – para o futuro. Foi compondo
paulatinamente os painéis da compreensão desse outro
contexto, mas, ao perceber que mal conseguiria levar adiante a questão
espírita, pela falta de apoio e pelo acúmulo de obstáculos,
foi distribuindo através de artigos publicados na Revista
Espírita, lançada em 1858, e mesmo pelas entrelinhas
dos livros que estava produzindo, um pouco dessas reflexões.
E o que era o conceito de ser celeste que Kardec depreendera dos
seus estudos? Em busca de uma forma ideal de explicar o mundo espiritual,
e por força de sua experiência como professor, ele
dividiu sua então já consagrada obra o Livro dos Espíritos
de forma didática e em quatro partes: As Causas Primeiras,
Mundo dos Espíritos, As Leis Morais e Esperanças e
Consolações.
O livro em questão se apresenta na forma de centenas de perguntas
formuladas aos chamados espíritos codificadores, cujas respostas,
montadas de forma sistematizada, constituem boa parte da estrutura
da doutrina. Muitas vezes, ao analisar as respostas obtidas, Kardec
se defrontou com as limitações psíquicas da
própria época em que viveu. Contudo, algumas questões
deixavam tão óbvias as conclusões que, por
mais distantes do senso comum que pudessem se encontrar, eram para
ele motivo de muito estudo reflexivo sobre os temas envolvidos.
Múltiplas Existências — No
capítulo Pluralidade das Existências, da segunda parte
da obra, a pergunta de número 172, feita aos espíritos,
era se nossas diferentes existências corporais se passariam
todas na Terra. A esse questionamento, responderam: “Não
todas. Nós as vivemos em diferentes mundos. A que passamos
na Terra não é a primeira nem a última, e é
uma das mais materiais e distanciadas da perfeição”.
Uma resposta aparentemente banal, mas com seríssimas implicações
para a humanidade e para a Ufologia. A análise que Kardec
fez das centenas de respostas oferecidas pelos espíritos
codificadores é iluminadora. Uma das que mais lhe marcou
foi exatamente essa, a de que a existência corporal que estamos
tendo na Terra não será nem nossa primeira, nem a
última. Disso se depreende que todos ou alguns dos que estão
hoje nesse planeta já viveram ou tiveram existências
corporais noutros mundos – e ainda viverão noutros
orbes no futuro.
Se houvesse dúvida quanto a isso, a resposta dada pelos espíritos
a outra pergunta do mesmo capítulo – “Já
vivestes em outros mundos e na Terra?” – ajudaria a
dissipá-las. Também de forma inequívoca, servindo
para encerrar de vez qualquer questionamento sobre o fato dos espíritos
estarem afirmando claramente que existia vida corpórea, encarnada,
em mundos extraterrestres, na pergunta 181 Kardec quis saber se
os seres que habitam diferentes orbes tinham corpos semelhantes
aos nossos. A isso os espíritos responderam: “Sem dúvidas
eles têm corpos, porque o espírito precisa estar revestido
de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório,
porém, é mais ou menos material, conforme o grau de
pureza a que chegaram os espíritos. É isso que assinala
a diferença entre os mundos que temos que percorrer, porquanto
muitas moradas há na casa de nosso Pai”.
Observemos que Kardec não perguntou se os espíritos
tinham corpos, mas sim se os seres extraterrestres os possuíam,
pois para ele já havia a distinção entre os
conceitos de espírito (desencarnado ou encarnado no contexto
terrestre) e de extraterrestre (espíritos encarnados em outras
realidades planetárias). No entanto, ultrapassada qualquer
hesitação sobre a existência desse novo contexto
“celeste”, ele tocou, ainda que levemente, na questão
do possível intercâmbio no campo da troca de conhecimentos
entre as diferentes humanidades. A pergunta 182 aos espíritos
é contundente: “Podemos conhecer com exatidão
o estado físico e moral dos diferentes mundos?”. E
a resposta, mais ainda: “Nós, os espíritos,
só podemos responder de acordo com o grau de avanço
em que vos achais. Isso quer dizer que não devemos revelar
estas coisas a todos, porque nem todos estarão em condições
de compreendê-las, e isso os perturbaria”. Ficava assim
claro que, de acordo com os conhecimentos terrestres da época,
não poderia ser dito muito mais.
