A mensagem de Arecibo e a réplica alienígena em Chilbolton
Por Pedro de Campos Do livro Os Escolhidos [Lúmen editorial, 2009]
A Réplica de Arecibo é o nome com que ficou conhecido o agroglifo da suposta mensagem alienígena à Terra. Ela não chegou a Porto Rico, local do radiotelescópio que os cientistas tinham enviado um “alô da Terra aos ETs”, em códigos binários, a 16 de novembro de 1974, mas em Hampshire, Inglaterra, nas plantações de trigo.
A resposta foi recebida 27 anos depois, a 19 de agosto de 2001, ao lado do radiotelescópio de Chilbolton, no terreno da instituição, que não autorizou ninguém a fazê-lo. A polícia inglesa fez exaustivas investigações para tentar achar os responsáveis, mas não encontrou indícios da ação do homem nem responsabilizou ninguém. Ao contrário, os testemunhos colhidos apontaram algo insólito – o “alô da Terra aos ETs” teria sido respondido.
O agroglifo recebido foi um conjunto de desenhos nas plantações de trigo, em forma de códigos binários, que quando decifrados, após exaustivos estudos, mostrou uma resposta à mensagem humana. A representação binária apresenta a mesma divisão da mensagem enviada pelo homem e tem sete módulos:
No primeiro – representação binária de 1 a 10: partindo de cima, a resposta alien de 2001 não apresenta alteração nenhuma, comparando-se à mensagem humana que fora enviada em 1974. O alien mostra apenas que a mesma representação binária é válida também na resposta de 2001, fazendo-se assim o entendimento recíproco, nos mesmos termos binários da linguagem cifrada original.
No segundo – elementos químicos da vida: fora inserido no módulo o elemento químico Silício (Si 14), de número atômico 14, indicando que a vida alien tem esse elemento a mais que os nossos (H1, C6, N7, O8, P15); e como sabemos que o Silício é cinza, a conotação da mensagem com o alien tipo “Cinza” foi reforçada.
No terceiro – fórmula dos açúcares e DNA: não há alteração para os açúcares e nucleotídeos em ambas as mensagens, mostrando-se comuns a ambas as espécies, ao alien e ao homem.
No quarto – dupla hélice e nucleotídeos: de modo surpreendente é mostrada no agroglifo alien, à esquerda, uma terceira hélice de DNA, num arranjo diferente: à direita, há uma alteração na base da hélice, e no centro, uma única mudança nos nucleotídeos, que divide a opinião dos peritos quanto à interpretação. Parece certo que a presença do Silício na composição da vida alien fora responsável pela terceira hélice e pela alteração substantiva no DNA, mostrado na representação.
No quinto – dados do humanóide: o módulo alien apresenta ao centro o desenho de um vulto com cabeça, tronco e membros; o volume do crânio é maior que o do homem e desproporcional ao pequeno corpo do alienígena, com os olhos grandes e bem maiores que os do homem; os braços compridos, as pernas curtas e o pequeno tronco sugerem, no conjunto, embora não iguais nos detalhes, um alien do tipo Cinza, semelhante aos relatados por seres humanos em eventos de abdução; à esquerda, a representação binária mostra uma população alienígena (em 1974), que uns pesquisadores calcularam em 4,3 bilhões e outros, em 12,7 bilhões (a diferença no cálculo se deve às representações binárias nos agroglifos, as quais não estavam nítidas para cálculo, gerando dúvidas); à direta, a representação binária permite concluir que a altura do alienígena é de apenas um metro.
No sexto – sistema planetário: a representação do sistema alienígena mostra um Sol menor que o nosso (talvez a metade, ou ainda menor; e nesta condição, segundo estudos abalizados, dificilmente haveria planeta com água líquida para desenvolver vida); mostra, também, nove planetas, como o nosso sistema (nomenclarura de 1974), definindo a grandeza de cada um deles, e diferenciando-os (não há planetas gasosos como Júpiter e Saturno, mas denota haver aqueles como Urano e Netuno); mostra haver planetas rochosos, como no nosso sistema; três orbes estão deslocados em direção ao alien, denotando ser neles o habitat alienígena – os dois primeiros são sugestivamente rochosos, mas o terceiro é diferente, tem um complexo vazado, sugerindo-nos outra dimensão do espaço-tempo, na qual parte de sua população habitaria. Sendo três as esferas habitadas, não seria de estranhar uma população alien bem maior que a nossa. Se for assim, haveria “Cinzas” tanto densos como sutis: o denso, vivendo em dois planetas, e o sutil, numa única dimensão (não se deve confundir esse tipo de vida com a espiritual, vivida nas esferas do espírito).
No sétimo – radiotelescópio alien: o último módulo, ocupando toda a linha de baixo, está representado o equipamento de transmissão da mensagem alienígena, diferente do nosso sistema parabólico de Arecibo. Pela complexidade da figura e comparando-a com o agroglifo denominado “A Flor”, surgido a 13 de agosto de 2000, no mesmo campo de Chilbolton, nota-se semelhança surpreendente entre ambos, sugestiva de que o equipamento alien já teria sido detalhado naquele desenho de um ano antes. Contudo, o suposto equipamento ainda não foi devidamente entendido.
Para quem considera os UFOs de modo apenas científico, o significado dos círculos talvez só possa ser entendido quando houver um contato de terceiro grau. Na Inglaterra, uma versão espiritualista dá conta de que o fenômeno dos círculos, formando agroglifos, poderia estar vinculado aos feitos paranormais. Outras inteligências conscientes poderiam estar fazendo o serviço. Essas inteligências estariam produzindo os desenhos, querendo mostrar ao homem sua responsabilidade para com a natureza, sem destruí-la, porque, se assim o fizer, estará destruindo a si próprio. Seria uma espécie de alerta para reflexão humana.
Curiosamente, na feitura dos agroglifos, nota-se, segundo testemunhos, que a entidade executa os desenhos com seu objeto aéreo, mas não dá nenhuma informação de si própria. Parece receosa, com medo de algo indefinido ao nosso saber. De fato, numa sessão espírita por nós observada, em 8 de outubro de 2008, para retirada de implante alienígena, uma das entidades feitoras de agroglifos, presente ao evento, mas de modo oculto, quase nada falou de si mesma. Durante a retirada, repetia um som estranho, em transmissão mediúnica à médium receptora, algo como um poema religioso: “Dza ra ben bin – Dza ra ben ban”. Segundo o espírito-médico, o mantra funcionava como prece, dando a entender o Apocalipse 4,11: “Digno és tu, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas; por tua vontade elas não existiam e foram criadas”.
Alguns sensitivos interpretam que o alienígena esteja precisando de energia provinda das plantas, como se a clorofila, responsável pela coloração verde dos vegetais, lhe servisse de seiva vital necessária ao corpo. Outros consideram que o interesse se estenderia para os minerais do subsolo. Se for assim, seja de um modo ou de outro, os agroglifos não seriam apenas desenhos para impressionar, mas enigmas para decifração. E o homem, refletindo sobre o seu significado, encontraria os porquês, servindo a prática de preparativo para contato mais efetivo no futuro.
Hoje, há quem considere que os aliens precisam de certas energias existentes na Terra e as estão colhendo nos nossos mananciais. Em razão disso, haveria receio de contato formal, porque se houvesse represália humana, a vida de uma civilização estrangeira (talvez de outra dimensão) estaria em jogo, com reflexos negativos para ambas as partes. A Réplica de Arecibo seria apenas uma alusão de que “eles” já estão aqui fazendo o serviço.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs: Os Aliens na Vião Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Programa que faz o cérebro se comunicar com computador e ajuda a entender os
Por Pedro de Campos
O Caso Hermínio e Bianca (nome das testemunhas do contato alienígena), conhecido também como Caso Karran (nome do alienígena), ocorreu nas proximidades de Matias Barbosa, estado de Minas Gerais, em 12 de janeiro de 1976, por volta das 23h30, quando o casal foi abduzido. O episódio foi registrado por Bianca, em seu livro As Possibilidades do Infinito[Kópyon, 1987]. Hermínio, por sua vez, contou a experiência em palestras, entrevistas, artigos de revista e outras publicações nas várias formas de mídia.
Maria Aparecida de Oliveira, conhecida como Bianca, conta que o casal era totalmente cético, não tinha ciência do assunto nem acreditava que houvesse vida em qualquer outro planeta, senão na Terra. Bianca fora criada na Assembléia de Deus, “cuja doutrina nem sequer cogita essa possibilidade”, segundo as suas palavras. Contava 21 anos quando conhecera também as Testemunhas de Jeová, mas não chegara a ser uma adepta convicta, embora tivesse admiração e respeito por seus participantes. Aos 28 anos, quando fora abduzida, era descrente da existência de vida fora da Terra.
Hermínio Reis, por sua vez, quando se deu conta de estar a bordo de um disco voador, um engenho que ele “não tinha conhecimento nem vontade de ver”, somente pôde associar o fato à sua crença religiosa. Afinal, segundo as suas palavras, ele “era um líder religioso e não acreditava na possibilidade de vida em outros planetas”. Para ele, “a vida começava na Terra, se desenvolvia na Terra e ficava na Terra”. Após o contato, sua visão alterou-se radicalmente, fazendo-nos refletir.
