Conexão
Marte
Cristóforo Barbato
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Desde a década de 60, os Estados Unidos efetuam diversas
missões espaciais destinadas à exploração
de alguns planetas do Sistema Solar, e em particular o quarto astro,
Marte. Em 1972, a NASA iniciou, com a sonda Mariner 9, uma série
de expedições sistemáticas em busca de informações
e dados sobre o Planeta Vermelho. Entretanto, em tais viagens ocorriam
vários incidentes, todos explicados pela NASA com informações
contraditórias. Uma das primeiras descobertas efetuadas por
esse órgão norte-americano, e divulgada através
de uma foto, foi a região marciana conhecida como Quadrângulo
de Eliseu, onde predominava dois pares de estruturas piramidais
tetraédricas. Um era constituído de estruturas muito
grandes, cujas dimensões superavam às da planície
de Gizé, no Egito. O outro era formado por pirâmides
menores, dispostas aparentemente de forma romboidal.
A ausência de posteriores imagens levou a NASA a desmentir
tudo, sugerindo que se tratava de uma aberração ótica
devido a fenômenos naturais. No entanto, tal comunicado foi
rebatido por dois professores em um estudo publicado numa revista
científica norte-americana. Eles propuseram quatro teorias
explicativas possíveis para as imagens, mas tais teses não
convenceram os estudiosos da agência espacial. Nos anos seguintes,
outros pesquisadores escreveram artigos contraponto as explicações
dos professores. Entre eles estavam os astrônomos Francis
Graham e David Chandler que, baseando-se no fato das estruturas
terem sido fotografadas com diferentes luminosidades e sob diferentes
angulações, e ainda assim apresentando sempre a mesma
forma, sugeriram que as imagens representassem construções
artificiais. Chandler chegou a afirmar que eram “construções
de seres inteligentes, no planeta Marte.”
No Quadrângulo de Eliseu encontra-se ainda uma insólita
formação com raios que se estendem por uma espécie
de abertura central causada, segundo a NASA, pela fusão e
desabamento de incessantes camadas de gelo. Se o desenho da formação
for observado de cabeça para baixo evidencia-se as características
de um moderno aeroporto com um centro circular e longas estruturas
de acesso aos embarques. Mas como isso é possível
no solo do Planeta Vermelho, que a própria NASA já
constatou ser árido e desprovido de vida?
Missão Viking – Em 1976, as sondas
norte-americanas denominadas Viking 1 e 2 enviaram imagens do hemisfério
setentrional de Marte, onde eram visíveis algumas estruturas
anômalas. Na região denominada Cydonia notou-se a presença
de diversas formações misteriosamente simétricas
para serem tidas como naturais. Entre elas sobressaía-se
uma estranha construção com cerca de 2 km de largura
e 50 m de altura, semelhante a um rosto humano, com o olhar fixo
para o alto. Próximo deste havia um complexo de três
pirâmides de base quadrangular e diferentes dimensões.
As formações apresentavam inacreditáveis semelhanças
com as pirâmides e a esfinge situadas na planície de
Gizé. Como era previsível, a NASA não publicou
tal descoberta, limitando-se a dizer que eram apenas luzes e sombras...
Felizmente, após minuciosas análises, Vincent Di Pietro
e Gregory Molenaar, ambos engenheiros eletrônicos, divulgaram
a existência das misteriosas estruturas marcianas, contrariando
a NASA e causando grande polêmica.
Os dois consultaram os arquivos fotográficos do National
Space Center e conseguiram estabelecer a exata altitude em que estava
a sonda Viking 1 sobre a região de Cydonia, no momento do
registro fotográfico, além de exporem importantíssimas
informações que serviram para derrubar a possível
natureza geológica das referidas estruturas, confirmando
serem artificiais. De qualquer modo, as pesquisas de Di Pietro e
Molenaar foram totalmente ignoradas pela comunidade científica
internacional e pela própria NASA, como era de se esperar.
Em seguida, outros cientistas também refutaram a possível
origem natural das estruturas anômalas presentes em Cydonia,
como Mark J. Carlotto, da Analytic Sciences Corporation. Carlotto
transformou-se num grande defensor da tese de que a NASA estaria
enganando a opinião pública quanto ao assunto. Foi
ele quem desenvolveu, através das mesmas fotografias analisadas
por Molenaar e Di Pietro, um modelo tridimensional do rosto marciano
descobrindo que este prescindia do ângulo de incidência
da luz solar sobre a superfície do planeta. Ou seja: fosse
qual fosse a angulação da luminosidade, ainda assim
o rosto teria o mesmo formato, sem distorções comuns
a formações geológicas naturais.
Além disso, a presença de demais formações
na mesma região de Marte, tais como as pirâmides, uma
denominada “Fortaleza” e outras construções
de aspecto nitidamente artificiais, aumentaram a hipótese
de que esses complexos não eram formações geológicas
causadas por erosão ou o que quer que fosse. “Têm
que ser artificiais,” defendeu Carlotto. Quem também
defende essa tese é o jornalista norte-americano Richard
Hoagland e seu grupo de pesquisa, a Mars Mission. Há tempos
Hoagland iniciou com sua equipe uma série de estudos detalhados
sobre as singulares estruturas de Marte. Ele colocou em evidência
as diversas relações significativas entre as suas
posições recíprocas, as dimensões e
as orientações, e comprovou a enorme complexidade
de tais estruturas. “As medidas envolvidas nas construções
tornam impossível classificá-las de coincidências
ou obras do acaso,” afirmou. Hoagland demonstra ainda
que as seis pirâmides existentes em Cydonia e o rosto esculpido
seriam na realidade os restos de um grande complexo edificado em
Marte há cerca de 500 mil anos, segundo um complexo código
matemático desenvolvido por cientistas.
Pirâmides em Marte - Além disso,
o estudioso descobriu que a estrutura mais importante naquela área
não era a face, mas uma pirâmide pentagonal com um
eixo de simetria bilateral na direção do rosto, que
Hoagland chamou de D&M, em homenagem aos pesquisadores Di Pietro
e Molenaar. Carlotto trabalhou com as mesmas imagens e obteve uma
resolução ainda mais precisa da pirâmide, analisando
especificamente três fotogramas obtidos por vias indiretas
da NASA. Um deles mostra claramente uma estrutura que tem cinco
lados, dos quais os dois opostos são levemente mais longos
que os outros e dotados de simetria bilateral. À direita
da pirâmide encontra-se uma cratera com um diâmetro
reduzido, mas cuja profundidade parece notável porque não
se avista seu fundo. Sobre a borda do buraco observa-se duas formas
símiles às das cúpulas.
