Misteriosa
arte cósmica nas plantações da Inglaterra
O fenômeno dos círculos continua
rompendo fronteiras e chega ao Brasil, evidenciando mensagens
não-humanas
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Wallacy Albino
A cada ano o fenômeno dos círculos ingleses
se torna mais complexo e extraordinário. Apesar da incessante
pesquisa e busca por uma resposta definitiva, sempre nos deparamos
com o inexplicável e indecifrável mistério
sobre sua origem. Mensagens enviadas por deuses, obras de arte da
natureza ou simplesmente uma brincadeira dos ETs? Inúmeras
hipóteses surgiram sobre o suposto significado e a autoria
desses sinais que, com o passar do tempo, atingiram complexidade
impressionante. Uma delas supunha que os desenhos seriam formados
por pequenos redemoinhos causados por ventos em condições
peculiares. Outra teoria, apresentada por cientistas, se referia
a uma energia incomum liberada do interior da Terra que, de forma
espiralada, causaria tal efeito nas plantações quando
em contato com a atmosfera. Outras suposições, absurdas,
alegam ainda que nosso planeta seria um ser vivo e estaria tentando
se comunicar conosco, mostrando através desses desenhos que
o ser humano precisa urgentemente preservar a natureza. Há
ainda os que acreditam que os círculos possam ser provocados
por helicópteros voando de cabeça para baixo, erupções
subterrâneas de gases e até mesmo que sejam conseqüência
do buraco na camada de ozônio ou manifestações
do fenômeno Poltergeist. Estas são tentativas de conferir
ao assunto um caráter meramente natural e explicável.
Entretanto, com a freqüência do surgimento destes sinais
– não somente na Inglaterra, mas também na Alemanha,
Holanda, República Tcheca, Estados Unidos, Canadá,
Austrália, Japão, Rússia, México e Brasil
–, comprovou-se que os misteriosos desenhos jamais poderiam
ser criados por seres humanos, tamanha a perfeição
com que se apresentam. No início do fenômeno, princípio
da década de 80, algumas pessoas acreditavam que os círculos
poderiam ser marcas de pouso de discos voadores, mas as plantações
onde apareciam não ficavam queimadas nem amassadas, coisa
muito comum nos chamados ninhos de UFOs [Marcas de aterrissagem
de naves]. Alguns desenhos, inclusive, surgiram abaixo de redes
elétricas sem que danificassem as fiações,
o que certamente prejudicaria o pouso de uma nave...
O que reforçou a hipótese extraterrestre da origem
dos desenhos e despertou o interesse da maioria dos ufólogos,
no entanto, foi a crescente quantidade de depoimentos de testemunhas
sobre a observação de discos voadores nos locais de
maior incidência do fenômeno – além de
várias fotos e filmagens de sondas ufológicas sobrevoando
as plantações – principalmente as de trigo,
cevada e cânola [Um tipo de cereal usado para extração
de óleo base para a produção de margarina].
As filmagens são feitas geralmente nas noites que antecedem
o aparecimento dos estranhos sinais. Isso nos possibilita concluir
que se não forem essas sondas que estão de alguma
maneira formando aqueles desenhos nas plantações,
ao menos estão interessadas neles e cada vez mais se aproximam
para observá-los de perto. Sob o ponto de vista místico,
alguns acreditam que as figuras geométricas seriam criadas
por ondas com freqüências que poderiam ser moduladas
e alteradas, além de possuir inteligência. Estariam
sendo enviadas à Terra em seqüência, formando
uma rede inteligente ao redor do planeta, que seria útil
na evolução e conscientização da Humanidade.
De acordo com essa corrente de pensamento, os círculos existiriam
para impor uma mudança em nossa realidade, nos fazendo sentir
ao invés de pensar os acontecimentos.
Os misteriosos círculos puderam ser constatados desde o início
da década de 80, e ocorriam principalmente em plantações
de cereais no interior da Inglaterra. Essas primeiras formações
foram evoluindo gradualmente numa espécie de linguagem cósmica.
