BLOG

31. Caso Trindade – Infrações contra a honra ou burla nas fotos?

11.02.11 - 15h35
crédito: naviosbrasileiros
ampliar
Navio-escola Almirante Saldanha

Por Pedro de Campos

O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, exibido em 15 de agosto de 2010, trouxe matéria colocando em xeque o Caso Trindade, evento ocorrido em 1958, quando a tripulação do navio-escola Almirante Saldanha, da Marinha do Brasil, alertou o fotógrafo civil Almiro Baraúna sobre um objeto voador não identificado nas proximidades daquela embarcação, exigindo do profissional uma sequência de chapas que depois ficariam mundialmente conhecidas.

No programa, Emília Bittencourt falou sobre a burla que Baraúna teria realizado ao fotografar, em sua casa, duas colheres sobrepostas para simular o UFO da ilha de Trindade e enganar a todos. Contudo, suas explicações foram por demais singelas, até mesmo ingênuas do ponto de vista investigativo, pois o índice de dificuldade era muito grande para sobrepor fotos arranjadas com duas colheres é simular um disco voador tão perfeito quanto o apresentado por Baraúna. Além disso, era preciso enganar toda a tripulação. A explicação de Emília foi considerada insatisfatória e não pode ser acolhida pelos ufólogos brasileiros mais precavidos. Sobre isso, fizemos alguns comentários na postagem 8. Fantástico..., deste blog. Agora, o caso poderá ser mais bem observado, em razão do trabalho feito pela Equipe UFO.

A hipotética “sobreposição das colheres” não batia com a qualidade das chapas em sequência. Causava estranheza também o fato de haver a bordo 48 testemunhas entre militares e civis, que viram a presença do estranho objeto. Em declaração oficial, após o incidente, o próprio Gabinete do Ministério da Marinha do Brasil admitiu o insólito. Cerca de 40 dias após o episódio, o deputado Sérgio Magalhães cobrou as autoridades para darem a público o resultado das investigações. A Marinha instaurou inquérito e apurou os fatos. Os militares confirmaram o avistamento e o Caso Trindade ficou conhecido mundialmente. Agora, as declarações de Emília soavam como “brincadeira de Baraúna”, a qual ela teria aceitado sem questionar, diferente do que requer uma investigação séria.

O colaborador da Revista UFO, Antonio Huneeus, buscando evidências da época, encontrou em seu arquivo pessoal um documento datilografado com assinatura de Almiro Baraúna, datado cerca de nove anos após o incidente. Huneeus dá conta de que teria recebido o tal documento do coronel húngaro-americano, Colman von Keviczy, diretor da Rede Intercontinental UFO (ICUFON), em Nova York, que se correspondia com Baraúna e recebera dele cópia de boa qualidade das fotos. O site da UFO estampou o documento. Apenas temos a lamentar que a excelente edição do site tenha sido prejudicada pela retirada do vídeo, no qual Baraúna explica a ocorrência e não cita qualquer embuste. Desconhecemos o motivo pelo qual o “usuário do YouTube” removeu o vídeo. Face à importância do relato, vamos reproduzir aqui o documento de Huneeus, com a redação do Baraúna:

 

“Como se deu a aparição do disco voador da ilha da Trindade:

No dia 16 de janeiro de 1958, o Navio Escola Almirante Saldanha, da Marinha de Guerra do Brasil, se encontrava fundeado na enseada da Ilha da Trindade, a cerca de 800 milhas da costa do Espírito Santo. Eram mais ou menos 11 horas da manhã, o dia estava claro, a tripulação preparava-se para retornar ao Rio de Janeiro quando de repente um grupo de pessoas que se encontrava na popa do navio, entre eles o Capitão Aviador da reserva da Força Aérea Brasileira, José Viegas, deu o alarme. Num instante, todos os que estavam na coberta do navio, cerca de 50 pessoas, passaram a observar um estranho objeto prateado em forma de prato, que se deslocava do mar em direção a ilha. O objeto em questão não fazia o menor ruído, era luminoso e se deslocava ora rápido, ora lentamente, subia, descia, ondulava suavemente e quando aumentava a velocidade, deixava atrás de si um rasto branco fosforescente que logo se desfazia. Na sua trajetória, o objeto desapareceu por detrás do morro Pico Desejado, e quando todos esperavam que ele surgisse do lado oposto, ele retornou na mesma direção, parou alguns segundos e em seguida disparou em incrível velocidade desaparecendo no horizonte.
Durante a aparição, consegui tirar 6 fotos, sendo que 2 delas, devido ao pandemônio que se formou no convés, não foram aproveitadas, as outras 4, numa sequência razoável, o objeto no horizonte, aproximando-se da Ilha, parado ao lado do morro (a melhor) e finalmente desaparecendo ao longe. O filme foi revelado cerca de 20 minutos após, a pedido do comandante que desejava saber se as fotos estavam boas. Os negativos foram vistos por quase toda a tripulação, e todos foram unânimes em identificar posteriormente as ampliações no Serviço Secreto da Armada. Convém esclarecer, que o grupo de civis se encontrava a bordo a convite da Marinha para fazer pesquisas submarinas e tirar fotografias da fauna submarina da Ilha.
O grupo era composto dos seguintes elementos:
Chefe: Amilar Vieira Filho, bancário, mergulhador e desportista.
Sub-Chefe: Cap. Av. da FAB, José Viegas.
Mergulhadores: Aluízio e Mauro.
Fotógrafo: Almiro Baraúna
Todos os componentes faziam parte, na época dos acontecimentos, do Grupo de Caça Submarina Icaraí.
Dentre os cinco, somente Mauro e Aluízio não viram o objeto, uma vez que se encontravam no refeitório do navio, e, quando subiram, atraídos pela gritaria, o objeto já havia desaparecido.
Segundo rumores ouvidos à bordo, a aparelhagem elétrica do navio deixou de funcionar durante a aparição do objeto, o que posso afirmar é que logo depois da largada, o navio parou por 3 vezes, tendo os oficiais dado as mais estranhas versões sobre as paradas. Quando o navio parava, a luz ia aos poucos apagando até apagar de todo. Nessa ocasião, vários oficiais se dirigiram para o convém munidos de binóculos, entretanto o céu estava já encoberto por nuvens e nada foi possível observar.
Devo acrescentar que se não fosse a indiscrição de um repórter do Correio da Manhã, que se apoderou das cópias fotográficas oferecidas ao então Presidente Juscelino Kubitschek, talvez ninguém viesse a saber deste fato, uma vez que a Marinha já havia me “sondado” para saber quanto eu queria para não dar publicidade às fotos. Convém deixar claro que todos os oficiais com quem tive contato durante todo o tempo do inquérito foram gentilíssimos comigo, deixaram-me inteiramente à vontade, não puseram nenhuma objeção à divulgação do caso, apenas insinuaram que sensacionalismo no caso poderia causar pânico na população, daí o interesse das Forças Armadas em não dar publicidade a casos dessa natureza.

30/1/67
[Assinado de punho] Almiro Baraúna
Oficiais/Marinheiros [Desenho do navio]”


Além desse comunicado, o ufólogo Marco Antonio Petit, co-editor da Revista UFO, entrevistando Baraúna, em 1997, antes da morte do fotógrafo, num trecho do vídeo mostra Baraúna comentando um embuste que promovera envolvendo história e fotos de um suposto tesouro no Espírito Santo [Conforme nota escrita no YouTube], nada tendo com o Caso Trindade, embora alguns tenham misturando as declarações. O trabalho escrito de Petit fora publicado na UFO 54. O vídeo em que Baraúna fala especificamente do Caso Trindade, nós conseguimos achar num site e pode ser visto clicando aqui; nele, Baraúna deixa claro as condições ocorrentes quando fez as fotos e como as revelou à bordo do Almirante Saldanha.

Recentemente, outro membro da Equipe UFO, o ufólogo Alexandre Carvalho Borges, da cidade de Salvador, resolveu tirar tudo a limpo. Fez um retrospecto do Caso Trindade e entrevistou um sobrinho de Baraúna, também fotógrafo, Marcelo Ribeiro, 69 anos. Este, numa entrevista bem conduzida por Borges, falou de coisas que impactam sobremaneira o acontecimento. O autor da matéria e a Revista UFO mostram isso de modo detalhado no site da UFO, dando ampla divulgação em língua portuguesa (Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte Final) e tradução para o inglês (Part 1, Part 2, Part 3, Final Part), feita pelos membros da Equipe UFO, Eduardo Rado e Thiago Ticchetti.

Apenas devemos lembrar que diante de testemunhos tão contraditórios entre si, como pode ser notado confrontando a entrevista Ribeiro e os vídeos Emília e Baraúna, somente o exame pericial dos negativos poderia mostrar a verdade. As seis chapas batidas, duas das quais “queimadas” e quatro bem nítidas, mostram o UFO, as paisagens da ilha e alguns detalhes do navio-escola. As fotos reveladas dentro do Almirante Saldanha, conforme declarações de Baraúna no vídeo site ufoportugal não teriam qualquer artifício.

Nota-se que entre os depoimentos de Almiro Baraúna, Marcelo Ribeiro e Emília Bittencourt há grandes discordâncias. O primeiro faleceu em 29 de julho de 2000, mas sempre declarou que tudo fora lícito; os dois outros, não. Ribeiro e Emília apontam burlas contundentes de Baraúna. Por certo, sendo pessoas próximas ao fotógrafo, devem ter sérios motivos para contradizê-lo. Diante de tais discordâncias, devemos enaltecer a “apuração Carvalho Borges” [Fotos supostamente fraudadas, mas UFO verídico na Ilha de Trindade], na qual o autor tenta desenrolar o novelo em busca da verdade. A importância de sua matéria é capital. Por ora, trata-se da hipótese cujo conteúdo é digno de novos estudos.

No Caso Trindade, as fotos sempre se revelaram mais importantes que o relato: a nitidez das chapas impressionou os especialistas e patenteou a ocorrência como das melhores da Ufologia Mundial. De duas uma: ou estamos diante de “infrações conta a honra” do fotógrafo ou de “burla efetiva nas fotos”; com as alegações, não há certeza de uma ou de outra. Mas diante das evidências, fica a impressão de mais um caso detonado na Ufologia Brasileira. Apenas a perícia dos negativos, realizada em laboratório de reconhecida capacidade, poderia resolver a pendência. A esperança é que esse trabalho ainda possa ser feito, para esclarecimento da comunidade ufológica nacional e internacional: falta o exame dos negativos!

Caro leitor, não deixe de ler as matérias mencionadas, em especial a mais recente, escrita por Carvalho Borges, nem de assistir aos vídeos anteriormente apontados, são vitais para entendimento do polêmico Caso Trindade. Veja também os vídeos abaixo, para fazer uma viagem à ilha e ver as fotos do UFO.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Fotos do UFO na ilha de Trindade:



Viagem à ilha de Trindade:



Gestão ambiental da ilha:

30. Crimes contra a honra na internet

04.02.11 - 12h40
crédito: Justiça / Marília Chartune
ampliar
A justiça é a virtude primeira das instituições sociais e propriedade do cidadão íntegro.