Tal complexidade morfológica é fruto do inacreditável
código matemático defendido por Hoagland e em parte
decifrado pelo técnico do Pentágono Errol Torun, especialista
do Serviço Cartográfico do Ministério da Defesa
dos EUA. Torun foi encarregado pelo governo de investigar as estruturas
no solo marciano, com a intenção de desmentir oficialmente
a origem artificial à qual Hoagland e outros eram favoráveis.
Entretanto, Torun mudou de idéia e alinhou-se aos que sustentam
a existência de uma antiga civilização em Marte,
sobre a qual a agência espacial norte-americana teria conhecimento
e estaria omitindo-o do mundo. O estudioso, depois de minuciosos
exa exames, excluiu qualquer hipótese de origem natural para
os achados, afirmando que não se conhecia fenômeno
morfológico em condições de dar início
a uma pirâmide pentagonal em qualquer lugar do Sistema Solar.
“Uma estrutura similar não existiria nem em Marte,
nem na Terra, e muito menos em outros planetas de nosso sistema”,
afirmou Torun. Cydonia era, portanto, um concentrado de fenômenos
artificiais. Mas quem construiu tais monumentos e por quê?
Contudo, a descoberta mais surpreendente que Torun efetuou foi que
a estrutura piramidal pentagonal não só foi edificada
segundo as divisões áureas empregadas por Leonardo
Da Vinci no conhecido desenho do homem dentro do círculo,
mas também que os ângulos, as distâncias e as
constantes matemáticas encontradas na pirâmide D&M
são as mesmas existentes em toda a região de Cydonia
– uma geometria que Hoagland definiu como tetraédrica.
Ele chegou a essa conclusão graças ao trabalho desenvolvido
pelo estudioso Stanton Tenen, que conseguiu encontrar as bases do
cálculo que seria a origem da construção da
pirâmide D&M através do estudo da geometria empregada
na construção de alguns templos sagrados terrestres,
tais como: Teotihucan (México), Gizé (Egito), Stonehenge
(Inglaterra), etc. De fato, se uma pirâmide triangular é
posicionada com a ponta voltada para o pólo norte de uma
esfera, os ângulos a tocam na faixa de 19,5º de latitude.
Numerosos templos antigos da Terra estão colocados sobre
a faixa de 19,5º de latitude, assim como sólidas estruturas
geológicas, como por exemplo os vulcões do Havaí.
Supõe-se também que a marca escura de Netuno, os vulcões
extintos de Vênus, o sinal vermelho na superfície de
Júpiter, o grande vulcão Olympus em Marte e a porção
mais ampla das marcas solares se encontram todos a 19,5º norte
ou sul de latitude. Coincidência?
Existem leis astrofísicas por nós ainda desconhecidas?
Segundo Hoagland, nas dimensões e em conexão com a
posição da pirâmide D&M estaria guardada
uma mensagem enigmática, um código com o poder de
colocar-nos em contato com forças desconhecidas ligadas aos
corpos esféricos giratórios. Em diversos laboratórios
estariam sendo executadas pesquisas, sempre mantidas como segredo
militar, sobre esses tipos de fenômenos. Dentre os pesquisadores
envolvidos nestes projetos está o físico Bruce De
Palma, do Massachussets Institute of Technology (MIT). De Palma
e outros cientistas sustentam que entre os corpos giratórios
aconteça uma troca de energia e que a rotação
abra uma espécie de “porta” para uma outra dimensão,
de onde proviria uma força de natureza elétrica coerente.
Essa troca de energia entre as duas dimensões estaria sempre
à latitude de 19,5º, o que para De Palma poderia conduzir
à realização de sistemas tipo antigravidade,
viagens cósmicas através de portais dimensionais e,
finalmente, ser utilizada como uma fonte de energia inesgotável.
Em síntese, seria aquela fabulosa tecnologia em poder dos
seres que nos visitam com suas máquinas voadores que chamamos
de UFOs.
Condições Meteorológicas -
Esse raciocínio, segundo pesquisadores como Di Pietro e Molenaar,
seria um tanto fantasioso. Eles preferem manter os pés no
chão e ater-se exclusivamente às descobertas confirmadas.
Hoagland também é tido como exagerado por muitos de
seus colegas, alguns dos quais defendem a teoria da artificialidade
das construções marcianas, sem no entanto elocubrarem
a respeito… No entanto, uma investigação sobre
a hipótese de De Palma foi feita em 1989, quando a Voyager
2 passou perto de Netuno. O mundo científico norte-americano
e internacional ficou desconcertado com os dados transmitidos pela
sonda, tanto que reformulou todas as possibilidades feitas até
o momento sobre o planeta. Netuno não se apresentava como
um descampado de gelo nos limites do Sistema Solar, como se imaginava,
mas como um pântano de metano com excêntricas condições
meteorológicas, atravessado por fortíssimos ventos
na ordem de 2.000 km/h. O oitavo astro de nosso sistema resulta
um verdadeiro enigma para os astrofísicos, pois emana uma
quantidade de energia três vezes superior do que aquela recebida
pelo Sol. Uma resposta ao por quê de tal anomalia, segundo
Hoagland, viria somente através das hipóteses de De
Palma. Dessa maneira, as estruturas presentes na região de
Cydonia encerrariam o conhecimento ou a ciência daquilo que
une o mundo, o segredo de uma energia livre e infinita que no futuro
o homem poderia ter à disposição.
Hoagland também destaca que as formas mágicas da geometria
tetraédrica podem ser encontradas nos célebres e tão
discutidos círculos feitos nas plantações de
grãos do sudoeste da Inglaterra [Ver UFO edições
61 e 65, entre outras]. Estas formações, que demostram
ser correspondentes em formato e características às
da região de Cydonia, aparecem com freqüência
em algumas zonas do planeta, especialmente a enigmática construção
medieval de Silbury Hill e Avebury, ambas situadas a cerca de 100
km a sudoeste de Londres. Nestas duas localidades existem formações
aparentemente naturais e regiões megalíticas ligadas
por uma misteriosa relação geométrica com duas
das estruturas existentes em Marte. À leste do enigmático
rosto de Cydonia encontra-se uma espécie de anel e uma colina
de forma cônica denominada Tholus, com 170 m de altura e 1,5
km de diâmetro. Completamente diferente das outras regiões
circunstantes, Tholus é perfeitamente circular e plano, parecendo
ser contornado por um terrapleno. Se observada atentamente, nota-se
nessa colina cônica a incrível semelhança de
sua singular estrutura com montes artificiais de origem pré-histórica
localizados no continente norte-americano e europeu. Silbury Hill
é um exemplo.
