ETs
nos livros sagrados
Uma análise da presença alienígena
na Terra desde os tempos bíblicos e a perspectiva de
salvação da Humanidade
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Marco A. Petit, co-editor
No dia 17 de fevereiro de 1600 morria na fogueira Giordano Bruno,
sob a acusação de possuir uma mente mais perceptiva
do que o normal, aberta para novos conhecimentos – séculos
à frente da maioria esmagadora da humanidade da época.
Bruno defendia a existência de vários mundos habitados,
o que para a Igreja era mais que suficiente para que seu corpo –
e de qualquer outro – fosse consumido pelas chamas da Inquisição,
onde dogmas religiosos serviam para sepultar qualquer conhecimento
revolucionário. O que mais espanta é que os responsáveis
por aqueles atos insanos julgavam defender as idéias e os
fundamentos religiosos contidos na Bíblia. Entretanto, este
livro sagrado não só revelaria a existência
de outros mundos habitados como também narraria os contatos
mantidos pelos extraterrestres com nossos antepassados.
Se forem consideradas como verdadeiras as mitologias, tradições
e os textos sagrados de vários povos antigos, os contatos
com divindades eram acontecimentos freqüentes. Com o passar
dos séculos, entretanto, esses casos tornaram-se mais raros,
até que os “deuses” aparentemente resolveram
abandonar a Humanidade. Analisando esse problema de maneira lógica,
é difícil entender essa modificação
no comportamento das divindades. Seriam estas histórias meras
fábulas, sem nenhuma base real? Os contatos continuam até
hoje, só que os seres que visitavam a Terra no passado remoto
seriam reconhecidos não mais como deuses e sim como extraplanetários.
O que importa é que foram estes últimos os verdadeiros
inspiradores das tradições religiosas. Durante a 2ª
Guerra Mundial, os norte-americanos estabeleceram muitas bases nas
selvas das ilhas do sul do Pacífico. Os nativos puderam observar
a chegada de pára-quedistas e posteriormente de aviões
no local. Naqueles dias, nascia mais uma religião na Terra.
Com o término da guerra, os militares foram embora e deixaram
aquelas populações primitivas sob forte impacto –
algumas chegaram a construir réplicas das aeronaves utilizando
galhos e folhas tiradas das árvores, esperando que seus deuses
voltassem do céu… Teriam as mitologias e religiões
milenares nascido a partir de contatos com uma ou mais culturas
de origem extraplanetária? Se isto é verdade, os livros
sagrados devem estar repletos de referências aos extraterrestres.
Existem muitos textos que foram banidos do corpus bíblico
por serem considerados incultos. Em sua grande maioria eram justamente
os mais reveladores, trazendo importantes informações
sobre os contatos das divindades com o homem que estava na Terra.
O Livro de Enoque – O livro do profeta Enoque,
patriarca bíblico antediluviano, indica fortemente esse tema.
Ele revela, entre outras coisas, que duzentos anjos – palavra
que significa mensageiro – desceram à Terra e tiveram
filhos e filhas com as mulheres terrestres. Portanto, não
é de hoje que extraplanetários se relacionam intimamente
com a Humanidade. Esses seres angelicais ensinaram aos terrestres
a Astronomia, noções de Meteorologia e, de maneira
surpreendente, a prática do aborto!
No capítulo 13, o profeta revela detalhes de uma viagem espacial
feita por ele: “Estava eu envolto em nuvens e névoa
espessa, contemplando com inquietude o movimento dos astros e relâmpagos,
enquanto que ventos favoráveis elevavam minhas asas e aceleravam
meu curso... Fui levado até o céu e rapidamente alcancei
um muro construído com pedras de cristal. Chamas móveis
envolviam seus contornos. Comecei a ser tomado pelo medo... Entrando,
lancei-me no meio das chamas... E entrei numa vasta morada, cujo
piso também tinha sido construído com cristal, tanto
quanto seus fundamentos.” Analisando este texto, conclui-se
que Enoque observou, no momento da partida da espaçonave,
a fumaça e os relâmpagos, ambos provenientes de sua
propulsão, e o aparente movimento dos astros.
Tudo parece indicar que Enoque visitou algum tipo de estação
espacial ou uma nave de grandes dimensões. Sua descrição
não é muito diferente dos depoimentos atuais relacionados
às abduções. Uma das passagens mais sugestivas
está no capítulo 104, que faz referência ao
nascimento de Noé. Seu pai, Lameque, foi procurar Matusalém,
filho de Enoque, pois Noé não se parecia em nada com
as outras crianças da Terra: sua pele e cabelos eram extremamente
brancos e seus olhos apresentavam um brilho incomum. Segundo a História,
Lameque afirmou que seu filho não era um homem e sim um anjo
do céu, “... com certeza não é de
nossa espécie”, concluiu o pai. Seria Noé
fruto de uma hibridização genética engendrada
pelos extraterrestres? Se a narrativa bíblica for considerada
procedente, então foram os descendentes de Noé que
povoaram a Terra após o dilúvio. Dessa maneira, os
ETs há muito vêm interferindo na evolução
genética da humanidade.
UFOs nas Escrituras – No Gênesis,
o primeiro livro da Bíblia, encontram-se novas evidências
que apóiam as interpretações ufológicas
relativas aos encontros entre os anjos e representantes da Terra.
Nos primeiros versículos do 18º capítulo ele
revela que “…apareceu o Senhor a Abraão nos
carvalhos de Manbre, quando ele estava assentado à entrada
da tenda, no maior calor do dia. Levantou Abraão os olhos
e eis que três homens estavam de pé à sua frente.
