RESULTADO DA VOTAÇÃO
MENÇÃO HONROSA

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Análise das atividades alienígenas na Terra

O que os extraterrestres buscam em nosso planeta e na espécie humana? Uma análise da questão à luz de novas hipóteses de trabalho

Paulo Rogério Alves

A idéia deste texto é fazer uma pequena análise dos motivos que existem por trás das chamadas abduções. Mas antes de entrarmos diretamente nesse assunto, é interessante olharmos um pouco melhor esse importante aspecto do Fenômeno UFO. Primeiramente, o que é uma abdução? No dicionário Aurélio encontramos a seguinte definição: “Rapto com violência, fraude ou sedução”. Já no meio ufológico nós a definimos como os relatos de pessoas que afirmam ter sido levadas para o interior de naves extraterrestres, sem seu consentimento ou por persuasão. Muitas vezes, as vítimas passam por algum tipo de experiência a bordo dos veículos, na maioria das vezes traumáticas. Também há alguns casos onde as incursões são feitas na própria casa e até na cama do abduzido. Como não poderia deixar de ser, esses relatos são abordados
pelos pesquisadores de duas maneiras radicais.

Uma delas afirma que existe explicação científica e simples para todos esses casos, enquanto a outra garante que a única elucidação é a ação de alienígenas. Aqueles que defendem a explicação científica das abduções têm várias teorias para apresentar, desde traumas causados nos abduzidos por abusos sexuais na infância até distúrbios no sono, que são capazes de fazer com que uma pessoa confunda sonhos com a realidade, misturando um ao outro e criando uma nova verdade, na qual ela acredita sem dúvidas.

No primeiro caso, o relato dos abduzidos seria uma forma de a pessoa exteriorizar seu trauma e o medo que sentiu durante o abuso na infância, transpondo-o para algo fora do seu controle, assim como a figura alienígena. Outras teorias conjecturam que em sessões de hipnose, com hipnotizadores mal-intencionados ou preparados, estes acabam por influenciar o hipnotizado, “criando” nele lembranças que, na verdade, não existem – entre elas, as abduções. Há muitos casos documentados sobre os fatos ditos acima. Existe um estudo feito pela Força Aérea Norte-Americana (USAF) e pela própria NASA sobre os efeitos da falta de oxigênio no cérebro, que conduz a resultados semelhantes a uma abdução. Ao se submeter um piloto a ação da poderosa força gravitacional, até que perca a consciência, ao voltar a ela seu relato do que passou guarda muita semelhança com aqueles de abdução e experiências de pós-morte. Análises feitas em seções de hipnose também mostram que realmente alguns hipnotizadores conduziam seus pacientes. E assim por diante.

Abdução clássica — Essa introdução nos mostra que existem relatos de abdução que podem, na verdade, não ser nada do que parecem. Também não podemos simplesmente pegar o resultado destas experiências e supor que todos os casos de abdução se encaixem nelas, porque são aparentemente iguais, e assim concluir que o rapto por alienígenas não existe. Mas outra atitude equivocada parte daqueles que advogam esta tese. Muitos pesquisadores acreditam em qualquer relato de abdução ou contato com ETs pura e naturalmente, desprezando por completo a possibilidade de que existam casos com explicação convencional. Para estes, qualquer esclarecimento lógico é contestado porque, em sua forma de ver a verdade, ele seria uma maneira de acobertar a realidade. Agem segundo o ditado de que “quem crê na verdade não precisa de provas, e quem pede provas é porque ainda não enxergou a verdade”. Aí então tudo se torna possível. Mas existe um ditado ainda velho e sábio que diz que “a verdade se encontra no ponto médio entre dois extremos”. O que se busca mostrar neste artigo é que existem relatos de abdução que realmente são frutos de experiências normais. Mas ainda assim existem também os legítimos raptos por civilizações de outros planetas (ou até mesmo do nosso). Uma circunstância não anula a outra, e as duas situações podem acontecer independentes uma da outra.

Existe um tipo clássico de relato de abdução que ilustra bem o que estamos argumentando. Vamos apresentar um relato genérico deste fenômeno e depois analisar explicações encontradas. Inicialmente, é importante se dizer que as narrativas de abdução existem desde tempos mais remotos, na Idade Média e talvez até antes. O único fator que muda nesses casos é o abdutor, mas a maneira como o abduzido é abordado e como se processa a abdução continua igual. Primeiro, uma luz invade o ambiente em que o abduzido está e ele é paralisado, às vezes fica horrorizado e, sem poder se mexer, consegue apenas observar e entender o que está acontecendo a sua volta. Geralmente vê seres estranhos fazerem experiências com seu corpo e, apesar da dor, nada pode fazer. Nas antigas lendas, eram os demônios que faziam isso para possuir a alma das pessoas. Em alguns lugares da Europa – e curiosamente onde a religião católica não prosperava –, estas lendas contam ainda que bruxas vinham à noite buscar a alma das pessoas, utilizando-se deste método. Nos dias de hoje são os grays que fazem esse trabalho.