Apesar de tudo, prudente, Kardec achou melhor publicar o Livro dos
Espíritos sem se aprofundar de forma mais explícita
na questão extraterrestre. A seu juízo, a simples
menção da novidade sobre um contexto espiritual ainda
por ser entendido pela humanidade já seria dificilmente aceito
pelos valores religiosos e filosóficos vigentes, quanto mais
se a este fossem também agregadas as noções
de um outro contexto, ainda mais amplo. Assim, equivocam-se alguns
integrantes do movimento espírita que afirmam que essa questão
fere a pureza doutrinária do espiritismo, por envolver o
fator extraterrestre. Enganam-se também aqueles que imaginam
que esse tema jamais foi abordado pelo codificador do espiritismo.
Não devem ter lido Kardec. E se o fizeram, não entenderam
o essencial da sua mensagem.
Para os que acham que a questão extraterrestre fere a tão
alardeada pureza doutrinária, afirmando que em centro espírita
kardecista a comunicação com supostos ETs não
tem vez, seria aconselhável recordar o que um personagem
disse em seu discurso de despedida, ao lado do túmulo do
amigo recém desencarnado, com quem se acostumara a conversar.
“Que importa que joguem sobre este gênero de estudos
o sarcasmo ou o anátema aqueles cuja vista é turvada
pelo orgulho ou por preconceitos, que os impedem de compreender
os ansiosos desejos do nosso pensamento ávido de conhecer”.
E quem é esse personagem? Ninguém menos que o notável
astrônomo Camille Flammarion. Esta é uma pequena parte
do discurso pronunciado por ele no túmulo do seu amigo e
mestre, Kardec.
Pluralidades de Mundos — E continuaria Flammarion:
“Tu foste o primeiro, mestre e amigo, que desde meus primeiros
passos na carreira astronômica testemunhou a mais viva simpatia
por minhas deduções relativas à existência
das humanidades celestes. Pois que, de meu livro A Pluralidade dos
Mundos Habitados, fizeste a pedra angular do edifício doutrinário
que tinhas arquitetado em tua mente. Muitas vezes conversamos sobre
essa vida celeste. Agora, alma, já sabes por uma visão
direta em que consiste ela – a vida espiritual, para a qual
voltaremos, embora dela nos esqueçamos enquanto aqui estamos”.
Pois Flammarion dizia claramente que muitas vezes conversara com
Kardec sobre o que ambos chamavam de “vida celeste”,
um conceito que hoje temos como extraterrestre, mas que não
existia na época em que viveram. Vida extraterrestre, aliás,
é justamente a idéia central de A Pluralidade dos
Mundos Habitados, onde o amigo Flammarion ressalta ter Kardec utilizado
este assunto como sendo a “pedra angular do edifício
doutrinário” por ele formulado. O que quis Flammarion
dizer com isto se não o aspecto óbvio do teor das
intermináveis conversas sobre vida fora da Terra com o seu
amigo espírita? E observemos também que em seu discurso
o astrônomo fez uma distinção entre vida celeste
e vida espiritual.
Novamente questionamos: como podem os atuais espíritas afirmar
que a questão extraterrestre fere a doutrina se o próprio
Allan Kardec costumava conversar sobre este assunto com seus amigos?
E se, conforme o testemunho histórico de um deles, o codificador
teria utilizado este tema como ponto-chave do da estrutura doutrinária
por ele arquitetada, ou seja, a Doutrina Espírita? Como explicar
que uma de suas preocupações centrais transformou-se,
cerca de 150 anos depois, numa questão considerada herética
e detestável pelos padrões do princípio que
ele criou?
