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ARTIGO

Por Renato A. Azevedo

Carl Sagan

O legado do cientista serve de inspiração e ponto de reflexão para os ufólogos

Categoria: CIÊNCIA | TECNOLOGIA E CIÊNCIA
crédito: Cornell University Photography
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Sagan, um incansável divulgador da ciência, sabia da existência dos discos voadores, mas alertava para a falta de critérios da Ufologia
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"O cosmos é tudo o que existe, que existiu ou que existirá. Nossas contemplações mais despretensiosas dele nos induzem a um calafrio na espinha, uma perda de voz e sensação de vazio, como em uma memória distante de uma queda a grande altura. Sentimos que estamos próximos do maior dos mistérios”. Com essas palavras, quase poéticas, se inicia uma das mais importantes obras daquele que é conhecido como o maior divulgador científico de todos os tempos, Carl Sagan. Ele é freqüentemente lembrado como cético e, infelizmente, sempre mencionado nos meios ufológicos como um “chato” empedernido e sem imaginação, desses que não acreditam em nada e arrumam qualquer argumento, mesmo que absurdo, para desqualificar o que chamam de pseudociências – entre as quais incluem a Ufologia.

 

Mas é completamente errado pensar assim. É muito preocupante que membros da Comunidade Ufológica Brasileira, além de destratarem o nome e a obra de Sagan, ainda critiquem seu “excessivo cientificismo” quanto ao Fenômeno UFO. É lamentável que essas pessoas – muitas das quais poderiam ser chamadas de “excessivamente crentes” – não conheçam mais a fundo a obra de Sagan e cometam a injustiça de colocá-lo na mesma categoria de outros indivíduos desqualificados, críticos contumazes da Ufologia. Sagan, sem dúvida, acreditava na existência de vida extraterrestre. No próprio capítulo inicial de sua premiada série Cosmos [1980], mostrou que existem centenas de bilhões de galáxias, cada uma contendo em média centenas de bilhões de estrelas. Já na época em que a série para TV e o livro homônimo eram produzidos, no final dos anos 1970, o autor defendia que deveriam existir, talvez, tantos planetas quanto estrelas nas galáxias.

 

Afirmando que na parte do universo que conhecemos deve existir dez bilhões de trilhões de planetas, Sagan defendia a existência de vida extraterrestre claramente. “Face a esses números esmagadores, qual a probabilidade de que uma única estrela comum, o Sol, seja acompanhada por um planeta habitado? Por que seríamos nós, aconchegados em alguma esquina perdida do cosmos, tão afortunados? Para mim, parece bem mais provável que o universo esteja repleto de vida”. Quantos foram os astrônomos, nos últimos anos, mesmoface a tantas descobertas extraordinárias na área de planetas extrassolares e organismos extremófilos [Capazes de viver em circunstâncias onde antes não se acreditava possível], a fazer afirmações como esta? Assim foi Sagan, quase sempre “profetizando” fatos que depois seriam constatados.

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