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crédito: Editora Estronho
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A capa de Filhas das Estrelas

Peço licença ao leitor para falar acerca da realização de mais um projeto. No último 10 de dezembro de 2011 tive a satisfação de lançar, pela Editora Estronho, meu segundo livro solo, Filhas das Estrelas. É uma antologia de contos de ficção científica com temática ufológica, baseados no mesmo universo de meu primeiro livro, De Roswell a Varginha (Tarja Editorial, 2008).

Como descrevo em meu artigo Extraterrestres na ficção científica: alerta, ameaça ou esperança?, na recém lançada UFO 184, a vertente ufológica tem tradição na ficção científica brasileira, desde que Rubens Teixeira Scavone publicou em 1966, pelo Clube do Livro, o romance O Homem que Viu o Disco Voador. Vários outros autores seguiram esse sub-gênero dentro da ficção científica, que curiosamente por vezes é tão combatido no meio literário quanto a Ufologia no meio acadêmico.

Como muito bem comenta o escritor Roberto de Souza Causo, cujo trabalho também descrevo no artigo de UFO 184, as vezes certas pessoas esquecem que estamos escrevendo ficção, onde tudo deveria ser permitido.

Exploro o tema dos UFOs e extraterrestres em minha obra há cerca de uma década, e ver um segundo livro ser publicado é sem dúvida uma imensa satisfação! Entre os contos de Filhas das Estrelas, muitas temáticas dentro da Ufologia servem como pano de fundo das histórias.

Em A Marca, estranhos vestígio do pouso de um objeto não identificado surgem em uma propriedade rural em uma cidade do interior paulista, causando uma série de fenômenos e atraindo ufólogos para investigar os fatos.

Traição e O Senador guardam uma ligação com o Caso Varginha (acredito ter sido o primeiro autor brasileiro a explorar este último na ficção científica), com revelações acerca do envolvimento de altas autoridades da República com o incidente. Também introduzem um novo personagem nesse universo, um mercenário com um passado violento e misterioso.

Em Irmãos o destaque é o famoso e furtivo chupacabras, em uma história onde não poderia faltar também muito sangue, quando o predador ataca uma fazenda cuja propriedade está em litígio, além de um final surpreendente.

Filhas das Estrelas, o conto que dá nome a antologia, é mais complexo e explora o submundo dos espertalhões e falsos "gurus" que se dizem "amigos dos irmãos das estrelas", explorando a credulidade dos ingênuos a fim de ganhar muito dinheiro com suas histórias fantasiosas. Porém, o que aconteceria se um desses profissionais da enganação se apossasse de evidências concretas, evidências das quais agentes governamentais também desejam se apossar? O conto explora o fenômeno dos auto-intitulados contatados, e levando em conta a quantidade de "gurus" que têm se multiplicado, inclusive e principalmente no Brasil, pode não estar assim tão distante da realidade.

O Clone de Sara Bernardes mostra um possível futuro desse universo, onde São Paulo é um lugar bem diferente da cidade que conhecemos, e três garotas desvendam uma sórdida trama perpetrada por uma gananciosa editora.

Filhas das Estrelas encerra-se com um conto bônus, também ambientado na simplicidade de uma cidade do interior. Mas quando fatos estranhos passam a acontecer, informações surpreendentes surgem, podendo envolver até mesmo um antigo participante de uma famosa Operação da Força Aérea Brasileira.

Se os leitores desejarem adquirir Filhas das Estrelas, podem visitar a Loja Estronho, ou procurar nas melhores livrarias. Agradeço, em meu nome e de nossa crescente e vibrante literatura fantástica, que precisa de todo o apoio que conseguir para continuar crescendo e explorando esses gêneros tão fascinantes.

crédito: Universal Pictures
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"Who wants to be probed?", pergunta Paul, satirizando as paranóias e a estupidez humana no ótimo e engraçado filme do qual é protagonista

O cinema teve alguns sofríveis filmes com temática alienígena nos últimos tempos, como Battle: Los Angeles e Skyline, com tramas de invasão onde as explosões e a ação não deixavam espaço para uma história digna dessa qualificação.