Podemos considerar que todos os chamados “fenômenos” são regidos por leis muito precisas, mas como as leis muitas vezes não podem ser determinadas, em razão da capacidade limitada da nossa ciência, a interpretação dos fenômenos acaba ficando por conta da crença. Nesse campo, entram em cena a filosofia e a religião, ambas subjetivas, com explicações apenas transitórias até a ciência positiva cumprir o seu papel, certificando os fenômenos com métodos controlados de experimentação. Antes disso, valem as filosofias e as religiões erguidas por homens de raciocínio e conhecimento invulgar, mas tendo por oposição o cientificismo dos céticos.
Excetuando-se os céticos especialistas em enganar o público com ideias falsas, cuja motivação de suas façanhas costuma ser o dinheiro e a evidência pública com características outras além deste comentário, os "céticos científicos", por seu turno, querendo saber tudo materialmente, não raro se fazem símbolos da ignorância; suas explicações não convencem “ninguém”, nem tampouco eles se convencem da de outros: vivem num “perene” desconhecimento. Mas quando vivenciam o insólito em primeira pessoa, mudam de ideia, pois o extraordinário vivido por si mesmo é capaz de redimi-los.
Hermínio e Bianca, criados cada qual em seu sistema de crenças, tiveram dificuldade para aceitar a vida extraterrestre que insolitamente se apresentara a eles. Contudo, sua crença, contrariada pelo contato dos ETs numa experiência tida por real, teve de ceder aos fatos e terminou por render-se ao conhecimento adquirido. De maneira geral, enquanto uma crença é aceita de modo inconsciente, o conhecimento, ao contrário, é uma aquisição consciente da alma; e sendo adquirido de modo racional, tem a força de modificar profundamente o indivíduo. Hermínio e Bianca tiveram de render-se aos fatos, modificaram-se. Conheceram parte de uma verdade absolutamente incomum.
Os ETs que fizeram contato com o casal denotavam espiritualidade elevada, maior que a humana. No aspecto físico, embora fossem semelhantes aos humanos, tinham estatura maior, a qual o homem não possui, e traços fisionômicos distintos. Apresentaram-se densos, dizendo-se oriundos de planeta tridimensional. Seus conhecimentos científicos eram superiores. Dominavam totalmente a luz, usavam energia do vácuo e possuíam tecnologia para viagens interestelares, além de aparelhos de comunicação inexistentes na Terra. De fato, com os “aparelhos de cabeça”, os aliens podiam capturar o pensamento humano, transformá-lo em seu idioma corrente e vice-versa, colocando, em seguida, a resposta no cérebro dos interlocutores, para entendimento mútuo, em tempo real.
Hermínio relatou que dentro da nave surgiu um alien que lhes pôs um capacete na cabeça e, também, na dos dois alienígenas que iriam interagir com eles. “Esses capacetes continham vários cabos, que foram ligados a uma máquina e a partir daí um dos seres começou a falar conosco em seu idioma próprio, sempre olhando para nós”, explicou Hermínio. No início, ele escutou Bianca fazer alguns agradecimentos e responder algumas perguntas. Em seguida, o alien apontou para ele e iniciou a conversa. “Sua voz começou a ressoar dentro da minha cabeça, não era no sistema auditivo”, avaliou Hermínio. E a criatura disse: “Seja bem-vindo”. Ele ficou surpreso, sem palavras.
O alien informou seu nome: “Karran”. Disse que vinha “de um ponto distante, ainda desconhecido dos seres da Terra”. Hermínio tomou um susto, não podia aceitar aquilo: contrariava sua fé. A crença que ele aprendera estava agora em jogo. Entendia que estava diante de Satanás; e achou que tudo aquilo era obra do diabo. Então, tentou esboçar um exorcismo. Levantou-se, fez gestos, clamou por Jesus e Jeová na esperança de aquilo desaparecer. Ficou nessa prática por longo tempo, mas nada... Quando acabou, “nada desaparecera, ‘eles’ continuavam ali, e nós também”, contou desolado. Tudo fora inútil, nada mudara: o casal continuava dentro do disco voador, falando com seres de outra Terra.
Após observar atentamente a prática, Karran quis saber o porquê de ele falar tanto em Deus. Hermínio explicou que se tratava de ensinamentos da Bíblia, um livro que era a “palavra de Deus”. O alien, por sua vez, observou: “O Criador supremo do universo não se conhece verdadeiramente por livros ou coisas semelhantes, mas sim pela terra que se pisa, pelo ar que se respira, pelo alimento, pela visão, pelos sentidos e pelas coisas criadas, não por aquilo que está num livro”.
De modo notório, o alien tinha um Deus; e o conceito que fazia do Criador era algo diferente do de Hermínio. O diálogo fez com que a interpretação inicial fosse modificando aos poucos, pois Hermínio notara, claramente, que Karran não era deste planeta nem, tampouco, a criatura diabólica que sua crença lhe fazia imaginar.
Quanto à tecnologia de comunicação dos aliens, Hermínio observou: “Não falávamos por telepatia, aquele aparelho que estava na minha cabeça fazia as traduções do meu idioma para o dele, e vice-versa”. Além disso, testemunhou que havia um intérprete, infiltrado na Terra há dois anos, que também podia fazer a tradução.
Bianca, por sua vez, descreveu em seu livro alguns detalhes dos “capacetes de tradução”. Falou que eram da cor de alumínio fosco e moldavam-se bem em suas cabeças, cobrindo-as totalmente: “A testa, até a altura das sobrancelhas, as têmporas e os ouvidos, tendo, nesta parte, saliências como se fossem dois fones”. Na testa havia uma lâmpada, e outras lâmpadas menores espalhadas pelo capacete. Ao lado de cada uma, saiam fios cor de prata, com pino na ponta. Tinha também uma caixinha com pulseira, parecida com relógio de pulso, tendo lâmpada e fio como os do capacete.
Apenas concluída a preparação, entrou na sala um ser, pegou fio por fio dos capacetes e ligou cada um numa tomada do aparelho. Os dois alien com capacete sentaram-se nas poltronas, em frente ao aparelho. “Vi duas enormes lâmpadas se acenderam no painel, uma em cima e outra embaixo”, explicou Bianca. Então capacetes e pulseiras se iluminaram, estabelecendo-se a conversa, com perfeito entendimento entre as partes. O casal se deu conta de que estava diante de seres de um planeta que eles não sabiam qual, embora lhes fosse dado o nome, Klermer. “Muito longínquo e desconhecido dos terrenos”, segundo Karran.
O casal somente foi devolvido dois dias depois. Passavam alguns minutos da meia-noite, madrugada de 15 de janeiro, quando o casal parou o carro num posto de gasolina, próximo a Conselheiro Lafaiete, cerca de 200 quilômetros do local da captura. A partir daí, ambos experimentaram mudanças em suas vidas. Na nave, Karran lhes falara dos primórdios da Terra, das coisas do espaço e ensinara-lhes a aprimorar o espírito. Mostrou-lhes que é possível fazer uma prática de exteriorização da alma, observar a vida e o mundo com outros olhos e interagir com entidades de outra vibração.
Conforme postula a Doutrina Espírita, o espírito encarnado vive imerso na matéria, mas durante o sono reparador ou após um desdobramento consciente, pode soltar-se da matéria corpórea e transportar-se a pontos distantes do espaço. Então, como um pássaro fora da gaiola, a alma emancipada interage no mundo dos espíritos, e quando auxiliada por entidades mais evoluídas, pode interagir também na esfera dos seres encarnados em corpos sutis, menos materiais que o nosso.
Nas paragens dimensionais, cada qual gravita conforme seu peso específico. Hermínio e Bianca puderam aprender a técnica de emancipação da alma, ensinando essa prática a muitos outros. Trabalho semelhante é realizado hoje pelo médico, odontólogo e cientista da consciência, doutor Waldo Vieira, e também pelo conceituado autor, radialista e professor Wagner Borges, nosso colega de Equipe UFO, presidente do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB.
Os contatos do ET não pararam aí, houve novos encontros com Karran. Num deles, após Bianca escutar de um grupo amigo que Karran podia ser uma entidade dimensional e não física, ela quis saber a verdade dele mesmo. Então Karran explicou que “as dimensões existem, são frequencias vibratórias do universo”. Falou que os humanos, incluindo ele, pertencem a duas delas: a física, em que estamos; e a outra, em que fomos criados, ou seja, a esfera espiritual. E o ET asseverou: “Não vê que tenho matéria? Portanto, pertenço a esta dimensão do universo, a física”.
Também disse que, embora pudesse sair do corpo em espírito, num efeito que particularmente chamamos “emancipação da alma”, não podia de modo natural incorporar médium na Terra, pois a nossa matéria não suportaria a sua energia. Acentuou que por pertencer a outro sistema solar, sua energia difere muito da terrestre.
O ET falou ao casal de coisas incríveis que teriam acontecido na Terra durante o desenvolvimento do homem, mas em tudo que disse não ofereceu prova. Deu apenas sua palavra, mostrou sua nave e sua tecnologia. Marcou profundamente as testemunhas e deixou a elas a decisão de contar ou não o acontecimento. No final de um dos encontros, quando a nave alçou no céu, Hermínio, tendo obtido consentimento prévio de Karran, tirou várias fotos, as quais ele explica e coloca para conhecimento público.
