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Misteriosa arte cósmica nas plantações da Inglaterra

O fenômeno dos círculos continua rompendo fronteiras e chega ao Brasil, evidenciando mensagens não-humanas

Wallacy Albino

A cada ano o fenômeno dos círculos ingleses se torna mais complexo e extraordinário. Apesar da incessante pesquisa e busca por uma resposta definitiva, sempre nos deparamos com o inexplicável e indecifrável mistério sobre sua origem. Mensagens enviadas por deuses, obras de arte da natureza ou simplesmente uma brincadeira dos ETs? Inúmeras hipóteses surgiram sobre o suposto significado e a autoria desses sinais que, com o passar do tempo, atingiram complexidade impressionante. Uma delas supunha que os desenhos seriam formados por pequenos redemoinhos causados por ventos em condições peculiares. Outra teoria, apresentada por cientistas, se referia a uma energia incomum liberada do interior da Terra que, de forma espiralada, causaria tal efeito nas plantações quando em contato com a atmosfera. Outras suposições, absurdas, alegam ainda que nosso planeta seria um ser vivo e estaria tentando se comunicar conosco, mostrando através desses desenhos que o ser humano precisa urgentemente preservar a natureza. Há ainda os que acreditam que os círculos possam ser provocados por helicópteros voando de cabeça para baixo, erupções subterrâneas de gases e até mesmo que sejam conseqüência do buraco na camada de ozônio ou manifestações do fenômeno Poltergeist. Estas são tentativas de conferir ao assunto um caráter meramente natural e explicável.

Entretanto, com a freqüência do surgimento destes sinais – não somente na Inglaterra, mas também na Alemanha, Holanda, República Tcheca, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Rússia, México e Brasil –, comprovou-se que os misteriosos desenhos jamais poderiam ser criados por seres humanos, tamanha a perfeição com que se apresentam. No início do fenômeno, princípio da década de 80, algumas pessoas acreditavam que os círculos poderiam ser marcas de pouso de discos voadores, mas as plantações onde apareciam não ficavam queimadas nem amassadas, coisa muito comum nos chamados ninhos de UFOs [Marcas de aterrissagem de naves]. Alguns desenhos, inclusive, surgiram abaixo de redes elétricas sem que danificassem as fiações, o que certamente prejudicaria o pouso de uma nave...

O que reforçou a hipótese extraterrestre da origem dos desenhos e despertou o interesse da maioria dos ufólogos, no entanto, foi a crescente quantidade de depoimentos de testemunhas sobre a observação de discos voadores nos locais de maior incidência do fenômeno – além de várias fotos e filmagens de sondas ufológicas sobrevoando as plantações – principalmente as de trigo, cevada e cânola [Um tipo de cereal usado para extração de óleo base para a produção de margarina]. As filmagens são feitas geralmente nas noites que antecedem o aparecimento dos estranhos sinais. Isso nos possibilita concluir que se não forem essas sondas que estão de alguma maneira formando aqueles desenhos nas plantações, ao menos estão interessadas neles e cada vez mais se aproximam para observá-los de perto. Sob o ponto de vista místico, alguns acreditam que as figuras geométricas seriam criadas por ondas com freqüências que poderiam ser moduladas e alteradas, além de possuir inteligência. Estariam sendo enviadas à Terra em seqüência, formando uma rede inteligente ao redor do planeta, que seria útil na evolução e conscientização da Humanidade. De acordo com essa corrente de pensamento, os círculos existiriam para impor uma mudança em nossa realidade, nos fazendo sentir ao invés de pensar os acontecimentos.

