Experiências
sexuais entre humanos e ETs
Casos extraordinários em que humanos se relacionaram
sexualmente com extraterrestres a bordo de discos voadores
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Thiago Luiz Tichetti
Um dos aspectos mais controvertidos do Fenômeno UFO é,
sem dúvida, o dos contatos com tripulações
de objetos voadores não identificados, conhecidos como contatos
imediatos de 3º, 4º e 5° graus. Desde o início
da chamada Era Moderna dos Discos Voadores, numerosos casos têm
sido estudados pelos mais diversos pesquisadores do tema, sendo
grande parcela desses contatos descartada por não resistirem
a uma análise criteriosa. No entanto, o fenômeno da
abdução passou a ser considerado um dos principais
assuntos tratados pela Ufologia, principalmente os relatos de experiências
sexuais entre seres humanos e alienígenas. Em casos como
esses, onde fatos extraordinários acontecem, pela sinceridade
das testemunhas e pelas evidências dos fatos – que somente
afetam as convicções individuais daqueles que participaram,
por vontade própria ou não, das experiências,
– é possível saber com o que estamos lidando.
Vista pelo leigo, a questão pode ser resumida para o campo
de meros atos sexuais a bordo de UFOs. Para os especialistas, no
entanto, estamos lidando com experiências sofisticadas em
que aliens buscam intercurso com humanos por razões científicas
e genéticas. Seja como for, esses casos eram muito raros
até meados dos anos 50, quando então começaram
a surgir as estórias de Howard Menger, um pintor que alegava
manter contatos com seres alienígenas. Seu caso veio a público
em 1.956, quando ele disse ter encontrado uma linda venusiana sentada
em uma pedra numa floresta. Embora tivesse somente 10 anos de idade,
Menger se sentiu muito atraído fisicamente pela misteriosa
criatura. Já durante a Segunda Guerra Mundial, servindo como
soldado no Havaí, o homem teria encontrado outra linda alienígena
de cabelos negros. “Embora eu me lembrasse vagamente da garota
sentada na pedra, esta também emitia a mesma expressão
serena e amorosa. Na sua presença eu sentia humildade e bondade,
e também uma grande atração física por
ela”, conta.
Em 1946, quando voltava para casa, em New Jersey (EUA), Menger encontrou
novamente a garota da pedra, mas desta vez ela havia saído
de um UFO vestida com uma roupa colante azul acinzentada, que delineava
seu corpo perfeito. Depois de lhe informar sobre sua missão
na Terra – divulgar o amor e a paz entre os homens –,
a garota lhe deu um beijo no rosto. Menger chegou a lhe perguntar
se iriam se ver novamente, obtendo uma resposta negativa. Mas ela
prometeu que um dia ele conheceria sua irmã, uma venusiana
encarnada na Terra. “Ela vai trabalhar com você e ficará
ao seu lado por toda a vida. Você a reconhecerá assim
que a vir”, confirmou a mulher. Dez anos depois, vários
seguidores de Menger o acompanharam até uma fazenda próxima
a High Farm, na costa oeste norte-americana, onde apareceriam naves
espaciais e tripulantes alienígenas. Certo dia, numa palestra
naquela propriedade, Menger viu uma linda mulher no meio da multidão.
Era Connie Weber, a tal venusiana encarnada, com quem mais tarde
teve dois filhos.
Repercussão Mundial – Ufólogos
conservadores ridicularizam as extravagantes afirmações
dos contatados, como as de Menger, mas a maioria leva a sério
os relatos relacionados com seres humanóides. Esses casos
são conhecidos como contatos imediatos de graus elevados
– do 3º grau em diante – e se diferenciam de tudo
já visto anteriormente. O primeiro caso envolvendo relações
sexuais entre humanos e extraterrestres que teve repercussão
mundial e foi comprovado efetivamente aconteceu com o agricultor
brasileiro Antônio Villas-Boas, mais tarde advogado e hoje
falecido. Sua história começou na noite do dia 05
de outubro de 1.957, quando ele observou na fazenda de sua família,
situada em São Francisco de Salles, no Estado de Minas Gerais,
uma luz prateada e fluorescente sobrevoando à noite a propriedade.
Dias depois, na companhia de seu irmão, mais uma vez ele
avistou uma luminosidade intensa no céu, que pôde ser
percebida durante vários minutos movimentando-se sobre a
área da fazenda. Por volta da 01:00 h da madrugada do dia
15 de outubro do mesmo ano, quando arava as terras com um trator,
Villas-Boas novamente notou no céu algo parecido com uma
estrela, que ficava cada vez maior e se aproximava rapidamente de
onde ele se encontrava. Em questão de segundos o aparelho
já estava pairando sobre ele, lançando uma luz fortíssima
que iluminava tudo à sua volta.
O objeto tinha a forma oval e, logo depois de fazer descer um trem
de pouso, aterrissou a poucos metros do trator, que de repente parou
de funcionar. Villas-Boas tentou escapar correndo, mais foi logo
dominado por vários tripulantes do UFO e levado a bordo do
aparelho por uma escada que lhe pareceu ser feita de corda. Lá
ele viu seres com vestes espaciais e usando máscaras. As
criaturas tiraram sua roupa e passaram um óleo sobre o seu
corpo. Em seguida, coletaram amostras do seu sangue com um tipo
de tubo de ensaio, que deixou duas marcas no seu queixo, abandonando-o
num quarto onde havia somente uma espécie de cama. Neste
local Villas-Boas começou a sentir um cheiro estranho que
o deixou enjoado, fazendo com que vomitasse. Alguns minutos depois,
uma mulher nua, de cabelos loiros, com olhos finos e azuis, entrou
no quarto. Sem dizer uma palavra, ela e Villas-Boas mantiveram relações
sexuais, mas sem se beijarem.
