Livro Universo Profundo – nova capa, edição revista e ampliada.
Por Pedro de Campos
Além da Ufologia Científica, conhecida também como “militar”, a Ufologia Mística tem sido divulgada no Brasil por diversos autores norte-americanos e europeus, mas ambas apresentam tanta divergência com os postulados espíritas que dificilmente se encontra alguém no meio espiritista satisfeito com as suas interpretações. O livro Universo Profundo foi escrito com a pretensão de resolver isso.
A primeira edição deste livro saiu no final de 2003, em seguida houve uma segunda tiragem. Não havia até então uma obra que conciliasse Espiritismo e Ufologia. Antes, os aficionados liam os livros especializados, mas eventual conexão ficava apenas no íntimo de cada um. Embora o leitor pudesse ser um estudioso de ambos os temas, ainda assim, no mais das vezes, encontrava sérias dificuldades para encadear os estudos. O que de início lhe parecia simples e natural, no final tornava-se complexo e fantasioso, difícil de conciliar.
Após o lançamento de Universo Profundo não foram poucos os que puderam interpretar satisfatoriamente parte importante dos enigmas ufológicos, alcançando com satisfação uma visão espírita da Ufologia. Em razão do sucesso do livro, a Lúmen Editorial está lançando agora a terceira edição, revista, ampliada e com nova capa.
Ao longo das duas primeiras, recebemos inúmeros comunicados, solicitando-nos mais explicações sobre certos temas vinculando Ufologia e Espiritismo, o que pudemos fazer agora, nesta edição; aproveitamos para atualizar a obra nos argumentos científicos, para detalhar os pontos tidos como resumidos ou exprimir um pensamento de modo mais completo. Atendemos também à nova reforma ortográfica. Um novo projeto gráfico foi realizado, mostrando com mais ênfase os pontos em que o autor espiritual coloca sua fala direta. O propósito foi esclarecer o leitor naquilo que ele mesmo sentiu necessidade, associando a casuística ufológica ao postulado espírita dos mundos habitados.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Contato em Ilkley Moor, 01/dez/1987 – criatura verde-azulada de 4 metros de altura.
Por Pedro de Campos
Diante das intrincadas questões que nos são colocadas, vamo-nos debruçar aqui para refletir e tentar entender um pouco aquilo que a lógica espiritista dá a entender sobre a vida ultrafísica encarnada em outra dimensão do espaço-tempo (UT) e a interação dessas inteligências tanto com o homem quanto com os espíritos de pessoas falecidas.
As indagações que nos chegam são pertinentes ao estudo de entidades ultraterrestres (UTs), cujos corpos são menos materiais que o do homem. Segundo as Escrituras Sagradas há seres que povoam as profundezas do cosmos num estado corpóreo invisível aos nossos olhos. Há registros de que tais criaturas estariam visitando a Terra desde há muito, apresentando uma característica dual, ou seja, ora em estado sólido, ora luzente no céu.
Os UTs, invisíveis para nós como os espíritos, diferente destes estariam encarnados, vivendo um ciclo de vida em que se adquire experiência numa matéria menos densa que a carne. Para o homem, não é fácil entender o espírito desencarnado nem a criatura encarnada em matéria invisível, pois a constituição de ambos estaria muito além da nossa densidade. Assim como não é fácil entender os universos paralelos, onde teoricamente poderiam viver personalidades semelhantes a nós na constituição física.
Indaga-se se os UTs, estando numa dimensão rarefeita, poderiam, em estado invisível, adentrar na sociedade espírita, postada na terceira dimensão, e se comunicar com os médiuns, seja por telepatia ou materializados; e se seriam “eles” capazes de adentrar à dimensão espiritual e interagir ali como os próprios espíritos o fazem entre si.
A comunicação dos UTs com os humanos, em termos telepáticos, tem sido fartamente relatada nas sessões mediúnicas, não raro com o aparecimento de objeto voador nos céus e criatura materializada. O Caso Alexânia é exemplo clássico, do qual participou inclusive o nosso saudoso amigo Roberto Affonso Beck, autor de Ufologia à Luz dos Fatos [CBPDV, 2006], e o não mesmo saudoso general Moacyr Uchôa, autor de Mergulho no Hiperespaço [Horizonte, 1981] e A Parapsicologia e os Discos Voadores [Horizonte, 1981].
Se for considerado que se a dimensão dos UTs é a mesma dos falecidos, indaga-se - que diferença haveria entre encarnar num mundo dimensional ou ficar desencarnado numa colônia de espíritos, como, por exemplo, a do filme Nosso Lar? A princípio, a encarnação menos material não parece inócua?
Embora possa parecer que a dimensão seja a mesma, porque nos são invisíveis, ocorre que não é assim! Os falecidos na Terra e os seres UTs não estão na mesma dimensão. Cada qual estagia em plano diferente e a encanação do UT não é inócua. O homem, por sua vez, tem uma constituição corpórea e um grau evolutivo bem diferente do UT; e os espíritos da colônia Nosso Lar, por serem homens desencarnados, também possuem uma cultura e um corpo espiritual diferente da bioforma ultrafísica de outra dimensão.
Apenas por analogia, o cosmos pode ser comparado a uma imensa cebola, com camadas e mais camadas dimensionais. Em cada camada há uma vibração específica da “matéria”, uma energia diferente e um tipo de espírito inteligente cujo estágio de evolução difere do de outras camadas dimensionais. Os estádios em que a vida se assenta são diferentes! Inicia-se a escalada de progresso no degrau mínimo, mas se sobe pouco a pouco, degrau por degrau, elevando-se na “escada de Jacob” até o espírito atingir o patamar mais próximo do Criador, onde ele próprio passa a ser um co-criador em grau menor.
Na base da escalada estão os estágios mais simples, mas na medida em que a evolução avança e os degraus se elevam, o espírito quer progredir e, vencendo as dificuldades que lhe são impostas pela bioforma em que está imerso, aproxima-se da depuração total. O progresso do espírito se faz no curso das vidas sucessivas, desde a matéria mais densa até a mais rarefeita; desde a energia quase estática até a mais dinâmica e radiante; desde o espírito mais simples até o mais pleno de sabedoria e bondade.
Essas estratificações todas estão cheias de vida, em patamares variados de evolução. Os espíritos, em suas manifestações no espiritismo, dizem que a humanidade está num grau de progresso rudimentar, razão pela qual nos seria difícil entender os estágios superiores em que a vida se assenta. Falam que essa dificuldade se faz presente na Terra, mas que neste novo milênio o homem deixará seu estágio de pequenez para galgar um patamar mais alto na evolução, embora ainda distante da perfeição. O espiritismo não apregoa catástrofes, mas o avanço constante no progresso do homem, embora com percalços inerentes à sua faixa evolutiva ainda cheia de provas e expiações.
Assim como na Terra o corpo espiritual do homem é rarefeito comparado ao seu corpo de carne, no mundo menos material dos UTs a dimensão daqueles espíritos e mais sutil que a de seus corpos ultrafísicos transitórios. De modo comparativo, dir-se-ia que o homem, com veículos especiais, pode descer ao fundo dos oceanos e subir aos espaços siderais, mas não cumpre seu ciclo vital naquelas localidades, apenas as visita – sua vida e suas experiências são vividas na Terra.
O UT, por sua vez, vê os espíritos como o homem vê os orbes do cosmos (com certa “distância” e “impedimentos”), e pode ver os encarnados em corpos densos assim como vemos os peixes, podendo interagir relativamente com ambos, mas suas melhores experiências são vividas na esfera dimensional em que fora gerado. Ali, a vivência difere da dos espíritos, pois o UT, como criatura encarnada, deve preservar o seu corpo e a sua espécie – nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre.
Os espíritos, como os de Nosso Lar, por exemplo, não morrem nem se reproduzem, vivem numa esfera de vida sem tempo, pois o tempo é inerente aos seres encarnados, aguardando novo recomeço num mundo corpóreo. Cada qual, em sua esfera, com sua constituição corpórea específica, vive experiências peculiares, cujo objetivo final é a plena evolução. Mas só o espírito, foco inteligente sem forma, sendo imortal, impera na eternidade, todos os demais corpos são apenas transitórios e circunstanciais.
Os ETs, (na verdadeira acepção da palavra) por sua vez, criaturas sólidas de terceira dimensão, poderiam ser oriundos de distritos espaciais distantes no nosso universo e até mesmo de Universos Paralelos, caso se considere a Teoria M que postula não existir um único universo, mas sim o “multiverso” (muitos universos paralelos ao nosso e a outros), nos quais entidades sólidas viveriam como nós. Veja um pouco disso nos filmes abaixo.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
A mensagem de Arecibo e a réplica alienígena em Chilbolton
Por Pedro de Campos Do livro Os Escolhidos [Lúmen editorial, 2009]
A Réplica de Arecibo é o nome com que ficou conhecido o agroglifo da suposta mensagem alienígena à Terra. Ela não chegou a Porto Rico, local do radiotelescópio que os cientistas tinham enviado um “alô da Terra aos ETs”, em códigos binários, a 16 de novembro de 1974, mas em Hampshire, Inglaterra, nas plantações de trigo.