Vendo-os, correu da porta da tenda ao encontro deles, prostrou-se
em terra e disse: ‘meus senhores, se estou a mercê de
Vossa presença, rogo-te que não passe de teu servo’
(...) Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho
tenro e bom, e deu-o ao seu criado, que se apressou em prepará-lo.
Tomou também coalhada e leite, o novilho que mandara preparar
e pôs tudo diante deles, e permaneceu de pé junto a
eles debaixo da árvore enquanto comiam”.
A princípio, deve-se atentar para um ponto bem significativo
desta passagem: Abraão reporta três homens estranhos,
e fica bem claro a semelhança do homem terreno com tais seres.
Considere-se também que Abraão reconhece entre as
três personalidades o Senhor, que parecia comandar os demais,
desfrutando de uma posição hierárquica superior.
Torna-se ainda patente a inexistência de qualquer diferença
notável entre as entidades que o visitaram, que acabam por
consumir alimentos convencionais. Não parece haver dúvidas
quanto a tratar-se de seres condicionados ao mundo material. Conclui-se,
portanto, que devido aos atributos divinos dados a eles, estes foram
envoltos em fenomenologia. Segundo o livro de Gênesis, dois
anjos partiram em direção a Sodoma e Gomorra, ficando
o Senhor com Abraão, a quem revela sua vontade de destruir
as duas cidades. Depois, Ele parte também.
Em Sodoma, foi a vez de Ló encontrar as divindades: “Ao
anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava
Ló assentado. Este, quando os viu, levantou-se e, indo ao
encontro deles, prostrou-se com rosto em terra”. Isto
está no primeiro versículo do capítulo 19 de
Gênesis. E continua no versículo 9, quando os soldados
de Sodoma quiseram atacar os estrangeiros e Ló ofereceu suas
filhas no lugar: “Eles, porém, disseram: ‘Retira-te
daí.’ E acrescentaram: ‘Só ele é
estrangeiro, veio morar entre nós mas pretende ser juiz em
tudo? A ti, pois, faremos pior do que a eles’. Arremessaram-se
contra Ló e chegaram para arrombar a porta. Porém
os homens [Os seres], estendendo a mão, fizeram entrar Ló
e fecharam a porta. Feriram os que estavam lá fora, deixando-os
cegos, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram
de procurar a entrada.”
Observa-se mais uma vez os anjos apresentando-se a um homem da Terra.
Ló rapidamente reconheceu-os como divindades, que se mostravam
padecer das mesmas necessidades alimentares dos terráqueos.
Torna-se digno, aqui, citar a veneração que esses
seres despertaram em Ló, ao ponto de oferecer suas filhas
aos degenerados da cidade em troca da imaculabilidade dos seus hóspedes.
Para retribuir-lhe a hospitalidade, os seres acabaram por ferir
os soldados. O que não sabemos é se isso foi através
de uma arma ou de poderes paranormais. Os anjos revelaram a Ló
que a cidade seria destruída. Voltando ao capítulo
19, versículo 12: “Então disseram os homens
a Ló: ‘Tens aqui alguém mais dos teus? Genro,
filhas e filhos, todos quantos tens na cidade, fazei-os sair deste
lugar, pois vamos dizimar, porque o seu clamor se tem aumentado
chegando até a presença do Senhor, e o Senhor nos
enviou a destruí-lo’.” Neste instante, Ló
saiu e falou a seus genros para deixarem Sodoma, mas eles não
acreditaram. Ló então pegou sua mulher e suas duas
filhas e foi embora da localidade ao amanhecer.
Naves Espaciais – Os anjos levaram Ló
e sua família para fora de Sodoma dizendo: “Livra-te,
salva a tua vida, não olhes para trás, nem pares em
toda campina. Foge para o monte, para que não pereças
no castigo da cidade.” Ló preferiu viver em uma
pequena localidade próxima, pois seria muito difícil
sobreviver na montanha. “Apressa-te, refugia-te nela,
pois nada posso fazer enquanto não tiveres chegado lá”,
completou o anjo. E a cidade foi chamada de Segor. Nota-se uma estranha
e curiosa pressa das divindades em retirar Ló e os seus familiares
de Sodoma. Quanto a isso, o pesquisador suíço Erich
Von Däniken questiona se a contagem regressiva já havia
começado. A destruição apocalíptica
é narrada nos versículos seguintes: “Despertava
o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Segor. Então
fez o Senhor chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. E subverteu
aquelas cidades, toda a campina, todos os moradores, inclusive o
que nascia na terra (...) Tendo-se levantado Abraão de madrugada,
foi para o lugar onde estivera na presença do Senhor, e olhou
para Sodoma e Gomorra e toda a campina, observando que da terra
subia fumaça como de uma fornalha.”
Não está claro que o Todo-Poderoso necessitasse destruir
as duas localidades e os homens que lhe eram desagradáveis,
juntamente com toda e qualquer forma de vida, como entende-se por
esse relato bíblico. Deve-se considerar que este Deus da
Teologia é uma impossibilidade lógica, nada tem a
ver com aquele acontecimento. De acordo com o que a Bíblia
revela, não há nenhuma contradição em
aceitar as propostas já homologadas por outros pesquisadores,
isto é, assumir como nuclear o vetor utilizado pelos anjos
para atingir seus objetivos saneadores.
