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Agroglifos: mensagem ou fraude? Uma resposta aos artigos de Marcelo Gleiser na Folha de S. Paulo

21.06.11 - 15h07
crédito: Imageshack
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Ainda os velhinhos Doug e Dave?

É impressionante a facilidade com que o doutor Marcelo Gleiser se lança na aventura de escrever – e emitir opiniões – sobre temas que não conhece e fora de suas áreas de especialidade, a astronomia e astrofísica. E extremamente decepcionante quando o faz, demonstrando não ter nem as mais básicas referências sobre os assuntos sobre os quais decide tratar, a exemplo da Ufologia, como ele fez em dois recentes artigos na Folha de S. Paulo, sendo o último no dia 19 de junho, “Agroglifos: mensagem ou fraude” [Confira os textos abaixo].

Em primeiro lugar, o que o doutor Marcelo Gleiser precisa saber é que, após mais de seis décadas de pesquisas do Fenômeno UFO, o assunto já não admite mais a manifestação de meras "opiniões" – e muito menos as desinformadas, como as suas. Não, senhor, a Ufologia não é matéria de opinião, mas de informação, algo que o respeitável cientista demonstra não ter – o que é, no mínimo, um assombro, visto o cargo que ocupa e a responsabilidade que deveria demonstrar para com seus leitores.

Sobre os agroglifos, por exemplo, o doutor Marcelo Gleiser aparenta quase nada saber, mas ainda assim faz julgamento da questão, com a presunção de querer contestar um fenômeno sobre o qual se debruçam cientistas, governos e militares há décadas, sem respostas. Ele erra nos dados mais primários que expõe e contesta sobre o assunto, a exemplo do tamanho desses fenômenos. O doutor Marcelo Gleiser deveria saber, pelo menos, que muitos dos agroglifos chegam a ter 600 e até 800 m de comprimento de ponta a ponta, ou seja, são muito maiores do que um campo de futebol. E alguns podem chegar a mais de mil objetos desenhados nos campos, organizados na figura de uma maneira geométrica perfeita. Por favor, não menospreze isso.

E explicar sua natureza, como fez o doutor Marcelo Gleiser, citando alguns documentários pobres e referências simplistas a fazendeiros, é debochar da inteligência do leitor. É evidente que existe muito lixo na literatura a respeito dos agroglifos, como em todas as áreas do conhecimento humano, mas há um volume absolutamente significativo e valioso de documentação a respeito de sua manifestação, partindo principalmente de cientistas, seus colegas, igualmente perplexos diante do enigma – até mais do que os ufólogos, que são os estudiosos mais interessados em entender o enigma, mas não os únicos.

Para se ter idéia da desinformação do doutor Marcelo Gleiser quanto à questão, ele ingenuamente cita os velhinhos Doug Bower e Dave Chorley como autores da figuras nos campos ingleses, afirmando que elas passaram a surgir quando eles admitiram isso, em 1978. Ora, o cientista não sabe ou não se informou sobre o fato de que Bower e Chorley fizeram alguns círculos toscos e enjambrados, totalmente diferentes daqueles que surgiam nas mesmas noites em que operavam, espantosa e simultaneamente em dezenas de outras localidades do Reino Unido. A história de Bower e Chorley é uma piada desde exatamente 1978, quando fizeram a infundada alegação de serem autores de todos os agroglifos – o que se sabe ser absolutamente impossível há duas décadas, pelo menos. E de lá para cá, quando o fenômeno realmente esquentou, parece que nada mais o senhor doutor Marcelo Gleiser pesquisou sobre o assunto.

Para sua informação e do leitor, o fenômeno dos agroglifos está classificado pelo próprio governo inglês como um dos maiores enigmas da atualidade, desde 1984. Embora tenham surgido na Inglaterra, e muito antes de 1978, como o respeitável cientista pensa, o fenômeno está amplamente espalhado pelo mundo desde os anos 90. São mais de 20 mil figuras catalogadas em 30 países, mais de 40% delas devidamente pesquisadas. Seriam todas a ação dos velhinhos? Poderiam todas ser explicadas em tons tão simplistas? E os agroglifos também chegaram ao Brasil em 2008, em Santa Catarina, em casos espetaculares e desafiadores – que eu tive o privilégio de investigar “in loco”. Fico curioso em saber o que o doutor Marcelo Gleiser teria a dizer a respeito deles...

Enfim, o cientista estaria prestando melhor serviço aos seus leitores caso se mantivesse em suas áreas de especialidade, nas quais é imbatível. E se abstivesse de falar sobre temas que não domina, como a Ufologia, campo que é extremamente sério, mas que ele parece não saber ou não quer reconhecer. Neste caso, aliás, sugiro que ouça com muita atenção o que diz um de seus mais distintos colegas, o doutor Michio Kaku, que não apenas está muito bem informado sobre a questão da presença e ação alienígena na Terra, como também está visivelmente empenhado em debater com seriedade este assunto com a sociedade, sem superficialidade, sem opiniões vazias. Um exemplo a ser seguido não apenas pelo doutor Marcelo Gleiser.

