Ashtar,
Um Alien de
Olho nos Terrestres
Rogério Chola |
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Finalmente chegamos ao novo milênio, quando se pensava que
o mundo iria terminar de maneira trágica e rápida,
os extraterrestres iriam fazer contato e o ser humano teria colônias
na Lua e em Marte. Mas para a (in) felicidade de muitos, ainda estamos
aqui e o Fenômeno UFO continua sendo um assunto esquivo, melindroso
e traiçoeiro. Porém, fascinante e cativante. Nunca
deixo de citar as palavras do astrofísico e ufólogo
Jacques Vallée, quando diz que a fenomenologia ufológica
nega a si mesmo, atuando como um mágico que apresenta um
número de magia que parece violar profundamente a realidade.
Com o tempo, num gesto de condescendência, o mágico
explica como realizar o truque e, assim, o observador compra o material
certo para reproduzir a ação. Mas quando descobre
que não consegue fazê-lo, conclui que foi enganado
duas vezes: pelo truque e pela explicação do mágico.
Assim também seria com os UFOs e seus supostos tripulantes,
pois o fenômeno deixa indícios e evidências.
Mas essas podem ser tão sabiamente desorientadoras que a
primeira tentação do pesquisador é deixá-las
para trás – o que é uma decisão perigosa.
O objetivo deste texto é abordar um tema espinhoso com profundidade.
Vamos falar de Ashtar Sheran, suposto extraterrestre que tem se
apresentado para algumas pessoas e proliferado informações
das mais diversas, que teriam a ver com a situação
da humanidade.
Sobre o assunto UFO, os permanentes inimigos do tema costumam dizer
que tal discussão é inútil, pois não
existiria lógica alguma acreditar em seres extraterrestres
que visitam a Terra, em viagens interplanetárias que envolvem
distâncias de milhares de anos-luz e no formato pouco aerodinâmico
das naves. Argumentam que é um absurdo conceber que uma civilização
extraterrestre pudesse ter conosco algo em comum, além da
improvável ocorrência de formas de vida orgânicas
e inteligentes similares às nossas, espalhadas pelo infinito
universo. Mas lembremos que há pouco tempo não existia
lógica em encontrar no cosmos indícios de outros planetas
similares a Júpiter ou a Terra, ou mesmo outros sistemas
solares. E hoje, já acumulamos registros de uma centena de
planetas extra-solares, alguns até com excelentes probabilidades
de possuir condições de vida em seus arredores. Atualmente,
se fala não em um universo ou uma realidade tridimensional
e, sim, em multiversos, dimensões paralelas, realidade ampliada
e vida pluridimensional. Então, o que limita a ignorância
dos seres humanos é a base sólida e infalível
que os apóia, chamada de tecnologia. Vejam que, com exceção
dos instrumentos óticos que apenas observam um passado distante
de pedaços do universo, todas as imagens que temos lá
“de fora” são baseadas em circuitos digitais
que interpretam a radiação eletromagnética
que captam, assim transformada em números binários
que são retransmitidos à Terra e, aqui, reinterpretados
por novos circuitos digitais. Afinal, então, o que seria
verdadeiramente a realidade?
O já falecido astrônomo Carl Sagan, autor da série
Cosmos, que popularizou a exobiologia, jamais deixou de falar publicamente
sobre a possibilidade de vida em outros planetas, utilizando-se
da famosa Equação de Drake como base de seu discurso.
A equação foi desenvolvida pelo astrofísico
Frank Drake, em 1961, como uma maneira de identificar quais os fatores
que determinam quantas civilizações inteligentes e
em processo de comunicação existiriam em nossa galáxia.
Numa de suas falas históricas, Sagan declarou que “uma
das grandes virtudes desta equação é que envolve
aspectos que vão da astronomia planetária e estelar
à química orgânica, biologia evolucionária,
história, política e psicologia. Muito do Cosmos está
contido nela. E considerando-se tal equação, suas
principais incertezas se resumem em economia e política,
e ao que na Terra chamamos de natureza humana. É claro que,
se a autodestruição não é destino preponderante
e irresistível das civilizações galácticas,
então o céu sussurra gentilmente com mensagens das
estrelas”.
Paradoxo Ilógico — Porém,
quando Sagan era questionado com relação à
visita de extraterrestres provenientes de alguns desses planetas,
ele soltava um sorriso forçado e, utilizando-se do chamado
Paradoxo de Fermi, dizia categoricamente que visitas de seres extraterrestres
não podiam acontecer, pois era algo totalmente ilógico...
Diante dos fatos, Sagan estava absolutamente correto, assim como
estão todos os que apontam a concepção ilógica
da realidade extraterrestre. Mas a questão é muito
mais profunda e complexa do que gostariam os amantes da chamada
Navalha de Occam – um princípio de parcimônia
que é a base do pensamento científico moderno. Tal
postulado, nomeado pelo filósofo William Ockham, diz que,
dada uma escolha entre duas ou mais explicações viáveis
para algum fenômeno, a navalha corta as mais complexas a favor
das mais simples. Mas o erro que este tipo de pensamento pode gerar
é se tornar um padrão ou, como denomino, uma “paralisia
de paradigma”. Isso ocorre quando se é levado a concluir
que sempre a explicação mais simples é a correta.
O importante para qualquer pesquisador, cientista ou pessoa é
saber que para se conhecer a verdade é necessário
ter em mente três regras: o que sabemos, o que achamos que
sabemos e o que queremos provar! Afinal, desde quando o universo
se comporta estritamente sob padrões lógicos e simples?
A teoria quântica e a relatividade geral travam uma guerra
fria há mais de 50 anos, tentando encontrar uma fórmula
mágica que permita as duas existirem em conjunto. O telescópio
espacial Hubble, ainda míope em 1994, já colocava
por terra toda as estruturas de pensamento e simulação
logicamente arquitetadas. Cada foto mostrava a realidade que, ora
confirmava antigas teorias, ora atirava outras no lixo. Vivemos
em um momento ímpar, em que a quantidade de informações
científicas que surgem a cada segundo é inversamente
proporcional à nossa limitada capacidade de lê-las,
interpretá-las e – muito menos – compreendê-las.
Aliás, como dizia Albert Einstein: “A coisa mais difícil
de compreender é por que conseguimos compreender alguma coisa”.
Conhecendo-se estes fatos, onde está a lógica em classificar
algo no universo como definitivo? A história nos lembra que
já foi lógico admitir a Terra como plana e depois,
aceitá-la como o centro do Sistema Solar, com o Sol orbitando
ao seu redor. No entanto, os fatos mostraram que, por enquanto,
é lógico assumir que a Terra não passa de um
pedaço de rocha alocada na periferia de um braço de
uma galáxia que julgamos importante e hoje sabemos que é
a Via Láctea. Onde estamos ancorados, por enquanto, é
apenas mais uma entre as mais de 400 bilhões de ilhas perdidas
num oceano de caos e do ilusório nada. Durante muito tempo,
a antiga idéia do éter foi combatida e, a palavra,
tirada de todos os livros científicos. No entanto, o éter
retornou à física – e está bem ativo.
A história tem nos mostrado que conceitos rígidos
e estáticos existiram até Isaac Newton. Depois de
Einstein, Bohr, Heisenberg, Kaku, Hawking e tantos outros, o conceito
do que era lógico mudou e muito.
Universo Quântico — O universo quântico
nos mostra a cada dia como temos de ser flexíveis, humildes
e ter uma base comum frente ao que ele nos apresenta. E, definitivamente,
parece não existir lógica na Ufologia – porém,
existem fatos! O problema é que os céticos e detratores
do tema ainda não conseguiram discernir entre as teorias
existentes sobre os UFOs e o fenômeno propriamente dito. Assim,
a confusão é imensa e causada, principalmente, pela
troca da interpretação dada a um fenômeno em
particular pelo fenômeno em si, ou seja, que os UFOs representam
homenzinhos verdes que viajam pelo espaço. O objetivo da
Ufologia é estudar o fenômeno dos UFOs e não
eles propriamente ditos.
Hoje o estudo está muito mais maduro e está claro
que não se pode mais abraçar por inteiro as teorias
de Erich von Däniken, autor do clássico Eram os Deuses
Astronautas?, que via nas visitas extraterrestres as respostas para
tudo. Däniken cometeu, talvez, os mesmos erros que seus críticos,
ao partir de uma teoria e cegar-se às evidências de
outras possibilidades. Um outro exemplo clássico disso é
sobre a postura do físico britânico William Kelvin,
que não aceitava os fatos e evidências simplesmente
porque ainda eram desconhecidos. Certa vez, um geólogo entregou
a Kelvin alguns fósseis, dizendo que teriam cerca de 300
milhões de anos e isso provaria que o Sol já brilhava
naquele tempo, o que ainda não era plenamente aceito (de
outra forma, os fósseis não existiriam). Kelvin refutou
energicamente a hipótese, insistindo que o astro não
teria toda aquela idade. Ele não sabia que o Sol é
uma imensa usina termonuclear, pois o núcleo do átomo
somente foi descoberto em 1910 e o conceito era totalmente desconhecido
em sua época. Como cientista, ele deveria ter pensado melhor
e dito simplesmente que estava defronte a algo que desconhecia.
A pergunta adequada ao momento seria: quem sabe se estes fósseis
não estão nos dizendo algo que desconhecemos? Não
se podem descartar fatos somente porque não se enquadram
no conhecimento vigente. Assim também deve ser com a Ufologia,
que ainda não possui meios de resolver todos os enigmas do
complexo Fenômeno UFO – mas deve continuar a estudar
suas nuances, pois somente assim fará progressos.
Ashtar Sheran, no idioma sânscrito, significa “o sol
que mais brilha”. Acreditava-se que a primeira menção
a ele teria sido feita em 1958 pelo médium alemão
Herbert Victor Speer, líder de um movimento em Berlim conhecido
por Movimento dos Irmãos Espaciais. Speer o teria feito através
da obra psicografada A Grande Missão Celeste de Ashtar Sheran,
onde consta que ele seria comandante-em-chefe ou comandante-chefe
da Frota Extraplanetária da Confederação Intergaláctica
da Grande Fraternidade Branca Universal. Mas uma pesquisa mais atenta
mostra que menções a Ashtar foram feitas alguns anos
antes pelo suposto contatado norte-americano George van Tassel,
que era piloto de testes da empresa Howard Hughes Aircraft e inspetor
de aeronaves da Lockheed Martin, uma das maiores do mundo no ramo
da tecnologia aeroespacial.