Mas é no Êxodo, o segundo livro de Moisés, onde
encontramos citações pertinentes às aparições
de naves espaciais. O texto diz que, após os israelitas terem
saído do Egito, foram guiados por um objeto voador chamado
de Anjo de Deus. Explica também que era dessa mesma nave
que emanavam as colunas de nuvem e de fogo. A primeira delas era
vista durante o dia e, a segunda, à noite – considere-se
esta variação observando os lançamentos espaciais
nestes diferentes períodos. A coluna de nuvem é plenamente
visível de dia, enquanto a de fogo (gases inflamados da propulsão)
é ressaltada à noite pela escuridão. É
possível identificar, portanto, o Anjo de Deus como sendo
o aparelho voador, e as colunas de nuvem e de fogo como as emanações
propulsoras da espaçonave. Existem, inclusive, algumas ilustrações
milenares, pertinentes a estes acontecimentos, que confirmam essas
interpretações.
Já no 19º capítulo revela-se a chegada do Senhor,
seguida de várias recomendações que atestam,
de maneira definitiva, o caráter tecnológico destas
aparições. Moisés chega a receber recomendações
para estabelecer uma linha de segurança em volta do ponto
onde ocorreria a descida Dele. Mais à frente, no versículo
18, o texto bíblico descreve a descida de um objeto luminoso
de brilho semelhante ao fogo: “Nisso, todo o Monte Sinai
fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça
subiu de uma fornalha, e todo o morro tremia fortemente.”
Apenas Moisés recebeu permissão para subir ao Monte
Sinai, onde recebeu das mãos de um dos tripulantes um código
de leis que seria utilizado para guiar o povo israelita. Muitos
acreditam que foi justamente esta passagem bíblica que inspirou
as cenas finais do filme Contatos Imediatos de 3º Grau, produzido
por Steven Spielberg. Muito interessante também são
alguns trechos deste livro referentes a uma nuvem luminosa que guiava
a população de Israel. Nos seus versículos
finais é possível ler: “A nuvem cobriu a
tenda da congregação e a glória do Senhor encheu
o tabernáculo. Moisés não podia entrar porque
a nuvem permanecia sobre o lugar. Quando ela se levantava sobre
o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam adiante, em
todas as suas jornadas. Se, porém, não se levantava,
não caminhavam. De dia a nuvem do Senhor repousava sobre
o tabernáculo, e de noite havia fogo nele, à vista
de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.”
Conta também esta passagem bíblica que a espaçonave
pairava sobre o local e seu brilho intenso invadia o tabernáculo,
impedindo que alguém se aproximasse. Haverá contradição
entre a narração da Bíblia e esta visão
dos acontecimentos que estão sendo expostos neste artigo?
Existem referências às manobras dessa nuvem também
em Números, o quarto livro das escrituras sagradas.
Elias Abduzido por ETs – Um outro trecho bíblico –
que aos olhos da civilização técnica
revela sua possível realidade ufológica – é
aquela referente à ascensão do profeta Elias. De acordo
com o Segundo Livro dos Reis, Elias foi levado ao céu
no interior de um carro de fogo, que provocou uma espécie
de redemoinho. Conforme o relato, houve uma testemunha ocular do
fato, o profeta Eliseu, que assumiu o lugar daquele na condução
do povo israelita. Muitos não acreditaram que Elias não
estava mais na Terra e se lançaram em busca do mesmo, sem
entretanto conseguirem encontrar qualquer vestígio do abduzido.
No entanto, o relato mais impressionante de um contato de 3º
grau narrado na Bíblia foi o legado pelo profeta Ezequiel.
Pode-se ler em seu livro detalhes dessa narração:
“Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto
mês, que estando eu no meio dos exilados, junto ao Rio Quebar,
se abriram os céus e eu tive visões de Deus (...)
Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte e uma grande
nuvem com fogo a revolver-se; esplendor ao redor dela, e no meio
disto uma coisa como metal brilhante que saía do meio do
fogo.” Teria Ezequiel tido um contato com algo ligado
ao mundo divino? Inicialmente, o profeta situa a época em
que o fato aconteceu para em seguida citar o local da ocorrência,
e depois detalhar o acontecimento. Sua descrição é
muito clara, sendo suficiente para descartar a possibilidade de
ter mantido contato com algum fenômeno meteorológico
ou mesmo astronômico.
Ezequiel faz referência inclusive a uma onda de choque –
que ele define como vento tempestuoso – provocada pela aproximação
de um objeto voador. Nos versículos seguintes, o profeta
revela seu contato com uma criatura de aspecto humano, que seria
Jeová, a divindade maior. Este ser faz uma série de
previsões sobre o futuro do povo israelita. É evidente
que a interpretação ufológica para este acontecimento
poderia ser questionada, mas neste caso especificamente existe um
estudo detalhado a favor da idéia de um contato com uma nave
extraterrestre. O engenheiro aeroespacial Joseph F. Blumrich, que
foi chefe do Departamento de Projeção e Construção
da NASA, estudou de maneira detalhada todo o relato do profeta Ezequiel.
Antigo Testamento – Blumrich acreditava que poderia provar
tecnicamente que Erich von Däniken – supostamente o primeiro
a defender a tese de uma nave alienígena neste caso –
estava errado. Porém, após seus estudos e análises,
acabou por comprovar justamente o oposto. A essência de suas
conclusões mostrou uma espaçonave tecnicamente concebível
e muito bem projetada para as necessidades exigidas em suas missões.
Segundo o engenheiro, tratava-se de um aparelho voador lançado
provavelmente de uma estação espacial que estava na
órbita terrestre na época – há 2500 anos!
Blumrich chegou inclusive a recalcular detalhes do processo propulsivo
utilizado na aeronave.
Mas não é só no Antigo Testamento que existem
referências aos UFOs. Também no Novo encontram-se muitas
revelações. Uma das passagens mais interessantes é,
sem dúvida, a relacionada à Estrela de Belém.