Após o segundo ato sexual, ela coletou seu sêmen e
o colocou num recipiente. Quando estava indo embora, apontou para
sua própria barriga e depois para o céu, como se quisesse
dizer que o seu filho nasceria num outro planeta. Os seres –
que segundo o abduzido pareciam ser humanos, só que de baixa
estatura – ainda mostraram a Villas-Boas o interior da nave
antes de deixarem o mesmo próximo ao trator, quando então
ele pôde acompanhar a partida da nave. Eram aproximadamente
5 horas e 30 minutos da madrugada quando foi devolvido e sua experiência
tinha terminado. Com o passar do tempo, Villas-Boas formou-se em
Direito, casou-se e teve quatro filhos. Este caso foi investigado
em todos os detalhes pelo médico Olavo Fontes – um
dos pioneiros da Ufologia Brasileira. Um dos elementos mais impressionantes
na experiência de Villas-Boas são as marcas escuras
que começaram a surgir em seu corpo, cujas investigações
indicaram como possível causa de um processo de intoxicação
radioativa.
Com o tempo, enquanto as abduções aumentavam, casos
como o de Villas-Boas também cresciam. Um fato interessante,
ocorrido em 1.968 e publicado no livro The Ufonauts [Os Ufonautas],
de Hans Holzer, foi o de Shane Kurz, de Westmoreland (EUA). A jovem
observou um objeto cilíndrico na noite de 2 de maio daquele
ano e meia hora depois do avistamento caiu num sono profundo. Quando
sua mãe foi vê-la, às 04:00 h da madrugada,
ela não estava na cama, mas achando que poderia ter ido ao
banheiro, não se preocupou. Na manhã seguinte, Shane
encontrava-se deitada no leito, só que a porta da frente
de sua casa estava aberta e haviam marcas de pegadas enlameadas
até seu quarto. Um detalhe interessante é que ela
estava usando chinelos sujos de lama. “Dois dias depois, percebi
duas marcas avermelhadas no meu abdômen e uma linha no meu
umbigo”, contou a moça. Outros sintomas foram notados
posteriormente, como a sensação de estar com os olhos
queimando e com seu ciclo menstrual desregulado, o que a levou a
procurar um médico.
Feixe de Luz Quente – Em 1.975, Shane foi
submetida a uma hipnose regressiva, na qual relembrou fatos ocorridos
naquela noite – era uma abdução. Ela recordou
ter ouvido uma voz e avistado uma luz em seu quarto. Depois se viu
indo para um local lamacento próximo à sua casa. Lá,
um feixe de luz quente a levou para o interior de um UFO de forma
ovóide. Dentro do objeto, Shane se viu numa sala parecida
com um consultório, onde havia um ser com olhos negros e
sem nariz, que disse que ela era especial. O ser ordenou que tirasse
a blusa e se deitasse numa mesa. Enquanto falava com a criatura,
a garota percebeu que havia outra entidade atrás de ambos.
“Eles são parecidos, mas este tem um casaco longo.
Estão pegando meu braço e me arranhando. Isso machucava.
Tem um zumbido perto do meu ouvido e eu sei o que eles estão
falando. Estão pedindo para eu relaxar”, recordou sob
hipnose.
Após a experiência, Shane disse que o ser que a examinava
– possivelmente o médico – a considerou uma boa
reprodutora. “Ele me levou até outra sala, onde inseriu
uma agulha no meu umbigo”. Um humanóide vestindo um
cachecol, que ela achou ser o líder, falou que ela seria
a mãe de um filho seu. Ela protestou raivosamente e, em seguida,
o médico deixou a sala e o líder começou a
se despir e a passar um óleo no peito e no abdômen
de Shane, afirmando que isso a estimularia. “Ele tinha o corpo
e as genitálias parecidos com os dos humanos”, relembrou.
Após o ato sexual, a criatura a deixou ir embora e disse
que ela não se lembraria de nada. O caso, como se vê,
é bastante interessante e está bem documentado. E
está longe de ser o único.
No início dos anos 80, várias ocorrências semelhantes
foram registradas. Um desses episódios se deu com o brasileiro
Jocelino de Mattos, com 21 anos na época, e seu irmão
Roberto Carlos, com 13. Na noite de 13 de abril de 1.979 –
uma sexta-feira treze e ao mesmo tempo Sexta-Feira Santa –,
ambos caminhavam pelo bairro Jardim Alvitrado, em Maringá
(PR), quando viram um objeto brilhante se aproximando. “Estávamos
debaixo de uma grande árvore quando, de repente, caímos
no chão. O estranho objeto se encontrava a uns 15 m de distância
de nós e a 2 m ou 3 m de altura do chão. Ele flutuava
silenciosamente. Isso foi tudo que eu me lembro, exceto pelo fato
de ter ouvido um tipo de voz que dizia ‘o trabalho ainda não
havia terminado’ e que eles voltariam”, recorda Jocelino.
Hipnotizado longamente em diversas seções que se iniciaram
em 1.981, o rapaz se lembrou de fatos incríveis. Ele disse
que se sentiu atraído pela luz da nave e que, juntamente
com seu irmão, andaram como se estivessem flutuando na direção
dela, quando então desmaiaram. Após alguns minutos,
sentiu alguém pegar seus braços e levá-lo até
a nave. Eles estavam flutuando... “Eu estava fascinado ao
ver aquela porta se abrir ao meio e de dentro dela saírem
dois seres, um de cada lado. Um deles pegou um objeto que não
reconheci e o tocou no meu braço esquerdo. Depois ficou gesticulando
para que eu entrasse na nave. Lá, fui até uma sala
cheia de computadores, com uma espécie de mesa em display,
com luzes diferentes”. Os seres então o levaram para
um tour na nave. Foi a uma outra sala que tinha dois objetos cônicos,
como ponta de foguetes, que pareciam ser os motores do disco voador.
