Operação
Echelon
Sistema internacional de espionagem controla
as atividades de ufólogos em todo o mundo
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Aldo Novak, do Relatório Alfa
Neste artigo exclusivo, o jornalista Aldo Novak, membro do Conselho
Editorial de UFO, faz surpreendentes revelações sobre
o mais impressionante mecanismo de espionagem em funcionamento no
mundo, o Echelon. E também apresenta uma explicação
sobre como as agências de investigação conseguem
chegar tão rapidamente a locais em que tenha acontecido um
contato ufológico, como no famoso Caso Varginha.
Por mais de 15 anos ufólogos do mundo todo vêm falando
sobre a existência de um projeto altamente secreto destinado
à escuta clandestina de ligações telefônicas,
chamado Echelon. Na maioria das vezes o nome do projeto nem mesmo
era citado, mas pesquisadores sérios sempre se preocuparam
com o a possibilidade de um sistema de escuta eletrônica controlado
pelo governo dos Estados Unidos pudesse estar sendo empregado para
controlar a atividade dos ufólogos. De acordo com as informações,
o Echelon poderia ter acesso à quase todos os telefonemas
feitos no mundo, à maioria das transmissões de fax
e, mais recentemente, até aos e-mails de determinadas pessoas.
Embora fossem ainda suposições, estas informações
deixaram alertas investigadores e estudiosos do Fenômeno UFO,
pois, em muitos casos, as próprias agências de inteligência
e espionagem dos EUA divulgavam dados equivocados a fim de confundir
os investigadores e abalar deliberadamente a credibilidade de seu
trabalho. Por isso, todo cuidado é pouco.
Com o passar do tempo, novos fatos revelaram uma realidade ainda
mais assustadora do que se poderia supor. Descobriu-se que, por
meio do Echelon, a Agência de Segurança Nacional [National
Security Agency ou NSA] monitoraria constantemente também
todas as transmissões de televisão, emissões
de rádio, conversas feitas em walkie-talkies e até
mesmo as transmissões dos rádios usados nos berços
de crianças, as chamadas babás eletrônicas.
Para tanto, a NSA empregaria um sistema chamado Sinal de Espionagem
[Signal Intelligence ou Sigint], em operação
nos Estados Unidos há muito tempo, baseado na Rede de Satélites
de Decodificação de Sinais Eletrônicos. É
usando tal avançada tecnologia que a Agência consegue
ter acesso a transmissões de faxes, telefonemas e à
maior parte das mensagens de e-mail trocadas no planeta, exceto
as que estiverem protegidas por chaves criptográficas –
sistemas que embaralham as informações de uma mensagem,
que em tese somente pode ser lida pelo destinatário. Mas,
mesmo assim, quando as mensagens são captadas e “ouvidas”
pela NSA, nem sempre são decodificadas inteiramente, pois
não há capacidade de processamento para se analisar
tudo.
É como se uma pessoa estivesse em meio a uma rua movimentada,
ouvindo buzinas, carros, pássaros, passos, alarmes, rádio,
etc, tudo ao mesmo tempo. É isso o que a instituição
faz. De todos os dados que chegam até ela, apenas trechos
específicos são realmente analisados. Embora vários
especialistas em espionagem internacional tenham deixado vazar a
informação que tal sistema existisse, durante muito
tempo tudo não passou de boatos e mitos da era eletrônica,
uma espécie de lenda urbana. Poucos levaram em consideração
a existência do Echelon. Qualquer um que afirmasse que tal
sistema existia era logo chamado de lunático, e isso somente
começou a mudar a partir dos dois últimos anos do
século 20, quando o Vaticano abriu inquéritos contra
o governo dos Estados Unidos, em 1999, alegando que sua santidade
estaria sendo espionada 24 horas por dia pelo Echelon.
Espionagem - O Vaticano queria saber qual a razão
que levaria a NSA a espionar o sumo pontífice da Igreja Católica.
Além disso, uma mudança na posição dos
homens de Ciência também não tardou a surgir.
