“Chico Xavier, Prêmio de Cidadão Honorário” – óleo sobre tela (70x50), cortesia do artista plástico Xico Santeiro.
Por Pedro de Campos
Numa época em que sigilosamente as grandes potências, especialmente os Estados Unidos e a antiga União Soviética, viviam a chamada Guerra Fria, na qual uma nação tentava sobrepujar outra em termos de tecnologia bélica, o médium Chico Xavier apontou precauções relativas aos discos voadores. Essas grandes potências chegaram a construir secretamente naves em formato discóide, simulando os discos relatados por testemunhas em várias partes do mundo. Para isso, os Estados Unidos estreitaram os laços de amizade com o Canadá e empresas de ambos os países juntaram forças para trabalharem em regime de parceria no desenvolvimento de engenhos aéreos em formato discóide.
A grande fábrica de aviões Canadian Avro Aircraft passou a trabalhar para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), desenvolvendo um engenho do tipo disco. Sua engenharia de projetos acreditava que a melhor maneira de entender os objetos discóides seria tentando produzi-los. Por conseguinte, o bom trânsito de informações secretas deveria ser crucial. E o fluxo delas ocorreu não só entre os governos, mas, saindo deles, chegou à cúpula das grandes empresas.
Foi assim que na investigação dos UFOs apareceram equipes altamente capacitadas, oriundas de empresas renomadas, tais como a IBM, a Hughes Aircraft, a Bell Labs, a Dow Corning e outras. Em razão da Guerra Fria e do ganho em negócios com tecnologia de ponta, essas empresas colocaram a campo o seu pessoal altamente especializado para obter informações, investigar tudo o que estava ligado aos UFOs e desenvolver tecnologia militar avançada.
O estudo dos fragmentos da nave alienígena acidentada em Roswell, no ano de 1947, proporcionara aprofundados estudos de engenharia reversa. E em meados de 1959, um protótipo de disco-voador com cerca de sete metros de diâmetro foi apresentado ao público norte-americano pela empresa canadense Avro. Embora essa tentativa de construção tivesse malogrado, ainda assim o projeto seguiu, sugerindo para o futuro lançamentos de aeronaves com formato mais ou menos discóide.
Foi nesse tempo que o médium espírita Chico Xavier começou a participar de inúmeras entrevistas em rádio, televisão e jornal, nunca se recusando a responder nenhuma pergunta que lhe era endereçada. O assunto “discos voadores”, tidos como engenhos de outras civilizações do universo, embora não fosse sua especialidade nem sua preocupação costumava vir à baila nas entrevistas. E recebia de Chico e de seu mentor espiritual, Emmanuel, sempre a devida apreciação, com o médium se posicionando com a necessária prudência e equilíbrio ao examinar os casos. Certa feita, perguntaram ao Chico:
Atualmente, fala-se muito em contatos de seres extraterrenos. O senhor acredita na existência de discos voadores?
– “Eu acredito que existem naves interplanetárias – respondeu Chico. Mas o assunto é um tanto quanto difícil, porque pertence ao campo da ciência. Nós não podemos ignorar que, depois da Segunda Guerra Mundial, as superpotências experimentaram determinadas máquinas, mormente máquinas voadoras, naturalmente com segredos de Estado que são compreensíveis. Possivelmente teremos máquinas de formas esféricas para voar e concorrer com nossos aviões, com nossos ‘Concordes’ e, talvez, estejam esperando a hora certa para surgir. Se entrarmos aí numa contenta sobre discos voadores, que dependem de outros mundos, ‘de outras regiões da nossa galáxia’, e se as sedes desses engenhos não permitir que eles venham visitar a Terra durante muito tempo e [nesse ínterim] aparecerem as máquinas esféricas das superpotências, então com que rosto iríamos aparecer? Vamos deixar que a ciência resolva este problema.” [Francisco Cândido XAVIER, livro Mandato de Amor, Belo Horizonte, União Espírita Mineira, 1992, organizado por Geraldo LEMOS NETO].
Observa-se hoje que Chico Xavier fora perfeito em sua resposta. Em seu tempo, ele acreditava em “naves interplanetárias” e a hipótese extraterrestre lhe parecia correta. Mas o tema era difícil de ser abordado, porque os Estados Unidos e a antiga União Soviética estavam projetando, em regime secreto, aeronaves inspiradas em discos voadores. A forma discóide, quando realizada, seria confundida com os engenhos alienígenas. E se os aliens parassem de vir à Terra por algum tempo, a casuística verificada após a guerra seria tomada como testes de engenhos terrestres. Por conseguinte, quem se posicionasse certificando os discos voadores como de “outras regiões de nossa galáxia”, sem fazer as ressalvas necessárias, mais tarde, quando os novos engenhos fossem apresentados, seria tido como ingênuo e ficaria em má situação perante o público. Para Chico, a comprovação dos fatos era da alçada científica, somente ela poderia resolver a questão, e ele deixou isso bem claro em sua resposta.
De fato, alguns anos depois foram dados a público os discos fabricados pelo homem, levando muito divulgador ao descrédito. Mas os pesquisadores do fenômeno UFO apresentaram uma quantidade enorme de novas evidências para mostrar que a crença popular nos discos voadores não era infundada. Ao mesmo tempo, a casuística teve prosseguimento e apresentou significativa quantidade de casos registrados com filmes, fotos e relatos de pilotos experimentados. Também veio à tona um número expressivo de abduções, as quais foram examinadas sob olhar aguçado de médicos e especialistas. Implantes alienígenas retirados de corpos humanos por intervenções cirúrgicas foram estudados com modernos recursos de laboratório. Sequestros e mutilações de animais observados em vários países receberam o detido estudo científico. Marcas intrigantes, cientificamente elaboradas e surgidas da noite para o dia, desde a década de 80, formaram agroglifos enigmáticos nas plantações e exigiram acurado estudo para decifração. O programa SETI, ao procurar sinais inteligentes de rádio no espaço, obteve ao menos uma incidência intrigante, sugerindo-nos a existência de vida tecnologicamente avançada em outro distrito da nossa galáxia. Isso tudo mostrou que há razões de sobra para a ciência continuar tomando a sério a questão ufológica, mesmo que a maior parte dos fenômenos seja sugestiva de atividade paranormal e exija dos cientistas investigações avançadas. Para além da realidade concreta dos UFOs, adentra-se hoje ao imponderável mundo das subpartículas que formam outras dimensões, ao não menos imponderável multiverso e seus canais de ligação (Teoria dos Buracos de Vermes) e às captações subjetivas da mente.