À Folha da S. Paulo sugiro fortemente que, quando quiser publicar uma matéria sobre Ufologia, que contate um ufólogo competente, não alguém que no máximo tem opiniões a dar, e desinformadas. Nós, ufólogos, se requisitados, prometemos não falar de astronomia e astrofísica, pois reconhecemos que não são nossas especialidades e não teremos a leviandade de emitir opiniões sobre áreas que não dominamos.

Por fim, alguém também deve explicar ao doutor Marcelo Gleiser, a propósito de seu artigo anterior na Folha da S. Paulo, que o filme da suposta autópsia em um ser extraterrestre, que ele apenas agora desconfia ser fraude, já é amplamente dada como tal desde que surgiu no cenário, nos anos 90. Se ele lesse um pouco mais das fontes certas, teria esta informação e pouparia o leitor de explorar sua memória sobre tema tão batido e já devidamente explicado.

A. J. Gevaerd
Editor da Revista UFO Brasil
Presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV)

Nota da Redação UFO: A seguir você confere os dois textos de Marcelo Gleiser publicados no jornal Folha de São Paulo: Quero acreditar, mas cadê os ETs?
(Publicado em 12/06/2011)


Pelo que nos ensina a ciência moderna, tudo indica que a vida seja rara no Universo, e mais rara ainda a vida inteligente

Recentemente, apareceu um vídeo no YouTube sobre uma misteriosa estrutura em Marte. O produtor do vídeo sugere que a forma cilíndrica é uma construção de origem alienígena, "talvez uma garagem enorme". (Eis o link: www.youtube.com/watch?v=6ZeDc8fubAA). É incrível a vontade que temos de achar vida em Marte, mesmo após já termos enviado várias sondas para lá, que encontraram apenas muita poeira e pedras no planeta.

Hoje trago de volta um clássico desse fenômeno cultural, o vídeo da necrópsia de um ET (video.google.com/videoplay?docid=-5830866 813023883728#). Você assistirá, boquiaberto, à autopsia do cadáver de um ET, supostamente encontrado nos escombros de sua nave espacial, que caiu (foi abatida?) em Roswell em 1947, no deserto do Novo México.

O vídeo coincide com os relatos de pessoas que dizem ter sido abduzidas por ETs: a cama cirúrgica, médicos fazendo uma bateria de testes, várias partes do corpo removidas e cuidadosamente examinadas.

Pena que Ray Santilli, o produtor responsável pelo vídeo, admitiu que era falso. (Se bem que disse que algumas partes eram originais, só para manter o suspense.) Por que milhões de pessoas acreditam nessas bobagens a ponto de ficarem ofendidas se forem contrariadas? Fãs de "Arquivo X" lembram do pôster na sala do agente do FBI Fox Mulder: "Eu quero acreditar". Crer para ver suplanta o ver para crer.

Usando tecnologia atual, a viagem até Alfa Centauri, a estrela vizinha a 4,4 anos-luz do Sol, demoraria mais de 100 mil anos. As distâncias interestelares são gigantescas. E, infelizmente, túneis na estrutura do espaço-tempo, os chamados "buracos de verme", ainda não foram encontrados.

Fora as diversas dificuldades tecnológicas envolvidas em viagens interestelares, não há uma única prova concreta de que ETs de fato estiveram por aqui. Infelizmente, o vídeo é falso, como são todos os outros. Não há uma conspiração secreta entre cientistas e o governo americano. Quem mais do que um cientista adoraria ter provas concretas de inteligência extraterrestre?

Não detectamos sinais de rádio vindos do espaço ou amostras de tecnologia alienígena. Visões dos famosos objetos voadores não identificados, na maioria, podem ser explicadas por distúrbios atmosféricos, balões de alta altitude ou por aeronaves diversas em condições de baixa visibilidade.

Relatos pessoais, ou mesmo de grupos, vídeos de coisas estranhas flutuando nos céus, nada disso pode ser aceito cientificamente como prova da existência de visitantes extraterrestres. (Aliás, por que ETS, tendo tecnologia para cruzar a galáxia, precisam de luzes? Eles não sabem que podem ser vistos por nós?) O assunto é importante demais para nos deixarmos levar por oportunistas ou por emoções fortes.

Pelo que nos ensina a ciência atual, tudo indica que a vida seja rara no Universo. Muito mais rara ainda a vida inteligente, especialmente a que constrói espaçonaves. É hora de aceitarmos nossa solidão cósmica e tomarmos conta do que temos. Mesmo se os ETS existirem, é bom não contar com eles para resolver nossos problemas. Obviamente, até agora não fizeram nada de útil.

