ARTIGO

Por Rodrigo Branco, Wallacy Albino

A Ufologia Brasileira teve início no litoral de São Paulo

Em toda a área litorânea do estado são comuns relatos de avistamentos de UFOs entrando e saindo do mar, os chamados objetos submarinos não identificados

Categoria: AVISTAMENTOS | HISTÓRIA DA UFOLOGIA | OBJETOS SUBMARINOS
crédito: ALEXANDRE JUBRAN
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Objetos submarinos não identificados têm sido observados com regularidade no litoral paulista
SAIBA MAIS
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A rica e diversificada casuística ufológica do litoral paulista, além de intensa, é pioneira em todo o país. Vem dessa região, mais precisamente de São Vicente, o registro do primeiro avistamento de um UFO feito no Brasil, protagonizado por ninguém menos do que o padre jesuíta José de Anchieta. Em carta datada de 31 de maio de 1560 — que hoje faz parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro —, o autor da primeira gramática da língua tupi e criador do Teatro Popular Brasileiro relata a observação de um “estranho fenômeno luminoso que atacava e assustava as tribos indígenas”, e que era chamado pelos primeiros habitantes do país de Mbai-tatá ou Boitatá, que significa “coisa de fogo” ou “que é do fogo”.

 

Anchieta foi bem além disso em seu registro histórico do primeiro caso de observação ufológica em terras brasileiras, e continua: “Há também outros fantasmas nas praias, que vivem na maior parte do tempo junto ao mar e nos rios, e que são chamados de ‘Que é Todo de Fogo’. Mas não se vê outra coisa senão um facho cintilante correndo por ali, que acomete rapidamente os índios e os mata como curupiras, o que seja isso não se sabe com certeza”. Estava registrado, assim, há quase 500 anos, um fenômeno que conhecemos bem nos dias de hoje, as sondas ufológicas que habitam nossas matas, serras e mananciais [Veja artigo nesta edição].

Abraços e beijos mortais

O curupira é outra figura típica do folclore brasileiro, descrita como um anão de cabelos compridos e vermelhos, com dentes verdes e que teria os pés virados para trás — que somente se torna violenta com os agressores da natureza. Já o facho cintilante descrito por Anchieta, que dizimava os índios sem dó, pode ser entendido de diversas formas. O padre explica que, para tentar acalmar os violentos visitantes, os índios passaram a lhes dedicar oferendas, como penas, esteiras e cobertores feitos de palha, que eram deixados nas clareiras. Havia ainda os nativos que carregavam rolos de fumo quando adentravam a mata, para oferecê-los à “coisa que é toda de fogo”, na esperança de serem poupados de um ataque maior.

 

Anchieta também descreve em sua carta — e em outros textos da época —, monstros parecidos com humanos que viviam nas águas, que igualmente violentavam os índios. Eram os chamados Ipupyaras ou Igputiaras. Com base no depoimento de outro jesuíta, Fernão Cardim, o historiador Afonso de Escragnolle Taunay explicou a atuação de tais seres no livro Zoologia Fantástica do Brasil [Editora da Universidade de São Paulo]. “O modo que têm para matar é abraçar-se com a pessoa tão fortemente, beijando-a e apertando-a consigo, que a deixam feita toda em pedaços, porém inteira”. Escragnolle também afirma na obra que, “como a sentem morta, dão alguns gemidos como de sentimento e, largando-a, fogem.

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Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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