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A equação de Drake

03.10.10 - 22h39
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O astrônomo Frank Drake.

O astrônomo norte-americano Frank Drake criou, em 1961, uma equação para calcular a possibilidade de civilizações de fora de nosso planeta eventualmente entrarem em contato conosco. 

 

Essa equação possui as seguintes variáveis:


N = R x Fp x Ne x Fl x Fi x Fc x L


Onde:

 

N é o número de civilizações extraterrestres em nossa galáxia com as quais poderíamos ter chances de estabelecer comunicação.


R = é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia (por ano).


Fp = é a fração de tais estrelas que possuem planetas em órbita.


Ne = é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas.

 

Fl = é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida.


Fi = é a fração dos planetas que desenvolvem vida que desenvolvem vida inteligente.


Fc = é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que têm o desejo e os meios necessários para estabelecer comunicação.


L = é o tempo esperado de vida de tal civilização.


Embora a equação seja bastante objetiva, o modo de calculá-la passa a ser muito subjetivo. Muitas das variáveis tem que ser calculadas na base do ‘chutômetro’, mas em outras é possível ter algum tipo de balisamento.

 

Vamos fazer um exercício. Consideraremos dois cenários: um ‘pessimista’ e um ‘otimista’.

 

No cenário "pessimista", temos:


R = é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia; cerca de 100 bilhões (100.000.000.000) de estrelas;


Fp = é a fração de tais estrelas que possuem planetas em órbita; consideremos 10%, ou seja, aqui já vamos para 10 bilhões de estrelas;


Ne = é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas; vamos supor 0,5% – vamos para 50 milhões;


Fl = é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida; vamos supor 1% - já estamos em 500 mil;


Fi = é a fração dos planetas que desenvolvem vida que desenvolvem vida inteligente; vamos considerar aqui 1% - 5 mil...


Fc = é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que têm o desejo e os meios necessários para estabelecer comunicação; 1 por cento disso... 50...


L = é o tempo esperado de vida de tal civilização; 50 civilizações estamos considerando em todo o tempo de vida da Via Láctea, que hoje segundo os astrônomos tem cerca de 10, 11 bilhões de anos, temos como saber quantas já existiram e não existe mais, quantas existem hoje e quantas estão ainda para se formar?

 

Vamos considerar dentro dessas três possibilidades que a segunda condição (quantas existem hoje) seja de 1/3 = então teríamos entre 16 e 17 civilizações com essa capacidade de comunicação conosco.

 

Vamos agora ao cálculo otimista:


R = é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia; cerca de 100 bilhões (100.000.000.000) de estrelas;


Fp = é a fração de tais estrelas que possuem planetas em órbita; consideremos 50%, ou seja, aqui já vamos para 50 bilhões de estrelas;


Ne = é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas; vamos supor 10% –vamos para 500 milhões;


Fl = é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida; vamos supor 10%; já estamos em 50 milhões;


Fi = é a fração dos planetas que desenvolvem vida que desenvolvem vida inteligente; vamos considerar aqui 10%; 5 milhões...


Fc = é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que têm o desejo e os meios necessários para estabelecer comunicação; 10 por cento disso... 500 mil...


L = é o tempo esperado de vida de tal civilização; 500 mil civilizações estamos considerando em todo o tempo de vida da Via Láctea, que hoje segundo os astrônomos tem cerca de 10, 11 bilhões de anos, temos como saber quantas já existiram e não existe mais, quantas existem hoje e quantas estão ainda para se formar?

 

Vamos considerar dentro dessas três possibilidades que a segunda condição (quantas existem hoje) seja de 1/3 = então teríamos entre 160 mil e 170 mil civilizações com essa capacidade de comunicação conosco.

 

Isso considerando o total da nossa galáxia, que tem 100 mil anos-luz. Na nossa vizinhança, para ambas as possibilidades essa quantidade acaba por ser bem menor.

 

Quanto mais nossa ciência avançar no entendimento das variáveis da equação de Drake, estaremos mais perto de calcular (ter base para uma resposta objetiva) do que de estimar ("chutar" as variáveis existentes).

 

Atualmente é "permitido" somente estimar uma quantidade muito distinta de planetas, de acordo com as premissas que colocamos na equação. Uma grandeza numérica mais refinada virá com o tempo.


E você? É um pessimista ou um otimista? Como calcularia (ou estimaria) um número final para a equação de Drake?

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Elaine Krauss Serrano 19.10.2010 às 22h14

Arodei a sua expressão "Chutômetro". Todos os envoltos com a Ufologia sabemos que a presença extraterrestre remonta a Pré-história e, a partir de 47, tornou-se oficial perante os que acreditam em vida extraterrestre, embora alguns, por burrice ainda conseguem mentir acobertando. O maior deles foi ter sabido que em determinada revista foi publicado que um rapaz com problemas mentais ocupou o lugar, provisório, de ETs, colocando-se, assim, o Caso Varginha como um engodo. E as pessoas que não têm problemas mentais e podem responder por si, não conta? Será que tendem a colocar uma pessoa que não pode responder por si como a causadora de confusões por parte de pessoas que juram ter visto seres estranhos à nossa raça? Creio que o tal homem que efetuou a equação não deve se ocupar muito de leitura sobre a Pré-história. Devará voltar aos bancos escolares, ao invés de ficar produzindo equações fora da realidade.
ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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