ARTIGO

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga

A nave de Ezequiel: do Velho Testamento às pranchetas da NASA

Categoria: UFOs E RELIGIOSIDADE
crédito: David Hardy
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Uma representação alegórica do que o profeta Ezequiel teria visto nas margens do Rio Quebar
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Ezequiel, israelita da casta sacerdotal, deportado para a Babilônia e aí aclamado profeta — e enquanto tal, anunciador do colapso do estado de Judá e da destruição de Jerusalém —, relatou quase 600 anos antes de Cristo uma aparição que chamou de Magnificência do Senhor: “No ano trigésimo, no quarto mês, a cinco do mês, aconteceu que, estando no meio dos cativos, junto ao Rio Quebar, se abriram os céus e tive visões divinas. Vi e eis que vinha do lado do aquilão um torvelinho de vento, uma grande nuvem, um globo de fogo e, à roda dela, um resplendor. No meio dele, isto é, no meio do fogo, havia uma espécie de metal brilhante. No meio deste mesmo fogo aparecia algo à semelhança de quatro animais, cujo aspecto tinha a aparência de um homem”.

 

Descrevendo de forma rudimentar o que hoje seria tido como uma nave alienígena, o profeta Ezequiel continua sua fascinante narrativa: “Cada um dos animais tinha quatro rostos e cada um, quatro asas. Os seus pés eram todos pés direitos, e a sua planta era como a planta do pé de um novilho, que cintilavam como cobre incandescente. Tinham mãos de homem debaixo das suas asas aos quatro lados, e também tinham rostos e asas pelos quatro lados. As asas de um estavam juntas as do outro. Não se voltavam quando iam caminhando, mas cada um caminhava segundo a direção do seu rosto”.

 

O engenheiro aeronáutico da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) Joseph F. Blumrich, detentor de numerosas patentes, lançou em 1974 o livro The Spaceship of Ezekiel [A Espaçonave de Ezequiel, Callahan Editors], em que reconstitui, seguindo literalmente as descrições do profeta, a nave espacial metálica dotada de hélices giratórias, exaustor e janelas que Ezequiel relatou na passagem bíblica. Blumrich foi diretor da Seção de Construção de Projetos da NASA em Huntsville, Alabama, e começou em 1934 a trabalhar na fabricação de aviões, estando sempre envolvido em projetos de foguetes e satélites.

 

crédito: John Radder
O engenheiro Joseph F. Blumrich, reconstituiu o projeto da nave espacial metálica de Ezequiel
O engenheiro Joseph F. Blumrich, reconstituiu o projeto da nave espacial metálica de Ezequiel

 

 Em 1962, Blumrich dirigiu uma equipe encarregada de encontrar soluções imediatas para problemas urgentes, o que lhe deu grande notoriedade como engenheiro. Uma de suas tarefas consistia em pesquisar sistemas de aterrissagem para fazer o módulo lunar pousar na Lua. Ele e seus colegas pensaram em criar “pernas” descartáveis dotadas de molas e capazes de deslizar no solo do satélite. Mais tarde, lendo o primeiro livro de Erick von Däniken, Eram os Deuses Astronautas [Melhoramentos, 1968], Blumrich convenceu-se de que Ezequiel descrevera uma nave usando símbolos e metáforas “por não possuir conhecimentos técnicos”. E passou a pesquisar o caso.

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Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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