Alguns cientistas encontraram uma explicação realmente satisfatória para estes relatos. Em documentário exibido pelo canal Discovery é explicado que existe um distúrbio do sono que causa paralisia nos movimentos da pessoa, que ocorre geralmente no estágio intermediário entre a vigília e o despertar. Como ela não está efetivamente acordada, mas também não está dormindo, os sonhos se confundem com a realidade, acontecendo uma mescla entre ambos. E o fato de existirem descrições de diferentes tipos de abdutores é explicado como sendo fruto do subconsciente, sendo que em cada cultura, em cada época, as alucinações assumem formas diferentes. Em experiências com vítimas deste distúrbio conseguiu-se relatos que foram quase idênticos aos dos abduzidos. Daí a conclusão de uma parcela da comunidade científica de que a abdução não existe. Para ela, todas as pessoas que relataram fatos como estes sofriam, na verdade, de uma doença que existe desde a remota Idade Média até os dias de hoje.

Os ufólogos, por sua vez, atribuem os relatos a abduções feitas por seres de outros planetas ou dimensões, conforme sua corrente de pensamento. Raptam seres humanos com o objetivo principal de fazer experiências diversas, cujos propósitos ainda nos escapam. Entre seus métodos, paralisam-nos com um raio de luz sólida que impede de nos movermos, manipulam nossos corpos e depois vão embora. Para validar estas teorias existem os depoimentos de pessoas confiáveis, que afirmam estarem plenamente acordadas quando os fatos se deram. O mais impressionante é que em alguns casos os abduzidos apresentam marcas no corpo, sem causa conhecida, e até mesmo objetos estranhos implantados em seus organismos. Estas são evidências difíceis de serem causadas por doenças do sono... A explicação desta vez para a variação entre os tipos de abdutores não é muito diferente da anterior: como o abduzido não reconhece seu algoz, interpreta-o como sua cultura permite. E por acreditar que está sendo torturado e maltratado, o perpetrador do ato só pode ser alguém hostil – antigamente eram demônios e bruxas os agentes do mal.

Seres cinzentos — Um grande número de ufólogos atribui os atuais relatos, assim como os antigos, a uma espécie de alienígena que teria interesses pouco nobres para conosco, os temidos grays ou “cinzentos”, como exposto. Temos ainda outra interpretação para esse fato, feita por algumas correntes de igrejas protestantes. Para elas, na verdade, os UFOs não são naves de outros planetas, mas sim satã e seus seguidores, que estariam voltando à Terra para uma batalha final. Segundo seu entendimento, eles estariam também usando estórias sobre alienígenas maus para afastar o povo cristão da verdade e ajudar, assim, a derrotar Jesus e Deus... Estes demônios se fariam passar por aliens e perverteriam as almas das pessoas durante estas abduções. Se olharmos com cuidado, veremos que, de fato, a febre de ETs está gerando movimentos que se assemelham a uma nova religião. Algumas correntes defendem até que Jesus tenha sido um extraterrestre, enquanto outras alegam que nem sequer existiu, e que seria apenas uma invenção para se dominar a população. Mas não vamos entrar nestas questões. Diferentemente das situações anteriores, não existem provas para sustentar estas afirmações e o que as valida mesmo é a fé de cada um.

Como vemos, temos o mesmo tipo de relato de abdução sendo utilizado para a defesa de três teorias radicalmente diferentes, sendo que cada um de seus defensores se acha plenamente com razão e, os demais, errados. Será que alguém está mentindo para acobertar fatos e não divulgar a verdade sobre os alienígenas? Seriam fanáticos seguidores de seitas ufológicas aqueles que tudo fazem para comprovar que os aliens existem? Ou será que algumas religiões temem perder seus seguidores e estão tentando intimidá-los para que não se afastem delas? O ponto a ser entendido desse questionamento é que várias situações podem acontecer conjugadamente. Ou seja, ao mesmo tempo em que existe uma doença do sono capaz de fazer a pessoa sofrer uma alucinação parecida com uma abdução, um alienígena pode estar efetuando o rapto de um ser humano para estudo, e também – por que não? – algum espírito malévolo pode estar atormentando a cabeça de algum pobre coitado...

O que não se pode fazer é partir de um único exemplo e generalizar sua aplicação a todos os relatos de abdução, ignorando seus detalhes porque não condizem com o que acreditamos. Temos que estudar cada caso e separar o joio do trigo, porque, é claro, também existem os enganadores que se aproveitam da boa-fé alheia apenas para obter lucro material. Feitas estas pequenas considerações, e admitindo-se que alguns relatos de abdução realmente envolvem raptos e experiências com seres humanos, vamos partir para examinar os motivos que estariam por trás destes fatos. Por que um membro de uma civilização dita superior viria até a Terra para seqüestrar e fazer experiências conosco. Vamos analisar algumas das teorias mais difundidas.

Para entender corretamente o motivo que leva uma pessoa a fazer qualquer coisa, entre elas uma abdução, temos antes que conhecer esse alguém, saber quais são seus valores, o que busca, como nos vê, como é seu sistema de moral e ética etc. No caso do perpetrador ser de uma civilização alienígena, cuja existência ainda não conseguimos provar materialmente, e mesmo entre aqueles que afirmam saber ao certo quem são e porquê estão aqui, existem divergências enormes. Assim, temos que especular sobre quem seria o responsável pela abdução antes de apresentarmos a teoria que os envolve. Existe uma peculiar corrente de pensamento que enxerga o Fenômeno UFO de uma forma diferente da maioria vigente. Para ela, nem as naves nem seus tripulantes são de outros planetas, mas terrestres como nós. Não terrestres simples, mas nossos descendentes que, vindos de futuro longínquo e tecnológico, estariam voltando ao passado para fazer experiências e saber como somos. Vamos esquecer por um instante as discussões acerca da impossibilidade de viagem no tempo, e assumir simplesmente que, num futuro remoto, nossos descendentes tenham conseguido de alguma forma viajar pelo tempo.