O diretor da Federação dos Cientistas Americanos,
John Pike, afirmou que devemos nos acostumar com o fato de estarmos
sendo espionados. “O Big Brother já existe. Ele está
nos ouvindo em qualquer lugar do mundo!” Pike se referia a
um programa global de monitoração passiva da Humanidade,
que se convencionou chamar de Big Brother, que estaria 24 horas
por dias, 365 dias do ano, observando tudo o que se passa em todos
os cantos da Terra.
A própria Federação explica que o Echelon consiste
em uma rede global de computadores que busca, em milhões
de mensagens interceptadas a todo instante, palavras-chave que significassem
situações de risco ou de interesse para o governo
dos Estados Unidos. Estas palavras são muitas [Veja box
abaixo], e quando emitidas em conversações telefônicas,
transmissões radiofônicas, e-mails e faxes, ligariam
um sistema especifico de análise.
Toda palavra é verificada, nas freqüências e canais
selecionados, por glossários desenvolvidos exclusivamente
para o Echelon – os processadores de rede. Assim, se numa
determinada conversa telefônica a expressão “terrorismo”
for enunciada num contexto em que também esteja presente
a palavra “Clinton”, por exemplo, o sistema Echelon
ativaria os processadores. Se até então esta inocente
conversa estava apenas sendo monitorada, a partir da pronúncia
daquelas palavras ela passou a ser gravada ou ainda simultaneamente
analisada, em diversos níveis. Um complexo de computadores
faria infinitas combinações matemáticas e vocabulares
para se descobrir se as pessoas envolvidas na hipotética
conversa poderiam ser terroristas com algum plano para executar
o presidente Clinton. E assim como “terrorismo”, as
palavras “UFO”, “extraterrestres” e “contato
imediato” também ativam o sistema, já que o
Fenômeno UFO é de interesse da segurança nacional
dos EUA. Os processadores de rede conectam todos os sistemas do
Echelon e permitem que cada terminal funcione como um setor de distribuição
de dados.
Segurança Nacional - Exemplos claros de
como o Echelon monitora e interfere nas questões de segurança
nacional, não somente dos Estados Unidos mas também
de seus aliados, podem ser encontrados em várias situações.
Uma delas envolveu a trágica morte da princesa Diana. Em
setembro passado, o empresário Mohamed Al Fayed entrou com
processo contra a Agência Central de Inteligência (CIA),
a NSA, o Departamento de Defesa e o Ministério da Justiça
norte-americanos, afirmando que seu filho Dodi Al Fayed e a Diana
estavam sendo espionados por esses órgãos quando morreram
no aparente acidente de carro ocorrido em 31 de agosto de 1997.
Al Fayed tomou essa atitude porque, em 28 de agosto de 1998, Richard
Tomlinson, um ex-agente do Serviço Secreto Britânico
(MI6), informou que Henri Paul, o motorista que morreu no acidente,
estava na folha de pagamento do MI6 há pelo menos três
anos.
Além disso, afirmou que o acidente foi muito semelhante a
um plano desenvolvido para matar o presidente iugoslavo Slobodan
Milosevic, em Genebra, idealizado pelo MI6 em conjunto com a NSA
e a CIA, usando o Sigint e o Echelon. Al Fayed, em sua busca por
explicações para a morte do filho, inicialmente confiou
nas informações prestadas pela CIA, mas depois de
descobrir que os norte-americanos estavam omitindo dados o acidente,
mudou de posição. Passou então a suspeitar
que Dodi e Lady Di teriam sido mortos com a colaboração
das agências de inteligência, e por isso pediu a abertura
de um inquérito nos Estados Unidos.
Seu objetivo era ter acesso a informações do governo
mas, no dia 13 de outubro, uma corte de Washington negou o processo
contra os centros de inteligência envolvidos, alegando não
ter jurisdição sobre o caso.