“Eles não faziam barulho algum. Já noutro compartimento
havia figuras que se pareciam com as nossas fotografias, mas estavam
presas à parede, como telas de televisão”.
Quando chegaram em outro cômodo, cheio de equipamentos, como
se fosse um hospital, os seres pediram para que Jocelino se deitasse
numa espécie de cama e começaram a examiná-lo,
coletando amostras da sua pele, cabelo e sangue. Por fim, as criaturas
colheram amostras de esperma através de um aparelho de sucção,
com um saquinho que se parecia com papel celofane. Em seguida o
rapaz foi sentado numa mesa, onde um instrumento foi colocado na
sua cabeça. Alguns minutos depois, uma mulher entrou na sala.
Ela tocou Jocelino, acariciou-o e deixou-o excitado. Eles então
tiveram uma relação sexual.
Depois de consumado o ato, ainda que a contragosto por parte de
Jocelino, a estranha criatura feminina lhe disse “...talvez
essa semente vingue”, e se retirou. Os outros seres asseguraram-no
que tinham boas intenções e deixaram-no partir juntamente
com seu irmão, que permaneceu inconsciente o tempo todo.
Vale a pena ressaltar que Roberto Carlos só não participou
das experiências porque não havia atingido ainda a
idade sexual adequada para aquelas pretensões.
Loucura Admitida– Este caso foi pesquisado
pelo ufólogo e editor da Revista UFO A. J Gevaerd, e a regressão
hipnótica conduzida pelo médico e hipnoterapeuta Osvaldo
Alves, que após este episódio literalmente enlouqueceu,
doando à comunidade local o hospital que possuía na
cidade de Mandaguari (PR), a 40 km de Maringá. Hoje ele continua
na mesma cidade, onde presta serviços a gente necessitada,
inteiramente de graça. E ao contrário do que aconteceu
em outras ocorrências, esta foi detidamente estudada, sendo
que alguns aspectos – tais como o avistamento do objeto por
várias outras pessoas – impressionam. Outros dois acontecimentos
ocorridos no Brasil e que valem a pena ser destacados são
o Caso Antonio Carlos Ferreira, de Mirassol (SP), e o seqüestro
do jovem José Inácio Álvaro, em Pelotas (RS).
O caso de Mirassol foi pesquisado pelo ufólogo Ney Matiel
Pires e iniciou-se na madrugada do dia 28 de junho de 1.979. Com
a ajuda de duas seções de regressão hipnótica
conduzidas pelo parapsicólogo Álvaro Fernandes e auxiliada
pelo falecido doutor Walter Karl Bühler, ex-presidente da Sociedade
Brasileira de
Estudos de Discos Voadores (SBEDV), os fatos vivenciados por Antonio
foram expostos. Na época ele era um jovem negro de 21 anos
de idade, que trabalhava como guarda noturno na construção
da indústria Transmóveis Fafá, de propriedade
do senhor Flamínio Dalul, em Mirassol. Na noite de 27 para
28 de junho daquele ano, Antonio, juntamente com o cão pastor
Hongue, vigiava a empresa e o posto de gasolina anexo a ela, quando
por volta das 24:00 h viu um caminhão chegar ao local. O
motorista – que pretendia ficar na cidade para a tradicional
Festa de São Pedro – começou a conversar com
o vigia durante algum tempo, quando de repente notou que o motor
começou a falhar: “Ele estava dando três estalos
e de repente afogou”, relatou.
Caixa com Luz Vermelha – O motorista, julgando
ser alguma irregularidade no motor, resolveu seguir em frente, não
pernoitando na cidade para não se atrasar muito, caso precisasse
parar mais à frente. Às 03:00 h da madrugada, Antonio,
como de costume, picou seu ponto, amarrou seu cão, dependurou
o relógio que trazia a tiracolo e dirigiu-se ao banheiro.
Ao entrar, notou um estranho objeto que descia no pátio da
indústria, planando à aproximadamente 60 m do local
onde se encontrava. O rapaz pensou então em verificar o que
seria aquilo assim que saísse do sanitário, e o fez,
quando então se deparou com três seres de pequena estatura
(pouco mais de 1 m), que o imobilizaram com uma luz vermelha proveniente
de uma pequena caixa.
Segundo sua descrição, “...aqueles homenzinhos
usavam um traje de cor branca e brilhante que cobria totalmente
os seus corpos, inclusive a cabeça, não possibilitando
qualquer observação externa”. Antonio também
verificou que as criaturas traziam no peito uma pequena caixa e,
nas costas, outra maior, que continha um tubo ligado diretamente
a um capacete, na altura da boca e do nariz. “O traje dos
pequenos seres possuía uma pequena insígnia do lado
esquerdo, à altura do peito, no mesmo local onde normalmente
usamos o bolso da camisa”, relatou. O aparelho que emitiu
a luz vermelha era quadrado, com aproximadamente 15 cm de cada lado,
tendo na parte frontal dois orifícios de mais ou menos 3
cm de diâmetro, por onde se projetava a claridade. A seguir,
os seres transportaram o rapaz para o interior da nave, tendo o
jovem a impressão de que flutuava em sua direção.
Seus rastros, observados posteriormente, desapareceram a alguns
metros do banheiro, tanto os de ida como os de volta.
Ao aproximar-se do objeto, o rapaz notou que o mesmo era de forma
oval, com cerca de 2 m de base por
2,5 m de altura. Sua cor na parte externa era um cinza claro metálico,
sem luminosidade quando estacionado.
“O UFO apoiava-se sobre um tripé, do qual não
foi possível observar detalhes. A porta era retangular e
de pequeno tamanho, pois precisei abaixar-me para entrar nele”,
declarou o ex-vigia. A parte interna era toda iluminada por uma
luz vermelha difusa, possuindo um painel com inúmeros botões
de controle. Os assentos eram minúsculos banquinhos de forma
circular, apoiados em tripés, sendo todos acinzentados e
sem encosto. “Havia na nave dois tipos distintos de tripulantes,
mas todos com 1 ou 1,2 m de altura e cabeça anormalmente
grande, quase o dobro da nossa”, descreveu.