Por Pedro de Campos

Vamos nesta postagem comentar assunto de real interesse sobre o tema em tela, trazido a nós por dois leitores da Revista UFO. O tema foi motivado pela recente edição da UFO 173, que trouxe matéria sobre Chico Xavier, em textos produzidos por Fernando Ramalho, co-editor da UFO no Distrito Federal, e por Paulo Poian , consultor da revista na cidade de Araras. As matérias, em nível de excelência, com posições jornalísticas imparciais e especializadas, mostraram o pensamento de cada autor, sempre com prudência e uso da razão, sabendo que na Ufologia e no espiritismo as incógnitas são ainda muitas para a nossa ciência atual.

O fundamento científico para introduzir o tema de Ramalho foi notável, e sua base espiritista de argumentação ET-UT não deixou por menos. Naturalmente que a maioria dos ETs da Ufologia, para os espíritas seriam UTs, entidades dotadas de corpos “menos materiais”, mas sobra uma minoria de casos cuja melhor hipótese é a extraterrestre,  na qual ETs de mundos tridimensionais chegariam à Terra por caminhos desconhecidos. Ramalho mostra sua teoria fundamentando os argumentos em O Livro dos Espíritos. No âmbito espiritista, salvo pequenas exceções, irrelevantes para quem argumenta de modo jornalístico como Ramalho, seu desempenho foi perfeito. Ambas as matérias foram muito apreciadas pelo público, conforme os e-mails e as cartas recebidas. Seus autores são dignos dos nossos melhores elogios.

Dentre os leitores que aplaudiram, encontram-se dois, em particular, que serão chamados aqui de “confrades”. Eles teceram comentário sobre os graves acontecimentos na internet. A excelente matéria da UFO deu aos confrades o impulso que faltava. Eles abriram o coração para contestar os céticos de sites especializados. Ambos alegaram, constrangidos, que o ceticismo veiculando na internet coloca a Ufologia no “patamar do ridículo” e o espiritismo como algo “imaginado por Chico Xavier”. Indignados com o que qualificaram de “calúnias, injúrias e difamações a Chico Xavier”, faltas que caracterizariam “crimes na internet”, reuniram farto material que nos foi encaminhado, cujo teor será aqui examinado. Para os confrades, os “agressores” devem ser alvo de ação judicial.

Particularmente, no que tange à chamada Epístola Lentuli, escrita por Públio Lentulus [Conhecido como espírito Emmanuel, mentor de Chico Xavier], devemos dizer que a tal carta foi alvo de nossos estudos anos atrás, quando esboçamos o livro que foi lançado pela Lúmen Editorial apenas no ano passado. Os nossos comentários sobre a famosa carta foram feitos dentro de um contexto maior, em meio aos argumentos de uma inquirição histórica, elaborada para produzir o livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel. Curiosamente, a famosa carta adquiriu uma importância especial no Brasil, em meados do século passado, porque os céticos e os adversários do espiritismo a tomaram como signo a ser combatido, instrumento de contestação e ataque à Doutrina Espírita. O livro está à disposição nas livrarias e, também, incentivou os dois confrades a escrever-nos.  

Eles argumentam que intelectuais de segmentos religiosos, incluindo aficionados por história, teologia e parapsicologia, contrários aos movimentos da chamada “Nova Era” e buscando conter a revirada de intelecto em suas fileiras religiosas, adotaram a estratégia de criticar os principais do espiritismo. Falam que os opositores da Doutrina, vendo o movimento espiritista avolumar a cada dia, durante as comemorações do centenário de Chico Xavier tentaram desgastar a imagem do médium e a do espírito Emmanuel. Contudo, encontrando dificuldade para atingir a moral de Chico, a qual fora impecável durante toda sua vida, os “agressores” concentraram esforços para mostrar que, embora o médium estivesse bem intencionado, o que escrevera fora obra de sua imaginação.

Argumentam os confrades que para tais ofensores, os demais médiuns também não passariam incólumes, porque estariam alinhados com Chico, urdindo mistificações numa tentativa de "perpetuar o engano"; e acentuam: “Como se fosse mesmo possível orquestrar uma impostura tão grande, com milhares de obras mediúnicas e milhões de assistências fraternas, totalmente gratuitas, nos centros verdadeiramente espíritas do Brasil e do mundo”.

Reiteram ainda que, numa “dissimulação atrevida”, os ofensores chegam a se autodenominar espíritas, infiltram-se nos sites de debates como “cordeiros”, mas no decorrer dos diálogos transformam-se em “lobos”. Afrontando a honra de Chico, divulgam na internet um trabalho cuidadoso de desqualificação, que teria por objetivo influenciar o público com almejada sagacidade, procurando causar dúvida à obra do valoroso médium.

Asseveram que “a prática rasteira”, feita para encobrir a verdade e difamar o médium, fora planejada com astúcia, feita calculadamente de modo rebuscado para sugerir farta “erudição” do acusador, quando não passaria ele de “pseudo-sábio”. Seu texto, extenso em conteúdo, teria a intenção de “desestimular uma leitura completa”; pois o leitor usual, ao não terminá-la, deixaria de fazer a réplica, retendo apenas, em seu íntimo, de modo subliminar, a impressão de ter lido um trabalho de “sabedoria”, que lhe causara dúvida atroz, uma espécie de “algo errado” que estaria presente no trabalho do admirável médium.

Os confrades ventilam como hipótese que para os divulgadores do espiritismo com pouco tempo de explorar a internet, a tal desonra teria sido realizada para desestimular uma leitura integral; aos radialistas espíritas, cujo tempo é escasso, para fazê-los calar, sem comentários; aos articulistas, cujo espaço na mídia impressa é limitado, para dificultar a contestação; ao público, em geral, por meio de uma pseudo-erudição, para causar dúvida e desgastar a Doutrina. Um sistema de cansaço teria sido empregado, fazendo o leitor “não terminar a leitura até o final do ano”, por ser enfadonha.

Contudo, os confrades dizem que os ofensores, em razão de suas próprias fraquezas, teriam feito os intelectuais espíritas formarem consenso, concluindo que a tal difusão, injuriosa por excelência, “impacta disposições da Carta Magna e outras normas legais vigentes”. Quanto a nós, devemos lembrar que atualmente tramita no Congresso Nacional um projeto, visando regulamentar legislação sobre crimes na internet, que deve ser acompanhado.

A missiva dos confrades suspeita que “parte das afrontas” poderia ter saído dos computadores de instituições públicas. “Cujos HDs poderiam comprovar o delito, assim como os Servidores” [Aqui devemos ressaltar que nos HDs achamos difícil, pois setores da organização bancária aventada os apagam em rotinas periódicas, alegando “medida de proteção contra hackers, diferente dos Provedores”].

Os confrades consideram que tais funcionários estariam afrontando ramos do Direito e Portarias das instituições empregadoras, ensejando, inclusive, “instauração de sindicância interna” e “denúncia para atuação profilática do Ministério Público”. Mas se dizem incertos para atuar junto ao MPU [Aqui devemos ressaltar que o órgão aventado é entidade íntegra, independente deste ou daquele servidor ou de eventual pleiteante ao cargo, que pode ter a posse obstada caso a Certidão de Distribuição Criminal positive o processo].

Quanto a nós, reputamos tudo isso como caso grave. Se legalmente confirmado, haveria sérias consequências aos infratores. Os servidores são contratados para servir; tudo o que sai de órgão público pressupõe-se que seja a mando dele. Contudo, devemos ressaltar aos confrades que as instituições públicas, em particular as duas citadas no comunicado, possuem “Gerência de Inspeção” com o propósito de atuar internamente junto aos funcionários, fazer sindicâncias externas e inspecionar dados nos computadores; quanto aos Provedores externos de internet, estes devem ser contratados mediante Licitação Pública, sob contrato específico com cláusula que permita inspeção do órgão público para apurar fatos que lhe digam respeito. Também não é incomum no serviço de inspeção a ocorrência de denúncia anônima, fundamentada com documentação evidenciando a suspeita, para a devida apuração. Contudo, neste caso, mesmo que a infração seja comprovada pelo órgão, o procedimento seria administrativo, de âmbito interno da instituição, não judicial. O caminho judicial é outro.

Apenas a título de comentário, a Constituição Federal dá ao cidadão livre-escolha de crença religiosa. E feitos como calúnia,  injúria e difamação não podem ser admitidos, ensejando punição por força de lei. Ninguém está acima das leis. O melhor seria que a ética estabelecesse os limites da razão em todas as atividades, inclusive no serviço público, na crítica literária, na referência a pessoas e na interação comum entre seres humanos. Contudo, na falta da ética, em meio à paixão cega que leva ao cometimento de crimes, cabe ao lesado ou à instituição lesada adotar as medidas cabíveis para obstar as afrontas. Os crimes contra a honra devem ser evidenciados para apresentação formal, em qualquer delegacia, preferencialmente em delegacia especializada, onde são melhor compreendidos.

Os fatos podem ser levados à Justiça por meio de Boletim de Ocorrência (BO), incluindo páginas impressas da internet, e-mails e demais evidências que possam caracterizar os crimes; há casos em que não precisa sequer advogado; após a entrada da ação no Juizado Especial Criminal, e no Cível, o juiz pode determinar a retirada do conteúdo da internet e condenar o infrator ao pagamento de danos morais e materiais.

Dentro de certas regras, a Defensoria Pública também pode interferir, instruindo o feito a favor do lesado, podendo ser procurada em sua cidade. Ela está reservada àqueles que não têm condições de pagar advogado. É exercida por profissionais altamente competentes e com desempenho em ganho de causa acima da média.

Em todos os casos, um advogado experiente é sempre recomendável; o valor indenizatório em crimes contra a honra pode, eventualmente, cobrir as custas do processo. Em ação separada, o advogado pode, no caso de funcionário público ou equiparado com evidências do delito, acionar a Fazenda Pública para instruir a demanda judicial e, como decorrência, instaurar procedimento administrativo contra o servidor. Neste caso, recomendamos consultar um advogado.

Para finalizar, salientamos aos confrades que a União dos Delegados Espíritas de São Paulo – UDESP, nas pessoas dos doutores Demétrio Loricchio, Wladimir Bianchi, Bismael Moraes e outros da ativa, aqui não expressos, talvez possa ajudar na empreitada, embora a finalidade da UDESP seja outra. Talvez a entidade, após examinar o caso detidamente e observar perdas e danos oriundos do cometimento de “crimes contra a honra de Chico Xavier e outros médiuns”, possa tomar as rédeas do caso e interpor “ação coletiva” subscrita pelos lesados, pleiteando a “retirada do conteúdo na internet” e o “ressarcimento correspondente”. Caso mais grave, chega-se inclusive à “pena de reclusão”. Recomendamos consultar pessoalmente a UDESP.