Viajantes do tempo — Isso pode se dar de uma maneira tão inacessível e incompreensível para nós como seria para o povo da Terra, há 3 mil anos, entender o funcionamento do computador. Afinal de contas, se estamos dispostos a acreditar que uma civilização consegue viajar entre galáxias, devemos estar abertos à possibilidade da viajem temporal. O fato é que, para essa corrente de ufólogos, os abdutores viriam do futuro e estariam fazendo experiências conosco. Só resta tentar entender por que eles fariam isso com parentes do passado. Curiosidade? Ou para saberem como eram seus antepassados e como evoluíram até chegar onde estão? Talvez seria para entenderem melhor a História que se perdeu com o tempo... Numa elucubração, se tivéssemos hoje em dia a capacidade de viajar no tempo, com certeza não perderíamos a chance de encontrar o tal elo perdido entre o macaco e o ser humano. Ou mesmo de voltar até a época de Jesus e ver se a Bíblia tem mesmo razão.

Ainda assim, sejam quais forem as razões de nossos futurísticos descendentes, eles não precisariam abduzir nem fazer experiências com alguém vivo. Sequer necessitariam aparecer fisicamente para nós, pois, afinal, se conseguem viajar no tempo, com certeza devem ter tecnologia para se esconder atrás da invisibilidade. Então a resposta deve ser outra. Mas qual? Imagine que em algum momento da História uma praga tenha assolado a Humanidade, algo tão terrível que teria dizimado a maioria da população, restando uma parcela viva. Depois de muito tempo sem saber porquê estes poucos seres humanos sobreviveram, descobre-se que isso foi devido a alguma característica específica deles, algum gene, alguma defesa natural que os remanescentes tenham. De posse deste conhecimento, nossos futuros descendentes poderiam estar vindo até “nosso tempo” para tentar passar para o máximo da população esta alteração, aumentando assim as chances de sobrevivência da raça.

Da mesma forma, podemos elucubrar que uma terrível guerra aconteceu no passado de nossos descendentes – ou seja, no nosso futuro – e afetou de maneira irreversível os destinos da Humanidade. Em virtude disso, os viajantes do tempo estariam tentando evitar que isso acontecesse, guiando o conhecimento do ser humano para coisas mais produtivas. Outra hipótese a ser considerada seria a de que a Humanidade tivesse em seu futuro destruído o meio ambiente, tornando o planeta inóspito para a vida humana. Os mesmos viajantes do tempo poderiam estar tentando fazer-nos ver o quanto é importante evitarmos essa alteração – ou, se ela for inevitável, poderiam nos ajudar adaptando nosso organismo para ela. Muitos dos ETs que nos abordam referem-se claramente a cataclismos futuros e nos advertem quanto à maneira como tratamos o planeta e nossos semelhantes. De qualquer forma, estes seres não seriam ruins, nem estariam nos abduzindo por hostilidade, mas sim para nos ajudar, mesmo que não compreendamos.

Implantação de vida — Para entender qual civilização extraterrestre seria a responsável pelas abduções, de acordo com nossa segunda teoria, vamos antes fazer alguns comentários sobre descobrimentos recentes de nossa própria Ciência. Isso nos ajudará a perceber fatos que podem acontecer, e usamos como exemplo dois acontecimentos publicados pela Agência Estado e a revista Istoé, ambos em 1999. A primeira reportagem tratava de experiências com comunicação entre seres humanos e macacos. Isto não é fato novo. Há muito tempo cientistas tentam este tipo de estudo, desde a gorila Koko, que já era capaz de entender uma forma de comunicação com sinais, algo parecido com a linguagem dos surdos-mudos. Porém, desta vez as experiências nos mostraram algo novo: a linguagem usada nos testes foi falada e não através de sinais.

Como antes com a gorila, agora também os pesquisadores provam que os animais não repetem apenas sons, como fazem os papagaios, mas são capazes de expressar sentimento e vontade, constroem frases e realmente compreendem o que estão dizendo. Esta experiência foi realizada com duas gerações de macacos, a mãe e sua filha, e a segunda já era capaz de reconhecer mais palavras que a primeira. O que mais surpreendeu os pesquisadores foi que, quando a mais nova também teve sua cria, ela passou a ensinar-lhe o que aprendeu. A conclusão dos pesquisadores é de que a consciência é genética.

A segunda reportagem foi sobre a descoberta do chamado “gene da inteligência”, responsável pela capacidade de aprendizado e armazenamento de informações, segundo o grupo de cientistas que o descobriu. Quando foram realizados testes com ratos de laboratório, aqueles que tinham sua carga genética alterada aprendiam a sair de um labirinto na metade do tempo que os ratos normais, e guardavam esta informação por muito mais tempo. Não se sabe ainda se esta mesma alteração teria efeito igual nos seres humanos, mas a mera possibilidade já faz os cientistas do projeto teorizarem que poderiam encontrar a cura para alguns tipos de demência e deficiências mentais. Claro, todos sabemos que antes de se testar isso nos humanos as próximas cobaias serão os chimpanzés, porque são os primatas mais próximos de nós. Juntando um fato a outro, vemos que a capacidade de se desenvolver a consciência e a comunicação, mais a ajuda proveniente de uma alteração genética, pode adiantar muito o processo evolutivo de uma espécie. Agora, suponhamos que isto seja feito e que outro primata evolua e ganhe consciência mais ou menos igual a que tínhamos há uns 4 ou 5 mil anos, e comece a interagir conscientemente com nossa sociedade atual.

