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ARTIGO DE CAPAA agonia do SETICategoria: ASTRONÁUTICA | ASTRONOMIA | BUSCA INTERIOR | NASA | PROJETO SETI
crédito: rafael amorim
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SAIBA MAIS
A expansão do Universo e a busca por planetas semelhantes à Terra
Miscigenação entre humanos e aliens
A Ufologia é recebida no evento Campus Party 2012, ocorrido em São Paulo
Dezoito anos já se passaram desde aquele fatídico dia de 1993, no Congresso dos Estados Unidos, quando se decidiu o corte de verbas que alimentavam um audacioso e pioneiro projeto de busca por inteligências extraterrestres. Foi pelas mãos do senador Richard Byron que veio a ação que mudaria totalmente os rumos da pesquisa de vida fora da Terra, ainda embrionária na época. Por falta de recursos, os principais “ouvidos” do planeta Terra foram desligados. Após apenas um ano de operações, foram ceifadas as atividades do Projeto de Pesquisa de Microondas de Alta Resolução [High Resolution Microwave Survey, HRMS], da NASA, que desde 12 de outubro de 1992 operava com força total no Centro de Comunicações Complexas do Espaço Profundo, em busca de sinais de outras espécies cósmicas.
O funcionamento do HRMS se dava através do chamado modo all sky survey [Pesquisa de todo o céu], ou seja, uma antena fixa vasculhava o campo estelar que passava em seu raio de ação. Já no Observatório de Arecibo, em Porto Rico, o projeto operava no modo target survey [Pesquisa de alvos], quando apenas determinadas estrelas são escolhidas para estudo. Apesar de o congresso norte-americano ter sufocado suas operações com a decisão de cortar os recursos destinados ao projeto, apenas dois anos depois, em 1995, grupos de cientistas indignados com a atitude iniciaram novos esforços para manter viva a busca por inteligências extraterrestres através de instrumentos. Foi assim que surgiu o Projeto Phoenix, em alusão ao pássaro que renasce das cinzas. Nada mais apropriado.
Entre 1996 e 1998, o projeto utilizou a antena do Observatório Nacional de Radioastronomia [National Radio Astronomy Observatory, NRAO] para fazer a busca por sinais alienígenas na faixa de freqüências entre 1 e 3 GHz, utilizando o método target survey. Foi em 1996 que a diligência de cientistas liderados por Richard Factor levou à criação da Liga SETI [SETI League], um grupo de estudiosos amadores dispostos a construir uma rede de milhares de antenas para vasculhar o céu continuamente em busca de comunicações provenientes de ETs. A diferença entre o Phoenix e a Liga SETI é que os radiotelescópios desta última são instrumentos caseiros, construídos com materiais ao alcance de todos. Em geral, tratava-se de uma antena barata de recepção de satélites e um microcomputador de uso doméstico para fazer o processamento dos sinais. Embora, ao contrário do que muitos pensavam, a Liga SETI não patrocina a construção destes aparelhos, ela presta todo apoio técnico e fornece programas e equipamentos para sua montagem.
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