Outra característica marcante de Tholus é a presença
de uma espécie de estrada em forma de espiral similar àquela
que antigamente levava ao todo de Silbury Hill. Esta última
é a mais famosa entre as colinas artificiais da Inglaterra,
sendo, na verdade, o maior morro construído pelo homem em
toda a Europa. Ao norte de Silbury Hill encontra-se o círculo
megalítico de Avebury, onde estão situados dois círculos,
seguindo um ângulo de desvio no sentido norte-oeste de 19,5º.
Coincidentemente, ao norte de Tholus também existe uma cratera
em forma de anel com duas protuberâncias na parte superior,
localizada na mesma posição em que aparece o círculo
de Silbury Hill. Hoagland adverte que se grande parte da área
de Avebury fosse destruída, o que restaria seria suficiente
para traçar paralelos com a área de Cydonia. “Se
o mapa topográfico de Marte for sobreposto sobre o de Avebury
será possível perceber que se encontram na mesma posição
a pirâmide pentagonal D&M do planeta e o formato pentagonal
de um terreno ao longo da localidade inglesa,” defende
o jornalista.
Na mesma sobreposição nota-se ainda que o rosto de
Marte coincide perfeitamente com uma porção de território
que vai da rodovia A4, ao norte de Beckhampton, até a oeste,
numa área onde se localiza uma grande região pré-histórica
da Inglaterra – estes são locais endêmicos de
surgimento de círculos misteriosos nas plantações,
que não se manifestam dessa forma em nenhum outro lugar do
planeta. Mas as analogias não terminam por aí. A famosa
jarda, unidade de medida da cultura megalítica, equivale
precisamente a 2,72 pés ingleses (cerca de 90 cm), um valor
constante nos monumentos de Marte. Outra coincidência? Este
número também está presente no sítio
arqueológico de Stonehenge, disposto na direção
norte-leste da mesma região e com uma angulação
de 49,6º, o que corresponde à geometria de Cydonia.
O aspecto mais incrível e surpreendente decorrente dos estudos
de Hoagland e de seu grupo é que na zona de Avebury e Stonehenge,
depois que a sonda Viking conseguiu fotografar a região marciana
de Cydonia, o fenômeno dos círculos nas plantações
de grãos se manifestou com muito maior freqüência
e continuidade. Esse tipo de manifestação foi objeto
de estudo de Colette Dowell, colaboradora de Hoagland que, através
das análises sobre modelos de círculos, constatou
que quase todos eram desenhados com as unidades de medida da geometria
de Cydonia. Dowell analisou, entre outras formações,
uma em formato triangular surgida em Barbury Castle em 16 de julho
de 1991 e conhecida como a “mãe de todos os círculos”.
A formação consistia em um perfeito tetraedro de onde
foi tirada a mais completa seleção de dados idênticos
àqueles extraídos do estudo de Cydonia. Diversos valores
foram obtidos a partir da análise feita por Dowell. Dentre
eles destaca-se o número 49,6º, que é o ângulo
anterior de sustentação da pirâmide D&M
e a angulação do eixo de Stonehenge. Assim, tem-se
a demonstração evidente de que o círculo surgido
em Barbury Castle é o equivalente terrestre da pirâmide
pentagonal D&M de Marte. Portanto, como textualmente afirmou
Hoagland, “…nossa incessante investigação
em Cydonia em relação com os círculos nas plantações
confirmou a insólita suspeita de que a mesma geometria daqueles
que há meio milhão de anos marcaram com figuras extraordinárias
o solo marciano também, finalmente, desceram ou retornaram
à Terra.” Exagero?
Sonda Phobos – No mês de julho de
1988, a ex-União Soviética enviou para Marte duas
sondas denominadas Phobos 1 e 2. A tarefa principal de ambas as
missões era recolher dados, fotografar a superfície
de Marte e sucessivamente prosseguir para Phobos, uma das duas luas
do planeta. No entanto, a primeira sonda saiu do controle da base
na Terra por causa de um erro na emissão de dados no computador
de bordo. Somente a Phobos 2 conseguiu chegar até Marte,
em janeiro de 1989, e colocar-se em órbita paralela com a
lua marciana. O objetivo principal naquele momento era alinhar a
sonda com o pequeno satélite e analisá-lo detalhadamente
com a ajuda de sofisticados aparelhos que seriam colocados sobre
a sua superfície. Mas isso não ocorreu e, em março
daquele ano, o centro de controle da missão soviética
anunciou ter problemas de comunicação com a sonda.
Os mesmos órgãos de informação diminuíram
a gravidade do acontecimento afirmando que estavam operando para
restabelecer os contatos com a Phobos 2. No entanto, cientistas
norte-americanos e europeus, associados ao programa soviético,
foram comunicados através de canais não oficiais sobre
a efetiva natureza do problema: algo impedia o contato da sonda
com o controle da missão, na Terra. Mas o que seria? Alguns
dias depois, porém, enquanto a opinião pública
era tranqüilizada com a alegação de que os contatos
estariam sendo restabelecidos, um alto oficial da Glavkosmosa, a
agência espacial soviética, insinuou que na realidade
não se tinha nenhuma esperança em recuperar a sonda…
Surgiram várias especulações sobre o quê
realmente estava acontecendo com a Phobos 2, quando os órgãos
de informação começaram a divulgar as notícias.
A que mais surtiu repercussão foi a nota publicada por um
conhecido jornal espanhol através de seu correspondente de
Moscou. O texto trazia a seguinte redação: “O
noticiário televisivo Vremya revelou que a sonda espacial
Phobos 2, que estava orbitando em torno de Marte, fotografou um
objeto não identificado sobre a superfície do planeta,
alguns segundos antes de perder o contato com a base terrestre.
Os cientistas definiram como inexplicável a última
foto transmitida pela sonda, na qual se via claramente uma sutil
elipse, um fenômeno que não podia ser uma ilusão
ótica, porque foi fotografado com a mesma clareza tanto por
objetivas coloridas como por infravermelhas.” Legítimas
também foram as interrogações que nasceram
por causa dessa declaração. Quais imagens estavam
transmitindo a Phobos 2 quando se verificou o incidente? Sobretudo,
o que havia causado a desestabilização da sonda –
uma avaria técnica ou um agente externo?
As respostas não tardaram a chegar. Pressionadas pelos participantes
internacionais da missão Phobos, que pediam esclarecimentos
sobre o ocorrido, as autoridades soviéticas forneceram o
registro da transmissão televisiva que a sonda havia enviado
nos seus últimos momentos de operação, exceto
as gravações finais efetuadas poucos segundos antes
que os contatos se interrompessem. Os desenhos visíveis da
superfície marciana foram filmados com aparelho infravermelho,
que capta objetos a partir do calor que irradiam, e não com
a simples objetiva ótica das sondas. Em poucas palavras,
a grande rede de linhas paralelas e de retângulos que aparecia
naquela seqüência e cobria uma área de cerca 600
km quadrados, emitia radiações térmicas incomuns.