Vamos agora usar essas informações em beneficio de nossa teorização. Pensemos por um instante que uma irresponsabilidade de nossa Humanidade – coisa muito mais que provável – gere uma guerra de proporções apocalípticas daqui a alguns anos. E que esse cataclismo dizime quase toda a população terrestre, sobrevivendo apenas algumas espécies de macacos. Ou mesmo que uma praga letal destrua a humanidade e resulte inofensiva para os primatas. Como será que depois de 4 mil anos de evolução estes macacos, que poderiam então constituir uma sociedade organizada, nos enxergariam? Será que em suas futuras lendas nós seríamos os deuses que rasgavam o céu com carruagens de fogo, tal como nossos antepassados bíblicos e hindus viam os UFOs de então? Ou ainda os tais gigantes que andavam pela terra e que, um dia, subiram aos céus, como hoje nós vemos certos registros bíblicos. O que pensariam estes futurísticos primatas sobre nossas curas milagrosas, em que não morríamos? São interessantes hipóteses, e muito menos fictícias do que imaginamos.

O que parece apenas um exercício de ficção científica, para muitos é algo que acreditam com naturalidade. Existe uma corrente de pensamento dentro da Ufologia que defende que, há muitos milhares de anos, existiu na Terra uma sociedade mais avançada do que a presente, e que nós somos os macacos daquela civilização. Aquela sociedade já possuía a capacidade de viajar pelas estrelas, tendo postos espalhados pelo Sistema Solar, talvez na Lua ou em Marte, já que estes orbes têm estranhos vestígios de terem sido usados com essa finalidade. Tal corrente crê ainda que, depois de ter praticamente destruído nosso planeta, tal civilização busca reconstruí-lo e acompanhar o progresso que estamos fazendo hoje. Segundo essa teoria, a abdução seria apenas uma continuidade das experiências deste povo, usando-nos como cobaias para atingirem seus objetivos e acompanhando nosso desenvolvimento para, de vez em quando, dar um empurrão na natureza. Talvez estejam nos preparando para termos o mesmo nível de consciência que eles.

Ação de militares — A próxima hipótese é realmente diferente das anteriores, que tem uma grande quantidade de seguidores e se baseia principalmente nas teorias conspiratórias vigentes. Segundo ela, na verdade, as abduções não seriam feitas por extraterrestres, mas seriam experiências conduzidas por cientistas tão terrestres como qualquer um de nós. Segundo advogam os defensores dessa hipótese, governos de países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, estariam conduzindo testes secretos com seres humanos nos mesmos moldes das abduções, que devem ser escondidas por variados motivos. Talvez por serem parte de pesquisas polêmicas e anti-éticas, como a clonagem, criação de super soldados ou o desenvolvimento de algum vírus para fins bélicos, ou pelas terríveis conseqüências que poderiam ocasionar às cobaias humanas – neste caso, o abduzido passa a receber um título mais apropriado. Estas, tranqüilizadas de alguma forma por ação de gases, luzes, microondas ou energias ainda não conhecidas pelos simples mortais, são levadas para laboratórios afastados e submetidas a testes e experiências diversas. Depois são devolvidas sem que nada lhe seja contado, é claro. Às vezes com uma seqüela aqui e ali, mas elas jamais saberão quem as causou.

O problema dessas operações é que, se viessem a público, seria um escândalo avassalador. Por isso, os perpetradores de tais atos precisariam criar algo para distrair as vítimas e desfigurar a verdade em suas mentes. Por que não colocar a culpa em ETs? Segundo essa teoria, quando os relatos de raptos alienígenas começaram a aparecer em maior número na imprensa, nos anos 60, os responsáveis pelas inescrupulosas experiências logo viram que se tratavam de obras suas. Algumas pessoas se recordavam delas, porém com memórias distorcidas pelo efeito dos métodos usados pelos perpetradores. Para as vítimas, seus captores teriam que ser de outro planeta. Isso era o que os verdadeiros responsáveis pelos atos mais queriam: ter todo mundo culpando os ETs por suas experiências, que poderiam seguir calmamente seu curso.

Isso pode até parecer um absurdo, mas, olhando-se friamente, há uma lógica nessa hipótese. Pode-se argumentar que um governo decente não faria isso com seus próprios cidadãos, mas a resposta é fácil de ser encontrada e não está muito longe de nossos olhos. Basta conhecermos certos pro gramas científico-militares dos Estados Unidos nas décadas de 50 e 60 para vermos o que faziam com os efeitos da radiação. Nestas épocas haviam os chamados “caubóis atômicos”, pobres coitados que eram cobaias em experiências feitas para se conhecer as conseqüências da radioatividade residual de explosões nucleares em pessoas, criações de gados e plantações. Uma bomba atômica de baixa potência era detonada em um local predeterminado, o solo era preparado e alguns caubóis eram responsáveis em levar o gado para pastar nesta área. Resultado: tanto o gado como os seres humanos desenvolveram câncer e morreram, ou estão morrendo de forma no mínimo desumana.

Este fato foi escondido durante muito tempo pelo governo norte-americano, até que o então presidente Bill Clinton denunciou estas experiências e pediu perdão à população em cadeia nacional de rádio e tevê. Essa é apenas uma das muitas operações militares realizadas por aquele país, que acabou sendo admitida. Se realmente algum governo faz estas experiências, e se também aceitarmos que os alienígenas executam suas próprias abduções, os primeiros podem estar se escondendo atrás destes, aumentando mais ainda a confusão.

