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Relatos

29.08.10 - 17h25

Sinceramente não sei o motivo, mas tenho a sorte de, algumas vezes, ouvir relatos ufológicos muito interessantes de pessoas com quem, de certa forma, tenho algum grau de convivência.

 

Talvez por ser muito aberto em relação ao assunto, as pessoas vêm me dizer coisas que acabam me surpreendendo. E nessas horas, apesar de não me considerar ufólogo (nunca fiz um estudo de campo e às vezes meu trabalho me ocupa todo o tempo, o que faz com que eu "suma" por um tempo - como nos últimos dias), sinto algo que os ufólogos descrevem muito: a sensação de que a pessoa está falando algo 'verdadeiro' ou 'falso', dependendo da convicção com que diz o relato.


Vou contando essas histórias a conta-gotas aqui. 


Um dia estava subindo a escadaria do prédio onde morava até algum tempo atrás, quando o porteiro entregou a correspondência. Entre as contas para pagar (nossos credores nunca nos esquecem), estava o exemplar mensal da revista UFO. No mês anterior, o porteiro que costuma ficar naquele horário olhou-me com uma cara de 'xiiii, esse é varrido' e deu a revista. Mas naquele dia foi diferente. O rapazinho que estava na portaria me olhou com o zoião arregalado e falou:


- 'O senhor assina essa revista'?


- 'Assino sim, Miguel (nome fictício). Gosto muito desse assunto'.


Foi a senha. Pelos 15 minutos seguintes o cara me contou dois 'causos' de arrepiar.


Antes de vir para São Paulo, Miguel morava em sua terra natal, no interior de Pernambuco, em zona rural, tal como milhões de nordestinos que vieram tentar uma vida melhor no Sudeste brasileiro. Ele conta que, um belo dia, estavam ele, pai, mãe e onze irmãos na parte de fora da casinha deles, no meio do nada, quando de repente apareceu um objeto em forma de disco, do tamanho de uma kombi (palavras dele), a uns 20 metros de altura e uns 10 metros à frente deles.


Pelo que me contou, o clima era o de imediatamente antes de um duelo no faroeste: silêncio total, todos prestando atenção no disco voador e este, aparentemente, prestando atenção na numerosa família. Parecia que estavam estudando quem iria atirar primeiro. E quase que a iniciativa foi do pai do Miguel. Ele pegou a garrucha que estava à mão e mirou para o objeto. Mas, sábia decisão, todos os outros imploraram para que ele não fizesse nada, e ele obedeceu. O objeto pairou mais um tempo e depois sumiu, em disparada.


O segundo caso foi ainda mais estranho. Como no meio do mato não tem 'toilette', em uma caminhada nosso camarada resolveu fazer xixi no próprio mato, como todo bom filho de Deus. Mas de repente, no meio do ato, ficou paralisado e apagou. Acordou deitado no chão, e quando levantou não estava sujo nem de terra, nem de urina. Estava limpinho. E importante: ele notou um lapso temporal, que não soube precisar de quanto tempo, mas que foi significativo, segundo o próprio Miguel.


É esse tipo de coisa que a ciência não prova (afinal, não dá para pedir aos tripulantes do disco voador para repetir a experiência), mas é uma evidência que, pelo que senti nos gestos e na fala do meu interlocutor, era de uma situação bem real.


Miguel ainda me disse que havia feito uns desenhos do tal objeto, mas que a mulher dele jogou fora, dizendo que aquilo era 'coisa do demônio'.


Subi para o apartamento feliz, pois havia ouvido relatos contundentes, de uma pessoa simples, trabalhadora, batalhadora e honesta como milhões de brasileiros, que teve uma experiência fora do comum e que tinha orgulho de relatar.


Passou um tempo, dei um exemplar da revista UFO a ele.

Nibiru

14.08.10 - 09h16

Há algum tempo o tema Nibiru ocupou o centro da pauta ufológica. Este seria um eventual planeta, situado em nosso sistema solar, de tamanho maior que a Terra (dizem que de 4 a 5 vezes ou até mais) e que estaria 'a caminho' de nossa órbita, causando grande destruição em 2012.