Contato Psíquico — Tassel morava
no sul da Califórnia e, já aposentado, começou
a fazer canalizações e a difundir o chamado contato
psíquico com supostas entidades de origem alienígena.
A canalização é um fenômeno estudado
pela parapsicologia e está enquadrado na categoria dos fenômenos
theta ou, mais tecnicamente, psi-theta. Ocorreria quando alguma
forma de manifestação externa ou entidades espirituais
utilizam um médium como veículo de comunicação
com o mundo material. O sensitivo ocuparia o papel de intermediário
numa conexão entre duas realidades, podendo ocorrer de forma
consciente e voluntária, como inconsciente e involuntária.
Em 1952, Tassel publicou seu primeiro livro I Rode a Flying
Saucer [Viajei num Disco Voador]. Baseado praticamente em suas
comunicações psíquicas, Tassel escreveu que
o comandante Ashtar anunciava sua presença e chegada oficial
à Terra em 18 de julho de 1952. Segundo as descrições
do contatado, Ashtar seria um extraterrestre de nível etéreo,
ou seja, de consistência em forma de energia, devido à
sua escala vibratória superior. Também é descrito
que teria aspecto andrógeno, com estatura entre 1,90 e 2,20
m, cabelos longos e loiro claro ou branco azulado. Sua roupa seria
formada por uma espécie de macacão com botas de aspecto
dourado. No peito, ostentaria um símbolo formado por sete
estrelas e, na cintura, uma espécie de cinto com uma pedra
ou objeto em alto-relevo à mostra. Na verdade, as descrições
atribuídas a ele são várias, já que
sua forma, aparentemente física, variaria de acordo com a
galáxia ou planeta em que estivesse atuando. Apresenta-se
dizendo estar a serviço de Sanada, que seria o Jesus Cristo
dos cristãos, já que para os judeus não existe
um Cristo – somente uma pessoa conhecida por Ieshu ou Jesus.
O termo Cristo é criação do polêmico
apóstolo Paulo ou Saulo de Tarso.
Síndrome do Contatado — Ashtar Sheran
seria representante de civilizações extraplanetárias,
supostamente formadas por inúmeras formas de vida de diferentes
culturas e com as mais variadas aparências. Fontes garantem
que ele decidiu atuar na Terra a partir do momento em que seus habitantes
começaram a fazer testes com artefatos atômicos e termonucleares.
Ashtar enviaria mensagens aos terráqueos para que tomassem
consciência de suas ações e, também,
orientaria e ajudaria durante os períodos de transição
da Terra para uma dimensão superior. Em sua missão,
Ashtar resgataria os seres humanos que estivessem preparados ou
em perigo, para serem novamente recolocados no planeta após
um inevitável cataclismo que estaria se aproximando.
Tassel acreditava que ele procedia de Vênus, embora em algumas
passagens e comunicações existe a menção
de que Ashtar viria mesmo de um planeta de nome Metharia, que orbitaria
o sistema trinário de Alfa do Centauro, onde, esotericamente,
existiria um tipo de forma de vida de natureza dimensional e distinta
da humana. Em 1954, sob orientação das entidades que
o contatavam, Tassel promoveu um evento no Deserto de Mojave, Califórnia,
num local denominado Giant Rock. Ali, reuniu milhares de simpatizantes,
místicos, curiosos, contatados, agentes do FBI e fanáticos
pelo tema. Em 1956, chegou a publicar outro livro, Into this World
and Out Again [Dentro Deste Mundo e Fora Dele Novamente], onde forneceu
mais informações canalizadas sobre vários aspectos
filosóficos do mundo. Como a maioria das pessoas que alegam
ter contatos constantes com ETs, Tassel parecia ter sofrido da chamada
síndrome do contatado. Este é um distúrbio
psicossocial evidenciado pela abrupta mudança do modo de
vida de alguns contatados e abduzidos que, eventualmente, se transformam
em celebridades.
Tassel passou a se dedicar à criação de movimentos
cósmicos e ao desenvolvimento de aparelhos e instrumentos
que teriam a finalidade de ampliar as capacidades mentais e adormecidas
dos seres humanos. Infelizmente, esta invenção jamais
chegou a ser finalizada e Tassel faleceu em 09 de fevereiro de 1978.
Mas as investidas de Ashtar Sheran não terminaram por aí.
Existe muita similaridade entre os contatos dele e os de George
Adamski, polonês que foi para os Estados Unidos em 1893 e
dizia ter encontros com seres de Vênus, Marte e Saturno. Algumas
descrições de Ashtar ditas por Tassel assemelham-se
aos seres delineados por Adamski, que curiosamente também
morava na Califórnia e teria tido algumas experiências
em 1946. Após seu famoso contato de 1953, em Monte Palomar,
Adamski passou a divulgar uma filosofia messiânica e cósmica,
baseada no que os seres teriam lhe transmitido. Fundou uma organização
denominada Programa de Familiarização Internacional
(IGAP) e um outro culto denominado Ordem Real do Tibete. Adamski
escreveu três livros sobre suas aventuras: Flying Saucers
Have Landed [Os Discos Voadores Aterrissaram, de 1953], Inside
the Space Ships [Dentro das Naves Espaciais, de 1955] e Flying
Saucers Farewell [A Despedida dos Discos Voadores, de 1961].
Ele faleceu em 26 de fevereiro de 1965.
Em 1955, George King, outro contatado norte-americano, fundou a
Sociedade Aetherius, também baseada em informações
transmitidas por supostos alienígenas – entre eles,
Ashtar Sheran. King faleceu em 1997. Vale observar que, coincidência
ou não, foi logo após a produção do
clássico filme O Dia em que a Terra Parou, em 1951, que a
chamada “era do contatismo” iniciou-se de forma pública
e evidente. Ela preconizava que seres de aspecto humanóide
e com mensagens de alerta para a humanidade estariam se aproximando
de nosso planeta para ajudar seus habitantes. Antes disso, um filme
francês produzido em 1902 por George Mélies, chamado
Voyage Dans la Lune [A Viagem à Lua] deve ter sido
o primeiro a falar de encontros entre seres humanos e extraterrestres.
Arcanjo Miguel — Outra contatada a receber
autorização de Ashtar Sheran para ser sua biógrafa
oficial foi Thelma Terrel, falecida em 1993. Conhecida nos meios
esotéricos e místicos como Tuella, Thelma dizia ter
pertencido à frota de espaçonaves do comandante numa
existência passada. Como muitos outros, alegava ter origem
extraterrestre, acreditando ser uma entrante ou walkin. Um de seus
livros, Ashtar, Brotherhood of Light [Ashtar,
Irmandade de Luz], totalmente canalizado, descreve o ser como comandante
de uma colossal astronave que está próxima à
atmosfera da Terra. Tuella alega que, na história do planeta,
Ashtar seria conhecido como Arcanjo Michael ou Miguel, citado na
Bíblia e a serviço do “governo do grande sol
central” desta galáxia. É importante destacar
que toda comunicação mental está sujeita a
inúmeras interferências advindas de paradigmas, formação
moral e cultural da pessoa que diz receber a mensagem. Sendo assim,
é possível que os nomes dos supostos extraterrestres
possam estar sendo interpretados de forma errada e, contato após
contato, a confusão se perpetua.
Segundo alguns seguidores, o melhor canal de Ashtar Sheran seria
o alemão Hermann Ilg Reutlingen, que faleceu em 1999, aos
80 anos. Ele acreditava estar em contato com os santinians, seres
que viviam num mundo de onde Ashtar seria originário, que
teriam lhe dito que habitavam o terceiro mundo em órbita
de Alfa Centauro A, o planeta Metharia. De acordo com o próprio
Ashtar, na visão de Reutlingen, seu planeta teria um clima
equilibrado, além da fauna e flora mais diversificada que
da Terra. Os habitantes de Metharia passariam a maior parte de suas
vidas no espaço, como pesquisadores. Sua função
seria buscar, reconhecer e estudar outras formas de vida. Teriam
o desejo de ajudar a civilização terrestre, respeitando
o livre arbítrio – ao contrário, segundo eles,
do que fazem as entidades de Órion, conhecidos na Terra como
grays [Cinzas].
Ashtar também teria contatado o alemão Ethel P. Hill
e o suíço Karl Schönenberger. Neste ponto é
bom observar que grande parte dos personagens citados e seus seguidores
sempre deixaram claro que nada tinham a ver com uma organização
conhecida por Comando Ashtar, ou com a personificação
que se faz dele. Tal comando teria sido iniciado por Robert Short,
também conhecido por Bill Rose, editor de uma revista dos
anos 50 chamada Interplanetary News. Short era amigo de
George van Tassel e insistia a este que as comunicações
de Ashtar deveriam tornar-se populares e comerciais, para que ficassem
famosos e não para trazer alguma verdade ao público.
Como Tassel parecia não concordar com estes termos, criou
“seu próprio” Ashtar Sheran, através dessa
organização. Segundo pessoas incumbidas de preservar
seu trabalho, gerou-se uma aura de misticismo e fanatismo em torno
da figura de uma entidade clonada de Ashtar, transformando-o num
filósofo metafísico. Poucos escolhidos da Terra fariam
parte de uma elite espiritual, e mais uma vez a vaidade humana entra
em cena.
No Brasil, existem várias entidades e pessoas que dizem manter
contato com Ashtar e serem orientadas a seguir seus ensinamentos.
O mais conhecido e talvez mais antigo seria o Centro de Estudos
Exobiológicos Ashtar Sheran (CEEAS), localizado em Salvador
e com filiais em Brasília, São Paulo, Curitiba e Natal.
Foi fundado em 1973 por Paulo Fernandes, que teria mantido contatos
físicos e telepáticos com Ashtar Sheran desde 1969
e recebido dele a instrução para que criasse uma entidade
com o objetivo de estudar e divulgar a presença de extraterrestres
e suas supostas mensagens.
Hoje o grupo é coordenado pela pedagoga Ana Santos e por
Marco Vinicius Almeida. Segundo este, não se trata de nenhuma
forma de seita ou religião. O CEEAS também não
gosta de ser vinculado à Ufologia Mística, que cultua
Ashtar como um novo messias, mas acredita que Jesus Cristo seria
membro da equipe do comandante extraterrestre.