Material genético humano — Continuando na linha das hipóteses fermentadas em meio a veias conspiratórias, a próxima é quem sabe a que tenha mais seguidores. Talvez porque se pareça muito com enredos de filmes de ficção científica, ou porque desejamos muito que nossa vida seja parecida com um romance. Vamos começar a analisar esta teoria com uma pequena história. Há algum tempo atrás, os EUA confirmaram que estávamos sendo visitados por seres de outros planetas, mas como não tinham certeza dos motivos de nossos visitantes, mantiveram isso em segredo até que novas informações fossem obtidas. Num dado momento, no entanto, conseguiram abater uma das naves alienígenas que singravam os céus e a forçaram a descer na terra, capturando alguns dos sobreviventes (será que foi isso que aconteceu em Roswell?). Inicialmente, a idéia era expor o acontecido à população, mas logo apareceram os amigos dos primeiros abatidos, pouco satisfeitos com o fato, e convocaram uma reunião com os norte-americanos. Nela, com a presença do alto comando, e talvez até do presidente, foi feito um pacto entre a civilização alienígena, prejudicada com o abate, e o governo dos Estados Unidos. Um dos primeiros ufólogos a falar nisso foi justamente o norte-americano Milton William Cooper, cujo artigo Os UFOs e a Nova Ordem Mundial foi publicado na edição 10 de UFO, em 1988. Segundo essa teoria, durante a reunião entre aliens e militares ficou estabelecida uma permuta.

Em troca de informações e tecnologia superior a de qualquer outra nação da Terra, que os ETs forneceriam aos norte-americanos, a eles seria permitido abduzir e fazer as experiências que bem entendessem com qualquer ser humano. Todo o acobertamento necessário às suas operações seria fornecido pelos próprios Estado Unidos. Parece uma grande elucubração essa hipótese, mas é imensamente popular em todo o mundo. Resta perguntarmos qual seria a necessidade destas abduções com salvo-conduto. É sobre esta resposta que temos várias divisões na comunidade ufológica mundial. Um segmento, que é justamente o que chama estes extraterrestres de grays, crê que sejam de uma raça que evoluiu muito tecnologicamente, só que perdeu seus sentimentos. Eles fariam experiências com os seres humanos para conseguir recuperar a capacidade de reaver as sensações que perderam. Outro segmento alega que, na verdade, os cinzas nos usam como forma de alimento.

Fantasia? Ainda temos aqueles que acreditam que estes ETs façam experiências genéticas conosco para criação de seres híbridos, que seriam necessários à sua raça moribunda, ou a uma futura adaptação dela para poderem, um dia, colonizar a Terra. Há também aqueles que afirmam que os grays são assexuados e a única maneira de se reproduzirem é através da clonagem, razão pela qual coletam material genético dos seres humanos. Variações dessa teoria acreditam ainda que tal material genético seria necessário para se mesclar ao deles, mas que antes precisaria passar por algumas melhorias. Há outras idéias a respeito, mas já chegamos ao ponto desejado para comentar a hipótese de forma geral. Essas teorias são cabíveis? Bem, a parte que envolve um suposto acordo entre EUA e ETs talvez careça da consistência necessária para um exame mínimo. Porém, quanto a se usar seres humanos para fins genéticos, essa é outra história, que vamos analisar friamente, bastando comparar tal suposição com o que nós mesmos estamos fazendo hoje, em nosso planeta.

Transplantes de órgãos — O ser humano busca como nunca prolongar seu tempo de vida, desenvolvendo novos transplantes de órgãos que nos dão uma vida mais longa e melhor. Mas para isso precisamos de doadores (vivos ou mortos), e eles também são seres humanos. A necessidade de órgãos muitas vezes dá até abertura para o tráfego de órgãos, seqüestro de crianças e coisas impensáveis. O rim de um adolescente custa no mercado negro norte-americana perto de 250 mil dólares. Mas qual é a solução mais viável para este problema? Atualmente são duas as principais: a fabricação de órgãos através de técnicas de engenharia genética, que permitem cópia apenas de partes específicas do corpo humano, ou a que já estamos fazendo há muito tempo, a criação de porcos que possam ser repositórios de órgãos para nós. Apesar de parecer extremamente diferente de nós, o porco é o animal que tem o menor fator de rejeição de seus órgãos pelo corpo humano – menor até que o de macacos, que aparentemente seriam os mais prováveis.

Bem, fazemos algo bem parecido com o defendido nesta teoria, mas um fato ainda tem que ser melhor explicado. Se os grays são assim tão avançados quanto pensamos, e conhecem tão bem a biologia e a engenharia genética para fazer clonagens perfeitas, além de terem a tecnologia suficiente para viajarem distâncias hoje inimagináveis, por que precisariam de animais inferiores como nós como fontes de órgãos? Com certeza, de tão avançados, não existe o que eles precisam que não possam os próprios produzir. Se são capazes de manipular o DNA, o tempo e o ainda espaço, não é plausível que não consigam resolver problemas que nós mesmos, hoje, já estamos resolvendo. Enfim, a hipótese é tentadora, mas falta uma peça neste quebra-cabeças.