Ademais, seria impensável que um fenômeno natural pudesse
produzir um desenho geométrico tão perfeito. O único
ponto obscuro para os cientistas, no entanto, era não saber
exprimir um parecer sobre a efetiva natureza de tal formação.
Além da gigantesca rede surgida nas imagens, o filme mostrava
um perfil escuro que podia ser descrito como uma sutil elipse com
as margens muito nítidas, com pontas aguçadas em vez
de arredondadas. As margens não eram confusas e resultavam
perfeitamente claras em relação a uma espécie
de halo sobre a superfície de Marte. Segundo o doutor John
Becklake, do Museu Científico Britânico, a sombra podia
pertencer somente a um objeto colocado entre a sonda soviética
em órbita e o planeta, pois era possível vê-la
sobre a superfície. Além disso, o objeto foi filmado
tanto pela máquina ótica como pela infravermelha,
o que elimina qualquer eventualidade de mal funcionamento. Becklake
explicou que a imagem foi feita enquanto a sonda se alinhava com
a lua Phobos, e acrescentou: “Os soviéticos viram
alguma coisa que não deveria estar ali e não forneceram
ainda a última fotografia daquilo, para assim podermos imaginar
do que se trata.”
Astronave Gigantesca - Entretanto, em junho de
1990 a pilota de caças Marina Poppovich [Candidata a
cosmonauta, mas sem nunca ter ido ao espaço], durante
uma conferência realizada na Alemanha, difundiu para alguns
pesquisadores diversas informações subtraídas
de alguma forma dos cofres científico-militares da ex-URSS.
Poppovich confirmou a existência do primeiro indício
certo da presença de uma nave-mãe extraterrestre estacionada
em nosso Sistema Solar. E mostrou duas fotografias que seriam, segundo
ela, as duas últimas imagens obtidas pela sonda Phobos 2
antes de perder o contato. As fotos mostravam a lua marciana Phobos
ao fundo e, em primeiro plano, algo de forma alongada. Tal objeto
tinha a aparência de uma astronave gigantesca e cilíndrica,
com cerca de 20 km de comprimento e 1,5 km de diâmetro, que
parecia dirigir-se para a sonda espacial soviética, deixando
atrás de si um rastro. A Phobos fotografou esse objeto em
25 de março de 1989, conforme afirmou Poppovich, “…e
depois de transmitir a imagem para a Terra desapareceu misteriosamente,”
concluiu. Os soviéticos consideraram que tivesse sido
destruída ou colocada fora de uso por uma espécie
de impulso de energia… Mesmo assim, segundo alguns estudiosos,
tal astronave podia ser o objeto que nas imagens precedentes registradas
pela sonda teria projetado a insólita sombra elipsoidal sobre
a superfície de Marte. Por isso, alguma coisa de anormal
aconteceu na órbita da lua Phobos e sua superfície
apresentava evidentes anormalidades que deixaram perplexos os cientistas
soviéticos.
Phobos tem características particulares que no passado levaram
diversos pesquisadores a supor que pudesse tratar-se de um corpo
celeste artificial. Uma de suas principais peculiaridades é
um fato que transgride uma regra própria de todos os outros
satélites do Sistema Solar, a de girar em torno de seus planetas
mais lentamente do que estes giram em torno de seus próprios
eixos. A Lua, por exemplo, efetua um giro num período de
tempo em que a Terra cumpre 27 rotações. Phobos, ao
contrário, realiza uma verdadeira competição
de velocidade com Marte – o dia no Planeta Vermelho dura 24h27,
enquanto o giro do satélite é de 07h39! Em todo o
Sistema Solar, Phobos é o único satélite que
apresenta essa anormalidade. Além do mais, a luz produzida
pela lua marciana é muito forte e brilhante para ser um reflexo
de material rochoso, material que normalmente compõe todos
os satélites, como a Lua, por exemplo.
Os astrônomos definiram Phobos como “uma revolução
retrógrada da Ciência” e criaram muitas hipóteses
para explicar sua luminosidade – alguns afirmam que o satélite
possui muito material de origem metálica em sua superfície.
Olhando-a atentamente, por sinal, não se pode deixar de notar
particulares sulcos ou ranhuras que prosseguem quase paralelos um
ao outro. A largura destes sulcos é quase uniforme, entre
230 e 330 m. A possibilidade de que estes sinais sejam atribuídos
a fenômenos naturais, escavados por água corrente ou
por rajadas de vento, por exemplo, foi amplamente excluída,
dado que em Phobos tais condições simplesmente não
existem! Essas marcas parecem que se dirigem ou se derramam de uma
cratera que cobre mais de um terço do diâmetro da lua,
na qual as margens circulares são perfeitas. Os cientistas
soviéticos acreditam que, em geral, há alguma coisa
de artificial em Phobos por causa da sua primorosa órbita
em torno de Marte, pois, além de todas estas anormalidades,
os dois astros ficam bastante próximos um do outro, o que
desafia qualquer lei de movimento celeste conhecida.
Lua Artificial – Já na década
de 60, os pesquisadores notaram que Phobos tinha um movimento de
aceleração em sua órbita em torno de Marte.
Tal descoberta levou os soviéticos a sugerirem que a lua
marciana era mais rápida que as suas dimensões deixassem
supor. O físico I. S. Shklovsky lançou, em 1959, uma
inacreditável hipótese: Phobos seria oca em seu interior.
Segundo o cientista, suas evidentes anomalias eram explicáveis
somente desse modo. “Um corpo cósmico pode ser oco?
Tal suposição parece absolutamente descartável,
mas é necessário concluir que Phobos seja de origem
artificial. Talvez o mesmo pode-se dizer sobre o outro satélite
marciano, Deimos, mesmo sendo suas anomalias menos evidentes”,
conclui Shklovsky.
Questionado sobre o tamanho das duas possíveis luas marcianas,
se artificiais, ele afirmou que as massas de ambas poderiam ser
da ordem de centenas de milhões de toneladas ou mais. Shklovsky
disse ainda que a criação de satélites de semelhantes
proporções não representava um problema completamente
insolúvel para a Ciência. “Não está
longe o tempo em que a teoria sobre a origem artificial dos satélites
de Marte sairá do estado das possibilidades. Brevemente ela
será confirmada ou então será dada uma convincente
explicação para as misteriosas estranhezas dos satélites
marcianos”, completou o cientista.
Shklovsky não foi o único a propor uma teoria do gênero.