Agroglifos: mensagens ou fraude?
(Publicado em 19/06/2011)


Que mensagem é essa dos círculos cortados em plantações, que precisa ser escrita sempre à noite e sem nenhuma testemunha?
Após meu texto da semana passada ter abordado o vídeo com a autopsia de um alienígena, achei pertinente continuar o tema, investigando agora outro sinal de que "eles" nos visitam: os misteriosos agroglifos. Desde o final dos anos 70, eles se espalham pelo mundo.

Antes, um esclarecimento: agroglifos são padrões simétricos do tamanho de campos de futebol que são cortados em plantações de trigo (em inglês, são "crop circles", algo como "círculos em plantações".)

Talvez o leitor se lembre do filme "Sinais", de 2002, dirigido por M. Night Shyamalan e estrelando Mel Gibson como um reverendo cujos campos recebem essas mensagens. Nesse filme, os padrões são um código para direcionar naves de ETs em sua invasão. O longa faturou cerca de US$ 410 milhões.

Se você buscar por "agroglifos" na internet, encontrará dezenas de belíssimas imagens, retratos dos vários tipos de padrões cortados em plantações trigo, principalmente no Reino Unido (pobres fazendeiros!) Alguns parecem mandalas, outros têm aparência mais abstrata. Recentemente, surgiu um perto de um radiotelescópio, com o rosto de um ET e um disco perto -um CD gigante com uma mensagem para nós (veja o link: http://www.youtube.com/watch?v=-4CYcp5wObs).

Vários documentários se dedicam ao assunto. Um bem sensacionalista, dirigido por William Gazecki ("Agroglifos: Busca Pela Verdade"), entrevistou "autoridades" que confessaram não entender o mistério, atribuindo-o à ETs ou fenômenos paranormais. Outro, mais sóbrio, apresentado pela NatGeo na série "É Real?", mostrou como é relativamente fácil fazer os agroglifos.

A revista "Scientific American" publicou, em 2002, as confissões de um criador de agroglifos, o autor Matt Ridley. Em suas palavras: "Trate autoridades com ceticismo e verifique se não têm algum interesse na história ""muitos cerealogistas ganharam dinheiro escrevendo livros e guiando turistas boquiabertos por fazendas com agroglifos. Quanto à identidade dos criadores, incluindo os recentes com formas fractais, acredito mais provável que sejam estudantes do que ETs."

Formas geométricas fractais estavam em voga nos anos 90, quando esses padrões começaram a aparecer nos campos. Teria sido genial se esses agroglifos tivessem aparecido bem antes de Benoit Mandelbrot ter inventado os fractais. Mas esse tipo de prova de inteligência ET nunca ocorre.

Aliás, agroglifos só começaram a aparecer em 1978, quando dois ingleses, Doug Bower e Dave Chorley, confessaram ter criado esses padrões para assustar as pessoas. Mesmo assim, há quem continue acreditando na origem misteriosa dos agroglifos. Se seu objetivo é trazer uma mensagem, por que não o fazem em frente a testemunhas? A coisa ocorre sempre à noite, em segredo. E que mensagem é essa que precisa de grandes áreas em plantações, escrita continuamente por mais de 30 anos? Ou ela é muito complexa ou nós somos primitivos demais para entendê-la.

Talvez alguém esteja se divertindo às custas da necessidade de se acreditar no que não existe. Pergunto: o que existe, com sua beleza e grandiosidade, não é suficiente?


Veja minhas dicas sobre a pesquisa dos agroglifos, em artigos da Revista UFO, mais referências, fontes e documentários. Basta clicar aqui
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A Ufologia Brasileira de luto pela perda de dois de seus principais pioneiros

01.04.11 - 10h41
crédito: Arquivo Revista UFO
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Dois pilares da Ufologia deixaram a existência física, mas permanecerão orientando e inspirando-nos por onde estiverem

Já não temos mais a companhia de ufólogos que começaram suas atividades de investigação praticamente na época do surgimento do Fenômeno UFO, ainda nos anos 40 e 50, e que ajudaram a construir a pesquisa do assunto no país e a mentalidade que hoje nos faz ter a certeza de que não estamos sós.

Dias 10 e 12 de dezembro de 2010 — datas que ficarão para sempre na história da Ufologia Brasileira, por marcarem o falecimento de nossos grandes pioneiros José Victor Soares e Irene Granchi. Ele às 06h00 do dia 10, uma sexta-feira, no interior do Rio Grande do Sul. Ela pouco depois do almoço do dia 12, domingo, no Rio de Janeiro. Suas partidas abalaram como nunca antes a comunidade ufológica, que hoje se sente órfã. É difícil falar em Ufologia neste país sem falar da história de vida de Victor e de dona Irene, ele consultor e ela presidente do Conselho Editorial da Revista UFO desde o início de nossa trajetória. Inspiradores de nosso trabalho, conselheiros fiéis, amigos eternos, ambos também eram estrangeiros que adotaram o Brasil — Victor nasceu nos Açores, em 1931, e dona Irene na Alemanha, em 1913.