No Brasil, tivemos ocorrências ufológicas que evidenciaram
a onipresença dos órgãos norte-americanos de
espionagem. Em janeiro de 1996, por exemplo, a cidade mineira de
Varginha foi “invadida” por especialistas estrangeiros
vindos, segundo algumas fontes, dos Estados Unidos. Foram atraídos
à cidade em virtude das informações de que
um UFO teria se acidentado e dois de seus tripulantes resgatados.
O que mais impressionou foi a rapidez com que chegaram ao local,
pois o Caso Varginha estava apenas em seu início, e ainda
não era de conhecimento público, passando a ser quando
a Imprensa nacional noticiou o incidente. Como poderiam tais estrangeiros
saber do caso? Segundo fomos informados, o Sigint e o Echelon monitoravam
e ainda monitoram os movimentos militares brasileiros em tempo integral,
catalogando tudo aquilo que seja detectado na atmosfera, incluindo
os veículos aéreos não identificados captados
pelo país – UFOs.
O interesse pelo Brasil, inclusive, tem constantemente se intensificado.
Há alguns anos, por exemplo, o governo brasileiro decidiu
empenhar-se totalmente em construir uma rede de controle eletrônico
em toda a Amazônia. Para sua construção, que
custaria bilhões de dólares, duas empresas estavam
concorrendo em licitação: a francesa Thomsom CSF e
a norte-americana Raytheon. Foi então que o governo dos EUA
descobriu e vazou – pretensamente de forma acidental –
a informação de que a Thomsom estava subornando pessoas
expressivas na equipe de seleção, provando isso com
gravações telefônicas entre essas pessoas e
a empresa francesa. O próprio Departamento de Comércio
dos Estados Unidos pressionou o governo brasileiro e apresentou
as gravações. Com base nelas, obtidas por meio do
Echelon, a Thomsom foi desclassificada e a Raytheon ganhou a licitação
para a execução do Sistema de Vigilância da
Amazônia (Sivam). Como? Os telefones de todas as pessoas envolvidas
estavam grampeados.
Curiosamente, a Raytheon é uma das empresas mais importantes
para a operação das bases de captação
de sinais e rastreamento... do próprio Echelon! Todas as
bases da NSA são mantidas por ela. Em outras palavras, ter
o Projeto Sivam sendo construído pela Raytheon, é
como se o governo brasileiro contratasse o lobo para tomar conta
das ovelhas. É importante lembrarmos ainda que o Sivam é
composto de vários subsistemas restritos, que estão
sendo instalados pela Raytheon, aos quais os técnicos brasileiros
não têm acesso. Nada impede que a NSA, portanto, esteja
colocando através do Echelon os transmissores de dados diretamente
em nossas próprias estações de captação,
em Território brasileiro.
E tudo indica que esteja efetivamente fazendo isso ou produzindo
sistemas de envio de dados para os processadores de rede do sistema
Echelon. Desse modo, tudo o que nós, brasileiros, descobrirmos
na Amazônia será também de conhecimento da Agência
Nacional de Segurança dos EUA, a temida NSA. Estes são
casos conhecidos, mas há vários outros menos famosos.
Um deles envolve o espião aposentado e vice-diretor da NSA
no Canadá, Mike Frost, que confessou que o braço da
entidade naquele país – o Centro de Segurança
das Comunicações do Canadá (CSE) – investigou
ilegalmente as comunicações de dois secretários
de Margareth Thatcher e o telefone celular da esposa do primeiro
ministro canadense, Pierre Trudeau, por requisição
direta da própria ex-primeira ministra da Inglaterra. Tudo
foi feito sem qualquer necessidade de se instalar aparelhos especiais,
já que as escutas foram implementadas usando-se os sistemas
em uso nas dependências ocupadas por aquelas autoridades [Há
informações de que o Echelon possa captar conversas
em salas onde o telefone esteja até mesmo no gancho].