A resposta foi recebida 27 anos depois, a 19 de agosto de 2001, ao lado do radiotelescópio de Chilbolton, no terreno da instituição, que não autorizou ninguém a fazê-lo. A polícia inglesa fez exaustivas investigações para tentar achar os responsáveis, mas não encontrou indícios da ação do homem nem responsabilizou ninguém. Ao contrário, os testemunhos colhidos apontaram algo insólito – o “alô da Terra aos ETs” teria sido respondido.
O agroglifo recebido foi um conjunto de desenhos nas plantações de trigo, em forma de códigos binários, que quando decifrados, após exaustivos estudos, mostrou uma resposta à mensagem humana. A representação binária apresenta a mesma divisão da mensagem enviada pelo homem e tem sete módulos:
No primeiro – representação binária de 1 a 10: partindo de cima, a resposta alien de 2001 não apresenta alteração nenhuma, comparando-se à mensagem humana que fora enviada em 1974. O alien mostra apenas que a mesma representação binária é válida também na resposta de 2001, fazendo-se assim o entendimento recíproco, nos mesmos termos binários da linguagem cifrada original.
No segundo – elementos químicos da vida: fora inserido no módulo o elemento químico Silício (Si 14), de número atômico 14, indicando que a vida alien tem esse elemento a mais que os nossos (H1, C6, N7, O8, P15); e como sabemos que o Silício é cinza, a conotação da mensagem com o alien tipo “Cinza” foi reforçada.
No terceiro – fórmula dos açúcares e DNA: não há alteração para os açúcares e nucleotídeos em ambas as mensagens, mostrando-se comuns a ambas as espécies, ao alien e ao homem.
No quarto – dupla hélice e nucleotídeos: de modo surpreendente é mostrada no agroglifo alien, à esquerda, uma terceira hélice de DNA, num arranjo diferente: à direita, há uma alteração na base da hélice, e no centro, uma única mudança nos nucleotídeos, que divide a opinião dos peritos quanto à interpretação. Parece certo que a presença do Silício na composição da vida alien fora responsável pela terceira hélice e pela alteração substantiva no DNA, mostrado na representação.
No quinto – dados do humanóide: o módulo alien apresenta ao centro o desenho de um vulto com cabeça, tronco e membros; o volume do crânio é maior que o do homem e desproporcional ao pequeno corpo do alienígena, com os olhos grandes e bem maiores que os do homem; os braços compridos, as pernas curtas e o pequeno tronco sugerem, no conjunto, embora não iguais nos detalhes, um alien do tipo Cinza, semelhante aos relatados por seres humanos em eventos de abdução; à esquerda, a representação binária mostra uma população alienígena (em 1974), que uns pesquisadores calcularam em 4,3 bilhões e outros, em 12,7 bilhões (a diferença no cálculo se deve às representações binárias nos agroglifos, as quais não estavam nítidas para cálculo, gerando dúvidas); à direta, a representação binária permite concluir que a altura do alienígena é de apenas um metro.
No sexto – sistema planetário: a representação do sistema alienígena mostra um Sol menor que o nosso (talvez a metade, ou ainda menor; e nesta condição, segundo estudos abalizados, dificilmente haveria planeta com água líquida para desenvolver vida); mostra, também, nove planetas, como o nosso sistema (nomenclarura de 1974), definindo a grandeza de cada um deles, e diferenciando-os (não há planetas gasosos como Júpiter e Saturno, mas denota haver aqueles como Urano e Netuno); mostra haver planetas rochosos, como no nosso sistema; três orbes estão deslocados em direção ao alien, denotando ser neles o habitat alienígena – os dois primeiros são sugestivamente rochosos, mas o terceiro é diferente, tem um complexo vazado, sugerindo-nos outra dimensão do espaço-tempo, na qual parte de sua população habitaria. Sendo três as esferas habitadas, não seria de estranhar uma população alien bem maior que a nossa. Se for assim, haveria “Cinzas” tanto densos como sutis: o denso, vivendo em dois planetas, e o sutil, numa única dimensão (não se deve confundir esse tipo de vida com a espiritual, vivida nas esferas do espírito).
No sétimo – radiotelescópio alien: o último módulo, ocupando toda a linha de baixo, está representado o equipamento de transmissão da mensagem alienígena, diferente do nosso sistema parabólico de Arecibo. Pela complexidade da figura e comparando-a com o agroglifo denominado “A Flor”, surgido a 13 de agosto de 2000, no mesmo campo de Chilbolton, nota-se semelhança surpreendente entre ambos, sugestiva de que o equipamento alien já teria sido detalhado naquele desenho de um ano antes. Contudo, o suposto equipamento ainda não foi devidamente entendido.
Para quem considera os UFOs de modo apenas científico, o significado dos círculos talvez só possa ser entendido quando houver um contato de terceiro grau. Na Inglaterra, uma versão espiritualista dá conta de que o fenômeno dos círculos, formando agroglifos, poderia estar vinculado aos feitos paranormais. Outras inteligências conscientes poderiam estar fazendo o serviço. Essas inteligências estariam produzindo os desenhos, querendo mostrar ao homem sua responsabilidade para com a natureza, sem destruí-la, porque, se assim o fizer, estará destruindo a si próprio. Seria uma espécie de alerta para reflexão humana.
Curiosamente, na feitura dos agroglifos, nota-se, segundo testemunhos, que a entidade executa os desenhos com seu objeto aéreo, mas não dá nenhuma informação de si própria. Parece receosa, com medo de algo indefinido ao nosso saber. De fato, numa sessão espírita por nós observada, em 8 de outubro de 2008, para retirada de implante alienígena, uma das entidades feitoras de agroglifos, presente ao evento, mas de modo oculto, quase nada falou de si mesma. Durante a retirada, repetia um som estranho, em transmissão mediúnica à médium receptora, algo como um poema religioso: “Dza ra ben bin – Dza ra ben ban”. Segundo o espírito-médico, o mantra funcionava como prece, dando a entender o Apocalipse 4,11: “Digno és tu, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas; por tua vontade elas não existiam e foram criadas”.
Alguns sensitivos interpretam que o alienígena esteja precisando de energia provinda das plantas, como se a clorofila, responsável pela coloração verde dos vegetais, lhe servisse de seiva vital necessária ao corpo. Outros consideram que o interesse se estenderia para os minerais do subsolo. Se for assim, seja de um modo ou de outro, os agroglifos não seriam apenas desenhos para impressionar, mas enigmas para decifração. E o homem, refletindo sobre o seu significado, encontraria os porquês, servindo a prática de preparativo para contato mais efetivo no futuro.
Hoje, há quem considere que os aliens precisam de certas energias existentes na Terra e as estão colhendo nos nossos mananciais. Em razão disso, haveria receio de contato formal, porque se houvesse represália humana, a vida de uma civilização estrangeira (talvez de outra dimensão) estaria em jogo, com reflexos negativos para ambas as partes. A Réplica de Arecibo seria apenas uma alusão de que “eles” já estão aqui fazendo o serviço.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs: Os Aliens na Vião Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Uma camada de supercondutores finíssimos, com um mícron de espessura, é revestida com um wafer de safira. A Física quântica nos diz que o campo magnético penetra de forma discreta nos tubos de fluxo do supercondutor. Este, por sua vez, prende fortemente os tubos, fazendo com que flutue no ar. O efeito é chamado de “levitação quântica”.
Um único wafer de cristal de safira foi deixado com camada de um mícron de espessura e colocado junto ao material cerâmico chamado óxido de ítrio bário cobre (YBa2Cu3O7-x). A camada de cerâmica não tem propriedades magnéticas nem elétricas interessantes à temperatura ambiente. Mas quando resfriada abaixo de -185ºC (-301ºF), o material se torna supercondutor. Então conduz eletricidade sem resistência – sua perda de energia é zero.
Supercondutividade e campo magnético não gostam um do outro. Quando possível, o supercondutor vai expulsar todos os campos magnéticos do interior. Trata-se do efeito Meissner. No caso em questão, uma vez que o supercondutor esteja extremamente fino, o campo magnético penetra. No entanto, faz isso em quantidade discreta de energia (Física quântica), chamada tubos de fluxo.