Segundo o texto bíblico, este objeto inicialmente foi observado
em movimento, para em seguida pairar sobre o ponto onde Jesus havia
acabado de nascer. No segundo capítulo de Mateus, versículo
9, pode-se comprovar essa narrativa: “Depois de ouvirem
o rei, partiram e eis que a estrela que viram no ocidente os precedia,
até que chegando parou sobre onde estava o menino.”
Apesar de várias tentativas anteriores de se explicar o que
observavam – a conjunção de planetas ou a passagem
de um cometa –, não existem condições
para a aceitação destas hipóteses, pois nenhum
astro poderia apresentar as características deste fenômeno,
ou seja, ser visto em movimento e depois ficar estacionário.
Restam portanto duas teorias: a divina e a ufológica.
O filólogo soviético Viaceslav Zaitzev faz referência
a um texto apócrifo escrito no século III, intitulado
Narração dos Três Magos. Em sua versão
bielo-russa lê-se que “... um dia inteiro, sem perturbar
o ar, pendeu a estrela sobre o Monte Wans.” Deve-se considerar
também que, na mesma época em que a Estrela de Belém
foi vista, numerosos UFOs estavam sendo registrados em Roma e outras
regiões. Mas ao contrário do que aconteceu com a referida
estrela, os avistamentos na capital italiana não foram associados
às manifestações do mundo divino.
Os registros históricos romanos citam aparições
de sóis noturnos, luas, escudos voadores, etc. No entanto,
as ligações do Fenômeno UFO com Jesus começam
aparentemente bem antes do seu nascimento. O pesquisador espanhol
J. J. Benítez, autor da série Operação
Cavalo de Tróia e de mais de 20 outros livros, faz menção
a uma série de textos de caráter apócrifo que
revelariam que a Virgem Maria, desde sua infância, já
vinha sendo acompanhada pelos “anjos.” Esses seres angelicais
ditavam, entre outras coisas, os alimentos que ela poderia ingerir
– dentro de um processo de preparação de seu
corpo para o dia em que conceberia Jesus. Algumas ilustrações
antigas reforçam esta tese, como uma tapeçaria medieval
que representa inúmeras cenas da vida da Virgem Maria. Na
peça, observa-se claramente um objeto voador em forma de
disco pairando no céu atrás da mãe de Jesus.
Origem de Jesus – Sem dúvida, uma
das passagens mais misteriosas do Novo Testamento é a concepção
milagrosa de Jesus Cristo. A Bíblia revela que Cristo foi
concebido a partir da descida do Espírito Santo sobre a Virgem
Maria. Mas o que seria na verdade este Espírito Santo? Durante
muitos anos, este autor buscou encontrar representações
visuais que explicassem justamente essas passagens bíblicas
intrigantes, tendo em mente que quanto mais antigas elas fossem,
mais credibilidade poderia ser dada às mesmas. As interpretações
ufológicas de textos sagrados ganhariam considerável
força se estivessem apoiadas em tais conclusões.
Uma peça impressionante e ao mesmo tempo muito reveladora
é o quadro Anunciação, pintado pelo italiano
Carlo Crivelli em 1486, que hoje pertence ao acervo da National
Gallery, em Londres. Nesta obra, é possível observar
na parte superior da tela um objeto de forma discoidal esverdeado,
pairando no céu. De baixo do disco voador sai um raio luminoso
de cor amarela, que atinge a Virgem Maria. Associado a este facho
pode-se ver o símbolo do Espírito Santo: uma pomba
luminosa. Existe também a representação de
uma mulher olhando o raio, valendo-se de uma das mãos, aparentemente
para proteger seus olhos da luminosidade do mesmo.
Teria o corpo físico de Jesus sido concebido através
de uma projeção de luz proveniente de uma nave alienígena?
Alguns dos maiores físicos defendem a hipótese de
que por trás da matéria no Universo existe uma realidade
espiritual que, em última análise, seria a responsável
por sua própria organização neste meio. A entidade
espiritual que ficou conhecida como Jesus evidentemente já
existia antes de sua manifestação há dois mil
anos. Ou seja, o que foi concebido a partir do raio proveniente
do UFO seria simplesmente o corpo biológico no qual o próprio
espírito deveria encarnar. Portanto, o objetivo era a geração
de uma estrutura física sem as limitações que
os humanos normais apresentam, para que quando a entidade se apossasse
daquele corpo, pudesse então manifestar todos os poderes
inerentes à sua evolução espiritual.
Em uma outra pintura renascentista intitulada A Virgem e o Menino
pode-se perceber, além da Virgem Maria e seu filho, um objeto
em forma de disco no canto superior direito. Representações
deste tipo reforçam em muito as interpretações
ufológicas. No próprio texto bíblico existe
uma referência a um nascimento incomum: o de João Batista.
Isabel, sua mãe, apesar da avançada idade e do fato
de ser estéril, após ser visitada pelo anjo Gabriel
– o mesmo que anunciou o nascimento de Cristo para Maria –,
ficou grávida e teve seu filho. Inúmeras mulheres
na atualidade, ao terem um contato direto com extraterrestres, são
fecundadas artificialmente por eles e ficam grávidas.
O próprio João Batista era, conforme os evangelhos,
uma nova encarnação de Elias que fora levado ao céu
por um objeto voador não identificado. Um ponto de vital
importância nos textos, para uma melhor compreensão
da real natureza de Jesus, é sem dúvida o processo
de ressurreição. Em Mateus, capítulo 28, lê-se:
“No fim do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana,
Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve
um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu.”
Anjos Mensageiros – O enviado do Senhor,
segundo São Mateus, tinha o aspecto de relâmpago e
sua roupa era branca como a neve. Quando o anjo sentou-se sobre
a pedra do Santo Sepulcro, os guardas tremeram de pavor, ficando
estáticos “... como se estivessem mortos.”