“Os espíritos ensinam apenas o que é
necessário para guiar no caminho da verdade. Eles se
abstêm de revelar o que o homem pode descobrir por si
mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, verificar e submeter
tudo ao cadinho da razão”
— ALLAN KARDEC, codificador
da Doutrina Espírita |
Revelação Cósmica — Afinal,
por que recorrer à revelação espiritual ocorrida
na segunda metade do século 19 para pretender afirmar a existência
de seres extraterrestres? Por que buscar nas informações
dadas pelos espíritos as notícias das muitas humanidades
celestes? Por que, perguntarão os que acham que é
misturar o que não deve ser misturado, recorrer ao espiritismo
para afirmar a Ufologia? A Ufologia precisa disso? É óbvio
que não! Mesmo sem esses esclarecimentos, os fatos que anunciam
o futuro planetário – em possível comunhão
com outras civilizações alienígenas –
já estão postos e continuam em curso. Sob esta ótica,
a fenomenologia ufológica nada mais seria do que os primeiros
momentos de um novo tempo para o nosso berço planetário,
e que está ocorrendo e ocorrerá independente de tudo
mais – inclusive da opinião das autoridades religiosas.
Porém, qual é o problema se já existirem algumas
elucidações disponíveis, dadas por inteligências
espirituais que, de onde se encontram, parecem ter informações
privilegiadas sobre a questão?
Independente de percebermos o processo em curso, o que parece estar
em jogo é o fato de as ditas revelações ocorrerem
na medida em que os encarnados possam aprender seu conteúdo,
valendo-se desses esclarecimentos para evoluírem. E nessa
mesma medida se afastam da ignorância, que é o maior
entrave à liberdade e ao progresso de seres cósmicos,
esteja ele evoluindo onde estiver. Contudo, diferente da revelação
espiritual que tiveram os espíritos comunicantes e o codificador
Kardec, outra manifestação semelhante não se
dará por obra de nenhum terrestre. Falamos da revelação
cósmica, que, apesar de todos poderem dela participar, será
um processo gradativo e deverá ocupar o trabalho de gerações.
E ela se dará, é claro, através da convivência
clara e objetiva com nossos irmãos cósmicos, que já
se preparam para os primeiros momentos dessa nova etapa evolutiva.
Enquanto isso não acontece, somente nos resta a percepção
do que nos pode ser dado pela precisa e correta interpretação
dos fatos, e não pelas crenças ou opiniões
pessoais, como é o caso do presente artigo, que pretende
apenas semear reflexão em torno do tema. Caminhamos até
aqui para afirmar que a única verdade da Ufologia é
que algo muito sério está ocorrendo e, seja lá
o que for, não é produto desta humanidade. Além
dessa assertiva há a verdade presumível, partindo-se
da premissa de que se pode perceber filosoficamente o sentido do
que é óbvio, em termos de realidade, apesar de ainda
não provada pelos sentidos perceptivos do cérebro
humano. E pelo que se pode depreender do nosso contexto histórico,
o Fenômeno UFO parece ser tão antigo quanto a história
de nossa civilização, e é promovido por inteligências
não terrestres. Quanto às desagregações
entre os diversos segmentos da Ufologia, que sejam tidas como aspectos
de nossa própria incapacidade de agir de maneira diferente,
o que não impede o progresso da busca, das idéias
e dos ideais. Afinal, cada pessoa tem suas próprias conclusões.
A respeito disso, o genial filósofo francês René
Descartes já havia registrado em um de seus livros, Discurso
do Método, que “...o bom senso é, das coisas
do mundo, a mais bem dividida, pois cada qual julga estar tão
bem dotado dele que mesmo os mais difíceis de se contentar
em outras coisas não costumam desejar tê-lo mais do
que já têm. E não é verossímil
que todos se enganem a esse respeito. Pelo contrário, isso
evidencia que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do
falso, isto é, o que se denomina o bom senso ou a razão,
é naturalmente igual em todos os homens. A diversidade das
nossas opiniões não provém do fato de uns serem
mais racionais do que os outros, mas tão somente em razão
de conduzirmos o nosso pensamento por diferentes caminhos e não
considerarmos as mesmas coisas. Pois não basta ter o espírito
bom, o essencial é aplicá-lo bem”.