Victor vinha lutando obstinadamente contra o câncer, mas não resistiu e nos deixou aos 79 anos. Dona Irene, apesar da saúde agravada pelo diabetes há décadas, partiu aos 97 anos, recém completados. Suas influências sobre a Ufologia Brasileira se confundem com as que produziram sobre a Revista UFO. Tive a honra e a alegria de compartilhar a companhia e receber os ensinamentos de ambos desde minha adolescência, aprendendo muito com estes grandes mestres que ajudaram a edificar a disciplina no Brasil. Foi seguindo seus exemplos de vida e contando continuamente com sua inspiração que um dia, em 1985, lancei a revista Ufologia Nacional & Internacional, substituída em 1988 pela UFO — hoje a mais antiga publicação especializada na pesquisa dos discos voadores em todo o planeta Terra. Jamais teria conseguido sem a ajuda deles, e também de um terceiro grande personagem de nossa história, o general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa, falecido em 1996. Este sempre foi o triângulo sobre o qual esta publicação foi edificada.

"Uma instituição de pesquisas"

José Victor Soares deu inestimáveis contribuições à Ufologia Brasileira e foi entrevistado várias vezes por esta revista, sendo a última na edição UFO 147, em um trabalho realizado pelo colaborador Daniel Conrado. Ele tinha artigos publicados também na Inglaterra, Argentina, França, Espanha e Itália. Sua maior contribuição estava na investigação de campo, modalidade que ensinou a gerações de ufólogos. "Deve-se ir aonde os fatos ocorrem e olhar as testemunhas nos olhos", ensinava. Investigou exemplarmente casos de abduções e mutilações de animais, principalmente no Rio Grande do Sul. Era meticuloso e detalhista, mantendo arquivos impecavelmente organizados, apesar de suas humildes condições. "O Victor não é um ufólogo, é uma instituição de pesquisas", dizia o general Uchôa. Ele jamais deixava de atender com atenção a todos que o procuravam. Passei inúmeros finais de semana em seu sítio, desfrutando de sua amizade, de sua sabedoria e também de sua enorme hospitalidade.

Irene Granchi também teve forte penetração na Ufologia Mundial, deixando um legado igualmente valioso. Ela foi a primeira ufóloga brasileira e sempre demonstrou muita dedicação e esforço, sem se importar com os riscos pelos quais passava para realizar seu trabalho, iniciado depois de avistar um UFO nos anos 40, no interior do Rio de Janeiro. "Jamais descansarei enquanto não descobrir tudo o que puder sobre estes aparelhos", dizia. E nunca descansou, seguindo sua vocação para pesquisar e ensinar Ufologia a várias gerações. Ela conviveu com grandes luminares estrangeiros, como J. A. Hynek, Jim e Coral Lorenzen, com os quais levou nossos principais casos para o conhecimento de todo o planeta — por suas mãos passaram as mais impressionantes abduções, como as de Antônio Villas-Boas e de Luli Oswald, entre dezenas. Também foi entrevistada pela Revista UFO em várias ocasiões, sendo a última a edição 146, em um trabalho do ex-consultor Cláudio Suenaga.

Fui igualmente recebido inúmeras vezes por dona Irene, sendo a primeira em 1982, aos 20 anos, quando, sem nunca ter me visto antes, me hospedou durante minha participação em um evento que promovia no Rio. Em meus momentos ao seu lado, aprendi uma outra dimensão do Fenômeno UFO, que ela já conhecia bem antes de todos nós: seu aspecto imaterial. "Não importa tanto saber como funcionam estas máquinas, mas sim quem as pilota, de que são feitos esses seres, como pensam e como nos vêem", dizia.

"Eles podem ser muito diferentes"

Já nos anos 80 dona Irene sabia de coisas sobre a presença alienígena na Terra que apenas hoje muitos ufólogos suspeitam. Victor também. Para ele estava claro, desde o princípio da Era Moderna dos Discos Voadores, que estávamos sendo visitados por inúmeras espécies cósmicas. "E se é assim, é óbvio que eles podem ser muito diferentes entre si", falava. Mas o que unia estes grandes personagens da Ufologia Brasileira eram duas qualidades raras: pesquisar a fundo o fenômeno e compartilhar os resultados sem reservas. Eles me ensinaram o que pratico até hoje: Ufologia só se faz com a mente aberta, com os pés no chão e com a divisão de informações. Ninguém faz Ufologia de qualidade sozinho.

Além de toda a contribuição que José Victor Soares e Irene Granchi deram à Ufologia Brasileira e Mundial, eles também podem ser considerados os primeiros em nosso país na busca da abertura ufológica, denunciando as ações governamentais de acobertamento e a política internacional de sigilo aos UFOs. Eles são, por isso mesmo, inspiradores da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e de sua vitoriosa campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, que hoje rende a eles sua eterna homenagem, ao lado de todo o Conselho Editorial da revista que ajudaram a fundar e a construir, e cuja trajetória solidificaram com seus exemplos. Se estamos perto de completar quase três décadas de existência, com certeza, foi seguindo o legado desses dois pioneiros.