Por ora, este é o nosso parecer, de âmbito administrativo. Vejam os vídeos abaixo para outros esclarecimentos.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Calúnia, injúria e difamação: advogado explica a diferença:



Lei sobre crimes na Internet:



Calúnia, injúria e difamação na Internet:

29. Conversação dos ETs por “aparelhos de cabeça”

28.01.11 - 13h48
crédito: braincomputer
ampliar
Programa que faz o cérebro se comunicar com computador e ajuda a entender os

Por Pedro de Campos

O Caso Hermínio e Bianca (nome das testemunhas do contato alienígena), conhecido também como Caso Karran (nome do alienígena), ocorreu nas proximidades de Matias Barbosa, estado de Minas Gerais, em 12 de janeiro de 1976, por volta das 23h30, quando o casal foi abduzido. O episódio foi registrado por Bianca, em seu livro As Possibilidades do Infinito [Kópyon, 1987]. Hermínio, por sua vez, contou a experiência em palestras, entrevistas, artigos de revista e outras publicações nas várias formas de mídia.

Maria Aparecida de Oliveira, conhecida como Bianca, conta que o casal era totalmente cético, não tinha ciência do assunto nem acreditava que houvesse vida em qualquer outro planeta, senão na Terra. Bianca fora criada na Assembléia de Deus, “cuja doutrina nem sequer cogita essa possibilidade”, segundo as suas palavras. Contava 21 anos quando conhecera também as Testemunhas de Jeová, mas não chegara a ser uma adepta convicta, embora tivesse admiração e respeito por seus participantes. Aos 28 anos, quando fora abduzida, era descrente da existência de vida fora da Terra.

Hermínio Reis, por sua vez, quando se deu conta de estar a bordo de um disco voador, um engenho que ele “não tinha conhecimento nem vontade de ver”, somente pôde associar o fato à sua crença religiosa. Afinal, segundo as suas palavras, ele “era um líder religioso e não acreditava na possibilidade de vida em outros planetas”. Para ele, “a vida começava na Terra, se desenvolvia na Terra e ficava na Terra”. Após o contato, sua visão alterou-se radicalmente, fazendo-nos refletir.

Podemos considerar que todos os chamados “fenômenos” são regidos por leis muito precisas, mas como as leis muitas vezes não podem ser determinadas, em razão da capacidade limitada da nossa ciência, a interpretação dos fenômenos acaba ficando por conta da crença. Nesse campo, entram em cena a filosofia e a religião, ambas subjetivas, com explicações apenas transitórias até a ciência positiva cumprir o seu papel, certificando os fenômenos com métodos controlados de experimentação. Antes disso, valem as filosofias e as religiões erguidas por homens de raciocínio e conhecimento invulgar, mas tendo por oposição o cientificismo dos céticos.

Excetuando-se os céticos especialistas em enganar o público com ideias falsas, cuja motivação de suas façanhas costuma ser o dinheiro e a evidência pública com características outras além deste comentário, os "céticos científicos", por seu turno, querendo saber tudo materialmente, não raro se fazem símbolos da ignorância; suas explicações não convencem “ninguém”, nem tampouco eles se convencem da de outros: vivem num “perene” desconhecimento. Mas quando vivenciam o insólito em primeira pessoa, mudam de ideia, pois o extraordinário vivido por si mesmo é capaz de redimi-los.

Hermínio e Bianca, criados cada qual em seu sistema de crenças, tiveram dificuldade para aceitar a vida extraterrestre que insolitamente se apresentara a eles. Contudo, sua crença, contrariada pelo contato dos ETs numa experiência tida por real, teve de ceder aos fatos e terminou por render-se ao conhecimento adquirido. De maneira geral, enquanto uma crença é aceita de modo inconsciente, o conhecimento, ao contrário, é uma aquisição consciente da alma; e sendo adquirido de modo racional, tem a força de modificar profundamente o indivíduo. Hermínio e Bianca tiveram de render-se aos fatos, modificaram-se. Conheceram parte de uma verdade absolutamente incomum.

Os ETs que fizeram contato com o casal denotavam espiritualidade elevada, maior que a humana. No aspecto físico, embora fossem semelhantes aos humanos, tinham estatura maior, a qual o homem não possui, e traços fisionômicos distintos. Apresentaram-se densos, dizendo-se oriundos de planeta tridimensional. Seus conhecimentos científicos eram superiores. Dominavam totalmente a luz, usavam energia do vácuo e possuíam tecnologia para viagens interestelares, além de aparelhos de comunicação inexistentes na Terra. De fato, com os “aparelhos de cabeça”, os aliens podiam capturar o pensamento humano, transformá-lo em seu idioma corrente e vice-versa, colocando, em seguida, a resposta no cérebro dos interlocutores, para entendimento mútuo, em tempo real.

Hermínio relatou que dentro da nave surgiu um alien que lhes pôs um capacete na cabeça e, também, na dos dois alienígenas que iriam interagir com eles. “Esses capacetes continham vários cabos, que foram ligados a uma máquina e a partir daí um dos seres começou a falar conosco em seu idioma próprio, sempre olhando para nós”, explicou Hermínio. No início, ele escutou Bianca fazer alguns agradecimentos e responder algumas perguntas. Em seguida, o alien apontou para ele e iniciou a conversa. “Sua voz começou a ressoar dentro da minha cabeça, não era no sistema auditivo”, avaliou Hermínio. E a criatura disse: “Seja bem-vindo”. Ele ficou surpreso, sem palavras.

O alien informou seu nome: “Karran”. Disse que vinha “de um ponto distante, ainda desconhecido dos seres da Terra”. Hermínio tomou um susto, não podia aceitar aquilo: contrariava sua fé. A crença que ele aprendera estava agora em jogo. Entendia que estava diante de Satanás; e achou que tudo aquilo era obra do diabo. Então, tentou esboçar um exorcismo. Levantou-se, fez gestos, clamou por Jesus e Jeová na esperança de aquilo desaparecer. Ficou nessa prática por longo tempo, mas nada... Quando acabou, “nada desaparecera, ‘eles’ continuavam ali, e nós também”, contou desolado. Tudo fora inútil, nada mudara: o casal continuava dentro do disco voador, falando com seres de outra Terra.

Após observar atentamente a prática, Karran quis saber o porquê de ele falar tanto em Deus. Hermínio explicou que se tratava de ensinamentos da Bíblia, um livro que era a “palavra de Deus”. O alien, por sua vez, observou: “O Criador supremo do universo não se conhece verdadeiramente por livros ou coisas semelhantes, mas sim pela terra que se pisa, pelo ar que se respira, pelo alimento, pela visão, pelos sentidos e pelas coisas criadas, não por aquilo que está num livro”.

De modo notório, o alien tinha um Deus; e o conceito que fazia do Criador era algo diferente do de Hermínio. O diálogo fez com que a interpretação inicial fosse modificando aos poucos, pois Hermínio notara, claramente, que Karran não era deste planeta nem, tampouco, a criatura diabólica que sua crença lhe fazia imaginar.

Quanto à tecnologia de comunicação dos aliens, Hermínio observou: “Não falávamos por telepatia, aquele aparelho que estava na minha cabeça fazia as traduções do meu idioma para o dele, e vice-versa”. Além disso, testemunhou que havia um intérprete, infiltrado na Terra há dois anos,  que também podia fazer a tradução.

Bianca, por sua vez, descreveu em seu livro alguns detalhes dos “capacetes de tradução”. Falou que eram da cor de alumínio fosco e moldavam-se bem em suas cabeças, cobrindo-as totalmente: “A testa, até a altura das sobrancelhas, as têmporas e os ouvidos, tendo, nesta parte, saliências como se fossem dois fones”. Na testa havia uma lâmpada, e outras lâmpadas menores espalhadas pelo capacete. Ao lado de cada uma, saiam fios cor de prata, com pino na ponta. Tinha também uma caixinha com pulseira, parecida com relógio de pulso, tendo lâmpada e fio como os do capacete.

Apenas concluída a preparação, entrou na sala um ser, pegou fio por fio dos capacetes e ligou cada um numa tomada do aparelho. Os dois alien com capacete sentaram-se nas poltronas, em frente ao aparelho. “Vi duas enormes lâmpadas se acenderam no painel, uma em cima e outra embaixo”, explicou Bianca. Então capacetes e pulseiras se iluminaram, estabelecendo-se a conversa, com perfeito entendimento entre as partes. O casal se deu conta de que estava diante de seres de um planeta que eles não sabiam qual, embora lhes fosse dado o nome, Klermer. “Muito longínquo e desconhecido dos terrenos”, segundo Karran.

O casal somente foi devolvido dois dias depois. Passavam alguns minutos da meia-noite, madrugada de 15 de janeiro, quando o casal parou o carro num posto de gasolina, próximo a Conselheiro Lafaiete, cerca de 200 quilômetros do local da captura. A partir daí, ambos experimentaram mudanças em suas vidas. Na nave, Karran lhes falara dos primórdios da Terra, das coisas do espaço e ensinara-lhes a aprimorar o espírito. Mostrou-lhes que é possível fazer uma prática de exteriorização da alma, observar a vida e o mundo com outros olhos e interagir com entidades de outra vibração.

Conforme postula a Doutrina Espírita, o espírito encarnado vive imerso na matéria, mas durante o sono reparador ou após um desdobramento consciente, pode soltar-se da matéria corpórea e transportar-se a pontos distantes do espaço. Então, como um pássaro fora da gaiola, a alma emancipada interage no mundo dos espíritos, e quando auxiliada por entidades mais evoluídas, pode interagir também na esfera dos seres encarnados em corpos sutis, menos materiais que o nosso.

Nas paragens dimensionais, cada qual gravita conforme seu peso específico. Hermínio e Bianca puderam aprender a técnica de emancipação da alma, ensinando essa prática a muitos outros. Trabalho semelhante é realizado hoje pelo médico, odontólogo e cientista da consciência, doutor Waldo Vieira, e também pelo conceituado autor, radialista e professor Wagner Borges, nosso colega de Equipe UFO, presidente do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB.

Os contatos do ET não pararam aí, houve novos encontros com Karran. Num deles, após Bianca escutar de um grupo amigo que Karran podia ser uma entidade dimensional e não física, ela quis saber a verdade dele mesmo. Então Karran explicou que “as dimensões existem, são frequencias vibratórias do universo”. Falou que os humanos, incluindo ele, pertencem a duas delas: a física, em que estamos; e a outra, em que fomos criados, ou seja, a esfera espiritual. E o ET asseverou: “Não vê que tenho matéria? Portanto, pertenço a esta dimensão do universo, a física”.