Inocente Presunção — Assim,
por não termos ainda a necessária habilidade de aplicar
nossos espíritos na arte do bem, e também por não
conseguirmos perceber o óbvio, costumamos esquecer de observar
que, por meio de comunicações mediúnicas ou
canalizadas, a condição humana não nos permitirá
maiores certezas de identificação de coisa alguma
nesse sentido, pois que temos como fator inevitável a imperfeição
do ser terrestre. Deveríamos ter, portanto, a humildade necessária
para sabermos lidar com processos que se encontram fora do alcance
do que podemos perceber. E mais ainda: é óbvio que
o processo de canalização é somente uma etapa,
algo arriscado, do processo evolutivo, enquanto ainda não
estivermos habilitados a lidar diretamente com espíritos
desencarnados e seres de outros mundos.
Recentemente, tem sido veiculado pela imprensa que o finado Chico
Xavier teria afirmado em vida que suas possíveis mensagens,
após seu desencarne, estariam envolvidas numa espécie
de código identificador conhecido somente por três
pessoas de sua intimidade. Desculpem, mas isso é uma afronta
à memória de Chico, por cuja grandeza espiritual jamais
abriria mão do mais simples dos preceitos observados pelos
espíritos codificadores e expressamente ressaltado por Kardec
– o de que as mensagens vindas do outro lado não deveriam
ter marcas de possível autenticidade grafadas pelo nome do
autor, mas sim pelo conteúdo. Os espíritos agiram
dessa maneira por um motivo óbvio. Na condição
humana é simplesmente impossível se determinar se
a autoria intelectual é de tal ou qual individualidade. Este
é o princípio mais precioso da prudência no
campo das comunicações interdimensionais. E seria
exatamente Chico que iria feri-lo, depois da obra magnífica
que realizou? Certamente que não.
Independente de outras questões, devemos procurar beber de
todas as fontes cristalinas que matam a sede do saber que nos move
o íntimo. A Doutrina Espírita é uma dessas
fontes, a mais moderna e talvez a mais rica já fecundada
neste mundo. Por que não estudá-la, mesmo que certos
segmentos do espiritismo pretendam patrulhar esse acesso, na pretensão
de transformar o leitor da mesma em espírita, o que é
um profundo e lamentável equívoco? O acervo de informações
das doutrinas budista, espírita-cristã, taoísta
e de todas mais pertencem à humanidade, e não aos
seguidores desse ou daquele movimento.
Concluindo, obrigamo-nos a repetir que é sempre temeroso
dar-se por sabido o que ainda precisa ser descoberto pelos padrões
do que pode ser considerado como “verdade” na condição
humana. E no que se refere a espíritos e ETs, esta humanidade
ainda precisa galgar muitos degraus de uma longa escada evolutiva,
na qual cada patamar que se alcança permite que se possa
vislumbrar um horizonte ainda mais amplo de observação.
Talvez falte modéstia intelectual onde sobra sinceridade
de propósitos em todos nós que buscamos o progresso
espiritual.
Os contextos espiritual e extraterrestre respondem pelas duas componentes
que servem de pilares para a vida na Terra, e que nos fornecem respostas
para as inquietantes indagações de nossa filosofia
existencial: quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo neste
mundo, qual o sentido da vida e qual a função do ser
humano diante da existência? Precisamos estudar e compreender
essas duas conjunturas que envolvem a vida em nosso planeta para
que nos seja então possível entender nossa situação.
Tudo o que precisamos é que os espíritas e os ufólogos
tenham o bom senso para não disputarem a propriedade de um
tema que a ninguém pertence ou, sob outra perspectiva, pertence
a todos nós. Esse é o verdadeiro exercício
da “cidadania cósmica”, que qualquer individualidade
expressa pelo simples fato de existir em algum recanto deste majestoso
universo, um provável conjunto de muitos universos e dimensões.