Quanto a nós, tivemos a satisfação de assistir pela antiga TV Tupy ao programa Flávio Cavalcanti, em 1978, no qual esteve presente o casal contando sua experiência em detalhes. Hoje, 35 anos após a abdução, é possível observar experimentos com ratos, macacos e seres humanos, nos quais vemos feitos fantásticos serem produzidos com a mente e a alta tecnologia. Temos hoje engenhos semelhantes àqueles “aparelhos de cabeça” alienígena, tidos, na época, como objetos de ficção.
Naquela época, embora tais engenhos fossem desconhecidos da nossa ciência, não o eram da dos alienígenas. A tecnologia usada lhes permitia captar e decodificar impulsos cerebrais e sonoros, para conversação direta entre seres de civilizações distintas, numa demonstração de que não estamos a sós no universo e de que nele há seres mais avançados que nós em todos os sentidos. Veja os vídeos abaixo e constate isso.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Recebemos de um membro da Associação de Divulgadores do Espiritismo do Japão (ADE-Japão), informações dando conta de que os japoneses estão começando a questionar sobre a casuística ufológica naquele país. O primeiro ministro japonês, inclusive, tentou abordar publicamente o assunto, mas os jornalistas céticos adotaram uma postura infantil, rindo de suas declarações. Então o partido preferiu deixar a questão dos UFOs esfriar, para o povo não pensar que havia no governo gente desequilibrada, falando de coisa fora do comum.
A nossa correspondente considera que no Brasil há mais receptividade do Fenômeno UFO que no Japão, sobretudo nas comunidades espíritas. Diz que naquele país as informações sobre os aliens deixam muito a desejar, embora se saiba da existência “deles”. Uma singela pesquisa revelou que a questão extraterrestre não é falada abertamente; contudo, há rumores de ocorrências no Japão e de que no Brasil os arquivos do governo foram liberados para pesquisa pública.
Fala-se, também, no Japão, que em alguns centros espíritas do Brasil é feito contato com entidades alienígenas encarnadas em outros mundos. O interesse no tema tem aumentado dia a dia, inclusive com a nossa entrevista à Revista UFO. A leitora gostaria de saber se nos centros espíritas, além das manifestações de espíritos, estaria se verificando também contato com entidades alienígenas suprafísicas, os chamados ultraterrestres (UTs).
Informa, inclusive, que tomou conhecimento no Japão de uma experiência incomum. Diz que certa vez uma pessoa avistara dois objetos de cor branca dentro de casa, durante a madrugada; depois, acordara pela manhã com forte dor na narina. Certos fatos ocorreram, e após alguns dias um exame médico de rotina nada achou de mais grave; o facultativo não pediu radiografia da face, pois, segundo é dito, seria um desperdício fazer exame somente porque o paciente pediu... Contudo, mesmo tomando a medicação, a dor, seguida de leve ardência, ainda persiste no mesmo local...
Ao tomar conhecimento das abduções e implantes verificados nos Estados Unidos, por meio da imprensa norte-americana, diz que em razão das lembranças e dos sintomas não descarta a chance de a paciente ter vivido uma experiência incomum. Então, indaga: “Além de ir ao médico, o que fazer num país em que ninguém acredita nisso?”
Na verdade, não nos propomos aqui aconselhar e resolver nada, mas apenas refletir sobre tais indagações. Naturalmente que as recomendações e providências médicas e psicológicas devem ser seguidas. A medicina tem mostrado todo seu valor ao longo do tempo, e não se pode diminuí-la nem desprezá-la, ao contrário, ela deve ser prestigiada e desenvolvida. No Brasil, contudo, não é incomum a vermos complementada com assistências alternativas. E isso poderia ser feito também no Japão.
Vários especialistas se detiveram a estudar as abduções e os implantes. Nos Estados Unidos, citamos o ex-professor de psiquiatria de Harvard, doutor John Mack, hoje falecido; o conceituado psiquiatra e também psicólogo interessado em fenômenos paranormais, doutor Berthold Eric Schwarz, médico do Essex Country Hospital Center, de Nova Jersey; e o não menos conceituado doutor Roger Leir, autor de prestigioso livro, com sua experiência em mais de 20 cirurgias de retirada de implantes e análise dos espécimes em laboratório. Esses especialistas são categóricos ao afirmar que os fenômenos são reais e sugestivamente alienígenas.
A exemplo dos médicos norte-americanos, os japoneses poderiam chegar à mesma conclusão. Mas para isso é preciso que os casos cheguem a eles, bem como que a hipótese alienígena seja estudada por eles na literatura deixada pelos antecessores. O nosso comentário é no sentido de estimular a leitura de livros especializados e que tais pesquisas sejam facilitadas no âmbito médico, pois assim se poderia chegar a bom termo.
Quanto ao evento no centro espírita, podemos dar o nosso testemunho particular. Descrevemos o episódio em detalhes no livro Um Vermelho Encarnado no Céu. Na ocasião, cerca de duas dezenas de pessoas testemunharam como nós o contato mediúnico de entidades alienígenas, numa assistência espiritual ao abduzido. O fato ocorreu no Grupo Espírita João Rocha, com a presença, inclusive, dos proprietários da Lúmen Editorial, que publicam os nossos livros. De fato, entidades encarnadas em outras dimensões estão se manifestando nos Centros Espíritas e nas práticas de Transcomunicação Instrumental, trata-se dos chamados ultraterrestres – UTs.
No vídeo abaixo vamos observar o “Triângulo das Bermudas do Pacífico”, um local de águas perigosas ao largo do Japão, conhecido também como "Triângulo do Dragão". Enquanto o Triângulo das Bermudas do Atlântico é uma região conhecida por estranhos fenômenos, o do Pacífico, por sua vez, é um triângulo ainda mais traiçoeiro, ao longo da costa japonesa. Essa faixa oceânica perigosa teria sido palco de centenas, talvez milhares de desaparecimentos de navios, submarinos e aviões, desde os primeiros relatos do século XIII. Os pesquisadores indagam: “Essas inúmeras perdas seriam pelo resultado das más condições climáticas e oceânicas ou por algo mais misterioso?”. As entrevistas incluem os norte-americanos Bill Birnes, editor da UFO Magazine, os autores consagrados Loren Coleman e Steven M. Greer, o pesquisador russo Vladimir Ajaja; além dos pesquisadores japoneses Junichi Yaoi, Ryutaro Minikami e Junichiro Nirasawa. Como também o diretor de tevê Kenichi Tsusaka, o professor universitário doutor Kazuo Tanaka, o professor Joyo Osaka, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, o presidente do grupo de pesquisa ufológica do Japão, senhor Junichiro Kato, o jornalista Masanobu Miyoshi, além de outros nomes exponenciais. (vídeo em inglês clique aqui).
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Ithacar – entidade ultrafísica tida como de Marte, canalizada por Giorgio Bongiovanni.
Por Pedro de Campos
Ultraterrestre (UT) é termo vindo do latim. Está composto de: ultra, “que está além”; + terrestre, “da terra ou a ela referente como matéria”, “denso e transitório”. Por definição, é uma criatura cuja densidade corpórea está além da matéria terrestre, fora dos limites da matéria densa, embora tenha corpo transitório, dotado de ciclo vital limitado. Considerando que os orbes do cosmos foram formados pelos elementos fundamentais que também formaram a Terra, esse tipo de vida, caso exista nas esferas suprafísicas fora da Terra, estaria numa vibração além dos limites da matéria densa tridimensional.
Algumas características dessas criaturas foram relatadas nos contatos ufológicos. O UT é tido como entidade alienígena de outra dimensão, seja deste universo ou de outros, paralelos. Trata-se de uma criatura diferente do espírito. Embora semelhante a ele por ser invisível aos nossos olhos, diferente dele está encarnada numa esfera não-espiritual. Assim como o homem, tem um ciclo vital: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Pode viajar pelas várias dimensões do espaço-tempo e materializar seu corpo ultrafísico de modo semelhante ao espírito; contudo, enquanto o espírito o faz por ectoplasmia, usando os fluídos corpóreos do médium, o UT o faz por teleplastia, adensando seu corpo composto de uma espécie de luz, um plasma luzente postado numa oitava acima da vibração sólida, que lhe permite agregar outros substratos e manipular a luz própria com a qual faz quase tudo.
Foi o astrônomo e espiritista francês, Camille Flammarion (1842-1925), quem grafou pela primeira vez o nome “ultraterrestre” numa obra literária. Ele o fez no livro Récits de l’infini, editado na França, em 1872. No Brasil, a obra foi publicada em 1938, pela Federação Espírita Brasileira (FEB), com o título de Narrações do Infinito. Traduzido do francês para o inglês com o nome de Lumen, é encontrado nas livrarias da Europa e monopoliza a atenção dos aficionados. A entidade UT, descrita na “Primeira Narrativa” do livro, causou impressão positiva. Hoje, o termo é usado para definir entidades “menos materiais”, encarnadas em esferas dimensionais de outros mundos. Chico Xavier registrou a existência de tais criaturas, sem citar o nome, no livro Cartas de uma morta [Lake, 1981]. E, no livro Universo Profundo[Lúmen Editorial, 2003], nós retomamos essa designação fazendo novos desenvolvimentos, para consolidar a definição ultraterrestre aqui expressa.