O fato é que a antiga crença na pluralidade dos mundos habitados recebeu nas últimas décadas uma contribuição de peso: o Fenômeno UFO! Quem acreditava na vida em outros mundos, ao ver o homem lançar espaçonaves e laboratórios orbitais indagou: Por que uma civilização mais avançada não faria o mesmo? Por que não lançaria os seus engenhos para outros distritos da galáxia? E se o fizesse, sendo mais avançada que nós, tal civilização não teria já descoberto o segredo das viagens interestelares e os UFOs não seriam fenômenos extraordinários de contato?
Hoje, as respostas para estas indagações são buscadas cientificamente pela Ufologia, cujo objetivo é estudar as eventuais manifestações de outras civilizações do cosmos, de seres vivos que chegariam à Terra por um caminho espacial que hoje nos é desconhecido. Quanto à Doutrina Espírita que Chico professava, ela foi definida por Allan Kardec como “uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”[O que é o Espiritismo]. Portanto, o Espiritismo estuda o mundo dos mortos e suas manifestações no mundo dos vivos, considera que a evolução do espírito é feita no curso das vidas sucessivas, em mundos de todas as instâncias espaciais, quer numa gradação material quer numa menos material. Naqueles mundos, o espírito encarna num corpo situado dentro da escala matéria-energia, cumpre nessa gradação um ciclo vital, produz tecnologia em conformidade com o seu avanço e vive experiências que englobam conhecimento de outras humanidades do cosmos. Essa a razão de Chico Xavier ter acreditado em discos voadores, além da experiência que ele próprio tivera, relatada por nós na postagem 39. Caso Chico Xavier.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Livro Universo Profundo – nova capa, edição revista e ampliada.
Por Pedro de Campos
Além da Ufologia Científica, conhecida também como “militar”, a Ufologia Mística tem sido divulgada no Brasil por diversos autores norte-americanos e europeus, mas ambas apresentam tanta divergência com os postulados espíritas que dificilmente se encontra alguém no meio espiritista satisfeito com as suas interpretações. O livro Universo Profundo foi escrito com a pretensão de resolver isso.
A primeira edição deste livro saiu no final de 2003, em seguida houve uma segunda tiragem. Não havia até então uma obra que conciliasse Espiritismo e Ufologia. Antes, os aficionados liam os livros especializados, mas eventual conexão ficava apenas no íntimo de cada um. Embora o leitor pudesse ser um estudioso de ambos os temas, ainda assim, no mais das vezes, encontrava sérias dificuldades para encadear os estudos. O que de início lhe parecia simples e natural, no final tornava-se complexo e fantasioso, difícil de conciliar.
Após o lançamento de Universo Profundo não foram poucos os que puderam interpretar satisfatoriamente parte importante dos enigmas ufológicos, alcançando com satisfação uma visão espírita da Ufologia. Em razão do sucesso do livro, a Lúmen Editorial está lançando agora a terceira edição, revista, ampliada e com nova capa.
Ao longo das duas primeiras, recebemos inúmeros comunicados, solicitando-nos mais explicações sobre certos temas vinculando Ufologia e Espiritismo, o que pudemos fazer agora, nesta edição; aproveitamos para atualizar a obra nos argumentos científicos, para detalhar os pontos tidos como resumidos ou exprimir um pensamento de modo mais completo. Atendemos também à nova reforma ortográfica. Um novo projeto gráfico foi realizado, mostrando com mais ênfase os pontos em que o autor espiritual coloca sua fala direta. O propósito foi esclarecer o leitor naquilo que ele mesmo sentiu necessidade, associando a casuística ufológica ao postulado espírita dos mundos habitados.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Diante das intrincadas questões que nos são colocadas, vamo-nos debruçar aqui para refletir e tentar entender um pouco aquilo que a lógica espiritista dá a entender sobre a vida ultrafísica encarnada em outra dimensão do espaço-tempo (UT) e a interação dessas inteligências tanto com o homem quanto com os espíritos de pessoas falecidas.
As indagações que nos chegam são pertinentes ao estudo de entidades ultraterrestres (UTs), cujos corpos são menos materiais que o do homem. Segundo as Escrituras Sagradas há seres que povoam as profundezas do cosmos num estado corpóreo invisível aos nossos olhos. Há registros de que tais criaturas estariam visitando a Terra desde há muito, apresentando uma característica dual, ou seja, ora em estado sólido, ora luzente no céu.
Os UTs, invisíveis para nós como os espíritos, diferente destes estariam encarnados, vivendo um ciclo de vida em que se adquire experiência numa matéria menos densa que a carne. Para o homem, não é fácil entender o espírito desencarnado nem a criatura encarnada em matéria invisível, pois a constituição de ambos estaria muito além da nossa densidade. Assim como não é fácil entender os universos paralelos, onde teoricamente poderiam viver personalidades semelhantes a nós na constituição física.
Indaga-se se os UTs, estando numa dimensão rarefeita, poderiam, em estado invisível, adentrar na sociedade espírita, postada na terceira dimensão, e se comunicar com os médiuns, seja por telepatia ou materializados; e se seriam “eles” capazes de adentrar à dimensão espiritual e interagir ali como os próprios espíritos o fazem entre si.