Big Brother - Além disso, existe a suspeita
de que a NSA tenha tirado ilegalmente milhões de dólares
da conta bancária na Suíça de Vincent W. Foster,
conselheiro especial da Casa Branca, ao descobrir que o dinheiro
que ele recebia vinha do governo de Israel. Em outras palavras,
ao decidir, sem prévio julgamento, que Foster era um espião
a serviço dos israelenses, a Agência de Segurança
Nacional teria decidido por conta própria utilizar seu sistema
de controle sobre as operações bancárias para
retirar todo o dinheiro de sua conta, antes mesmo que a CIA o prendesse
por espionagem. Logo após ter sido informado sobre o acontecido,
por Hillary Clinton, o conselheiro foi encontrado morto, em um suposto
suicídio. Como se vê nesses poucos exemplos, a vida
de autoridades e dignatários está sendo vigiada constantemente.
Mas não só destes, como de muita gente simples que
habita este planeta.
Se alguém tem alguma ilusão de que isso seja mentira,
e que um sistema como o Echelon só seja possível no
futuro, pode esquecer! Ele já chegou e o programa global
Big Brother veio com ele. Vamos dar aqui um exemplo prático
de como funcionam estes aparatos de vigilância. Este artigo
foi escrito em São Paulo e enviado, via e-mail, para a Redação
da Revista UFO em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Este autor o
escreveu em um computador pessoal, acessou a Internet e, usando
uma senha completamente aleatória, despachou a mensagem com
texto simplesmente clicando no botão enviar. O artigo, então,
foi enviado recebido em menos de dois segundos no escritório
da revista.
Mas, sem a minha autorização, quando cliquei no botão
enviar, uma cópia foi feita e seguiu um percurso diferente.
Ela seguiu para um dos três satélites controlados pela
NSA, produzidos pela empresa TRW e com codinome de Orion/Vortex.
Localizado em uma órbita de 35.600 km de altura, um deles
recebeu minha mensagem e passou a analisá-la. A NSA tem condições
para isso. Além desses, opera outros dois satélites
construídos pela Boeing, com codinome Trumpet, que orbitam
entre 200 e 35 mil Km, respectivamente. A Agência também
possui sete estações de monitoramento ilegal de escuta,
espalhadas pelo mundo.
Possivelmente a cópia não autorizada deste artigo
foi transferida para as localidades de Sugar Grove, nos Estados
Unidos, ou para Leitrim, no Canadá, onde estão as
duas estações que controlam as informações
que partem do Brasil. O satélite que recebeu este artigo
enviou o texto para um computador que imediatamente “leu”
seu conteúdo, antes que qualquer pessoa na Revista UFO tivesse
tempo de sequer ler o cabeçalho. Em seguida, o mesmo computador
o enviou a um sistema de tradução e detecção
de palavras-chave, um módulo de glossário próprio
do Echelon. Ele certamente encontrou neste texto uma série
de palavras que fizeram com que o artigo passasse por milhares de
níveis de análise.
Depois de poucos minutos o computador detectou que este artigo fala
exatamente da NSA, assim, dado ao grau de importância do tema,
passou da fase automática para a fase manual de análise.
Neste momento, um operador humano recebeu e leu tudo o que escrevi,
provavelmente em uma instalação localizada em Fort
George Meade, em Maryland, também nos Estados Unidos. Mas
o texto pôde ser lido ainda pela base do Echelon na Inglaterra,
localizada em Menwith Hill, ou na Alemanha, Canadá, Austrália,
Japão. Tanto faz! Tudo pertence ao Echelon e está
sob controle direto da NSA. Por isso, não faz diferença
de onde o artigo foi lido, pois a destinação dos resultados
de sua análise foi a mesma: altos escalões do militarismo
tecnológico norte-americano. Em todos os casos, esse artigo
foi grampeado e lido, em princípio por uma máquina.
Mas dependendo das palavras que ela tenha encontrado, o texto poderá
ter sido transferido para um terminal e analisado por um operador.
Não apenas o citado e-mail, enviado para a Revista UFO com
este artigo, mas todos os e-mails enviados por mim e por você,
leitor! E não apenas os e-mails, mas também todos
os telefonemas e faxes, incluindo aqueles originados em grandes
corporações mundiais, delegacias de polícia,
sedes de máfias internacionais, escritórios de governo,
quartéis militares, centros de diversão, etc. Todos
são objeto de escrutínio ilegal por parte do Echelon.