Esse felizmente não é o caso de Paul (que para seguir uma triste tradição brasileira, recebeu o lamentável subtítulo Contatos Imediatos com Essa Figura). Na trama, dois nerds britânicos, Graeme (Simon Pegg), e Clive (Nick Frost), visitam a Comic-Con de San Diego, a maior feira de fantasia e ficção científica do mundo, e depois emendam uma viagem até a Área 51. A dupla para no Little Ale´inn em Rachel, e finalmente topa com Paul, um alienígena cinzento (embora sua pele tenha um tom esverdeado), dublado por Seth Rogen, que depois de 60 anos como hóspede do governo americano, prestando consultoria em variados assuntos, descobriu que querem dissecá-lo e decide voltar para casa.

Tem início uma divertida viagem, em que os três amigos são perseguidos por agentes do governo e fanáticos religiosos, em meio a muitas referências a filmes e seriados considerados clássicos da cultura nerd. Quase nada podemos descrever nesse sentido (do contrário estragaríamos o filme), mas podemos dizer que, em certa cena em flashback em que Paul fala com uma personalidade muito famosa ao telefone, esse indivíduo é exatamente aquele que tem seu nome mencionado. Somos forçados a concordar com Grame quando ele diz que é imensa a influência do alienígena na cultura pop!

Contudo, o que gostaria de discutir aqui é a tremenda inteligência do roteiro do filme, que traz a mais contundente e engraçada crítica ao fanatismo religioso que o cinema apresenta em muitos anos. Especificamente, contra a crendice do criacionismo e sua pretensa vertente científica, o design inteligente.

Lamentavelmente, esse é um embate que está em plena fúria nos Estados Unidos (paradoxalmente a nação mais cientificamente avançada de nosso mundo), com lances que têm se sucedido há quase um século. Resumidamente, o criacionismo é uma interpretação fundamentalista da Bíblia, e seus adeptos consideram que a Terra, a humanidade e o próprio Universo foram criados por Deus, há menos de dez mil anos, exatamente como está ali escrito.

O design inteligente é uma tentativa de dar uma pretensa base científica ao criacionismo, mas obviamente nada tem de científico. É necessário deixar claro que a ciência trabalha com base em fatos, e inúmeras de suas disciplinas estabelecem que o Universo existe há 13,7 bilhões de anos, e a Terra e o Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos. A origem da vida, por sua vez, teria ocorrido há 3,8 bilhões de anos, e nossa espécie, Homo Sapiens Sapiens, surgiu na África há cerca de 100.000 anos.

Assim, os criacionistas vão contra todas essas descobertas de disciplinas como a cosmologia, astronomia, geologia, biologia, paleontologia, arqueologia, e muitas mais. E não apenas isso, não contentes em somente divulgar suas idéias, eles procuram impô-las, como por exemplo instituindo o ensino de criacionismo em aulas de biologia.

Eles defendem essa prática equivocada como sendo uma “opção” a Evolução, o que é um completo absurdo. Aula de biologia é uma aula de ciência, ou seja, onde têm que ser apresentados fatos. E as idéias do criacionismo não são fatos, mas somente uma interpretação fundamentalista e obscurantista da Bíblia.

Em ciência, sabe-se. Em religião, acredita-se. São aspectos bem diversos da experiência humana, e se ambos podem ser benéficos para as pessoas, misturá-los nunca poderia dar certo.

Recomendo, aliás, a esse respeito, a edição UFO Especial 36: Alienígenas na Ficção Científica, da qual fui editor convidado, sendo que um dos artigos fala justamente do nosso assunto. Evolução: ficção e realidade juntas, de autoria do amigo e biólogo Átila Oliveira, usou o exemplo de alguns filmes para falar da Evolução, tal como proposta por Charles Darwin, além de evidentemente salientar os equívocos do criacionismo. Átila ainda mantém um excelente blog sobre biologia, ciência e evolução, o Pegadas de um Dinossauro no Século XXI.

Por sinal, um dos maiores absurdos divulgados pelos criacionistas é a idéia de que dinossauros e seres humanos conviveram, sendo que os primeiros foram extintos há 65 milhões de anos! O pior mesmo é que no Brasil existem pessoas conhecidas, como a ex-senadora Marina Silva, e determinadas instituições de ensino que defendem o ensino do criacionismo em aulas de biologia. De novo, como “alternativa”, o que já comprovamos como algo inaceitável. Seria algo equivalente a voltar a ensinar o sistema geocêntrico para o sistema solar, como “alternativa” ao mais que comprovado sistema heliocêntrico.

Anda podemos recomendar o programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia da Globonews, que neste último dia 21 de novembro tratou justamente do embate criacionismo e evolução.