A comunicação dos UTs com os humanos, em termos telepáticos, tem sido fartamente relatada nas sessões mediúnicas, não raro com o aparecimento de objeto voador nos céus e criatura materializada. O Caso Alexânia é exemplo clássico, do qual participou inclusive o nosso saudoso amigo Roberto Affonso Beck, autor de Ufologia à Luz dos Fatos [CBPDV, 2006], e o não mesmo saudoso general Moacyr Uchôa, autor de Mergulho no Hiperespaço [Horizonte, 1981] e A Parapsicologia e os Discos Voadores [Horizonte, 1981].
Se for considerado que se a dimensão dos UTs é a mesma dos falecidos, indaga-se - que diferença haveria entre encarnar num mundo dimensional ou ficar desencarnado numa colônia de espíritos, como, por exemplo, a do filme Nosso Lar? A princípio, a encarnação menos material não parece inócua?
Embora possa parecer que a dimensão seja a mesma, porque nos são invisíveis, ocorre que não é assim! Os falecidos na Terra e os seres UTs não estão na mesma dimensão. Cada qual estagia em plano diferente e a encanação do UT não é inócua. O homem, por sua vez, tem uma constituição corpórea e um grau evolutivo bem diferente do UT; e os espíritos da colônia Nosso Lar, por serem homens desencarnados, também possuem uma cultura e um corpo espiritual diferente da bioforma ultrafísica de outra dimensão.
Apenas por analogia, o cosmos pode ser comparado a uma imensa cebola, com camadas e mais camadas dimensionais. Em cada camada há uma vibração específica da “matéria”, uma energia diferente e um tipo de espírito inteligente cujo estágio de evolução difere do de outras camadas dimensionais. Os estádios em que a vida se assenta são diferentes! Inicia-se a escalada de progresso no degrau mínimo, mas se sobe pouco a pouco, degrau por degrau, elevando-se na “escada de Jacob” até o espírito atingir o patamar mais próximo do Criador, onde ele próprio passa a ser um co-criador em grau menor.
Na base da escalada estão os estágios mais simples, mas na medida em que a evolução avança e os degraus se elevam, o espírito quer progredir e, vencendo as dificuldades que lhe são impostas pela bioforma em que está imerso, aproxima-se da depuração total. O progresso do espírito se faz no curso das vidas sucessivas, desde a matéria mais densa até a mais rarefeita; desde a energia quase estática até a mais dinâmica e radiante; desde o espírito mais simples até o mais pleno de sabedoria e bondade.
Essas estratificações todas estão cheias de vida, em patamares variados de evolução. Os espíritos, em suas manifestações no espiritismo, dizem que a humanidade está num grau de progresso rudimentar, razão pela qual nos seria difícil entender os estágios superiores em que a vida se assenta. Falam que essa dificuldade se faz presente na Terra, mas que neste novo milênio o homem deixará seu estágio de pequenez para galgar um patamar mais alto na evolução, embora ainda distante da perfeição. O espiritismo não apregoa catástrofes, mas o avanço constante no progresso do homem, embora com percalços inerentes à sua faixa evolutiva ainda cheia de provas e expiações.
Assim como na Terra o corpo espiritual do homem é rarefeito comparado ao seu corpo de carne, no mundo menos material dos UTs a dimensão daqueles espíritos e mais sutil que a de seus corpos ultrafísicos transitórios. De modo comparativo, dir-se-ia que o homem, com veículos especiais, pode descer ao fundo dos oceanos e subir aos espaços siderais, mas não cumpre seu ciclo vital naquelas localidades, apenas as visita – sua vida e suas experiências são vividas na Terra.
O UT, por sua vez, vê os espíritos como o homem vê os orbes do cosmos (com certa “distância” e “impedimentos”), e pode ver os encarnados em corpos densos assim como vemos os peixes, podendo interagir relativamente com ambos, mas suas melhores experiências são vividas na esfera dimensional em que fora gerado. Ali, a vivência difere da dos espíritos, pois o UT, como criatura encarnada, deve preservar o seu corpo e a sua espécie – nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre.
Os espíritos, como os de Nosso Lar, por exemplo, não morrem nem se reproduzem, vivem numa esfera de vida sem tempo, pois o tempo é inerente aos seres encarnados, aguardando novo recomeço num mundo corpóreo. Cada qual, em sua esfera, com sua constituição corpórea específica, vive experiências peculiares, cujo objetivo final é a plena evolução. Mas só o espírito, foco inteligente sem forma, sendo imortal, impera na eternidade, todos os demais corpos são apenas transitórios e circunstanciais.
Os ETs, (na verdadeira acepção da palavra) por sua vez, criaturas sólidas de terceira dimensão, poderiam ser oriundos de distritos espaciais distantes no nosso universo e até mesmo de Universos Paralelos, caso se considere a Teoria M que postula não existir um único universo, mas sim o “multiverso” (muitos universos paralelos ao nosso e a outros), nos quais entidades sólidas viveriam como nós. Veja um pouco disso nos filmes abaixo.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Apresentado pela rainha Sofia, Bongiovanni cumprimenta Gorbatchov, presidente da União Soviética, e sua esposa Raissa. Madri, 27/10/90.
Por Pedro de Campos
A entrevista que Giorgio Bongiovanni concedeu a Pedro de Campos, para a Revista UFO do Brasil, ainda desperta atenção dos leitores. A redação da UFO recebeu o comunicado que motivou está postagem. Agradecemos ao leitor a oportunidade de esclarecimento e, em razão do interesse, vamos estendê-lo ao público. Não vamos declinar aqui o nome do remetente, pois ele mesmo, caso queira, poderá fazê-lo, comentando este blog. Trata-se de um espiritualista convicto, participante de atividades paranormais e estudioso de casos ufológicos. Em suas análises, discorda que os aliens de Roswell seriam “como robôs a serviço de seres mais evoluídos”; e argumenta que existem muitos relatos envolvendo tais seres, sugerindo-nos que “são inteligentes e se utilizam de tecnologia avançadíssima”.