Que descansem em paz!

"Pesquisei muitos casos de observações de UFOs e contatos com seus tripulantes, mas a sensação que eu tenho é que, quanto mais tento encontrar respostas para o fenômeno, mais perguntas aparecem à minha frente." (Irene Granchi)

"A investigação dos discos voadores deve acontecer no local onde os fatos se dão. O ufólogo deve ir lá, conhecer o local, examinar as evidências. Mas, sobretudo, deve ‘sentir’ as testemunhas, ver como elas estão." (José Victor Soares)

Nota: texto publicado na seção Mensagem do Editor de UFO 174, fevereiro de 2011. Veja fotos de Dna Irene e Victor Soares, clicando aqui.

Os verdadeiros arquivos X estão no Uruguai

23.11.10 - 14h07
crédito: Arquivfo UFO
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Coronel Ariel Sanchez e eu, durante visita às instalações do CRIDOVNI

Acabo de chegar de um ciclo muito proveitoso de viagens internacionais. Neste ano fiz inúmeras viagens, todas para realizar palestras e contatos com ufólogos, testemunhas e autoridades de vários países. Fui ao México, Estados Unidos, Itália, San Marino, Portugal e Chile. E agora, em novembro, fiz palestras na Argentina e no Uruguai, nações onde busquei estabelecer, como sempre, uma aproximação das comunidades ufológicas locais com a Ufologia Brasileira, tal como fiz no Chile, em maio.

 

Na Argentina fiz palestra precisamente na área de maior incidência ufológica do país, o Cerro Uritorco, a 100 km de Córdoba, uma espécie de “Serra da Beleza argentina”. Lá, sondas e UFOs são observados em regime freqüente e muitas vezes em plena luz do dia, e é na pequena Capilla del Monte, cidade de pouco mais de 20 mil habitantes da região, onde o Centro de Estudios Ovniológicos (CIO) estabeleceu sua sede. Fui convidado de seu presidente, “don” Jorge Suarez e sua esposa Luz Mary, que comandam um pequeno, mas ativo grupo de pesquisadores na região.

O evento de Capilla foi o 13º Congresso Internacional de Ovnilogia [Veja galeria de fotos, clicando aqui], ocorrido de 05 a 07 de novembro, que reuniu personalidades de vários países, como os argentinos Carlos Iurchuk, Mario Gorosterrazú e Oscar Raúl Mendoza, o canadense Alfred L. Webre (considerado o líder mundial da chamada Exopolítica) e os peruanos Ricardo González, Grethel Mendizabal e Julio Chamorro, comandante da Oficina de Investigaciones de Fenómenos Aéreos Anómalos (OIFFA). Oficina significa escritório em espanhol. A OIFFA é o grupo oficial de pesquisas ufológicas instalado no quartel-general da Força Aérea do Peru (FAP).

De lá fui ao Uruguai e participei do I Congresso Internacional de Pesquisa de Fenômenos Aeroespaciais e Terrestres [Galeria de fotos, clique aqui], de 12 a 14 de novembro, o primeiro grande evento de Ufologia do país e o primeiro do mundo – de que se tem conhecimento – a ser apoiado oficialmente pela força aérea de um país. Nesta ocasião também estiveram reunidas personalidades de várias nacionalidades, como o chileno Rodrigo Fuenzalida, as argentinas Silvia e Andrea Simondini e um elenco de estrelas da Ufologia Uruguaia, incluindo Daniel Silvera, Carlos Rodriguez e Ariel Sanchez, coronel da Força Aérea Uruguaia (FAU).

Fiquei um dia a mais em Montevidéu com o propósito exclusivo de seguir minha agenda de aproximar a Ufologia dos diversos países do continente, como fiz antes no Chile e Argentina. E lá entrevistei longamente o coronel Ariel Sanchez, navegador e controlador de vôo que é comandante da Comissão Receptadora e Investigadora de Denúncias de Objetos Voadores Não Identificados (CRIDOVNI). A entidade é um dos poucos órgãos oficiais do mundo dedicados à pesquisa ufológica. A longa entrevista será publicada em breve na UFO.

Por incrível que pareça, a Ufologia é praticada oficialmente no Uruguai, desde 1979, através da CRIDOVNI, assim como se faz no Peru com a OIFAA, desde 2001, e no Chile com o Centro de Estudios de Fenómenos Aéreos Anómalos (CEFAA), desde 1997. Todos são países bem menores do que o Brasil e, no entanto, têm órgãos oficiais de pesquisa ufológica. Conheci todos a fundo, assim como seus integrantes e líderes. E o que temos que buscar no Brasil, agora que o Governo liberou seus arquivos secretos, é uma entidade semelhante, que seja oficial e mantida com recursos do Estado, e composta por ufólogos civis e militares. Se o Uruguai, o Chile e o Peru têm algo assim, porque não o Brasil?