Outros pesquisadores soviéticos lançaram suas hipóteses
sobre a possível origem artificial de Phobos. Inevitáveis
e inúmeras foram as críticas feitas contra tais teses,
mas um artigo publicado na revista científica Nature mencionava
a recente descoberta de que Phobos era muito menos densa do quê
se supunha – seu interior devia ser vazio ou constituído
de gelo. O texto também mencionava os misteriosos sulcos,
definindo-os como “galerias” cujas paredes seriam constituídas
por um material mais brilhante encontrado da superfície da
lua. O fato mais importante do artigo, no entanto, era a descoberta
de novas galerias sobre o satélite. Na área a oeste
da sólida cratera surgiram novas “estradas” que
não estavam presentes quando a Mariner 9 e as sondas Viking
efetuaram as fotos da pequena lua marciana. Considerando-se que
em Phobos não existe atividade vulcânica, não
tem tempestades de vento, nem chuva, nem água que escorra,
de que modo se originaram aquelas marcas? A solução
para o enigma foi encontrada no mesmo motivo que levou à
intrigante perda das sondas espaciais soviéticas e sucessivamente,
e de modo mais insólito, a norte-americana Mars Observer.
Em 25 de setembro de 1992 foi lançada do Centro Espacial
de Cabo Kennedy, nos EUA, a sonda espacial Mars Observer. Definida
como de quinta geração, sofisticadíssima e
em condições de orientar-se automaticamente, o aparelho
foi concebido não somente para explorar Marte de maneira
mais detalhada, mas também para observá-lo por um
longo período. Dentre suas tarefas previstas estava a de
refazer os levantamentos fotográficos da região de
Cydonia. Infelizmente, depois de onze meses de cruzada pelo espaço,
em 21 de agosto de 1993 – três dias antes do início
da exploração do Planeta Vermelho –, a sonda
cessou de transmitir dados ao Laboratório de Propulsão
a Jato (JPL), de Pasadena, na Califórnia.
Ares Vallis - Em 25 de agosto, após várias
tentativas de ativar os contatos, a NASA anunciou oficialmente a
perda da Mars Observer. Ninguém estava em condições
de saber o que realmente havia acontecido, nem mesmo o porta-voz
oficial do JPL. Os engenheiros do projeto ficaram perplexos, pois
na realidade a sonda foi programada para colocar-se automaticamente
em posição de segurança caso seus sensores
computadorizados notassem qualquer anomalia. Em tal situação,
todos os instrumentos seriam excluídos, exceto um transmissor
que, podendo empregar toda a potência disponível, continuaria
a transmitir informações para a base na Terra.
No entanto, nada disso aconteceu e a missão falhou inexplicavelmente.
Sobre a NASA surtiram diversas acusações, entre as
quais a de ter deliberadamente sabotado a missão quando se
detectou algo anômalo que pudesse vir a comprometer a manutenção
do segredo sobre estes assuntos, imposto pelas autoridades norte-americanas.
Essa hipótese foi feita por Richard Hoagland e seu grupo,
o Mars Mission, que afirmaram que a agência espacial norte-americana
alegou a paralisação da sonda como forma de evitar
a divulgação das reais informações que
ela continuava a obter de Marte e de uma possível nave-mãe.
Durante uma conferência à Imprensa, a equipe de Hoagland
declarou a existência de um grupo especial entre os altos
dirigentes da NASA que estava – e ainda está –
tentando de todas as formas possíveis ocultar as desconcertantes
descobertas efetuadas na superfície marciana. Marte nunca
deixou de maravilhar os pesquisadores por tudo que já foi
mostrado através das imagens e dados fornecidos pelas missões
norte-americanas, entre elas a Pathfinder e a Mars Global Surveyor.
Revelar segredos agora pareceu ser insuportável para a agência.
Mas por quê?
Com a expedição da Pathfinder, que durou de 1996 a
1997, os pesquisadores esperavam obter a definitiva confirmação
ou o desmentido da natureza artificial das estruturas presentes
na região de Cydonia. No entanto, tal expectativa não
foi atendida. A sonda aterrissou numa zona desértica denominada
Ares Vallis e, juntamente com o robô Sojourner, registrou
diversas anomalias no planeta Vermelho. Uma dessas era a presença
de colinas distantes cerca de 2 km da Pathfinder e denominadas Twin
Peaks [Picos gêmeos]. Segundo Hoagland, as montanhas
eram de natureza artificial, pois o relevo do morro à direita
resultava idêntico ao da esquerda, exceto pelo cume. Em seu
topo podia-se distinguir uma espécie de subestrutura, além
do que o cume de uma das colinas de Twin Peaks apresenta disposição
interna parecida com as cavidades de uma colméia de abelhas,
“…o que leva a supor tratar-se de restos de grandes
núcleos habitacionais,” propôs o jornalista.
“Estas instalações assemelham-se surpreendentemente
às estruturas terrestres encontradas no sítio arqueológico
de Machu Pichu, no Peru,” concluiu.
Quando essa notícia chegou ao conhecimento público,
a NASA retirou imediatamente de sua rede de teleinformática
e de suas páginas na Internet as fotos das duas colinas.
Ainda assim, posteriormente a equipe de Hoagland encontrou evidentes
e intrigantes anomalias nas várias fotos tiradas pelo Sojourner,
o que constitui um indício de uma possível manipulação
da agência com os negativos obtidos em Marte. Tal censura
seria, segundo o pesquisador, “…a enésima
demonstração da existência de uma ferrenha política
de acobertamento sobre a presença de artefatos de origem
extraterrestre no Planeta Vermelho.” Esta possibilidade
emergiu também a partir das declarações feitas
em 1996 pelo diretor da NASA, Daniel Goldin, alguns dias antes do
lançamento da Mars Global Surveyor. A sonda decolou em 7
de novembro de 1996, munida de sofisticados equipamentos com o propósito
de mapear a superfície de Marte. Em seu discurso sobre o
fato, Goldin, quando questionado sobre a eventual possibilidade
de fotografar novamente aquelas estruturas, afirmou que a agência
sabia que em Marte jamais poderia ter existido civilização
alguma…
Se analisado atentamente o complexo de dados e as imagens fornecidas
pela sonda, a hipótese da NASA resulta decididamente concreta.
Não resta dúvidas disso! Ocorre, entretanto, que as
informações e imagens difundidas pela agência
apresentam características de terem sido manipuladas. A polêmica
é grande. As informações divulgadas pela agência
em abril de 1998 levaram a opinião pública norte-americana
a duvidar da possibilidade artificial da face humanóide da
esfinge e das estruturas piramidais presentes em Marte. Com base
nas imagens obtidas da Mars Global Surveyor, apresentadas aparentemente
manipuladas, os dirigentes da NASA declararam que a estrutura do
rosto humano na superfície marciana simplesmente não
existia. Ou melhor, que seria na verdade apenas uma normal e prosaica
formação geológica, resultado de ilusórios
jogos de luzes e sombras favorecidas pela escassa determinação
das imagens fornecidas pela antiga Viking. Dinamite pura!
