Bem
e o Mal na Ufologia
Os cuidados que temos que ter com nossos enigmáticos
visitantes extraterrestres
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Roberto S. Ferreira
Nos meios ufológicos convive-se com informações
incomuns, de diversas naturezas e provenientes de inúmeras
fontes. Alguns desses tipos de dados passaram a ser encarados com
certa naturalidade pelos ufólogos, como os avistamentos e
as ações governamentais de acobertamento. O conjunto
de pessoas que a Ufologia agrega é muito heterogêneo,
variando desde pessoas excessivamente céticas e cientificistas
até outras totalmente iludidas por seitas ufolátricas.
Felizmente, a maioria tem bom senso, mas ainda assim a gama de opiniões
sobre aspectos-chave do Fenômeno UFO é muito ampla
– talvez até demais. Praticamente, a única coisa
em comum entre todos é a crença na existência
dos UFOs – sequer a hipótese deles serem de origem
extraterrestre é unanimidade.
As variedades e nuances de crenças e opiniões são
ainda maiores quanto a temas polêmicos ou pouco abordados,
como as inter-relações entre a Ufologia e a espiritualidade,
abduções e canalizações, só para
citar alguns mais conhecidos. Este artigo trata da questão
do dualismo ou do maniqueísmo na Ufologia, ou seja, a existência
de duas grandes facções em que se dividem as civilizações
que nos visitam. A própria realidade deste dualismo é
muito polêmica, ainda que não devesse. Existem pesquisadores
que consideram os extraterrestres em geral nocivos para a humanidade.
Outros generalizam no extremo oposto, considerando todos os alienígenas
como nossos benfeitores ou até criadores, chegando a negar
fatos como as abduções violentas. A visão de
realidade aqui defendida é coerente com a fenomenologia ufológica
e com os conhecimentos espirituais sobre o universo atualmente existentes.
Uma parte desses conhecimentos tem origem antiga – como as
escrituras sagradas de algumas religiões –, mas há
outros mais recentes, obtidos através de interações
com entidades espirituais de alto nível.
A origem do dualismo — Nosso planeta é
visitado por dezenas de diferentes civilizações, conforme
evidencia a variabilidade da tipologia dos tripulantes de UFOs observados.
É natural imaginar que esse conjunto de povos também
comporta uma vasta gama de interesses com relação
à Terra e à humanidade. Isso se reflete em seu comportamento,
pelo qual a literatura ufológica costuma dividi-los em nocivos,
benévolos e indiferentes ou neutros. O estudo das escrituras
sagradas e de outros antigos conhecimentos indica que nossa galáxia
vive uma grande guerra há muito tempo. Esse enorme conflito
tem sérias implicações para a região
que ocupamos no espaço, e teria origem naquilo que é
conhecido como “a grande rebelião”, ou “rebelião
de Lucifur” (não confundir com Lúcifer). Deixando
de lado os detalhes, que variam conforme os textos e as interpretações,
pode-se dizer que essa revolta ocorreu como reação
ao estabelecimento de um novo projeto por parte de altas entidades
espirituais sob ordem de Deus.
Esse plano teria estreita relação com nossa humanidade,
na medida em que previa a criação de um ser superior
que evoluiria para a perfeição a partir da vida física.
Essa revolta seria a origem do mal como o conhecemos. Assim, ele
não é intrínseco à manifestação
do bem, como querem crer alguns. O mal e o bem não são
duas faces de uma mesma moeda. O maniqueísmo não é
necessário para a existência do bem. Na verdade, o
estado natural do universo é de amor e paz infinitos e evolução
constante. Também não é correta a noção
de que o dualismo seria uma criação abstrata do homem,
e que alienígenas estão acima do bem e do mal, não
sujeitos a esse nosso suposto conceito ingênuo.
No caso da Terra, com o desenrolar local do projeto e em face da
rebelião, era necessário chegar a uma raça
que fosse capaz de atingir o objetivo de ascensão, mesmo
sujeita às limitações causadas pela dominação
dos chamados “anjos caídos”. Com o decorrer da
luta, as forças negativas foram sendo expulsas para regiões
periféricas da galáxia, enquanto também se
barrava seu acesso a dimensões mais elevadas de existência.