Mas o ser angelical, dirigindo-se às mulheres, disse: “Não
temais: porque sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele
não está aqui: ressuscitou, como havia dito.”
Este relato apresenta uma série de fenômenos comuns
em aparições ufológicas. Várias vezes,
em meio a contatos próximos com os UFOs, foram notados pequenos
tremores de terra, aparentemente gerados pelos campos eletromagnéticos
que parecem envolver as naves.
Também é muito comum que os contatados fiquem paralisados,
imóveis, quando se deparam com os objetos voadores e suas
tripulações. A própria vestimenta do anjo se
enquadra perfeitamente nas descrições relacionadas
a inúmeros contatos extraterrestres. Já o evangelho
de Lucas menciona a existência de dois anjos. Verifica-se
este fato no capítulo 24, versículos 4 a 6: “...
apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando
elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão,
eles lhes falaram: ‘Por que buscais entre os mortos o que
vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou’.”
Na realidade, os textos bíblicos não descrevem
o traslado do filho de Deus para o céu, acontecido supostamente
após a ressurreição, mas existem pinturas antigas
que retratam tal acontecimento. A mais reveladora destas pode ser
vista no Monastério de Detchani, em Kosovska Metchija, na
antiga Iugoslávia. Nas paredes da Igreja existem tanto cenas
do Antigo como do Novo Testamento, finalizadas no ano de 1350. Acredita-se
que estas obras tenham sido idealizadas a partir de ilustrações
mais antigas, utilizadas como base.
A pintura que representa a crucificação de Jesus mostra
o Messias pregado na cruz e dois objetos voadores no céu,
com seus respectivos pilotos. Na figura que demonstra a ressurreição,
Cristo aparece representado dentro de algo não muito diferente
dos presentes no momento de sua crucificação. Ao lado
deste existem vários anjos, cujos trajes lembram muito os
utilizados por astronautas. Uma outra representação
da crucificação também retrata duas naves voadoras.
Nesta obra, reproduzida na mais antiga igreja da Geórgia,
na Rússia, aparecem dois aparelhos de forma discoidal, cada
um de um lado da cruz. No ícone A Ressurreição
de Jesus Cristo, conservado até hoje na Academia Conciliar
de Moscou, observa-se o Messias no interior de um objeto muito semelhante
a uma espaçonave. Das suas laterais sai uma fumaça
que esconde os pés dos anjos, que estão agrupados
ao redor do aparelho.
Após sua ressurreição, como narra o Novo Testamento,
Cristo apareceu várias vezes para seus apóstolos,
como havia previsto. Foi comprovado que seus discípulos não
estavam tendo visões. O texto Atos dos Apóstolos narra
que durante sua última aparição Jesus foi elevado
ao céu no interior de uma nuvem. Em meio ao processo de ascensão,
apareceram dois varões com vestes resplandecentes que informaram
aos discípulos que, da mesma maneira que Cristo estava sendo
elevado, retornaria no futuro. Mas o que seria esta nuvem? Talvez
a resposta esteja numa representação em relevo feita
em uma peça de marfim, que faz parte do acervo do Victoria
and Albert Museum, em Londres. Nesta peça, Jesus é
levado ao céu no interior de um objeto com formato de ovo,
que apresenta em sua parte inferior uma descarga propulsora –
o que é de se estranhar, pois supostamente a ascensão
representava um acontecimento ligado ao mundo divino.
Comandante da Nave – Na Igreja de Saint-Sernin,
localizada em Toulouse, França, existe uma obra também
em relevo do século XI que mostra o Messias no interior de
um objeto de forma ovóide – este é um dos formatos
mais comuns em que se apresentam os UFOs da atualidade. O interessante
ainda é que o próprio Cristo pode ter declarado sua
origem extraterrestre, conforme o capítulo 8, versículo
23, do Evangelho de João: “Vós sois cá
de baixo e eu sou lá de cima; vós sois deste mundo
e eu deste mundo não sou.”
Além das análises feitas no Novo Testamento, em obras
de arte antigas que parecem indicar uma profunda ligação
entre Cristo e o Fenômeno UFO no passado, não podemos
deixar de abordar alguns casos de contato atuais, que reforçam
esta realidade. Um dos mais extraordinários acontecimentos
da história da Ufologia foram as experiências mantidas
na fazenda Vale do Rio do Ouro, no município de Alexânia
(GO), nas décadas de 60 e 70. Apesar dos UFOs já terem
sido avistados outras vezes no local, as relações
com os tripulantes começaram no dia 28 de novembro de 1967,
com Wilson Plácido de Gusmão, que havia adquirido
a propriedade na época. Segundo Gusmão, os seres que
viu eram de baixa estatura, mas semelhantes ao homem, e vestiam
uma espécie de macacão colante ao corpo. Usavam um
cinto com algum tipo de dispositivo que apresentava várias
teclas semelhantes às de um piano. “Pareciam os
anjos de Michelangelo, com cabelos loiros e não muito compridos.
A pele deles assemelha-se a porcelana, como se nunca tivessem sido
exposta à luz do Sol”, descreveu o fazendeiro.
No primeiro encontro, o comandante da nave transmitiu a Gusmão
uma série de informações referentes a armas
atômicas e depósitos nucleares da Terra. Como os contatos
continuavam com certa freqüência, foi formado um grupo
para dar início às pesquisas. Esta equipe tinha como
principal membro o general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa,
um dos maiores pesquisadores da história da Ufologia brasileira
e falecido há alguns anos. Além de inúmeros
avistamentos – muitos documentados fotograficamente –
e dos contatos físicos com os extraterrestres, o grupo teve
várias oportunidades de visitar naves e bases hiperfísicas
desta estranha raça mediante “desdobramentos”
– saídas do corpo físico – controlados
pelos próprios alienígenas.