Também disse que, embora pudesse sair do corpo em espírito, num efeito que particularmente chamamos “emancipação da alma”, não podia de modo natural incorporar médium na Terra, pois a nossa matéria não suportaria a sua energia. Acentuou que por pertencer a outro sistema solar, sua energia difere muito da terrestre.

O ET falou ao casal de coisas incríveis que teriam acontecido na Terra durante o desenvolvimento do homem, mas em tudo que disse não ofereceu prova. Deu apenas sua palavra, mostrou sua nave e sua tecnologia. Marcou profundamente as testemunhas e deixou a elas a decisão de contar ou não o acontecimento. No final de um dos encontros, quando a nave alçou no céu, Hermínio, tendo obtido consentimento prévio de Karran, tirou várias fotos, as quais ele explica e coloca para conhecimento público.

Quanto a nós, tivemos a satisfação de assistir pela antiga TV Tupy ao programa Flávio Cavalcanti, em 1978, no qual esteve presente o casal contando sua experiência em detalhes. Hoje, 35 anos após a abdução, é possível observar experimentos com ratos, macacos e seres humanos, nos quais vemos feitos fantásticos serem produzidos com a mente e a alta tecnologia. Temos hoje engenhos semelhantes àqueles “aparelhos de cabeça” alienígena, tidos, na época, como objetos de ficção.

Naquela época, embora tais engenhos fossem desconhecidos da nossa ciência, não o eram da dos alienígenas. A tecnologia usada lhes permitia captar e decodificar impulsos cerebrais e sonoros, para conversação direta entre seres de civilizações distintas, numa demonstração de que não estamos a sós no universo e de que nele há seres mais avançados que nós em todos os sentidos. Veja os vídeos abaixo e constate isso.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!

 

Flávio Cavalcante: Caso Karran, P2:

 

Controle da mente P.1

 

Controle da Mente P.2

 

28. Repercussão da entrevista Bongiovanni

21.01.11 - 11h28
crédito: Nonsiamosoli
ampliar
Apresentado pela rainha Sofia, Bongiovanni cumprimenta Gorbatchov, presidente da União Soviética, e sua esposa Raissa. Madri, 27/10/90.

Por Pedro de Campos

A entrevista que Giorgio Bongiovanni concedeu a Pedro de Campos, para a Revista UFO do Brasil, ainda desperta atenção dos leitores. A redação da UFO recebeu o comunicado que motivou está postagem. Agradecemos ao leitor a oportunidade de esclarecimento e, em razão do interesse, vamos estendê-lo ao público. Não vamos declinar aqui o nome do remetente, pois ele mesmo, caso queira, poderá fazê-lo, comentando este blog. Trata-se de um espiritualista convicto, participante de atividades paranormais e estudioso de casos ufológicos. Em suas análises, discorda que os aliens de Roswell seriam “como robôs a serviço de seres mais evoluídos”; e argumenta que existem muitos relatos envolvendo tais seres, sugerindo-nos que “são inteligentes e se utilizam de tecnologia avançadíssima”.

De nossa parte, consideramos necessário um estudo detido da citada entrevista. Nela, notamos que o entrevistado, embora tenha tomado uma estrada variante para interpretar os seres do incidente Roswell, ainda assim não se afastou da ideia original do coronel Philip Corso, autor do livro Dossiê Roswell , que trata do caso. Como oficial do Exército dos Estados Unidos, o coronel Corso diz ter visto as criaturas alguns dias após o incidente, num quartel do Exército, e que, anos depois, sob ordens superiores, examinou o relatório das autópsias e viabilizou o trabalho de engenharia reversa da nave alienígena. Para ele, eram entidades vivas e geneticamente modificadas, próprias para viagem de longa duração.

Qualificá-las de espécie de “robôs” ou de “servidores inteligentes”, como o fez Bongiovanni, não fica fora do conceito original de Corso, testemunha militar do Caso Roswell. Em seu livro, e em suas palestras, o coronel informa que as criaturas usavam “faixas de cabeça” e, por meio delas, com a ponta dos dedos e ação do pensamento, os aliens poderiam operar os controles da nave; sendo assim, não seria impossível a comunicação dos operadores com a base alienígena, onde estariam outras inteligências, talvez mais evoluídas que os tripulantes acidentados. O certo, não se sabe! Tudo fica no campo das hipóteses, e a ventilada por Bongiovanni é apenas uma.

Numa segunda abordagem, o leitor diz que os chamados “Seres de Luz”, dos quais Bongiovanni faz referência, seriam para ele “prepostos de Jesus”, entidades que estariam “conduzindo e defendendo os humanos nas situações mais graves da vida”; como, também, estariam “controlando os seres de outros planetas e fixando um limite em suas ações na Terra”.

Nessas colocações, o leitor concorda com o entrevistado. Mas não crê que Jesus viesse a se apresentar materializado na casa de Bongiovanni, pois não entendeu o “sentido de tal aparição”; estranha a falta de uma “mensagem clara”, uma orientação, por assim dizer, e considera que o “governador da Terra” estaria muito além das “aparições isoladas e particulares”.

Diferente da primeira disposição, a segunda é de extrema dúvida para o leitor remetente. De nossa parte, não temos motivo para duvidar que Bongiovanni tenha presenciado uma materialização em sua casa. Devemos realçar que não se trata aqui da opinião do entrevistado sobre um fato testemunhado por outro, como o Caso Roswell, mas do seu próprio testemunho, algo que ele vira em primeira pessoa.

Se considerarmos que a materialização ocorrera, então seria o caso de indagar: Como certificar que o simulacro era Jesus? Na identificação, teria a entidade induzido Bongiovanni a erro? Como saber isso? De fato, a dúvida persiste. Sem acurado exame da aparição fica impossível emitir juízo de valor. Por outro lado, poderíamos especular: Filosoficamente, haveria chance de que fosse mesmo Jesus? Estaria Ele acessível aos simples mortais? São perguntas que ficam para reflexão. Contudo, para o que está fora do positivismo científico, não há certificação; e o caso passa ao domínio da crença.

A crença, por sua vez, é algo de foro íntimo. Hoje, há quem diga que Jesus não existiu; outros, que não era o Messias. Poucos crêem que Ele tenha nascido de uma virgem, a qual, depois do parto, permanecera virgem, para, em seguida, ter vários filhos, conforme mostram os Evangelhos. Difícil entender esses fenômenos sem considerar Jesus um ser diferenciado. E mesmo aqueles que crêem na origem virginal, talvez não creiam que Ele fosse um humano híbrido, mas humano integral, Filho de Deus espiritual. Mas não é fácil entender um ser “apenas espiritual”, como Deus, inseminando mulheres na Terra [em sua entrevista, Bongiovanni deu  interpretação interessante sobre isso].

Os Evangelhos registram que Jesus transformou a água em vinho, sugerem que Ele bebia o fruto da vinha e expulsou os vendilhões do Templo, mas muitos não crêem nisso, pois acham que tais atos seriam incompatíveis com sua perfeição espiritual. Há quem creia que Jesus não ressuscitou nenhum morto nem expulsou os demônios, dizem que um corpo morto não revive e que os demônios não existem. Alguns parapsicólogos, inclusive, falam que os fenômenos físicos, assim como os praticados por Jesus, têm origem na força mental e na capacidade de sugestão do sensitivo, nada tendo de atividade de espírito desencarnado, colocando em jogo , ainda que de modo impensado, os feitos de Jesus.

Assim, sucessivamente, chegamos a um emaranhado de crenças e descrenças. Quem encontra nelas uma lógica de entendimento, uma fé, passa a acreditar; os demais, não! E como há crenças de todo tipo, contrariando uma a outra, o cidadão imparcial que de fora as observa tem dificuldade em distinguir qual lhe seria verdadeira. Somente a reprodução do fenômeno e seu controle científico poderiam certificá-lo, transformando crença em fatos reais.

Não obstante isso, sem dúvida, a doutrina de Jesus superou todas as outras, foi ao encontro dos anseios do povo e absorveu o mundo ocidental quase inteiro. E sendo Jesus tão magnânimo aos simples, como mostram os Evangelhos, por que não poderia Ele se materializar para o seu missionário que traz no corpo os estigmas da Paixão? Quanto a nós, quando vimos a formação dos estigmas em Bongiovanni, os quais ele dá como oriundos da esfera crística, não pudemos descartar a chance de a entidade motora ser o Cristo ou um de seus prepostos, já que naquela esfera, segundo alguns contatados, as entidades são semelhantes entre si e altamente capazes. Bongiovanni dá detalhes disso em seu livro, A Nova Ciência Divina.

Conforme observa o espiritismo científico, a materialização seria promovida e controlada por entidades de hierarquia elevada, e nisso está incluso as da esfera crística. Sendo assim, não duvidamos que Bongiovanni assistisse em sua casa a materialização relatada por ele na entrevista. Consideramos que o evento poderia ser um estímulo à sua missão, haja vista sua condição de estigmatizado há mais de 20 anos. Contudo, quem não presenciou o episódio, assim como nós, tudo cai no domínio da crença. Os próprios sensitivos, distanciados de Bongiovanni, sem conhecerem a extensão de sua capacidade mediúnica, principalmente a de efeitos físicos, nem a sua lisura, encontram dificuldade para acreditar num fato tão incomum como a materialização de Cristo.

Abdução foi o terceiro tema abordado pelo leitor remetente. “As abduções são amplamente pesquisadas e não raro com relatos de violência contra os abduzidos”, afirma o leitor. Ele está certo de que existem outras civilizações no cosmos, as quais nos visitam fisicamente, agindo com certa autonomia na obtenção de seus propósitos. Na entrevista, tratamos do tema abdução com Bongiovanni, principalmente do Caso Giovanna Podda, embora isso não tenha sido publicado na UFO, pois ficamos na espera de novas evidências. Essa italiana da Sardenha relata coisas incríveis que teriam sido feitas a ela por seres alienígenas. Dá conta de ter sofrido inseminação artificial por 18 vezes, ficando, em cada uma delas, grávida até o limite de dois meses, quando o suposto híbrido teria sido retirado pelos aliens.

Trata-se de algo verdadeiramente fantástico, relatado por uma mulher que não teve receio de contar nada em público. O insólito vivido por ela está sendo discutido em toda a Itália, principalmente em Villaspeciosa, província de Cagliari, onde Giovanna estaria vivendo, e na Sardenha, onde teria nascido. As opiniões divergem, repartindo o público interessado. Contudo, diferente de outros relatos de abdução, o Caso Giovanna traz algo novo: o filme de um aborto realizado em casa e um suposto feto alienígena.