Nosso Sistema Solar situa-se distante do centro da Via Láctea,
numa de suas espirais – e está ainda sujeito à
influência desses rebeldes. Assim, nosso planeta é
visitado por entidades integrantes dos dois lados em conflito: os
seres ditos positivos, que seguem a vontade do Criador, coordenados
e orientados por altas hierarquias suprafísicas ou ultraterrestres,
e os seres negativos ou “caídos”, que tentam
manter seu controle e hegemonia nestas regiões, incluindo
a escravização espiritual desta e de outras humanidades.
Nesta ótica, não sobra espaço para a existência
de civilizações independentes – todas estão
ou estarão em breve alinhadas com um dos dois lados.
Alienígenas e proteção —
As características claras do comportamento dos seres negativos
para conosco são evidentes a partir do contato direto como
eles, como nas abduções e em algumas canalizações.
Eles demonstram total desrespeito ao nosso livre-arbítrio,
prática de manipulação mental, vampirismo energético,
coação, desencaminhamento espiritual, divulgação
de falsas escrituras, violação, roubo de corpos etc.
Por outro lado, as entidades físicas e espirituais fiéis
a Deus respeitam a individualidade e nosso crescimento como civilização,
buscando nos ajudar – ainda que, por causa da situação
reinante por aqui, o intercâmbio seja muito restrito devido
às nossas limitações de consciência e
ao bloqueio de nossas capacidades inatas de comunicação,
numa espécie de quarentena existente há milênios.
O que está ocorrendo é uma batalha ampla e ininterrupta
pela alma humana. Está em jogo o futuro da humanidade, relativo
ao que ela tem de mais valioso: sua capacidade de ascender a níveis
superiores de existência, conforme o projeto divino que o
outro lado busca sabotar. Estudando-se as profecias, conclui-se
que a Terra formará, com outros mundos em semelhante estado,
o palco final dessa guerra. Esse conflito parece ser citado em Apocalipse
12,7, correlacionado ao texto bíblico Daniel 12. Dentro desta
grade de realidade não é difícil identificar
tipos de extraterrestres, conhecidos na casuística, como
sendo negativos. Os reptilianos e cinzas [Grays] são casos
óbvios, ainda que venham fazendo ações de propaganda
tentando mostrar-se amigos da humanidade, enquanto disseminam sua
versão infame da nossa criação e do ordenamento
do universo, incluindo a negativa da existência de Deus.
Essa “propaganda de guerra” inclui a propagação
na mídia de imagens estilizadas desses extraterrestres, programação
de abduzidos para os defenderem em público e disseminação
de mensagens canalizadas em que se colocam como libertadores –
enquanto caluniam ou fazem-se passar por seres de Órion ou
das Plêiades, por exemplo. É sabido que raças
extraterrestres fizeram experimentos genéticos com o ser
humano em eras passadas, resultando em desastres como o dos gigantes
gerados pela hibridização com os chamados “filhos
de Deus”, citado no Gênesis e no Deuteronômio
bíblicos. Essas alterações tiveram que ser
corrigidas pela chamada Hierarquia. Assim, ETs que alegam ser criadores
do ser humano aproveitam uma meia verdade para negar nossa imagem
e semelhança para com o Pai, tentando reduzir a criação
a simples experimentos genéticos. Seu propósito é
confundir, enganar e desviar.
Comandantes de frotas — Por outro lado,
seres que interagiram com o homem na Antigüidade e fizeram
se passar por deuses, gerando a mitologia clássica e as de
outras regiões do planeta, retornam agora como belos “comandantes
de frotas estelares”, prometendo uma falsa salvação,
uma falaciosa ascensão para a quarta dimensão –
bem diversa da verdadeira, prometida em escrituras sagradas. Mas
a aparência física de nossos visitantes não
pode ser tomada como parâmetro único em sua classificação.