Quem examina as obras da doutrina espírita, nota que Allan Kardec registrou nelas um cosmos de composição quântica, por assim dizer, composto de várias dimensões, dentre as quais: a dimensão do foco inteligente (espírito), a do molde biológico semimaterial (perispírito), a do corpo menos material (encarnação ultraterrestre), a do corpo material sólido (encarnação terrestre e extraterrestre), a do corpo mais material (encarnação em organismos semelhantes a cristais), e ainda outras estratificações distantes do saber humano. Se no século XIX essas dimensões eram inconcebíveis, hoje, porém, elas repontam como possibilidade científica, considerando-se que o mundo da ciência fala na existência de onze ou mais dimensões.
Nelas, haveria uma química sutil e uma física de partículas juntando estruturas numa oitava acima da nossa, formando mundos e entidades vivas numa vibração de requinte apurado. Nessas esferas, os espíritos poderiam formar novas composições corpóreas, plasmar corpos daquele tipo de luz e deles fazer uso para evolucionar em ambiente sublimado. Com os avanços da Física Teórica, tal hipótese reponta como algo pensável, corroborada, inclusive, pelos argumentos incomuns das Escrituras Sagradas, as quais registram que a Terra foi visitada por entidades ultrafísicas com grau avançado de evolução. Se na Antiguidade era impossível o entendimento científico da questão, o mesmo não se pode dizer hoje.
Segundo as entidades codificadoras do espiritismo, o UT está presente também nas dimensões dos planetas do Sistema Solar [LE P.188ndr; A Gên VI:61; XIV:8]. É dito que nessa bioforma incomum o espírito encarna, por assim dizer, para cumprir um ciclo de vida e adquirir experiência numa ordenação de vida sem as dificuldades que a matéria densa proporciona [ESE III:8-18; XXVII:77]. Hoje, embora se cogite teoricamente desse tipo de vida, trata-se ainda de algo totalmente alheio ao saber científico.
Essa entidade incomum, segundo os espíritos, usa de nave etérea, por assim dizer, a chamada “morada de pássaros” [Revista Espírita, FEB, ago. 1858], um engenho construído no mundo das partículas. Viaja num hiperespaço composto de várias dimensões. Pelos contatos, sabe-se que pode converter, por tempo relativo, seu próprio corpo e seus engenhos em massa similar à terrestre, ficando tangível no mundo tridimensional. Essa seria a razão de os nossos instrumentos registrarem a presença de tráfego UFO em certos locais, quase sem chance de positivação concreta pelas autoridades, motivada por rápida desmaterialização e controle eficaz do processo alien.
Na Terra, a comunicação do UT com o homem é feita geralmente por telepatia e clarividência; em estado normal, a entidade não incorpora médium, mas pode fazê-lo ocasionalmente, de modo não ostensivo, caso esteja emancipada do corpo ultrafísico; na nave, geralmente, comunica-se com a alma humana desprendida do corpo, mas pode fazê-lo também materializada; pode se manifestar através de aparelhos, como na chamada TCI-Alien.
Deve-se ter em mente que o UT não é o ser extraterrestre (ET) procurado pelos pesquisadores científicos, pois se trata de uma inteligência suprafísica. O ET procurado pela ciência seria uma criatura de corpo sólido, evoluído num ambiente tridimensional como a Terra, sem necessidade de ser igual ao homem na aparência e na constituição orgânica. Sendo biologicamente denso, para vir a Terra precisaria fazer uso de “nave espacial”, praticar algum tipo de “teleportação” e vencer as monumentais distâncias interestelares. Não seria um tipo que se materializa como o UT, mas que se transporta para vir à Terra.
Na Ufologia, acredita-se que os ETs poderiam chegar à Terra através dos Warmholes [Buracos de Minhoca], uma formação de tubos no espaço-tempo que permitiria viagens quase instantâneas no cosmos. Os esforços científicos financiados pela tributação do povo são feitos para encontrar ETs de natureza sólida, criaturas que estariam muito distantes do Sistema Solar, mas até agora, nenhum planeta com possibilidade de vida inteligente, algo semelhante à nossa, foi achado. Por lógica, a casuística ufológica seria raríssima. Mas a verdade é que estamos diante de uma enorme fartura de casos, de incontáveis testemunhos de contato e de relatos numerosos de abdução. Diante disso, ao examinarmos as diversas teorias em voga, vemos que a hipótese ultraterrestre leva nítida vantagem sobre as demais. Na atualidade, para a maior parte do público aficionado por Ufologia e que frequenta congressos, os nossos visitantes, em sua maioria, seriam entidades suprafísicas: UTs.
Nos vídeos abaixo[DVD 019, Revista UFO, Encontro com civilizações cósmicas], vamos observar algumas pesquisas sobre os contatos de George Adamski nos anos 50-60. As criaturas diziam vir de planetas do Sistema Solar, como Vênus, Marte e Saturno. Na época, ainda não se sabia com certeza se haveria neles algum tipo de vida inteligente. Adamski escreveu dois livros contando tudo, reuniu fotos, filmes e depoimentos de testemunhas acima de qualquer suspeita, que com ele avistaram as naves e os seres de outros planetas. Os contatos foram sólidos, e as criaturas chamadas de ETs. Anos depois, constatou-se que naqueles planetas não havia ninguém. Então, uns consideraram uma farsa de Adamski; outros, que os ETs mentiram sobre o planeta de origem; e outros, ainda, em razão das evidências, que as criaturas eram UTs materializados, entidades planetárias, mas suprafísicas. O Caso Adamski foi estudado por nós no livro Os Escolhidos, e mostrado em vídeo nos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1. Veja e conclua por si mesmo.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
O médium Chico Xavier nos deixou dois assuntos importantíssimos para reflexão: um, sobre a existência de ETs e a possibilidade de contato com outras civilizações; outro, sobre a volta de Emmanuel numa futura encarnação.
Quanto ao primeiro, na noite de 28 de julho de 1971, em São Paulo, ao participar do programa Pinga Fogo, na TV Tupi, Chico deu informações importantes sobre possível contato de extraterrestres com a humanidade. Ao responder uma indagação sobre se a nossa civilização poderá entrar em contato com civilizações de outros planetas, o médium, envolvido por seu mentor espiritual Emmanuel, declarou que se nos anos vindouros o homem não entrar num conflito de proporções enormes, o contato poderá ser realizado.
Disse que quando o homem puder construir na Lua as cidades de vidro e as cidades-estufas, onde os cientistas possam ter base de apoio para observar a nossa Galáxia; quando o homem puder obter do nosso satélite os vários elementos químicos, inclusive a água, podendo construir ali usinas e laboratórios para deles se beneficiar; quando encerrar na Terra o período bélico que marcou a evolução dos povos, – então, quando isso acontecer, haverá possibilidade de contato com outras comunidades da nossa Galáxia.
O mentor espiritual asseverou que a nossa família não está circunscrita à Terra, mas é universal. Falou que não somos os únicos no cosmos e que não devemos esperar apenas seres como nós em outros mundos, pois no cosmos há uma diversidade de vida. Contudo, disse que para fazer contato formal é preciso antes merecer, ter atingido substancial desenvolvimento científico e elevado padrão moral, capazes de auferir benefícios e multiplicá-los nas coisas do bem.
Hoje, cerca quatro décadas após aquelas informações vindas por Chico, vemos que ainda é preciso trabalhar muito e evoluir ainda mais para chegarmos ao ponto ideal que nos capacitaria ao contato, pois o esperado encontro com civilizações extraterrestres depende substancialmente de nós. Na atualidade, esse entendimento parece consensual no meio espírita.
O segundo tema, sobre uma nova encarnação de Emmanuel, espírito mentor de Chico Xavier, há alguns anos temos escutado com muito interesse os comentários de que ele “já teria encarnado”. Ocorre que depois de termos feito um exaustivo trabalho para o livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel, e de termos ciência dos 412 livros psicografados por Chico (dos quais 110 foram assinados por Emmanuel), não achamos tal “informação escrita” de Chico Xavier (assinada por Emmanuel) em nenhum deles. Talvez Chico não a tenha escrito, talvez tenha feito apenas um comentário de passagem, não sendo impossível que, numa idade avançada, sem poder registrar a informação numa obra literária, tenha externado aos amigos mais um desejo do que uma “inspiração”.
Contudo, nesta última hipótese, considerando a fraqueza da carne nonagenária, porque temos de reconhecer que o espírito é forte, mas “a carne é fraca” (Mc 14:38), sem dúvida seria prudente não nos anteciparmos. Uma expectativa irreal hoje, daqui alguns anos, quando o suposto menino fosse moço e em idade de apresentar-se e ser identificado sem equívoco, eventual incoerência de registros ou insuficiência de prova poderia causar grande decepção, além de críticas exacerbadas dos opositores. Com a devida prudência, em tempo nenhum haveria decepção, mas grata surpresa.