O programa Mistero, apresentado na tevê italiana por Enrico Ruggeri, encarregou-se de mostrá-lo ao mundo, em meados de 2009. Quanto a nós, no Brasil, longe dos acontecimentos, discutimos o caso desde aquela data. Bongiovanni, por sua vez, perguntado por nós, não deu muito crédito ao caso. Ele tem uma opinião geral, dando conta de que “não há abdução negativa”. Contudo, as evidências mostram o contrário, sugerindo-nos algo preocupante. O Caso Giovanna permanece sob investigação dos ufólogos italianos. Trata-se de algo tão insólito, com evidências tão marcantes, que os especialistas não querem se precipitar num prognóstico sem o devido respaldo científico: pode estar aí a chance de transformar evidência em prova, com DNA e outros fatores diferenciados. É preciso esperar.

O vídeo abaixo (legendas em português) mostra parte do Caso Giovanna. Para quem domina a língua italiana, veja o complemento.

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel . E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Caso Giovanna, P1 (Português):



Caso Giovanna, P2 (Português):

 

 

Análise ufólogo Pablo Ayo P1 (Italiano):

 

 

Análise ufólogo Pablo Ayo P2 (Italiano):

 

 

27. O interesse do Fenômeno UFO no Japão

14.01.11 - 16h16
crédito: Revista UFO
ampliar
Contato de entidades alienígenas

Por Pedro de Campos

Recebemos de um membro da Associação de Divulgadores do Espiritismo do Japão (ADE-Japão), informações dando conta de que os japoneses estão começando a questionar sobre a casuística ufológica naquele país. O primeiro ministro japonês, inclusive, tentou abordar publicamente o assunto, mas os jornalistas céticos adotaram uma postura infantil, rindo de suas declarações. Então o partido preferiu deixar a questão dos UFOs esfriar, para o povo não pensar que havia no governo gente desequilibrada, falando de coisa fora do comum.

A nossa correspondente considera que no Brasil há mais receptividade do Fenômeno UFO que no Japão, sobretudo nas comunidades espíritas. Diz que naquele país as informações sobre os aliens deixam muito a desejar, embora se saiba da existência “deles”. Uma singela pesquisa revelou que a questão extraterrestre não é falada abertamente; contudo, há rumores de ocorrências no Japão e de que no Brasil os arquivos do governo foram liberados para pesquisa pública.

Fala-se, também, no Japão, que em alguns centros espíritas do Brasil é feito contato com entidades alienígenas encarnadas em outros mundos. O interesse no tema tem aumentado dia a dia, inclusive com a nossa entrevista à Revista UFO. A leitora gostaria de saber se nos centros espíritas, além das manifestações de espíritos, estaria se verificando também contato com entidades alienígenas suprafísicas, os chamados ultraterrestres (UTs).

Informa, inclusive, que tomou conhecimento no Japão de uma experiência incomum. Diz que certa vez uma pessoa avistara dois objetos de cor branca dentro de casa, durante a madrugada; depois, acordara pela manhã com forte dor na narina. Certos fatos ocorreram, e após alguns dias um exame médico de rotina nada achou de mais grave; o facultativo não pediu radiografia da face, pois, segundo é dito, seria um desperdício fazer exame somente porque o paciente pediu... Contudo, mesmo tomando a medicação, a dor, seguida de leve ardência, ainda persiste no mesmo local...

Ao tomar conhecimento das abduções e implantes verificados nos Estados Unidos, por meio da imprensa norte-americana, diz que em razão das lembranças e dos sintomas não descarta a chance de a paciente ter vivido uma experiência incomum. Então, indaga: “Além de ir ao médico, o que fazer num país em que ninguém acredita nisso?”

Na verdade, não nos propomos aqui aconselhar e resolver nada, mas apenas refletir sobre tais indagações. Naturalmente que as recomendações e providências médicas e psicológicas devem ser seguidas. A medicina tem mostrado todo seu valor ao longo do tempo, e não se pode diminuí-la nem desprezá-la, ao contrário, ela deve ser prestigiada e desenvolvida. No Brasil, contudo, não é incomum a vermos complementada com assistências alternativas. E isso poderia ser feito também no Japão.

Vários especialistas se detiveram a estudar as abduções e os implantes. Nos Estados Unidos, citamos o ex-professor de psiquiatria de Harvard, doutor John Mack, hoje falecido; o conceituado psiquiatra e também psicólogo interessado em fenômenos paranormais, doutor Berthold Eric Schwarz, médico do Essex Country Hospital Center, de Nova Jersey; e o não menos conceituado doutor Roger Leir, autor de prestigioso livro, com sua experiência em mais de 20 cirurgias de retirada de implantes e análise dos espécimes em laboratório. Esses especialistas são categóricos ao afirmar que os fenômenos são reais e sugestivamente alienígenas.

A exemplo dos médicos norte-americanos, os japoneses poderiam chegar à mesma conclusão. Mas para isso é preciso que os casos cheguem a eles, bem como que a hipótese alienígena seja estudada por eles na literatura deixada pelos antecessores. O nosso comentário é no sentido de estimular a leitura de livros especializados e que tais pesquisas sejam facilitadas no âmbito médico, pois assim se poderia chegar a bom termo.

Quanto ao evento no centro espírita, podemos dar o nosso testemunho particular. Descrevemos o episódio em detalhes no livro Um Vermelho Encarnado no Céu. Na ocasião, cerca de duas dezenas de pessoas testemunharam como nós o contato mediúnico de entidades alienígenas, numa assistência espiritual ao abduzido. O fato ocorreu no Grupo Espírita João Rocha, com a presença, inclusive, dos proprietários da Lúmen Editorial, que publicam os nossos livros. De fato, entidades encarnadas em outras dimensões estão se manifestando nos Centros Espíritas e nas práticas de Transcomunicação Instrumental, trata-se dos chamados ultraterrestres – UTs.

No vídeo abaixo vamos observar o “Triângulo das Bermudas do Pacífico”, um local de águas perigosas ao largo do Japão, conhecido também como "Triângulo do Dragão". Enquanto o Triângulo das Bermudas do Atlântico é uma região conhecida por estranhos fenômenos, o do Pacífico, por sua vez, é um triângulo ainda mais traiçoeiro, ao longo da costa japonesa. Essa faixa oceânica perigosa teria sido palco de centenas, talvez milhares de desaparecimentos de navios, submarinos e aviões, desde os primeiros relatos do século XIII. Os pesquisadores indagam: “Essas inúmeras perdas seriam pelo resultado das más condições climáticas e oceânicas ou por algo mais misterioso?”. As entrevistas incluem os norte-americanos Bill Birnes, editor da UFO Magazine, os autores consagrados Loren Coleman e Steven M. Greer, o pesquisador russo Vladimir Ajaja; além dos pesquisadores japoneses Junichi Yaoi, Ryutaro Minikami e Junichiro Nirasawa. Como também o diretor de tevê Kenichi Tsusaka, o professor universitário doutor Kazuo Tanaka, o professor Joyo Osaka, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, o presidente do grupo de pesquisa ufológica do Japão, senhor Junichiro Kato, o jornalista Masanobu Miyoshi, além de outros nomes exponenciais. (vídeo em inglês clique aqui).


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!

 

Triângulo das Bermudas do Pacífico, Parte 1/3:


Triângulo das Bermudas do Pacífico, Parte 2/3:


Triângulo das Bermudas do Pacífico, Parte3/3:

26. Ultraterrestre (UT) – definição

07.01.11 - 12h46
crédito: Nonsiamosoli
ampliar
Ithacar – entidade ultrafísica tida como de Marte, canalizada por Giorgio Bongiovanni.

 

Por Pedro de Campos

Ultraterrestre (UT) é termo vindo do latim. Está composto de: ultra, “que está além”; + terrestre, “da terra ou a ela referente como matéria”, “denso e transitório”. Por definição, é uma criatura cuja densidade corpórea está além da matéria terrestre, fora dos limites da matéria densa, embora tenha corpo transitório, dotado de ciclo vital limitado. Considerando que os orbes do cosmos foram formados pelos elementos fundamentais que também formaram a Terra, esse tipo de vida, caso exista nas esferas suprafísicas fora da Terra, estaria numa vibração além dos limites da matéria densa tridimensional.

Algumas características dessas criaturas foram relatadas nos contatos ufológicos. O UT é tido como entidade alienígena de outra dimensão, seja deste universo ou de outros, paralelos. Trata-se de uma criatura diferente do espírito. Embora semelhante a ele por ser invisível aos nossos olhos, diferente dele está encarnada numa esfera não-espiritual. Assim como o homem, tem um ciclo vital: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Pode viajar pelas várias dimensões do espaço-tempo e materializar seu corpo ultrafísico de modo semelhante ao espírito; contudo, enquanto o espírito o faz por ectoplasmia, usando os fluídos corpóreos do médium, o UT o faz por teleplastia, adensando seu corpo composto de uma espécie de luz, um plasma luzente postado numa oitava acima da vibração sólida, que lhe permite agregar outros substratos e manipular a luz própria com a qual faz quase tudo.

Foi o astrônomo e espiritista francês, Camille Flammarion (1842-1925), quem grafou pela primeira vez o nome “ultraterrestre” numa obra literária. Ele o fez no livro Récits de l’infini, editado na França, em 1872. No Brasil, a obra foi publicada em 1938, pela Federação Espírita Brasileira (FEB), com o título de Narrações do Infinito. Traduzido do francês para o inglês com o nome de Lumen, é encontrado nas livrarias da Europa e monopoliza a atenção dos aficionados. A entidade UT, descrita na “Primeira Narrativa” do livro, causou impressão positiva. Hoje, o termo é usado para definir entidades “menos materiais”, encarnadas em esferas dimensionais de outros mundos. Chico Xavier registrou a existência de tais criaturas, sem citar o nome, no livro Cartas de uma morta [Lake, 1981]. E, no livro Universo Profundo [Lúmen Editorial, 2003], nós retomamos essa designação fazendo novos desenvolvimentos, para consolidar a definição ultraterrestre aqui expressa.

Quem examina as obras da doutrina espírita, nota que Allan Kardec registrou nelas um cosmos de composição quântica, por assim dizer, composto de várias dimensões, dentre as quais: a dimensão do foco inteligente (espírito), a do molde biológico semimaterial (perispírito), a do corpo menos material (encarnação ultraterrestre), a do corpo material sólido (encarnação terrestre e extraterrestre), a do corpo mais material (encarnação em organismos semelhantes a cristais), e ainda outras estratificações distantes do saber humano. Se no século XIX essas dimensões eram inconcebíveis, hoje, porém, elas repontam como possibilidade científica, considerando-se que o mundo da ciência fala na existência de onze ou mais dimensões.

 

Nelas, haveria uma química sutil e uma física de partículas juntando estruturas numa oitava acima da nossa, formando mundos e entidades vivas numa vibração de requinte apurado. Nessas esferas, os espíritos poderiam formar novas composições corpóreas, plasmar corpos daquele tipo de luz e deles fazer uso para evolucionar em ambiente sublimado. Com os avanços da Física Teórica, tal hipótese reponta como algo pensável, corroborada, inclusive, pelos argumentos incomuns das Escrituras Sagradas, as quais registram que a Terra foi visitada por entidades ultrafísicas com grau avançado de evolução. Se na Antiguidade era impossível o entendimento científico da questão, o mesmo não se pode dizer hoje.