Esta, aliás, é a proposta central da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, que lançamos em 2004 através da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Ela é vitoriosa, como se sabe, e fez o com que o Governo Federal abrisse seus documentos ufológicos secretos de 1950 a 2009, e declarar oficialmente que há registros de observações de UFOs no Brasil. Mas, apesar da desclassificação, o que nos falta é esta referida comissão, prometida, entre outros, pelo próprio brigadeiro Luis Carlos da Silva Bueno, ex-comandante da Aeronáutica, em maio de 2005. Este deve ser nosso objetivo primordial em 2011, e para alcançá-lo precisaremos muito contar com o apoio de toda a Comunidade Ufológica Brasileira.

Voltando ao Uruguai, quero dizer que fiquei surpreso ao ver como trabalha a CRIDOVNI, e regressei cheio de idéias. Não há segredo sobre suas atividades naquele país e a população sabe da existência e como funciona o órgão, que é oficial porque foi criado através de determinação governamental dentro da Força Aérea Uruguaia (FAU). Os membros da CRIDOVNI são de fato ufólogos profissionais, pois têm seus salários pagos pela FAU. Eles servem à arma em atividades regulares e usam parte do tempo de serviço para a pesquisa ufológica, estando de plantão para qualquer chamado.

A CRIDOVNI tem escritórios dentro das instalações da FAU e conta com assistência de laboratórios, universidades, centros diversos etc espalhados pelo país, para seus trabalhos. Todos estes institutos se sentem honrados em colaborar com o órgão. No domingo, dia 14, conversei longamente com o tenente Daniel Silvera, secretário da entidade, que me contou detalhes de sua fundação e funcionamento. Silvera disse que, assim como os demais, pode receber ligações a qualquer instante de qualquer parte do país de alguém relatando um UFO. Daí segue-se uma rotina que todos têm como parte de suas vidas há anos: a coordenação da CRIDOVNI se reúne e decide quem vai atender ao chamado, e para lá vai a equipe convocada, fardada e com carro da Aeronáutica, câmeras, equipamentos etc.

Os integrantes do órgão chegam ao local do fato, falam com as testemunhas, levantam todos os dados, recolhem amostras e evidências (se existirem), e voltam à capital para que tenha início a investigação, seguindo um rigoroso padrão metodológico. Eles são meticulosos e detalhistas, e todos têm formação profissional técnica. Uns são engenheiros, outros químicos, outros psicólogos etc. Aplicam à exaustão o método de investigação científica, que, inclusive, já exportaram para outros países, como o Peru, onde a OIFAA os emprega (e por falar nisso, também estou entrevistando o comandante deste órgão, meu amigo coronel Julio Chamorro, que também está fazendo sensacionais revelações).

Militares como Ariel e o Daniel, no Uruguai, entre outros tantos membros da CRIDOVNI, sempre de plantão para qualquer acontecimento com UFOs, são “os verdadeiros Mulder e Scully”, e os casos ufológicos que investigam são “os legítimos Arquivos X”. Foi uma emoção muito grande saber como funciona sua estrutura. E de pensar que o Brasil fez isso num nível idêntico em 1969, com o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), em São Paulo. Sim, o SIOANI era exatamente como a CRIDOVNI, mas surgiu pelo menos 10 anos antes e era muito maior, evidentemente devido ao tamanho continental de nosso país.

No ano que se iniciará dentro de algumas semanas temos muitas atividades para desenvolver, paralelas às nossas pesquisas habituais e ao trabalho de ampla e irrestrita difusão da verdade sobre a presença alienígena na Terra, através da Revista UFO e do Portal da Ufologia Brasileira. Mas, além de tudo isso, creio que a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) deva aumentar substancialmente a pressão (ordeira e legal) sobre a nova administração do Governo Federal, inclusive aplicando novas estratégias para que a tímida abertura ufológica iniciada tenha mais êxito e que a tão sonhada comissão mista de pesquisas ufológicas oficiais seja criada.

A Ufologia Brasileira está apática. O que pode se esperar dela?

27.08.10 - 06h50
crédito: ARQUIVO UFO
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Nossa querida Irene Granchi, a matriarca da Ufologia Brasileira, é apenas um de nossos grandes pioneiros, gente que desbravou as picadas por onde hj queremos construir estradas. Estes pioneiros nos deram um exemplo a seguir, resta fazê-lo

Um recente estudo feito pela Revista UFO para testar o nível de produtividade da Ufologia Brasileira, representada principalmente por seus investigadores, grupos de pesquisas e as atividades que realizam – entre eles, os congressos de Ufologia –, mostrou um estado preocupante. A Ufologia que herdamos de nossos pioneiros está apática e com uma baixíssima taxa de produção de novas idéias, pesquisas e investigações, com poucos novos talentos e quase nenhuma atividade dos já conhecidos.