Os misteriosos círculos puderam ser constatados desde o início da década de 80, e ocorriam principalmente em plantações de cereais no interior da Inglaterra. Essas primeiras formações foram evoluindo gradualmente numa espécie de linguagem cósmica. No início, eram em formato circular, o que, aliado à localização, deu origem ao nome. Mas com o passar do tempo foram sendo aperfeiçoadas por seus misteriosos criadores, podendo-se constatar círculos concêntricos, com esferas e tracejados, além de diversos outros formatos como em espiral, triangulares e quadrados. Numa analogia interessante, é como se os misteriosos artistas cósmicos – talvez seres extraterrestres – estivessem nos enviando uma mensagem seriada, cuja complexidade aumenta a cada dia e nós sequer estamos perto de decifrá-la. Em alguns casos extremos foram encontrados desenhos compostos por mais de 200 figuras geométricas perfeitamente dispostas, com aproximadamente 300 m de comprimento. Pesquisadores e ufólogos dedicados ao tema [Já chamados de circólogos] estudam tais casos e a cronologia do surgimento das figuras com o objetivo de compreender seu real significado e o que nos dizem, embora até hoje não possam afirmar como, por quê e para quê são feitos.

Monumentos de Pedra - As regiões sul e sudoeste da Inglaterra ainda são as áreas de maior incidência do fenômeno, principalmente nos condados de Wiltshire, Hampshire e nas regiões próximas a Stonehenge, monumento de pedra disposto em círculo que, segundo arqueólogos, teria sido construído dois mil anos antes do nascimento de Cristo e constituiria expressivo sítio arqueológico da região. Astrônomos atestaram que as pedras lá fincadas funcionam como laboratórios precisos para medição e observação de estrelas. Para muitos ufólogos, seriam sinal de alguma civilização antiga ou extraterrestre, com o objetivo de imortalizar as formações circulares. Já nas plantações da região é possível observar o fenômeno principalmente nos meses de abril a agosto, quando se dá o verão europeu e as enigmáticas figuras se proliferam em todos os cantos, de uma hora para outra e no mais absoluto silêncio. Posteriormente, descobriu-se que algumas foram forjadas com o objetivo de desmoralizar os ufólogos e questionar a seriedade de seu trabalho. Grupos de pessoas chegaram a competir na elaboração dos desenhos mais intrigantes e bonitos, que obviamente não chegaram nem perto da perfeição e complexidade dos verdadeiros.

Na época, década de 80, os fazendeiros da região, revoltados com os prejuízos em suas plantações, provocados pelos círculos e por inúmeros curiosos que invadem as fazendas para observá-los, processaram o governo britânico alegando que os misteriosos sinais teriam sido feitos pela Real Força Aérea Inglesa (RAAF), que negou sistematicamente ofereceu um prêmio em torno de um milhão de libras esterlinas [Aproximadamente 3,3 milhões reais] a quem descobrisse a autoria das figuras. Surgiu, então, uma avalanche de supostos autores tentando produzir aqueles misteriosos círculos, dentre eles a famosa dupla de sexagenários aposentados de Preston Highs, Doug Bower e Dave Chorley, que afirmaram publicamente serem os responsáveis pelos misteriosos círculos. Eles fizeram algumas demonstrações perante a Imprensa e curiosos, mas conseguiram produzir somente algumas circunferências pequenas, visivelmente toscas e muito singelas. Além deles, surgiram outros grupos de prováveis autores, que até hoje ainda não conseguiram provar como teriam feito esses desenhos – e quando tentam fazê-lo, não podem ser comparados em simetria, dimensão e complexidade com os círculos naturais. Estima-se que pelo menos 30% dos círculos encontrados sejam grosseiramente falsificados, muitos, inclusive, deixam visíveis marcas de pegadas e outros vestígios que comprovam sua adulteração. A incidência dos círculos passou a ser tão intensa que os fazendeiros da região foram obrigados a desenvolver técnicas diferenciadas de colheita, pois caso contrário teriam muito prejuízo. “Já não basta essas figuras estarem nos aborrecendo e destruindo nossas plantações? Agora ainda temos que aturar os curiosos que invadem nossas propriedades para vê-las e estragam quase tudo que sobra”, desabafou John MacClutten, dono de uma fazenda que recebe de 10 a 15 círculos todos os anos.