Comando Ashtar — Nestes termos, Jesus ou
Sananda seria o representante da Terra na confederação
intergaláctica. Outro brasileiro que garante manter contato
com Ashtar é o professor Lúcio Valério Barbosa,
que reside em Mato Grosso do Sul, onde realiza trabalhos na Colônia
Boa Sorte. Lúcio diz que ele se apresenta como comandante
de uma frota de naves estelares em missão na Terra. A história
é a mesma: poderes paranormais, ajuda humanitária
etc. Como curiosidade, no Chile vive um suposto contatado chamado
Aaron Sheran, que diz ser filho de Ashtar Sheran.
Mas a verdade é que as referências ao nome Ashtar podem
estar relacionadas às descrições feitas pelo
autoproclamado médium John Ballou Newbrough, um norte-americano
que teria psicografado ou canalizado o livro Oahspe, no
ano de 1882. Nesta obra, Newbrough, que alegava que as sagradas
escrituras foram reveladas a ele por entidades angelicais, faz referência
a seres espirituais que viajariam em naves etéreas e que
teriam a missão de proteger mundos menos desenvolvidos. O
nome destes seres seria ashar, cujo plural seria ashars.
As descrições os mostram de morfologia humanóide,
altos e atléticos. Teriam aparência nórdica,
cabelos loiros ou alvos, olhos azuis e um olhar penetrante e desafiador.
Estariam interessados em pesquisar e compreender as formas de vida
existentes no universo e, assim, compreender sua própria
existência. Existem referências nesta obra a um místico
local chamado de Shan, que é muito coincidente com o nome
que Ashtar designa para a Terra, planeta Shan.
Seitas e Cultos — Anos mais tarde, Newbrough
fundou uma religião própria, o Faitismo, que ainda
possui um pequeno número de seguidores. O Faitismo e Oahspe
não são conhecidos do público em geral, pois
não são feitas propagandas em torno do assunto, permanecendo
mais numa condição sectária. Oahspe
é uma obra volumosa, com mais de 900 páginas, centenas
de ilustrações e de difícil compreensão.
Outras referências interessantes sobre Ashtar Sheran estão
nos trabalhos do doutor Victor Yañez Aguirre, médico
e parapsicólogo do Hospital da Polícia do Peru, ex-presidente
da Associação Peruana de Parapsicologia e presidente
da Sociedade Teosófica. Uma de suas pesquisas é relativa
à experiência vivida pelo contatado Eugênio Siragusa,
mestre do famoso estigmatizado italiano Giorgio Bongiovanni. Os
encontros de Siragusa com várias entidades extraterrestres
– entre elas, Ashtar – ocorreram a partir de 30 de abril
de 1962, nos arredores do vulcão Etna, na Sicília.
Mais adiante, Siragusa viria a contatar de forma casual um ser chamado
Adoniesis, que também se comunicava de forma telepática
e, de acordo com os relatos, não pertencia a nossa dimensão.
A descrição que Siragusa faz de Ashtar Sheran é
de um ser de porte atlético perfeito, vestindo uma espécie
de macacão de cor cinza prateado, com braceletes luminosos
nos pulsos e tornozelos. Estaria sempre acompanhado de seu primeiro-tenente
Ithacar, que teria dito que era o comandante dos povos confederados
em missão sobre a Terra. Ithacar teria uma importante mensagem
para os cientistas e chefes de estados. Eles deveriam cessar todos
os experimentos nucleares na atmosfera e no subsolo.
Relações Interplanetárias —
Uma pesquisa digna de conhecimento, que acompanhei por
quase 15 anos, gira em torno dos irmãos peruanos Sixto, Carlos
Roberto e Rose Marie Paz Wells, filhos de José Carlos Paz
Garcia Corrochano, fundador do Instituto Peruano de Relações
Interplanetárias (IPRI), criado em 31 de janeiro de 1955
e ainda em atividade em Lima. Em 1974, um objeto de formato lenticular
teria pousado na praia de Chilca, no Peru, quando um humanóide
teria surgido e se identificado como comandante da frota de espaçonaves
destacadas para trabalhar no Sistema Solar.
Seu nome seria Antar Sherart – muito parecido com Ashtar Sheran
– e se identificava como comandante da frota de espaçonaves
de Ganímedes, satélite natural de Júpiter.
Segundo informações fornecidas pela entidade, as sílabas
sh e er do sobrenome significam comando e dignidade, respectivamente,
e a sílaba sher faria parte da composição de
ambos os nomes como indicativo da função desempenhada
por estas entidades. Sílabas finais como art e an determinariam
a jurisdição, alçada e competência de
seu comando. Estes dois nomes, em particular, têm provocado
bastante confusão, pelo fato de serem parecidos.
Erroneamente, a figura de Ashtar ganhou maior abrangência
através do espanhol Juan José Benítez, que
antes de ser um escritor famoso era repórter desconhecido
do jornal Gaceta del Norte, de Bilbao. Quando as notícias
sobre Ashtar e UFOs chegaram à Espanha, vindas da América
do Sul, através das experiências dos irmãos
Wells, Benítez foi enviado ao Peru para levantar mais informações.
Isto ocorreu porque a Espanha havia sido bombardeada de rumores
sobre cultos em torno de entidades supostamente extraterrestres
chamadas de ummitas ou umnitas, e o assunto estava ainda em evidência.
O repórter acompanhou várias experiências de
grupos de contatados ocorridos em seu país, no Peru, Venezuela
e Colômbia. Devido a isto, escreveu seus dois primeiros livros
contando estas aventuras. O primeiro, UFOs, S.O.S. a La Humanidad
[UFOs, S.O.S. à Humanidade], contava as experiências
dos irmãos Wells, que haviam fundado uma organização
chamada Missão Rama e, mais tarde, o Projeto Amar. Outro
livro, 100.000 Km Tras los UFOs [100.000 Km Atrás
de UFOs], narra situações de grupos de contato que
ele mesmo teria investigado. Nestas duas obras, Benítez misturou
muitas informações e inventou outras tantas, que deram
a Ashtar Sheran uma fama que não existia.
Um dado interessante é que, nos anos 70, foi lançado
o livro Yo Visité Ganimede [Eu Visitei Ganímedes],
de Yosip Ibrahim, pseudônimo do contatado peruano José
Roscielos. A obra narra suas experiências de supostos contatos
com extraterrestres – inclusive o Ashtar Sheran – vindos
de Ganímedes. Ibrahim diz que viajou até o satélite
numa nave destes seres, onde lhe foi informado que a presença
extraterrestre na Terra se dava desde a antiguidade, através
de sumérios e egípcios. Ele também se referiu
ao resgate de pessoas que teriam sido eleitas para serem salvas,
fez algumas previsões de fim de mundo (que ocorreria em 2001)
e outras alegações fantásticas. O fato é
que a obra de Ibrahim teria influenciado quase todo o país
e boa parte da América do Sul, mas curiosamente não
chegou no Brasil. Sendo assim, com tantas fontes de informação,
é difícil averiguar o que ocorreu naqueles anos. Coincidentemente,
a Missão Rama surgiu em 1974, e contando uma história
parecida...
Cultos Messiânicos — É importante
ressaltar que muitas pessoas públicas e famosas, inclusive
brasileiras, estão envolvidas em cultos a UFOs e noutros
movimentos de estilo messiânico e escapista. Existem basicamente
duas vertentes de informações sobre a situação
do planeta, do ser humano e do provável futuro que nos aguarda
– e ambas são atribuídas a Ashtar. Mas essas
informações são tão antagônicas
e contraditórias que é difícil acreditar que
venham da mesma fonte. Uma delas mostra Ashtar Sheran como comandante
de uma frota de milhares de naves e distribui promessas de evacuação
e resgate de pessoas aqui da Terra, quando a mesma estiver na eminência
de uma destruição total. Uma das entidades criadas
por fanáticos desta versão seria o chamado Projeto
Evacuação Mundial, do qual muitos artistas famosos
– como Nina Hagen, por exemplo – fizeram parte. O projeto
retiraria alguns poucos escolhidos para que escapassem da destruição
e voltassem quando a situação estivesse normalizada
no planeta. Foram divulgados vários “mandamentos”
de Ashtar Sheran por diversas comunidades e agrupamentos esotéricos,
e foram realizadas inúmeras “previsões”
por pessoas que se intitulam seus porta-vozes, mas que nunca ocorreram.
Talvez, uma contribuição negativa que agravou ainda
mais o problema tenha vindo da boa intenção de um
brasileiro, o falecido radialista e repórter da Rede Bandeirantes,
de São Paulo, Alexandre Kadunc. Sempre interessado por assuntos
metafísicos e pelo Fenômeno UFO, e ainda preocupado
com a situação ecológica do planeta, Kadunc
utilizou a imagem de Ashtar Sheran como uma espécie de protetor
da Terra, que já era conhecida, e nos anos 80 começou
a divulgar uma mensagem que seria de sua autoria [Leia trechos nas
páginas da matéria]. Fez isso como forma de chamar
a atenção das pessoas para os problemas sociais e
políticos do mundo. Foi assim que muita gente passou a captar
e a gravar a tal mensagem em seus aparelhos caseiros, geralmente
em fitas de áudio. Com o tempo, a situação
começou a ficar conhecida e cada vez mais gente aparecia
com mensagens gravadas, obtidas nas mais diversas situações.
Algumas afirmavam estar copiando uma música de um disco e
a mensagem aparecia quando se ouvia o resultado. Outras diziam que
a mensagem aparecia gravada em suas fitas mesmo com o aparelho desligado
da tomada. Algumas, ainda, garantiam ter recebido instruções
do próprio Ashtar para fazer a gravação.
A maioria simplesmente dizia que um amigo de um amigo de outro amigo
tinha feito uma cópia de algo. Analisei várias destas
gravações e constatei a quantidade de versões,
acréscimos e cortes, em comparação com a mensagem
original, é gritante. Muitas versões mostravam até
os nomes das pessoas que haviam feito a gravação como
as representantes oficiais de Ashtar Sheran. Outras ainda colocavam
atributos de super-herói na suposta entidade, e havia aqueles
que gravavam que a salvação estava em ouvir suas idéias
pessoais. Ocorre também que muitas pessoas munidas de estações
de radioamador (rádios piratas, faixa do cidadão etc),
conseguiam gerar interferências e ter potência suficiente
para sobrepujar o sinal de rádios convencionais e, assim,
transmitiram várias versões da tal mensagem.
