![]() ![]() |
|||
ARTIGOA história real do envolvimento de JK no Caso Ilha de TrindadeCategoria: INVESTIGAÇÃO | JORNALISMO UFOLÓGICO | SEGREDOS UFOLÓGICOS
crédito: presidência da república
ampliar
JK não endossou as fotos de Baraúna, como se pensa
SAIBA MAIS
Miscigenação entre humanos e aliens
Queda de UFO em Mato Grosso
Discos voadores na misteriosa Serra da Gardunha, em Portugal
Um dos aspectos mais divulgados do Caso Ilha de Trindade, principalmente no exterior, é a suposta liberação para a imprensa das fotos do disco voador obtidas por Almiro Baraúna pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek — há quem diga até que ele teria dado um parecer sobre as imagens, autenticando-as. Aliás, esse detalhe sempre ajudou a fortalecer a credibilidade da história, mas ele é verdadeiro? JK realmente liberou para a imprensa as fotos de Baraúna? É hora de tratar dessa questão.
Em primeiro lugar, é importante que o leitor saiba que, como o próprio fotógrafo revelou pessoalmente em entrevista [Veja edição UFO 054, agora disponível na íntegra em www.ufo.com.br], a Marinha Brasileira, desde o primeiro momento do caso e mesmo antes que Baraúna desembarcasse do navio-escola Almirante Saldanha, após o famoso incidente, sempre reconheceu que as fotos eram de propriedade exclusiva dele, assim como os negativos originais. Mas os militares solicitaram ao fotógrafo que mantivesse tais documentos longe da imprensa e que não desse a eles qualquer forma de divulgação, até que fossem concluídas as análises do material.
Durante o processo, o serviço secreto da Armada requisitou várias vezes os negativos de Baraúna para novas e complementares avaliações, e sempre que os devolvia ao fotógrafo era lavrado um termo ou emitido um recibo comprovando retorno do material ao seu proprietário. Os militares chegavam a deixar com Baraúna um documento equivalente quando ele lhes passava os negativos para estudos.
Cumprindo a promessa
Diante dessa situação, Almiro Baraúna pretendia deixa passar o carnaval para, em seguida, procurar o jornalista João Martins, da revista O Cruzeiro, e passar-lhe a história completa do Caso Ilha de Trindade. Somente então veria o que fazer com o explosivo material fotográfico. Entretanto, foi surpreendido dias depois pelos próprios acontecimentos. Segundo declarou pessoalmente, na quarta-feira após o carnaval, as estações de rádio do Rio de Janeiro começaram a divulgar que o jornal Correio da Manhã traria um furo sem precedentes: a história do avistamento de um disco voador na Ilha de Trindade, fotografado pela Marinha.
Com a surpresa, Baraúna procurou Martins, mostrou as fotos e negativos e contou toda a história. Ambos então foram até a sede do Correio da Manhã e conversaram com o próprio redator-chefe do diário, o jornalista Antônio Callado, questionando-o sobre como obteve as imagens para publicação. Callado lhes disse que aquele era um segredo e que não poderia revelar como seu jornal teve acesso a elas. Isso fez com que Martins revelasse ao jornalista que Baraúna era o verdadeiro autor das fotos, e o próprio informou, em seguida, que era civil e que as imagens não eram de propriedade da Marinha, mas dele — apesar de terem sido obtidas a bordo de uma embarcação daquela Arma. Baraúna ainda mostrou as fotos e os negativos originais a Callado, para comprovar sua versão da história.
Posteriormente, no entanto, o fotógrafo descobriu o que de fato teria acontecido. Poucos dias antes do encontro com Callado, a diretora e proprietária do Correio da Manhã, senhora Niomar Moniz Sodré Bittencourt, havia estado com o presidente, que passava parte do verão na cidade de Petrópolis, a pouco mais de uma hora do Rio de Janeiro. Por ser uma amiga íntima, assim como o seu esposo, o jornalista Paulo Bittencourt, Niomar teve a chance de ver as fotos do Caso Ilha de Trindade no gabinete do presidente — o casal havia dado expressivo apoio a JK em uma tentativa de golpe que sofreu na época de sua posse, em 1955.
A questão que fica em aberto é se Juscelino Kubitschek, contrariando os interesses da Marinha de não se envolver diretamente com o assunto, havia repassado o material para o jornal com a finalidade de ver as fotos publicadas — mesmo que isso também não representasse uma liberação oficial de seu governo —, ou se o casal de jornalistas, ao ter acesso às fotos, resolveu por sua conta e risco publicá-las.
Em artigo intitulado JK e o Episódio da Ilha de Trindade: Uma Visão Mais Detalhada e Inesperada, o ufólogo mineiro Alberto Francisco do Carmo faz referência, por exemplo, a um encontro que teve certa vez com o ex-professor da Universidade de Brasília (UnB) Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, que teria sido assessor parlamentar do deputado federal Sérgio Magalhães, figura de destaque dentro dos desdobramentos do caso de Trindade. Magalhães teria cobrado de maneira enérgica da Marinha explicações sobre o episódio e sobre as fotos de Baraúna, usando sua posição dentro do Congresso Nacional. Segundo Carmo, o ex-assessor confirmara que de fato JK havia passado as fotos em “uma audiência discreta” para o Correio da Manhã, tendo em mente justamente a sua publicação, por ser contra o sigilo de fatos de interesse público.
Mas, mais do que isso, chateado com a atitude do Correio da Manhã, o fotógrafo distribuiu cópias de todas as suas fotos gratuitamente para os jornalistas presentes, de vários veículos convidados. “Arrasei o privilégio daquele pessoal”, disse Baraúna. E assim, seus concorrentes apresentaram reportagens bem mais amplas, com informações corretas e ilustradas com as mesmas fotos — inclusive com qualidade superior, já que haviam sido feitas diretamente dos negativos originais do fotógrafo. Enfim, esta é a verdadeira história de como as fotos do Caso Ilha de Trindade foram divulgadas e qual foi a real participação do presidente.
Atenção
Este texto é propriedade da Revista UFO e todos os direitos de publicação estão reservados. É proibida a reproduçao deste conteúdo através de qualquer meio sem a expressa autorização do editor.
Saiba mais sobre este assunto na edição 180 da revista.
Clique aqui e acesse todas as matérias desta edição. Você também pode comprar esta edição em nossa loja, clique aqui para acessar. |
|||
|
Edição 188
Sumário
Edições anteriores
|
CENTRAL DE ATENDIMENTO(67) 3341-8231Horário: das 09h00 às 18h00, de segunda a sexta (exceto feriados) FORMAS DE PAGAMENTO
|
NOTÍCIAS MAIS VISUALIZADAS+ NOTÍCIAS |