Prefácio de Curiosos - Estudiosos dos fenômeno garantem, no entanto, que ao investigar os novos círculos se esforçam para não destruir as plantas que estão intactas. “Lamentamos a perda dos fazendeiros, mas o fenômeno deve ser investigado custe o que custar”, ressaltou Robin Cole, presidente do grupo Circular Fórum e um dos mais experientes circólogos do mundo. Alguns fazendeiros chegaram a uma solução para o problema cobrando uma espécie de pedágio para que curiosos e estudiosos no assunto entrem em sua propriedade, que pode variar de 1 a 10 reais – dependendo da complexidade da figura e da quantidade de pessoas que deseja vê-la. Com isso, é possível encontrar fazendeiros que ganham mais dinheiro com os misteriosos desenhos em suas propriedades do que com suas atividades habituais, até porque 90% dos círculos autênticos aparecem quase sempre nas mesmas áreas, todos os anos.

Atualmente, surgem cerca de 500 figuras desta ordem por ano, o que totaliza mais de 10.000 mil figuras catalogadas desde o início do fenômeno até o presente. Alguns pesquisadores se basearam em fenômenos naturais para desvendar o mistério, e é desnecessário dizer que nenhuma entre todas as alegações explicava completamente o enigma dessas impressionantes figuras, que continuam surgindo e desafiando a mente humana. Os desenhos tornaram-se complexos e enigmáticos e, a cada nova formação, fica mais evidente que realmente existe alguma inteligência por trás do mistério. Um dos fatos mais intrigantes ocorridos nas plantações é que os caules das plantas não são amassados, quebrados e nem queimados. Eles simplesmente são dobrados em suas juntas de dentro para fora, como se estivessem passado por um efeito semelhante ao de microondas. Mesmo depois de inclinados continuam se desenvolvendo normalmente, e suas juntas se apresentam inchadas, como se tivessem sido aquecidas ou submetidas a uma intensa onda de energia. Alguns pesquisadores afirmam que para se dobrar as hastes dos cereais sem danificá-las, exatamente como ficam, essas plantações deveriam ser expostas a ventos fortíssimos durante um longo período de tempo, o que não é o caso, pois tais ventanias não são observadas pelos moradores da região afetada.

As hastes, apesar de entortadas, continuam se desenvolvendo e os cereais achatados chegam a formar algumas faixas em sentidos opostos, o que confere a algumas figuras a impressão de um desenho em terceira dimensão, em alto e baixo relevos, principalmente para aqueles que sobrevoam as figuras para registrar e apreciar sua beleza. Os cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais rápido no interior dos desenhos do que aqueles dobrados mais próximo das bordas. Análises realizadas nas sementes dos cereais do interior dos círculos mostraram que, apesar de assumirem uma aparência muito enrugada, o que não ocorre com as sementes de fora dos desenhos, sofrem uma espécie de super adubação e chegam a germinar até 40% mais cedo do que as sementes do lado externo das figuras. Uma análise microscópica mostrou que as células das plantas do interior dos desenhos também sofrem significativas alterações, não somente no formato, como também geneticamente. Teríamos aqui alguma relação com os alimentos transgênicos [Modificados geneticamente]? Muitas ficam mais esticadas, distorcidas e espaçadas entre si, o que comprova o aquecimento dessas sementes durante a formação da figura, talvez exposta a algum tipo de radiação. Vários testes também foram efetuados nos caules e sementes de círculos forjados propositadamente, mais nenhuma dessas alterações foi encontrada.