No início, eram em formato circular, o que, aliado à
localização, deu origem ao nome. Mas com o passar
do tempo foram sendo aperfeiçoadas por seus misteriosos criadores,
podendo-se constatar círculos concêntricos, com esferas
e tracejados, além de diversos outros formatos como em espiral,
triangulares e quadrados. Numa analogia interessante, é como
se os misteriosos artistas cósmicos – talvez seres
extraterrestres – estivessem nos enviando uma mensagem seriada,
cuja complexidade aumenta a cada dia e nós sequer estamos
perto de decifrá-la. Em alguns casos extremos foram encontrados
desenhos compostos por mais de 200 figuras geométricas perfeitamente
dispostas, com aproximadamente 300 m de comprimento. Pesquisadores
e ufólogos dedicados ao tema [Já chamados de circólogos]
estudam tais casos e a cronologia do surgimento das figuras com
o objetivo de compreender seu real significado e o que nos dizem,
embora até hoje não possam afirmar como, por quê
e para quê são feitos.
Monumentos de Pedra - As regiões sul e
sudoeste da Inglaterra ainda são as áreas de maior
incidência do fenômeno, principalmente nos condados
de Wiltshire, Hampshire e nas regiões próximas a Stonehenge,
monumento de pedra disposto em círculo que, segundo arqueólogos,
teria sido construído dois mil anos antes do nascimento de
Cristo e constituiria expressivo sítio arqueológico
da região. Astrônomos atestaram que as pedras lá
fincadas funcionam como laboratórios precisos para medição
e observação de estrelas. Para muitos ufólogos,
seriam sinal de alguma civilização antiga ou extraterrestre,
com o objetivo de imortalizar as formações circulares.
Já nas plantações da região é
possível observar o fenômeno principalmente nos meses
de abril a agosto, quando se dá o verão europeu e
as enigmáticas figuras se proliferam em todos os cantos,
de uma hora para outra e no mais absoluto silêncio. Posteriormente,
descobriu-se que algumas foram forjadas com o objetivo de desmoralizar
os ufólogos e questionar a seriedade de seu trabalho. Grupos
de pessoas chegaram a competir na elaboração dos desenhos
mais intrigantes e bonitos, que obviamente não chegaram nem
perto da perfeição e complexidade dos verdadeiros.
Na época, década de 80, os fazendeiros da região,
revoltados com os prejuízos em suas plantações,
provocados pelos círculos e por inúmeros curiosos
que invadem as fazendas para observá-los, processaram o governo
britânico alegando que os misteriosos sinais teriam sido feitos
pela Real Força Aérea Inglesa (RAAF), que negou sistematicamente
ofereceu um prêmio em torno de um milhão de libras
esterlinas [Aproximadamente 3,3 milhões reais] a quem descobrisse
a autoria das figuras. Surgiu, então, uma avalanche de supostos
autores tentando produzir aqueles misteriosos círculos, dentre
eles a famosa dupla de sexagenários aposentados de Preston
Highs, Doug Bower e Dave Chorley, que afirmaram publicamente serem
os responsáveis pelos misteriosos círculos. Eles fizeram
algumas demonstrações perante a Imprensa e curiosos,
mas conseguiram produzir somente algumas circunferências pequenas,
visivelmente toscas e muito singelas. Além deles, surgiram
outros grupos de prováveis autores, que até hoje ainda
não conseguiram provar como teriam feito esses desenhos –
e quando tentam fazê-lo, não podem ser comparados em
simetria, dimensão e complexidade com os círculos
naturais. Estima-se que pelo menos 30% dos círculos encontrados
sejam grosseiramente falsificados, muitos, inclusive, deixam visíveis
marcas de pegadas e outros vestígios que comprovam sua adulteração.
A incidência dos círculos passou a ser tão intensa
que os fazendeiros da região foram obrigados a desenvolver
técnicas diferenciadas de colheita, pois caso contrário
teriam muito prejuízo. “Já não basta
essas figuras estarem nos aborrecendo e destruindo nossas plantações?
Agora ainda temos que aturar os curiosos que invadem nossas propriedades
para vê-las e estragam quase tudo que sobra”, desabafou
John MacClutten, dono de uma fazenda que recebe de 10 a 15 círculos
todos os anos.