Somos animais inferiores? — Como fizemos antes, vamos novamente recorrer a uma pequena comparação com nossa sociedade para entendermos melhor esta outra teoria. Este entendimento é base para a teoria que aqui apresentamos. Os seres humanos, desde que se destacam dos outros seres vivos, se consideram superiores. “Deus fez o homem a sua imagem e semelhança”, está na Bíblia. “Deus colocou os animais na Terra para nos servir”, idem. Nós mesmos nos consideramos superiores uns aos outros, usamos e abusamos de outros seres – e até mesmo de outros humanos – com a justificativa de que é para um abstrato “bem maior”. Prendemos ursos em gaiolas na China e extraímos sua bílis para o processamento de um remédio que não temos certeza se funciona. Tiramos os olhos do boto cor-de-rosa para servir de amuletos contra azar. Arrancamos a machadadas as mãos de gorilas para servirem de cinzeiros sofisticados. Exterminamos e quase extinguimos os elefantes apenas para ter lucro financeiro com suas presas de marfim, e fazemos o mesmo com baleias, que dão suculenta sopa. E muito mais! Ainda assim, nos consideramos mais evoluídos do que nossos reféns!

Há aquelas outras situações em que pessoas bem-intencionadas buscam ajudar certas espécies de animais, impedindo-as de serem exterminadas. Mas mesmo sem querer prejudicá-los, ainda assim interferem em sua sociedade, em sua vida. É para um bem a estes animais que se faz isso, mas será que eles também pensam assim? Se o homem conclui que num determinado local há poucos elefantes, basta tirar uns bichos de onde há abundância e colocá-los onde falta. Quando uma espécie passa dos limites e se reproduz demasiadamente, é só introduzir métodos anticoncepcionais pra controlar sua volúpia. Se uma raça está em perigo de extinção, pegamos seu sêmen e óvulos e congelamos, para usá-los mais tarde. Claro, em nenhum desses casos perguntamos aos animais se eles querem ou permitem que façamos tais coisas. Afinal de contas, por mais evoluídos que sejamos em relação a eles, ainda não temos capacidade de comunicação com essas espécies. E se tivéssemos, será que eles entenderiam por que queremos evitar sua extinção ou melhorar sua vida? Ou ainda, será que eles achariam essas coisas tão importantes como nós? Ora, somos tão superiores que sabemos o que é melhor para eles, entendemos o mundo muito melhor e a opinião deles não interessa mesmo...

Abdutores humanos — Fazemos o que fazemos com animais que repartem o mesmo planeta conosco mas, quando falamos em abdução, o tema nos revolta. Somos abdutores por excelência durante toda nossa existência, basta que se veja qualquer documentário sobre o mundo animal. Esse é o ponto da questão. E se olharmos um pouco mais longe, mais para cima ou na direção do espaço, faremos outras descobertas e encontraremos novas possibilidades de vida. A julgar pelo que descobriremos, no entanto, talvez vejamos seres supostamente mais avançados que agem muitas vezes tão primitivamente quanto nós. Ou cujas ações, por mais bem-intencionadas que sejam, não nos é compreendida.

Vamos imaginar por um momento que a raça humana foi a primeira em todo o universo a adquirir consciência. Estamos desesperadamente procurando por outras formas de vida lá fora, sendo que a Ciência já admite formas de vidas mais simples em nosso próprio Sistema Solar. Alguns estudos dizem que, em ambientes parecidos com o terrestre a vida, pode se desenvolver até chegar a produzir seres complexos. E imaginemos que consigamos encontrar planetas que já tenham vida em determinados estágios e em constante evolução, seja sozinha ou com um empurrão tecnológico de nossa parte. Será que resistiríamos à tentação de abduzir alguns espécimes dessa nova forma de vida, como fazemos com nossos animais terrestres. Não tenho dúvidas que isso é mais do que uma possibilidade. Numa analogia muita apropriada, será que antes de nós não existiu outra civilização, que pudesse ter passado por um processo parecido com o nosso e que, na busca por conhecimento, tenha descoberto nosso mundo em seu “começo de carreira”?

Não teríamos nessa uma explicação mais plausível para os relatos de abdução? Como em nossa sociedade existem várias motivações para abduções internas, elas também estariam presentes nas atividades de civilizações mais avançadas. Mas se elas existem, e isso é fato, deve ter uma razão. Nossos visitantes não viriam até aqui apenas para brincar e perturbar o ser humano. No entanto, talvez os motivos das abduções sejam mais simples do que imaginamos ou, em certos casos, do que queremos. Nossos abdutores podem apenas e simplesmente estarem vivendo sua vida como bem entendem, fazendo aquilo que acham certo, e no processo acabam interferindo em nossa sociedade da mesma forma como nós interferimos na dos animais que estudamos. Talvez nossos visitantes espaciais tenham as mesmas dúvidas e anseios que nós: o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Por que deveríamos achar que eles detêm o segredo da vida e da existência? Se assim fosse, de nada serviriam as abduções. Enfim, é possível que estejamos atribuindo a eles uma divindade tal qual um indígena que nunca viu a civilização atribui a nós.

Máquina cósmica — Pode ser muito glamouroso nos considerarmos uma peça importante dentro do esquema universal, e tal importância se reflete em sermos usados em abduções para uma finalidade significativa. Mas a realidade pode ser outra. E sermos apenas uma ínfima engrenagem numa gigantesca máquina cósmica parece ter muito menos glamour, ainda que esse cenário se aproxime mais da verdade. Por fim, as abduções talvez não sejam absolutamente nada diferentes do que fazemos aqui na Terra: busca por conhecimento e resposta de perguntas que não conseguimos encontrar em nós mesmos. E esses ETs, em vez de deuses ou demônios, podem simplesmente ser nossos irmãos mais velhos. Um espelho do que podemos um dia nos tornar.