Quase todos os desenhos surgem durante a noite nos campos de cereais, em meio ao silêncio e a escuridão. Muitas vezes, pessoas que acampam nos locais de maior incidência, na expectativa de registrar a formação de uma dessas figuras, acabam se frustrando por passar a noite em claro sem conseguir testemunhar qualquer sinal diferente de luz ou som. Alguns se surpreendem ao ver, com o clarear do dia, que a poucos metros de onde estavam acampados surgira um desenho misteriosamente, como se tivesse sido feito por algum tipo de energia invisível ao olho humano. Diversos pesquisadores buscam exaustivamente interpretações para o significado dessas figuras, alguns relacionando os desenhos a símbolos matemáticos, outros aos sistemas astronômicos, além de compará-los à simbologia de civilizações antigas – como os persas, druidas, romanos, celtas, egípcios, etc. Contudo, somente conseguem encontrar uma pequena quantidade de desenhos e figuras fundamentando sua teoria, o que mostra que uma definição e conclusão para o mistério sobre como e porque são feitos os círculos ainda estão longe de acontecer.

Fenômeno Secular - Os desenhos têm origem bem mais complexa e inusitada do que possamos imaginar. Documentos históricos fazem referências a estranhos fenômenos semelhantes aos sinais encontrados nas plantações há muitos séculos. Alguns estudiosos ingleses encontraram na capa de um tablóide londrino datado de 22 de agosto de 1678 uma narrativa que faz menção à lenda do Demônio Ceifador, relatando a existência de misteriosos círculos nas plantações inglesas já naquela época. Os fazendeiros da região atribuíam sua autoria a uma entidade que, segundo eles, ceifaria as plantações durante a noite. O resultado desse feito, apresentado nos registros antigos, é muito semelhante aos círculos encontrados na Inglaterra e, atualmente, em outras regiões do mundo.

Apesar do governo inglês não se manifestar sobre o mistério, já investiu recursos em pesquisas para desvendar o fenômeno, embora não tenha divulgado qualquer informação ou chegado a alguma conclusão que tenha se tornado pública. Atualmente, ainda é comum aos moradores locais a observação de helicópteros negros sobrevoando as plantações onde surgem esses desenhos. O príncipe Charles, inclusive, teria pedido ao Departamento de Ciência e Tecnologia britânico para que fosse constantemente informado de todas as descobertas obtidas em pesquisas sobre o assunto. Entretanto, até hoje não foi a público se manifestar a respeito e dizer se o dinheiro investido nas investigações surtiu efeito de alguma forma. Proprietários de terras e interessados no assunto também debatem a possibilidade de que os círculos possam afetar de alguma forma os animais próximos a eles. Em 21 de agosto de 1988, por exemplo, o senhor J. C. Belcher observou que as ovelhas de sua propriedade, localizada no condado de Yorkshire, formavam dois círculos simétricos no meio do pasto. “Parecia que alguma radiação misteriosa estava sendo emanada de cima ou debaixo da pastagem”. Alguns moradores do local também afirmam que seus cães ficam extremamente agitados nas noites em que surgem as figuras nas plantações, além de ter sido constatado que os gansos aparentemente evitam sobrevoar os locais onde existem tais desenhos. No mês de junho de 1990 foi organizada uma expedição de dez dias para procurar círculos entre as localidades de Silbury Hill e Wansdyke.

Os integrantes da expedição ouviram uma série de zumbidos, semelhantes ao som de abelhas, que misteriosamente vinham do interior das plantações. No dia 12 de julho de 1990 surgiu um extraordinário pictograma em uma plantação de trigo abaixo de Adams Grave, em Alton Barnes, uma região de altíssima incidência dos círculos à aproximadamente 150 km de Londres. Essa gigantesca e espetacular figura media 130 m de comprimento, e um morador que reside a menos de um quilômetro do local declarou ter ouvido um estranho zumbido no meio da noite, no mesmo instante em que todos os cães da vila começaram a latir.