De nossa parte, consideramos necessário um estudo detido da citada entrevista. Nela, notamos que o entrevistado, embora tenha tomado uma estrada variante para interpretar os seres do incidente Roswell, ainda assim não se afastou da ideia original do coronel Philip Corso, autor do livro Dossiê Roswell , que trata do caso. Como oficial do Exército dos Estados Unidos, o coronel Corso diz ter visto as criaturas alguns dias após o incidente, num quartel do Exército, e que, anos depois, sob ordens superiores, examinou o relatório das autópsias e viabilizou o trabalho de engenharia reversa da nave alienígena. Para ele, eram entidades vivas e geneticamente modificadas, próprias para viagem de longa duração.
Qualificá-las de espécie de “robôs” ou de “servidores inteligentes”, como o fez Bongiovanni, não fica fora do conceito original de Corso, testemunha militar do Caso Roswell. Em seu livro, e em suas palestras, o coronel informa que as criaturas usavam “faixas de cabeça” e, por meio delas, com a ponta dos dedos e ação do pensamento, os aliens poderiam operar os controles da nave; sendo assim, não seria impossível a comunicação dos operadores com a base alienígena, onde estariam outras inteligências, talvez mais evoluídas que os tripulantes acidentados. O certo, não se sabe! Tudo fica no campo das hipóteses, e a ventilada por Bongiovanni é apenas uma.
Numa segunda abordagem, o leitor diz que os chamados “Seres de Luz”, dos quais Bongiovanni faz referência, seriam para ele “prepostos de Jesus”, entidades que estariam “conduzindo e defendendo os humanos nas situações mais graves da vida”; como, também, estariam “controlando os seres de outros planetas e fixando um limite em suas ações na Terra”.
Nessas colocações, o leitor concorda com o entrevistado. Mas não crê que Jesus viesse a se apresentar materializado na casa de Bongiovanni, pois não entendeu o “sentido de tal aparição”; estranha a falta de uma “mensagem clara”, uma orientação, por assim dizer, e considera que o “governador da Terra” estaria muito além das “aparições isoladas e particulares”.
Diferente da primeira disposição, a segunda é de extrema dúvida para o leitor remetente. De nossa parte, não temos motivo para duvidar que Bongiovanni tenha presenciado uma materialização em sua casa. Devemos realçar que não se trata aqui da opinião do entrevistado sobre um fato testemunhado por outro, como o Caso Roswell, mas do seu próprio testemunho, algo que ele vira em primeira pessoa.
Se considerarmos que a materialização ocorrera, então seria o caso de indagar: Como certificar que o simulacro era Jesus? Na identificação, teria a entidade induzido Bongiovanni a erro? Como saber isso? De fato, a dúvida persiste. Sem acurado exame da aparição fica impossível emitir juízo de valor. Por outro lado, poderíamos especular: Filosoficamente, haveria chance de que fosse mesmo Jesus? Estaria Ele acessível aos simples mortais? São perguntas que ficam para reflexão. Contudo, para o que está fora do positivismo científico, não há certificação; e o caso passa ao domínio da crença.
A crença, por sua vez, é algo de foro íntimo. Hoje, há quem diga que Jesus não existiu; outros, que não era o Messias. Poucos crêem que Ele tenha nascido de uma virgem, a qual, depois do parto, permanecera virgem, para, em seguida, ter vários filhos, conforme mostram os Evangelhos. Difícil entender esses fenômenos sem considerar Jesus um ser diferenciado. E mesmo aqueles que crêem na origem virginal, talvez não creiam que Ele fosse um humano híbrido, mas humano integral, Filho de Deus espiritual. Mas não é fácil entender um ser “apenas espiritual”, como Deus, inseminando mulheres na Terra [em sua entrevista, Bongiovanni deu interpretação interessante sobre isso].
Os Evangelhos registram que Jesus transformou a água em vinho, sugerem que Ele bebia o fruto da vinha e expulsou os vendilhões do Templo, mas muitos não crêem nisso, pois acham que tais atos seriam incompatíveis com sua perfeição espiritual. Há quem creia que Jesus não ressuscitou nenhum morto nem expulsou os demônios, dizem que um corpo morto não revive e que os demônios não existem. Alguns parapsicólogos, inclusive, falam que os fenômenos físicos, assim como os praticados por Jesus, têm origem na força mental e na capacidade de sugestão do sensitivo, nada tendo de atividade de espírito desencarnado, colocando em jogo , ainda que de modo impensado, os feitos de Jesus.
Assim, sucessivamente, chegamos a um emaranhado de crenças e descrenças. Quem encontra nelas uma lógica de entendimento, uma fé, passa a acreditar; os demais, não! E como há crenças de todo tipo, contrariando uma a outra, o cidadão imparcial que de fora as observa tem dificuldade em distinguir qual lhe seria verdadeira. Somente a reprodução do fenômeno e seu controle científico poderiam certificá-lo, transformando crença em fatos reais.
Não obstante isso, sem dúvida, a doutrina de Jesus superou todas as outras, foi ao encontro dos anseios do povo e absorveu o mundo ocidental quase inteiro. E sendo Jesus tão magnânimo aos simples, como mostram os Evangelhos, por que não poderia Ele se materializar para o seu missionário que traz no corpo os estigmas da Paixão? Quanto a nós, quando vimos a formação dos estigmas em Bongiovanni, os quais ele dá como oriundos da esfera crística, não pudemos descartar a chance de a entidade motora ser o Cristo ou um de seus prepostos, já que naquela esfera, segundo alguns contatados, as entidades são semelhantes entre si e altamente capazes. Bongiovanni dá detalhes disso em seu livro, A Nova Ciência Divina.