Segundo as entidades codificadoras do espiritismo, o UT está presente também nas dimensões dos planetas do Sistema Solar [LE P.188ndr; A Gên VI:61; XIV:8]. É dito que nessa bioforma incomum o espírito encarna, por assim dizer, para cumprir um ciclo de vida e adquirir experiência numa ordenação de vida sem as dificuldades que a matéria densa proporciona [ESE III:8-18; XXVII:77]. Hoje, embora se cogite teoricamente desse tipo de vida, trata-se ainda de algo totalmente alheio ao saber científico.

Essa entidade incomum, segundo os espíritos, usa de nave etérea, por assim dizer, a chamada “morada de pássaros” [Revista Espírita, FEB, ago. 1858], um engenho construído no mundo das partículas. Viaja num hiperespaço composto de várias dimensões. Pelos contatos, sabe-se que pode converter, por tempo relativo, seu próprio corpo e seus engenhos em massa similar à terrestre, ficando tangível no mundo tridimensional. Essa seria a razão de os nossos instrumentos registrarem a presença de tráfego UFO em certos locais, quase sem chance de positivação concreta pelas autoridades, motivada por rápida desmaterialização e controle eficaz do processo alien.

 

Na Terra, a comunicação do UT com o homem é feita geralmente por telepatia e clarividência; em estado normal, a entidade não incorpora médium, mas pode fazê-lo ocasionalmente, de modo não ostensivo, caso esteja emancipada do corpo ultrafísico; na nave, geralmente, comunica-se com a alma humana desprendida do corpo, mas pode fazê-lo também materializada; pode se manifestar através de aparelhos, como na chamada TCI-Alien.

Deve-se ter em mente que o UT não é o ser extraterrestre (ET) procurado pelos pesquisadores científicos, pois se trata de uma inteligência suprafísica. O ET procurado pela ciência seria uma criatura de corpo sólido, evoluído num ambiente tridimensional como a Terra, sem necessidade de ser igual ao homem na aparência e na constituição orgânica. Sendo biologicamente denso, para vir a Terra precisaria fazer uso de “nave espacial”, praticar algum tipo de “teleportação” e vencer as monumentais distâncias interestelares. Não seria um tipo que se materializa como o UT, mas que se transporta para vir à Terra.

Na Ufologia, acredita-se que os ETs poderiam chegar à Terra através dos Warmholes [Buracos de Minhoca], uma formação de tubos no espaço-tempo que permitiria viagens quase instantâneas no cosmos. Os esforços científicos financiados pela tributação do povo são feitos para encontrar ETs de natureza sólida, criaturas que estariam muito distantes do Sistema Solar, mas até agora, nenhum planeta com possibilidade de vida inteligente, algo semelhante à nossa, foi achado. Por lógica, a casuística ufológica seria raríssima. Mas a verdade é que estamos diante de uma enorme fartura de casos, de incontáveis testemunhos de contato e de relatos numerosos de abdução. Diante disso, ao examinarmos as diversas teorias em voga, vemos que a hipótese ultraterrestre leva nítida vantagem sobre as demais. Na atualidade, para a maior parte do público aficionado por Ufologia e que frequenta congressos, os nossos visitantes, em sua maioria, seriam entidades suprafísicas: UTs.

Nos vídeos abaixo [DVD 019, Revista UFO, Encontro com civilizações cósmicas], vamos observar algumas pesquisas sobre os contatos de George Adamski nos anos 50-60. As criaturas diziam vir de planetas do Sistema Solar, como Vênus, Marte e Saturno. Na época, ainda não se sabia com certeza se haveria neles algum tipo de vida inteligente. Adamski escreveu dois livros contando tudo, reuniu fotos, filmes e depoimentos de testemunhas acima de qualquer suspeita, que com ele avistaram as naves e os seres de outros planetas. Os contatos foram sólidos, e as criaturas chamadas de ETs. Anos depois, constatou-se que naqueles planetas não havia ninguém. Então, uns consideraram uma farsa de Adamski; outros, que os ETs mentiram sobre o planeta de origem; e outros, ainda, em razão das evidências, que as criaturas eram UTs materializados, entidades planetárias, mas suprafísicas. O Caso Adamski foi estudado por nós no livro Os Escolhidos, e mostrado em vídeo nos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1. Veja e conclua por si mesmo.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!

 

Caso George Adamski (em espanhol)

25. Contatos de quinto grau e ciência nas instituições contatistas

30.12.10 - 09h24
crédito: Ultrad
ampliar
A Mente: percepção extrassensorial e mediunidade.

Por Pedro de Campos

O “contato de quinto grau” carece de consenso no meio ufológico quanto à sua definição. Para nós, está caracterizado exclusivamente por atividade paranormal, evento parapsíquico de contato alienígena em que ocorre, eventualmente, o aparecimento da nave nos céus. Em geral, tal conexão é obtida por canalizador sintonizando um agente externo. No espiritismo, trata-se de evento em que o médium sintoniza por telepatia, clarividência ou clariaudiência uma entidade encarnada numa “matéria” de outra vibração, diferente da nossa.

A canalização pode derivar também para o contato através de “emancipação da alma”, evento em que a alma vai, mas o corpo fica. A “soltura da alma” não é abdução, mas artifício para contatar entidades “menos materiais”, postadas num espaço ultrafísico. Nesse evento, o corpo espiritual adentra ao objeto alienígena e pode interagir com seus ocupantes. São exemplos de quinto grau: Caso Alexânia (período de canalização e soltura da alma); Caso Bongiovanni (canalização de Ashtar Sheran e outros seres ultrafísicos, com aparecimento eventual da nave).

Ressalva-se que a manifestação de espírito desencarnado em outro orbe, que vem à Terra e aqui incorpora o médium, seria preferível chamá-lo de “espírito estrangeiro”, para não confundir a sintonia mediúnica com a outra, a telepática, canalizada, em que a entidade contatada é o chamado ultraterrestre – UT, encarnado num corpo sutil, em outra dimensão do espaço-tempo. Chamar o espírito ou o ser ultraterrestre de ET é a pior das opções: confunde o entendimento e contraria os postulados científicos. O ET deve ter natureza sólida, consistente como a dos seres humanos, mesmo que sua carne não seja carne, mas massa densa. Hoje, nos círculos contatistas, tem-se que o espírito e o UT sejam entidades ultrafísicas. Sendo assim, o tema requer novo método de estudo e nova abordagem.

A dificuldade está em diferenciar os agentes invisíveis, pois tanto o espírito quanto o UT estão numa vibração da matéria diferente da nossa. Não nos propomos aqui a explanar sobre tais diferenças, pois já o fizemos relativamente, tanto quanto possível, em alguns de nossos livros; por solicitação dos leitores, vamos apenas mostrar a importância de dar início a uma prática científica nas instituições chamadas “contatistas”.

A pesquisa científica tem o mérito não só de dar entendimento, mas também de abolir desequilíbrios, tais como a insanidade observada, por exemplo, na seita Heaven’s Gate e na pseudociência de alguns, que chamam de ET aquilo que não pode ser concluído como tal; pois, para a ciência, espírito e UT seriam apenas expressões da mente, enquanto o chamado ET ainda não foi encontrado em nenhum planeta. Se “eles” existem, os tipos invisíveis estariam em outra dimensão, e os de massa densa, distantes demais da Terra; quaisquer deles, para chegar aqui, teriam de viajar sem sabermos como; apenas o nosso conhecimento científico poderia nos ajudar a resolver a questão, dando-nos maior conhecimento sobre “eles”, razão pela qual a ciência se faz importante em toda instituição.  

Analogamente, em suas pesquisas, Allan Kardec, codificador do espiritismo, era partidário de que os fenômenos por ele estudados deviam ser objeto da crítica experimental e da ciência positiva, por isso adotou rigoroso método investigativo. “O espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o ABC”, corroborou o astrônomo francês, Camille Flammarion, em seu discurso fúnebre homenageando a Kardec. Mas a doutrina dos espíritos tem o chamado “tríplice aspecto”, ou seja, é ciência, filosofia e religião. Em razão disso, no Brasil, adotando uma linha variante da usada por Kardec, os adeptos brasileiros mais impregnados de religiosidade deliberaram priorizar o aspecto religioso; hoje, eles constituem maioria.

Não obstante os exaustivos trabalhos de notáveis psicobiofísicos, principalmente na Inglaterra, nos Estados Unidos e na União Soviética, a prática cotidiana no Brasil, desenvolvida por ilustres espiritistas no século XX, encarregou-se de deixar a doutrina assim como é hoje. Dentro do tríplice aspecto, a ciência ficou em plano menor: dificilmente se acha hoje uma instituição com o propósito científico da de Kardec, especificado em O Livro dos Médiuns (cap. XXIX-XXX).

Por outro lado, também, dificilmente se acha uma instituição que faça contato com “espírito de outro orbe” ou com “entidade encarnada em esfera sutil”, como a de Julnius, por exemplo, que Kardec contatara em seu tempo [veja neste blog a postagem 24], mas sem chance de avaliar cientificamente a prática. Hoje, um século e meio depois, por certo aquelas entidades deveriam habitar o mesmo orbe dado na Revista Espírita (agosto de 1858), de cuja informação o livro A Gênese (cap. XIV, I:8) também faz referência.

Dentro do “tríplice aspecto”, num primeiro momento, a ciência é coisa distinta da religião, e isso é fato incontestável, mas num segundo instante, as coisas podem mudar. Um investigador psíquico, totalmente isento, haverá de colher resultados, fazer deduções e tirar seu aprendizado da pesquisa realizada. Quando conclui a sobrevivência da alma após a morte, a sua natureza extrafísica e a influencia dela no mundo dos vivos, – então nos parece difícil fazer a distinção, pois a “ciência” absorve a “religião”, virando coisa única. De início, no Brasil, esse “ponto de fusão” fora achado e aceito; em seguida, as novas gerações espiritistas o deram como verdadeiro, dispensando novas pesquisas para certificar aquilo que já fora certificado no passado, considerando-o como coisa certa. Ocorre que a ciência está hoje num estágio mais avançado que no passado e pode contribuir de modo muito mais intenso para explicar os fenômenos espiritistas.

O norteamento científico dado no Brasil, para a doutrina, fez o processo de autocrítica ficar escasso nas instituições, pois ciência espiritista não é falar genericamente da ciência, mas aplicá-la nas atividades psíquicas e mediúnicas; é pesquisar, avaliar e certificar as manifestações com técnicas modernas. Considerando-se isso, a pesquisa estacou na maior parte das sociedades, vivendo-se mais de estudar o passado do que de investigar o presente. Mas o passado é história e não se pode viver dele indefinidamente, porque ciência é movimento constante de progresso; sendo assim, o caminho traçado por Kardec uma hora ou outra será retomado.  