Em uma madrugada de julho de 1991, a pesquisadora Rita Gold e outros investigadores do fenômeno – durante uma vigília que faziam em um campo próximo a pequena Alton Barnes – puderam observar por volta das 03h00 uma coluna branca bastante luminosa que desceu lentamente de uma nuvem em direção a uma colina próxima do local. A luminosidade envolveu todo o cume do morro, que tem aproximadamente 240 m de diâmetro, e depois desapareceu repentinamente. O acontecimento não deixou qualquer vestígio que pudesse ser encontrado durante o dia no alto da colina. Outro caso interessante ocorreu na noite de 23 de julho do mesmo ano, após o aparecimento de um estranho pictograma – como também são chamados os círculos. Dias após o aparecimento do desenho, um jovem com um detector de metais encontrou três moedas muito antigas, uma de ouro, outra de prata e uma terceira de bronze, enterradas no interior da figura. O mais estranho é que nessas moedas estava esculpido o mesmo desenho surgido na plantação. A análise das moedas constatou um elevadíssimo grau de pureza nos metais, algo praticamente impossível de se conseguir na época em que haviam sido cunhadas.

Sem respostas óbvias - Belas e intrigantes, essas inexplicáveis figuras também puderam ser encontradas no Brasil nos últimos anos. No dia 03 de dezembro de 1996, por volta das 17h00, dois agrimensores que não quiseram se identificar encontraram em um charco, à 100 m da Escola de Especialistas da Aeronáutica, na cidade de Guaratinguetá (SP), uma circunferência simétrica com cinco metros de diâmetro, em uma área pantanosa. A vegetação estava dobrada no sentido horário e os filetes do capim não estavam quebrados. Houve também um crescimento repentino na borda do círculo, formando uma franja de aproximadamente 30 cm ao seu redor. Este caso foi pesquisado pelo ufólogo Walter de Oliveira, do Grupo União das Forças Ostensivas de Lorena (UFOL). Duas noites anteriores ao surgimento da figura foram observadas luzes alaranjadas pelos moradores locais, provavelmente sondas ufológicas sobrevoando o local. Em exames preliminares, o professor de Ciências Agrárias Valdinei José Paulino descartou a hipótese de se tratar de uma formação natural. Após o fato, foi construído um muro separando a área militar do aeroclube local, e o charco foi aterrado para a construção de uma estrada, descaracterizando a região onde surgiu a marca.

A freqüência com que os círculos aparecem e sua diversidade nos provam que o enigma sobre sua origem e significado persiste, intrigando especialistas, ufólogos e até mesmo céticos, que igualmente buscam uma resposta para o fenômeno. Talvez no dia em que se comprovar o real envolvimento de seres extraterrestres com essas figuras, elas se tornem mais importantes do que fotos de discos voadores. Estas apenas provam a existência dos UFOs, hoje inquestionável, enquanto os círculos demonstram sua inteligência, habilidade e tentativa de nos enviar mensagens, interagindo conosco. Infelizmente, até o momento, de maneira incompreensível.

Círculos misteriosos também na Rússia

Equipe UFO

Em junho de 2000 os fenomenais círculos nas plantações também puderam ser vistos no sul da Rússia, deixando evidências muito semelhantes às constatadas na Inglaterra. Um fazendeiro da vila de Yuzhnoye – região do território russo Stavropol – chamou os policiais locais quando encontrou estranhas marcas em seu campo de cevada, suspeitando que fossem ataques de vândalos destruindo sua propriedade. Já outros proprietários de terras da região afirmam que o fenômeno possa ter alguma ligação com extraterrestres, pois na noite em que os desenhos apareceram viram algo muito estranho pousar na plantação, levantando vôo cerca de alguns segundos depois. Os policias ficaram intrigados com as características incomuns das marcas encontradas. Um exame mais apurado, feito no local, revelou quatro círculos distintos – um de 20 m de diâmetro no centro e três exteriores, de cinco e sete metros de diâmetro cada. A plantação curiosamente tinha sido achatada em sentido horário.