E, pior, está demasiadamente entrincheirada na internet, onde se “pratica” mais de 70% da Ufologia que acontece hoje no país, como se fosse possível dissociar a pesquisa da ação de outras espécies cósmicas em nosso planeta da tradicional investigação de campo, do contato com as testemunhas, da averiguação in locu dos fatos. Infelizmente, a maioria dos “ufólogos” de hoje pensa assim e acha que manter um site ou um blog sobre o assunto substitui a prática da Ufologia que nos ensinaram nossos antecessores.

Mais preocupante ainda é que, entre os blogs e sites que surgem a cada dia, boa parte não passa de espaços onde se repete o óbvio, com baixa criatividade e qualidade. E este óbvio é geralmente composto por material estrangeiro sem grande valor informativo, muitas vezes defasado e sem respaldo para a Ufologia de hoje, com novos fatos a desafiar nosso raciocínio a cada dia.

Tais espaços estão muito aquém da grandiosidade da presença alienígena na Terra, praticando, em geral, uma Ufologia estagnada e pouco realista. Isso quando não promovem um festival de plágio e roubo de propriedade intelectual, onde artigos de outros sites ou publicados fora da internet são reproduzidos e mantidos sem uma única menção honesta aos seus autores, com a maior desfaçatez e sem o mínimo respeito a quem gerou a informação plagiada e roubada. Esse comportamento é uma lástima que, infelizmente, parece crescer como tudo na internet, ou seja, sem controle.

O fim do intercâmbio entre os grupos


A situação dos grupos ufológicos é também desalentadora. As associações de pesquisadores tradicionais do passado, tão numerosas e ativas nas décadas de 70, 80 e ainda os anos 90, já não existem mais ou estão cada vez mais raras. Os grupos de estudiosos que antes se reuniam para discutir novos casos ou metodologias, que debatiam o assunto com vistas ao crescimento individual de seus integrantes e da sociedade – em ação que era para ela extremamente útil –, escasseiam.

Eles antes tinham nomes que verdadeiramente correspondiam à sua natureza, representatividade e atividade, mas os poucos que restam hoje, apesar de carregarem termos pomposos como “instituto nacional”, “grupo brasileiro”, “centro de investigações”, geralmente são compostos por um único elemento, que pratica sua Ufologia muito particular e pouco a compartilha com os demais.

Na mesma enfermaria em que padecem os pesquisadores individuais e grupos de pesquisas também estão outros produtos muito importantes de suas atividades, suas publicações, que no passado também eram forte característica da Ufologia Brasileira. Eram boletins, jornalzinhos e circulares ora produzidos com mimeógrafos, ora xerografados ou, coisa rara, impressos em gráficas, que continham um extrato do trabalho das entidades que os publicavam.

Hoje eles simplesmente sumiram – uma honrosa exceção, entre poucas, vai para o UFO Informe, esmeradamente produzido pelo Grupo de Pesquisas Ufológicas (GPU), de Americana (SP), que ainda circula entre estudiosos. Estes veículos, ainda que modestos, como de fato era a maioria deles, já foram dezenas no passado e tinham a importantíssima função de promover um intercâmbio sadio de informações com os grupos existentes, um verdadeiro compartilhamento de informações que hoje inexiste e não foi substituído pela internet.


A maior das ervas daninhas precisa ser combatida com energia


E o ceticismo que cresce na Ufologia, o que dizer dele? Esta é a erva daninha ainda mais destrutiva, especialmente quando parte de ufólogos antes produtivos que simplesmente sucumbiram às suas frustrações pessoais e à falta de alcance em Ufologia, e a culpam pela sensação de que desperdiçaram o tempo a ela dedicado. Vimos isso recentemente.

Mas, pior ainda, é quando o ceticismo parte de neófitos que têm zero de informação e experiência ufológica, indivíduos que, movidos por semelhantes frustrações, exteriorizam sua incredulidade até com relação aos fatos mais batidos da Ufologia, desferindo-lhe críticas para se sentirem ajustados consigo mesmos. Como alguns hoje “ex-ufólogos”, tais céticos usam um acontecimento de inigualável relevância para a humanidade – o Fenômeno UFO – para ocuparem espaço, atingirem alguma visibilidade entre seus colegas de trabalho, amigos de escola ou faculdade, parceiros de Orkut e Twitter etc, nem que para isso usem a Ufologia como tábua de escoramento de suas personalidades em conflito.

A se constatar o quadro que aí está, vê-se hoje que o ceticismo cresce em ritmo acelerado, não por ser uma opção melhor à pesquisa ufológica, mas justamente pela falta dela onde antes havia. Céticos sem qualquer conhecimento apurado da questão, cujo grande talento está na tradução de material estrangeiro para o português – geralmente publicado em países onde outros céticos igualmente deslumbrados cumprem a mesma tarefa de reverenciar mentes vazias –, sentem-se à vontade para criticar aquilo que não ajudaram a construir.