As modernas técnicas de hoje podem ser aplicadas nos contatos mediúnicos, nos transcontatos por instrumentos, nas curas extraordinárias e seu acompanhamento, na materialização de seres, na teleportação de objetos, nos fenômenos de poltergeist, nos registros da casuística, na precognição e seguimento dos fatos. Como também podem ser aplicadas nas atividades de cunho anímico, como: emancipação da alma e seus feitos extraordinários, realizações intelectuais e eventos psíquicos incomuns, experiências de quase morte [Vídeo abaixo], regressões a vidas passadas, estudos da reencarnação [Vídeo abaixo] e uma gama variada de outros, em que as modernas técnicas podem estar presentes e ajudar na elucidação dos fenômenos.

Cercear tais atividades nas instituições não é o mais inteligente, pois os fenômenos e as pesquisas migram para outras casas, dando evidência a outros sensitivos e a outros investigadores, fazendo surgir novas doutrinas e novos adeptos. Como exemplo, temos na Itália o surgimento do sensitivo mais conhecido do mundo: Giorgio Bongiovanni [Veja neste blog a postagem 2]; no Brasil, exemplos notáveis como: Waldo Vieira, Trigueirinho, Mônica Medeiros; além de excelentes pesquisadores como Sônia Rinaldi e os médicos Paulo César Fructuoso [Veja neste blog a postagem 17] e Frederico Camelo Leão.

Além disso, a falta da ciência aplicada e da autocrítica experimental estreita os limites da razão, retroage ao passado arcaico, transforma doutrina em religião, dá causa à crença desmedida, descuida do raciocínio lógico, gera dúvida e pode conduzir ao ridículo, abrindo campo aos desequilíbrios, às contendas internas e aos processos obsessivos; publicamente, reduz a confiança nos fenômenos mediúnicos, nos médiuns e na doutrina ensinada; além de dificultar sua divulgação na mídia moderna por falta de vídeos confiáveis, que expressem os feitos e possam dar crédito aos fenômenos pleiteados.

Sem dúvida, a prática contatista deve ajustar seu rumo. É preciso organizar as sociedades e ter nelas uma consultoria psicobiofísica, um pesquisador anímico-mediúnico sério, da linha do saudoso professor Hernani G. Andrade (Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas – IBPP), pois do mundo invisível sabemos pouco cientificamente. Um consultor confiável poderia dar à prática contatista importante conteúdo de ciência, facilitando o entendimento dos sensitivos sobre si mesmos e a interação com essas frequências de vida mais adiantadas, detentoras de recursos científicos diferentes dos nossos. Tal estudo poderia aprimorar a sintonia, detectar a origem e incrementar o intercâmbio com meios técnicos capazes, talvez, de certificar a existência de tais entidades. Então será possível dar a público, com metodologia confiável, aquilo que hoje parece apenas truque, ficção ou lances da mente imaginosa.

Finalmente, surge a oportuna indagação de Kardec: – “E que serve todo esse conhecimento se não for para melhorar o homem?” De fato, o homem pode conhecer bem a casuística e não avançar em humanidade; porém, se as instituições sérias reúnem em torno de si pessoas boas, estudiosas, intencionadas no bem e cientificamente preparadas, então haverá união, harmonia e fraternidade; não o inútil e pueril antagonismo, preocupado em elevar o amor-próprio, cheio de orgulho e de palavras, mas vazio de bom sentimento e de realizações. Então, segundo Kardec, as sociedades contatistas "serão fortes, inquebrantáveis, respeitadas e imporão silêncio à tola zombaria dos opositores, porque falarão também em nome da moral evangélica, que a todos silencia”, pois o “tríplice aspecto” doutrinário implica equilibrar “ciência, filosofia e teologia”, para buscar a verdade com chance de sucesso.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Evidências de reencarnação, parte I:



Experiência de quase morte:

24. Kardec contatou alien de Julnius

23.12.10 - 11h00
crédito: Voar News Avião&Defesa
ampliar
Aerocraft ML866 – Dirigível do Futuro: ajudando a entender a ”morada de pássaros”.

Por Pedro de Campos

Allan Kardec publicou na Revista Espírita (1858 - mar., abr., ago. e set.) os relatos mediúnicos de Victorien Sardou, ditados por Palissy, um alien que se dizia “encarnado” num corpo “menos material”, numa dimensão de Júpiter. A entidade não se apresentara na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas a bordo de uma nave espacial, mas emancipado de seu corpo ultrafísico, o qual ficara naquelas instâncias. Ali captara o pensamento invocativo de Sardou e, em espírito, viera à Terra. Ao manifestar-se, respondeu 82 perguntas e falou amplamente sobre Julnius, sua cidade espacial. Nela, as camadas sutis em que a vida se desenrola escapam ao nosso entendimento científico.

Hoje, na Ufologia Moderna, quem lê as perguntas formuladas ao alien pode ter a impressão de simplicidade excessiva. Mas para avaliar melhor é preciso voltar àquele momento histórico-social e considerar o grau de avanço científico do século XIX. Naquele tempo, a comunicação à distância apenas iniciara-se com o uso do código Morse, não havia rádio nem avião. O objeto aéreo conhecido era o balão, impulsionado por ar quente, que transportava os pioneiros com grande risco por apenas alguns quilômetros. O dirigível de porte só veio após a desencarnação de Kardec, quando o invento do motor a explosão resolveu a questão da dirigibilidade.

A falta de tecnologia para comunicação à distância e a inexistência de engenho aéreo de transporte dificultou os interlocutores e fê-los omitir indagações sobre naves espaciais e contato regular por aparelhos. Curiosamente, o próprio alien tratou de dizer que em seu mundo “eles” viajavam em “moradas de pássaros”. Hoje, com a ciência mais desenvolvida, podemos supor a existência de um tipo de nave para percorrer o cosmos e servir de morada perene, mas ainda é difícil aceitar o tipo de vida relatado.

Embora existam hoje testemunhos de avistamento e contato com seres de outra dimensão, ainda não há recurso técnico capaz de validar a vida descrita por Palissy, entidade de Julnius. Não obstante a TCI-Alien nos dê indícios de que no futuro se poderá fazer contato regular com seres ultrafísicos, ainda assim temos de reproduzir os relatos do sugestivo alien sem emitir nenhum juízo de valor, deixando a interpretação por conta do leitor.

Segundo as descrições, a metrópole de Julnius não fica no solo, mas nos ares. “Nada falta nessas moradas flutuantes, nem mesmo o encanto da verdura e das flores”, descreve o alien. Há ali uma vegetação que não encontra paralelo na Terra, composta de plantas e até de arbustos que, pela natureza de seus órgãos, respiram, alimentam-se, vivem e se reproduzem no ar. Os habitantes são descritos como de silhueta humana e altura maior que a do maior homem. Há sexos diferentes, pois é dito ser o sexo lei reprodutiva presente por toda parte onde a inteligência "material" exista.

Os habitantes de Julnius possuem corpos de pequena densidade, que lhes permite o deslocamento alado, por volição. Não obstante a leveza de seus corpos e a capacidade própria de deslocamento, numa época recuada “eles” sentiram que “a conquista dos ares era ainda indispensável”, pois “a imobilidade da morada celeste, o ponto fixo do lar espacial era um entrave para todas as suas grandes obras”. Realizou-se então um progresso. Hoje, é dito que suas “habitações” se deslocam rapidamente nos espaços, como “moradas de pássaros”. Têm “eles” a possibilidade de transporte a tal e qual distrito espacial no momento que lhes convenha, fazendo as suas existências mais úteis e grandiosas.

Alimentam-se curiosamente pela respiração, pois para corpos sutis o ar tem propriedades nutritivas. A organização corpórea dessas criaturas incomuns é fluídica e luminosa, uma espécie de vapor imaterial, com foco ardente de luz vaporosa e brilho magnético. Tal forma corpórea vive mais que a humana: seu ciclo vital equivale a cinco séculos do nosso tempo. “Sendo mais depurada a matéria de que é formado o corpo, ela se dispersa após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida”, informa.

Até os animais naquelas instâncias são dados como diferentes: uns, da mesma espécie que os terrestres, são mais capazes; outros, de espécies diferentes, são mais evoluídos e funcionam como servidores inteligentes da espécie principal, comunicando-se entre si com linguagem que não se assemelha à nossa; em certos animais, a cabeça não está tão aperfeiçoada quanto o resto do corpo, mas são belos e se vestem como seres inteligentes, embora sejam animais.

Hoje, fora do espiritismo, nos círculos contatistas da Ufologia sabe-se que em estado natural essas criaturas são invisíveis ao homem, mas podem adensar seus corpos e seus engenhos sutis ajustando-os à vibração da energia do mundo visitado. Para a doutrina espírita, a visita desses ultraterrestres à Terra seria antiga, pois tais criaturas são anteriores ao homem, razão pela qual são também mais evoluídas.

Kardec registrou tais contatos em seu tempo, mas ainda hoje “eles” podem se manifestar nos centros espíritas, por meio da telepatia e da mediunidade. No primeiro caso, sua linguagem mental pode ser captada pelo homem; no segundo, com a alma emancipada, podem dar breve mensagem mediúnica. Seus engenhos ultrafísicos se deslocam pelas camadas sutis do cosmos, regulam sua densidade, pois com a luz podem fazer quase tudo, tornando-se visíveis e tangíveis quando preciso for.

Quanto aos ETs propriamente ditos, seres com naves e corpos sólidos, nascidos em mundos tridimensionais como a Terra, a existência deles, em algum lugar do cosmos, é admitida pelos espíritas. Mas a doutrina não contraria a ciência, por isso fica no aguardo das divulgações oficiais; também não pactua com despistamentos nem com mentiras e fraudes de qualquer espécie; não aceita mistificações ou lances ilusórios que encenem pretensas visitas alienígenas à Terra. Considera que o contato formal pode ser realizado; e, pelo fato de ser concreto, deixa vestígios e fala por si mesmo.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Chico Xavier - Forma dos seres de outros Planetas:



Chico Xavier - Viver em outros planetas:

23. ET, UT e Espírito - entidades distintas

16.12.10 - 11h29
crédito: Nonsiamosoli
ampliar
Nibiru Arat Ra, encarnação de João Batista num mundo sublimado

Por Pedro de Campos

A vida germinou na Terra após um trabalho de bilhões de anos. A bactéria inicial avançou e evoluiu. O símio primitivo se tornou hominídeo; e este, se fez hábil no trato da pedra e tornou-se homem, que por sua vez avançou na escalada e produziu tecnologia. Então, como um peixe no aquário, o homem deu alguns saltos fora d’água e descobriu um mundo novo: o cosmos. Produziu engenhos que o levaram para fora da atmosfera e aparelhos que lhe mostraram o infinito. As nebulosas irresolúveis do passado são hoje bilhões de galáxias, de buracos negros e energias variadas, com predominância da energia escura. O próximo passo da exploração espacial será criar na Lua as cidades-estufas e chegar a Marte com nave tripulada.