Hipótese Artificial - Ao contrário
do que se esperava, no entanto, a justificativa da NASA para as
insólitas estruturas existentes em Marte rendeu muito e foi
longe. Tentou-se colocar uma pá de cal sobre o assunto e
sepultá-lo para sempre, mas o resultado obtido foi justamente
o inverso. Mark Carlotto, que como Hoagland acredita na origem artificial
das formações, expressou fortes dúvidas acerca
de algumas imagens transmitidas pela Surveyor. “Nas cenas
fornecidas pela Viking, em 1976, a impressão de um rosto
humano era inconfundível. Porém, se iluminado por
baixo, parece menos evidente. Muitas das características
transmitidas por essa sonda também podem ser revistas nas
fotos da Surveyor, mas nestas o rosto apresenta-se gravemente corroído”,
afirma Carlotto. “Isso é muito incomum e suspeito,
sob o ponto de vista de uma análise fotográfica.”
O cientista concluiu que possuindo perfeita simetria, precisão
na borda e traços lineares no cume da face em Marte, dificilmente
tais fatos pudessem mesmo ser explicados geologicamente. Contudo,
antes de emitir parecer final, restam diversas questões que
necessitam de respostas.
A primeira delas refere-se aos traços faciais. Se estes existem,
a probabilidade de que tal formação seja realmente
um rosto aumenta grandemente. Mas a pergunta mais importante diz
respeito às imagens de alta revelação que se
assemelham aos outros complexos na região de Cydonia. Por
exemplo, o lineamento e a regularidade geométrica nas paredes
da estrutura conhecida como Fortaleza pode ter uma explicação
geológica óbvia, assim como a disposição
de quatro pequenos relevos sistematizados numa espécie de
“praça”, a grande formação regular
chamada de Pirâmide Principal. Esses objetos, tendo na forma
relevantes características geométricas, poderiam ter
conservado relativamente a própria arquitetura inicial para
serem suficientemente reconhecíveis em condições
de notável deterioramento. As imagens emitidas pela Surveyor
em abril de 1998 mostram estruturas de aspectos naturais, consideradas
como resultantes de um processo geológico normal, sem que
se pudesse confirmar uma possível origem artificial das referidas
formações.
Pesquisadores como Richard Hoagland e Tom Van Flandern sustentam
a artificialidade de todos os complexos existentes em Cydonia, e
não apenas de alguns. De acordo com Van Flandern, doutor
em Astronomia pela Universidade de Yale, as mais recentes imagens
do rosto, divulgadas e maquiadas pela NASA, ainda assim não
negam em nada sua origem artificial. Em um pronunciamento, declarou
que “…com base nas fotos da Mars Global Surveyor,
assim como nas velhas imagens da Viking, o rosto apresenta características
como regularidade, angularidade e simetria, que corroboram todas
as conclusões baseadas na hipótese da artificialidade
da estrutura,” disse. Tais sinais seriam a presença
de cavidades nasais, de uma boca abaixo do nariz, os cílios
acima da cavidade ocular, uma pupila, uma espécie de chapéu
sobre a testa e uma quase completa ausência de elementos estranhos
ou que contribuam para limitar o aspecto da face. “Sem
deixar margens para dúvidas, acredito que o rosto marciano
é de natureza artificial,” finaliza o cientista,
contrapondo-se radicalmente ao que alega a NASA. Polêmica
maior impossível.
Uma minuciosa análise de algumas fotos da Pirâmide
Principal tiradas pela Surveyor revelaram-na com a aparência
de uma pequena montanha, onde embaixo predominam pequenos cômodos
estratificados – estranhas estruturas angulares e simétricas.
Segundo Stanley McDaniel, porta-voz da Sociedade para Pesquisas
Planetárias (SPSR), existe ainda uma peculiar estrutura à
nordeste da pirâmide que necessita de investigação
geológica. Um outro objeto próximo tinha o formato
de um quadrado quase perfeito dentro de uma cratera circular. Para
Hoagland, uma das fotografias oferece impressionante evidência
de artificialidade. “Ela revela cavidades do tamanho de
quartos em vários níveis sob a superfície erodida
da Pirâmide Principal”, afirmou. Através
de outras imagens descobriu-se também o chamado Quarteirão
de Cydonia, também conhecido como a “praça”
e situado no centro do complexo de monumentos marcianos. A formação
é constituída por quatro pequenas estruturas piramidais
que não são nem uniformes, nem simétricas –
têm aparência de vidro, foram elaboradas com uma evidente
alta tecnologia e estão totalmente em ruínas.
Documento Oficial - Foram descobertas também
outras formações de natureza suspeita ou sobre cuja
origem não se tem explicação convincente. Mesmo
assim, a Surveyor não foi capaz de confirmar ou desmentir,
definitivamente, a possível origem artificial das estruturas
existente em Cydonia. É óbvio nosso direito de questionarmos
se a NASA não estaria escondendo o que a sonda registrou.
Se isto é verdade, quais razões a levam a fazer isso?
As respostas, como Hoagland afirma, encontram-se num documento oficial,
cuja existência é desconhecida do público, denominado
Brookings Report. Este relatório foi redigido em 1958, durante
a presidência de Eisenhower, que havia acabado de criar o
que viria a ser a NASA de hoje. Segundo o documento, a agência
deveria providenciar a mais vasta colheita de dados registrados
durante as missões espaciais para depois divulgá-las
à população norte-americana e ao mundo inteiro.
Mas, na realidade, atrás dos bons propósitos com que
aparentemente foi lançado este projeto, a opinião
pública tomava conhecimento de poucas informações.
Uma comissão formada por uma equipe de experts em vários
campos foi encarregada de redigir um documento particular, que recebeu
o título de Proposta de Estudo Sobre a Aplicação
de Atividades Espaciais Pacíficas Para os Interesses Humanos
ou Brookings Report.