Segundo Antonio, alguns seres possuíam a pele cor de chocolate,
olhos grandes e pretos, sem cílios e sem sobrancelhas, puxados
como os dos chineses. O nariz era comprido e meio chato, a boca
grande e com lábios mais ou menos grossos, e o queixo fino
e meio pontudo. Seu cabelo era do tipo carapinha, de cor avermelhada.
As orelhas também eram grandes e pontudas, sendo quase o
dobro da nossa, em proporção. “Outros possuíam
a pele de cor verde folha, cabelos pretos e lisos, nariz grande
e fino, olhos verdes e puxados”, descreveu. A boca desses
seres extraterrestres tinha lábios finos, com um queixo pontiagudo.
E as orelhas eram enormes e pontudas.
Pequena e Distante – Ao que parece, a sala
em que Antonio se encontrava possuía várias repartições:
as paredes eram metálicas e brilhantes, sendo que em uma
delas havia um grande painel com luzes verdes e vermelhas. Já
em outra foi notada uma pequena janela redonda, protegida por uma
espécie de vidro avermelhado. Por duas vezes o moço
aproximou-se dessa janela, sentindo-se apavorado por ver a Terra
tão pequena e distante. Conseguiu também avistar pequenas
luzes muito tênues, que pareciam ser de uma cidade. Contudo
não soube dizer qual seria. Observou depois uma parte da
nave que girava em grande velocidade, emitindo uma luz vermelha
seguida de um movimento pendular. Em seguida percebeu, no topo externo
da nave, uma grande luz que girava sobre si mesma.
Na parede oposta à janela havia um grande quadro com estranhos
desenhos esverdeados e brilhantes, semelhante a um mapa, que ofuscava
a vista quando para ele se dirigia o olhar. A sala era profusamente
iluminada com luzes de aspecto fluorescente, tendo na parte central
do teto uma grande luminosidade amarela. Antônio recorda-se
de que o piso da sala era de cor escura, em contraste com as paredes
brancas e brilhantes. “Havia na sala muitos aparelhos. Recordo-me
muito bem de um com forma retangular, tendo cinco botões
esverdeados encimados por uma luz redonda e também verde,
do qual saíam diversos fios. Esse aparelho parecia-se muito
com um televisor, contudo não possuía a tela de projeção
característica”. As criaturas puseram-no em frente
desse aparelho, que segundo o rapaz era para tirar fotografia e
parecia transmitir seus pensamentos e reações, pois
sempre que se dirigiam a ele um dos seres manipulava os botões
de controle.
Pele Cor de Chocolate – Em outro setor da
mesma sala, Antonio observou uma grande mesa com diversos bancos
retangulares e redondos, de cor marrom escura, tendendo para preto.
Próximo aos aparelhos havia uma espécie de divã,
onde o rapaz foi colocado, deparando-se ele com uma extraterrestre,
completamente nua que demonstrava claramente suas intenções
ao pegar em suas mãos. Pelas informações obtidas
sob hipnose, a jovem tripulante seria mais alta que os outros seres
existentes na nave, devendo sua altura situar-se entre 1,5 a 1,55
m. Possuía pele cor de chocolate e fria, cabeça grande,
cabelos vermelhos mais ou menos carapinha, olhos pretos puxados,
nariz comprido, fino e reto, uma enorme boca com lábios finos
e apresentando dentes brancos, semelhantes aos nossos. Porém,
apesar de aparência quase normal, tinha um hálito desagradável.
Seu queixo era fino e grande. Tinha seios pequenos e possuía
pêlos vermelhos na região da púbis.
A jovem em momento algum dirigiu a palavra ao abduzido, mostrando
apenas gestos de afeição, inclusive tentando beijá-lo
várias vezes enquanto estavam juntos. Segundo o conceito
do rapaz, a moça era muito feia e o contato com seu corpo
dava uma espécie de choque elétrico muito desagradável.
Segundo os estudiosos Pires e Fernandes, esse choque tanto poderia
ser real como psicológico, causado pela repulsa que sentia
por ela. Depois de colocá-lo no divã, os três
seres tentaram tirar-lhe as vestes, mas ele as segurava fortemente.
Devido à sua reação, deram-lhe algo para cheirar,
forte e desagradável, que o enfraqueceu. Em seguida suas
roupas foram arrancadas à força, sendo algumas peças
rasgadas, principalmente sua cueca. A jovem tripulante, tentando
aproximar-se para pegar novamente na mão de Antonio, foi
violentamente repelida por ele, que não queria sua presença
no local. A essa altura, aplicaram-lhe uma injeção
numa das veias do seu braço direito, fazendo com que o rapaz
ficasse totalmente inerte.
Em seu braço esquerdo foi colocado um aparelho, que não
foi descrito por Antonio, pois dado à sua posição
o jovem não podia observá-lo. Passaram-lhe também
uns óleos escuros por quase todo seu corpo, nas pernas, nos
órgãos sexuais, no peito, nas costas e na nuca. Depois
fizeram com que ele mantivesse relações sexuais com
a tripulante. Os outros seres o deixaram algum tempo sozinho com
a jovem, quando então resolveram tirar o aparelho do seu
braço esquerdo, vesti-lo e passar novamente o óleo
em suas pernas, erguendo para isso suas calças. Durante todo
esse tempo os tripulantes falavam entre si numa língua desconhecida.
Contudo, quando dirigiam a palavra a Antonio, ele entendia perfeitamente
através do pensamento. “Eles diziam que era para eu
não ficar com medo, pois nada de mal me fariam e logo eu
seria devolvido à Terra. Falavam também que eram de
outro planeta e estavam aqui fazendo experiências. Eles queriam
um filho meu para futuros experimentos”, desabafou.