Prefácio de Curiosos - Estudiosos dos fenômeno
garantem, no entanto, que ao investigar os novos círculos
se esforçam para não destruir as plantas que estão
intactas. “Lamentamos a perda dos fazendeiros, mas o fenômeno
deve ser investigado custe o que custar”, ressaltou Robin
Cole, presidente do grupo Circular Fórum e um dos mais experientes
circólogos do mundo. Alguns fazendeiros chegaram a uma solução
para o problema cobrando uma espécie de pedágio para
que curiosos e estudiosos no assunto entrem em sua propriedade,
que pode variar de 1 a 10 reais – dependendo da complexidade
da figura e da quantidade de pessoas que deseja vê-la. Com
isso, é possível encontrar fazendeiros que ganham
mais dinheiro com os misteriosos desenhos em suas propriedades do
que com suas atividades habituais, até porque 90% dos círculos
autênticos aparecem quase sempre nas mesmas áreas,
todos os anos.
Atualmente, surgem cerca de 500 figuras desta ordem por ano, o que
totaliza mais de 10.000 mil figuras catalogadas desde o início
do fenômeno até o presente. Alguns pesquisadores se
basearam em fenômenos naturais para desvendar o mistério,
e é desnecessário dizer que nenhuma entre todas as
alegações explicava completamente o enigma dessas
impressionantes figuras, que continuam surgindo e desafiando a mente
humana. Os desenhos tornaram-se complexos e enigmáticos e,
a cada nova formação, fica mais evidente que realmente
existe alguma inteligência por trás do mistério.
Um dos fatos mais intrigantes ocorridos nas plantações
é que os caules das plantas não são amassados,
quebrados e nem queimados. Eles simplesmente são dobrados
em suas juntas de dentro para fora, como se estivessem passado por
um efeito semelhante ao de microondas. Mesmo depois de inclinados
continuam se desenvolvendo normalmente, e suas juntas se apresentam
inchadas, como se tivessem sido aquecidas ou submetidas a uma intensa
onda de energia. Alguns pesquisadores afirmam que para se dobrar
as hastes dos cereais sem danificá-las, exatamente como ficam,
essas plantações deveriam ser expostas a ventos fortíssimos
durante um longo período de tempo, o que não é
o caso, pois tais ventanias não são observadas pelos
moradores da região afetada.
As hastes, apesar de entortadas, continuam se desenvolvendo e os
cereais achatados chegam a formar algumas faixas em sentidos opostos,
o que confere a algumas figuras a impressão de um desenho
em terceira dimensão, em alto e baixo relevos, principalmente
para aqueles que sobrevoam as figuras para registrar e apreciar
sua beleza. Os cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais
rápido no interior dos desenhos do que aqueles dobrados mais
próximo das bordas. Análises realizadas nas sementes
dos cereais do interior dos círculos mostraram que, apesar
de assumirem uma aparência muito enrugada, o que não
ocorre com as sementes de fora dos desenhos, sofrem uma espécie
de super adubação e chegam a germinar até 40%
mais cedo do que as sementes do lado externo das figuras. Uma análise
microscópica mostrou que as células das plantas do
interior dos desenhos também sofrem significativas alterações,
não somente no formato, como também geneticamente.
Teríamos aqui alguma relação com os alimentos
transgênicos [Modificados geneticamente]? Muitas ficam mais
esticadas, distorcidas e espaçadas entre si, o que comprova
o aquecimento dessas sementes durante a formação da
figura, talvez exposta a algum tipo de radiação. Vários
testes também foram efetuados nos caules e sementes de círculos
forjados propositadamente, mais nenhuma dessas alterações
foi encontrada.