O trecho mais significativo deste relatório chama-se Implicações
em Caso de Descoberta de Vida Extraterrestre e diz que “…os
artefatos deixados num determinado ponto no tempo, por formas de
vida pertencentes ou não ao Sistema Solar, poderão
ser descobertos através das nossas atividades espaciais na
Lua, em Marte e Vênus.” Hoagland argumenta que,
se a NASA descobrisse e revelasse qualquer coisa alienígena,
isso implicaria em problemas no sistema social terrestre. Ele afirma
ainda que a agência é contraditória, pois possui
propósitos de honestidade e abertura, mas redige um documento
que nega essa intenção. O Brookings Report discute
ainda qual seria o papel dos cientistas e das “pessoas do
poder”, a partir do momento em que se constatasse qualquer
indício de vida extraterrestre. “A conduta da agência,
como é até hoje, é de ocultamento dos fatos
para a sociedade,” garante Hoagland. “Os grupos
detentores do poder, segundo o documento, poderiam ser os mais devastados
pela descoberta e revelação da existência de
criaturas inteligentemente superiores a nós. Isso significaria
o anulação político-militar e científico-religiosa
dos governos mundiais,” afirma sem restrições,
no que é concordado com ufólogos de todo o mundo.
As avaliações contidas no relatório não
consideram as eventuais repercussões positivas que a descoberta
de vida alienígena teria sobre a população
do nosso planeta, mas visam unicamente proteger a própria
rede de personagens e privilégios pessoais adquiridos por
eles.
Nesse ponto da discussão resta resolver a interrogação
sobre a origem das estruturas marcianas. Hoagland propôs algumas
hipóteses a respeito. Ele afirma que na Terra pode ter existido
uma civilização precedente à nossa, que desenvolveu
o vôo espacial e se dirigiu para Marte, construindo algumas
obras para depois, por alguma razão, extinguir-se. Dessa
maneira, segundo o pesquisador, descobrir-se-ia a herança
terrestre. Sua segunda teoria retrata uma civilização
proveniente de muito longe, de centenas de milhares de anos-luz
de nós, que alcançara o Sistema Solar e desembarcara
em Marte, construindo aquelas obras e um monumento “para
aquele ser primitivo que um dia se transformaria no ser humano.”
Em ambos os casos, Hoagland afirma que uma catástrofe
teria forçado a população marciana a abandonar
o próprio planeta para transferir-se a um outro: a Terra.
O cientista diz ainda que o objetivo principal do rosto de Marte
é criar nos terráqueos a consciência de que
não são os únicos no Universo, mas que outros
seres humanos deixaram um sinal – as formações
marcianas – para que a Humanidade da Terra reflita e alcance
a harmonia entre o desenvolvimento tecnológico e espiritual.
| A
polêmica sobre o rosto marciano |
| Graham
W. Birdsall
A sonda Mars Global Surveyor, da NASA, tirou suas primeiras
fotos da misteriosa esfinge marciana em 05 de abril de 1998
– 22 anos depois das obtidas pela Viking, em 1976. As
novas fotos têm resolução 10 vezes mais
nítida que as anteriores. No entanto, o famoso rosto
de Marte aparece nas imagens apenas como cordilheiras e crateras.
“A foto mostra as paisagens como sendo simplesmente
rocha remanescente de erosão, moldada por vento ou
água. Qualquer um que voasse sobre o loca reconheceria
que a esfinge é natural”, declarou Alden Albee,
um dos cientistas que examinou as fotografias no Laboratório
de Propulsão a Jato (JPL), da Califórnia. Estava
ateado o fogo às discussões. A divulgação
da nova foto de Cydonia acendeu um debate feroz, pois os cientistas
da agência espacial norte-americana compararam-na com
tudo, exceto a uma esfinge registrada pela Viking.
Segundo Michael Ravine, diretor de projetos avançados
do Sistema de Ciências do Espaço Malin (MSSS),
“…o rosto parece apenas uma elevação
em forma de tabuleiro. São formações
rochosas naturais, nada que tenha sido construído por
alguma inteligência.” Já Michael Carr,
geólogo do Departamento de Inspeção Geológica
Americano, em Menlo Park, Califórnia, declarou que
“a área captada está numa zona de
transição entre uma velha região de crateras
e uma recente planície baixa. Rochas oriundas da antiga
formação foram impelidas até a planície
e a face é uma delas.” Estaria encerrado
o debate sobre a origem artificial da esfinge marciana?
Parece que não, tanto que o geólogo James L.
Erjavel discutiu a conclusão da NASA de que a esfinge
e outras formações da região teriam sido
causadas por erosão diferencial. Erjavel citou o Relatório
McGill, de 1989, daquele mesmo órgão, que concluiu
que Cydonia já esteve coberta por 1 km de sedimento
erodível que teria sido dispersado por fortes ventos
marcianos, deixando um terreno que é a combinação
de resíduos desenterrados de uma cratera de planalto
e ígneo intrusivo. Como prova, comparou Cydonia a uma
área de cratera à leste, pois ambas mostram
claramente definidas esse tipo de formação de
impacto, com diâmetros de 1 km ou mais.
Dimorfiso Peculiar - No entanto, essa região possui
um expressivo número de pequenas crateras menores que
1 km de diâmetro e Cydonia não tem nenhuma desse
tamanho. “Este dimorfismo sugere que há uma
diferença distinta entre terrenos de crateras e outros
que não podem ser considerados se a ocorrência
de forças erosivas fosse o fator principal no desenvolvimento
morfológico da área”, sintetizou
o estudioso.
O pesquisador Richard Hoagland, da Mars Mission, disse que
as imagens da Mars Global Surveyor são falhas –
chegando apenas com 80 dos 266 tons de cinzas possíveis.
“É como olhar para uma tela de chuviscos”,
concluiu. No caso da esfinge, detalhes importantes da estrutura
estavam confusos, deixando inexplicada a permanente questão
se o rosto tinha traços simétricos em ambos
os lados. Entretanto, divergindo de Hoagland, outros cientistas
admitiram que os sinais da superfície mostrados nas
fotografias podem ser o resultado de geologia natural e erosão,
e consideraram as mesmas como honestas e não retocadas,
como checou o jornalista. David Watanabe, do grupo Exoscience,
considera que todas as fotografias enviadas pela sonda indicam
que não há nenhum sinal de artificialidade.
“Estas formações são, até
onde podemos observar, naturais”, afirmou.
“Nas imagens da Viking de 1976, a impressão
de um rosto era evidente. Mas hoje, iluminada de baixo, a
esfinge parece menos extraordinária”, disse
o doutor Mark Carlotto em sua análise preliminar das
imagens da Surveyor. Carlotto notou que certas linhas nessas
fotos ainda sugerem artificialidade ou um contorno mal definido,
previamente descrito como “capuz” ou “elmo”
envolvendo a imagem e aparentando ser uma plataforma bem nítida.
Já o pesquisador Tom Van Flandern possui outra posição
sobre o assunto: “As feições faciais
humanas que chamam a atenção são confirmadas
pela foto, mesmo com luz fraca e ângulo pobre de visão.
A imagem da cabeça é uma combinação
simétrica do ângulo linear direito e das formas
em torno, o que sugere uma forte origem artificial.”