“A abdução pode ser vista como a continuidade das experiências de um povo mais avançado, que viveu na Terra no passado e agora volta para acompanhar nosso desenvolvimento e, de vez em quando, dar um ‘empurrão’ na natureza”


Falta emoção nos atos dos extraterrestres

Antonio Nelso Tasca, abduzido

Muitos ufólogos têm dirigido suas perspectivas na busca de conhecer mais profundamente o grau emocional dos abduzidos diante de seus abdutores extraterrestres e a conseqüência das experiências a que foram submetidos. Esta é, sem dúvida, uma questão fundamental para a Ufologia: inteirar-se do estado emocional da pessoa diante de um alienígena. Mas há um outro lado que não é devidamente estudado: quais as emoções demonstradas pelos abdutores diante dos abduzidos? Para falar sobre tal assunto, talvez ninguém melhor que um homem que passou essa situação, e nesta condição, presenciou a frieza de uma mulher extraterrestre num envolvimento sexual induzido.

O incidente de Kenneth Arnold, ocorrido em 24 de junho de 1947, deu início ao que se pode chamar de Era Moderna da Ufologia. O avistamento de nove UFOs durante um vôo aguçou a curiosidade das pessoas. Desde então, milhões de indivíduos mentalmente perfeitos também viram e vêem discos voadores nos mais diferentes pontos da Terra, quase sempre cruzando o céu – mas também mergulhando, emergindo de rios e mares, posando em terra firme e, muitas vezes, apossando-se de animais e pessoas. Agem como se o planeta fosse um campo de experiências, pesquisas e lazer.

Avisos e mensagens— A ação dos UFOs remonta aos tempos de Abraão, Elias, Ezequiel, Moisés e outros personagens da Antigüidade, bíblicos ou não, que se envolveram em situações misteriosas que levam a crer numa suposta presença alienígena. Tais situações eram tidas como aviso, mensagens apocalípticas que indicavam a evolução a que estamos sujeitos, como ensaios de domesticação da Humanidade à sua presença e aos seus objetivos de intercâmbio de cultura e raça. Determinados trechos do Êxodo bíblico levam a acreditar que o profeta Moisés contatou extraterrestres no alto do Monte Sinai. Conhecendo a epopéia é possível imaginar que nos dias em que esteve lá havia alguns ETs abrigados no penhasco. Falaram como se fossem Deus, sem mostrar-se e mantendo distância, evitando uma possível morte de Moisés, causada talvez pela radioatividade de seus veículos, ou outra energia qualquer. Ao longo de quatro décadas acompanharam o profeta, ora com as naves camufladas em nuvens, ora em forma de colunas de fogo e, por fim, guiaram o povo à Terra Prometida.
Essas circunstâncias inspiraram a elaboração dos mandamentos teocráticos que embasaram o monoteísmo e a crença hebraica. Mesmo sem literatura específica na Antigüidade, a Humanidade registrou inúmeros episódios relacionados aos ocorridos no céu. Não só é vasta mas esclarecedora a literatura antiga que aborda esse assunto. A Bíblia é uma excelente fonte de informações ufológicas. Durante a Segunda Guerra, um incrível número de avistamentos gerou esse tipo de literatura, mais precisamente de pois do caso de Kenneth Arnold. O preocupante estado das vítimas de inúmeros avistamentos de discos voadores e de contatos diretos com seus tripulantes levou o governo dos Estados Unidos a criar comissões especiais de estudo.

Abduções cinematográficas— O Centro de Inteligência Técnica do Ar (ATIC), sediado na Base Aérea de Wright-Patterson, no Estado de Ohio, foi encarregado de criar outras comissões similares, surgindo então os Projetos Sinal, Grudge, Cintilação, Livro Azul [Blue Book] e outros. Nasceu então a Ufologia, que se aprimora a partir da dedicação de estudiosos, informando e esclarecendo a Humanidade, preparando-a para o encontro oficial com representantes de outras civilizações. Mesmo que os primeiros passos tenham sido inseguros, com o passar dos anos a Ufologia traçou, pavimentou e hoje percorre os caminhos que interligam os diversos lugares da Terra em que tenham ocorrido avistamentos. Dessa forma, a discussão sobre o assunto passou a girar pelos principais países do mundo, através de pesquisas, publicações, entrevistas em diversos veículos de comunicação, simpósios, conferências e outros encontros que buscam discutir, difundir e dar credibilidade ao assunto.
Acrescente a tudo isto os casos reais de encontros e abduções levados para as telas do cinema e exibidos em escala mundial, transformando-se em novos veículos de informação e conscientização. Essa grande quantidade de dados desfaz preconceitos e confirma que os discos voadores são uma realidade física. Um grande número de pessoas sabe o que envolve a casuística ufológica, diminuindo as declarações que atacam a seriedade da Ufologia. No entanto, nessa vasta literatura existe a ausência de registros de um ponto da mais alta importância: os ufólogos se ocuparam da descrição de reações físicas e psíquicas dos abduzidos, mas não dos abdutores. Certamente isso se deve à curiosidade que envolve a experiência, transformando-os no centro dos interrogatórios, promovidos por ufólogos ou pesquisadores. Questionam detalhes de todas as emoções vividas pelo abduzido: medo, sede, choro, se ele gaguejou, se perdeu a fala. Barney e Betty Hill, Travis Walton, Kathie Davis, Susan Williams, Ed Duval, Lucille Formann, Steven Kilburn, todos norte-americanos, passaram por exames nos discos voadores ou em suas residências, invadidas por alienígenas.