Quanto mais perto se estivesse destas estações irregulares,
mais nítido e forte era o sinal captado, que ia para fitas
de áudio de centenas de pessoas... Foi um longo período
em que mensagens com teor apocalíptico alternavam-se com
outras messiânicas, estimulando gradualmente e de maneira
perigosa a fantasia e o ego de cada pessoa. A situação
do mundo estava fragilizada politicamente pela Guerra Fria. Não
faltavam pessoas que se considerassem diferentes ou escolhidas por
Ashtar Sheran, sentindo-se seres especiais numa missão mais
especial ainda – o que hoje sabemos tratar-se de um fenômeno
conhecido por dissonância cognitiva.
Essa condição foi estudada e o termo criado pela equipe
do sociólogo Leon Festinger, ao pesquisar seitas e movimentos
ligados ao Fenômeno UFO, especificamente ao estudar uma comunidade
da Califórnia dirigida pela senhorita Keech. A equipe de
Festinger conseguiu infiltrar-se no local e documentou Keech psicografando
informações de que uma grande catástrofe sísmica
atingiria seu país e que os escolhidos seriam retirados por
discos voadores. Considero importante ter em mente que todo este
período de contatismo poderia ter sido propositalmente elaborado
e utilizado por organismos terrestres – ou mesmo, quem sabe,
por inteligências extraterrestres – para nos testar,
procurando medir ou conhecer nossas fraquezas. Isto se enquadra
num método de combate conhecido pelo uso de técnicas
de guerra psicológica.
Manipulação da Realidade — De
qualquer forma, as extensões e desdobramentos de alguns grupos
que se dizem ligados a Ashtar Sheran e outras entidades, são
realmente preocupantes. Estas manifestações servem
para corroborar uma hipótese conhecida desde os anos 70 por
quem estuda a Ufologia pelo ponto de vista psicossocial. Segundo
ela, no caso dos contatados – isto é, de pessoas que
não só alegam avistamentos de UFOs e seus tripulantes,
mas que afirmam manter encontros posteriores com os mesmos –,
existe a possibilidade de que tais seres estivessem manipulando
seus contatos com humanos com o objetivo de manter o assunto desacreditado
pela sociedade. Isso favoreceria o modus operandi dos extraterrestres
entre nós, para quem atuar em clandestinidade parece ser
a única forma de fazê-lo e de mantê-lo.
Em virtude destas incoerências da racionalidade, o enorme
e crescente público, cada vez mais leigo de conhecimento,
passa a duvidar da ciência e da Ufologia, aderindo assim à
pseudociência. Dessa forma é que vemos o nascimento
de seitas, cultos etc, que passam a interpretar o Fenômeno
UFO como bem entendem, gerando caos e uma distância cada vez
maior de um entendimento real do assunto. O resultado a que se chega
é o desejado por aqueles que estão no comando da humanidade
e querem ver a questão ufológica desacreditada. Hoje
temos inequívocas provas de como a CIA e outras agências
se aproveitaram (e ainda se aproveitam) da fenomenologia ufológica
para testar suas técnicas de guerra psicológica e
controle de massa. Seria como alguém habilmente conduzindo
uma divisão para vencer. Se criaria um chamariz aterrorizante
– as abduções – enquanto uma legião
de colaboradores – contatados – é sutilmente
estimulada a implantar as idéias absurdas que vemos por aí.
E note o leitor que estas pessoas muitas vezes perdem seu poder
de questionamento e passam até a não se sentir mais
terrestres, encarando cada um de seus semelhantes como um inimigo
em potencial dos irmãos cósmicos. Claro que existem
exceções. Um contato inteligente e consciente entre
diferentes civilizações não somente é
possível como, também, pode estar ocorrendo há
tempos.
Afinal, quem é este ser que tanta
gente garante estar contatando?
Muitas pessoas dizem que os extraterrestres estão jogando
conosco, o que pode ser plausível, e quem detêm as
cartas neste jogo são eles. No entanto, sem nós, o
jogo sequer existiria. Mas é bom que fique claro que estes
jogos não são acontecimentos transparentes, mas sim
de cartas marcadas. Quem ler o trabalho do psicólogo Eric
Berne, que inventou a análise transacional, entenderá
melhor essa afirmação. Uma de suas obras que trata
do assunto é Games People Play [Jogos que as Pessoas
Jogam], que está ligada ao trabalho do pesquisador John Keel,
autor de UFOs, Operation Trojan Horse [UFOs, Operação
Cavalo de Tróia]. Keel escreveu também o livro The
Mothman Prophecies, que deu origem ao filme A Última
Profecia, sobre o fenômeno conhecido como homem-mariposa.
No capítulo Games Non-People Play do livro de Berne,
o termo non-people seria uma referência a extraterrestres
e significa que os seres humanos foram lançados no tabuleiro
de um grande jogo de roleta, onde quem dá as cartas não
é necessariamente humano, e onde a roleta pode estar viciada.
Ocorre na subcultura dos contatados por ETs uma espécie de
conceito sociológico do termo massificação,
que não tem nada a ver com produção ou transmissão
de algo em massa, e sim seria com a perda de proteção
dos meios sociais intermediários, tornando o indivíduo
vulnerável a comandos vindos de fontes desconhecidas. Isto
é algo muito sutil e de difícil detecção,
mas é comum que nestes movimentos sempre exista a presença
de entidades alienígenas.
É devido a isso que pesquisadores se assustam com o comportamento
apresentado por alguns contatados e abduzidos, e sobre o que falam
em palestras e congressos, as vezes grandes absurdos. Mas estas
são típicas táticas de propagação
de pensamentos alienígenas, que podem ser altamente perigosos.
Não existe nenhuma contestação e/ou questionamento
sobre a origem da mensagem recebida pelos alegados contactados,
que sempre é de natureza telepática. Recentemente,
numa palestra, o peruano Sixto Paz Wells mostrou uma série
de fotografias dizendo serem de uma das colônias de extraterrestres.
O problema é que ele alegava que as fotos eram de Ganí
medes, uma das luas de Júpiter. Entretanto, as fotos eram
de outra lua de Júpiter, Europa. Por várias vezes,
ele repetiu a informação e ninguém o contestou.
Estrela solitária — Grande parte
dos contatos é realizada com pessoas pouco instruídas
ou despreparadas e a provável razão disso é
que, dessa forma, não há possibilidade de se criticar
ou questionar qualquer tipo de informação passada
por supostos extraterrestres. Existem vários exemplos: Howard
Menger, Hermínio Reis e Bianca de Oliveira, George Adamski,
Claude Vorilhon (Rael), Barney e Betty Hill, muitos do Comando Ashtar
etc. Como escreveu Keel, se um aparelho estranho, do qual saísse
uma pessoa também estranha, pousasse no quintal de uma dona
de casa de classe média e dissesse a esta que é de
Vênus, quem seria ela para contestar isto? Ela iria crer,
sim, que os extraterrestres vieram de Vênus, de algum planeta
em torno de estrelas inadequadas para se ter planetas ao redor,
como as Plêiades. Ou acreditaria que o visitante seria originário
não de uma estrela solitária, mas sim de duas estrelas
fraquíssimas que comporiam um conjunto binário, exatamente
como é o sistema Wolf 424. Pois esta origem é apontada
como local de procedência dos seres envolvidos no famoso e
polêmico Caso Ummo, ocorrido na Espanha, na década
de 70. Este caso é muito interessante, pois nem pesquisadores
gabaritados e experientes se deram ao trabalho, na época
em que ocorreu, de examinarem se sua base estava sustentada numa
mentira dita pelos extraterrestres ou por quem o inventou [Veja
box]. Para tanto, bastaria terem verificado as informações
sobre as estrelas do sistema Wolf, e descobririam a engenhosa armação.
Quem descortinou isto foi o físico e ufólogo brasileiro
Alberto Francisco do Carmo.
Enfim, poucos são os supostos contactados que estão
transmitindo mensagens positivas e com certa coerência. Determinados
pesquisadores de renome dizem que eles e os abduzidos são
a linha de frente da propagação de idéias e
totemismos de procedência incerta. Se forem extraterrestres,
militares terrestres, entidades dimensionais ou outra manifestação
qualquer, ou se usam jogos e táticas de guerra psicológica,
ainda não se sabe. O que se sabe – e bem – é
que muitas das pessoas que se dizem contatadas por ETs, ou Ashtar
Sheran, não adquirem nenhum ganho ou benefício direto
com isto. Muito pelo contrário! Passam por exposição
ao ridículo, crises em suas relações interpessoais,
fenômenos do tipo poltergeist, interferências em suas
vidas, sensação de estarem sendo monitoradas etc.
Noutras ocasiões, têm estímulo para criarem
comunidades alternativas ou epistêmicas, que funcionariam
apenas por algum tempo, ou recebem instruções para
construir aparelhos estranhos. Em situações extremas,
tornam-se capazes de fazer previsões de guerras e catástrofes.
Mas todos, com exceção de alguns poucos espertos,
não ficam ricos com tudo isso. Sabe-se que quem manipula
as situações de contato – e no caso de Ashtar
Sheran pode-se constatar isso – conhece muito bem técnicas
de neurolingüística, que é o estudo da interpretação
dos códigos mentais. A neurolingüística opera
um conjunto de mensagens passadas através de códigos
e sinais do corpo e do cérebro. Sua função
é quebrar padrões e barreiras que nos aprisionam e
descobrir a forma como nosso cérebro se comunica.
Civilização intergaláctica —
E a outra face do fenômeno Ashtar? Será que
no caso da existência de extraterrestres e da possibilidade
de que já estejam de fato contatando alguns seres humanos,
eles operariam desta maneira? Sem respeito à vida humana?
Será que a evolução de uma civilização
galáctica do tipo 2, 3 ou remotamente 4 [Veja Box publicado
na edição anterior, na primeira parte deste texto]
é ainda de disputas sociais, egos, competições
e guerras, como a epopéia fictícia de Guerra nas Estrelas?
Se o futuro de civilizações hiper avançadas
e com uma tecnologia inimaginável para nós é
desta forma, então o que esperar de simples seres humanos?
Como seria então o outro lado de Ashtar? Isto tudo indica
a possibilidade de que algo realmente de anormal e externo à
Terra esteja mesmo ocorrendo. Como explicar que 99% do universo
são formados por algo que tem massa, é matéria,
mas invisível para nós e ninguém tem a mínima
idéia do que seja?