Além de dados relativos ao processo de propulsão das
espaçonaves, tiveram muita importância os
conhecimentos ligados à área espiritual. Esses seres
demonstraram de maneira objetiva uma profunda reverência ao
nome de Cristo, que foi apresentado como Mestre maior. Além
disso, alguns dos grandes pensadores do passado teriam origem extraterrestre
e por desejo próprio haviam se incorporado à evolução
espiritual da Terra, tendo como única meta servir a Humanidade.
Este tipo de informação se enquadra perfeitamente
com alguns argumentos contidos no Alcorão, o livro sagrado
do Islamismo, passados para Maomé pelo anjo Gabriel. Segundo
o que está registrado nesta escritura, numa referência
possivelmente ao tempo atual, “…no futuro os homens
discutiriam por causa das suas várias religiões.”
Outro caso de extrema importância que comprova a ligação
do Fenômeno UFO com a figura de Cristo são as experiências
mantidas pela norte-americana Betty Andreasson Lucca desde sua infância,
registradas no livro Os Observadores, de Raymond Fowler [Veja encarte
das páginas centrais]. A contatada foi levada várias
vezes para naves e bases aparentemente subterrâneas pelos
greys – seres de baixa estatura, com membros frágeis
e pele cinzenta, cujas cabeças são desproporcionalmente
grandes, apresentando grandes olhos negros. Em um de seus encontros
com os ETs, revividos através de uma hipnose regressiva,
Betty apareceu em uma base subterrânea onde, além de
receber o implante de uma pequena esfera, viu o que passou a chamar
de “Museu do Tempo”, onde ela pôde observar uma
série de invólucros transparentes contendo várias
figuras humanóides, representantes das inúmeras raças
e culturas que já existiram na Terra.
Preservados em Recipientes – A contatada
não foi capaz de dizer se aqueles eram realmente seres humanos,
preservados de alguma forma, ou apenas receptáculos que guardavam
reconstituições. Mesmo assim, nesta mesma experiência
ocorreu o encontro de Betty com o chamado “Número Um”,
um ser especial dentro da hierarquia daqueles visitantes. Depois
de ter sido conduzida inicialmente pelos greys, ela deparou-se com
criaturas de extrema beleza e conformação claramente
humana, que pareciam ser hierarquicamente superiores aos pequenos
seres que até então tinham se ocupado dela. Após
passar por um portal de luz, Betty finalmente conheceu aquele indivíduo,
cuja identidade ainda é um mistério, pois mesmo através
de várias sessões de hipnose não se conseguiu
uma identificação definitiva. Por mais incrível
que possa parecer, existem indicações de que esta
criatura possa ser aquela que há dois mil anos foi conhecida
como Jesus Cristo.
Ficção literária? Exagero? Através de
sessão hipnótica específica descobriu-se que
os seres que haviam pego Betty estavam felizes por ela ter aceito
o cristianismo espontaneamente. Logo em seguida, disseram também
que Jesus estaria com ela! Segundo as interpretações
deste autor e de outros ufólogos diante do Novo Testamento,
Cristo retornará com seus anjos através do que se
pode considerar uma nave extraterrestre. De acordo com a Bíblia,
isto ocorrerá logo após o chamado Apocalipse, um tempo
de grandes provações para a humanidade. Neste dia,
como está previsto no livro do profeta Enoque, “a
raça santa descerá das estrelas nas nuvens luminosas”.
Estarão assim cumprido a promessa feira aos antepassados.
Ou seja: o retorno dos deuses será então uma realidade.
“O que mais impressiona nos encontros
com UFOs é que as testemunhas descrevem uma mudança
fundamental de suas idéias sobre um grande número
de questões. Por exemplo, as noções sobre
a vida e a morte”
— Jacques Vallée, autor e ufólogo |
| Vaticano
admite seu interesse pelos UFOs |
| Maria
Helena Garbim
O interesse do Vaticano pela Ufologia e a vida extraterrestre
começou a chamar a atenção do mundo a
partir do dia 18 janeiro de 1997, quando a revista oficial
da Conferência dos Bispos da Itália publicou
uma entrevista com o padre Piero Coda, um dos mais importantes
teólogos do Vaticano. Em suas declarações,
padre Coda afirmou que, “criados por Deus e tendo
suas falhas, os extraterrestres também precisam de
redenção através das palavras salvadoras
de Jesus Cristo.”
Respondendo as perguntas do repórter da revista, padre
Coda afirmou que se existirem seres inteligentes e livres
em outros lugares do Universo, a solidariedade religiosa exigirá
que a eles também seja oferecido o caminho da salvação.
O religioso ainda disse que “pode até haver
algum enriquecimento cultural, exatamente como aconteceu no
passado, quando a cultura européia entrou em contato
com mundos que eram até então absolutamente
desconhecidos.”
Meses antes da entrevista do padre Coda, outros teólogos
do Vaticano haviam declarado ao respeitado jornal italiano
Corriere Della Serra que os extraterrestres também
devem ser considerados filhos de Deus. Em outubro do ano passado,
ao divulgar a mais recente edição do Dicionário
do Vaticano, a Santa Sé admitiu ter incluído
a expressão objeto voador não identificado que,
na obra, é chamada em latim de “res inexplicata
volans”, algo como “coisa voadora inexplicada.”