Gerado Lemos Neto, organizador do livro Deus Conosco juntamente com Wanda Amorim Joviano, no capítulo sobre “As vidas sucessivas de Emmanuel” fala da “Nova encarnação” desse espírito mentor. Sendo amigo íntimo do médium e proprietário da Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, o organizador traz importantes depoimentos de pessoas que ouviram pessoalmente de Chico, inclusive ele mesmo, a informação de que Emmanuel já estaria encarnado. Não obstante a ausência de registro pelo punho do médium, ainda assim os testemunhos verbais arrolados são de considerável valor, na esperança de que a nova missão desse espírito possa alavancar grandes realizações neste início de terceiro milênio.
Na comunidade ufológica espiritualizada, a reencarnação de Emmanuel seria muito apreciada, pois, na obra mediúnica de Chico, foi ele o espírito que mais falou da questão extraterrestre. Quando perguntado, deu sempre explicações equilibradas e racionais, em sintonia com os vários ramos da ciência, inclusive o da parapsicologia. Por certo, sua visão da Pluralidade dos Mundos Habitados e do Fenômeno UFO iria contribuir muito ao entendimento de pontos hoje considerados obscuros. Contudo, em benefício da verdade, o xis da questão será certificar o seu retorno. E mesmo que volte, fica uma interrogação: seria para executar a missão magnífica que a expectativa exacerbada encarrega-se agora de criar?
O livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel, por sua vez, não trata desses temas, embora fale de assuntos polêmicos como a Epístola Lentuli [Apócrifo histórico do Novo Testamento] e descreva a fisionomia e a personalidade de Jesus, certificando a existência do senador Públio Lentulus naquela Antiguidade. Além desse membro da família dos Lentulus, traz também a biografia de seu bisavô, o cônsul Públio Cornelius Lentulus Sura, encarnação anterior do mesmo espírito, Emmanuel, político romano que vivera na época de Cícero.
Num dos vídeos abaixo, Peixoto Lourenço nos dá o áudio de uma entrevista de Chico Xavier à Hebe Camargo, na TV Gazeta, São Paulo, em 1973. Informa que o áudio é de uma fita K7 da senhora Nena Galves, com edição de Oceano Vieira de Melo. Nele, Chico revela que Emmanuel voltaria após a sua desencarnação [Ocorrida em 2002]. No outro, o biógrafo doutor Elias Barbosa, médico psiquiatra, confirma as palavras de Chico. Nesses vídeos, observa-se a coerência do médium em suas declarações, sempre acompanhadas de sabedoria e verdade, razão pela qual obteve o respeito de todos, nas mais variadas comunidades do Brasil e do mundo. [NOTA: Ouça também entrevista deste autor na RBN - Clique aqui.]
Pedro de Campos é autor dos livros lançados pela Lúmen Editorial: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Evolução Científica não é sinônimo de Evolução Moral, embora ambas possam caminhar juntas.
Por Pedro de Campos
Há quem sempre teve curiosidade em saber mais sobre “contatos com ETs”, vislumbrando nos testemunhos uma chance de conhecer melhor fatos tão incomuns. Não são poucos os leitores que nos confessam essa expectativa, achando interesse na nossa abordagem. São eles que formulam aqui as suas perguntas, tentando entender a intrigante questão alienígena. Naturalmente que as perguntas colocadas são polêmicas, não existindo resposta capaz de atingir a unanimidade. O que nos propomos é apenas refletir sobre o tema. A questão colocada é a seguinte:
Considerando a divulgação de que Deus só permitiria tecnologia avançada para seres com moral elevada e com bom discernimento para o certo e o errado, como entender que ETs do tipo Cinza, com moral fraca, possam ter obtido tecnologia avançada e chegado à Terra? Isso não é estranho e contraditório?
De fato é estranho, porque a premissa está incorreta: evolução técnica não é sinônimo de moral elevada! Por diversas vezes escutamos frases com esse sentido contraditório, ditas por pessoas com filosofias diferentes e oriundas de várias culturas. Não sabemos a origem desse pensamento, mas ele não se sustenta na nossa realidade, decaindo facilmente. Os motivos são vários.
Nós, seres humanos, nos julgamos inteligentes e com discernimento suficiente para escolhermos sempre a atitude correta. Mas, quando olhamos para trás, vemos que não nos portamos com acerto. Após o surgimento da bomba atômica, no dia seguinte os Estados Unidos estouraram o Japão, fazendo milhares de mortos e milhões de vítimas da radiação. Se fosse hoje, o efeito seria infinitamente pior. A Rússia parece hoje contida, mas China e Coréia do Norte não, assim como Índia e Paquistão, bem como árabes e israelenses se afrontam há muito, sugerindo-nos um futuro de potencial altamente perigoso para a humanidade. O Brasil, por sua vez, de um lado tem a melhor tecnologia de votação do mundo, de outro, a pior classe política em moral. A ideia de que “só os de moral elevada teriam as bênçãos de Deus para obter tecnologia avançada”, não se confirma na nossa realidade. Estamos cansados de ver a imoralidade lavrar como peste, em meio a sociedades com alto grau de tecnologia e capacidade intelectual para discernir o certo do errado. Conseguimos massificar muitas tecnologias, mas temos dificuldade em massificar a moral. Apenas por lógica, o mesmo poderia ter ocorrido lá fora, em outras paragens do universo.
De fato, o homem sabe distinguir uma coisa de outra, mas a insensatez e a ganância ainda imperam em todas as sociedades, inclusive nas cientificamente avançadas, desprezando a moral em detrimento do senso humanitário. Hoje, a potência das armas nucleares é tão grande que se alguém apertar o gatilho, todos seremos pulverizados. O risco está aí, para quem quiser ver. Então perguntamos: Quem está errado, Deus que nos deu capacidade de discernir e criar ciência avançada ou o pretenso “filósofo” dizendo que só seres de moral elevada poderiam obter tecnologia e viajar pelo cosmos?
Se Deus tivesse errado ao nos colocar nas mãos tanta capacidade de destruição, ele não seria justo e bom. Portanto, deve haver algum benefício nessa atitude, embora, talvez, ela não seja muito clara ao homem. Ocorre que temos o chamado livre-arbítrio e nos determinamos a proceder como nos convém, mesmo sabendo que estamos errados. Uma civilização externa, com nível moral equivalente ao nosso, mas com tecnologia mais avançada, poderia agir como nós e submeter-nos com a força de sua tecnologia. Conforme os testemunhos, os seres do tipo Cinza e assemelhados fazem aqui coisas que nos parecem inconcebíveis, inclusive experiências com hibridização que nos parecem nocivas, mas para “eles”, por certo, devem ter utilidade. É provável, também, que estejamos aprendendo algo com isso.
Nos eventos de abdução e contatos testemunhados, denota-se que “eles” estão longe de um grau social elevado, são imperfeitos e devem estagiar num mundo semelhante ao nosso, com provas e expiações de toda ordem. Se de alguma maneira nos ameaçam, cabe-nos a defesa. Contudo, como espiritualistas que somos, temos que a Terra não está ao léu. Deve haver lá em cima uma Fraternidade Maior nos guardando dos males que ainda não podemos perceber. Mesmo porque, essas entidades negativas devem estar nos visitando há milênios. Se estivéssemos à deriva e não houvesse no cosmos uma ordem estabelecida, por certo já teríamos sucumbido.
Conforme alguns contatos com seres de moral elevada, o livre-arbítrio, de modo geral, estaria situado dentro de certos limites, além dos quais não seria permitido a ninguém ultrapassar. Se for assim, a ação dos Cinzas e a de outros seres negativos estaria limitada, razão pela qual ainda estamos aqui, desde o início dos tempos, evoluindo cada vez mais, guiados por imponderáveis Forças do Bem. Mesmo em aparente desvantagem (porque “eles” são ou se fazem invisíveis), não vemos motivo para preocupação excessiva, pois alguém lá em cima deve fazer a nossa guarda. Enquanto nós, aqui, devemos fazer a nossa parte: evoluindo no interesse da humanidade, na nossa ciência e na nossa moral.
Pedro de Campos é autor dos livros lançados pela Lúmen Editorial: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. Clique para conhecê-los. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Alfredo Moaycir de Mendonça Uchôa, filho de Idalina e Alfredo, nasceu no engenho Bititinga, no município de Murici, estado de Alagoas, em 21 de abril de 1906, e desencarnou no Distrito Federal, em 5 de março de 1996, no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Em 1933, casou-se com Ena, a sua querida “Enita”, que lhe deu quatro filhos: Luiz Carlos Krish de Miranda Uchôa, Anna Maria Christina, Paulo Roberto Yog e Ângela Maria Cristina. Foi engenheiro civil e cursou a Escola Superior de Guerra. Foi professor da Escola Militar de Realengo, da Academia Militar das Agulhas Negras e um dos fundadores da União Pioneira de Integração Social - UPIS, centro de ensino superior do qual foi diretor presidente e reitor de duas faculdades, além de conceituado parapsicólogo, médium de faculdade curadora e ufólogo de critério holístico. Em 1963, reformou-se no posto de “general de divisão” do Exército brasileiro.
Desde cedo se dedicou ao estudo do espiritismo científico e lera os melhores livros, mas não se restringiu à teoria, pois foi à prática. Em sua própria residência, pesquisou as impressionantes materializações do padre Zabeu. Fundou a Associação Universalista Morya, para difundir a Teosofia, conseguindo realizar inúmeras emancipações da alma para outras estratificações da realidade. Dedicou-se a curas supranormais, obtendo resultados positivos desde os 17 anos. Com tais vivências, pôde escrever o livro Além da Parapsicologia – 5ª e 6ª dimensões da realidade [Horizonte, 1968], no qual relata as suas experiências com materialização.