Os brasileiros Antônio Villas Boas, Antônio Carlos Ferreira, Jocelino de Matos, Onílso Pátero, além desse autor, também são exemplos de casos registrados. São todos indivíduos que enfrentaram exames laboratoriais dentro de naves, além de serem forçados a participar da geração de seres híbridos. O interesse dos alienígenas pela genética humana é óbvio, mas é justo que se registre que os seqüestrados passaram por perturbações psíquicas diante do comportamento frio e ausente dos sentimentos básicos que nos sensibilizam diante do sofrimento alheio. Ainda a respeito desta característica, o caso Kathie Davis merece destaque especial. Ela foi fecundada e, três meses depois, sofreu um parto induzido durante um estado de sono hipnótico ou letárgico. A criança foi extraída e levada pelo alienígena.

Os seres extraterrestres demonstraram insensibilidade emocional ante o sofrimento dos raptados. Nos episódios que envolveram experimentos genéticos e promessas de filhos, por exemplo, nenhum sinal de compaixão foi demonstrado, e as seqüelas de trauma sempre se fizeram presentes nos casos de experiências diversas – principalmente os de natureza genética. Nessas situações, os abdutores são silenciosas testemunhas dos sofrimentos dos abduzidos. No capítulo 04 de meu livro Um Homem Marcado por ETs, a sensação de abandono que senti no momento em que Cabalá partiu, deixando-me num pequeno habitáculo, 180 m abaixo do nível do mar, é detalhadamente descrita. Entre outras coisas, enfatizo que “Cabalá partiu e então uma enorme sensação de abandono se instalou em minha alma”.

Envolvimento sexual— Durante o tempo em que permaneci com os ETs, fui tomado por um enorme vazio, uma dor diferente de qualquer uma conhecida. Nesse momento, a “embaixadora de Agali” [Planeta de onde viriam os raptores], dona de poderes de percepção e comando mental, me tirou de um estado adulterado, cuidando para que não me visse tão desprovido de sentimentos. Seria demais continuar com esse assunto? Em absoluto. Sinto a necessidade de expandir essas questões, embora sejam extremamente pessoais e vão de encontro ao interesse de entender os fatores envolvidos numa abdução. Pela literatura ufológica a que tive acesso, não encontrei registros de raptos cujas vítimas não tenham declarado sua insatisfação com a frieza dos seus raptores, principalmente nos casos em que há envolvimento sexual. Antônio Villas Boas, abduzi do, certa vez comentou durante uma conversa: “Não sei como exprimir o que senti diante daqueles seres e da mulher com a qual fui obrigado a ter uma relação sexual. Num caso desses, não há macho que não fique avacalhado. O efeito mais doloroso de um acontecimento dessa natureza vem da maneira bruta e do descaso com que eles tratam a gente, especialmente no caso de uma relação sexual. É uma coisa triste que fica para sempre doendo n’alma e que médico nenhum cura”.

Normalmente, um ato sexual acontece movido pela vontade de duas pessoas. Mesmo que de maneira fugaz, sem nenhum envolvimento emocional e com a possibilidade das pessoas nunca mais se encontrarem, o ato não deixa de ser um contato íntimo entre um homem e uma mulher. Volto ao meu referido livro, em cuja página 74 fiz as seguintes considerações: “Em face daquela ocorrência tão íntima, entendo que Cabalá devia ter se despedido de mim com alguma demonstração de afeto. Pelo que agora me é permitido sentir e escrever, concluo que o mundo de Agali, a despeito da sua adiantada civilização, talvez não possua as formalidades, as cortesias e sensibilidades observadas entre cidadãos da Terra”. Tais declarações partem de um homem que foi obrigado a manter relações sexuais com uma alienígena, ditas por um indivíduo plenamente convencido de que os ETs são superiores tecnológica e mentalmente, embora, supostamente, não possuam sentimentos. São frios, indiferentes, insensíveis e não compreendem as nossas emoções. Jamais acariciam ou sorriem. Conseguem o que desejam através de força mental e indução.

Nós, seres humanos, valorizamos demonstrações de carinho, não somente as que nos são próprias, mas as de outras espécies, por exemplo. Indiscutíveis demonstrações sentimentais, de afeto ou gratidão, são resultados das centenas de milhões de anos do grau evolutivo do ser humano. Ora, por que seres mais evoluídos não oferecem esse tipo de contato? Baseado no que vi e senti no incidente ufológico que protagonizei, posso afirmar que os alienígenas não sorriem, não derramam lágrimas, não possuem os ingredientes da sensibilidade emocional, fazendo-me acreditar que são outros os componentes psíquicos que os formam, dificultando um possível relacionamento.

“Os extraterrestres demonstraram grande insensibilidade emocional ante os sofrimentos de seus raptados”

ANTONIO NELSO TASCA é assessor da Câmara Municipal de Ronda Alta (RS) e autor do livro Um Homem Marcado por ETs [LV-04], lançado pela Biblioteca UFO. Seu endereço é: Caixa Postal 50, 99670-000 Ronda Alta (RS).



PAULO ROGÉRIO ALVES é analista de suporte e consultor da Revista UFO. Seu endereço é: Rua São Virgílio 102, Jardim Taboão, 05741-240 São Paulo (SP). E-mail: pralves@terra.com.br

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