Dentro de cada tubo de fluxo magnético a supercondutividade é destruída localmente. O supercondutor quer manter os tubos magnéticos fixados em áreas fracas (contornos granulados, por exemplo). Qualquer movimento espacial do supercondutor fará com que os tubos de fluxo se movimentem, a fim de evitar que o supercondutor continue "preso" no ar.
A NASA está tentando lançar as suas naves espaciais com princípio semelhante. A proposta MagLev é uma tecnologia que tem um conceito similar: poderia levitar e acelerar um veículo de lançamento ao longo de uma pista, em velocidade muito alta, antes dele deixar o chão. Usando eletricidade e campos magnéticos, um sistema MagLev de auxílio colocaria a nave espacial em um trilho horizontal até ela alcançar a velocidade desejada para, então, acionar os motores e lançar-se em órbita. Clique aqui e leia mais sobre isso. Veja também os vídeos abaixo.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs, Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 eParte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Marcos Pontes e Pedro de Campos na abertura do Cosmos X – Realidade e Mistério, uma abordagem educativa da Astronomia e Ufologia - Araçatuba/SP, 25 julho 2011.
Por Pedro de Campos
“Eu sonhei, estudei, trabalhei, persisti e venci. Como brasileiro realizei o sonho de milhões de pessoas, levando nas mãos a bandeira do Brasil pela primeira vez ao espaço. Tornei-me o primeiro astronauta do país e hoje realizo com sucesso inúmeros projetos pessoais e profissionais. Agora é a sua vez de transformar seus sonhos em realidade”, disse Marcos Pontes à plateia que lotava o auditório e as dependências externas do SENAC, onde era visto inclusive por telão, durante o concorrido Cosmos X, em Araçatuba.
O evento, já tradicional na cidade, foi promovido pelo Serviço Social do Comércio (SESC- Birigui, polo avançado de Araçatuba), em parceria com o INAPE - Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais, sendo prestigiado pelo prefeito Cido Sério, que fez a abertura do Congresso. Com apoio do grupo de comunicação do Colégio Salesiano, o evento foi transmitido pela primeira vez na Internet, ao vivo, num trabalho que recebeu mensagens e perguntas de várias partes do mundo. Os jornais Folha da Região e O Liberal, assim como a revista UFO, deram ampla divulgação ao evento, além do apoio que teve de outras importantes instituições.
Sem dúvida, o ponto alto do acontecimento foi o astronauta Marcos Pontes. Em sua fala, deixou claro que nada acontece da noite para o dia. O que verdadeiramente almejamos não se resolve apenas no desejo e na teoria. “É preciso agir!”, exclamou com entusiasmo. Para chegar lá é preciso trabalho planejado e determinação. É exatamente aí que se encaixa o seu livro, É Possível! – um verdadeiro companheiro para quem quer refletir em conjunto sobre como realizar o sonho de vencer na vida. Ele inspira, dá motivação, transmite experiência, aprendizado e instrução prática para realização de um projeto íntimo. Para o tenente-coronel da Força Aérea Brasileira, seu sonho está realizado: Missão Cumprida.
Quanto a nós, tivemos o prazer e a honra de conhecê-lo, compartilhando com ele um pouco do seu entusiasmo e da sua simpatia. Não há astronauta que vá para o cosmos e deixe de refletir sobre vida inteligente fora da Terra. Não há quem esteja naquela amplidão e não pense em Deus. Se não pensasse, “teria de achar um bom substituto”, disse Pontes. Quando se está lá em cima, o homem percebe que o acaso não existe e que ele é demasiadamente pequeno diante da monumental amplidão, cheia de beleza e harmonia, mas também cheia de mistério e complexidade, maravilhas que os olhos apenas contemplam, sem entender o alcance.
De nossa parte, no dia marcado desenvolvemos o tema A Réplica de Arecibo, explicando em detalhes a mensagem do homem enviada do radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, no ano de 1974, na qual os astrônomos Frank Drake e Carl Sagan deram um “Alô da Terra aos ETs”. O que eles não esperavam é que 27 anos depois, em 2001, nos campos de trigo da Inglaterra, ao lado do radiotelescópio de Chilbolton, uma estranha mensagem seria recebida, sendo tomada por muitos como resposta dos ETs aos seres humanos. Na conferência, mostramos os prós e os contra, examinando as chances que tem a mensagem de ser verdadeira.
Durante a nossa estadia em Araçatuba, fomos convidados pela Folha da Região para uma entrevista em seus estúdios de televisão, onde demos um panorama da palestra que seria proferida à noite, no auditório do SENAC. Também fomos convidados pela Rádio Bandeirantes de Araçatuba, na pessoa do radialista Nelson Custódio, apresentador do programa "A Voz do Espiritismo", para uma entrevista, na qual falamos longamente sobre Ufologia e Espiritismo, objeto dos nossos livros e da doutrina que professamos. O leitor poderá conferi-las nos vídeos e no áudio abaixo indicados.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Programa da Rádio Bandeirantes de Araçatuba/SP, RB – Bandsat (1210 Khz):
A Voz do Espiritismo (Clique para ver e ouvir): Apresentado por Nelson Custódio, com a participação especial da equipe do Núcleo Espiritista do Hospital Espírita Benedita Fernandes, o programa entrevistou o ufólogo e autor espírita.
Programa de TV: O “Cidade Aberta”, apresentado pela jornalista Alessandra Nogueira, produzido pela Folha da Região - Canal 21 NET, transmitido também pela Radio Cultura FM de Araçatuba, entrevistou Pedro de Campos.
Takaoka-shi, Japão (dez. 2010), movimento de luzes próximas ao pôr-do-sol - foto analizada por Toni Inajar.
Por Pedro de Campos
As catástrofes que abalaram o Japão foram agravadas com o perigo de radiação – os reatores da central nuclear de Fukushima não aguentaram. Como não poderia deixar de ser, o povo, preocupado, vê o desenrolar dos acontecimentos. Andrea Koga, moradora no Japão, receosa de um descontrole radioativo, achou nesta semana algumas nuvens parecidas com as que ela havia fotografado em dezembro último, ficando preocupada. Há três meses, ela e seus parentes fizeram algumas fotos curiosas, usando um aparelho Iphone, que captou algo indefinido nos céus de Takaoka-shi e Toyama-ken.
“Nas fotos existe uma nuvem iluminada... Naquele dia, essa nuvem se movimentava contrária as demais. E quando na imagem da foto se aumenta o zoom, nota-se o que poderia ser algumas ‘naves’ menores sobrevoando. Também achei por acaso no youtube uma filmagem, na qual aparece essa ‘mesma nuvem’ ", registrou Andrea, solicitando-nos um parecer do ponto de vista ufológico.
Na Ufologia, há consenso de que os alienígenas se interessam pelos nossos arsenais nucleares, mas observando rapidamente o vídeo e as fotos que nos foram encaminhadas, respondemos de pronto que as imagens aparentavam nuvens com gotículas de água ou com algum produto químico, no qual o Sol bate e reflete, dando-nos a impressão equivocada de algum objeto indefinido, sobrevoando o local. Mas remetemos as fotos para o pessoal especializado em imagens, buscando um parecer técnico fundamentado.
Toni Inajar, coordenador do grupo de análise de imagens da Revista UFO, examinou as fotos e o vídeo. Verificou, cuidadosamente, pedacinho por pedacinho, fazendo ampliações em pontos que poderiam suscitar algum questionamento. O especialista aplicou diversos filtros de imagem, fazendo equalização, "pixelização", contraste, intensidade, brilho, relevo, detecção de bordas e alteração de cores. Em todas, encontrou as mesmas coisas:
“1 - Nuvens de diferentes tipos, em diferentes alturas e com diferentes ângulos relativos em relação ao Sol. Isso faz com que as nuvens apresentem diferentes intensidades de brilho e coloração muito diversa umas das outras; 2 - Sujidades diversas aderidas ao vidro do veículo, as quais, devido a reflexos causados pela luz do Sol, apresentam diferentes intensidades de luz e mesmo de coloração; 3 - Nada, absolutamente nada que possa ser de algum interesse ufológico; 4 - Quanto ao vídeo do youtube, mostra um rastro de jato que por vezes, conforme as condições de vento e temperatura, pode formar uma longa espiral. E como o Sol já estava se pondo, as várias partes desse rastro em espiral aparentam diversas cores. A nuvem do vídeo e as nuvens das fotos não são a mesma coisa: nas fotos, existem Cirrus e Cúmulos, e no vídeo, somente um rastro de jato, apenas isso”. Inajar conclui sua análise técnica dizendo a Andrea: “Não foi desta vez...” E lembra que “os UFOs são fenômenos raros e fortuitos”.