Para se ter idéia do poder de alcance do sistema, todos os
projetos enviados para o Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(INPI), os sistemas do Veículo Lançador de Satélites
(VLS) do Brasil e até mesmo as ligações do
presidente Fernando Henrique Cardoso estão grampeados. E
não é só isso: a NSA está recebendo
também todos os indicadores econômicos do Brasil e
de todos os outros países do mundo, antes que os governantes
locais sequer tenham lido o jornal da manhã.
Mas se você, leitor, acha que acabou por aqui, saiba que nossas
ligações telefônicas também são
monitoradas. Isso inclui a totalidade das comunicações
com o uso de telefonia celular e mais de 90% das ligações
locais e estaduais. Já as ligações internacionais
estão 100% grampeadas. Não importa se você é
rei, rainha, presidente ou estudante universitário: tudo
o que diz usando um dos sistemas de comunicação acima
é escutado pelos sistemas do Echelon. Por esse motivo é
tão fácil manter os ufólogos sob vigilância.
E exatamente por isso, todos os pesquisadores devem ter muito cuidado
em suas investigações e comunicações.
Aqueles que se sobressaem acima da média, que usam muito
a Imprensa para divulgar seus trabalhos ou a Internet para suas
pesquisas, que têm atividade notória em suas localidades,
são alvos prioritários e constantes do Echelon.
Em um artigo publicado pela revista Business Week, e republicado
no Brasil pelo jornal Gazeta Mercantil, fica evidente o poder do
Echelon. Quem conhece essas empresas jornalísticas sabe que
não tratam de ficção científica e não
costumam publicar informações duvidosas. Na verdade,
são até muito conservadoras. A Gazeta, por exemplo,
publicou em sua edição do dia 04 de junho de 1999
que o Echelon estaria grampeando as telecomunicações
do planeta. “Telefonemas, faxes, telex, e-mails, transmissões
de rádio e microondas, nada escapa às antenas e computadores
da Agência de Segurança dos Estados Unidos (NSA)”,
divulgou o jornal, esclarecendo ainda que o sistema, administrado
pela NSA, o Echelon é “avô” de todas as
operações de espionagem que existem. “Líderes
políticos e empresariais estão despertando para o
alarmante potencial desse sistema confidencial. Numa combinação
de satélites de espionagem e sensíveis estações
de escuta, ele intercepta quase todas as comunicações
eletrônicas que cruzam uma fronteira nacional, além
de todos os sinais de rádio”.
Informações Confidenciais - O jornal
esclarece detalhadamente como funciona o sistema, que garante ter
alcance planetário. “O Echelon também escuta
a maioria das telecomunicações de longa distância
dos países, até chamadas locais de telefones celulares”,
finalizou. Com isso, observamos que não é a ética
que controla as ações da NSA, mas simplesmente a conveniência,
conforme assegura o almirante reformado Bobby Ray Inman. Ele já
chefiou a Agência e recentemente afirmou que a CIA propôs,
certa vez, o compartilhamento com a NSA das informações
confidenciais sobre empresas e seus negócios. Segundo o plano,
a CIA forneceria por exemplo, documentos da Empresa Brasileira de
Aeronáutica (Embraer) para a Boeing em troca das gravações
que a NSA fizesse das conversas telefônicas entre os executivos
da Embraer. Mas Inman garantiu não ter concordado com a estratégia.
Disse ainda que sua posição venceu porque o status
multinacional das empresas tornaria difícil escolher os beneficiários
das informações a serem obtidas. O que mais chama
a atenção, nesse caso, é que se fosse mais
fácil escolher quem se beneficiaria das informações,
não haveria problema? Quando um repórter da Business
Week estava preparando uma matéria sobre o assunto, a NSA
recusou-se a falar com ele, mas reiterou que não compartilha
interceptações com empresas. Embora a área
de informações econômicas tenha sido sempre
uma prioridade do Echelon, Inman diz que os principais alvos são
questões comerciais justas. Mas o que são “questões
comerciais justas” para os militares e burocratas norte-americanos
que controlam o sistema? Quem decide – e como – o que
é ou não justo?