Ainda que algumas raças tenham aspecto grotesco devido a
uma milenar degeneração ocorrida em razão de
sua queda espiritual, há seres negativos que ainda mantêm
forma adâmica, apesar de sua incapacidade atual de reproduzi-la.
Daí, talvez, a existência de relatos de abduzidos que
alegam ter visto a bordo de UFOs seres humanos junto de cinzas,
os chamados tipo alfa, por exemplo – além dos casos
em que parece haver envolvimento de militares terrestres. Faz-se
a ressalva, claro, de que há várias civilizações
adâmicas positivas que estão nos visitando, além
de outras humanóides.
Esses extraterrestres negativos e com aparência humana são
particularmente perigosos, porque iludem mais facilmente as pessoas
com as quais mantêm contato – juntamente com outros
que usam camuflagens, escondendo sua verdadeira forma. Por isso
é fundamental, em qualquer tipo de interação
com aliens, empregar-se algum meio de proteção psíquica
ou mental. Isso vale tanto para contatos físicos –
como as abduções – quanto para encontros em
estados alterados de consciência, canalizações
e assemelhados.
Existe um código, um mantra ou nome sagrado que funciona
para estas aplicações, além de muitos outros.
Ele é citado em Isaías 6,3 e Apocalipse 4,8-11, como
sendo cantado ou vibrado ininterruptamente na presença do
Criador: Kodoish, Kodoish, Kodoish, Adonai Tsabaioz [Palavras obtidas
por transliteração do hebraico]. O mantra significa
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus das Legiões (ou
dos Exércitos). Este código deve ser usado em todo
tipo de contato com outras inteligências, incluindo extraterrestres.
Funciona como uma saudação superior, quando pronunciado
no encontro com seres positivos, e age como proteção
na presença de negativos, na medida em que estes não
conseguem suportar o tipo de energia gerada, quando entoada por
um ser humano.
A missão dos ufólogos — Durante
as últimas décadas, as principais responsabilidades
da comunidade ufológica foram a investigação
da casuística e a conscientização da sociedade
quanto à materialidade do Fenômeno UFO. Mas a pesquisa
convencional só permite especular a respeito das intenções
dos extraterrestres e os objetivos de suas pesquisas em nosso meio.
Atualmente, porém, as demandas são maiores e mais
complexas. Como cidadãos planetários, temos o direito
de saber o que querem e o que fazem aqui. É errônea
a noção propagada por alguns de que não nos
caberia – ou não nos seria possível –
chegar a tais dados, em face de uma suposta grande inferioridade
evolutiva ou de grau de inteligência em relação
aos nossos visitantes. Passa da hora, então, de os pesquisadores
irem além do tradicional na procura por respostas. A Ufologia
tem que ser encarada como um inquérito, no qual se busca
uma solução – e não como uma ciência,
como se a fenomenologia fosse continuar indefinidamente e tivéssemos
todo o tempo do mundo para compreendê-la. Obviamente, os procedimentos
de análise científica são muito bem-vindos,
mas não devemos nos restringir a eles.
Considerando a insistência da casuística, comentários
vazados da comunidade internacional de inteligência [Espionagem],
inúmeras canalizações e até profecias,
sabe-se que haverá um dia não muito distante em que
algumas das civilizações que nos visitam se mostrarão
abertamente a nós, possivelmente com suas naves sobrevoando
as grandes cidades simultaneamente. Aqui se torna vital compreender
que essa aparição pública poderá ser
feita por seres de uma ou de ambas as facções –
negativos ou positivos. Os negativos necessariamente tentarão
posar de amigos da humanidade, já que lhes interessa mais
a manutenção de sua influência sobre a consciência
das pessoas do que uma conquista bélica para exploração
de nossos recursos naturais. Mesmo assim, sua aparição
poderia ser considerada uma guerra de conquista, ainda que de almas
e não de territórios.
Então, seria o momento da mais importante missão dos
ufólogos: ajudar a população a discernir a
índole dos visitantes. E para isso, será necessário
compreendê-los, antes de difundir qualquer informação.