De início, Uchôa não pensava investigar os chamados “Discos Voadores”, pois considerava que os fenômenos espirituais eram suficientemente complexos para absorvê-lo a vida inteira. Mas quando, por curiosidade, começou a frequentar um grupo ufológico e teve seu primeiro avistamento, convenceu-se de que a vida se espraia pelo universo inteiro. Nos anos seguintes, utilizando métodos científicos, foi a campo investigar detidamente o Fenômeno UFO.
Ao longo de seus estudos, procurou conhecer o trabalho do capitão Edward J. Ruppelt, autor do importante livro, Relatório sobre objetos voadores não identificados [Difusão Europeia, 1959], militar chefe do Projeto Blue Book, implantado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) para estudar os UFOs naquele país. Conheceu importantes investigadores militares da Ufologia Mundial. Leu o major Donald E. Keyhoe, autor de A verdade sobre os discos voadores [Global, 1973], militar graduado como aviador pela Academia Naval de Annapolis e fundador do NICAP, entidade particular que congregou brilhantes cientistas na investigação ufológica. Juntando suas experiências pessoais às melhores leituras, assim como contatos com ufologistas de todo o mundo, o general Uchôa conseguiu elevar-se no cenário ufológico nacional e internacional. Superou os melhores, pois vivenciou intensamente a casuística brasileira e acompanhou a dos principais países do globo, inclusive dos da chamada Cortina de Ferro, cuja questão pôde debater pessoalmente com J. Allen Hynek, o investigador de UFOs mais importante da USAF. Estudou a casuística sob diferentes ângulos, inclusive o parapsicológico, podendo ser considerado o fundador da chamada Ufologia Integral, no Brasil.
Fundou e foi presidente do Centro Nacional de Estudos Ufológicos – CENEU, e durante cinco anos, entre 1968-72, coordenou os trabalhos do Caso Alexânia, na fazenda Vale do Rio do Ouro, em Alexânia, estado de Goiás, evento dos mais impressionantes da Ufologia Brasileira. Dessa experiência escreveu o livro, A parapsicologia e os discos voadores – O caso Alexânia [Expansão Cultural, 1973], no qual mostra, com método científico, os fenômenos ufológicos ali observados.
Em março de 1979, presidiu o 1º Congresso Brasileiro de Ufologia realizado em São Paulo. Escreveu depois o livro Mergulho no hiperespaço [Horizonte, 1981], no qual complementa sua obra anterior com experiências imponderáveis, pois estava convicto de que certas facetas do Fenômeno UFO excedem os limites do ceticismo cartesiano. Nessa obra, algumas de suas conclusões foram contestadas por ufólogos da chamada ala “científica”, em razão de terem sido obtidas por “emancipação da alma”, sem que parapsicólogos não dotados de faculdades extra-sensoriais pudessem vivenciá-las.
Alguns céticos da Ufologia lhe fizeram oposição, inclusive colegas de Arma, creditando seus contatos paranormais à sua imaginação, como, por exemplo, o coronel Erasmo Dias, que num debate na tevê declarou: “Não li o seu livro nem acredito em nada disso que o senhor fala”. Ocorre que o general Uchôa falava do Caso Alexânia, relatado em A parapsicologia, obra não suportada em crenças, mas em fatos positivamente constatados. Uchôa ofereceu inúmeras fotografias autênticas, tiradas por fotógrafo profissional, empregado do governo, e apresentou várias testemunhas de valor, entre as quais militares e funcionários civis de escalões variados do governo, gente que tinha presenciado pessoalmente os fenômenos em Alexânia. Estes, não tiveram dúvida: saíram em defesa do general e testemunharam por si mesmos. Assim, os relatos de Uchôa e seus livros detalhando os fatos, passaram relativamente incólumes pela crítica. Hoje, são de grande valor para a Ufologia Mundial.
Homem sensível às coisas do bem, Uchôa escreveu Cristo para a humanidade de hoje [Horizonte, 1980]; seguido depois por, Muito além do espaço e do tempo [Thesaurus, 1983]. Com sua experiência de médium curador, escreveu Curas transcendentais. E no auge de sua sensibilidade grafou poemas, Oásis de Luz, aos 82 anos. Finalizou sua obra com Uma busca da verdade – Autobiografia [Brasília, 1991]. Uchôa foi promotor do 1º Congresso Internacional de Ufologia, realizado em Brasília, e conferencista com presença exigida nos principais congressos. Concedeu belíssima entrevista à Revista UFO. Sem dúvida, os arquivos ufológicos do Exército brasileiro estão recheados de investigações feitas pelo general e sua equipe.
Nos vídeos abaixo, o primeiro deles produzido por Patrícia Saldanha, Gilná e Jorge Daniel Moyses, o general é lembrado por seu filho e por amigos, como Jerônima e Roberto Beck, decano da Ufologia Brasileira, tendo recebido deles singela homenagem; no segundo, o filho de Uchôa, general Paulo Roberto Uchôa e sua filha Denise Uchôa Slater, ambos representando a família, prestam as suas homenagens ao general. Assista-os!
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. Todos lançados pela Lúmen Editorial. Clique aqui para conhecê-los. E, também, dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO, conheça-os!
UFO nos céus de Hangzhong, China - 7 de julho de 2010.
Por Pedro de Campos
Este fato ocorreu em fevereiro de 1948. Naquela ocasião, o delegado R. A. Ranieri, homem público sério e acostumado a lidar com todo tipo de caso intrigante em razão de sua profissão, teve seu primeiro contato com fenômenos de materialização. Isso ocorreu na casa do doutor Rômulo Joviano, conceituado funcionário público da cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Estavam presentes os médiuns Francisco Cândido Xavier, como assistente, e Francisco Lins Peixoto, conhecido como Peixotinho, que durante a sessão servia aos espíritos para produzir as materializações. Os fenômenos ali presenciados seriam repetidos muitas vezes em outros lugares, possibilitando a Ranieri escrever seu prestigioso livro, Materializações Luminosas [FEESP, 1955].
A produção de fenômenos físicos para estudo sério e propósito definido requer trabalho de equipe espiritual especializada, de médium doador de fluídos especiais, de ambiente preparado e pessoas selecionadas para realização dos trabalhos. É preciso registrar tudo e absorver das reuniões o conhecimento possível, para dele fazer uso na divulgação da imortalidade da alma e na realização de obras fraternas. Tudo é sempre feito sob rigorosa organização.
Numa dessas reuniões, onde se reunia o grupo Scheilla, o médium Ênio Wendling descreveu um enorme engenho espiritual, semelhante a um Zepelim, no qual os espíritos eram transportados para participar da ocasião. Eles desciam do objeto por um grande tubo, algo parecido a uma chaminé, e penetravam facilmente no recinto. Conforme informações espirituais, esse veículo não se compara com a nave do tipo “nuvem charuto”, conhecida na Ufologia, trata-se de um engenho de transporte próprio das colônias espirituais próximas à Terra. Naquelas reuniões, Ranieri afirma que eles tiveram conhecimento de coisas maravilhosas, assim como de coisas medonhas, horríveis, existentes no mundo dos espíritos.
Certa noite, numa sessão realizada no Centro Espírita André Luiz, Rio de Janeiro, sociedade em que trabalhava Peixotinho, houve demonstração de que o mundo espiritual realmente dispõe de aparelhos capazes de produzir no corpo humano uma verdadeira recuperação da saúde. Trata-se de aparelhos completamente desconhecidos na Terra e de efeitos fantásticos.
Após o início da sessão, o delegado descreve uma entidade resplandecente aproximando-se de uma senhora e colocando em seu tórax um aparelho estranho, parecido com um bolo, feito numa forma semelhante à concavidade de um prato fundo, portanto, quase um disco. Era gelatinoso, de cor verde-clara, e transparente, ao qual podiam ver o interior do corpo como se contemplassem peixes num aquário. Lá dentro, palpitava o coração, arfavam os pulmões e corria o sangue nas artérias e veias. Tudo podia ser visto por todos, com perfeita nitidez.
Ainda tomados pelo momento, a entidade mergulhou uma mão através do aparelho, ficando parte do membro no interior do corpo da senhora ali atendida e o resto dele para fora. Em gestos compassados, o espírito retirou a mão do corpo e tornou a mergulhá-la. E cada vez que a retirava, trazia nos dedos certa matéria escura, que lançava no ambiente e se dissolvia. O espetáculo durou longos minutos.
Diante desse episódio incomum, seria o caso de indagarmos para reflexão. A ciência tem algum aparelho como esse? E o mergulho da mão materializada dentro do corpo? E a entidade resplandecente? De fato, o evento espiritual era grandioso. Com o uso de aparelhos desconhecidos, os espíritos faziam rapidamente materialização e desmaterialização de suas próprias mãos, cujo propósito era restaurar um corpo humano doente e demonstrar aos participantes a magnitude do mundo invisível, que é descortinado aos nossos olhos pelo Espiritismo Científico.