Humanidades Celestes — E que possamos, no
caso da Terra, ter a liberdade de nos expressar livremente na busca
da verdade, sem maiores preocupações com rótulos
transitórios. Afinal, na condição humana, o
que podemos saber ao certo, a não ser a importância
do “amai-vos uns aos outros”? Independente de existirem
espíritos e alienígenas, se nos amarmos verdadeiramente,
a Terra poderá vir a ser o próprio paraíso.
Ao contrário, mesmo existindo outras humanidades celestes
e espirituais, enquanto não aprendermos a amar uns aos outros,
a vida na Terra será sempre o caos já conhecido –
mesmo que sejamos doutores em Ufologia, espiritismo e noutras matérias.
E não será nenhum espírito ou ET que virá
fazer pelos terrestres o que estes precisam de fato aprender a realizar:
desenvolver em si mesmos a habilidade para co-existir e honrar a
vida, seja ela em que nível for e em qualquer morada cósmica.
| Cronograma do processo
evolutivo da humanidade |
Conheça algumas teses
apresentadas nos livros Reintegração Cósmica
e Muito Além do Horizonte, de Jan Val Ellam, quanto
ao cronograma em que está baseado o processo evolutivo
de nossa humanidade, que culminará com a reintegração
da Terra ao intercâmbio cósmico, a partir do
primeiro contato oficial com seres de outros planetas habitados
do universo.
FASE 1 — Há cerca de 600.000
anos, a Terra e todos os que nela habitavam passaram a viver
em estado de isolamento diante da comunidade celeste, pois
os seres que doravante a habitariam em suas esferas espirituais
e físicas adoeceram, perdendo o requisito vibratório
da simplicidade da alma. Isso os desabilitou a expressarem
ternura uns pelos outros, impedindo-os assim de praticarem
a lei maior de uma constituição que rege a vida
em todo o Cosmos, uma atitude política que permite
a coexistência entre os seres evoluídos. Na história
terrestre, tais fatos estariam descritos nas entrelinhas da
doutrina dos anjos decaídos ou rebelião de Lúcifer,
que responde pela origem extraterrestre da atual humanidade
planetária. Começava, assim, um isolamento da
Terra que perdura até os dias atuais. Noutras palavras,
a exemplo do que ocorre com os homens e mulheres que assumem
comportamento inapropriado, que são por isso isolados
em penitenciárias até que cumpram a penalidade
legal, tais seres foram retirados do mundo terrestre.
FASE 2 — Os seres que não adoeceram
e permaneceram em seus mundos – atualmente chamados
de extraterrestres – deixaram de contatar e conviver
abertamente com os seus pares adoentados e isolados na Terra.
Estes últimos aqui chegaram trazendo em suas consciências
as promessas da “autoridade celeste”, a qual estavam
vinculados, de não deixá-los desamparados. Quando
os tempos fossem chegados, eles mesmos viriam pessoalmente
ajudar e promover a reintegração do planeta
à convivência cósmica.
FASE 3 — A ignorância quanto
às outras realidades existenciais – espiritual
e cósmica – passou a ser a tônica da cultura
dos que estavam encarnados, pois, a exemplo de um bando de
criminosos vitimados por uma doença contagiosa, obrigados
a se isolar da sociedade, seus descendentes já nasceriam
sem conhecer o que existe além das fronteiras de seus
habitats.
FASE 4 — Em tempos recentes pós-Atlântida,
o patriarca bíblico Enoque foi o primeiro a ser escolhido
para relatar os fatos passados, entre eles a queda dos anjos
decaídos ou rebelião de Lúcifer. Enoque
também foi selecionado para profetizar a vinda da “autoridade
celeste” que iria ajudar os que haviam sido expulsos
do paraíso.