Quanto a nós, estamos consternados com a catástrofe que abalou o Japão, fazendo milhares de vítimas, agravada agora com o perigo de radiação nuclear, mas esperançosos por solução satisfatória das autoridades japonesas e pela ajuda das nações amigas que dominam o processo nuclear. O nosso desejo é que, dentro em pouco, as coisas caminhem para melhor, sem agravantes, atingindo rapidamente a normalidade. É preciso dar tempo ao tempo, trabalhar em favor da causa e ter fé.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, exibido em 15 de agosto de 2010, trouxe matéria colocando em xeque o Caso Trindade, evento ocorrido em 1958, quando a tripulação do navio-escola Almirante Saldanha, da Marinha do Brasil, alertou o fotógrafo civil Almiro Baraúna sobre um objeto voador não identificado nas proximidades daquela embarcação, exigindo do profissional uma sequência de chapas que depois ficariam mundialmente conhecidas.
No programa, Emília Bittencourt falou sobre a burla que Baraúna teria realizado ao fotografar, em sua casa, duas colheres sobrepostas para simular o UFO da ilha de Trindade e enganar a todos. Contudo, suas explicações foram por demais singelas, até mesmo ingênuas do ponto de vista investigativo, pois o índice de dificuldade era muito grande para sobrepor fotos arranjadas com duas colheres é simular um disco voador tão perfeito quanto o apresentado por Baraúna. Além disso, era preciso enganar toda a tripulação. A explicação de Emília foi considerada insatisfatória e não pode ser acolhida pelos ufólogos brasileiros mais precavidos. Sobre isso, fizemos alguns comentários na postagem 8. Fantástico..., deste blog. Agora, o caso poderá ser mais bem observado, em razão do trabalho feito pela Equipe UFO.
A hipotética “sobreposição das colheres” não batia com a qualidade das chapas em sequência. Causava estranheza também o fato de haver a bordo 48 testemunhas entre militares e civis, que viram a presença do estranho objeto. Em declaração oficial, após o incidente, o próprio Gabinete do Ministério da Marinha do Brasil admitiu o insólito. Cerca de 40 dias após o episódio, o deputado Sérgio Magalhães cobrou as autoridades para darem a público o resultado das investigações. A Marinha instaurou inquérito e apurou os fatos. Os militares confirmaram o avistamento e o Caso Trindade ficou conhecido mundialmente. Agora, as declarações de Emília soavam como “brincadeira de Baraúna”, a qual ela teria aceitado sem questionar, diferente do que requer uma investigação séria.
O colaborador da Revista UFO, Antonio Huneeus, buscando evidências da época, encontrou em seu arquivo pessoal um documento datilografado com assinatura de Almiro Baraúna, datado cerca de nove anos após o incidente. Huneeus dá conta de que teria recebido o tal documento do coronel húngaro-americano, Colman von Keviczy, diretor da Rede Intercontinental UFO (ICUFON), em Nova York, que se correspondia com Baraúna e recebera dele cópia de boa qualidade das fotos. O site da UFO estampou o documento. Apenas temos a lamentar que a excelente edição do site tenha sido prejudicada pela retirada do vídeo, no qual Baraúna explica a ocorrência e não cita qualquer embuste. Desconhecemos o motivo pelo qual o “usuário do YouTube” removeu o vídeo. Face à importância do relato, vamos reproduzir aqui o documento de Huneeus, com a redação do Baraúna:
“Como se deu a aparição do disco voador da ilha da Trindade:
No dia 16 de janeiro de 1958, o Navio Escola Almirante Saldanha, da Marinha de Guerra do Brasil, se encontrava fundeado na enseada da Ilha da Trindade, a cerca de 800 milhas da costa do Espírito Santo. Eram mais ou menos 11 horas da manhã, o dia estava claro, a tripulação preparava-se para retornar ao Rio de Janeiro quando de repente um grupo de pessoas que se encontrava na popa do navio, entre eles o Capitão Aviador da reserva da Força Aérea Brasileira, José Viegas, deu o alarme. Num instante, todos os que estavam na coberta do navio, cerca de 50 pessoas, passaram a observar um estranho objeto prateado em forma de prato, que se deslocava do mar em direção a ilha. O objeto em questão não fazia o menor ruído, era luminoso e se deslocava ora rápido, ora lentamente, subia, descia, ondulava suavemente e quando aumentava a velocidade, deixava atrás de si um rasto branco fosforescente que logo se desfazia. Na sua trajetória, o objeto desapareceu por detrás do morro Pico Desejado, e quando todos esperavam que ele surgisse do lado oposto, ele retornou na mesma direção, parou alguns segundos e em seguida disparou em incrível velocidade desaparecendo no horizonte. Durante a aparição, consegui tirar 6 fotos, sendo que 2 delas, devido ao pandemônio que se formou no convés, não foram aproveitadas, as outras 4, numa sequência razoável, o objeto no horizonte, aproximando-se da Ilha, parado ao lado do morro (a melhor) e finalmente desaparecendo ao longe. O filme foi revelado cerca de 20 minutos após, a pedido do comandante que desejava saber se as fotos estavam boas. Os negativos foram vistos por quase toda a tripulação, e todos foram unânimes em identificar posteriormente as ampliações no Serviço Secreto da Armada. Convém esclarecer, que o grupo de civis se encontrava a bordo a convite da Marinha para fazer pesquisas submarinas e tirar fotografias da fauna submarina da Ilha. O grupo era composto dos seguintes elementos: Chefe: Amilar Vieira Filho, bancário, mergulhador e desportista. Sub-Chefe: Cap. Av. da FAB, José Viegas. Mergulhadores: Aluízio e Mauro. Fotógrafo: Almiro Baraúna Todos os componentes faziam parte, na época dos acontecimentos, do Grupo de Caça Submarina Icaraí. Dentre os cinco, somente Mauro e Aluízio não viram o objeto, uma vez que se encontravam no refeitório do navio, e, quando subiram, atraídos pela gritaria, o objeto já havia desaparecido. Segundo rumores ouvidos à bordo, a aparelhagem elétrica do navio deixou de funcionar durante a aparição do objeto, o que posso afirmar é que logo depois da largada, o navio parou por 3 vezes, tendo os oficiais dado as mais estranhas versões sobre as paradas. Quando o navio parava, a luz ia aos poucos apagando até apagar de todo. Nessa ocasião, vários oficiais se dirigiram para o convém munidos de binóculos, entretanto o céu estava já encoberto por nuvens e nada foi possível observar. Devo acrescentar que se não fosse a indiscrição de um repórter do Correio da Manhã, que se apoderou das cópias fotográficas oferecidas ao então Presidente Juscelino Kubitschek, talvez ninguém viesse a saber deste fato, uma vez que a Marinha já havia me “sondado” para saber quanto eu queria para não dar publicidade às fotos. Convém deixar claro que todos os oficiais com quem tive contato durante todo o tempo do inquérito foram gentilíssimos comigo, deixaram-me inteiramente à vontade, não puseram nenhuma objeção à divulgação do caso, apenas insinuaram que sensacionalismo no caso poderia causar pânico na população, daí o interesse das Forças Armadas em não dar publicidade a casos dessa natureza. 30/1/67 [Assinado de punho] Almiro Baraúna Oficiais/Marinheiros [Desenho do navio]”
Além desse comunicado, o ufólogo Marco Antonio Petit, co-editor da Revista UFO, entrevistando Baraúna, em 1997, antes da morte do fotógrafo, num trecho do vídeo mostra Baraúna comentando um embuste que promovera envolvendo história e fotos de um suposto tesouro no Espírito Santo [Conforme nota escrita no YouTube], nada tendo com o Caso Trindade, embora alguns tenham misturando as declarações. O trabalho escrito de Petit fora publicado na UFO 54. O vídeo em que Baraúna fala especificamente do Caso Trindade, nós conseguimos achar num site e pode ser visto clicando aqui; nele, Baraúna deixa claro as condições ocorrentes quando fez as fotos e como as revelou à bordo do Almirante Saldanha.
Recentemente, outro membro da Equipe UFO, o ufólogo Alexandre Carvalho Borges, da cidade de Salvador, resolveu tirar tudo a limpo. Fez um retrospecto do Caso Trindade e entrevistou um sobrinho de Baraúna, também fotógrafo, Marcelo Ribeiro, 69 anos. Este, numa entrevista bem conduzida por Borges, falou de coisas que impactam sobremaneira o acontecimento. O autor da matéria e a Revista UFO mostram isso de modo detalhado no site da UFO, dando ampla divulgação em língua portuguesa (Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte Final) e tradução para o inglês (Part 1, Part 2, Part 3, Final Part), feita pelos membros da Equipe UFO, Eduardo Rado e Thiago Ticchetti.
