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ARTIGOO contato com aliens leva à quebra de paradigmasCategoria: CONTATISMO | REFLEXÕES
crédito: W. Zubrowski
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SAIBA MAIS
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Os contatos com seres extraterrestres que ocorrem em todo o mundo há décadas nos levam a uma indagação: viveremos algum dia a experiência de um contato oficial e amplo com estas civilizações que nos visitam? Isso merece reflexão, especialmente diante da quantidade de abduções alienígenas que existem na casuística ufológica. Primeiro, penso, se um contato oficial vier a ocorrer, não irá importar tanto se foi este ou aquele país que teve o privilégio de transmitir primeiro a notícia. O certo é que dois pilares serão balançados: o de nossa ciência e de nossa religião.
Nossa formação de cidadãos produtivos imersos em uma sociedade capitalista e de consumo passa por uma mistura e variedade de conceitos e experiências pessoais que vamos acumulando no decorrer dos anos. Nossas leituras pessoais do mundo compõem uma mescla que forma aquilo que chamamos de paradigma pessoal, a bolha que nos cerca e que nos faz tomar determinadas decisões - esse conceito será importante nesta análise. Qualquer atitude que tomemos, no caso de um contato oficial, será uma quebra de paradigma. Aquilo que consideramos como sendo a base de nossa formação pode facilmente ruir.
O que faremos nesta hipótese? Como reagiremos? Podemos avaliar essas perguntas sob vários ângulos. Através de uma visão do macrocosmo, ou seja, a reação de nosso planeta, ou por uma visão do microcosmo, como por exemplo a reação de nossa cidade, de nosso bairro ou ainda de nossa família. Dos vários ângulos que podem iluminar o assunto, vou me ater ao microcosmo, o lado individual, aquele que formou o meu paradigma de vida. Em primeiro lugar, será que acreditaríamos nas possíveis verdades que esses seres trariam? A nossa formação sempre traz um pouco de nossa experiência ancestral. Trata-se daquele pavor atávico enraizado em nosso subconsciente, aquele medo do escuro, do desconhecido.
A Guerra dos Mundos
Para conferir um tom de maior realismo e dramaticidade, Welles fez com que fosse simulada a participação de uma equipe externa de reportagem que, atônita, descrevia em detalhes a invasão e entrevistava testemunhas estupefatas e em pânico. A reação do povo norte-americano, recém saído da maior crise econômica de sua história, período que ficou conhecido como a Grande Depressão, e às vésperas da Segunda Guerra Mundial, não poderia ser outra. Seis milhões de ouvintes estavam atentos a essas edições. Na época, o rádio era, tal como hoje a televisão, o principal veículo de comunicação.
Como se sabe, mais de um milhão de pessoas acreditou na história, acompanhando passo a passo os acontecimentos. Desses, pelo menos meio milhão não teve dúvidas de que o país estava sendo invadido por alienígenas. Não faltaram testemunhas que confirmaram a invasão em outras rádios. As linhas telefônicas da polícia, dos bombeiros e de outros serviços públicos ficaram congestionadas de gente exigindo providências e garantindo que os marcianos tinham aterrissado em seu quintal. A histeria coletiva se alastrou e pelas ruas se viam pessoas gritando, rezando e fugindo desesperadas para outras cidades.
Cabe aqui traçar um paralelo com a situação mundial atual, em que o terrorismo é a grande ameaça. Todos os dias nos são mostradas, em detalhes, cenas de mutilação e de horrores indescritíveis — sem falar da violência que toma conta principalmente dos grandes centros urbanos. Vivemos em constante medo, intranqüilidade e insegurança, tanto em nível local como planetário. Da mesma forma que em 1938 se associavam os medos, perigos e incertezas a uma hipotética invasão de marcianos, hoje, mergulhados que estamos em uma sociedade em que os medos, os perigos e as incertezas foram agravados, acreditamos que os extraterrestres podem a qualquer momento invadir a Terra para nos conquistar.
O pânico, em uma situação como essa, é praticamente inevitável. Desde cedo somos instruídos a obedecer e a admirar certos padrões. Qualquer coisa que fuja minimamente do padrão considerado ideal, tendemos a relegar às categorias das coisas indesejáveis, repelentes e assustadoras. Ainda que muitos assegurem que não se surpreenderiam, isso não ocorreria já que fomos treinados na cultura do medo, ou seja, fomos treinados para sermos assustados. Espero sinceramente que esteja errado nessa minha suposição de que o pânico se disseminará inevitavelmente por todo o planeta. Peço apenas ao Criador que permita estar presente neste grande momento.
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