Como é possível observar, o problema é grave
e tem influência direta na vida de todos nós, hoje
e no futuro. Mas o pior ainda está por vir. As informações
divulgadas na Business Week e na Gazeta Mercantil são apenas
a ponta do iceberg de uma rede de corrupção envolvendo
membros da elite governamental dos EUA – uma espécie
de sindicato que aproveita as informações econômicas
privilegiadas para vencer concorrências internacionais e recuperar
parte do investimento nas campanhas políticas norte-americanas.
Felizmente, jornalistas internacionais têm destacado os perigos
do abuso – ou mau uso – do Echelon. Mas, como qualquer
instrumento tecnológico, ele está sujeito aos excessos
políticos, e já houve alguns. Durante o mandato do
presidente Ronald Reagan, por exemplo, o Echelon interceptou telefonemas
comprometedores de Michael Varnes, então deputado democrata,
para autoridades da Nicarágua. As transcrições
dessas conversas vazaram para a Imprensa, o que resultou em danos
irreparáveis à sua carreira política. Imagine
o que aconteceria se os telefonemas dos políticos brasileiros
também fossem de conhecimento público... Contudo,
em muitos casos, o tiro também pode sair pela culatra. Por
duas vezes, espiões canadenses que colaboraram com a NSA
utilizaram o Echelon para colher informações sobre
acordos pendentes de fornecimento de cereais entre os Estados Unidos
e a China. Posteriormente, ludibriaram seus parceiros em negócios
com preços menores para o Canadá.
Europeus Furiosos - Em 1998 o sistema de espionagem
da NSA foi exposto e levado ao conhecimento da opinião pública
por um estudo preparado para o Parlamento Europeu pela Omega Foundation,
empresa britânica de pesquisa de mercado. Os europeus ficaram
furiosos com a constatação de que até mesmo
na Europa todas as comunicações por e-mail, telefone
e fax eram rotineiramente interceptadas pela Agência. “Ao
contrário de muitos dos sistemas de espionagem eletrônica
desenvolvidos durante a Guerra Fria, o Echelon tem alvos prioritariamente
não militares: governos, organizações e empresas
de praticamente todos os países”, notou o relatório.
De fato, a maior base da NSA para espionagem eletrônica está
em Menwith Hill, próximo a Yorkshire, na Inglaterra. Ela
é operada em conjunto com o Quartel General de Comunicações
Governamentais (GCHQ) britânico, o representante local da
NSA naquele país.
Em outras palavras, os ingleses também são espionados
dentro de sua própria casa pelos norte-americanos. Ao redor
da estranha instalação há pelo menos 25 estruturas
semelhantes a gigantescas bolas de futebol, cada qual ocultando
uma antena high tech sintonizada para interceptar um alvo específico
de telecomunicação. O editor de UFO A. J. Gevaerd
e o editor da revista inglesa UFO Magazine, Graham Birdsall, estiveram
próximo a um dos portões de acesso a estação
de Menwith Hill, em 1997. Pararam o veículo na rodovia que
passa ao longo da extensão oeste da base, e em questão
de minutos duas viaturas militares os interpelaram para que revelassem
o que pretendiam ali. A Gevaerd os soldados pediram que entregasse
a câmera fotográfica que portava, o que só não
fez por alegar ser um turista brasileiro conhecendo a região...
E ambos estavam do lado de fora da base! Da mesma forma, líderes
da Europa continental se alvoroçaram quando diversos artigos
de jornais publicados no continente sugeriram que o Echelon poderia
estar espionando informações secretas de suas empresas
e fornecendo-as aos competidores da Inglaterra. Isso foi rapidamente
abafado, possivelmente com a troca de favores.