Os seres então afirmaram que voltariam para raptar o ex-vigia
outras vezes e a criança que ele gerou seria do sexo masculino.
Quando viessem buscá-lo, lhe dariam três sinais para
avisá-lo, mas não disseram quais seriam. Em dado momento,
tendo Antonio sentido fome, os seres deram-lhe um líquido
escuro e desagradável para beber. Terminadas as experiências,
levaram-no para uma sala onde nada podia ser observado, devido à
falta de iluminação. Neste local, o rapaz foi colocado
na nave de transporte e devolvido à Terra. Quando deu por
si, o UFO desaparecera e ele encontrava-se novamente ao lado do
banheiro onde fora raptado. Nas semanas seguintes ao fato, Antonio
percebeu que o cachorro que o acompanhava em seu trabalho começou
a apresentar visíveis mudanças de comportamento. Não
comia direito e não atendia as ordens que lhe eram dadas,
embora fosse um cão adestrado e obediente. O animal passou
também a demonstrar medo ao se aproximar dos locais onde
se deu a abdução. O abduzido teve ainda outros contatos
com os seres alienígenas, que lhe disseram que sempre iriam
ajudá-lo, mas que, no entanto, sua mãe estava atrapalhando-o.
O próximo caso a ser mencionado foi o ocorrido no dia 3 de
março de 1.978, com o jovem José Inácio Álvaro,
às 03:00 h da madrugada. A testemunha da ocorrência
cursava o último ano de Eletrônica na Escola Técnica
Federal de Pelotas (ETFP), no Estado do Rio Grande do Sul, e trabalhava
numa indústria de alimentos. O avistamento deu-se no bairro
Fragata, naquela localidade. Nesta ocorrência, foi o próprio
abduzido quem procurou a ajuda do ufólogo Luís Rosário
Real, um dia após o incidente. Ele disse que procurava o
estudioso – hoje falecido – porque acreditava que o
fato estava relacionado com UFOs. Curiosamente, Inácio, que
estuda em horário noturno, alguns dias antes de sua experiência
havia sido incumbido de fazer uma pequena palestra sobre discos
voadores... Ele preparou seu trabalho com o auxílio de um
livro de Erich von Däniken, Eram os Deuses Astronautas?, que
apenas lera uma vez.
Atração Inexplicada – Pela
sua narrativa, Inácio contou, um dia antes de sua abdução,
que entre às 20:00 e 20:30 h, uma de suas professoras, ao
perceber que a energia elétrica havia acabado, saiu de casa
e viu um estranho objeto no céu. Ela chamou seu vizinho Orlando
Costa e Silva, que estava conversando com Inácio na calçada,
para conferir o avistamento. O mais interessante foi que eles descreveram
o possível UFO como tendo formas diferentes. Minutos depois,
quando a energia voltou, o objeto havia sumido, quando então
os rapazes resolveram ir até uma lanchonete, de onde saíram
por volta das 23:00 h.
Em seguida, a pedido do pai de Inácio, que estava viajando,
foram até sua casa para verificar se a mesma estava segura.
Ao saírem, decidiram retornar à cidade tomando um
ônibus. Mas enquanto esperavam pela condução,
estranhamente Inácio sentiu uma certa sonolência. Nisso,
alguém cruzou pelos rapazes e informou que nenhum ônibus
passaria ali àquela hora, o que fez com que os amigos se
despedissem um do outro e Inácio seguisse sozinho para a
Rua General Osório, onde tentaria tomar outro ônibus.
Entretanto, inexplicavelmente, quando a condução apareceu,
o rapaz não embarcou. Levado por uma força estranha,
foi conduzido novamente para a casa de seu pai. Quando chegou à
residência, já havia passado das 02:00 h da madrugada
do dia 3 de março, sem que ele tivesse sentido algo de anormal.
Como sempre fazia quando o pai viajava, Inácio abriu a porta
da casa e acendeu as lâmpadas. Depois, ficou em pé
encostado na porta entreaberta da frente, quando olhou para o céu
e avistou o mesmo UFO que observara horas antes.
Desta vez, o estranho objeto veio em sua direção e
emitiu um feixe luminoso semelhante a “um fino raio de luz
azulada”, conforme descreveu. O jovem ficou como que hipnotizado
pela luz, passando a sentir em sua mente uma espécie de projeção,
“como um filme passando rápido, no qual apareciam cenas
de guerra, de mortes com baionetas e até de brigas entre
meus familiares”, declarou. Depois, sem saber como, Inácio
acordou no meio de um campo, a cerca de 1 km da casa de seu pai,
deitado sobre um capinzal. Após a intrigante experiência,
Inácio simplesmente não conseguiu se recordar do que
havia se passado entre o momento em que se encontrava na casa de
seu pai e quando acordou no campo. Lembrava-se apenas de que estava
muito tonto e que, antes de levantar-se, pareceu ter ouvido uma
voz através de sua mente, que lhe dizia algo relacionado
com uma tarefa que teria para cumprir ou que já havia cumprido.
Mas, ainda zonzo, ergueu-se para retornar à casa de seu pai
e, para ter certeza de que não estava sonhando, bateu no
próprio rosto e beliscou-se, pois tudo isso lhe parecia fantástico
e irreal.
Caminhando de volta, tentava pôr em ordem suas idéias,
sempre vindo-lhe à lembrança o estranho raio luminoso
que o objeto voador projetara horas antes. Mas sua dúvida
era desconfortável sobre como havia ido parar naquele lugar
[Este é um lapso de tempo característico em ocorrências
do gênero]. Inácio só conseguiu encontrar o
caminho de volta orientando-se pelas luzes do bairro e, chegando
à casa, notou que a porta ainda permanecia aberta e as luzes
estavam acesas, conforme as deixara. Consultando o relógio,
viu que já passava das 04:00 h da madrugada e pelos seus
cálculos havia ficado pelo menos cerca de uma hora longe
do imóvel. Só não sabia o que havia ocorrido
nesse lapso de tempo. Ainda tonto, o estudante fechou a casa de
seu pai e dirigiu-se para sua residência, no bairro Cohab.