Quase todos os desenhos surgem durante a noite nos campos de cereais,
em meio ao silêncio e a escuridão. Muitas vezes, pessoas
que acampam nos locais de maior incidência, na expectativa
de registrar a formação de uma dessas figuras, acabam
se frustrando por passar a noite em claro sem conseguir testemunhar
qualquer sinal diferente de luz ou som. Alguns se surpreendem ao
ver, com o clarear do dia, que a poucos metros de onde estavam acampados
surgira um desenho misteriosamente, como se tivesse sido feito por
algum tipo de energia invisível ao olho humano. Diversos
pesquisadores buscam exaustivamente interpretações
para o significado dessas figuras, alguns relacionando os desenhos
a símbolos matemáticos, outros aos sistemas astronômicos,
além de compará-los à simbologia de civilizações
antigas – como os persas, druidas, romanos, celtas, egípcios,
etc. Contudo, somente conseguem encontrar uma pequena quantidade
de desenhos e figuras fundamentando sua teoria, o que mostra que
uma definição e conclusão para o mistério
sobre como e porque são feitos os círculos ainda estão
longe de acontecer.
Fenômeno Secular - Os desenhos têm
origem bem mais complexa e inusitada do que possamos imaginar. Documentos
históricos fazem referências a estranhos fenômenos
semelhantes aos sinais encontrados nas plantações
há muitos séculos. Alguns estudiosos ingleses encontraram
na capa de um tablóide londrino datado de 22 de agosto de
1678 uma narrativa que faz menção à lenda do
Demônio Ceifador, relatando a existência de misteriosos
círculos nas plantações inglesas já
naquela época. Os fazendeiros da região atribuíam
sua autoria a uma entidade que, segundo eles, ceifaria as plantações
durante a noite. O resultado desse feito, apresentado nos registros
antigos, é muito semelhante aos círculos encontrados
na Inglaterra e, atualmente, em outras regiões do mundo.
Apesar do governo inglês não se manifestar sobre o
mistério, já investiu recursos em pesquisas para desvendar
o fenômeno, embora não tenha divulgado qualquer informação
ou chegado a alguma conclusão que tenha se tornado pública.
Atualmente, ainda é comum aos moradores locais a observação
de helicópteros negros sobrevoando as plantações
onde surgem esses desenhos. O príncipe Charles, inclusive,
teria pedido ao Departamento de Ciência e Tecnologia britânico
para que fosse constantemente informado de todas as descobertas
obtidas em pesquisas sobre o assunto. Entretanto, até hoje
não foi a público se manifestar a respeito e dizer
se o dinheiro investido nas investigações surtiu efeito
de alguma forma. Proprietários de terras e interessados no
assunto também debatem a possibilidade de que os círculos
possam afetar de alguma forma os animais próximos a eles.
Em 21 de agosto de 1988, por exemplo, o senhor J. C. Belcher observou
que as ovelhas de sua propriedade, localizada no condado de Yorkshire,
formavam dois círculos simétricos no meio do pasto.
“Parecia que alguma radiação misteriosa estava
sendo emanada de cima ou debaixo da pastagem”. Alguns moradores
do local também afirmam que seus cães ficam extremamente
agitados nas noites em que surgem as figuras nas plantações,
além de ter sido constatado que os gansos aparentemente evitam
sobrevoar os locais onde existem tais desenhos. No mês de
junho de 1990 foi organizada uma expedição de dez
dias para procurar círculos entre as localidades de Silbury
Hill e Wansdyke.
Os integrantes da expedição ouviram uma série
de zumbidos, semelhantes ao som de abelhas, que misteriosamente
vinham do interior das plantações. No dia 12 de julho
de 1990 surgiu um extraordinário pictograma em uma plantação
de trigo abaixo de Adams Grave, em Alton Barnes, uma região
de altíssima incidência dos círculos à
aproximadamente 150 km de Londres. Essa gigantesca e espetacular
figura media 130 m de comprimento, e um morador que reside a menos
de um quilômetro do local declarou ter ouvido um estranho
zumbido no meio da noite, no mesmo instante em que todos os cães
da vila começaram a latir.