Apenas devemos lembrar que diante de testemunhos tão contraditórios entre si, como pode ser notado confrontando a entrevista Ribeiro e os vídeos Emília e Baraúna, somente o exame pericial dos negativos poderia mostrar a verdade. As seis chapas batidas, duas das quais “queimadas” e quatro bem nítidas, mostram o UFO, as paisagens da ilha e alguns detalhes do navio-escola. As fotos reveladas dentro do Almirante Saldanha, conforme declarações de Baraúna no vídeo site ufoportugal não teriam qualquer artifício.
Nota-se que entre os depoimentos de Almiro Baraúna, Marcelo Ribeiro e Emília Bittencourt há grandes discordâncias. O primeiro faleceu em 29 de julho de 2000, mas sempre declarou que tudo fora lícito; os dois outros, não. Ribeiro e Emília apontam burlas contundentes de Baraúna. Por certo, sendo pessoas próximas ao fotógrafo, devem ter sérios motivos para contradizê-lo. Diante de tais discordâncias, devemos enaltecer a “apuração Carvalho Borges” [Fotos supostamente fraudadas, mas UFO verídico na Ilha de Trindade], na qual o autor tenta desenrolar o novelo em busca da verdade. A importância de sua matéria é capital. Por ora, trata-se da hipótese cujo conteúdo é digno de novos estudos.
No Caso Trindade, as fotos sempre se revelaram mais importantes que o relato: a nitidez das chapas impressionou os especialistas e patenteou a ocorrência como das melhores da Ufologia Mundial. De duas uma: ou estamos diante de “infrações conta a honra” do fotógrafo ou de “burla efetiva nas fotos”; com as alegações, não há certeza de uma ou de outra. Mas diante das evidências, fica a impressão de mais um caso detonado na Ufologia Brasileira. Apenas a perícia dos negativos, realizada em laboratório de reconhecida capacidade, poderia resolver a pendência. A esperança é que esse trabalho ainda possa ser feito, para esclarecimento da comunidade ufológica nacional e internacional: falta o exame dos negativos!
Caro leitor, não deixe de ler as matérias mencionadas, em especial a mais recente, escrita por Carvalho Borges, nem de assistir aos vídeos anteriormente apontados, são vitais para entendimento do polêmico Caso Trindade. Veja também os vídeos abaixo, para fazer uma viagem à ilha e ver as fotos do UFO.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
A justiça é a virtude primeira das instituições sociais e propriedade do cidadão íntegro.
Por Pedro de Campos
Vamos nesta postagem comentar assunto de real interesse sobre o tema em tela, trazido a nós por dois leitores da Revista UFO. O tema foi motivado pela recente edição da UFO 173, que trouxe matéria sobre Chico Xavier, em textos produzidos por Fernando Ramalho, co-editor da UFO no Distrito Federal, e por Paulo Poian , consultor da revista na cidade de Araras. As matérias, em nível de excelência, com posições jornalísticas imparciais e especializadas, mostraram o pensamento de cada autor, sempre com prudência e uso da razão, sabendo que na Ufologia e no espiritismo as incógnitas são ainda muitas para a nossa ciência atual.
O fundamento científico para introduzir o tema de Ramalho foi notável, e sua base espiritista de argumentação ET-UT não deixou por menos. Naturalmente que a maioria dos ETs da Ufologia, para os espíritas seriam UTs, entidades dotadas de corpos “menos materiais”, mas sobra uma minoria de casos cuja melhor hipótese é a extraterrestre, na qual ETs de mundos tridimensionais chegariam à Terra por caminhos desconhecidos. Ramalho mostra sua teoria fundamentando os argumentos em O Livro dos Espíritos. No âmbito espiritista, salvo pequenas exceções, irrelevantes para quem argumenta de modo jornalístico como Ramalho, seu desempenho foi perfeito. Ambas as matérias foram muito apreciadas pelo público, conforme os e-mails e as cartas recebidas. Seus autores são dignos dos nossos melhores elogios.
Dentre os leitores que aplaudiram, encontram-se dois, em particular, que serão chamados aqui de “confrades”. Eles teceram comentário sobre os graves acontecimentos na internet. A excelente matéria da UFO deu aos confrades o impulso que faltava. Eles abriram o coração para contestar os céticos de sites especializados. Ambos alegaram, constrangidos, que o ceticismo veiculando na internet coloca a Ufologia no “patamar do ridículo” e o espiritismo como algo “imaginado por Chico Xavier”. Indignados com o que qualificaram de “calúnias, injúrias e difamações a Chico Xavier”, faltas que caracterizariam “crimes na internet”, reuniram farto material que nos foi encaminhado, cujo teor será aqui examinado. Para os confrades, os “agressores” devem ser alvo de ação judicial.
Particularmente, no que tange à chamada Epístola Lentuli, escrita por Públio Lentulus [Conhecido como espírito Emmanuel, mentor de Chico Xavier], devemos dizer que a tal carta foi alvo de nossos estudos anos atrás, quando esboçamos o livro que foi lançado pela Lúmen Editorial apenas no ano passado. Os nossos comentários sobre a famosa carta foram feitos dentro de um contexto maior, em meio aos argumentos de uma inquirição histórica, elaborada para produzir o livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel. Curiosamente, a famosa carta adquiriu uma importância especial no Brasil, em meados do século passado, porque os céticos e os adversários do espiritismo a tomaram como signo a ser combatido, instrumento de contestação e ataque à Doutrina Espírita. O livro está à disposição nas livrarias e, também, incentivou os dois confrades a escrever-nos.
Eles argumentam que intelectuais de segmentos religiosos, incluindo aficionados por história, teologia e parapsicologia, contrários aos movimentos da chamada “Nova Era” e buscando conter a revirada de intelecto em suas fileiras religiosas, adotaram a estratégia de criticar os principais do espiritismo. Falam que os opositores da Doutrina, vendo o movimento espiritista avolumar a cada dia, durante as comemorações do centenário de Chico Xavier tentaram desgastar a imagem do médium e a do espírito Emmanuel. Contudo, encontrando dificuldade para atingir a moral de Chico, a qual fora impecável durante toda sua vida, os “agressores” concentraram esforços para mostrar que, embora o médium estivesse bem intencionado, o que escrevera fora obra de sua imaginação.
Argumentam os confrades que para tais ofensores, os demais médiuns também não passariam incólumes, porque estariam alinhados com Chico, urdindo mistificações numa tentativa de "perpetuar o engano"; e acentuam: “Como se fosse mesmo possível orquestrar uma impostura tão grande, com milhares de obras mediúnicas e milhões de assistências fraternas, totalmente gratuitas, nos centros verdadeiramente espíritas do Brasil e do mundo”.
Reiteram ainda que, numa “dissimulação atrevida”, os ofensores chegam a se autodenominar espíritas, infiltram-se nos sites de debates como “cordeiros”, mas no decorrer dos diálogos transformam-se em “lobos”. Afrontando a honra de Chico, divulgam na internet um trabalho cuidadoso de desqualificação, que teria por objetivo influenciar o público com almejada sagacidade, procurando causar dúvida à obra do valoroso médium.
Asseveram que “a prática rasteira”, feita para encobrir a verdade e difamar o médium, fora planejada com astúcia, feita calculadamente de modo rebuscado para sugerir farta “erudição” do acusador, quando não passaria ele de “pseudo-sábio”. Seu texto, extenso em conteúdo, teria a intenção de “desestimular uma leitura completa”; pois o leitor usual, ao não terminá-la, deixaria de fazer a réplica, retendo apenas, em seu íntimo, de modo subliminar, a impressão de ter lido um trabalho de “sabedoria”, que lhe causara dúvida atroz, uma espécie de “algo errado” que estaria presente no trabalho do admirável médium.
Os confrades ventilam como hipótese que para os divulgadores do espiritismo com pouco tempo de explorar a internet, a tal desonra teria sido realizada para desestimular uma leitura integral; aos radialistas espíritas, cujo tempo é escasso, para fazê-los calar, sem comentários; aos articulistas, cujo espaço na mídia impressa é limitado, para dificultar a contestação; ao público, em geral, por meio de uma pseudo-erudição, para causar dúvida e desgastar a Doutrina. Um sistema de cansaço teria sido empregado, fazendo o leitor “não terminar a leitura até o final do ano”, por ser enfadonha.
Contudo, os confrades dizem que os ofensores, em razão de suas próprias fraquezas, teriam feito os intelectuais espíritas formarem consenso, concluindo que a tal difusão, injuriosa por excelência, “impacta disposições da Carta Magna e outras normas legais vigentes”. Quanto a nós, devemos lembrar que atualmente tramita no Congresso Nacional um projeto, visando regulamentar legislação sobre crimes na internet, que deve ser acompanhado.