Quando lá chegou, o dia ainda não tinha amanhecido,
por isso deitou-se um pouco, mas não conseguiu dormir. Sentia-se
cansado e insone.
Hipnose Regressiva – Enquanto revirava-se
na cama tentando pegar no sono, Inácio percebeu uma luz,
como um relâmpago, penetrar em seu quarto através da
veneziana da janela. “Foi tudo muito rápido, apenas
alguns segundos, e nesse meio tempo ouvi uma voz dizendo ‘sua
tarefa foi cumprida... sua tarefa foi cumprida’, repetidas
vezes”, declarou o estudante. Após isso, finalmente
adormeceu. Mais tarde, ainda no mesmo dia, embora fatigado, Inácio
foi trabalhar. Mas por mais que tentasse, não conseguia concentrar-se
no que fazia, lembrando-se constantemente do episódio e passando
a preocupar-se seriamente com a experiência que lhe sucedera.
Precisava de uma resposta que esclarecesse o que lhe havia ocorrido
e não tinha a mínima noção de como a
obteria. Ansioso, aconselhou-se com amigos.
Posteriormente ficou sabendo da publicação de artigos
sobre Ufologia no Diário Popular, o jornal da cidade, e decidiu
procurar pessoalmente o pesquisador Luís do Rosário
Real, da Sociedade Pelotense de Investigação e Pesquisas
de Discos Voadores (SPIPDV), autor das matérias. Durante
as sessões de hipnose conduzidas pelo doutor Palmor Brandão
Carapeços, Inácio relatou sua experiência sexual
com uma criatura extraterrestre. Numa segunda sessão, conduzida
pelo hipnoterapeuta Pedro Reis Louzada para reforçar a primeira
história, o rapaz contou sua abdução com mais
detalhes. Ele disse que o ser feminino tinha dentes brancos e que
quando colocava a mão sobre sua cabeça ele se sentia
fraco e adormecido. Após o episódio que viveu, Inácio
mostrou-se desde o início contra qualquer tipo de publicidade.
Não queria ver seu nome nos jornais, alegando que essa promoção
prejudicaria seus estudos.
Inácio chegou a esconder-se dos repórteres que o procuravam
e até de seus colegas, negando sua participação
no episódio, cujos rumores já se alastravam pela cidade.
Foi necessária muita habilidade por parte do jornalista Deogar
Soares, do referido jornal, para que Inácio concordasse em
sair do anonimato em que se refugiara. O ufólogo Luís
do Rosário acreditava que essa atitude da testemunha demonstrava
sinceridade e honestidade de propósitos com relação
ao fato que viveu. Evidencia ainda que ele não procurava
promoção pessoal, o que eleva sua credibilidade. Depois
da experiência ufológica por que passou, Inácio
começou a apresentar problemas de comportamento na firma
em que trabalhava. Nos primeiros dias da semana, mostrou-se apático
e desatento. Constantemente ficava alheio a tudo, preocupado e com
o pensamento voltado para o episódio vivido. Seu rendimento
no trabalho caiu tanto que chegou a ser notado por seu chefe e por
seus colegas.
Uma característica que podemos traçar neste ponto,
com exceção do caso em Pelotas, é que em todos
os outros episódios aqui comentados os abduzidos –
tanto homens quanto mulheres – tiveram seus corpos cobertos
por uma espécie de óleo escuro, que os deixava excitados
para manter relações sexuais com os seres alienígenas.
A técnica da regressão hipnótica foi empregada
com sucesso em todos os casos aqui descritos, ainda que sua eficácia
difícil mente seja aceita pelos críticos. Num extenso
trabalho realizado sobre os casos de abdução ocorridos
desde 1.985, o ufólogo americano Thomas Bullard verificou
que os contatos alienígenas em que ocorrem relações
sexuais são raros. Os estudos de Bullard foram divulgados
em 1.987, ano no qual os aspectos sexuais da abdução
estavam no auge. A principal fonte que trata sobre esses casos pode
ser encontrada no livro Intruders [Intrusos], do ufólogo
Budd Hopkins [Veja UFO 63], em que descreve certos eventos onde
mulheres são fecundadas e depois inexplicavelmente seus fetos
desaparecem. Mais tarde, elas são novamente abduzidas e tem
a oportunidade de ver os seus filhos com feições alienígenas
e terrestres.
Na obra, Hopkins fala que não conhece nenhum caso de relações
sexuais envolvendo humanos e alienígenas. Os casos que pesquisou
são todos de circunstâncias em que gravidez é
feita artificialmente. Numa dessas ocorrências, uma abduzida
se lembra de um sonho que teve onde fazia sexo com um homem estranho,
com olhos engraçados e cabeça grande. Possuindo apenas
13 anos de idade, ela engravida, apesar de insistir que era virgem.
Mais tarde a garota realiza um aborto espontâneo e inexplicado.
Em outra ocasião, Hopkins escreveu que conheceu quatro homens
que haviam mantido relações sexuais em suas abduções.
“Se já é difícil para os homens abduzidos
se lembrarem do que aconteceu e narrar suas experiências,
imagine expor essa relação. É quase um estupro”,
explica. Em duas ocasiões os homens descreveram suas amantes
como sendo híbridas, e, noutra experiência, semelhantes
criaturas eram do tipo grey [Cinza]. Outro pesquisador deste assunto,
o doutor David Jacobs divulgou uma nova etapa no fenômeno
da abdução em seu livro The Threat [A Ameaça]:
a interação de alienígenas nas relações
sexuais humanas.