E sem uma preparação espiritual isso não será
possível, pois dada a inteligência e argúcia
dos extraterrestres negativos, apenas o conhecimento científico
e a inteligência racional não seriam suficientes para
evitar-se manipulações. Se nada disso for feito, então
todos esses anos de pesquisa ufológica se tornarão
automaticamente obsoletos – correndo risco de serem descartados
– no momento em que os extraterrestres surgirem às
claras. Além disso, o caminho ficará aberto para todo
tipo de aproveitador da Ufologia poder falar o que quiser, servindo-se
do entusiasmo ou da histeria de milhões.
Se a Ufologia permanecer sem maiores preocupações
com o que virá depois que a humanidade em peso souber da
realidade das visitas extraterrestres, também haverá
a possibilidade dela acabar por ter apenas servido para preparar
miríades de seguidores de uma religião falsa trazida
por alienígenas usando um fantoche para simular o retorno
de Jesus. A diferenciação poderá ser feita
com a análise do que os visitantes dirão, já
que dificilmente cometerão deslizes públicos de comportamento.
Não são em absoluto confiáveis seres que negam
a existência de Deus, que subvertem a origem divina de Jesus
ou dizem que ele mudou de nome e está na nave capitânia
deles. Como não serão confiáveis os visitantes
que se mostrem publicamente como nossos criadores, fazendo apologia
de manipulações genéticas como forma de evolução
física ou mental e negando a verdadeira evolução
espiritual.
Programa de hibridização —
Também temos que estar alertas para aqueles que procurarem
nos impor quaisquer comportamentos ou conceitos, ou mesmo que pedirem
nossa colaboração num programa de hibridização
para gerar uma raça que seria a única capaz de resistir
às mudanças futuras no planeta. Como se pode constatar,
há indícios muito subjetivos – e outros mais
específicos – para definir quem é quem. Outra
forma de reconhecimento de entidades não comprometidas com
nosso desenvolvimento, desta feita para uso mais direto, será
o emprego de códigos como o Kodoish. É fundamental
que cada um, em contatos pessoais com outras inteligências,
e principalmente naquele momento crucial de sua manifestação
pública, saiba ouvir sua essência, sua consciência
interna. É imprescindível que cada pessoa ore conforme
sua fé, pedindo discernimento, e que use a razão e
conhecimentos como esses para conseguir diferenciar sabiamente.
Por seu turno, entidades positivas respeitam nosso livre-arbítrio
e não interferem no comportamento de outrem. Não realizam
abduções forçadas nem exames físicos
dolorosos, mesmo porque já conhecem muito bem nossa fisiologia.
Também não fazem experimentos genéticos conosco
e não pro curam impor suas versões de compreensão
de Deus e da criação, assim como do funcionamento
do universo. E nem se colocam como criadores ou salvadores da humanidade,
mas sim como nossos irmãos. Só o tempo dirá
como e quando haverá o contato maciço de nossa civilização
com ETs. Mas desde já é necessário multiplicar
a noção da inevitabilidade desse evento, como também
o discernimento dos riscos que correremos com uns e as maravilhosas
interações que auferiremos com outros.
““A
busca de respostas para o Fenômeno UFO esbarra num paradigma:
quanto mais você encontra respostas, mais elas te remetem
para novas buscas, e assim por diante”
- J. Victor Soares, pioneiro e veterano ufólogo açoriano
radicado no Rio Grande do Sul
“Extraterrestres negativos e com aparência
humana são particularmente perigosos, porque iludem
mais facilmente as pessoas com as quais mantêm contato.
E fazem isso juntamente com outros que usam camuflagens, escondendo
sua verdadeira forma”
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ROBERTO S. FERREIRA é engenheiro civil,
cruzadista profissional, ufólogo e consultor da REVISTA UFO.
Seu endereço é: Rua Mandaguari 385, Jardim Bom Clima,
07122-110 Guarulhos (SP).
Seu e-mail é roberto72@uol.com.br.
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