A missiva dos confrades suspeita que “parte das afrontas” poderia ter saído dos computadores de instituições públicas. “Cujos HDs poderiam comprovar o delito, assim como os Servidores”[Aqui devemos ressaltar que nos HDs achamos difícil, pois setores da organização bancária aventada os apagam em rotinas periódicas, alegando “medida de proteção contra hackers, diferente dos Provedores”].
Os confrades consideram que tais funcionários estariam afrontando ramos do Direito e Portarias das instituições empregadoras, ensejando, inclusive, “instauração de sindicância interna” e “denúncia para atuação profilática do Ministério Público”. Mas se dizem incertos para atuar junto ao MPU [Aqui devemos ressaltar que o órgão aventado é entidade íntegra, independente deste ou daquele servidor ou de eventual pleiteante ao cargo, que pode ter a posse obstada caso a Certidão de Distribuição Criminal positive o processo].
Quanto a nós, reputamos tudo isso como caso grave. Se legalmente confirmado, haveria sérias consequências aos infratores. Os servidores são contratados para servir; tudo o que sai de órgão público pressupõe-se que seja a mando dele. Contudo, devemos ressaltar aos confrades que as instituições públicas, em particular as duas citadas no comunicado, possuem “Gerência de Inspeção” com o propósito de atuar internamente junto aos funcionários, fazer sindicâncias externas e inspecionar dados nos computadores; quanto aos Provedores externos de internet, estes devem ser contratados mediante Licitação Pública, sob contrato específico com cláusula que permita inspeção do órgão público para apurar fatos que lhe digam respeito. Também não é incomum no serviço de inspeção a ocorrência de denúncia anônima, fundamentada com documentação evidenciando a suspeita, para a devida apuração. Contudo, neste caso, mesmo que a infração seja comprovada pelo órgão, o procedimento seria administrativo, de âmbito interno da instituição, não judicial. O caminho judicial é outro.
Apenas a título de comentário, a Constituição Federal dá ao cidadão livre-escolha de crença religiosa. E feitos como calúnia, injúria e difamação não podem ser admitidos, ensejando punição por força de lei. Ninguém está acima das leis. O melhor seria que a ética estabelecesse os limites da razão em todas as atividades, inclusive no serviço público, na crítica literária, na referência a pessoas e na interação comum entre seres humanos. Contudo, na falta da ética, em meio à paixão cega que leva ao cometimento de crimes, cabe ao lesado ou à instituição lesada adotar as medidas cabíveis para obstar as afrontas. Os crimes contra a honra devem ser evidenciados para apresentação formal, em qualquer delegacia, preferencialmente em delegacia especializada, onde são melhor compreendidos.
Os fatos podem ser levados à Justiça por meio de Boletim de Ocorrência (BO), incluindo páginas impressas da internet, e-mails e demais evidências que possam caracterizar os crimes; há casos em que não precisa sequer advogado; após a entrada da ação no Juizado Especial Criminal, e no Cível, o juiz pode determinar a retirada do conteúdo da internet e condenar o infrator ao pagamento de danos morais e materiais.
Dentro de certas regras, a Defensoria Pública também pode interferir, instruindo o feito a favor do lesado, podendo ser procurada em sua cidade. Ela está reservada àqueles que não têm condições de pagar advogado. É exercida por profissionais altamente competentes e com desempenho em ganho de causa acima da média.
Em todos os casos, um advogado experiente é sempre recomendável; o valor indenizatório em crimes contra a honra pode, eventualmente, cobrir as custas do processo. Em ação separada, o advogado pode, no caso de funcionário público ou equiparado com evidências do delito, acionar a Fazenda Pública para instruir a demanda judicial e, como decorrência, instaurar procedimento administrativo contra o servidor. Neste caso, recomendamos consultar um advogado.
Para finalizar, salientamos aos confrades que a União dos Delegados Espíritas de São Paulo – UDESP, nas pessoas dos doutores Demétrio Loricchio, Wladimir Bianchi, Bismael Moraes e outros da ativa, aqui não expressos, talvez possa ajudar na empreitada, embora a finalidade da UDESP seja outra. Talvez a entidade, após examinar o caso detidamente e observar perdas e danos oriundos do cometimento de “crimes contra a honra de Chico Xavier e outros médiuns”, possa tomar as rédeas do caso e interpor “ação coletiva” subscrita pelos lesados, pleiteando a “retirada do conteúdo na internet” e o “ressarcimento correspondente”. Caso mais grave, chega-se inclusive à “pena de reclusão”. Recomendamos consultar pessoalmente a UDESP.
Por ora, este é o nosso parecer, de âmbito administrativo. Vejam os vídeos abaixo para outros esclarecimentos.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
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Por Pedro de Campos
O Caso Hermínio e Bianca (nome das testemunhas do contato alienígena), conhecido também como Caso Karran (nome do alienígena), ocorreu nas proximidades de Matias Barbosa, estado de Minas Gerais, em 12 de janeiro de 1976, por volta das 23h30, quando o casal foi abduzido. O episódio foi registrado por Bianca, em seu livro As Possibilidades do Infinito[Kópyon, 1987]. Hermínio, por sua vez, contou a experiência em palestras, entrevistas, artigos de revista e outras publicações nas várias formas de mídia.
Maria Aparecida de Oliveira, conhecida como Bianca, conta que o casal era totalmente cético, não tinha ciência do assunto nem acreditava que houvesse vida em qualquer outro planeta, senão na Terra. Bianca fora criada na Assembléia de Deus, “cuja doutrina nem sequer cogita essa possibilidade”, segundo as suas palavras. Contava 21 anos quando conhecera também as Testemunhas de Jeová, mas não chegara a ser uma adepta convicta, embora tivesse admiração e respeito por seus participantes. Aos 28 anos, quando fora abduzida, era descrente da existência de vida fora da Terra.
Hermínio Reis, por sua vez, quando se deu conta de estar a bordo de um disco voador, um engenho que ele “não tinha conhecimento nem vontade de ver”, somente pôde associar o fato à sua crença religiosa. Afinal, segundo as suas palavras, ele “era um líder religioso e não acreditava na possibilidade de vida em outros planetas”. Para ele, “a vida começava na Terra, se desenvolvia na Terra e ficava na Terra”. Após o contato, sua visão alterou-se radicalmente, fazendo-nos refletir.
Podemos considerar que todos os chamados “fenômenos” são regidos por leis muito precisas, mas como as leis muitas vezes não podem ser determinadas, em razão da capacidade limitada da nossa ciência, a interpretação dos fenômenos acaba ficando por conta da crença. Nesse campo, entram em cena a filosofia e a religião, ambas subjetivas, com explicações apenas transitórias até a ciência positiva cumprir o seu papel, certificando os fenômenos com métodos controlados de experimentação. Antes disso, valem as filosofias e as religiões erguidas por homens de raciocínio e conhecimento invulgar, mas tendo por oposição o cientificismo dos céticos.
Excetuando-se os céticos especialistas em enganar o público com ideias falsas, cuja motivação de suas façanhas costuma ser o dinheiro e a evidência pública com características outras além deste comentário, os "céticos científicos", por seu turno, querendo saber tudo materialmente, não raro se fazem símbolos da ignorância; suas explicações não convencem “ninguém”, nem tampouco eles se convencem da de outros: vivem num “perene” desconhecimento. Mas quando vivenciam o insólito em primeira pessoa, mudam de ideia, pois o extraordinário vivido por si mesmo é capaz de redimi-los.
Hermínio e Bianca, criados cada qual em seu sistema de crenças, tiveram dificuldade para aceitar a vida extraterrestre que insolitamente se apresentara a eles. Contudo, sua crença, contrariada pelo contato dos ETs numa experiência tida por real, teve de ceder aos fatos e terminou por render-se ao conhecimento adquirido. De maneira geral, enquanto uma crença é aceita de modo inconsciente, o conhecimento, ao contrário, é uma aquisição consciente da alma; e sendo adquirido de modo racional, tem a força de modificar profundamente o indivíduo. Hermínio e Bianca tiveram de render-se aos fatos, modificaram-se. Conheceram parte de uma verdade absolutamente incomum.
Os ETs que fizeram contato com o casal denotavam espiritualidade elevada, maior que a humana. No aspecto físico, embora fossem semelhantes aos humanos, tinham estatura maior, a qual o homem não possui, e traços fisionômicos distintos. Apresentaram-se densos, dizendo-se oriundos de planeta tridimensional. Seus conhecimentos científicos eram superiores. Dominavam totalmente a luz, usavam energia do vácuo e possuíam tecnologia para viagens interestelares, além de aparelhos de comunicação inexistentes na Terra. De fato, com os “aparelhos de cabeça”, os aliens podiam capturar o pensamento humano, transformá-lo em seu idioma corrente e vice-versa, colocando, em seguida, a resposta no cérebro dos interlocutores, para entendimento mútuo, em tempo real.