Os representantes do Conselho de Segurança de Stavropol foram até o campo de cevada e recolheram depoimentos dos moradores e material da vegetação e do solo. Não encontraram qualquer vestígio de radiação ou produtos químicos. Vasily Belchenko, um dos membros do Conselho, acredita que os entrevistados realmente estejam falando a verdade. “Não há dúvidas de que isso jamais poderia ser feito por humanos, muito menos que possa ser qualquer obra de vandalismo”, disse. “Um objeto desconhecido realmente aterrissou no local das marcas, usando obviamente um princípio de pouso ignorado pelas técnicas humanas”, acrescentou. Todos os relatos indicam que o intervalo entre a descida do objeto voador na cevada e sua decolagem ocorreu em frações de segundos e realmente não poderia ter sido algo pertencente à tecnologia terrestre.

Um furo cilíndrico de 20 cm de profundidade e bordas lisas também foi encontrado na plantação, próximo ao centro do círculo maior. A complexidade do fenômeno e a analogia com os famosos círculos ingleses chamaram a atenção da Imprensa, e a tevê estatal russa divulgou o caso com filmagens na região. A reportagem sugeria que uma nave alienígena teria pousado num campo de cevada na vila Yuzhnoye que a intenção de seus tripulantes seria colher amostras do solo terrestre para futuras análises em seu planeta. Os fazendeiros da vila procuram entender quais as intenções dos alienígenas com esses desenhos, mas apesar de alguns especialistas terem analisado o local criteriosamente, nenhuma conclusão foi obtida.


Sinais enigmáticos descobertos também no Brasil: Misteriosas marcas semelhantes à inglesas são encontradas em plantações no Ro de Janeiro

Equipe UFO

Em maio de 2000 estranhas formações circulares surgiram nos canaviais das propriedades rurais de Campos dos Goitacazes, no norte do Rio de Janeiro, levando os estudiosos a imaginarem que tivessem ligação com o enigma nas plantações inglesas. O cultivo de cana-de-açúcar é muito comum na região e os proprietários de terras não têm qualquer explicação para os desenhos que estão se formando da noite para o dia em suas colheitas. Algumas suposições para o fenômeno já foram descartadas, como por exemplo a de que poderiam ser marcas provocadas pela irrigação de um pivô central, pois esse tipo de aparelho não é utilizado na área – e nos locais onde é empregado não foram encontrados tais círculos. Outra idéia é a de que as marcas seriam causadas pela ação de pragas nos canaviais, mas a perfeita simetria com que foram feitas contraria essa hipótese.

O professor e físico da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e presidente do Clube de Astronomia local, Marcelo Oliveira, está preparando uma análise aprofundada sobre o caso. Juntamente com sua equipe de pesquisadores vai recolher e analisar as amostras do solo onde as evidências foram encontradas, para verificar a existência de alterações biológicas ou substâncias incomuns na terra. Alguns círculos estão sendo observados, inclusive, nas áreas onde a vegetação já não existe mais, isso porque no local das marcas o terreno apresenta uma coloração desigual. O piloto de ultraleve Marco Antonio, que realiza vôos diários em suas reportagens para a rádio Litoral FM, do município, foi o primeiro a constatar as formações incomuns na vegetação. Ele verificou que no intervalo de um dia para outro os desenhos surgiram sem qualquer explicação. A área onde o fenômeno pode ser observado tem mais de 60 km2, uma extensão tão absurda que chega a atingir propriedades distintas.

Nos locais das marcas a terra se tornou incomumente improdutiva, ao contrário do que ocorre nos círculos ingleses, onde continuam a manter bons níveis de fertilidade. Alguns moradores do Jardim Aeroporto, bairro afastado do centro urbano de Campos, afirmam que viram luzes estranhas sobrevoando a cidade durante a noite, mas nenhum depoimento pôde comprovar uma relação imediata com as estranhas formações circulares – como no caso russo [Veja Box na matéria]. O caso foi divulgado na rádio Litoral e os círculos se tornaram conhecidos por grande parte da população. Atualmente, existe até uma rota aérea que permite aos turistas visualizarem todos os desenhos em um único vôo.