Respaldo das evidências — Diante de
todas as pesquisas e informações a respeito do tema,
é totalmente cabível e prudente declarar que o Fenômeno
UFO é real. A chamada hipótese extraterrestre, como
responsável pelo mesmo, não invalida as demais –
e tão pouco explica todos os casos. Porém, além
de ser a mais simples e aceitável, é a que tem recebido
mais respaldo por parte das evidências apresentadas. Reais
são as aeroformas observadas, os seres contactados, os efeitos
físicos advindos da interação entre UFOs e
seres humanos. Além dos registros em radar, dos milhares
de filmes e fotos etc. As abduções também são
inquestionavelmente reais. Mas se são causadas por seres
extraterrestres ou entidades de outras dimensões, ou se são
produto de somatizações, delírios mentais,
estados alterados de consciência etc, ainda não se
sabe.
O fato é que reais são as cicatrizes dos abduzidos,
seus temores, as confirmações de seus raptos por testemunhas
independentes, as marcas deixadas pelas naves dos raptores etc.
A contaminação de informação feita através
de pessoas inescrupulosas, ignorantes ou mesmo mal (in)formadas
não justifica o ceticismo doentio que, por vezes, atinge
a simples menção do tema. E igualmente condenável
é o chamado comportamento ufolátrico de muita gente.
Sendo assim, o quarteto conhecimento-percepção-discernimento-paciência
parece ser a chave para que, algum dia, possamos abrir as portas
que encerram os mistérios deste autêntico enigma.
Quando se estuda assuntos como Ashtar Sheran e contatos com extraterrestres,
é necessário entender que o importante não
é não errar, e sim cometer erros diferentes. O pouco
que pude aprender nestes últimos anos me deixou ainda mais
consciente de que o tema representa apenas uma ínfima parte
de um todo, que não pode ser conhecido numa única
existência. Porém, esta mesma diminuta parte, bem compreendida,
não poderia ser a melhor conclusão obtida em uma existência.
Depois que se aventura neste fascinante terreno do Fenômeno
UFO, que insistentemente tenta nos tirar da grande Matrix que a
humanidade construiu em torno de si para justificar seus erros,
não há como voltar atrás e fingir que nada
aconteceu. O universo dá ao ser humano o que ele em seu coração
encontra.
Alternativas possíveis — As alternativas
sobre Ashtar Sheran se resumem a dois pontos básicos, determinados
para tentar se chegar a uma possível compreensão do
que realmente está ocorrendo. No caso da necessidade de provas
sobre a existência ou não do suposto ser, elas não
seriam obtidas da forma tradicional a que a pesquisa acadêmica
está acostumada. Ou seja, o erro básico é insistir
continuamente que o Fenômeno UFO e suas extensões sejam
apenas um problema científico. A ciência se ocupa da
observação de fenômenos naturais que se modificam
aleatoriamente e sua posterior descrição, através
da reprodução ou compreensão das partes que
nele interagem. Se, por um momento, admitirmos que alguns dos UFOs
são pilotados por extraterrestres ou entidades inteligentes,
isto de imediato implica em que o fenômeno está fora
e muito além do âmbito da ciência tradicional,
pois não obedece a regras específicas e nem aleatórias.
Ora, ele está sendo operado e controlado por “alguém”,
e só este pequeno detalhe já invalida toda a parafernália
de metodologias científicas vigentes.
É fácil estudar um pássaro ou um sapo em seu
habitat. É fácil capturá-los e dissecá-los
em laboratório e concluir como funcionam. Mas não
se pode realizar os mesmos procedimentos naquilo que não
responde a instintos naturais, que é controlado e manipulado.
É neste ponto que temos de avançar em nosso raciocínio
para compreender os UFOs e os prováveis achares sherans que
se manifestam nesta nossa realidade tridimensional. Não basta
colher casos e pesquisá-los, ou realizar vigílias
e tirar conclusões. Entretanto, está se esquecendo
que do outro lado do fenômeno pode existir algo ou alguém
muito mais inteligente do que nós, que pode simplesmente
estar nos jogando apenas aquilo que temos capacidade de processar
e compreender. Quem garante que a informação adquirida,
seja em modo consciente ou através de hipnoses regressivas,
é fidedigna e não implantada por hábeis mãos
mágicas?
Outro ponto desta intrincada questão reside no fato de que
pessoas de várias etnias e credos, ao mencionarem ou fazerem
alusão ao suposto ser Ashtar, também não es
tão dando qualquer evidência de sua existência.
Sobre isto, temos as possibilidades do que denomino de campos informacionais,
uma espécie de campo morfogenético e de transferência
coletiva de informação, lendas e sonhos. Nada garante
que alguém não tenha obtido informações
sobre o suposto ser a que nos referimos, mesmo que de forma inconsciente.
Todos os relatos não podem apenas se basear no caráter
da testemunha. Eles têm de ser avaliados no contexto em que
o fenômeno está ocorrendo. É na análise
do contexto que estão os detalhes importantes, e são
nestes que estão os fragmentos de explicação
do Fenômeno UFO. Hoje, temos muitos detalhes deste imenso
quebra-cabeças espalhados pelo planeta. Resta-nos agrupá-los
e encaixá-los nos lugares corretos. A ciência já
chegou à conclusão de que o todo é muito mais
do que a soma das partes e, assim, montar todas as peças
do quebra-cabeças dos UFOs poderá nos dar um quadro
muito mais surpreendente e fascinante do que a soma delas.
Trabalho titânico — Desta forma, estudar
a existência deste e de outros supostos seres é um
trabalho titânico e complicado, pois as variáveis são
imensas e as possibilidades de se escorregar e enveredar por becos
sem saída é grande. Para investigar este assunto,
não basta conhecer apenas o lado científico da questão.
O problema é muito mais de cunho sócio-cultural. Por
outro lado, deixar o assunto de lado e considerá-lo simplesmente
uma farsa ou coisa de lunáticos é realmente uma tentação
muito forte, mas perigosa e leviana.
Uma possível conclusão a que podemos chegar é
a de que, se Ashtar foi uma invenção ingênua
de alguém, os rumos que tomaram são preocupantes.
Se foi intencional, foi muito bem planejada, pois se tornou um excelente
sistema manipulador de mentes. Se foi ou é obra de inteligências
extraterrestres, este se torna um assunto ainda mais delicado e
sua pesquisa está além do estudo multidisciplinar
que temos em mãos. A considerar-se esta hipótese,
estaríamos entrando num estudo transdisciplinar, que envolveria
a existência de atratores estranhos, bio e nanotecnologia,
mecânica quântica, teorias relativísticas, psicologia,
parapsicologia, teoria dos jogos etc. Todas essas variáveis
poderiam estar interagindo entre si ou sendo usadas em conjunto
por eventuais inteligências extraterrestres que tivessem criado
o assunto Ashtar.
O tratamento das informações que temos e a chegada
às conclusões devem ser feitos da forma mais imparcial
e impessoal possível, sempre tendo em mente que provar que
Ashtar realmente existe não demonstra automaticamente que
ele seja um extraterrestre. Assim como provar que um UFO existe
não determina que em seu interior existam seres extraterrestres.
Aliás, neste mundo altamente manipulável em que nos
encontramos, deveríamos constantemente nos perguntar a quem
interessa provar a existência de vida inteligente e consciente
fora da Terra?
Uma coisa é certa: o assunto Ashtar Sheran não é
apenas cultuado por pessoas simples ou do povo. Artistas de renome
até internacional estão envolvidos nisso. Todos, sem
exceção, são pessoas altamente manipuláveis
e propensas a comandos autoritários anônimos, como
bem definiu Erich Fromm em seu livro Medo a Liberdade,
e brilhantemente Theodor Adorno, em The Authoritarian Personality
[Personalidade Autoritária]. A classificação
se encaixa em vários aspectos da questão ufológica,
na criação de grupos e seitas e no padrão seguido
por muitos contatados – principalmente aqueles que se dizem
extraterrestres em missão na Terra.
Pode-se observar em grupos regidos por um comando central –
extraterrestre ou não – um verdadeiro fenômeno
de transe hipnótico regressivo, onde a devoção,
a cerimônia e a obediência são ditadas e utilizadas
pelos membros de uma elite de pessoas extremamente fechada. O comportamento
destes grupos é psicologicamente contagioso, tanto no plano
cultural quanto nas crenças sociais. Dessa forma, espalham-se
através da massa histérica, hipnotizada e da mídia
de massa. O psicólogo Gustavo Le Bom afirmou que “num
grupo, muitos sentimentos e atos são contagiosos, e contagiosos
num nível em que o indivíduo prontamente sacrifica
seus interesses pessoais em função do interesse coletivo”.
Regressão artificial — Adorno ainda
nos fala em sua obra da psicologia regressiva de grupos organizados
e que se ajustam à característica de autoritarismo
camuflado em boas intenções. Ele considera que o que
acontece quando as massas são carregadas por uma propaganda
messiânica não é uma expressão espontânea
primária do instinto, mas uma revitalização
quase científica de suas psicologias. Seria a regressão
artificial descrita por Sigmund Freud em sua discussão sobre
os grupos organizados. A coletivização e institucionalização
do encantamento fazem a transferência maior e mais indireta.
Só que a hipocrisia da identificação entusiástica
e a dinâmica da psicologia do grupo são tremendamente
incrementadas, por seus membros sentirem-se pessoas especiais, partícipes
de uma experiência fascinante e, assim, se dispõem
a fazer qualquer coisa – inclusive ir contra sua própria
identidade e espécie.
A análise de todo material sobre o tema Ashtar Sheran que
chegou às minhas mãos, descontados os prováveis
mentalismos, filtros e paradigmas, mostra inequivocamente que algo
anormal está ocorrendo e suas origens podem ser várias.
Eu até apostaria em algumas delas. Mas é importante
que se diga que um exemplo do erro de se tentar interpretar algo
com uma visão limitada e de acordo com nossa restrita lógica,
baseada apenas no conhecimento atual, está na típica
comunicação atribuída ao suposto ser, que nos
anos 50 e 60 alertava sobre os perigos da utilização
da energia nuclear. Ora, alguns poderão dizer que isto é
óbvio, pois todos sabem destes perigos. Mas nos anos 50 e
até o final dos 60, alguém realmente sabia? Tudo o
que se sabe veio depois de Chernobyl, em 1986, quando o terror atômico
ficou realmente conhecido pelo público em geral. Outros ainda
dirão que melhor do que alertar para os perigos da energia
nuclear seria os extraterrestres poderem impedir o aperto do botão
que geraria o lançamento de uma bomba atômica, ou ainda
inutilizar todas as usinas nucleares existentes no mundo.
