ARTIGO

Por A. J. Gevaerd

Presença alienígena na Terra: ameaça ou esperança para a espécie humana?

Categoria: ATAQUES EXTRATERRESTRES | REFLEXÕES

Um ser estranho ao ambiente penetra em uma residência através das paredes. Está acompanhado de outros como ele, que, sem qualquer respeito pelas leis da física que conhecemos, simplesmente atravessam os tijolos. Caminham sem se mexer em direção ao quarto do casal. São envoltos em uma intensa aura luminosa, portam estranhos instrumentos metálicos e vestem uniformes inteiriços. Um a um, vão atravessando as divisões internas da residência, flutuando alguns centímetros acima do solo. Chegam ao quarto e contemplam o profundo sono de um homem ao lado de sua esposa, que parece já saber o que irá lhe acontecer — isso já se passara com o mesmo casal inúmeras vezes. E tal como naquelas inusitadas situações, a mulher tenta reagir à ação dos estranhos, que há anos já não são totais desconhecidos dela. Enquanto isso, o homem dorme como se nada estivesse acontecendo. Seu sono é incomum e nada, nem mesmo os gritos da mulher, o acordam.

 

Os intrusos sabem bem o que querem daquela senhora, pois já estiveram com ela antes e a usaram em experimentos inexplicados e invasivos. Eles a seguram e examinam seu corpo detidamente, recolhem amostras de seu cabelo e pele, administram a injeção de um estranho líquido gelado que, ao entrar em seu corpo, faz a mulher sentir-se ainda mais impotente para reagir ao sombrio exame médico. Por fim, cessadas as coletas e manuseios, os homens afastam-se da cama e pronunciam algumas palavras sem mexerem suas bocas. “Não tema, você já nos conhece e sabe que foi escolhida”. A mulher ouve a frase em seu cérebro, sem entender como. E ao pensar em uma resposta para dar-lhes, antes mesmo de formulá-la, já recebe em sua mente a explicação dos estranhos. “Mas por que eu?”, indaga. “Temos os nossos critérios”, respondem os estranhos, virando-se e dirigindo para a parede, que atravessam como em um passe de mágica.

Olhos invisíveis observam

Eles desaparecem na escuridão, quando o marido, sem saber por que, acorda e vê a mulher aos prantos. Ambos conseguem apenas ir até a janela e ver os intrusos entrando em um veículo discoide e silencioso, estacionado a alguns metros do solo no jardim à frente. Os seres entram naquela máquina flutuando, sem pressa. Ela é gigantesca e aterradora. A mulher, bem consciente, e seu marido, ainda atordoado, veem o aparelho erguer-se no ar lentamente. Sentem que olhos invisíveis os observam, mas estão impotentes para reagir. Pensam em ligar para a polícia, mas o que diriam?

 

Tentando compreender o que se passara, a mulher mostra ao marido as cicatrizes deixadas pelos estranhos: pele raspada no queixo e abdome, um furo na altura do joelho da perna esquerda e uns estranhos arranhões nas costas e pulsos. A mulher cobra do homem uma razão para seu sono demasiado, quando ela corria perigo nas mãos daqueles estranhos, mas ele não tem a menor explicação para seu involuntário descaso.

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Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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