Conforme observa o espiritismo científico, a materialização seria promovida e controlada por entidades de hierarquia elevada, e nisso está incluso as da esfera crística. Sendo assim, não duvidamos que Bongiovanni assistisse em sua casa a materialização relatada por ele na entrevista. Consideramos que o evento poderia ser um estímulo à sua missão, haja vista sua condição de estigmatizado há mais de 20 anos. Contudo, quem não presenciou o episódio, assim como nós, tudo cai no domínio da crença. Os próprios sensitivos, distanciados de Bongiovanni, sem conhecerem a extensão de sua capacidade mediúnica, principalmente a de efeitos físicos, nem a sua lisura, encontram dificuldade para acreditar num fato tão incomum como a materialização de Cristo.
Abdução foi o terceiro tema abordado pelo leitor remetente. “As abduções são amplamente pesquisadas e não raro com relatos de violência contra os abduzidos”, afirma o leitor. Ele está certo de que existem outras civilizações no cosmos, as quais nos visitam fisicamente, agindo com certa autonomia na obtenção de seus propósitos. Na entrevista, tratamos do tema abdução com Bongiovanni, principalmente do Caso Giovanna Podda, embora isso não tenha sido publicado na UFO, pois ficamos na espera de novas evidências. Essa italiana da Sardenha relata coisas incríveis que teriam sido feitas a ela por seres alienígenas. Dá conta de ter sofrido inseminação artificial por 18 vezes, ficando, em cada uma delas, grávida até o limite de dois meses, quando o suposto híbrido teria sido retirado pelos aliens.
Trata-se de algo verdadeiramente fantástico, relatado por uma mulher que não teve receio de contar nada em público. O insólito vivido por ela está sendo discutido em toda a Itália, principalmente em Villaspeciosa, província de Cagliari, onde Giovanna estaria vivendo, e na Sardenha, onde teria nascido. As opiniões divergem, repartindo o público interessado. Contudo, diferente de outros relatos de abdução, o Caso Giovanna traz algo novo: o filme de um aborto realizado em casa e um suposto feto alienígena.
O programa Mistero, apresentado na tevê italiana por Enrico Ruggeri, encarregou-se de mostrá-lo ao mundo, em meados de 2009. Quanto a nós, no Brasil, longe dos acontecimentos, discutimos o caso desde aquela data. Bongiovanni, por sua vez, perguntado por nós, não deu muito crédito ao caso. Ele tem uma opinião geral, dando conta de que “não há abdução negativa”. Contudo, as evidências mostram o contrário, sugerindo-nos algo preocupante. O Caso Giovanna permanece sob investigação dos ufólogos italianos. Trata-se de algo tão insólito, com evidências tão marcantes, que os especialistas não querem se precipitar num prognóstico sem o devido respaldo científico: pode estar aí a chance de transformar evidência em prova, com DNA e outros fatores diferenciados. É preciso esperar.
O vídeo abaixo (legendas em português) mostra parte do Caso Giovanna. Para quem domina a língua italiana, veja o complemento.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel . E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
O “contato de quinto grau” carece de consenso no meio ufológico quanto à sua definição. Para nós, está caracterizado exclusivamente por atividade paranormal, evento parapsíquico de contato alienígena em que ocorre, eventualmente, o aparecimento da nave nos céus. Em geral, tal conexão é obtida por canalizador sintonizando um agente externo. No espiritismo, trata-se de evento em que o médium sintoniza por telepatia, clarividência ou clariaudiência uma entidade encarnada numa “matéria” de outra vibração, diferente da nossa.
A canalização pode derivar também para o contato através de “emancipação da alma”, evento em que a alma vai, mas o corpo fica. A “soltura da alma” não é abdução, mas artifício para contatar entidades “menos materiais”, postadas num espaço ultrafísico. Nesse evento, o corpo espiritual adentra ao objeto alienígena e pode interagir com seus ocupantes. São exemplos de quinto grau: Caso Alexânia (período de canalização e soltura da alma); Caso Bongiovanni (canalização de Ashtar Sheran e outros seres ultrafísicos, com aparecimento eventual da nave).
Ressalva-se que a manifestação de espírito desencarnado em outro orbe, que vem à Terra e aqui incorpora o médium, seria preferível chamá-lo de “espírito estrangeiro”, para não confundir a sintonia mediúnica com a outra, a telepática, canalizada, em que a entidade contatada é o chamado ultraterrestre – UT, encarnado num corpo sutil, em outra dimensão do espaço-tempo. Chamar o espírito ou o ser ultraterrestre de ET é a pior das opções: confunde o entendimento e contraria os postulados científicos. O ET deve ter natureza sólida, consistente como a dos seres humanos, mesmo que sua carne não seja carne, mas massa densa. Hoje, nos círculos contatistas, tem-se que o espírito e o UT sejam entidades ultrafísicas. Sendo assim, o tema requer novo método de estudo e nova abordagem.
A dificuldade está em diferenciar os agentes invisíveis, pois tanto o espírito quanto o UT estão numa vibração da matéria diferente da nossa. Não nos propomos aqui a explanar sobre tais diferenças, pois já o fizemos relativamente, tanto quanto possível, em alguns de nossos livros; por solicitação dos leitores, vamos apenas mostrar a importância de dar início a uma prática científica nas instituições chamadas “contatistas”.
A pesquisa científica tem o mérito não só de dar entendimento, mas também de abolir desequilíbrios, tais como a insanidade observada, por exemplo, na seita Heaven’s Gate e na pseudociência de alguns, que chamam de ET aquilo que não pode ser concluído como tal; pois, para a ciência, espírito e UT seriam apenas expressões da mente, enquanto o chamado ET ainda não foi encontrado em nenhum planeta. Se “eles” existem, os tipos invisíveis estariam em outra dimensão, e os de massa densa, distantes demais da Terra; quaisquer deles, para chegar aqui, teriam de viajar sem sabermos como; apenas o nosso conhecimento científico poderia nos ajudar a resolver a questão, dando-nos maior conhecimento sobre “eles”, razão pela qual a ciência se faz importante em toda instituição.