Em uma madrugada de julho de 1991, a pesquisadora Rita Gold e outros
investigadores do fenômeno – durante uma vigília
que faziam em um campo próximo a pequena Alton Barnes –
puderam observar por volta das 03h00 uma coluna branca bastante
luminosa que desceu lentamente de uma nuvem em direção
a uma colina próxima do local. A luminosidade envolveu todo
o cume do morro, que tem aproximadamente 240 m de diâmetro,
e depois desapareceu repentinamente. O acontecimento não
deixou qualquer vestígio que pudesse ser encontrado durante
o dia no alto da colina. Outro caso interessante ocorreu na noite
de 23 de julho do mesmo ano, após o aparecimento de um estranho
pictograma – como também são chamados os círculos.
Dias após o aparecimento do desenho, um jovem com um detector
de metais encontrou três moedas muito antigas, uma de ouro,
outra de prata e uma terceira de bronze, enterradas no interior
da figura. O mais estranho é que nessas moedas estava esculpido
o mesmo desenho surgido na plantação. A análise
das moedas constatou um elevadíssimo grau de pureza nos metais,
algo praticamente impossível de se conseguir na época
em que haviam sido cunhadas.
Sem respostas óbvias - Belas e intrigantes,
essas inexplicáveis figuras também puderam ser encontradas
no Brasil nos últimos anos. No dia 03 de dezembro de 1996,
por volta das 17h00, dois agrimensores que não quiseram se
identificar encontraram em um charco, à 100 m da Escola de
Especialistas da Aeronáutica, na cidade de Guaratinguetá
(SP), uma circunferência simétrica com cinco metros
de diâmetro, em uma área pantanosa. A vegetação
estava dobrada no sentido horário e os filetes do capim não
estavam quebrados. Houve também um crescimento repentino
na borda do círculo, formando uma franja de aproximadamente
30 cm ao seu redor. Este caso foi pesquisado pelo ufólogo
Walter de Oliveira, do Grupo União das Forças Ostensivas
de Lorena (UFOL). Duas noites anteriores ao surgimento da figura
foram observadas luzes alaranjadas pelos moradores locais, provavelmente
sondas ufológicas sobrevoando o local. Em exames preliminares,
o professor de Ciências Agrárias Valdinei José
Paulino descartou a hipótese de se tratar de uma formação
natural. Após o fato, foi construído um muro separando
a área militar do aeroclube local, e o charco foi aterrado
para a construção de uma estrada, descaracterizando
a região onde surgiu a marca.
A freqüência com que os círculos aparecem e sua
diversidade nos provam que o enigma sobre sua origem e significado
persiste, intrigando especialistas, ufólogos e até
mesmo céticos, que igualmente buscam uma resposta para o
fenômeno. Talvez no dia em que se comprovar o real envolvimento
de seres extraterrestres com essas figuras, elas se tornem mais
importantes do que fotos de discos voadores. Estas apenas provam
a existência dos UFOs, hoje inquestionável, enquanto
os círculos demonstram sua inteligência, habilidade
e tentativa de nos enviar mensagens, interagindo conosco. Infelizmente,
até o momento, de maneira incompreensível.
| Círculos
misteriosos também na Rússia |
| Equipe
UFO
Em junho de 2000 os fenomenais círculos nas plantações
também puderam ser vistos no sul da Rússia,
deixando evidências muito semelhantes às constatadas
na Inglaterra. Um fazendeiro da vila de Yuzhnoye – região
do território russo Stavropol – chamou os policiais
locais quando encontrou estranhas marcas em seu campo de cevada,
suspeitando que fossem ataques de vândalos destruindo
sua propriedade. Já outros proprietários de
terras da região afirmam que o fenômeno possa
ter alguma ligação com extraterrestres, pois
na noite em que os desenhos apareceram viram algo muito estranho
pousar na plantação, levantando vôo cerca
de alguns segundos depois. Os policias ficaram intrigados
com as características incomuns das marcas encontradas.
Um exame mais apurado, feito no local, revelou quatro círculos
distintos – um de 20 m de diâmetro no centro e
três exteriores, de cinco e sete metros de diâmetro
cada. A plantação curiosamente tinha sido achatada
em sentido horário.
Os representantes do Conselho de Segurança de Stavropol
foram até o campo de cevada e recolheram depoimentos
dos moradores e material da vegetação e do solo.