Mas será que a função de uma suposta entidade
extraterrestre seria ficar intervindo em tudo que os humanos fazem?
Quais são os limites da relação de dependência
existente entre as formas de vida do universo? E mais ainda, quais
são os limites de atuação do livre-arbítrio
e o que realmente significa e pode ser classificado como uma interferência?
Colocando a questão de outra forma, o que interfere mais,
uma ação direta e concreta ou uma mensagem telepática
da qual não se sabe a real origem?
Capacidade de sintonia — Claro que não
se está tentando aqui defender a existência de Ashtar
Sheran ou outras supostas entidades e mensagens de eventual origem
alienígena. Mas estamos tentando, sim, ampliar os limites
de nossa ignorância frente ao fascinante tema. Afinal, como
diria Daniel Coleman, “nossa realidade está conformada
daquilo que somos capazes de sintonizar”. Infelizmente,
o cérebro humano é um simples detector de energia
eletromagnética e toda informação que chega
até ele é obtida pelo sistema nervoso central, que
a coleta em sensores bioelétricos espalhados pelo corpo.
Felizmente, existem as percepções extra-sensoriais,
isto é, que acreditamos serem extra, mas que na verdade estão
inclusas na genética humana. Nós apenas ainda não
aprendemos a utilizar corretamente estes sensores, e sem utilizá-los
da maneira adequada, nossas concepções se interpõem
ante nossas percepções.
Ao longo deste trabalho, tentei traçar o início das
referências a Ashtar e ao modo como um acontecimento que poderia
ser real, ou não, tomou inúmeros caminhos, versões,
acréscimos e cortes, de acordo com a cultura, ignorância
e esperteza de quem recebeu ou viu nesse assunto uma maneira de
ficar famoso e rico. O público leigo que não recebe
explicações da ciência fica perdido e passa
então a duvidar dela mesma, da Ufologia e até do Governo.
Nasce dessa forma as conspirações, as seitas, os cultos
aos UFOs etc, que interpretam o que acham que estão percebendo
da maneira que bem entendem. O astrofísico norte-americano
J. Allen Hynek, um dos maiores ícones da Ufologia mundial,
afirma que é difícil – senão impossível
– entender o Fenômeno UFO com nossa ciência atual.
“É preciso encontrar uma nova fórmula para
encarar o problema e o primeiro passo é abandonar as idéias
pré-concebidas”, garantiu.
Isso contrasta com o pensamento do físico e ufólogo
Alberto Carmo, já citado, que diz que a fenomenologia ufológica
é uma incógnita como outra qualquer. “Mas
só se descobre se uma incógnita é válida
ou não quando ela verifica a equação, e para
saber isso tem-se de resolver a equação”, diz.
Falar que a equação não existe ou, pior, que
não tem solução é uma heresia em ciência.
E ficar discutindo se UFOs e ashtares sherans são ou não
dignos de estudo científico é uma questão de
preconceitos interesseiros. A idéia é fácil
de se entender. Quando perguntaram a Werner von Braum por que queria
construir foguetes capazes de ir à Lua, uma loucura impossível
em sua época, ele simples e cientificamente respondeu: “Oras,
porque ela está lá!”
“Nossa presença é cada
vez mais clara a um número crescente de pessoas sem
preconceito. Milhares de habitantes esperam com impaciência
nossa aparição visível. Somos capazes
de realizar aquilo que vocês chamam de milagre”
- Ashtar Sheran, extraterrestre em missão
na Terra, que chama de planeta Shan
“Falo em nome de todos que estão
comprometidos nesta missão de dar assistência
aos habitantes do planeta Shan. Seria um alívio se
pudéssemos aterrissar simultaneamente em todas as partes
do globo terrestre, pondo fim às suas discórdias
e aos ódios irreconciliáveis. Mas nossas instruções
e princípios nos impedem de agir assim”
— Ashtar Sheran
“Nós somos 10 bilhões de
homens do espaço fortemente equipados com poder de
natureza etérea, a fim de se oporem às intenções
de suas forças destrutivas, tornando inofensivo seus
meios. Sabemos quais regiões da Terra estão
fadadas à destruição e, logo que aparecer
um perigo, enviaremos a estes lugares milhares de discos voadores”
— Ashtar Sheran
“Nossos meios de comunicação
telepática estão ainda além da compreensão
atual em vosso mundo. E a materialização de
nossas naves depende de instruções que receberemos
de bases que estão muito acima da estratosfera de vocês.
Estas instruções são determinadas pelos
acontecimentos e pelas reações humanas”
— Ashtar Sheran
“Nenhum esforço deve ser feito para
vocês se comunicarem conosco, salvo depois de um pedido
nosso. Nós escolheremos a ocasião, o lugar e
a pessoa com a qual desejaremos manter contato. Cultuem sentimentos
amistosos, de confiança e pensamentos de boas vindas.
Nossas forças precisam deles para um bom trabalho”
— Ashtar Sheran
“Nos próximos anos haverá
milagres que levarão vocês a uma revisão
das suas concepções sobre a natureza e sua metamorfose.
É inevitável que haja uma era de purificação
antes que se possa instaurar um sistema mais perfeito. Há
meios para tornar menos dolorosa tal purificação
e a indignação desses resíduos inquietantes”
— Ashtar Sheran |
| Em
busca de respostas para um grande enigma |
Meu interesse
particular pelos UFOs vem desde a infância, quando vivi
alguns estranhos fenômenos, que hoje procuro relembrar
e analisar com imparcialidade e mais propriedade. Devido a
estas experiências e à minha facilidade autodidata,
passei a estudar, pesquisar e criar métodos próprios
de pesquisa, que renderam algumas situações
fascinantes e ímpares. Uma delas foi estar frente a
frente com um objeto esférico vermelho que surgiu de
repente no meio da mata. Por cerca de 10 segundos o UFO fez
evoluções “erraticamente inteligentes”,
voltou para dentro da mata e retornou fazendo mais manobras,
alterando, então, sua cor para laranja-amarelo. Em
seguida, desapareceu, emitindo um flash potente como o de
uma máquina fotográfica. Não estava sozinho
nem tampouco sob efeito de alguma droga ou processo alucinatório.
O objeto que observei era uma nave que conseguiu excitar o
magnetômetro que eu carregava, deixar a bússola
desorientada e ainda queimar a lâmpada de minha lanterna.
O fenômeno foi idêntico a um que há no
filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, uma pequena
bola vermelha fazendo evoluções e acompanhando
as naves maiores. Em Ufologia, acredita-se que estas esferas
sejam algum tipo de sonda utilizada para fazer uma varredura
espectral no ambiente em foco. Tenho minha própria
hipótese do que sejam estes objetos. Minhas experiências
e pesquisas me levaram a compreender uma face pouco explorada
do Fenômeno UFO, aquela mais complexa e centralizada
no choque de civilizações e relações
interculturais, através de um estudo transdisciplinar.
Devido a isso e às circunstâncias em que acabei
envolvido, passei a estudar os contatados, um termo que não
considero correto para descrever o que pretende. Os contatados
são pessoas interessantes, que não somente alegam
ter tido avistamentos de UFOs, mas também mantido contatos
próximos com seus tripulantes. Eles afirmam ter se
tornado quase amigos de ETs. Um dos supostos extraterrestres
que ficou famoso no cenário ufológico é
Ashtar Sheran, assunto deste trabalho. A princípio,
pode parecer que esse é um tema de malucos e que esta
entidade não passa de uma fantasia. Mas, como veremos,
existem evidências que confirmam que algo de muito estranho,
complexo e por vezes perigoso está acontecendo.
Doutrina Espírita — As inúmeras
narrativas de alguns contatados demonstram que estes acreditam
ouvir e perceber imagens, vozes e sons dentro de suas mentes,
como se estivessem submetidos a uma fonte externa que parece
dominar o conhecimento parapsicológico e manipular
a pessoa através de uma espécie de telepatia.
Para o leigo pode parecer que estes contatos se enquadram
na doutrina espírita, em que médiuns dizem receber
espíritos de pessoas mortas e, ocasionalmente, até
de entidades que se dizem extraterrestres. Mas como foi demonstrado
através de várias pesquisas e trabalhos, principalmente
os conduzidos pela pesquisadora brasileira Gilda Moura, os
contatados apresentam diferenças marcantes na maneira
como recebem as informações – o que os
distanciam de qualquer associação com as práticas
espíritas. Como a questão dos UFOs e seus tripulantes
parece esbarrar em conceitos que a revolução
quântica trabalha e descobre a cada dia, não
posso deixar de citar diversas outras hipóteses que
devem ser seriamente levadas em consideração.
Inclusive a possibilidade de formas de vida anômalas
habitarem outros “planos de ocorrência”
ou dimensões e, por acidente ou vontade própria,
se passarem ou serem confundidos com santos, aparições,
anjos, duendes, gnomos, extraterrestres etc.
Não se pretende com essa abordagem sobre Ashtar Sheran,
no entanto, dar uma palavra final sobre o tema. Mas, sim,
munir o leitor com informações suficientes para
que possa discernir pelo assunto, iniciar uma pesquisa própria
e, quem sabe, chegar a conclusões interessantes –
como eu cheguei. Por isso, enveredei em assuntos paralelos
ao tema, que, a princípio, podem parecer sem relação
com o mesmo. Mas uma leitura e reflexão sobre eles
poderiam gerar subsídios que, se compreendidos, já
teriam nos tirado do marasmo dos mais de 50 anos em que a
Ufologia se encontra. É fácil compreender porque
uma civilização mais adiantada em relação
a nós, que regularmente faz incursões por aqui,
ainda não manteve um contato oficial. Se não
existe diálogo nem entre os seres humanos que habitam
o mesmo planeta, imagine com entidades anos-luz da compreensão
humana. Quando nós nos encontrarmos – e com certeza
os encontraremos – também. Como disse o ex-governador
do Distrito Federal Cristóvam Buarque, em seu livro
Na Fronteira do Futuro, “o medo e os riscos
do ridículo são inerentes aos grandes saltos”.
— Rogério Chola
|
Terrestres, resolvam
seus próprios problemas!
|
Andréia
Tscheidel
Você está angustiado e sem saber o que fazer,
quem é e para que serve? Nada estranho, num mundo em
que as pessoas tomam cada vez mais conhecimento de sua pouca
importância frente à imensidão do universo,
do planeta e do enorme contingente de outros seres humanos.