À frente das investigações está o publicitário e radialista João Oliveira, um entusiasta da Ufologia que quer uma resposta para o mistério. Oliveira, no intuito de descobrir formações similares em outras regiões do Estado do Rio de Janeiro, publicou na Internet diversas fotos dos círculos encontrados em Campos dos Goitacazes, as quais podem ser encontradas em sua homepage www.joaooliveira.com.br. “Vamos investigar o enigma a fundo, até encontrarmos uma explicação convincente”, declarou à Revista UFO.



Opinião de ufólogos e especialistas

Equipe UFO

Os círculos encontrados nas plantações, tanto no Brasil quanto na Inglaterra, Rússia etc, têm dividido opiniões em busca de uma resposta para o fenômeno. Em todos os locais onde surgiram foram realizadas várias análises do solo, da vegetação e das condições gerais do ambiente, constatando-se algumas vezes radiações no terreno e, curiosamente, a improdutividade das terras afetadas em certas regiões – além de super adubação em outras. Mas o que realmente intriga os pesquisadores é a simetria com que os desenhos são feitos e a forma com que as hastes dos cereais são dobradas, sem apresentar qualquer danificação. O ufólogo Lafayette Cyríaco acredita, com base em suas pesquisas em Campos do Goitacazes (RJ), que os círculos foram feitos por sensores enviados por discos voadores, pois em uma das áreas estudadas encontrou um pequeno índice de radiação. Utilizando o contador Geiger – aparelho que mede a intensidade da radioatividade – registrou 0,4 roentgen (unidade de medida) em uma escala de 0 a 10. Apesar desses resultados, o ufólogo continuará fazendo outras análises. “Existe um tipo de adubo que contém a substância Natrium Phofoni Kalium, que possui uma pequena quantidade de radiação. Mas pode ser também que o material seja algum elemento de outro planeta”, sugeriu Lafayette.

Uma outra posição diante do fenômeno dos círculos de Campos de Goitacazes é a do agrônomo Hamilton Jorge de Azevedo, que também esteve no local realizando estudos no solo e acredita que os desenhos sejam conseqüências da intensidade da água expelida pelos borrifadores existentes nas plantações. “As marcas foram feitas por aspersores, que têm maior pressão. Os jatos de água pressionam as folhas da
cana e realmente formam círculos. Isso não tem nada a ver com extraterrestres”, explicou.

Segundo Hamilton, a polêmica que tem se formado em torno do assunto é totalmente desnecessária, pois se tratam de marcas comuns feitas por aparelhos prosaicos. “Isso está bem claro. É um fato”, enfatizou. Contrapondo os argumentos apresentados, o ufólogo e editor da Revista UFO A. J. Gevaerd sugeriu que se fizesse uma melhor análise dos círculos, antes mesmo que se formule qualquer tipo de afirmação sobre sua origem. “Precisamos de um estudo mais detalhado sobre esse assunto. Sugiro a coleta de fragmentos do solo dentro e fora dos círculos e em uma distância de até 15 m para análise em laboratório”. A medida de cautela é importante, como demonstra o exemplo inglês: lá, desde o início do fenômeno dos círculos se proclama a origem extraterrestre, mas ela ainda não está provada.

O mistério de Goitacazes está sendo estudado e observado constantemente por especialistas para que se chegue a uma definição sobre a origem dos círculos. Nenhuma entidade oficial está envolvida no caso, por enquanto.


WALLACY ALBINO é construtor, presidente do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista (GEUBS) e membro do Conselho Editorial de UFO. Seu endereço é: Rua Manoel Fernandes Júnior 157, Jardim Ideal, 11410-110 Guarujá (SP). E-mail: wallacyalbino@uol.com.br.

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