Ele diz que outras paisagens são incomuns e levantam
mais perguntas que respostas. “Nada, em qualquer
superfície do Sistema Solar, nem mesmo na Lua, sugere
artificialidade em grau comparável,” sacramentou.
Graham Birdsall era editor da revista
inglesa UFO Magazine UK.
|
| O
que pensam os especialistas |
| Horace
Crater
Analisando-se as imagens feitas pela Viking e pela Surveyor
a respeito das formações de Marte pode-se tirar
algumas conclusões. Sobre o chamado Quarteirão,
ou “praça”, observa-se que apenas cinco
dos doze pequenos montes que eram vistos nas fotografias da
Viking estão presentes nas fotos obtidas pela Mars
Global Surveyor – três dos quais facetados grosseiramente
e dois simétricos ao redor de um eixo. Com relação
à esfinge percebe-se simetria semelhante a uma cabeça
humana, sendo notável uma cavidade ocular e a possibilidade
da existência de uma outra. É bastante perceptível
a aparência facial da estrutura.
As fotografias de ambas as sondas foram tiradas mais ou menos
por cima da cabeça, de um ângulo elevado. Mas,
nas da Viking, uma das faces está oculta pela sombra
do Sol, enquanto que com a Surveyor o Sol permanecia à
leste e o ângulo de visão da câmera era
em torno de 45 graus, realçando um grande número
de detalhes não presentes na primeiras imagens, de
1976. São necessários profissionais –
um artista ou um perito forense – que saibam julgar
os traços faciais no rosto humanóide, mesmo
que os pesquisadores percebam esses sinais.
O que dificultou as coisas no início foi que a primeira
imagem produzida pelo Laboratório de Propulsão
a Jato (JPL) foi realçada de maneira a parecer que
a esfinge havia sido esmagada por um pé. Como o fator
da erosão não pode ser descartado, argumentos
que relacionam traços individuais a estruturas naturais
sejam talvez uma conclusão precipitada. Por outro lado,
esses indícios poderiam ter mais força se alguém
apontasse para outros locais semelhantes, que se mostram erodidos
individualmente. São imprescindíveis mais imagens
– em particular as feitas por sobre a cabeça
ou tomadas do lado leste e, de preferência, que o Sol
esteja à leste – para um julgamento definitivo
a respeito.
HORACE CRATER é professor da
Universidade do Tennessee e um dos autores de The Cause for
the Face e de Configurações dos Montículos
na Planície Marciana.
Vincent Di Pietro
Notam-se algumas falhas nas análises das fotografias
da esfinge em Cydonia. O lado que está iluminado pelo
Sol nas fotos da Viking aparece nas fotos da Surveyor na escuridão.
Portanto, muito pouco detalhe pode ser visto, a menos que
um contraste extenso seja feito para revelar algum sinal.
As imagens da primeira sonda foram tiradas diretamente sobre
a cabeça marciana, a 90 graus na vertical, tendo a
esfinge sido registrada totalmente centralizada. O outro aparelho
fotografou a ângulo lateral do monumento, num deslocamento
de 45 graus para a vertical. O primeiro indício para
esta perspectiva angular foi observado na forma alongada da
pequena cratera localizada no lado inferior esquerdo da face
– na Viking esta formação era redonda,
sendo que a curvatura pouco pronunciada do terreno sugeria
uma superfície suavemente curva. Observa-se também
uma estreita porção representando menos de 25%
do lado direito. Enfim, as fotos da Viking e as da Surveyor
têm características extremamente diferenciadas
entre si, talvez por circunstâncias dos vôos e
missões das duas sondas, talvez por manipulação
dos fatos pela NASA.
Há vários detalhes encontrados na área
acima das sobrancelhas. Esta inclui uma espécie de
X, que está centrado acima do nariz, além de
um objeto vertical dividindo este e outros ornamentos neste
local. Acredito firmemente que a imagem feita pela Surveyor
no ângulo de 45 graus rende muito pouco em termos de
dados adicionais sobre a porção central da esfinge
e não soma nada ao conhecimento do lado que nós
nunca vimos. A fotografia é proveitosa somente na verificação
da simetria bilateral da estrutura, no contorno da área
do “cabelo” desta e na simetria dos objetos encontrados
na “testa”. Se imagens adicionais não forem
produzidas pela sonda norte-americana ou outra espaçonave,
acredito que o rosto de Marte ainda não possa ser considerado
como obra natural.
VINCENT DI PIETRO é autor de
Traços Incomuns na Superfície Marciana, que
tornou-se livro de referência sobre a polêmica
de Marte e os monumentos de Cydonia.
Mark Birdsall
A Mars Global Surveyor da NASA está agora engajada
em focalizar algo em torno de 200 lugares que são considerados
de interesse científico em Marte. Os pesquisadores
de Cydonia analisaram as últimas imagens em alta resolução,
que mostram uma cratera desconhecida no hemisfério
sul do planeta, com diâmetro de 50 km e vestígios
de ser um grande reservatório de água. Há
duas surpreendentes características geomórficas
na cratera. A primeira é que sua parede mostra algo
semelhante a vestígios de um leito de água corrente.
Há também o contato do material iluminado da
parede com os do solo escuro, que se supõe, pela formação
de baías e penínsulas, que sejam sinais de um
reservatório de água. No entanto, outro fluído
que não a água poderia ser responsável
pelas imagens captadas pela última missão da
NASA ao planeta, ainda que a agência relute em admitir
qualquer anormalidade nas diversas fases de exploração
de nosso planeta vizinho.
Não é primeira e nem será a última
vez que estudiosos olharão Marte com suspeita. Desde
a descoberta das peculiaridades do satélite Phobos
é que estudiosos vêm notando que o Planeta Vermelho
é uma inesgotável fonte de mistério.
E isso é espantoso para o homem terrestre por um motivo
prosaico: nós mal começamos a explorar o Universo,
limitando-nos a enviar alguns poucos homens à Lua e
naves não tripuladas a Marte, e já notamos que
não sabemos absolutamente nada sobre o espaço
que nos circunda. Se em Marte já observamos tamanha
quantidade de incongruências e estranhos vestígios,
imaginem quando formos capaz de viajar a mundos mais distantes
da Terra?
MARK BIRDSALL é conferencista,
membro do grupo ufológico Quest International e ex-funcionário
da publicação inglesa UFO Magazine UK.
|
CRISTÓFORO BARBATO é historiador
e pesquisador da revista italiana UFO – La Visita Extraterrestre.
Seu endereço é Via Molino 1, 1824, 63019 Santo Elpidio
a Mare, Itália. Este texto foi traduzido por Ana Paula Penha
Borges, da Equipe UFO. |