Ainda no mesmo mês, em sua edição do dia
14, o influente jornal inglês The Sunday Times informou
que o Vaticano começará a construir um dos maiores
observatórios astronômicos do planeta, a ser
localizado no deserto do Arizona, Estados Unidos. Os planos
do Vaticano são de que o observatório venha
a ser um dos mais bem equipados do mundo, para que possa contribuir
intensamente na busca de outros planetas com condições
de sustentar a vida. Terá dois possantes telescópios,
capazes de identificar sinais distantes dos mais diversos
tipos de gases e até de rastros de poeira cósmica
em torno de estrelas e sistemas planetários em situações
propícias para o aparecimento e evolução
da vida – ao menos dentro dos parâmetros conhecidos.
Digitais de Deus – “Procurem
as digitais de Deus”, disse o papa João
Paulo II aos 20 padres astrônomos que estão trabalhando
no projeto e à toda a equipe que o está desenvolvendo.
Aparentemente complementando as declarações
do papa, o diretor do observatório, frei George Coyne,
comentou no dia seguinte: “Acreditamos que a Igreja
tem de se juntar a esse esforço científico internacional
de busca por vida no espaço. A graça trazida
pela encarnação de Cristo estende-se a todos
os campos da atividade humana.”
“Mas o projeto do novo observatório traz
consigo alguns riscos teológicos”, comentou
na época o citado jornal londrino, ao divulgar a notícia.
“Um dos maiores deles seria a descoberta de formas
de vida extraterrestres, principalmente se dotadas de inteligência.
Se isso ocorrer, a Igreja enfrentaria a delicada questão
de definir se a crucificação de Jesus, que na
crença católica é atribuída à
redenção dos pecados de toda a Humanidade, teria
redimido também seres de outros planetas”,
finaliza o artigo no noticioso. Uma maneira de contornar o
problema seria converter os extraterrestres – uma idéia
que já é considerada pelos astrônomos
papais. A conversão ainda não teve seus procedimentos
e rituais definidos pela Santa Sé, pois o assunto não
está sacramentado, mas dificilmente seria idêntico
aos realizados com humanos.
“Se for possível encontrar civilizações
em outros planetas, e se for factível comunicar-se
com elas, deveríamos tentar enviar missionários
para salvá-los, como fizemos no passado quando novas
terras foram descobertas”, afirmou na ocasião
frei George Coyne, o jesuíta inglês nomeado diretor
do observatório do Arizona pelo papa. Este ano a agitação
está por conta de monsenhor Corrado Balducci, teólogo
do Vaticano e uma das pessoas mais próximas de João
Paulo II.
Um Monsenhor das Estrelas – Monsenhor
Balducci compareceu cinco vezes à televisão
italiana de janeiro até hoje para falar sobre ETs e
UFOs. Segundo ele, que disse não estar se expressando
oficialmente pelo Vaticano, a Santa Sé está
recebendo muitas informações sobre os extraterrestres
e seus contatos com os terráqueos. Essas informações,
de acordo com o monsenhor, vieram principalmente de seus núncios
no México, Chile e Venezuela. Monsenhor Balducci afirmou
várias vezes fazer parte de uma comissão do
Vaticano que trabalha com a possibilidade de contatos alienígenas
e que busca um modo de promover uma aceitação
global das manifestações de seres de outros
planetas.
O teólogo reafirmou que a Igreja Católica está
analisando o assunto com muito interesse, lembrando que os
encontros com extraterrestres “não são
demoníacos, nem provenientes de problemas psicológicos
ou, muito menos, de casos de possessão por entidades.
Este tema deve ser estudado com muito cuidado.”
O que chama atenção de modo especial é
que o monsenhor Balducci é um exorcista consagrado
no Vaticano, cujo hábito é extirpar do meio
católico todas as práticas consideradas estranhas
ou desconhecidas – o que, entretanto, não fez
com a Ufologia.
Maria Helena Garbim é
diretora responsável pelo jornal O Pêndulo. Seu
endereço é: Av. Manoel T. da Silva 609,13230-000
C. Limpo Paulista (SP).
|
| O
conhecimento do Vaticano sobre os ETs |
A.
J. Gevaerd, editor
Ufólogos de todo o mundo argumentam, com muita propriedade,
que os Estados Unidos e a Rússia seriam as potências
mundiais que mais deteriam informações ufológicas.
Os EUA, como se sabe, vêm trabalhando em segredo para
obter o máximo possível de dados sobre nossos
visitantes através de variados projetos, secretos ou
ostensivos. O país dedica uma verba astronômica
para o tema, considerada apenas inferior à empregada
com a manutenção de seu poderio bélico.
A maior parte deste dinheiro, que tem sido usado há
mais de 50 anos para investigar extraterrestres, vem de dotações
que fogem ao rigoroso controle orçamentário
do congresso norte-americano.
Já a Rússia, que acumula hoje quase a totalidade
das informações e recursos que antes eram espalhados
pelos diversos países que compunham a extinta União
Soviética, também é considerada grande
detentora de dados sobre as visitas de ETs – embora
se saiba que a grave crise financeira que atinge o país
não permite que se desfrute desta vantagem. A hegemonia
do Kremlin sobre um dos mais vastos territórios do
mundo permitiu à KGB juntar expressiva quantidade de
informação ufológica nas últimas
cinco décadas. E o faz até hoje, ainda que modesta
e limitadamente.
Os estudiosos que se dedicam a esmiuçar questões
governamentais em envolvimento com o Fenômeno UFO também
asseguram que a China tem vasta quantidade de dados sobre
o assunto, embora as autoridades do país sejam bem
mais discretas e tenham uma política visivelmente mais
acanhada de pesquisa ufológica. Por fim, sabe-se que,
quando o assunto é Ufologia, as grandes potências
acima mencionadas, além de outros membros do poderoso
G7 – o grupo dos sete países mais ricos do mundo,
sentam-se à mesma mesa para discutir a delicada questão,
evidentemente longe das câmeras.