Analogamente, em suas pesquisas, Allan Kardec, codificador do espiritismo, era partidário de que os fenômenos por ele estudados deviam ser objeto da crítica experimental e da ciência positiva, por isso adotou rigoroso método investigativo. “O espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o ABC”, corroborou o astrônomo francês, Camille Flammarion, em seu discurso fúnebre homenageando a Kardec. Mas a doutrina dos espíritos tem o chamado “tríplice aspecto”, ou seja, é ciência, filosofia e religião. Em razão disso, no Brasil, adotando uma linha variante da usada por Kardec, os adeptos brasileiros mais impregnados de religiosidade deliberaram priorizar o aspecto religioso; hoje, eles constituem maioria.
Não obstante os exaustivos trabalhos de notáveis psicobiofísicos, principalmente na Inglaterra, nos Estados Unidos e na União Soviética, a prática cotidiana no Brasil, desenvolvida por ilustres espiritistas no século XX, encarregou-se de deixar a doutrina assim como é hoje. Dentro do tríplice aspecto, a ciência ficou em plano menor: dificilmente se acha hoje uma instituição com o propósito científico da de Kardec, especificado em O Livro dos Médiuns (cap. XXIX-XXX).
Por outro lado, também, dificilmente se acha uma instituição que faça contato com “espírito de outro orbe” ou com “entidade encarnada em esfera sutil”, como a de Julnius, por exemplo, que Kardec contatara em seu tempo [veja neste blog a postagem 24], mas sem chance de avaliar cientificamente a prática. Hoje, um século e meio depois, por certo aquelas entidades deveriam habitar o mesmo orbe dado na Revista Espírita (agosto de 1858), de cuja informação o livro A Gênese (cap. XIV, I:8) também faz referência.
Dentro do “tríplice aspecto”, num primeiro momento, a ciência é coisa distinta da religião, e isso é fato incontestável, mas num segundo instante, as coisas podem mudar. Um investigador psíquico, totalmente isento, haverá de colher resultados, fazer deduções e tirar seu aprendizado da pesquisa realizada. Quando conclui a sobrevivência da alma após a morte, a sua natureza extrafísica e a influencia dela no mundo dos vivos, – então nos parece difícil fazer a distinção, pois a “ciência” absorve a “religião”, virando coisa única. De início, no Brasil, esse “ponto de fusão” fora achado e aceito; em seguida, as novas gerações espiritistas o deram como verdadeiro, dispensando novas pesquisas para certificar aquilo que já fora certificado no passado, considerando-o como coisa certa. Ocorre que a ciência está hoje num estágio mais avançado que no passado e pode contribuir de modo muito mais intenso para explicar os fenômenos espiritistas.
O norteamento científico dado no Brasil, para a doutrina, fez o processo de autocrítica ficar escasso nas instituições, pois ciência espiritista não é falar genericamente da ciência, mas aplicá-la nas atividades psíquicas e mediúnicas; é pesquisar, avaliar e certificar as manifestações com técnicas modernas. Considerando-se isso, a pesquisa estacou na maior parte das sociedades, vivendo-se mais de estudar o passado do que de investigar o presente. Mas o passado é história e não se pode viver dele indefinidamente, porque ciência é movimento constante de progresso; sendo assim, o caminho traçado por Kardec uma hora ou outra será retomado.
As modernas técnicas de hoje podem ser aplicadas nos contatos mediúnicos, nos transcontatos por instrumentos, nas curas extraordinárias e seu acompanhamento, na materialização de seres, na teleportação de objetos, nos fenômenos de poltergeist, nos registros da casuística, na precognição e seguimento dos fatos. Como também podem ser aplicadas nas atividades de cunho anímico, como: emancipação da alma e seus feitos extraordinários, realizações intelectuais e eventos psíquicos incomuns, experiências de quase morte [Vídeo abaixo], regressões a vidas passadas, estudos da reencarnação [Vídeo abaixo] e uma gama variada de outros, em que as modernas técnicas podem estar presentes e ajudar na elucidação dos fenômenos.
Cercear tais atividades nas instituições não é o mais inteligente, pois os fenômenos e as pesquisas migram para outras casas, dando evidência a outros sensitivos e a outros investigadores, fazendo surgir novas doutrinas e novos adeptos. Como exemplo, temos na Itália o surgimento do sensitivo mais conhecido do mundo: Giorgio Bongiovanni [Veja neste blog a postagem 2]; no Brasil, exemplos notáveis como: Waldo Vieira, Trigueirinho, Mônica Medeiros; além de excelentes pesquisadores como Sônia Rinaldi e os médicos Paulo César Fructuoso [Veja neste blog a postagem 17] e Frederico Camelo Leão.
Além disso, a falta da ciência aplicada e da autocrítica experimental estreita os limites da razão, retroage ao passado arcaico, transforma doutrina em religião, dá causa à crença desmedida, descuida do raciocínio lógico, gera dúvida e pode conduzir ao ridículo, abrindo campo aos desequilíbrios, às contendas internas e aos processos obsessivos; publicamente, reduz a confiança nos fenômenos mediúnicos, nos médiuns e na doutrina ensinada; além de dificultar sua divulgação na mídia moderna por falta de vídeos confiáveis, que expressem os feitos e possam dar crédito aos fenômenos pleiteados.
Sem dúvida, a prática contatista deve ajustar seu rumo. É preciso organizar as sociedades e ter nelas uma consultoria psicobiofísica, um pesquisador anímico-mediúnico sério, da linha do saudoso professor Hernani G. Andrade (Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas – IBPP), pois do mundo invisível sabemos pouco cientificamente. Um consultor confiável poderia dar à prática contatista importante conteúdo de ciência, facilitando o entendimento dos sensitivos sobre si mesmos e a interação com essas frequências de vida mais adiantadas, detentoras de recursos científicos diferentes dos nossos. Tal estudo poderia aprimorar a sintonia, detectar a origem e incrementar o intercâmbio com meios técnicos capazes, talvez, de certificar a existência de tais entidades. Então será possível dar a público, com metodologia confiável, aquilo que hoje parece apenas truque, ficção ou lances da mente imaginosa.
