ARTIGO

Por Marco Antonio Petit

Novos fatos sobre o caso Trindade

Autor das famosas fotos a bordo do navio Almirante Saldanha faz declarações inéditas sobre o episódio

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crédito: marco a. petit
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Baraúna, na época em que registrou o Caso Trindade

Na história da Ufologia Mundial existem alguns casos que servem como prova definitiva da existência física dos UFOs, devido ao número de testemunhas e à documentação fotográfica ou cinematográfica. Alguns deles ocorreram já nos primeiros anos da pesquisa ufológica e serviram para fundamentar a idéia de que estávamos realmente diante de algo sério, que merecia investigação. Um desses clássicos da Ufologia é o Caso Trindade, ocorrido no dia 16 de janeiro de 1958, cujo principal envolvido foi um fotógrafo, membro da tripulação de um navio da Marinha Brasileira que atracava no porto da Ilha de Trindade (RJ).

 

Na época, o acontecimento foi digno de grande repercussão e a testemunha deu entrevistas a quase todos os meios de comunicação, especializados ou não. Mas alguns detalhes do fato ainda ficaram obscuros, mesmo depois das impressionantes imagens fotográficas, feitas por ele, terem sido exibidas nas páginas de jornais e revistas de todo o Brasil. Após algum tempo, o Caso Trindade foi deixado de lado e substituído na mídia por outros, mais atuais e talvez até mais relevantes.

 

Depois de quase 40 anos, voltamos a falar dele apresentando novas revelações, pois, considerados de suma importância, os detalhes não mencionados em 1958 merecem ser revisados, a partir do envolvimento de testemunhas militares e das rigorosas e profundas investigações feitas pela Marinha do Brasil. Recentemente, em entrevista exclusiva, o fotógrafo Almiro Baraúna, testemunha chave do episódio, reportou-nos fatos inéditos, os quais passaremos a transcrever.

 

Pode-se dizer que essa história começou no dia 14 de janeiro, quando chegava à Ilha de Trindade o navio Almirante Saldanha, da Marinha Brasileira, trazendo a bordo, como vinha fazendo em suas últimas visitas, além de sua tripulação, uma equipe de caça submarina. Essa equipe tinha como um de seus integrantes Baraúna, que se transformaria no principal personagem do caso. Em 1958, ocorreu o Ano Geofísico Internacional, e a Marinha Brasileira participava ativamente das pesquisas, realizadas inclusive em Trindade.

 

Portanto, a presença do grupo de caça submarina estava relacionada a essas atividades. A equipe deveria recolher espécies raras de peixes, que normalmente não eram encontradas no litoral. Baraúna foi convidado para fotografar o fundo do mar, pois havia sido construída uma caixa estanque, que permitia-lhe imagens submarinas. O fotógrafo realizou, na época, várias reportagens para as revistas Mundo Ilustrado e Manchete Esportiva. Na manhã de 16 de janeiro, depois de cumpridas todas as missões, a tripulação e o grupo de caça submarina retornaram ao navio, que havia permanecido fundeado próximo à ilha.

 

Primeira fotografia - O fotógrafo não passou muito bem: chegou enjoado à embarcação e foi deitar-se ao convés.

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Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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