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ARTIGOHá diferença na forma como os ETs tratam os diversos povos da Terra?Uma análise da ação alienígena na Terra desde os primórdios da Era Moderna dos Discos Voadores revela nuances da manifestação de um fenômeno que, embora eminentemente físico, tem um componente psicológico e sociológico que precisa ser compreendidoCategoria: ABDUÇÕES ALIENÍGENAS | CONTATADOS | REFLEXÕES
crédito: paulo bach
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As variadas formas de apresentação dos ETs seriam reflexos de como os interpretamos, de acordo com cada cultura terrestre?
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Uma pergunta ronda os estudiosos do Fenômeno UFO: teriam nossos visitantes extraterrestres diferentes formas de atuar em nosso planeta, de acordo com as diversas etnias e culturas às quais se manifestam? Ou, colocando a pergunta de outra forma, será que suas variadas formas de apresentação são apenas reflexos de como os interpretamos, de acordo com cada cultura terrestre e o estágio em que estava quando houve a interação com tais visitantes? Aqui, a ordem dos fatores altera diretamente o produto. Vamos retroceder no tempo para entendermos a questão. Até 1952, quando George Adamski se encontrou com humanoides altos, loiros e de cabelos compridos viajando em discos voadores de lata e rebites, nossos “irmãos do espaço” eram amigáveis e até nos convidavam gentilmente para passeios espaciais — como ocorreu ao curioso polonês, que teria viajado a bordo da nave espacial dos seres que contatou, bem antiquada se comparada aos atuais UFOs aerodinâmicos, luminescentes, holográficos e vertiginosos.
Naquela época, quando sequer havíamos colocado um satélite artificial em órbita, nossa visão de mundo e de universo era pobre e limitada, na qual o espaço era algo incomensurável, um abismo negro e profundo, insondável como a própria alma. No cinema, o perigo comunista se transfigurava em extraterrestres invasores, refletindo a paranoia da Guerra Fria. Quase sempre eles vinham para nos destruir — e nas raras ocasiões em que vinham em missões de paz, tentavam refrear nossos instintos bélicos. Nesse contexto, como separar a realidade da ficção? A utopia da dura realidade? Muitos estudiosos se deixaram levar pela doce onda de imaginação e liberdade de pensamento além da nossa galáxia. Outros suspeitaram que a coisa fosse muito mais complexa e envolvia uma série de “estímulos” de origem desconhecida. Ao propugnar, no início dos anos 70, que existia uma inteligência externa que criava e modificava mitos dos diversos povos do planeta segundo modas e tendências do momento, o matemático franco-americano Jacques Vallée inaugurava o que se consagrou como “Nova Ufologia”. O que na era pré-industrial eram diabos e duendes, na era dos foguetes e da bomba atômica viraram seres extraterrestres.
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