Crises e angústias existenciais se tornaram regra,
não a exceção. Antigamente, você
se voltaria para uma daquelas religiões tradicionais
e fora de moda, mas com o excesso de informações
jorrando de todos os lados, agora se sabe que nenhuma é
confiável. E se for, exige que o indivíduo se
comporte direitinho toda a vida para conseguir paz na eternidade.
Isso, convenhamos, dá muito trabalho e não resolve
nenhum problema imediato! Ao mesmo tempo, nunca foi tão
fácil sair em busca de respostas aos mais sinceros
anseios por explicações a respeito da realidade
que nos cerca e, também, da que nos transcende.
Longas caminhadas no deserto, meditação para
uma maior iluminação? Não na nossa época!
Essas ações foram substituídas por verdades
prontas para consumo e divulgadas por religiões eletrônicas.
No conforto de sua poltrona, é possível descobrir
o caminho conduzido pelo carismático pastor da televisão
ou, com alguns clics, entrar em maravilhosos endereços
revelados via internet. O santo protetor dos perguntadores
desesperados – o site www.google.com.br – está
pronto para ajudar. Pode-se encontrar o mais galante e belo
de todos os ETs, o garboso comandante da frota estelar que
patrulha invisivelmente nosso planeta para nos proteger: Ashtar
Sheran. Aportado no posto desde a década de 50, sua
presença foi cada vez mais sentida e divulgada com
a aproximação do novo milênio. Desde seu
aparecimento – naturalmente invisível –,
ele já nos brindou com conselhos de valor inestimável,
como a recomendação de termos cuidado com a
energia nuclear, que poderá destruir o planeta, ou
o aviso de que estamos poluindo o meio ambiente. O interessante
é que estes avisos sempre chegam com algum lapso de
tempo e são divulgados depois que organizações
humanas já concluíram esses atos há muito
tempo.
Presença Discreta — Mesmo assim,
em todo caso, agradecemos a preocupação por
seres cósmicos terem vindo das mais distantes galáxias
nos contar o que já sabíamos. Afinal, isso denota
o quanto são amáveis... A presença alienígena
é discretíssima e deve ser, por definição,
imperceptível. Desconfio, algumas vezes, que as mensagens
dizendo que eles estão aqui são até algum
tipo de vazamento de informações.
Talvez, além de nos defender das agressões dos
alienígenas malvados e congestionar o trânsito
espacial com milhares de naves, também estão
preparando nosso planeta para uma futura hecatombe que virá,
devido provavelmente a uma mudança dimensional galáctica.
Tudo sob o comando de Jesus Cristo, que com o codinome Sananda
orienta espiritualmente as forças do bem. Estava sentindo-se
só? Pois agora já sabe que somos parte de uma
Confederação Galáctica de Planetas –
mas, que lástima, na posição de membro
menor e sob vigilância. Contudo, podemos nos engajar
e cumprir a mais digna e nobre das missões que um ser
humano pode ter: levar a mensagem do comandante adiante. Esta
mensagem, aliás, não é muito diferente
das encontradas nos livros de outras religiões, porém
com uma roupagem mais ao gosto da geração Star
Trek. O que pode ser melhor para preencher nossa vida do que
ajudar um anjo hi-tech que se esfalfa para zelar pelo nosso
planeta? E olhe que Ashtar Sheran precisa mesmo de ajuda,
pois se você olhar ao redor irá notar que ele
não está conseguindo!
A única coisa que exigem esses seres, é que
você não pense muito e siga fielmente tudo o
que dizem. Sempre usando o livre arbítrio, mas desde
que seja para escolher o único caminho certo –
o deles. Ah, mas isso tudo não resolve os seus problemas?
Se você estiver realmente aflito, o jeito é recorrer
aos disque-revelações que existem por aí...
Ligue já!
Andréia Tscheidel é química
e ufóloga. Seu endereço é: Rua La Plata,
500/101, Petrópolis, 90670-140 Porto Alegre (RS). E-mail:
andinc@vant.com.br.
|
| Materialização
de Ashtar Sheran na Venezuela |
Rogério
Chola
Um interessante caso de materialização de
Ashtar Sheran envolveu o engenheiro Enrique Castillo Rincón,
que, além de ufólogo, alega ter contatado dois
extraterrestres denominados de Cromacan e Krisnamerk. Eles
se diziam provenientes de um grupo de estrelas localizadas
nas Plêiades. Estes contatos se deram com o engenheiro
na Colômbia, mas se conectam em similaridades a uma
experiência prévia ocorrida com ele em 1973,
nos EUA. Nesta ocasião, uma pessoa circulava por uma
rodovia quando o veículo em que estava saiu da pista
e colidiu violentamente contra uma árvore. Imediatamente,
outros carros próximos pararam na intenção
de socorrer o motorista. Mas qual não foi a surpresa
de todos ao verem que não havia ninguém no interior
do veículo.
A polícia identificou os restos do carro como sendo
de propriedade de um jovem venezuelano radicado nos EUA. Segundo
sua ficha de estudos e pelos depoimentos recolhidos, o jovem
havia sido um brilhante estudante de engenharia, muito querido
por seus amigos e que trabalhava numa usina nuclear local.
Durante as semanas seguintes ao incidente, a polícia
e autoridades do governo norte-americano foram mobilizadas
na tentativa de elucidar o caso. Mas, após longas e
trabalhosas investigações, não conseguiram
chegar a nenhuma conclusão que esclarecesse o mistério.
O corpo simplesmente havia desaparecido. As buscas continuaram
durante meses sem resultado algum e órgãos diplomáticos
exigiam um desfecho e uma conclusão.
Informações contraditórias —
A pressão dos parentes e amigos se avolumava
e a família da vítima, que morava numa pequena
e pacata cidade na periferia de Caracas, recebeu, algum tempo
depois, um comunicado oficial que ratificava as estranhas
condições em que o jovem engenheiro desaparecera.
As informações eram contraditórias e
obscuras, já que as autoridades norte-americanas consideravam
o sumiço como um caso de vingança, provavelmente
seguido de assassinato. Porém, como não havia
um corpo a remeter, limitaram-se a enviar todos os pertences
e bens pessoais da vítima à sua família,
que teve de se conformar com a perda.
Sendo espíritas, os familiares do falecido decidiram
realizar uma sessão mediúnica na qual convocariam
a alma de seu ente querido para saber do acontecido e, despedirem-se
dele. O médium receptor seria um jovem estudante de
medicina e amigo da vítima. A expectativa era grande
e todos aguardavam estreitar seus laços com o desafortunado
rapaz. Conforme o tempo transcorria, uma curiosa e entranha
névoa azulada formou-se ao lado do sensitivo, assumindo
vagarosamente a forma de uma nuvem circular. Essa massa gasosa
emitia uma luz tênue, lembrando fumaça de cigarro
iluminada ou fosforescente, que aumentava sua intensidade.
Parecia que pulsava. Rapidamente, a névoa compactou-se
e formou uma semi-esfera, e uma sombra surgiu do seu interior.
Lentamente, uma criatura semelhante a um ser humano apareceu,
mas com ar angelical. O rosto era belo, de traços suaves
e bem delineados, mas de ar severo.
Os olhos eram claros e ligeiramente rasgados, o cabelo era
comprido e loiro, penteado para trás. Seu corpo era
proporcional, esguio e atlético. Sua altura beirava
1,80 m e seus membros eram perfeitamente normais, mostrando
o contorno dos músculos. Vestia-se de forma simples,
ostentando um macacão folgado, com mangas acabando
em punhos apertados. Tinha botas, aparentemente, de couro,
de cano longo e sem folga, e um cinto largo na cintura. A
figura humanóide colocou-se à frente da luz,
em pé e olhando sério para o grupo, que, totalmente
atordoado, não conseguia compreender o que estava se
passando.
O ser olhou atentamente para o médium, que começou
a falar como se estivesse recebendo uma mensagem por telepatia.
“Não temam, não lhes farei nenhum mal.
Meu nome é Ashtar Sheran e sou comandante da frota
de espaçonaves de Ganímedes. Seu filho não
está morto e nem perdido. Ele encontra-se entre nós.
Veio por livre vontade e deseja permanecer conosco. Não
se preocupem, pois ele estará bem”. O ser
então ofereceu um panorama de eventos que deveriam
se concretizar ao longo dos anos seguintes, até que
terminou com uma longa declaração, referindo-se
à autodestruição da humanidade:
“Estes fatos serão concretizados como conseqüência
dos seguintes aspectos: aparecerá um líder político
no futuro dentro do conglomerado social dos países
unidos, que dominará as massas e regerá os destinos
sociais e econômicos dos demais nações.
Seu poder estará auxiliado por mecanismos que ele mesmo
colocará em jogo, como conhecedor das leis metafísicas
e, em seguida, se produzirá a invasão dos continentes.
Quero avisá-los que a paz assinada na região
que chamam de Vietnã servirá de degrau imediato
para o conflito bélico seguinte entre árabes
e judeus. A isso, se seguirão terremotos que devastarão
cidades, mas nós tentaremos alterá-los para
evitar piores danos”.
Sensitivos selecionados — Dito isto,
o estranho ser retornou à luz de onde saiu e desapareceu.
Este incrível acontecimento foi bem pesquisado por
Rincón, que aproveitaria o acontecido na Venezuela
para fazer uma experiência similar na Colômbia.
Para isso, reuniu uma equipe de sensitivos selecionados, que
buscariam entrar em contato telepático com alguma inteligência
extraterrestre. Os resultados obtidos foram satisfatórios,
sendo que novamente o ser denominado Ashtar Sheran voltou
a se manifestar. Essa experiência está em seu
livro UFOs, A Great New Dawn for Humanity [UFOs,
Um Novo Grande Amanhecer para a Humanidade].
|
| A
abdução e a mente humana |
Rogério
Chola
A psicóloga Gilda Moura realizou uma pesquisa sobre
o tema abduzidos e contatados em conjunto com os doutores
Norman S. Don e Sidney M. Greenfield, da Universidade de Wisconsin
(EUA). Os resultados foram apresentados ao doutor John E.
Mack, autor do livro Abduções [Editora
Educare] e criador do Programa para Pesquisa de Experiências
Extraordinárias [Program for Extraordinary Experience
Research ou PEER]. A pesquisa de Gilda se baseia no fato de
que muitos investigadores – como Jacques Vallée
e Jenny Randles – observaram que pessoas que passavam
por abduções ou contatos com ETs se encontravam
em estados alterados de consciência (ASC). Também
observaram que abduzidos e contatados possuem a habilidade
de entrar em ASC facilmente.