Embora a explicação oficial da NSA para o uso de seu
“grampo” mundial seja a proteção dos Estados
Unidos contra o terrorismo e o tráfico de drogas, a verdade
é que basta um pequeno ajuste no sistema de filtro para que
o uso seja bem diferente e atenda a interesses obscuros. No caso
do tráfico de drogas, por exemplo, a prática já
provou que o uso do Echelon não se dá exatamente como
alega a NSA. E assim também em outros campos. Se o glossário
de fato incluir em seu sistema, por exemplo, a palavra “UFO”,
como já descrevemos acima, a Agência pode rapidamente
esquadrinhar qualquer eventual disco voador que seja sendo detectado
por sistemas militares de proteção mundial e, assim,
saber imediatamente onde tenha se dado ou venha se dar um suposto
contato. Isso explicaria a rapidez insana com que certos movimentos
norte-americanos acontecem quando surgem UFOs.
Corrida Armamentista - Além disso, os EUA
estão há duas décadas tentando bloquear o programa
espacial brasileiro, impedindo-o de prosperar. Este autor entrevistou
dezenas de engenheiros e especialistas do Centro Técnico
Aeroespacial (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(INPE), em São José dos Campos (SP), e todos disseram
a mesma coisa: os Estados Unidos tentam evitar que o Brasil e a
Argentina venham, no futuro, entrar em uma corrida armamentista
e usar seus foguetes como lançadores de artefatos atômicos.
Exagero? Ora, o que impediria a NSA de usar os equipamentos do Echelon
para grampear os funcionários do INPE 24 horas por dia, tendo
acesso às transmissões de desenhos, pesquisas, faxes
com comentários técnicos, chaves, senhas e tudo mais?
Nada! Essa é uma hipótese legítima.
E o que impediria a NSA de passar para às empresas norte-americanas
ou canadenses de telefonia um relatório com todas as informações
vindas nos faxes, telefonemas e e-mails das empresas de telefonia
de outros países, que concorreram nos leilões de privatização
do Sistema Telebrás? Igualmente nada! Desse modo, permitiriam
que uma empresa amiga tivesse acesso a informações
que nem mesmo o governo brasileiro tinha. Por essas e outras, caro
leitor, todo cuidado é pouco quando estamos nos comunicando
por qualquer um dos meios eletrônicos já citados. Certamente
o Echelon estará ouvindo você!
| Governo
nega existência de Echelon |
Equipe
UFO
Em agosto de 2000 um graduado oficial do Departamento de
Defesa dos Estados Unidos divulgou a posição
oficial do governo norte-americano quanto ao Echelon, tentando
desacreditar as informações que haviam vazado
até então. Segundo ele, que pediu para não
ser identificado, o sistema é produto da imaginação
popular e uma espécie de mitologia jornalística.
“Gostaria de ter um sistema como esse, que fosse tão
bom assim”, afirmou. Segundo ele, é impossível
que haja um aparato capaz de interceptar todas as comunicações
eletrônicas do mundo, filtrando o que interessa e selecionando
o que seja importante. “Leiam as besteiras que estão
escrevendo por aí e imaginem quanto poder de processamento
seria necessário para monitorar as comunicações
do mundo e o número de funcionários governamentais
para filtrar as informações”.
O graduado funcionário ainda completou ironicamente:
“Nós somos o Governo. Desde quando o governo
é mais avançado do que o setor privado?”.
Ora, quem construiu a primeira bomba atômica e os superjatos?
Foram empresas contratadas pelo governo, a mando do governo.
E quem chegou à Lua e desenvolveu os mais avançados
submarinos? Idem. Em outras palavras, tudo o que é
de mais caro e sofisticado é construído sob
controle governamental, o que desmonta o argumento do oficial
da NSA. Por que com o Echelon seria diferente? Ainda assim,
apesar desse acobertamento de informações, fica
evidente não somente a existência do sistema
como sua constante operação, monitorando autoridades,
empresários e até mesmo estudantes.
Exclusividade - Outros dados sobre o projeto
podem ser encontrados nos boletins do Relatório Alfa,
que divulgou com exclusividade os mecanismos de funcionamento
do Echelon no Brasil. Com aproximadamente oito mil assinantes
em 32 países, o relatório trata de informações
diversas sobre conspirações governamentais,
segredos ufológicos, ficção científica,
etc.