FASE 5 — Nasce Jesus falando de um
Criador amoroso, da lei maior do “amai-vos uns aos outros”,
de “muitas moradas na casa do Pai” e de que ele
mesmo era um estrangeiro neste planeta (“meu reino não
é deste mundo”). Jesus dizia também que
voltaria não mais nascendo como terrestre, mas em sua
natural condição de “autoridade celeste”,
cercada pelas hostes angelicais que o assessoram – leia-se
hostes extraterrestres.
FASE 6 — Dentre outras razões,
e por ter sido o único dentre os principais mestres
que encarnaram na Terra [Rama, Krishna, Zoroastro, Sidhar
ta Gautama eram outros], Jesus passou a ser violentamente
tratado pelos terrestres ainda jovem, ao mesmo tempo em que
praticava corajosamente uma atitude amorosa de maneira singular,
ensinando o que podia ser feito por cada ser humano para atingir
a tão pretendida redenção espiritual.
O chamado Colegiado de Mestres deste mundo o assessorou na
função de presidir o processo de reintegração
do planeta. Para isso, as individualidades que não
conseguiram ainda edificar em si mesmos a tendência
ao bem, mesmo após terem tido oportunidades encarnatórias
ao longo do tempo do isolamento, teriam que ser exiladas da
Terra para que o planeta pudesse progredir. Somente os seres
unificados ao Criador poderiam presidir esses instantes de
reciclagem, que na cultura terrestre são chamados de
Juízo Final, Separação do Joio e do Trigo,
Julgamento Geral dos Vivos e dos Mortos etc. Daí, um
dos aspectos da necessidade da volta de Jesus.
FASE 7 — Em linhas gerais, existiram
dois grandes contextos que envolviam a Terra, que jamais puderam
ser objetivamente verificados enquanto durou o tempo do isolamento
ou a “penalidade cósmica”, pois eram pertinentes
a aspectos de uma realidade maior, que se situa muito além
do horizonte da percepção humana. São
eles os contextos espiritual e extraterrestre.
FASE 8 — Devido ao modesto padrão
evolutivo espiritual e tecnológico desta humanidade,
se os seres que possam existir nessas “outras realidades”
não se propuserem a nos contatar, jamais poderíamos
saber ao certo das suas existências, enquanto durasse
o isolamento.
FASE 9 — Foi exatamente isso que aconteceu
quando os espíritos resolveram ser chegada a hora de
apresentar ao mundo as hostes espirituais que envolvem a vida
física encarnada da espécie humana terrestre.
Promoveram então a revelação espiritual
através da codificação espírita,
formulada na segunda metade do século 19 pelo francês
Allan Kardec. Era o cumprimento da promessa de Jesus de enviar
um “consolador”.
FASE 10 — Nos tempos atuais, é
chegada a hora da revelação cósmica,
que apresentará ao mundo as hostes siderais que vivem
nas muitas moradas espalhadas pelo Cosmos. Esta revelação
não será formulada por qualquer ser humano,
pois os próprios alienígenas promoverão
contatos oficiais com os seus irmãos terrestres e esclarecerão
o que necessário for, conforme critérios que
lhes são próprios.
FASE 11 — A fenomenologia ufológica
corresponde exatamente à preparação desta
humanidade para o momento em que se dará oficialmente
o retorno de nossa convivência com seres extraterrestres.
FASE 12 — O primeiro contato oficial
com seres de outros orbes se dará exatamente quando
ocorrer o chamado Dia da Renovação ou a volta
de Jesus, em cumprimento da promessa que fez de retornar à
Terra, quando os tempos fossem chegados. Isso representará
o fim do isolamento e o início da reintegração
de nossa família planetária à convivência
cósmica.
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JAN VAL ELLAM é o nome adotado
por Rogério de Almeida Freitas, professor e executivo, autor
de inúmeras obras. Seu endereço é: Rua Maxaranguape,
910/901, Tirol, 59020-160 Natal (RN). E-mail: ellam@digizap.com.br.
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