Outro caso intrigante ocorreu em 7 de dezembro de 1950, quando as pessoas do grupo André Luiz estavam reunidas. Após o início da sessão, começaram a penetrar no salão entidades materializadas e luminosas, com a finalidade de tratar os doentes que ali se achavam. Num dado momento, Ranieri aproximou-se da cabine onde estava Peixotinho, em estado de letargia, e teve uma surpresa: um globo de luz vermelha, do tamanho de uma laranja, estava cerca de 80 centímetros de Peixotinho. O delegado descreve: “A luz, incidindo sobre ele, iluminava-o frouxamente. Aproximei-me. O globo de luz girava no ar e fazia evoluções lentas”.
Ranieri chegou perto da cama em que estava o médium e começou a dar-lhe passes; então a luz vermelha flutuante iniciou um giro em torno do delegado. “Passava em volta de minha cabeça, em frente aos meus olhos, enquanto eu dava passes”, conta. E a evolução do globo de luz prosseguiu, fazendo outro percurso, que Ranieri assim descreveu: “Passava entre os meus braços, evolucionando pela frente de meu peito e, contornando-me as costas, voltava a passar entre os meus braços, penetrando pela frente”.
Nessas condições, estando Ranieri com as mãos apoiadas nas de Peixotinho, privando-o de qualquer movimento, a luz vinha e se intrometia entre os dois. Não havia um espírito materializado, mas um globo de luz materializada. E se o globo era espírito em forma esférica ou aparelho movimentado pelo espírito, ninguém soube distinguir. Quando as luzes do salão foram acesas, o globo vermelho, antes perfeitamente físico, materializado, extinguiu-se lentamente no ar, desaparecendo à vista de todos.
Nessas experiências de Ranieri, em ambiente fechado, vividas por ele em meados do século passado, os assistentes constataram a presença de entidades espirituais operando os fenômenos. Hoje, na Ufologia, em ambiente aberto, encontramos algo similar: UFOs luminosos, materializações ufológicas e mensagens à humanidade dadas por seres intrigantes. Trata-se de fenômenos testemunhados em todo o mundo. Se são oriundos do mundo espiritual ou de dimensão em que o espírito esteja encarnado, é difícil distinguir. Conforme detalha o livro Universo Profundo [Lúmen Editorial, 2003], as materializações procedem tanto da dimensão dos falecidos quanto da dos seres encarnados em corpos “menos materiais”; são realizadas por seres distintos, ambos postados numa dimensão invisível a olhos terrestres. Embora sejam fenômenos complexos, convém estudá-los com afinco, para tentar distingui-los.
No vídeo abaixo, vamos observar um pouco o conhecimento do doutor Paulo César Fructuoso, cirurgião geral com ênfase em oncologia, professor de clínica cirúrgica e pesquisador de Espiritismo Científico. O professor é interessado em fenômenos de materialização e curas espirituais. Como médico, após presenciar intrigantes fenômenos físicos no Lar de Frei Luiz, não teve alternativa: rendeu-se aos fatos! Hoje, não tem dúvida nem receio de testemunhar frente às câmeras de televisão as suas experiências. Veja o vídeo!
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. Todos lançados pela Lúmen Editorial. Clique aqui para conhecê-los. E, também, dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO; Conheça-os!
“O Rosto de Cristo na Plantação”, agroglifo surgido em Wickham Green, Inglaterra - 30 de julho de 2010
Por Pedro de Campos
A cada ano que passa as marcas nas plantações da Inglaterra e outros países estão ficando mais complexas, ensejando maior alcance na decifração. De modo geral, não se sabe o significado, mas há consenso entre os ufólogos de que os sinais sejam para expressar algo espiritual. Alguns canalizadores procuram dar sua versão, mas o xis do problema é a confiança que tais versões podem oferecer ao público. Quando se procura saber da moral do canalizador, o que ele já fez de bom para a sociedade e o grau de confiança que tem no exercício de sua faculdade extra-sensorial, encontramos no estigmatizado Giorgio Bongiovanni a legitimidade necessária para uma versão digna de estudo.
A mensagem abaixo foi recebida por ele, dada como vinda de altas esferas. O texto original foi dividido aqui em oito partes, na pretensão de oferecermos pequenos segmentos para reflexão do leitor, pois cada um deles, considerando-se a mensagem legítima, seria de fundamental importância para entendimento dos agroglifos. A canalização fala dos círculos nas plantações, informa como os verdadeiros círculos são feitos e as entidades que estariam no comando.
Mensagem alienígena sobre Círculos nas Plantações:
“Do Céu à Terra.
1. Esses agroglifos ou círculos nas plantações, assim como vós os chamais, são criados por nós mediante uma ciência incompreensível para vós. 2. Possuímos sincronizadores magnéticos, ou seja, emissores de energia solar que funcionam como micro-memórias esféricas, em conjunto com a nossa energia psíquica. 3. O nosso pensamento entra em simbiose com os microchips do equipamento, os quais podem materializar instantaneamente qualquer imagem criada por nossa mente. 4. O espaço, o tempo e as dimensões são superados facilmente por nós e as imagens são criadas com perfeição, sem alterarem a natureza ao seu redor. 5. Se para vós isso é impossível, não o é para nós que possuímos uma ciência mais adiantada que a vossa em 15 bilhões de anos. 6. Compreender as mensagens dos agroglifos e colocá-las em prática é indispensável para todo aquele que está consciente de que nós, alienígenas, estamos visitando o vosso mundo no desejo de oferecer amor e amizade aos vossos espíritos. 7. Sabei também que não somos apenas seres alienígenas em visita ao vosso planeta, mas, sobretudo, anjos da legião do Cristo. 8. Quando Pilatos questionou Jesus sobre o Seu reino, Ele respondeu: ‘Sim, tu o dizes, Sou rei... Mas o meu reino não é deste mundo; se fosse, os meus anjos teriam combatido para que Eu não fosse entregue... Jo 18:33-37’. É isso que somos: os anjos do Senhor. Anjos de ontem, alienígenas de hoje, sempre a serviço da luz do Cristo.
Setun Shenar e os irmãos da Fraternidade Cósmica vos saúdam.”
Montevidéu (Uruguai), 10 de novembro de 2009, por intermédio de Giorgio Bongiovanni, estigmatizado.
Numa releitura da Doutrina Espírita, vemos que em O Livro dos Médiuns os espíritos ensinam a teoria de todas as manifestações inteligentes de natureza ultrafísica, mostram em detalhes os meios para se comunicar com os seres do mundo invisível, bem como as dificuldades e os obstáculos que podem ser encontrados nessa atividade. Segundo os preceitos ali externados, a mediunidade pode ser desenvolvida e educada. E essa prática é realizada nas instituições espíritas, por meio de cursos regulares, com duração de alguns anos, sempre assistidos por dirigentes capacitados e espíritos orientadores.
Ao final do curso, os médiuns cujas faculdades foram educadas e desenvolvidas recebem mensagens de origem extracerebral, oriundas de um mundo imponderável. Os comunicados podem vir de espíritos desencarnados ou de entidades “encarnadas” numa gradação sutil da matéria. Em outras palavras, não se trata de animismo nem de frutos da imaginação, pois durante a formação mediúnica tais eventos foram afastados, mas de atividade psíquica em que o médium recepciona outra individualidade, distinta de si mesmo. A natureza existencial do agente é invisível a olhos terrestres, razão pela qual a prática pode ser rejeitada por opositores, pois a nossa ciência ainda não tem meios para detectar o agente motor do mundo invisível. O estudo acadêmico dessa atividade psíquica é feito nas escolas que seguem a linha parapsicológica de Rhine, onde o Espiritismo Científico também está presente.
Contudo, o estudioso atento percebe que os fenômenos físicos da sala fechada de antigamente migraram, estão hoje em ambiente aberto, ao ar livre, fazendo-se presentes nos céus e nos campos. Bongiovanni vivenciou toda essa evolução. Embora ele não tenha formação espírita, mas sim, a nosso ver, a de um gnosticismo cristão mesclado de Ufologia e esoterismo, ainda assim não cabe aqui análise de sua faculdade mediúnica e de seu adestramento para exercê-la. Ele, ao longo de ao menos 20 anos, já mostrou a sua sensibilidade rara atuando como principal elemento da chamada Ufologia Mística. A mensagem sobre os círculos recebida por ele tem características de recepção mediúnica legítima. É concisa, esclarecedora e de teor elevado. Mas, ainda assim, surge a pergunta: seria verdadeira?
Aqui é preciso entender que quando se lida com seres ultrafísicos, a identificação do agente motor e a certificação da mensagem não dependem de carteira de identidade nem de diploma certificador, pois tais entidades nada possuem de material. Conta apenas o teor da mensagem, o que traz de bom aos que a recebem e, eventualmente, alguma ocorrência física que possa corroborar sua veracidade e torná-la ainda mais confiável.
Após Bongiovanni divulgar a canalização de Montevidéu, ninguém esperava que nove meses depois, em 30 de julho de 2010, apareceriam vestígios físicos agregando valor material à mensagem anteriormente recebida. Da noite para o dia, surgiram nos campos de trigo de Wickham Green, na Inglaterra, duas grandes formações de círculos, as quais, de início, foram estudadas criteriosamente pelo ufólogo Pier Giorgio Caria. Quando Caria juntou os desenhos das formações de Wickham Green, emergiu nitidamente um rosto, semelhante ao do Santo Sudário. E quando ele juntou ao rosto a mensagem de Bongiovanni, o significado do conjunto foi simplesmente notável.