Os interessados podem visitar o site http://www.relatorioalfa.com.br
e se cadastrar para receber semanalmente informações
sobre esses e outros assuntos, inteiramente grátis.
Para quem não tem acesso à internet, existe
uma versão menor do Relatório Alfa, transmitida
por telefone. Basta ligar para (11) 3794-9999 e ouvir gratuitamente
as mensagens. Aldo Novak, autor da matéria e principal
responsável pela divulgação das atividades
do Echelon no país, é o editor do Relatório.
|
| Mecanismos
para derrubar o Echelon |
Aldo
Novak, do Relatório Alfa
Muitas pessoas se perguntam o que é possível
ser feito contra o Echelon. Na verdade, o sistema não
passa de um gigantesco processador de dados e, como tal, pode
se enganar ou ser enganado. Para se defender dele, o melhor
a fazer é enviar criptografadas todas as mensagens
por e-mail que sejam confidenciais. Você pode fazer
isso de graça, utilizando o sistema moderno e indecifrável
pela Agência de Segurança Nacional (NSA), dos
Estados Unidos. E pode fazer isso de qualquer lugar em que
esteja: basta usar um serviço de e-mail especial, chamado
HushMail. Através dele ninguém consegue ler
o que é escrito, pois o sistema tem completa segurança.
Para quem é técnico, a empresa deixa o código
fonte aberto, de forma que especialistas do mundo todo já
verificaram como ele funciona e o aprovaram.
A empresa não está nos Estados Unidos nem tem
qualquer técnico norte-americano envolvido no desenvolvimento
do sistema, porque aquele governo proíbe isso. Para
assinar o HushMail basta acessar o site http://www.hushmail.com.
Atualmente, as informações estão em inglês
e francês, mas a tradução para outros
idiomas está sendo preparada, inclusive para o português.
Entretanto, apesar de sua eficiência, o HushMail tem
alguns problemas que impossibilitam sua popularização.
Primeiramente, ele é lento, porque o sistema de segurança
torna a conexão mais vagarosa. E não pode ser
utilizado para qualquer mensagem, exceto se o usuário
emprega uma conexão de Internet de banda larga. Por
fim, os destinatários das mensagens também devem
usar os mesmos programas e meios de conexão.
Ainda assim, vale a pena. Os ufólogos, por exemplo,
quando trocam mensagens sigilosas, deveriam sempre utilizar
alguma forma de proteção como essa. Além
do HushMail, um outro modo de combater o Echelon é
saturar o sistema com informações. Algumas pessoas
na Internet estão enviando e-mails que, ao final, tem
exatamente as palavras-chave rastreadas pelo sistema em inglês.
Se todas as pessoas que enviam e-mails no mundo utilizassem
isso, certamente os computadores da NSA entrariam em colapso.
Uma lista completa das palavras rastreadas pelo Echelon pode
ser encontrada no site do Relatório Alfa [http://www.relatorialfa.com.br/echelonkeywords].
Abaixo estão algumas delas:
Explosivo, armas, assassinato, conspiração,
detonadores, pólvora, emboscada, reféns, munição,
nitrato, mercúrio, presidente, nitrocelulose, minas,
granadas, foguetes, fusível, mecanismo, morteiros,
propulsores, dispositivo, incendiário, segurança,
inteligência, agências, infiltração,
evasão, descoberta, missão, comunicações,
armadura, cronômetros, dispositivos, silenciadores,
metralhadoras, balas de teflon, napalm, stingers, balística,
especial, isolamento, terrorismo, informação,
conexões, hackers, criptografia, espionagem, exército,
casa branca, encoberto, nuclear e foguetes.
|
ALDO NOVAK é jornalista, editor do Relatório
Alfa [www.relatorioalfa.com.br]
e consultor de UFO. Seu endereço é: Caixa Postal 371,
Macedo, 07190-970 Guarulhos (SP). E-mail: aldonovak@relatorioalfa.com.br |