Guerra de Bastidores – Tem sido assim
desde o fim da 2ª Guerra Mundial e durante todo o período
da Guerra Fria, perdurando até hoje, ainda que com
outro formato. Os Estados Unidos, a extinta URSS e a China,
principalmente, disputam publicamente uma posição
desfavorável ao Fenômeno UFO quando, na realidade,
nos bastidores, reconhecem sua gravidade, trocam informações
e até mantêm projetos conjuntos de pesquisa ufológica.
“Fico imaginando quão rapidamente nossas
diferenças cairiam por terra se tivéssemos que
enfrentar uma ameaça alienígena”, disse
Ronald Reagan perante a Assembléia Geral da ONU, há
uma década, referindo-se à necessidade de se
unificar os esforços terrenos contra eventuais invasores.
Mas o que pouca gente sabe é que nem os Estados Unidos,
nem a atual Rússia, ou mesmo a hegemônica China
têm um volume de informações ufológicas
tão antigo, detalhado e diversificado – além
de aprofundado – quanto o insuspeito menor país
do mundo: o Vaticano. Isso mesmo, a Santa Sé detém
uma quantidade expressiva de dados sobre o Fenômeno
UFO, que vem sendo mantida a sete chaves há séculos,
assim como muitos outros segredos que compõe a tradição
católica. Vide como exemplo observações
marianas de Fátima, Portugal, ocorridas no início
deste século.
O Vaticano, em variadas fases de sua existência, foi
quase totalitário no planeta Terra muito antes de existirem
Estados Unidos, Rússia ou China. Ha séculos
a Santa Sé mantém suas obras e milhares de missionários
em praticamente todos os rincões do mundo, trabalhando
em milhões de comunidades urbanas e rurais e diretamente
junto à população terrestre. Hoje, o
Vaticano está presente em mais de 220 países,
ainda mantendo suas tradições de atuar diretamente
com o povo, sejam quais forem suas etnias, costumes locais
ou mesmo as religiões que manifestem. Não há
uma única comunidade na Terra que não tenha
um padre ou outro membro da Igreja Católica.
Assim, desde tempos imemoriais, os obreiros do Vaticano vêm
coletando e analisando os relatos oriundos de seus fiéis
que, em todo o mundo, têm sido submetidos a observações
de UFOs e contatos com seus tripulantes. Os EUA, a Rússia
e a China com certeza possuem recursos infinitamente maiores
para coletar informações sobre os UFOs, mas
é o Vaticano quem detém os registros históricos
da presença de alienígenas na Terra –
inclusive muito antes e principalmente durante os tempos bíblicos.
|
| Arrebatamento
é o mal do século |
| Eustáquio
Patounas
O ser humano, ávido pelo conhecimento e revelações
do insólito, tem por séculos buscado as respostas
às questões do Universo e da Humanidade. A Ciência,
base de todo o estudo sério, caminha a passos lentos
em virtude das limitações impostas por fatores
diversos, desde a falta de interesse dos governos até
de subsídios e incentivos para fomentar as pesquisas.
Tais dificuldades sempre fizeram com que os homens, impacientes
com a morosidade das soluções almejadas, recorressem
a instrumentos nada convencionais ou científicos na
expectativa de explicar os mistérios da criação.
Temos acompanhado por decênios publicações
sobre profecias, cataclismos, apocalipse, resgates por naves
extraterrestres, desaparecimento de cidades litorâneas
e outros absurdos que apenas servem para ridicularizar quem
as propaga. Sabemos que tudo tem um início, um meio
e um fim. A Terra e todos os astros que compõe este
infindável Universo estão em constante transformação.
Já passamos pela pré-história, período
glacial, era dos dinossauros, do dilúvio, etc. Fatos
estes que seguem um curso natural e não sobrenatural.
Ufolatria – Intensificam-se neste
momento os movimentos apocalípticos que pregam a chegada
de extraterrestres para salvar os escolhidos, a volta do Salvador
que virá julgar os vivos e os mortos, o fim do mundo
no último eclipse total do Sol, os três dias
de trevas em que deveremos nos fechar em casa, lacrar portas
e janelas e ficar orando, a 3ª Guerra Mundial e mais
uma série de tormentos que nos afligirão…
Neste momento difícil para as nações
da Terra, onde há fome, violência e pobreza geral,
os homens deveriam unir-se com esperança e otimismo,
plasmando nesta vontade um mundo melhor. Não através
de intervenções de criaturas extraterrestres
que fantasiosamente resolverão todos os problemas da
Humanidade. Tampouco através de profecias utópicas
e difusão da transformação ou redenção
do ser humano pela imposição do medo.
A Ufologia, pré-ciência séria, polêmica
por si só, não pode ser envolvida em promessas
de salvação, contatos fantasiosos, mensagens
apocalípticas e solução dos problemas
terrestres. Não vejo a hora de chegarmos ao dia 31
de dezembro de 1999. Pois só aí veremos que
ainda estamos vivos, felizes, trabalhando e traçando
o futuro deste planeta, rindo de um mundo que não se
acabou....
Eustáquio Andrea Patounas é
editor do jornal Correio Extraterrestre. Seu endereço
é: Rua Felipe Schmidt 515, Sala 112, Centro, 88010-001
Florianópolis (SC).
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MARCO ANTONIO PETIT é
co-editor de UFO, autor do livro Terra – Laboratório
Biológico Extraterrestre e presidente da Associação
Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU). Seu endereço
é: Caixa Postal 95404, 25741-970 Itaipava (RJ). |