O tão alentado ceticismo na Ufologia Brasileira – por incrível que pareça, fortalecido por “ex-ufólogos” que já tiveram papel relevante na Comunidade Ufológica Brasileira e fraquejaram diante de suas frustrações pessoais –, nada mais é do que um arremedo, apenas a prática sistemática e tola de pura negação. Ele cresce, sim, mas não por ter qualidade ou por ser uma opção melhor à pesquisa ufológica, mas pela ausência de seus praticantes, que não saem mais a campo para defender o que eles sim ajudaram a construir.


Mudanças que precisamos no futuro devem começar agora


Há solução para este quadro? Sim, há. Ela pode ocorrer de duas maneiras, pelo menos. Primeiro, como resultado de algum acontecimento significativo no meio ufológico, algo que o acorde, tal como um novo Caso Varginha, uma nova Noite Oficial dos UFOs no Brasil, ou a descoberta de uma nova Operação Prato etc – ainda que a letargia possa deixar tais novos fatos passarem batidos. Ou, numa segunda opção, considerando que para a primeira tem-se que contar com uma boa dose de sorte, o meio ufológico despertar por si só, levantar-se de seu torpor e reconhecer na continuidade da manifestação ufológica no planeta, cada vez mais persistente e contundente, algo de grande importância – como parece que os ufólogos brasileiros esqueceram.

Quiçá, com isso, restabeleçam suas atividades, seu intercâmbio, a apresentação de novas idéias e o surgimento de novos talentos. E que, em momento imediatamente seguinte, a Comunidade Ufológica Brasileira refute o ceticismo nefasto que hoje se expande por não encontrar obstáculo. Enfim, que os exemplos de nosso glorioso passado inspirem as mudanças que precisamos no futuro.

Os ETs não vêm a Terra para passear

12.07.10 - 13h15
crédito: Alexandre Jubran
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O que, afinal, querem nossos visitantes?

Que razões trazem nossos visitantes espaciais a Terra? Interesse científico, turismo, curiosidade? Essa pergunta é uma das mais importantes e que mais implicações apresenta no estudo e compreensão da Ufologia. Estudiosos do mundo todo se dividem em tendências ou correntes de pensamento a respeito do que seriam os motivos pelos quais os extraterrestres estão aparecendo em nosso planeta. Alguns defendem ardorosamente a tese segundo a qual nossos visitantes seriam uma espécie de irmãos cósmicos, que vêm à Terra para nos alertar quanto a um cataclismo eminente e prestes a dizimar a humanidade do mapa universal.

Certos defensores dessa teoria imaginam até que estes mesmos seres promoveriam uma evacuação de nosso planeta. Outros ufólogos acreditam na hipótese de que os alienígenas tenham uma essência maligna e que estão vindo a Terra apenas para buscar aquilo que necessitam – células, sangue e até órgãos humanos e de animais. Os pesquisadores mais radicais dessa idéia argumentam ainda que as abduções, tão abundantes em todo o mundo, são os meios pelos quais os visitantes satisfazem inclusive seu apetite sexual, sem a menor compaixão por nós.

É evidente que ambas as idéias acima expostas são radicais e exageradas. Mas é alarmante o número de ufólogos e ufófilos do planeta que se agarram a elas como se fossem modelos perfeitos para explicar o Fenômeno UFO. Da mesma forma – felizmente – entre um e outro posicionamento existem dezenas de hipóteses que buscam tratar e compreender a questão de uma forma ponderada e, com certeza, mais responsável. No entanto, esquecem-se os ufólogos que qualquer explicação que se tente dar aos UFOs passa primeiramente pela análise de uma condição básica: nossos visitantes provêm de várias origens no Universo, o que implica, obrigatoriamente, que tenham objetivos e condutas diferenciadas com relação aos seres humanos terrestres.

Assim, o problema mais grave da Ufologia passa a ser a generalização do tema, que desconsidera por completo a natureza plural dos extraterrestres. Tratá-los como criaturas angelicais ou intrusos sanguinários é menos equivocado do que considerar que todos, sem distinção, façam parte da primeira ou da segunda categoria. Sim, alguns deles podem de fato ser nossos irmãos cósmicos buscando orientar nossa gente quanto aos problemas que enfrentaremos no futuro, sejam eles cataclismos ou de outros tipos. Assim como alguns podem ser mesmo vampiros siderais que se locupletam removendo úteros e cérebros de indefesos seres humanos.

O que falta à maioria das pessoas envolvidas em maior ou menor grau com o Fenômeno UFO é ter uma visão mais completa, abrangente e panorâmica da Ufologia. Mente aberta às possibilidades, inclusive aquelas improváveis, é absolutamente essencial para que se compreenda melhor a complexidade do tema. Dentro da Ufologia, mesmo aquilo que é considerado impossível não pode ser desprezado. Isso, evidentemente, é um fator complicador que desestimula aqueles que, movidos por interesse científico, se debruçam sobre a casuística e a encontram como uma verdadeira Torre de Babel.

ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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