 

A polêmica aumentou com a publicação de um artigo do professor Salvatore de Salvo na revista UFO, no qual ele anunciava uma série de 'evidências' da vinda de Nibiru. Entre essas evidências, uma suposta foto vinda de um telescópio que só capta imagens em infravermelho (sic) e fotos do suposto objeto próximo ao Sol (que na verdade eram somente aqueles reflexos que aparecem em câmeras fotográficas).

 

Como resposta, um dos mais conceituados ufólogos brasileiros, Marco Antonio Petit escreveu um artigo muito bem elaborado alguns meses depois, que foi publicado na própria UFO, refutando as considerações de De Salvo, apontando inclusive a falta de evidências concretas dessa aproximação.

 

O ponto de partida para a teoria de Nibiru ou planeta Chupão seriam as profecias Maias. No explendor de seu desenvolvimento, estudiosos dessa civilização teriam escrito algumas previsões para o 'fim do mundo'. Este não é um privilégio deles, há outras fontes com histórias com a mesma finalidade (como, por exemplo, a Bíblia cristã), mas os Maias passaram a ser, ultimamente, o povo 'da moda' na hora de se falar em apocalipse.

 

Essas profecias Maias teriam dito que um planeta de órbita mais externa em nosso sistema solar viria próximo à Terra e causaria uma série de cataclismos, além de alguns dizerem também que 'chuparia' as almas impuras e somente quem 'mereceria' ficaria na Terra. Resta-nos imaginar como isso seria feito...

 

Todos os telescópios de todo o espectro da luz, tanto visível quanto invisível aos olhos humanos, e tanto de instituições profissionais quanto amadoras não corroboram nenhum dos argumentos de De Salvo e dos defensores da vinda de Nibiru. Ou estamos passando por uma grande teoria da conspiração, ou as idéias sobre Nibiru estão construídas sobre um castelo de cartas que desabará em 1o. de janeiro de 2013.

Quem quiser saber mais sobre Nibiru ou planeta Chupão pode acessar este portal, rico em conteúdo sobre o assunto.

 

E você, o que acha desse tema tão polêmico? É hora de começar a construção de um bunker ou é melhor se preocupar com coisas mais importantes? Nibiru é uma ameaça iminente ou é mais uma manifestação da ânsia humana em insistir nas teorias apocalípticas?

Missing time

08.08.10 - 22h43

Algumas pessoas que relatam contatos próximos com discos voadores dizem ocorrer um estranho fenômeno chamado 'missing time' - tempo perdido, em tradução livre.

 

Geralmente ocorre assim: a pessoa (às vezes duas ou três) está(ão) num lugar remoto, quase sempre à noite, longe de tudo - que pode ser uma estrada, um descampado, etc. - e aparece um disco voador de assalto. Se está em um carro, ele simplesmente 'pifa' - o sistema elétrico e o motor param de vez. A pessoa vê, contempla, as luzinhas piscam, às vezes aparece um alien numa janela ou escotilha, e de repente o objeto vai embora.

 

O observador olha no relógio e passam-se duas, três, quatro horas... e muitas vezes há relatos de que a pessoa não está no mesmo lugar - encontra-se em algum local a dezenas ou até centenas de quilometros de onde começou a observar o disco.

 

Para os ufólogos, é uma evidência inconteste de abdução (sequestro). Muitas vezes a pessoa é abduzida, fica dentro do objeto por horas, mas só se lembra do disco voador chegando e indo embora.

 

Em alguns casos, ufólogos com a ajuda de pessoal especializado utilizam a técnica da regressão hipnótica, e a pessoa tende a lembrar do que se passou nesse ínterim (geralmente, levada para dentro da nave, colocada numa superfície tipo cama ou maca e examinada até o último fio de cabelo. Às vezes os adbutores "trocam uma idéia" com o abduzido, mas isso é raro. Na maioria das vezes não querem saber de papo).

 

Esse é um certo 'padrão' que é relatado no mundo todo, e muitas dessas pessoas sequer ouviram falar de seres alienígenas ou discos voadores antes de declararem este tipo de ocorrência. Uma das primeiras vezes onde este fenômeno foi relatado ocorreu no célebre Caso Hill, no início dos anos 60.