Não encontraram qualquer vestígio de radiação
ou produtos químicos. Vasily Belchenko, um dos membros
do Conselho, acredita que os entrevistados realmente estejam
falando a verdade. “Não há dúvidas
de que isso jamais poderia ser feito por humanos, muito menos
que possa ser qualquer obra de vandalismo”, disse. “Um
objeto desconhecido realmente aterrissou no local das marcas,
usando obviamente um princípio de pouso ignorado pelas
técnicas humanas”, acrescentou. Todos os relatos
indicam que o intervalo entre a descida do objeto voador na
cevada e sua decolagem ocorreu em frações de
segundos e realmente não poderia ter sido algo pertencente
à tecnologia terrestre.
Um furo cilíndrico de 20 cm de profundidade e bordas
lisas também foi encontrado na plantação,
próximo ao centro do círculo maior. A complexidade
do fenômeno e a analogia com os famosos círculos
ingleses chamaram a atenção da Imprensa, e a
tevê estatal russa divulgou o caso com filmagens na
região. A reportagem sugeria que uma nave alienígena
teria pousado num campo de cevada na vila Yuzhnoye que a intenção
de seus tripulantes seria colher amostras do solo terrestre
para futuras análises em seu planeta. Os fazendeiros
da vila procuram entender quais as intenções
dos alienígenas com esses desenhos, mas apesar de alguns
especialistas terem analisado o local criteriosamente, nenhuma
conclusão foi obtida. |
Sinais enigmáticos
descobertos também no Brasil: Misteriosas marcas semelhantes
à inglesas são encontradas em plantações
no Ro de Janeiro
|
| Equipe
UFO
Em maio de 2000 estranhas formações circulares
surgiram nos canaviais das propriedades rurais de Campos dos
Goitacazes, no norte do Rio de Janeiro, levando os estudiosos
a imaginarem que tivessem ligação com o enigma
nas plantações inglesas. O cultivo de cana-de-açúcar
é muito comum na região e os proprietários
de terras não têm qualquer explicação
para os desenhos que estão se formando da noite para
o dia em suas colheitas. Algumas suposições
para o fenômeno já foram descartadas, como por
exemplo a de que poderiam ser marcas provocadas pela irrigação
de um pivô central, pois esse tipo de aparelho não
é utilizado na área – e nos locais onde
é empregado não foram encontrados tais círculos.
Outra idéia é a de que as marcas seriam causadas
pela ação de pragas nos canaviais, mas a perfeita
simetria com que foram feitas contraria essa hipótese.
O professor e físico da Universidade Estadual do Norte
Fluminense (UENF) e presidente do Clube de Astronomia local,
Marcelo Oliveira, está preparando uma análise
aprofundada sobre o caso. Juntamente com sua equipe de pesquisadores
vai recolher e analisar as amostras do solo onde as evidências
foram encontradas, para verificar a existência de alterações
biológicas ou substâncias incomuns na terra.
Alguns círculos estão sendo observados, inclusive,
nas áreas onde a vegetação já
não existe mais, isso porque no local das marcas o
terreno apresenta uma coloração desigual. O
piloto de ultraleve Marco Antonio, que realiza vôos
diários em suas reportagens para a rádio Litoral
FM, do município, foi o primeiro a constatar as formações
incomuns na vegetação. Ele verificou que no
intervalo de um dia para outro os desenhos surgiram sem qualquer
explicação. A área onde o fenômeno
pode ser observado tem mais de 60 km2, uma extensão
tão absurda que chega a atingir propriedades distintas.
Nos locais das marcas a terra se tornou incomumente improdutiva,
ao contrário do que ocorre nos círculos ingleses,
onde continuam a manter bons níveis de fertilidade.
Alguns moradores do Jardim Aeroporto, bairro afastado do centro
urbano de Campos, afirmam que viram luzes estranhas sobrevoando
a cidade durante a noite, mas nenhum depoimento pôde
comprovar uma relação imediata com as estranhas
formações circulares – como no caso russo
[Veja Box na matéria]. O caso foi divulgado na rádio
Litoral e os círculos se tornaram conhecidos por grande
parte da população. Atualmente, existe até
uma rota aérea que permite aos turistas visualizarem
todos os desenhos em um único vôo.