Finalmente, surge a oportuna indagação de Kardec: – “E que serve todo esse conhecimento se não for para melhorar o homem?” De fato, o homem pode conhecer bem a casuística e não avançar em humanidade; porém, se as instituições sérias reúnem em torno de si pessoas boas, estudiosas, intencionadas no bem e cientificamente preparadas, então haverá união, harmonia e fraternidade; não o inútil e pueril antagonismo, preocupado em elevar o amor-próprio, cheio de orgulho e de palavras, mas vazio de bom sentimento e de realizações. Então, segundo Kardec, as sociedades contatistas "serão fortes, inquebrantáveis, respeitadas e imporão silêncio à tola zombaria dos opositores, porque falarão também em nome da moral evangélica, que a todos silencia”, pois o “tríplice aspecto” doutrinário implica equilibrar “ciência, filosofia e teologia”, para buscar a verdade com chance de sucesso.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Aerocraft ML866 – Dirigível do Futuro: ajudando a entender a ”morada de pássaros”.
Por Pedro de Campos
Allan Kardec publicou na Revista Espírita (1858 - mar., abr., ago. e set.) os relatos mediúnicos de Victorien Sardou, ditados por Palissy, um alien que se dizia “encarnado” num corpo “menos material”, numa dimensão de Júpiter. A entidade não se apresentara na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas a bordo de uma nave espacial, mas emancipado de seu corpo ultrafísico, o qual ficara naquelas instâncias. Ali captara o pensamento invocativo de Sardou e, em espírito, viera à Terra. Ao manifestar-se, respondeu 82 perguntas e falou amplamente sobre Julnius, sua cidade espacial. Nela, as camadas sutis em que a vida se desenrola escapam ao nosso entendimento científico.
Hoje, na Ufologia Moderna, quem lê as perguntas formuladas ao alien pode ter a impressão de simplicidade excessiva. Mas para avaliar melhor é preciso voltar àquele momento histórico-social e considerar o grau de avanço científico do século XIX. Naquele tempo, a comunicação à distância apenas iniciara-se com o uso do código Morse, não havia rádio nem avião. O objeto aéreo conhecido era o balão, impulsionado por ar quente, que transportava os pioneiros com grande risco por apenas alguns quilômetros. O dirigível de porte só veio após a desencarnação de Kardec, quando o invento do motor a explosão resolveu a questão da dirigibilidade.
A falta de tecnologia para comunicação à distância e a inexistência de engenho aéreo de transporte dificultou os interlocutores e fê-los omitir indagações sobre naves espaciais e contato regular por aparelhos. Curiosamente, o próprio alien tratou de dizer que em seu mundo “eles” viajavam em “moradas de pássaros”. Hoje, com a ciência mais desenvolvida, podemos supor a existência de um tipo de nave para percorrer o cosmos e servir de morada perene, mas ainda é difícil aceitar o tipo de vida relatado.
Embora existam hoje testemunhos de avistamento e contato com seres de outra dimensão, ainda não há recurso técnico capaz de validar a vida descrita por Palissy, entidade de Julnius. Não obstante a TCI-Alien nos dê indícios de que no futuro se poderá fazer contato regular com seres ultrafísicos, ainda assim temos de reproduzir os relatos do sugestivo alien sem emitir nenhum juízo de valor, deixando a interpretação por conta do leitor.
Segundo as descrições, a metrópole de Julnius não fica no solo, mas nos ares. “Nada falta nessas moradas flutuantes, nem mesmo o encanto da verdura e das flores”, descreve o alien. Há ali uma vegetação que não encontra paralelo na Terra, composta de plantas e até de arbustos que, pela natureza de seus órgãos, respiram, alimentam-se, vivem e se reproduzem no ar. Os habitantes são descritos como de silhueta humana e altura maior que a do maior homem. Há sexos diferentes, pois é dito ser o sexo lei reprodutiva presente por toda parte onde a inteligência "material" exista.
Os habitantes de Julnius possuem corpos de pequena densidade, que lhes permite o deslocamento alado, por volição. Não obstante a leveza de seus corpos e a capacidade própria de deslocamento, numa época recuada “eles” sentiram que “a conquista dos ares era ainda indispensável”, pois “a imobilidade da morada celeste, o ponto fixo do lar espacial era um entrave para todas as suas grandes obras”. Realizou-se então um progresso. Hoje, é dito que suas “habitações” se deslocam rapidamente nos espaços, como “moradas de pássaros”. Têm “eles” a possibilidade de transporte a tal e qual distrito espacial no momento que lhes convenha, fazendo as suas existências mais úteis e grandiosas.
Alimentam-se curiosamente pela respiração, pois para corpos sutis o ar tem propriedades nutritivas. A organização corpórea dessas criaturas incomuns é fluídica e luminosa, uma espécie de vapor imaterial, com foco ardente de luz vaporosa e brilho magnético. Tal forma corpórea vive mais que a humana: seu ciclo vital equivale a cinco séculos do nosso tempo. “Sendo mais depurada a matéria de que é formado o corpo, ela se dispersa após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida”, informa.
Até os animais naquelas instâncias são dados como diferentes: uns, da mesma espécie que os terrestres, são mais capazes; outros, de espécies diferentes, são mais evoluídos e funcionam como servidores inteligentes da espécie principal, comunicando-se entre si com linguagem que não se assemelha à nossa; em certos animais, a cabeça não está tão aperfeiçoada quanto o resto do corpo, mas são belos e se vestem como seres inteligentes, embora sejam animais.
Hoje, fora do espiritismo, nos círculos contatistas da Ufologia sabe-se que em estado natural essas criaturas são invisíveis ao homem, mas podem adensar seus corpos e seus engenhos sutis ajustando-os à vibração da energia do mundo visitado. Para a doutrina espírita, a visita desses ultraterrestres à Terra seria antiga, pois tais criaturas são anteriores ao homem, razão pela qual são também mais evoluídas.