 

E você, conhece alguém que já passou pelo fenômeno do "missing time"?

Almoço

04.08.10 - 22h14

Há algum tempo tive um almoço animado com os colegas do trabalho.

 

Era despedida de um deles (uma pena, muito bom profissional) e uma hora o papo desandou para tudo o que não era 'deste mundo'. E a composição da mesa (7 pessoas) era bem heterogênea nesse aspecto: tinha desde a católica praticante, passando pelos ateus convictos, um que acredita na vida em outros planetas e tem uma visão bem centrada mas 'no acredita mucho' em coisas mais viajantes, a que acredita em Deus acima de tudo e o figuraça que viaja, viaja, viaja... mas foi engraçado ouvir a linha de argumentação da galera.

 

Com essa salada de ideias, pensem na animação... imaginem o que saiu dessa salada (em tempo: saiu sim, tinha um bicho amassado na salada de um dos presentes...).


Com base nessa babel corporativa, acho que deu para captar algumas coisas que o grande público pensa e que poderiam ser melhor comunicadas:


- Ufologia não tem NADA a ver com religião. Ufologia é um tipo de estudo (sem o status de ciência) que averigua casos ocorridos com OVNIs e discos voadores, e se utiliza de ciências como química, física, biologia, sociologia, história, etc. para estudar as evidências que aborda. Eventualmente alguma coisa de religião é pontualmente estudada (presença em manuscritos religiosos antigos, por exemplo) mas não a utilização desse conhecimento como CRIAÇÃO de religião.


- Ufologia não é como filme da Disney - não é glamour, e não é ação todo o tempo, as coisas não acontecem num passe de mágica. 99,9% do tempo é um estudo 'chato', olhar dados, estudar eviências, ler, estudar, separar o joio do trigo (que não é fácil meeeesmo)... demanda tempo e não é 'glamouroso'.


- O público em geral (e boa parte da mídia) só atenta para os casos bizarros ou sem noção. Seitas com suicídio coletivo, grupos 'new age' no planalto central... é isso que atrai público para os meios de imprensa. Provavelmente alguns que lêem esse blog nunca ouviram falar da campanha 'Liberdade de Informação Já', na qual a CBU (Comissão Brasileira de Ufólogos) solicita a abertura de arquivos militares brasileiros que falam claramente sobre o assunto (documentação essa largamente citada, comentada e mostrada neste portal). Esse é um trabalho de 'formiguinha', mas não tem 'emoção' e portanto a maior parte da mídia (e tampouco o público) não se interessa muito. Mas que vale muito para a comunidade ufológica.


O assunto ainda rendeu comentários em uma parte da tarde, mas poucos (afinal precisamos trabalhar!) e a sensação de que este é um tipo de assunto que não acabaria nunca se continuasse sendo discutido...

Enquete

18.07.10 - 12h25

Gostaria de fazer uma rápida enquete com você, internauta.

 

Você acha que a Ufologia ainda não é uma ciência constituída de maneira acadêmica por quais motivos?

 

a) Faltam provas definitivas da presença alienígena no nosso planeta;

 

b) Os próprios ufólogos falam coisas que são difíceis de acreditar;

 

c) É coisa de maluco - imagine que vai existir vida fora da Terra!

 

d) Falta alguém (ou 'alguéns') que junte(m) as evidências e sistematize(m) em uma matéria que seja verdadeiramente científica;

 

e) Outra resposta --> Qual?

 

Podem comentar à vontade!

Bem-vindos!

18.07.10 - 12h13

A intenção deste blog é conversar sobre Ufologia, discutindo os assuntos cotidianos referentes a esta disciplina de estudos e também falar de sua história.

 

Aqui o que vale é usar o cérebro numa discussão sadia, intensa e edificante. A verdade não possui propriedade e por isso conto muito com os comentários de todos para que possamos conversar muito por aqui, sempre em alto nível e discutindo idéias.

 

Este blog poderá ser útil tanto para aqueles que já estudam Ufologia há muito tempo quanto para aqueles que querem aprender um pouco mais sobre o assunto.

 

E mãos à obra!

ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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