Depois de explicar a situação a respeito das tentativas dos criacionistas de impor unilateralmente seu ponto de vista, podemos voltar a falar de Paul. Ele, Graeme e Clive param em um parque de trailers de propriedade de um pai e sua filha, dois fanáticos religiosos. A moça, Ruth Buggs (Kristen Wiig), tem um olho mal formado e veste uma camiseta onde Jesus atira em Charles Darwin. Em determinado ponto, ela pergunta aos rapazes se eles são homens de fé, e quando eles a contrariam dizendo serem amantes da ciência, Ruth começa a divulgar suas idéias criacionistas. Paul, escondido no banheiro do motorhome, diz: “bobagem”.

Ruth então pergunta como ele explica o olho humano, se ele acha que o órgão “surgiu do nada”. Paul, ainda escondido, diz que não surgiu do nada, mas sim através de milhões de anos de evolução envolvendo incontáveis espécies. A moça insiste, e o alienígena, perdendo a paciência, finalmente abre a porta e se mostra, perguntando: “então, como você me explica?”. Naturalmente, ela desmaia em seguida!

Ruth evidentemente considera que Paul é um demônio, e acontece ainda um divertido, mas contundente e muito informativo debate, até que Ruth comece a colocar suas idéias fundamentalistas de lado. Paul até mesmo cura o olho da moça, que livre do obscurantismo que limitou sua vida até ali, começa a se sentir atraída por Graeme, enquanto a perseguição dos agentes do governo continua atrás deles.

É interessante constatar o furor que Paul causou em sites criacionistas. Por exemplo, o Christiananswers, afirma que o filme ataca a crença cristã, o que claramente não é o caso. O filme satiriza a crendice criacionista, e por sinal, vale lembrar que a Igreja Católica nos Estados Unidos tem vencido processos contra os criacionistas e o ensino do criacionismo em aulas de biologia. O Vaticano, aliás, condena veementemente qualquer interpretação literal da Bíblia, tal como feita pelos fundamentalistas.

Já o site Whyevolutionistrue elogia o filme, e tem inclusive a imagem da camiseta de Ruth, além de links para sites dedicados a cinema com análises de Paul.

O site The2012deception vai mais longe, criticando o fato de Ruth ser libertada de suas idéias criacionistas, além dos poderes de Paul, especialmente os de cura. Além disso, chega ao ponto de dizer que o termo grego para “anti-cristo” representa não apenas aquele que combate Cristo, mas que deseja usurpar seu lugar.

Finalmente, o Godsebook ataca o fato de Pegg e Frost, que também escreveram o roteiro, se declararem ateus, e também critica os poderes de cura de Paul.

Enfim, é necessário entender que, nos Estados Unidos, a liberdade de expressão e crítica é total. Por exemplo, experimente o leitor procurar Great Moments in Presidential Speaches no You Tube. Este era um quadro do programa de David Letterman, onde o alvo era sempre o ex-presidente George W. Bush. Ao lado de grandes discursos de presidentes como Roosevelt ou Kennedy, os produtores editavam discursos de Bush e literalmente faziam com que barbaridades saíssem de sua boca. E jamais se teve notícia de que o tão criticado ex-presidente tenha ameaçado o programa ou seu apresentador.

Essa é a verdadeira liberdade de expressão. Podemos imaginar as consequências se algo equivalente fosse feito aqui no Brasil...

Assim, Paul, como as melhores obras do cinema, utiliza-se de uma temática de ficção científica não somente para apresentar a verdadeira ciência a quem está assistindo, mas também para criticar uma minoria que, de forma fascista, desejam impor a imensa maioria seus pontos de vista fundamentalistas e obscurantistas.

Infelizmente, depois de estrear nos Estados Unidos em 18 de março de 2011, Paul foi exibido somente no Festival do Rio aqui no Brasil, tendo sua estréia nos cinemas sido cancelada. As informações dão conta de que será lançado direto em DVD e Blu-ray, em data ainda incerta. Se existe vida inteligente lá fora, aqui no Brasil, especialmente no mercado cinematográfico, aparentemente ela segue sendo somente especulação...

Quando Paul for lançado no mercado, a recomendação é que o leitor assista! Um dos filmes mais inteligentes dos últimos tempos, com muito humor, repleto de referências a algumas das maiores produções da ficção científica, e ainda defendendo a boa ciência como havia tempos a FC não fazia.

Minha análise do filme, publicada no site Aumanack.

Trailer internacional de Paul.

Trailer legendado de Paul.

Meu próximo livro, uma antologia de contos intitulada Filhas das Estrelas, será lançado em dezembro.