Através da hipnose e das lembranças conscientes de
um grupo de abduzidos do Estado da Filadélfia (EUA), Jacobs
delineou os contornos dessas experiências. “Quanto mais
informações consigo, mas vejo o quanto é complexo
este assunto”, afirmou [Veja UFO 62]. O estudioso descobriu
que os alienígenas têm interesse na sexualidade humana.
Algumas vezes os greys aparecem no quarto onde pessoas estão
mantendo relações. Uma delas com certeza já
foi abduzida, e mesmo que ele ou ela percebam a presença
do ser, não conseguem parar, indicando que os alienígenas
tem alguma espécie de poder que controla as nossas vontades.
Freqüentemente abduzidos relatam ter sido levados até
locais no UFO onde encontram outras pessoas, que passaram por experiências
semelhantes. Muitas vezes, nestes casos, os alienígenas deixam
bem claro que querem que a vítima mantenha relações
sexuais com quem encontra a bordo da nave, que muitas vezes nem
conhece. Eles observam tudo atentamente, com uma curiosidade que
transcende o interesse científico.
Intenções Justificáveis – Os
extraterrestres registram tudo que se passa durante o intercurso
e olham profundamente nos olhos dos abduzidos quando chegam ao orgasmo.
É bom enfatizar que essa não é uma situação
prazerosa e que a maioria das pessoas se sente desconfortável
ou traumatizada com o ato. Num dos casos de Jacobs, uma vítima
de 15 anos foi forçada a fazer sexo com um homem de meia
idade, cujos olhos estavam vidrados, nebulosos, sem foco. Após
a experiência, mesmo sem lembrar do que aconteceu, as mulheres
abduzidas têm apresentado estranhos problemas vaginais. Já
os homens podem sofrer distúrbios sexuais, incluindo impotência
e obsessão por sadomasoquismo, como conseqüência
de seus encontros.
Jacobs explica ainda que durante a abdução, na comunicação
entre os abdutores e as vítimas, e nas experiências
de alteração de seu estado mental e emocional, os
seres olham fixamente para os abduzidos.
Depois de realizarem as experiências, o líder, normalmente
o ser mais alto, fica perto da vítima e com seus enormes
e negros olhos fixam nos da pessoa e conseguem informações
telepáticas dela. Ou colocam em sua mente o que querem. “Algumas
vezes tais pessoas são induzidas a ter um orgasmo a partir
de imagens holográficas inseridas em seu cérebro,”
disse o estudioso, reconhecido como o maior especialista mundial
no assunto. Outra forma de influência ocorre quando a um abduzido
é feito acreditar que seu marido ou amante é um deles,
mesmo que seu parceiro sexual seja um alienígena. Além
disso, a penetração ocorre rapidamente, sem as premissas
ou outro tipo de preparação. O objeto penetrante,
que pode ou não ser um pênis, é geralmente fino
e pequeno.
Um estudo feito pela publicação americana Mufon UFO
Journal com um universo de 215 ocorrências descobriu que em
10 delas foram relatadas experiências sexuais com criaturas
alienígenas – cerca de 5%. Nos 1.700 casos pesquisados
por Bullard ele descobriu padrões diferentes para a abdução
em relação à idade das pessoas. O maior interesse
é quando a atividade sexual está aflorando e continua
até os 20 a 30 anos, decrescendo quando os abduzidos ficam
mais velhos. Nesta interpretação, as memórias
verdadeiras são “trancadas” no subconsciente.
A evidência, entretanto, é inconclusiva e problemática.
A hipótese de que certos seres humanos têm relações
sexuais com alienígenas é tão extraordinária
e sem sustentação que uma explicação
cética é inevitável. As pesquisas nessa área
ainda estão engatinhando. Por agora, enquanto consideramos
essas afirmações extremamente experimentais, não
temos ainda qualquer tipo de explicação para tal,
pois devemos pelo menos entender os limites do nosso conhecimento
e, assim, aguardar por maiores detalhes.
| A pesquisa dos contatos
ufológicos de graus elevados |
| O estudo
de casos que envolvem observação e contato com
tripulantes de UFOs é a parte mais sofisticada de toda
a fenomenologia ufológica, pois é a que trabalha
com um maior número de variantes. Por isso, ufólogos
de todo o mundo têm reservado menos esforços
aos casos de luzes noturnas e simples avistamentos e empregado
mais tempo para investigações deste complexo
item da problemática, que envolve a presença
sempre crescente de naves e ufonautas em nosso meio. Casos
abrangendo tripulantes ocorrem às dezenas a cada ano,
nas mais remotas regiões do planeta. Um passeio pela
História bíblica e das diversas civilizações
que nos precederam, sem esquecer as mitologias, revela uma
quantidade infindável de ocorrências em que humanos
estiveram frente a frente com criaturas alienígenas.
Conforme o período considerado, tais seres receberam
os mais diversos nomes, desígnios e posições:
ora eram deuses, ora demônios, ou ainda anjos, reis
e virgens, etc. Em realidade, a Bíblia é a maior
fonte de casuística ufológica de contatos de
grau elevado que existe.
Uma rápida olhada em recortes de jornais que dizem
respeito a observações de UFOs, colhidos por
exemplo de dez anos para cá, revela dúzias de
casos que correspondem a genuínos contatos de terceiro,
quarto e quinto graus – e outras dúzias que sugerem
ocorrências e experiências de gêneros diversos.