Em seus estudos, o homem já sabe que a matéria se transforma em energia e que partículas cada vez menores formam várias estratificações no espaço-tempo, fazendo do cosmos uma espécie de cebola com camadas multidimensionais que podem abrigar outros tipos de vida, em vibrações extraordinárias. Embora não tenha encontrado seu próprio espírito com os instrumentos que produziu, ainda assim é capaz de perceber a si mesmo como essência imortal, como criatura de Deus, cujo princípio fundamental não está no mundo de três dimensões, mas na esfera espiritual. É para essa consciência que falamos.

Quando o espírito nasce na Terra dizemos que encarnou, que recebeu um corpo terrestre para evoluir. Se nascesse em outro orbe, num corpo de matéria densa, seria qualificado de extraterrestre – ET. Mas caso seu corpo de nascimento fosse um plasma de energia, um aparato “menos material” postado no mundo das partículas, seria chamado por nós de ultraterrestre – UT, pois estaria além dos limites da matéria densa encontrada na Terra e em outros orbes do universo.

O espírito errante, por sua vez, não é terrestre, nem ultra nem extraterrestre, porque tais denominações definem um espaço de nascimento e uma consistência corpórea. O espírito em estado original está desencarnado, é um foco inteligente, não tem corpo físico; não nasce da reprodução de mulher, mas da natureza de Deus, sem que saibamos como. É imortal, diferente do ET e do UT, os quais são criaturas mortais. Compreende-se assim que não se deve confundi-lo com “entidades alienígenas encarnadas”. ET, UT e espírito são entidades distintas.

Para os espíritas, Jesus é um espírito puro. Vive no mundo espiritual, não tem corpo extra nem ultraterrestre, pois está desencarnado. Quando nasceu na Terra, seu corpo era terrestre, veio em missão especialíssima. E após o seu desencarne, voltou para o mundo espiritual do qual provinha. Acredita-se que tenha sob sua guarda os espíritos encarnados e desencarnados do orbe terrestre. Como espírito puro, não precisa de nave espacial para se deslocar no cosmos, pois sua constituição leve e depurada o permite fazê-lo sem qualquer objeto de transporte, bastando apenas exercitar seu poder mental para deslocar-se a qualquer parte, instantaneamente, com a velocidade do pensamento. Contudo, quem estuda os contatos ufológicos sabe que o mesmo não se poderia dizer de todos os seus auxiliares, porque os que estão encarnados em corpos ultrafísicos, em outras camadas do espaço-tempo, embora se pareçam com os espíritos e sejam invisíveis para nós, precisam de engenhos voadores para atravessar o cosmos e chegar à Terra.

Nas práticas psíquicas, os contatos com seres ultraterrestres têm sido fartos, mas como a entidade é invisível aos olhos da carne, a dificuldade está em diferenciá-lo do espírito. É comum chamar a ambos genericamente de “Espíritos”. Para a doutrina espírita, todos os orbes são habitados, vivendo-se neles num regime de encarnação e desencarnação, em corpos físicos e ultrafísicos de várias densidades. Os mundos e suas camadas rarefeitas são diferentes na composição matéria-energia, ensejando aos espíritos, durante o processo de gestação fetal, a formação de corpos conforme cada mundo ou cada esfera dimensional em que devam renascer.

Na próxima postagem vamos ver o contato feito por Allan Kardec com os seres de Julnius, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo propósito fora saber como são tais criaturas e como vivem em seu mundo. Algumas informações espirituais dão conta de que os ultraterrestres teriam corpos e ciclo vital diferentes do apresentado no vídeo abaixo, estando num patamar de progresso superior ao terrestre. No vídeo vamos observar uma simulação de como a consciência cósmica encarna na matéria física e as suas fases de desenvolvimento até a plena maturidade, quando deveria se reconhecer como espírito e avançar mais rápido na escalada de progresso.


Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Vida após a vida:

22. Chico Xavier, ETs e reencarnação de Emmanuel

02.12.10 - 20h46
crédito: Arte Espírita
ampliar
Desenho artístico retratando o espírito Emmanuel

Por Pedro de Campos

O médium Chico Xavier nos deixou dois assuntos importantíssimos para reflexão: um, sobre a existência de ETs e a possibilidade de contato com outras civilizações; outro, sobre a volta de Emmanuel numa futura encarnação.

Quanto ao primeiro, na noite de 28 de julho de 1971, em São Paulo, ao participar do programa Pinga Fogo, na TV Tupi, Chico deu informações importantes sobre possível contato de extraterrestres com a humanidade. Ao responder uma indagação sobre se a nossa civilização poderá entrar em contato com civilizações de outros planetas, o médium, envolvido por seu mentor espiritual Emmanuel, declarou que se nos anos vindouros o homem não entrar num conflito de proporções enormes, o contato poderá ser realizado.

Disse que quando o homem puder construir na Lua as cidades de vidro e as cidades-estufas, onde os cientistas possam ter base de apoio para observar a nossa Galáxia; quando o homem puder obter do nosso satélite os vários elementos químicos, inclusive a água, podendo construir ali usinas e laboratórios para deles se beneficiar; quando encerrar na Terra o período bélico que marcou a evolução dos povos, – então, quando isso acontecer, haverá possibilidade de contato com outras comunidades da nossa Galáxia.

O mentor espiritual asseverou que a nossa família não está circunscrita à Terra, mas é universal. Falou que não somos os únicos no cosmos e que não devemos esperar apenas seres como nós em outros mundos, pois no cosmos há uma diversidade de vida. Contudo, disse que para fazer contato formal é preciso antes merecer, ter atingido substancial desenvolvimento científico e elevado padrão moral, capazes de auferir benefícios e multiplicá-los nas coisas do bem.

Hoje, cerca quatro décadas após aquelas informações vindas por Chico, vemos que ainda é preciso trabalhar muito e evoluir ainda mais para chegarmos ao ponto ideal que nos capacitaria ao contato, pois o esperado encontro com civilizações extraterrestres depende substancialmente de nós. Na atualidade, esse entendimento parece consensual no meio espírita.

O segundo tema, sobre uma nova encarnação de Emmanuel, espírito mentor de Chico Xavier, há alguns anos temos escutado com muito interesse os comentários de que ele “já teria encarnado”. Ocorre que depois de termos feito um exaustivo trabalho para o livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel, e de termos ciência dos 412 livros psicografados por Chico (dos quais 110 foram assinados por Emmanuel), não achamos tal “informação escrita” de Chico Xavier (assinada por Emmanuel) em nenhum deles. Talvez Chico não a tenha escrito, talvez tenha feito apenas um comentário de passagem, não sendo impossível que, numa idade avançada, sem poder registrar a informação numa obra literária, tenha externado aos amigos mais um desejo do que uma “inspiração”.

Contudo, nesta última hipótese, considerando a fraqueza da carne nonagenária, porque temos de reconhecer que o espírito é forte, mas “a carne é fraca” (Mc 14:38), sem dúvida seria prudente não nos anteciparmos. Uma expectativa irreal hoje, daqui alguns anos, quando o suposto menino fosse moço e em idade de apresentar-se e ser identificado sem equívoco, eventual incoerência de registros ou insuficiência de prova poderia causar grande decepção, além de críticas exacerbadas dos opositores. Com a devida prudência, em tempo nenhum haveria decepção, mas grata surpresa.

 

Gerado Lemos Neto, organizador do livro Deus Conosco juntamente com Wanda Amorim Joviano, no capítulo sobre “As vidas sucessivas de Emmanuel” fala da “Nova encarnação” desse espírito mentor. Sendo amigo íntimo do médium e proprietário da Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, o organizador traz importantes depoimentos de pessoas que ouviram pessoalmente de Chico, inclusive ele mesmo, a informação de que Emmanuel já estaria encarnado. Não obstante a ausência de registro pelo punho do médium, ainda assim os testemunhos verbais arrolados são de considerável valor, na esperança de que a nova missão desse espírito possa alavancar grandes realizações neste início de terceiro milênio.


Na comunidade ufológica espiritualizada, a reencarnação de Emmanuel seria muito apreciada, pois, na obra mediúnica de Chico, foi ele o espírito que mais falou da questão extraterrestre. Quando perguntado, deu sempre explicações equilibradas e racionais, em sintonia com os vários ramos da ciência, inclusive o da parapsicologia. Por certo, sua visão da Pluralidade dos Mundos Habitados e do Fenômeno UFO iria contribuir muito ao entendimento de pontos hoje considerados obscuros. Contudo, em benefício da verdade, o xis da questão será certificar o seu retorno. E mesmo que volte, fica uma interrogação: seria para executar a missão magnífica que a expectativa exacerbada encarrega-se agora de criar?

O livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel, por sua vez, não trata desses temas, embora fale de assuntos polêmicos como a Epístola Lentuli [Apócrifo histórico do Novo Testamento] e descreva a fisionomia e a personalidade de Jesus, certificando a existência do senador Públio Lentulus naquela Antiguidade. Além desse membro da família dos Lentulus, traz também a biografia de seu bisavô, o cônsul Públio Cornelius Lentulus Sura, encarnação anterior do mesmo espírito, Emmanuel, político romano que vivera na época de Cícero.

Num dos vídeos abaixo, Peixoto Lourenço nos dá o áudio de uma entrevista de Chico Xavier à Hebe Camargo, na TV Gazeta, São Paulo, em 1973. Informa que o áudio é de uma fita K7 da senhora Nena Galves, com edição de Oceano Vieira de Melo. Nele, Chico revela que Emmanuel voltaria após a sua desencarnação [Ocorrida em 2002]. No outro, o biógrafo doutor Elias Barbosa, médico psiquiatra, confirma as palavras de Chico. Nesses vídeos, observa-se a coerência do médium em suas declarações, sempre acompanhadas de sabedoria e verdade, razão pela qual obteve o respeito de todos, nas mais variadas comunidades do Brasil e do mundo. [NOTA: Ouça também entrevista deste autor na RBN - Clique aqui.]


Pedro de Campos é autor dos livros lançados pela Lúmen Editorial: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!


Chico fala sobre volta de Emmanuel:



Biógrafo fala da volta de Emmanuel:

ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
Edição 188
Sumário Edições anteriores

CENTRAL DE ATENDIMENTO

(67) 3341-8231
Horário: das 09h00 às 18h00, de segunda a sexta (exceto feriados)

FORMAS DE PAGAMENTO

Formas de pagamento

NOTÍCIAS MAIS VISUALIZADAS

+ NOTÍCIAS
2011 © Editora Evolução Ltda.
Todos os direitos reservados. Termos de Uso. Declaração de privacidade.