Kardec registrou tais contatos em seu tempo, mas ainda hoje “eles” podem se manifestar nos centros espíritas, por meio da telepatia e da mediunidade. No primeiro caso, sua linguagem mental pode ser captada pelo homem; no segundo, com a alma emancipada, podem dar breve mensagem mediúnica. Seus engenhos ultrafísicos se deslocam pelas camadas sutis do cosmos, regulam sua densidade, pois com a luz podem fazer quase tudo, tornando-se visíveis e tangíveis quando preciso for.
Quanto aos ETs propriamente ditos, seres com naves e corpos sólidos, nascidos em mundos tridimensionais como a Terra, a existência deles, em algum lugar do cosmos, é admitida pelos espíritas. Mas a doutrina não contraria a ciência, por isso fica no aguardo das divulgações oficiais; também não pactua com despistamentos nem com mentiras e fraudes de qualquer espécie; não aceita mistificações ou lances ilusórios que encenem pretensas visitas alienígenas à Terra. Considera que o contato formal pode ser realizado; e, pelo fato de ser concreto, deixa vestígios e fala por si mesmo.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!
Nibiru Arat Ra, encarnação de João Batista num mundo sublimado
Por Pedro de Campos
A vida germinou na Terra após um trabalho de bilhões de anos. A bactéria inicial avançou e evoluiu. O símio primitivo se tornou hominídeo; e este, se fez hábil no trato da pedra e tornou-se homem, que por sua vez avançou na escalada e produziu tecnologia. Então, como um peixe no aquário, o homem deu alguns saltos fora d’água e descobriu um mundo novo: o cosmos. Produziu engenhos que o levaram para fora da atmosfera e aparelhos que lhe mostraram o infinito. As nebulosas irresolúveis do passado são hoje bilhões de galáxias, de buracos negros e energias variadas, com predominância da energia escura. O próximo passo da exploração espacial será criar na Lua as cidades-estufas e chegar a Marte com nave tripulada.
Em seus estudos, o homem já sabe que a matéria se transforma em energia e que partículas cada vez menores formam várias estratificações no espaço-tempo, fazendo do cosmos uma espécie de cebola com camadas multidimensionais que podem abrigar outros tipos de vida, em vibrações extraordinárias. Embora não tenha encontrado seu próprio espírito com os instrumentos que produziu, ainda assim é capaz de perceber a si mesmo como essência imortal, como criatura de Deus, cujo princípio fundamental não está no mundo de três dimensões, mas na esfera espiritual. É para essa consciência que falamos.
Quando o espírito nasce na Terra dizemos que encarnou, que recebeu um corpo terrestre para evoluir. Se nascesse em outro orbe, num corpo de matéria densa, seria qualificado de extraterrestre – ET. Mas caso seu corpo de nascimento fosse um plasma de energia, um aparato “menos material” postado no mundo das partículas, seria chamado por nós de ultraterrestre – UT, pois estaria além dos limites da matéria densa encontrada na Terra e em outros orbes do universo.
O espírito errante, por sua vez, não é terrestre, nem ultra nem extraterrestre, porque tais denominações definem um espaço de nascimento e uma consistência corpórea. O espírito em estado original está desencarnado, é um foco inteligente, não tem corpo físico; não nasce da reprodução de mulher, mas da natureza de Deus, sem que saibamos como. É imortal, diferente do ET e do UT, os quais são criaturas mortais. Compreende-se assim que não se deve confundi-lo com “entidades alienígenas encarnadas”. ET, UT e espírito são entidades distintas.
Para os espíritas, Jesus é um espírito puro. Vive no mundo espiritual, não tem corpo extra nem ultraterrestre, pois está desencarnado. Quando nasceu na Terra, seu corpo era terrestre, veio em missão especialíssima. E após o seu desencarne, voltou para o mundo espiritual do qual provinha. Acredita-se que tenha sob sua guarda os espíritos encarnados e desencarnados do orbe terrestre. Como espírito puro, não precisa de nave espacial para se deslocar no cosmos, pois sua constituição leve e depurada o permite fazê-lo sem qualquer objeto de transporte, bastando apenas exercitar seu poder mental para deslocar-se a qualquer parte, instantaneamente, com a velocidade do pensamento. Contudo, quem estuda os contatos ufológicos sabe que o mesmo não se poderia dizer de todos os seus auxiliares, porque os que estão encarnados em corpos ultrafísicos, em outras camadas do espaço-tempo, embora se pareçam com os espíritos e sejam invisíveis para nós, precisam de engenhos voadores para atravessar o cosmos e chegar à Terra.
Nas práticas psíquicas, os contatos com seres ultraterrestres têm sido fartos, mas como a entidade é invisível aos olhos da carne, a dificuldade está em diferenciá-lo do espírito. É comum chamar a ambos genericamente de “Espíritos”. Para a doutrina espírita, todos os orbes são habitados, vivendo-se neles num regime de encarnação e desencarnação, em corpos físicos e ultrafísicos de várias densidades. Os mundos e suas camadas rarefeitas são diferentes na composição matéria-energia, ensejando aos espíritos, durante o processo de gestação fetal, a formação de corpos conforme cada mundo ou cada esfera dimensional em que devam renascer.
Na próxima postagem vamos ver o contato feito por Allan Kardec com os seres de Julnius, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo propósito fora saber como são tais criaturas e como vivem em seu mundo. Algumas informações espirituais dão conta de que os ultraterrestres teriam corpos e ciclo vital diferentes do apresentado no vídeo abaixo, estando num patamar de progresso superior ao terrestre. No vídeo vamos observar uma simulação de como a consciência cósmica encarna na matéria física e as suas fases de desenvolvimento até a plena maturidade, quando deveria se reconhecer como espírito e avançar mais rápido na escalada de progresso.
Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO. Conheça-os!