Hermínio relatou que dentro da nave surgiu um alien que lhes pôs um capacete na cabeça e, também, na dos dois alienígenas que iriam interagir com eles. “Esses capacetes continham vários cabos, que foram ligados a uma máquina e a partir daí um dos seres começou a falar conosco em seu idioma próprio, sempre olhando para nós”, explicou Hermínio. No início, ele escutou Bianca fazer alguns agradecimentos e responder algumas perguntas. Em seguida, o alien apontou para ele e iniciou a conversa. “Sua voz começou a ressoar dentro da minha cabeça, não era no sistema auditivo”, avaliou Hermínio. E a criatura disse: “Seja bem-vindo”. Ele ficou surpreso, sem palavras.
O alien informou seu nome: “Karran”. Disse que vinha “de um ponto distante, ainda desconhecido dos seres da Terra”. Hermínio tomou um susto, não podia aceitar aquilo: contrariava sua fé. A crença que ele aprendera estava agora em jogo. Entendia que estava diante de Satanás; e achou que tudo aquilo era obra do diabo. Então, tentou esboçar um exorcismo. Levantou-se, fez gestos, clamou por Jesus e Jeová na esperança de aquilo desaparecer. Ficou nessa prática por longo tempo, mas nada... Quando acabou, “nada desaparecera, ‘eles’ continuavam ali, e nós também”, contou desolado. Tudo fora inútil, nada mudara: o casal continuava dentro do disco voador, falando com seres de outra Terra.
Após observar atentamente a prática, Karran quis saber o porquê de ele falar tanto em Deus. Hermínio explicou que se tratava de ensinamentos da Bíblia, um livro que era a “palavra de Deus”. O alien, por sua vez, observou: “O Criador supremo do universo não se conhece verdadeiramente por livros ou coisas semelhantes, mas sim pela terra que se pisa, pelo ar que se respira, pelo alimento, pela visão, pelos sentidos e pelas coisas criadas, não por aquilo que está num livro”.
De modo notório, o alien tinha um Deus; e o conceito que fazia do Criador era algo diferente do de Hermínio. O diálogo fez com que a interpretação inicial fosse modificando aos poucos, pois Hermínio notara, claramente, que Karran não era deste planeta nem, tampouco, a criatura diabólica que sua crença lhe fazia imaginar.
Quanto à tecnologia de comunicação dos aliens, Hermínio observou: “Não falávamos por telepatia, aquele aparelho que estava na minha cabeça fazia as traduções do meu idioma para o dele, e vice-versa”. Além disso, testemunhou que havia um intérprete, infiltrado na Terra há dois anos, que também podia fazer a tradução.
Bianca, por sua vez, descreveu em seu livro alguns detalhes dos “capacetes de tradução”. Falou que eram da cor de alumínio fosco e moldavam-se bem em suas cabeças, cobrindo-as totalmente: “A testa, até a altura das sobrancelhas, as têmporas e os ouvidos, tendo, nesta parte, saliências como se fossem dois fones”. Na testa havia uma lâmpada, e outras lâmpadas menores espalhadas pelo capacete. Ao lado de cada uma, saiam fios cor de prata, com pino na ponta. Tinha também uma caixinha com pulseira, parecida com relógio de pulso, tendo lâmpada e fio como os do capacete.
Apenas concluída a preparação, entrou na sala um ser, pegou fio por fio dos capacetes e ligou cada um numa tomada do aparelho. Os dois alien com capacete sentaram-se nas poltronas, em frente ao aparelho. “Vi duas enormes lâmpadas se acenderam no painel, uma em cima e outra embaixo”, explicou Bianca. Então capacetes e pulseiras se iluminaram, estabelecendo-se a conversa, com perfeito entendimento entre as partes. O casal se deu conta de que estava diante de seres de um planeta que eles não sabiam qual, embora lhes fosse dado o nome, Klermer. “Muito longínquo e desconhecido dos terrenos”, segundo Karran.
O casal somente foi devolvido dois dias depois. Passavam alguns minutos da meia-noite, madrugada de 15 de janeiro, quando o casal parou o carro num posto de gasolina, próximo a Conselheiro Lafaiete, cerca de 200 quilômetros do local da captura. A partir daí, ambos experimentaram mudanças em suas vidas. Na nave, Karran lhes falara dos primórdios da Terra, das coisas do espaço e ensinara-lhes a aprimorar o espírito. Mostrou-lhes que é possível fazer uma prática de exteriorização da alma, observar a vida e o mundo com outros olhos e interagir com entidades de outra vibração.
Conforme postula a Doutrina Espírita, o espírito encarnado vive imerso na matéria, mas durante o sono reparador ou após um desdobramento consciente, pode soltar-se da matéria corpórea e transportar-se a pontos distantes do espaço. Então, como um pássaro fora da gaiola, a alma emancipada interage no mundo dos espíritos, e quando auxiliada por entidades mais evoluídas, pode interagir também na esfera dos seres encarnados em corpos sutis, menos materiais que o nosso.
Nas paragens dimensionais, cada qual gravita conforme seu peso específico. Hermínio e Bianca puderam aprender a técnica de emancipação da alma, ensinando essa prática a muitos outros. Trabalho semelhante é realizado hoje pelo médico, odontólogo e cientista da consciência, doutor Waldo Vieira, e também pelo conceituado autor, radialista e professor Wagner Borges, nosso colega de Equipe UFO, presidente do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB.
Os contatos do ET não pararam aí, houve novos encontros com Karran. Num deles, após Bianca escutar de um grupo amigo que Karran podia ser uma entidade dimensional e não física, ela quis saber a verdade dele mesmo. Então Karran explicou que “as dimensões existem, são frequencias vibratórias do universo”. Falou que os humanos, incluindo ele, pertencem a duas delas: a física, em que estamos; e a outra, em que fomos criados, ou seja, a esfera espiritual. E o ET asseverou: “Não vê que tenho matéria? Portanto, pertenço a esta dimensão do universo, a física”.
Também disse que, embora pudesse sair do corpo em espírito, num efeito que particularmente chamamos “emancipação da alma”, não podia de modo natural incorporar médium na Terra, pois a nossa matéria não suportaria a sua energia. Acentuou que por pertencer a outro sistema solar, sua energia difere muito da terrestre.
O ET falou ao casal de coisas incríveis que teriam acontecido na Terra durante o desenvolvimento do homem, mas em tudo que disse não ofereceu prova. Deu apenas sua palavra, mostrou sua nave e sua tecnologia. Marcou profundamente as testemunhas e deixou a elas a decisão de contar ou não o acontecimento. No final de um dos encontros, quando a nave alçou no céu, Hermínio, tendo obtido consentimento prévio de Karran, tirou várias fotos, as quais ele explica e coloca para conhecimento público.
Quanto a nós, tivemos a satisfação de assistir pela antiga TV Tupy ao programa Flávio Cavalcanti, em 1978, no qual esteve presente o casal contando sua experiência em detalhes. Hoje, 35 anos após a abdução, é possível observar experimentos com ratos, macacos e seres humanos, nos quais vemos feitos fantásticos serem produzidos com a mente e a alta tecnologia. Temos hoje engenhos semelhantes àqueles “aparelhos de cabeça” alienígena, tidos, na época, como objetos de ficção.
Naquela época, embora tais engenhos fossem desconhecidos da nossa ciência, não o eram da dos alienígenas. A tecnologia usada lhes permitia captar e decodificar impulsos cerebrais e sonoros, para conversação direta entre seres de civilizações distintas, numa demonstração de que não estamos a sós no universo e de que nele há seres mais avançados que nós em todos os sentidos. Veja os vídeos abaixo e constate isso.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Apresentado pela rainha Sofia, Bongiovanni cumprimenta Gorbatchov, presidente da União Soviética, e sua esposa Raissa. Madri, 27/10/90.
Por Pedro de Campos
A entrevista que Giorgio Bongiovanni concedeu a Pedro de Campos, para a Revista UFO do Brasil, ainda desperta atenção dos leitores. A redação da UFO recebeu o comunicado que motivou está postagem. Agradecemos ao leitor a oportunidade de esclarecimento e, em razão do interesse, vamos estendê-lo ao público. Não vamos declinar aqui o nome do remetente, pois ele mesmo, caso queira, poderá fazê-lo, comentando este blog. Trata-se de um espiritualista convicto, participante de atividades paranormais e estudioso de casos ufológicos. Em suas análises, discorda que os aliens de Roswell seriam “como robôs a serviço de seres mais evoluídos”; e argumenta que existem muitos relatos envolvendo tais seres, sugerindo-nos que “são inteligentes e se utilizam de tecnologia avançadíssima”.