Para os peritos em círculos que acompanham o trabalho de Bongiovanni, as formações na Inglaterra e a mensagem canalizada em Montevidéu se autocertificam, legitimando-se mutuamente. Contudo, em complemento a ambas, veio depois outra canalização, na qual as entidades confirmaram o feito na Inglaterra. Ou seja, em 6 de agosto de 2010, uma semana após os eventos nas plantações, Bongiovanni recebeu nova mensagem, em Sant’Elpidio a Mare, na Itália, dizendo: “Fomos nós que criamos em Wickham Green, Berkshire, Inglaterra, a sagrada face de Jesus Cristo: O Sudário”.
Veja abaixo a impressionante formação de “O Rosto de Cristo na Plantação”.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. Todos lançados pela Lúmen Editorial. Clique aqui para conhecê-los. E, também, dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO, conheça-os!
Mulher alienígena - a ficção ajudando no entendimento dos aliens.
Por Pedro de Campos
Sobre os seres alienígenas já escutamos quase tudo. Enganam-se os que acham que o tipo Nórdico monopoliza as atenções na Ufologia. Na verdade, o tipo Cinza e seus assemelhados são mais comentados. Há alguns anos, escutamos alguém ventilar a hipótese de que os Cinzas seriam apenas espíritos desencarnados, cuja constituição perispiritual estaria deformada e que, ao adensar o corpo espiritual, se fariam tangíveis; contudo, essa hipótese não pôde ser sustentada. No incidente Roswell, ocorrido nos Estados Unidos, em 1947, conforme os vários testemunhos, inclusive o do coronel Philip Corso (deu ótima entrevista à Revista UFO), as criaturas estavam mortas, eram sólidas e exalavam um odor fétido, típico dos organismos em decomposição. Isso fez naufragar a hipótese de espírito materializado, pois na desmaterialização o simulacro desaparece, não morre. Além disso, a nave alienígena foi recuperada, e em regime de segredo militar forneceu valioso material de estudo para as Forças Armadas dos Estados Unidos. Sobre isso, tecemos várias considerações no livro Um Vermelho Encarnado no Céu.
Não obstante a farta casuística e tudo que já se falou sobre os aliens de modo geral e sobre os Cinzas, em particular, a verdade sobre “eles” é ainda um mistério. E são as incertezas que mais estimulam a Ufologia. Os ufólogos e aficionados ao tema estão nesse mote, cada qual buscando sua decifração. O leitor deste blog questiona sobre o que lhe parece intrigante. Nas perguntas abaixo, o nome de quem as formulou foi substituído.
Balbi – Pelo modo de proceder dos Cinzas, eles parecem ser materialistas e evoluídos apenas na ciência. Como poderia ser o mundo espiritual naquele planeta? Haveria ali, como na Terra, espíritos evoluídos para persuadi-los de que a evolução moral é mais importante que a científica? Haveria médiuns reproduzindo mensagens de entidades elevadas?
Campos – Aqui é preciso recorrer aos registros obtidos através da prática psíquica e de contatos em que os temas espirituais tenham vindo à tona. Segundo alguns testemunhos, o regime de pluralidade das existências, conhecido desde a Antiguidade como palingenesia ou reencarnação, seria uma lei regular em todo o cosmos. Nesse regime evolutivo, haveria alternância da vida nos dois planos da existência, ou seja, ora o espírito viveria no plano dos encarnados e ora no dos desencarnados, tendo experiências em várias partes do cosmos. É dito que, em todos os mundos, o plano espiritual é mais ou menos similar ao plano denso em que o espírito “encarna” para uma vida de ciclo limitado, mas ambos os planos influem um no outro, impulsionando o ser para estágios mais altos. Contudo, em estágios ainda inferiores da evolução moral, a falta de ética pode estar presente em ambos os planos, tanto no encarnado como no desencarnado, sendo, contudo, mais acentuada no plano encarnado, em que a matéria é mais densa e as imperfeições do espírito ressaltam na conduta moral. Quanto aos Cinzas, a impressão é de que sejam espíritos materialistas, evoluídos na ciência, mas ainda fracos na moral, talvez a serviço de outros mais adiantados. Essa interpretação, extraída dos contatos de terceiro, quarto e quinto graus, é hoje bem aceita na Ufologia Integral. E a ser verdade o preceito teológico de que “nenhuma ovelha do rebanho se perderá”, como ensinam os teólogos das várias escolas cristãs, por certo haveria entre os Cinzas entidades moralmente elevadas, transmitindo-lhes mensagens próprias à evolução moral de cada um. E isso se faria também pela mediunidade, numa interação constante entre os dois planos da vida, pois a evolução é lei imperativa no cosmos.
Balbi – A casuística ufológica não é clara para sabermos o que querem os alienígenas [veja, por exemplo, o Caso Sobral – alien dentro de casa]. E também, nos contatos psíquicos, os Cinzas não esclarecem quase nada do que fazem. Como conseguir isso?
Campos – Para nós, os Cinzas e várias outras raças seriam entidades exóticas, sem comparação no ambiente terrestre, razão pela qual é difícil entendê-las. Mas assim como os espíritos no passado, usando médiuns como Chico Xavier e outros, patentearam sua existência independente do reconhecimento da ciência oficial, talvez o mesmo pudesse ser feito pelos ETs. Sem dúvida, se “eles” usarem das técnicas avançadas que a casuística nos sugere, por certo poderiam patentear não somente a existência deles, mas também dar informações valiosas de suas ações e de seus motivos. Contudo, se não o fazem, devem ter as suas razões. Dentre as várias hipóteses, talvez possamos considerar que, na ótica deles, não estejamos preparados ou, então, que talvez o contato formal esteja próximo e a fase atual é preparatória. O certo, ninguém sabe! Há coisas que somente um contato formal poderia resolver e dar legitimidade. Hoje, entre nós, há quem não aceite nada de Ufologia, outros querem apenas a notícia e sua divulgação, sem comprometimento. Os mais determinados buscam contato efetivo, realizando vigílias, fazendo pesquisas científicas, praticando atividades psíquicas com seres ultrafísicos e desenvolvendo o contatismo por meio de aparelhos, na chamada TCI-Alien. Na Ufologia, cada pesquisador deve escolher os seus métodos e tentar a sua decifração.
Balbi – As mensagens canalizadas dos Nórdicos podem ser levadas a sério?
Campos – As informações por via canalizada parecem refletir tendências, as quais, na prática, devem ser examinadas com cuidado. É preciso entender que essa vida rara que o Fenômeno UFO nos sugere estar aportando à Terra, a qual viria de tão longe e, às vezes, faria aqui coisas tão absurdas e, outras vezes, coisas tão magníficas, por certo escapa ao nosso entendimento. Há certas mensagens tidas como canalizadas dos Nórdicos (Ashtar Sheran e outros), que causam dúvida atroz. Exemplo disso é a chamada “Operação Resgate” ou “Evacuação Mundial”, algo totalmente funesto, com guerra atômica, impacto de asteróide, verticalização do eixo e calamidades, atribuindo culpa ao homem, à natureza ou ao ciclo evolutivo. A “Operação” consistiria em resgatar as almas de milhões de mortos. Fala-se que os ETs estariam “ajudando”, pois levariam as almas para outros mundos. Ocorre que estamos no mundo dos vivos, cujo objetivo é preservar a vida. Apenas informar calamidades, sem neutralizá-las, é gerar desconforto e pânico - não há bondade nenhuma nisso! Difícil aceitar que previsões assim venham de seres evoluídos. Além disso, o corpo celeste que estaria em rota de colisão não é achado nos céus pelos nossos instrumentos. Se os ETs querem de fato ajudar, por que não usam sua tecnologia para desviar a rota do asteróide? Por que não usam seus recursos avançados para neutralizar os engenhos nucleares? Ainda que as respostas para justificar tais catástrofes sejam bem arquitetadas, se não mudam o resultado funesto, não convencem! De duas uma, ou é animismo de canalizador influenciado por suposto “Juízo Final” ou é ação extracerebral de entidade pseudo-sábia. Algumas mensagens são possíveis de aceitar, mas outras, não! E as não aceitas colocam tudo a perder, porque, depois, por desconfiança, até as boas são rejeitadas. Mas isso não significa que não haja canalização legítima e mensagens de bom teor. É preciso examiná-las, observar sua lógica, se são racionais e beneficiam a vida, caso contrário, devem ser rejeitadas. Segundo postula a Doutrina Espírita, “a geração atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas”, A Gênese XVIII:27. Portanto, sejamos reflexivos e prudentes.
O vídeo abaixo mostra parte de extensa mensagem, atribuída a entidade que chamados Ultraterrestre (UT) [preferimos reservar o nome Extraterrestre (ET) para designar entidade de terceira dimensão, o que não é o caso nessa mensagem]. O segmento é instrutivo. Se houver interesse, as demais partes podem ser vistas no Youtube, para ponderação.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita. Todos lançados pela Lúmen Editorial. Clique aqui para conhecê-los.