É assustador o número de contatos desse tipo
surgidos nas últimas décadas, sendo regularmente
registrados por ufólogos de todo o mundo. Os últimos
trinta anos, por exemplo, têm uma importância
máxima para a Ufologia, embora não reconhecida,
e para a Humanidade. Foi durante esse período que ocorreram
experiências sérias e verídicas em que
homens simples ou letrados, dos campos ou das cidades, foram
como que eleitos “representantes da civilização
terrestre” por representantes de outras civilizações
do Cosmos. Um episódio como o conhecido Caso Villas-Boas,
por exemplo, se analisado à luz de verdade alheia aos
interesses políticos e científicos obscuros
das grandes nações, revelaria uma importância
muito maior do que a que lhe é conferida. Nesse caso,
um lavrador, depois advogado e hoje falecido, esteve dentro
de um UFO e lá foi colocado como objeto de experiências
genéticas.
NÚMEROS ASSOMBROSOS – O Brasil
contribui com uma significativa parcela do total de casos
de contatos de graus elevados e ocupa, por isso, uma posição
destacada e respeitada no contexto internacional. Foi em nosso
país que ocorreram os mais surpreendentes casos de
envolvimento direto entre humanos e extraterrestres. Mas mesmo
de posse de um número elevado de fatos, os pesquisadores
destas ocorrências sofrem uma terrível restrição:
apenas uma pequeníssima parcela desses contatos é
revelada por seus protagonistas ou por terceiros. Isso quer
dizer que talvez um número inferior a 10% de todos
os episódios de graus elevados acontecidos no Brasil
sejam conhecidos pelos pesquisadores. Mais: considerando-se
que uma boa quantidade desses casos não é devidamente
publicada ou analisada, chega-se facilmente à conclusão
de que, de todas as ocorrências do gênero acontecidas
no Brasil, temos notícias somente de 5% delas, aproximadamente.
Um cálculo matemático muito simples revela a
extensão desse problema: se são conhecidos cerca
de 300 casos de terceiro, quarto e quinto graus no Brasil,
segundo estimativas do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos
Voadores (CBPDV), e essa quantidade corresponde a apenas 5%
do total, deve existir pelo menos 6 mil casos desconhecidos
dos ufólogos. Há quem afirme que este número
é pelo menos 100 vezes maior! Como é nestes
contatos que residem as respostas finais sobre o fenômeno
ufológico, nós não estamos tendo acesso
a elas por questões puramente técnicas! Considerando-se
que esses casos obedeçam a algum padrão, ou
ainda que estejam ligados entre si, só conseguiremos
ter uma idéia geral da gravidade do quadro se empenharmos
muito mais tempo, esforços e recursos para investigar
a questão – justamente o que os ufólogos
não têm!
Como resultado, durante muito tempo ainda vão ficar
faltando peças importantes para se compor este fantástico
quebra-cabeças. Mas o que fazer para obter essas informações?
Os ufólogos têm que sair à caça
dessas ocorrências e lançar-se sobre elas com
o máximo empenho. Treinamento apropriado em técnicas
de hipnose regressiva seria desejável e altamente recomendável.
Mas o método de localização destes casos
deve ficar mesmo a critério de cada um. Ainda assim,
vale analisar antes as razões que levam à falta
de informações para se considerar quais seriam
os mecanismos adequados para obtê-las, e vários
são os fatores que impedem os ufólogos de conseguir
mais dados sobre contatos de graus elevados.
Primeiramente, muitas vezes a pessoa que viveu uma experiência
do gênero sequer tem idéia do que lhe aconteceu
ou mesmo cultura suficiente para avaliá-la. Noutras
vezes, que não são poucas, testemunhas de contatos
com alienígenas, mesmo sabendo do valor de suas ocorrências,
simplesmente não têm para quem contá-las.
Em numerosos casos, abduzidos e contatados têm tanta
consciência da importância de suas experiências
quanto acesso a pesquisadores da área, mas não
se expõem por receios de várias espécies.
Neste item há de se considerar também que, antes
de narrar suas experiências, algumas testemunhas observam
o procedimento e comportamento da pessoa para quem desejam
contar o fato.
Assim, tanto o rigor exagerado como a pouca seriedade por
parte do ufólogo podem afastar as testemunhas. Existe
ainda um número considerável de ocorrências
que se dão com abduzidos em estado hipnótico,
produzido pelos tripulantes dos UFOs. Embora isso os incomode
e os force a algum tratamento, muitos simplesmente negligenciam
a questão. Por fim, um número potencial de abduzidos
por seres extraterrestres têm envolvimento religioso
demasiado ou posição social delicada, o que
os fazem silenciar sobre suas experiências.
AUSÊNCIA DE CONHECIMENTO – Essas
cinco razões são completamente alheias ao controle
do ufólogo. Porém, outros motivos que contribuem
para a falta de informações dos meios ufológicos
podem pouco a pouco ser modificados, como a ausência
de conhecimento por parte da testemunha da grandiosidade do
fato vivido e também a escassez de ufólogos
para captar seus relatos e canalizá-los para o grande
meio ufológico.
Para as pessoas conhecerem e darem importância à
pesquisa ufológica e às experiências pessoais
em contatos de graus elevados, é necessária
uma campanha nacional de divulgação. Isso deve
ser feito por ufólogos e grupos de pesquisa em suas
respectivas localidades, intensificando-se as palestras, conferências,
debates, entrevistas e conquistas de espaço nos meios
de comunicação. Em cada grupo de pessoas de
determindada comunidade que lê jornais ou assiste a
programas de televisão, onde ufólogos aparecem
com informações sérias sobre o tema,
haverá sempre alguém que, movido ou pela curiosidade
ou pelo desconforto de manter sua experiência em segredo,
ou mesmo pela necessidade de esclarecimento sobre o fato que
vivenciou, deseja maiores informações e está
disposto a vir a público para falar sobre o assunto.
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THIAGO LUIZ TICCHETTI é administrador
de empresas, diretor de traduções da Entidade Brasileira
de Estudos Extraterrestres (EBE-ET) e consultor especial da Revista
UFO. Seu endereço é: SCLN 408, Bloco A, Apto. 224, 70856-510
Brasília (DF). |