À frente das investigações está
o publicitário e radialista João Oliveira, um
entusiasta da Ufologia que quer uma resposta para o mistério.
Oliveira, no intuito de descobrir formações
similares em outras regiões do Estado do Rio de Janeiro,
publicou na Internet diversas fotos dos círculos encontrados
em Campos dos Goitacazes, as quais podem ser encontradas em
sua homepage www.joaooliveira.com.br.
“Vamos investigar o enigma a fundo, até encontrarmos
uma explicação convincente”, declarou
à Revista UFO.
|
Opinião
de ufólogos e especialistas |
| Equipe
UFO
Os círculos encontrados nas plantações,
tanto no Brasil quanto na Inglaterra, Rússia etc, têm
dividido opiniões em busca de uma resposta para o fenômeno.
Em todos os locais onde surgiram foram realizadas várias
análises do solo, da vegetação e das
condições gerais do ambiente, constatando-se
algumas vezes radiações no terreno e, curiosamente,
a improdutividade das terras afetadas em certas regiões
– além de super adubação em outras.
Mas o que realmente intriga os pesquisadores é a simetria
com que os desenhos são feitos e a forma com que as
hastes dos cereais são dobradas, sem apresentar qualquer
danificação. O ufólogo Lafayette Cyríaco
acredita, com base em suas pesquisas em Campos do Goitacazes
(RJ), que os círculos foram feitos por sensores enviados
por discos voadores, pois em uma das áreas estudadas
encontrou um pequeno índice de radiação.
Utilizando o contador Geiger – aparelho que mede a intensidade
da radioatividade – registrou 0,4 roentgen (unidade
de medida) em uma escala de 0 a 10. Apesar desses resultados,
o ufólogo continuará fazendo outras análises.
“Existe um tipo de adubo que contém a substância
Natrium Phofoni Kalium, que possui uma pequena quantidade
de radiação. Mas pode ser também que
o material seja algum elemento de outro planeta”, sugeriu
Lafayette.
Uma outra posição diante do fenômeno dos
círculos de Campos de Goitacazes é a do agrônomo
Hamilton Jorge de Azevedo, que também esteve no local
realizando estudos no solo e acredita que os desenhos sejam
conseqüências da intensidade da água expelida
pelos borrifadores existentes nas plantações.
“As marcas foram feitas por aspersores, que têm
maior pressão. Os jatos de água pressionam as
folhas da
cana e realmente formam círculos. Isso não tem
nada a ver com extraterrestres”, explicou.
Segundo Hamilton, a polêmica que tem se formado em torno
do assunto é totalmente desnecessária, pois
se tratam de marcas comuns feitas por aparelhos prosaicos.
“Isso está bem claro. É um fato”,
enfatizou. Contrapondo os argumentos apresentados, o ufólogo
e editor da Revista UFO A. J. Gevaerd sugeriu que se fizesse
uma melhor análise dos círculos, antes mesmo
que se formule qualquer tipo de afirmação sobre
sua origem. “Precisamos de um estudo mais detalhado
sobre esse assunto. Sugiro a coleta de fragmentos do solo
dentro e fora dos círculos e em uma distância
de até 15 m para análise em laboratório”.
A medida de cautela é importante, como demonstra o
exemplo inglês: lá, desde o início do
fenômeno dos círculos se proclama a origem extraterrestre,
mas ela ainda não está provada.
O mistério de Goitacazes está sendo estudado
e observado constantemente por especialistas para que se chegue
a uma definição sobre a origem dos círculos.
Nenhuma entidade oficial está envolvida no caso, por
enquanto.
|
WALLACY ALBINO é
construtor, presidente do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada
Santista (GEUBS) e membro do Conselho Editorial de UFO. Seu endereço
é: Rua Manoel Fernandes Júnior 157, Jardim Ideal, 11410-110
Guarujá (SP). E-mail:
wallacyalbino@uol.com.br. |