Um conto com o tema do Halloween, e com a presença de um divertido alienígena, em meu blog EscritorcomR.

Meu livro, De Roswell a Varginha, no Portal da Ufologia Brasileira.

Até a próxima.

crédito: Arquivo
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O presidente americano Ronald Reagan em foto oficial

O presidente americano Ronald Reagan entrou para a História por vários motivos, entre os quais ter contribuído decisivamente para o fim da Guerra Fria. Outra razão, evidentemente, seu claro interesse pelos UFOs, o que ficou claro para o mundo todo em seu pronunciamento na Assembléia Geral da ONU nos anos 1980, em que disse: "Me pergunto como ficariam as diferenças em nosso mundo, se nos víssemos todos diante de uma ameaça extraterrestre. E ainda pergunto, será que essa ameaça já não está entre nós?".

Não faltam teorias conspiratórias de que o progama de defesa de mísseis balísticos, a Iniciativa de Defesa Estratégica, que ficou conhecido como Star Wars (para grande desgosto do criador da cinessérie, George Lucas), se tratava na verdade de uma forma de defesa contra os UFOs. Alguns alegam ainda que o motivo principal das seguidas reuniões de Reagan com o então líder da União Soviética, Mikhail Gorbatchev, eram motivadas na verdade pela preocupação com a presença alienígena na Terra.

Há alguns anos, circulou um texto atribuído a um oficial americano da comunidade de inteligência, narrando o que seria um briefing apresentado ao presidente Ronald Reagan a respeito da situação dos extraterrestres em relação ao governo norte-americano. Traduzi o referido texto e o apresento abaixo, para que cada leitor tire suas próprias conclusões.

Steve Hammons
2 de novembro de 2007

Foi postado na Web, no site Serpo.org em 30 de outubro de 2007, o que alegadamente é uma transcrição de uma reunião de inteligência com o presidente Ronald Reagan sobre UFOs e visitas extraterrestres a Terra.

De acordo com o moderador do site em uma lista de discussão relacionada, a reunião ocorreu em Camp David, Maryland, entre sexta feira e domingo, de 6 a 8 de março de 1981.

Entre os presentes, diversos conselheiros do presidente, o diretor da CIA William Casey, e um funcionário da CIA que fazia parte de um grupo dedicado a salvaguardar informações e outros recursos relacionados ao assunto UFO e extraterestres.
Outros presentes foram o secretário da defesa Caspar Weinberg e o conselheiro Michael Deaver. Os nomes dos colaboradores que ainda estão vivos foram omitidos.

O moderador do site e da lista de discussão alega que funcionários do Departamento de Defesa e a Agência de Inteligência da Defesa (DIA) lhe entregaram as informações para serem divulgadas, como parte de um esforço de preparação para o público americano, a fim de maior abertura sobre a situação de UFOs e ETs. Alega-se que a transcrição é apenas parte dos briefings de Reagan nesta matéria.

Informando Reagan

Na transcrição, Casey começa o briefing: "Sr. Presidente, bom dia. Como discutimos em fevereiro, este briefing contém algumas informações sensacionais e muito, muito secretas. Não estou certo, bem, não irei tomar a decisão de quem o senhor quer na reunião. Esta será sua decisão, Sr. Presidente".

"Será difícil acompanhar os eventos desde que começaram, historicamente falando, até os dias de hoje. Acredito que pudemos preparar uma boa ordem cronológica. Tenho certeza que o senhor, Sr. Presidente, terá muitas perguntas".

Após uma discussão para determinar quem na sala deveria ter acesso a informação, a classificação de segurança, e quem ainda não tivera contato com a matéria, Casey prosseguiu:

"Como vê, Sr. Presidente, este é um assunto de mais alto nível. O consideramos acima de ultra-secreto (ATS, Above Top Secret). Este assunto tem sua própria classificação. Temos arquivos especiais, impressoras e copiadoras especiais, exclusivos para este assunto. Cada palavra é impressa em papel especial, e colocada em arquivos especiais".

"Os funcionários responsáveis tomam medidas extremas para proteger todos os documentos, a fim de não serem divulgados inadvertidamente, nem copiados por pessoas não autorizadas".

Após discussões sobre o tratamento das informações, alguns conselheiros decidiram deixar a sala. Casey então passa a palavra ao funcionário responsável pelos arquivos.

