ARTIGO

Por Fábio Gomes

A influência da imprensa na imagem da Ufologia

Apesar dos esforços de parte significativa dos ufólogos no sentido de conferir maior seriedade à atividade, a imagem da Ufologia como “coisa de louco” não muda. Mas até que ponto a mídia contribui para manter essa situação?

Categoria: UFOLOGIA NA TV

Séculos atrás, era comum um indivíduo exercer diversas atividades profissionais ao mesmo tempo, tais como medicina, astronomia, astrologia, matemática e física. Nas horas vagas, a mesma pessoa poderia ainda ser escritora, dramaturga e integrante da corte do rei do território onde residisse. Na época, as áreas de conhecimento, de forma geral, ainda não tinham uma amplitude tão vasta, o que permitia que alguém as aglutinasse em várias frentes. Com o tempo, o cenário mudou radicalmente e hoje vivemos em uma sociedade global em que a especialização das atividades profissionais é necessária. A quantidade de conhecimento gerado e aplicado em nossas vidas dificulta a uma única pessoa atuar em mais de uma ou duas frentes do conhecimento.

 

Hoje uma pessoa pode ser, por exemplo, professor, mas isso não significa que será cientista, jornalista, atleta, comerciante e político ao mesmo tempo. Dedicamos a maior parte dos nossos dias a afazeres específicos e, devido à correria cotidiana, sobra-nos pouco tempo para explorar, de fato, o mundo que nos cerca. É justamente por isso que existe o que podemos chamar de “terceirização do conhecimento”. Somos dependentes crônicos do nosso microuniverso, e o contato com o mundo depende da atividade de profissionais de outras áreas. Nesse contexto, o jornalista desempenha papel fundamental na sociedade moderna e globalizada.

 

Ele é muito provavelmente o profissional que conhecemos com mais contato com o mundo real, e nos informa o que ocorre em vários ambientes e circunstâncias da vida, seja pela mídia impressa — jornais e revistas — ou por meio do rádio, televisão ou internet. Essas são as pessoas às quais “terceirizamos” a tarefa de descobrir e nos informar o que ocorre à nossa volta. E elas, por sua vez, centralizam todas as outras “terceirizações” — como o conhecimento gerado por cientistas, atletas, economistas, políticos etc — para divulgar os fatos que produzem a toda a população. A despeito de nossas críticas e possíveis ressentimentos, são os jornalistas que detêm a legitimidade de informar. Há um consenso social implícito, quase inconsciente, de que devemos acreditar neles. O impacto vindo de seu trabalho é sempre significativo — e amplificado quando tratamos da mídia de massa.

Origem histórica

Assim, a tarefa do jornalista é considerável, uma vez que deve saber minimamente o superficial sobre absolutamente tudo, bem como deve conhecer mais profundamente algumas demandas específicas, que são cobertas pelos mais especializados.

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Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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