De nossa parte, consideramos necessário um estudo detido da citada entrevista. Nela, notamos que o entrevistado, embora tenha tomado uma estrada variante para interpretar os seres do incidente Roswell, ainda assim não se afastou da ideia original do coronel Philip Corso, autor do livro Dossiê Roswell , que trata do caso. Como oficial do Exército dos Estados Unidos, o coronel Corso diz ter visto as criaturas alguns dias após o incidente, num quartel do Exército, e que, anos depois, sob ordens superiores, examinou o relatório das autópsias e viabilizou o trabalho de engenharia reversa da nave alienígena. Para ele, eram entidades vivas e geneticamente modificadas, próprias para viagem de longa duração.
Qualificá-las de espécie de “robôs” ou de “servidores inteligentes”, como o fez Bongiovanni, não fica fora do conceito original de Corso, testemunha militar do Caso Roswell. Em seu livro, e em suas palestras, o coronel informa que as criaturas usavam “faixas de cabeça” e, por meio delas, com a ponta dos dedos e ação do pensamento, os aliens poderiam operar os controles da nave; sendo assim, não seria impossível a comunicação dos operadores com a base alienígena, onde estariam outras inteligências, talvez mais evoluídas que os tripulantes acidentados. O certo, não se sabe! Tudo fica no campo das hipóteses, e a ventilada por Bongiovanni é apenas uma.
Numa segunda abordagem, o leitor diz que os chamados “Seres de Luz”, dos quais Bongiovanni faz referência, seriam para ele “prepostos de Jesus”, entidades que estariam “conduzindo e defendendo os humanos nas situações mais graves da vida”; como, também, estariam “controlando os seres de outros planetas e fixando um limite em suas ações na Terra”.
Nessas colocações, o leitor concorda com o entrevistado. Mas não crê que Jesus viesse a se apresentar materializado na casa de Bongiovanni, pois não entendeu o “sentido de tal aparição”; estranha a falta de uma “mensagem clara”, uma orientação, por assim dizer, e considera que o “governador da Terra” estaria muito além das “aparições isoladas e particulares”.
Diferente da primeira disposição, a segunda é de extrema dúvida para o leitor remetente. De nossa parte, não temos motivo para duvidar que Bongiovanni tenha presenciado uma materialização em sua casa. Devemos realçar que não se trata aqui da opinião do entrevistado sobre um fato testemunhado por outro, como o Caso Roswell, mas do seu próprio testemunho, algo que ele vira em primeira pessoa.
Se considerarmos que a materialização ocorrera, então seria o caso de indagar: Como certificar que o simulacro era Jesus? Na identificação, teria a entidade induzido Bongiovanni a erro? Como saber isso? De fato, a dúvida persiste. Sem acurado exame da aparição fica impossível emitir juízo de valor. Por outro lado, poderíamos especular: Filosoficamente, haveria chance de que fosse mesmo Jesus? Estaria Ele acessível aos simples mortais? São perguntas que ficam para reflexão. Contudo, para o que está fora do positivismo científico, não há certificação; e o caso passa ao domínio da crença.
A crença, por sua vez, é algo de foro íntimo. Hoje, há quem diga que Jesus não existiu; outros, que não era o Messias. Poucos crêem que Ele tenha nascido de uma virgem, a qual, depois do parto, permanecera virgem, para, em seguida, ter vários filhos, conforme mostram os Evangelhos. Difícil entender esses fenômenos sem considerar Jesus um ser diferenciado. E mesmo aqueles que crêem na origem virginal, talvez não creiam que Ele fosse um humano híbrido, mas humano integral, Filho de Deus espiritual. Mas não é fácil entender um ser “apenas espiritual”, como Deus, inseminando mulheres na Terra [em sua entrevista, Bongiovanni deu interpretação interessante sobre isso].
Os Evangelhos registram que Jesus transformou a água em vinho, sugerem que Ele bebia o fruto da vinha e expulsou os vendilhões do Templo, mas muitos não crêem nisso, pois acham que tais atos seriam incompatíveis com sua perfeição espiritual. Há quem creia que Jesus não ressuscitou nenhum morto nem expulsou os demônios, dizem que um corpo morto não revive e que os demônios não existem. Alguns parapsicólogos, inclusive, falam que os fenômenos físicos, assim como os praticados por Jesus, têm origem na força mental e na capacidade de sugestão do sensitivo, nada tendo de atividade de espírito desencarnado, colocando em jogo , ainda que de modo impensado, os feitos de Jesus.
Assim, sucessivamente, chegamos a um emaranhado de crenças e descrenças. Quem encontra nelas uma lógica de entendimento, uma fé, passa a acreditar; os demais, não! E como há crenças de todo tipo, contrariando uma a outra, o cidadão imparcial que de fora as observa tem dificuldade em distinguir qual lhe seria verdadeira. Somente a reprodução do fenômeno e seu controle científico poderiam certificá-lo, transformando crença em fatos reais.
Não obstante isso, sem dúvida, a doutrina de Jesus superou todas as outras, foi ao encontro dos anseios do povo e absorveu o mundo ocidental quase inteiro. E sendo Jesus tão magnânimo aos simples, como mostram os Evangelhos, por que não poderia Ele se materializar para o seu missionário que traz no corpo os estigmas da Paixão? Quanto a nós, quando vimos a formação dos estigmas em Bongiovanni, os quais ele dá como oriundos da esfera crística, não pudemos descartar a chance de a entidade motora ser o Cristo ou um de seus prepostos, já que naquela esfera, segundo alguns contatados, as entidades são semelhantes entre si e altamente capazes. Bongiovanni dá detalhes disso em seu livro, A Nova Ciência Divina.
Conforme observa o espiritismo científico, a materialização seria promovida e controlada por entidades de hierarquia elevada, e nisso está incluso as da esfera crística. Sendo assim, não duvidamos que Bongiovanni assistisse em sua casa a materialização relatada por ele na entrevista. Consideramos que o evento poderia ser um estímulo à sua missão, haja vista sua condição de estigmatizado há mais de 20 anos. Contudo, quem não presenciou o episódio, assim como nós, tudo cai no domínio da crença. Os próprios sensitivos, distanciados de Bongiovanni, sem conhecerem a extensão de sua capacidade mediúnica, principalmente a de efeitos físicos, nem a sua lisura, encontram dificuldade para acreditar num fato tão incomum como a materialização de Cristo.
Abdução foi o terceiro tema abordado pelo leitor remetente. “As abduções são amplamente pesquisadas e não raro com relatos de violência contra os abduzidos”, afirma o leitor. Ele está certo de que existem outras civilizações no cosmos, as quais nos visitam fisicamente, agindo com certa autonomia na obtenção de seus propósitos. Na entrevista, tratamos do tema abdução com Bongiovanni, principalmente do Caso Giovanna Podda, embora isso não tenha sido publicado na UFO, pois ficamos na espera de novas evidências. Essa italiana da Sardenha relata coisas incríveis que teriam sido feitas a ela por seres alienígenas. Dá conta de ter sofrido inseminação artificial por 18 vezes, ficando, em cada uma delas, grávida até o limite de dois meses, quando o suposto híbrido teria sido retirado pelos aliens.
Trata-se de algo verdadeiramente fantástico, relatado por uma mulher que não teve receio de contar nada em público. O insólito vivido por ela está sendo discutido em toda a Itália, principalmente em Villaspeciosa, província de Cagliari, onde Giovanna estaria vivendo, e na Sardenha, onde teria nascido. As opiniões divergem, repartindo o público interessado. Contudo, diferente de outros relatos de abdução, o Caso Giovanna traz algo novo: o filme de um aborto realizado em casa e um suposto feto alienígena.
O programa Mistero, apresentado na tevê italiana por Enrico Ruggeri, encarregou-se de mostrá-lo ao mundo, em meados de 2009. Quanto a nós, no Brasil, longe dos acontecimentos, discutimos o caso desde aquela data. Bongiovanni, por sua vez, perguntado por nós, não deu muito crédito ao caso. Ele tem uma opinião geral, dando conta de que “não há abdução negativa”. Contudo, as evidências mostram o contrário, sugerindo-nos algo preocupante. O Caso Giovanna permanece sob investigação dos ufólogos italianos. Trata-se de algo tão insólito, com evidências tão marcantes, que os especialistas não querem se precipitar num prognóstico sem o devido respaldo científico: pode estar aí a chance de transformar evidência em prova, com DNA e outros fatores diferenciados. É preciso esperar.
O vídeo abaixo (legendas em português) mostra parte do Caso Giovanna. Para quem domina a língua italiana, veja o complemento.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel . E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!