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ARTIGOEstranhas mortes na Ilha dos CaranguejosNo litoral do Maranhão foram investigadas ocorrências trágicas de ataques por alienígenasCategoria: ATAQUES EXTRATERRESTRES | CASUÍSTICA
crédito: rede globo
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Cena do programa Linha Direta Mistério, da Rede Globo, exibido em agosto do ano passado, que dramatiza as cenas do ataque aos pescadores por uma misteriosa e traumatizante luz
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Manhã quente em São Luís, capital do Maranhão, estado situado na região Norte do Brasil, na zona limítrofe com a Amazônia. A poucos quilômetros do centro da cidade, no cais de Itaqui, eu intentava localizar algum pescador ou barqueiro que pudesse levar-me à misteriosa Ilha dos Caranguejos. “Não, de modo algum. Ainda que você pague muito bem pela viagem. Ninguém deseja deixar seus ossos ali”, me disse um mulato robusto que mordia a ponta de um cigarro de palha. “E por que não?”, insisti. “Creio que não saiba que a Ilha dos Caranguejos é um lugar encantado. Ali existem coisas do além. Muita gente morreu naquele local e não se sabe exatamente a causa. Você pode perguntar por aqui no porto, mas ninguém o levará”, enfatizou. E o marinheiro tinha razão. Apesar da minha obstinação, ninguém quis levar-me. E eu sabia o porquê, mas preferi calar-me.
Na madrugada do dia 26 de abril de 1977, algo verdadeiramente insólito e pavoroso ocorreu na ilha. Dois homens despertaram dentro de uma embarcação de madeira. Eles tinham várias queimaduras pelo corpo e um terceiro estava morto. Nenhum dos sobreviventes, incluindo um rapaz que escapou ileso, foi capaz de recordar o que havia causado aquela tragédia. À época, cogitou-se a hipótese de que José Correia, 29 anos, teria sido morto por um disco voador, já que estava sendo registrada uma intensa onda de aparições de UFOs não somente na ilha, mas também em quase toda a chamada Baixada Maranhense, uma zona cheia de pântanos e mangues próxima à costa atlântica. Naquele mesmo ano também aconteceram ataques de naves a pessoas, ocasionando queimaduras e até mesmo a morte de algumas vítimas no estado vizinho do Pará, em plena região amazônica. Os fenômenos, conhecidos como chupa-chupa, foram investigados pela Aeronáutica brasileira, que até hoje não se pronunciou de forma conclusiva sobre o assunto nem mesmo emitiu qualquer comunicado oficial.
De volta a São Luís, busquei informações que pudessem desvendar o mistério. Na biblioteca municipal, situada em uma praça repleta de vendedores ambulantes, me dediquei a tirar o pó de antigos exemplares de periódicos locais. Antes disso, tinha tentado localizar os médicos que examinaram os corpos das vítimas, mas, ou já haviam falecido, ou não se sabia deles no Conselho Regional de Medicina. A primeira notícia que encontrei, no Jornal Pequeno, de 29 de abril de 1977, trazia no título: “Misterioso acontecimento na llha dos Caranguejos”. No texto havia a foto dos três sobreviventes da tragédia. O comissário de polícia José Argolo foi informado por Apolinário Correia, o único que escapou sem feridas ou queimaduras, que José estava morto, mas sem marcas no corpo, e que seu outro irmão, Firmino, estava em coma. Aureliano, o cunhado dos irmãos Correia, apenas mexia a boca, sem emitir qualquer som.
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