Consciente de que as pessoas que descreviam encontros freqüentes
com alienígenas e anormalidades de ordem eletromagnética
em sua vida diária também podiam entrar em ASC
com extrema facilidade, no momento em que descreviam um contato
mental com alienígenas, Gilda decidiu verificar as
atividades elétricas do cérebro destas pessoas
enquanto estavam nestes estados alterados. Precisamente, analisou
o estudo das funções cerebrais correlacionadas
com os estados mentais derivados de experiências ufológicas.
Para isso, a estudiosa, junto com o doutor Don, realizaram
um projeto para conhecer estas funções através
de medições psicofisiológicas.
Santo Daime — Foram feitos registros
de eletroencefalograma (EEG) de três diferentes grupos
de controles: 17 médiuns tradicionais (incluindo três
curadores de efeitos físicos), 24 contatados e abduzidos
e 13 membros do movimento Santo Daime. Neste grupo, o objetivo
seria registrar os efeitos da ingestão da substância
psicoativa ayahuasca nas funções cerebrais.
Este líquido é ingerido em rituais do Daime.
Gilda descreve sua pesquisa como um árduo trabalho
de campo, e informa que enfrentou muitos problemas de metodologia.
Do grupo de 24 contatados e abduzidos, somente oito foram
totalmente analisados. Em seu estudo, apenas foram incluídas
pessoas que reportaram experiências constantes e contínuas
com UFOs após tais contatos, pessoas que tinham a capacidade
de se auto-induzir a estados ASC, para entrar em contato mental
com alienígenas, e aquelas que podiam provocar fenômenos
de ordem eletromagnética em sua vida diária
– além de algumas com habilidades psíquicas
ou paranormais desenvolvidas. Os resultados deste estudo exploratório
mostraram que, sob ASC, as pessoas que viveram tais experiências
exibem um padrão de ativação cortical
de freqüência diferente do estado normal e também
diferente de estados de transe ou processos mediúnicos.
O significado e conseqüências deste padrão
de ondas cerebrais não são conhecidos. Através
da comparação com estudos prévios, os
pesquisadores chegaram à conclusão de que este
comportamento cerebral envolve a focalização
e a ativação de um processo de atenção.
Ao mesmo tempo, é um estado de expansão da mente
chamado de padrão cerebral superestimulado [Hyperaroused
Brain Pattern ou HBP], em que se descreve uma maior clareza
mental e rapidez de pensamentos. Outra conclusão é
que, provavelmente, este efeito de ativação
faria parte de alguma reprogramação de origem
não identificada, externa ou não à Terra
ou – melhor dizendo – ao nosso universo tridimensional.
Estas situações são comumente citadas
por alguns contatados.
Ponte com a espiritualidade — Ainda
é prematuro se definir uma conclusão geral.
No entanto, em seu livro UFO – Contato Alienígena
[Editora Atheneu Cultura], Gilda faz uma ponte entre
Ufologia, psicologia e espiritualidade, baseada num longo
tempo de observação e pesquisa, aonde descreve
os processos psicológicos de abduzidos. Estes trabalhos
são interessantes para tentar se aproximar do entendimento
dos traumas e seqüelas produzidos pelo Fenômeno
UFO. Eles nos orientam sobre como transformar os mesmos em
um processo positivo. Resumidamente, colocam o fenômeno
das abduções e contatos num contexto de evolução
da consciência humana. O hipnólogo Mário
Rangel também realiza importante trabalho sobre abduções,
que resultou no livro Seqüestros Alienígenas.
Investigando Ufologia Com e Sem Hipnose [LV-07 da BIBLIOTECA
UFO].
Com sua leitura, é possível se chegar a algumas
conclusões, mesmo que parciais e limitadas, sobre o
que pode estar ocorrendo. O problema maior que enfrentam os
ufólogos é analisar a psiquê humana e
tentar tirar dela o que não representa uma experiência
vivida, mas um processo de origem meramente mental. Basta
observar que os padrões humanos de análise sempre
se referem a alienígenas bons como sendo bonitos e,
os alienígenas maus, como sendo feios. Da mesma forma
que uma pessoa pode sentir aversão a insetos, crustáceos
etc, o que ocorre, na maioria dos casos, por sua estranha
e bizarra aparência. No lado oposto ao raciocínio,
por seu aspecto agradável, uma pessoa sente carinho
e ternura por um golfinho.
É importante destacar que, independente das pesquisas
em abduzidos e contatados, somos constantemente bombardeados
por programas e informações – ou desinformações
– que apresentam uma imagem hostil para os alienígenas,
como sendo violentos e indiferentes em relação
aos direitos humanos. A necessidade de impor, de forma subliminar,
a possibilidade de uma presença alienígena perigosa
e ameaçadora é crucial para a perpetuação
da manipulação das informações
e o conseqüente distanciamento do ser humano comum desta
realidade. Assim, os meios de comunicação submetem-se
inconscientemente a esse jogo, servindo de canais de programação
mental e ingressando na mente do telespectador que, curioso,
busca informação e encontra apenas medo, insegurança
e dúvida. O esclarecimento do Fenômeno UFO estará
sempre distante, pois as regras deste obscuro jogo são
justamente a confusão e a alimentação
da controvérsia. E pelo jeito, a situação
permanecerá assim por muito tempo.
A mensagem de Ashtar Sheran
Cássia Candra, convidada especial
A maneira mais comum dos extraterrestres entrarem em contato
com os terrestres é através da telepatia. Suas
mensagens são enviadas, principalmente, quando precisam
nos informar sobre os trabalhos que estão desenvolvendo
e passar orientações de caráter e consciência,
que julgam necessárias ao desenvolvimento da raça
humana. A forma como acontecem os contatos é muito
bem explicada por uma outra entidade alienígena, Setun
Shenar. Em mensagem recebida pelo Centro de Estudos Exobiológicos
Ashtar Sheran (CEEAS), em 31 de maio de 1989, Shenar
informou que, através de um processo desconhecido dos
habitantes da Terra, os ETs utilizam os instrumentos para
transmissão de suas mensagens. “Deixamos
nosso corpo na nave e, por um processo que vocês chamam
de desdobramento, nos situamos no plano espiritual da Terra,
aquele que dá origem a todas as manifestações
do mundo físico”, disse.
Os contatos com entidades não-terrestres no CEEAS são
relativamente freqüentes. A mensagem recebida em maio
de 1989 também informou que o estado telepático
ideal para o contato se processa de alma para alma, de maneira
sutil e incompreensível para o homem comum. Para Shenar,
a falta de experiência e de conhecimento espiritual
milenar dificulta bastante o que nossos visitantes pretendem
explicar através de suas mensagens. “É
necessário que o canal seja meditativo, estude profundamente
os assuntos espirituais, se discipline e mantenha uma mente
universalista, para que não haja interpretação
errônea de nossas mensagens”. Segundo Ashtar
Sheran, o contato só acontecerá quando a humanidade
estiver preparada para receber os seres. E para isso é
preciso conhecer seu pensamento.
Ciência — “Quase todos
os cientistas cometem o erro de se esforçar para explicar
coisas transcendentais usando comparações materiais.
Esquecem de que se trata de mundos diferentes que, mesmo em
contato, possuem dimensões diversas. Ambos os planos
comunicam-se, o que quer dizer que as formas podem ser reciprocamente
trocadas ou passadas de um plano ao outro – como com
a morte, por exemplo. São desses planos também
os pensamentos, impressões espirituais e idéias.
Por esta razão, existem seres no universo que podem
vencer a morte e mover-se além do espaço e do
tempo”.
Deus— “Não há
um representante de Deus sobre a Terra. Nenhum homem foi chamado
por Ele para representá-lo. A humanidade terrestre
possuía um representante com plenos poderes de Deus,
que foi barbaramente morto porque conhecia suas leis e condenava
a falsificação. O derramamento de sangue nunca
será uma libertação, mas uma grave culpa
que pesa sobre esse mundo. A teologia possui conhecimento
de um semelhante Deus, porém ela lhe atribui qualidades
humanas. Um Deus igual ao representado sobre a Terra não
existe. Ele seria apenas um ídolo”.
Guerra — “Não podemos,
de modo algum, entender como vocês podem dissipar grandes
somas para provocar hecatombes e domínio uns sobre
os outros, enquanto a verdade cósmica é totalmente
oprimida. Teólogos, padres e professores de religiões
desse planeta, que resultado tiram de seu ensinamento religioso?
Com quais leis e doutrinas relacionadas a Deus vocês
persuadiram a humanidade terrestre do amor universal, para
evitar guerras cruéis?”
Comunicação — “Tendo
que usar seus idiomas, ficamos restritos na maneira de nos
expressar. Porém, muito nos desagradaria se nossas
palavras, mesmo não indo de encontro ao gosto de vocês,
fossem trocadas. Renunciamos ao estilo a favor da verdade
absoluta, dirigida a todos vocês”.
Verdade — “Nós,
habitantes de outros planetas, sabemos o quanto é difícil
combater o fanatismo. Nossa arma é a verdade, visto
que outras não podemos usar sem ordem superior. Para
isto, passamos por uma preparação inimaginável,
a fim de podermos dar-lhes nossa arma, cuja potência
combaterá o erro evidente”.
Centro de Estudos— O CEEAS é
uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade
pública, desde 1982. Fundada oficialmente em 17 de
setembro de 1973 pelo eletrotécnico baiano Paulo Fernandes,
que viveu os últimos 12 anos de sua vida exercitando
o compromisso que assumiu com Ashtar Sheran, quando o encontrou,
em 02 de julho de 1969, em Salvador (BA), que é narrado
em seu livro O Jovem que se Encontrava com Extraterrestres.
A entidade realiza sua pesquisa e ação em bases
filosóficas, científicas e espiritualistas.
Seu objetivo maior é a investigação da
exobiologia e a evolução das espécies
no universo.
Presidido pela pedagoga, ufóloga e conferencistas Ana
Santos, o CEEAS tem filiais em São Paulo, Curitiba,
Brasília e Rio Grande do Norte, a maioria delas realizando
o mesmo programa da matriz, mantendo uma agenda de reuniões
abertas ao público para abordar temas diversos dentro
do caráter do centro de estudos. Nas duas últimas
décadas, a instituição vem promovendo
congressos e exposições onde a Ufologia é
tratada com seriedade.
O CEEAS editou quatro volumes baseados nos con | |