"Bom dia, Sr. Presidente. Primeiro, eu gostaria de informá-lo sobre minha experiência. Mas antes disso, por favor, Sr. Presidente, se o senhor tiver perguntas durante este briefing, me interrompa, senhor".

"Estou trabalhando na CIA pelos últimos 31 anos. Comecei este projeto em 1960. Temos um grupo especial de pessoas que chamamos Grupo 6, que cuida de toda essa informação".

De acordo com a transcrição, Reagan estava de alguma forma familiarizado com o tópico, tendo antes recebido um briefing de uma hora de Casey no mês de janeiro anterior, e também tivera acesso a outras informações. Ele disse: "Bem, eu já sabia um pouco sobre esta matéria. Ainda em 1970. Nixon me mostrou alguns papéis. Não estou certo de quem os produziu, mas... ahn.. bem, havia algo sobre o Novo México e outros locais".

"Nixon era... ahn... sabe, fascinado pelo assunto. Ele me mostrou uma coisa, algum tipo de objeto ou artefato que veio de uma nave. Algo que foi encontrado no local da queda no Novo México. Não sei se, bem... ahn... sabemos o que era aquilo? Eu não acho que sabíamos, ou talvez agora, após 11 anos, alguém saiba".

Depois de um pequeno intervalo, o funcionário começou o briefing:

"Sr. Presidente, como mencionado antes, devo dizer que este briefing tem a mais alta classificação de sigilo dentro do governo dos Estados Unidos. Começarei com uma apresentação de slides. Muito deste briefing está neles, mas também apresentarei outras informações".

"Os Estados Unidos da América têm sido visitados por extraterrestres desde 1947. Temos provas disso. Entretanto, também temos provas de que a Terra tem sido visitada por muitos milhares de anos por várias raças alienígenas".

"Sr. Presidente, irei me referir a esses visitantes como ETs. Em julho de 1947, um evento extraordinário ocorreu no Novo México. Durante uma tempestade, duas naves alienígenas caíram. Uma ao sudoeste de Corona, no Novo México, e uma próxima a Datil, também no Novo México. O Exército eventualmente encontrou os dois locais e recuperou todos os destroços, e um alien vivo. Irei me referir a este como EBE 1".

"Sr. Presidente, EBE significa Entidade Biológica Extraterrestre. foi o código dado a esta criatura pelo Exército naqueles dias. Esta criatura não era humana, e tivemos que decidir com designá-la. Então, cientistas criaram o termo EBE 1 para o ser".

Reagan perguntou: "Nós temos outros seres? O número 1 parece indicar que existem outros".

O funcionário respondeu: "Sim, temos outros".

"Todos os destroços e EBEs recuperados do primeiro local foram levados a Base Aérea de Roswell, no Novo México (Nota: O funcionário fala de Roswell Army Air Field, ou Campo Aéreo do Exército de Roswell). EBE foi tratado de alguns ferimentos, e então levado ao Laboratório Nacional de Los Alamos, que era o local mais seguro e secreto do mundo. Acomodações especiais foram feitas para ele. Os destroços foram depois transferidos para Dayton, Ohio, onde se localiza a Divisão de Tecnologia Estrangeira da Força Aérea (Air Force Foreign Technology Division).

"O segundo local só foi encontrado em 1949 por alguns fazendeiros. Não havia alienígenas vivos. Todos os destroços foram levados para a Base Sandia (Sandia Army Base), em Albuquerque, Novo México".

Reagan pergunta: "OK, uma pergunta, sobre o primeiro local, quantos alienígenas havia na nave?".

"Cinco seres mortos e um vivo. Os corpos foram transportados para Wright Field em Ohio, e mantidos congelados. Eles foram depois transportados para Los Alamos onde recipientes especiais foram construídos para conservar os corpos".

"Havia quatro alienígenas mortos no segundo local de queda. Esses corpos estavam muito deteriorados. Estiveram no deserto por dois anos. O tempo e os animais os deixaram em péssimo estado. Os restos foram transportados para a Base Sandia e depois para Los Alamos".

"Determinamos que as duas naves tinha design similar e os corpos dos alienígenas eram idênticos. Eles pareciam todos iguais. Tinham o mesmo peso, altura e características físicas. Aqui temos fotografias deles".

"Eles não tem qualquer característica similar a humana, com exceção de olhos, orelhas e boca. Seus órgãos internos são diferentes. Sua pele é diferent, olhos, ouvidos e mesmo respiração é diferente. Seu sangue não é vermelho, e o cérebro é inteiramente diferente do humano".

"Não podemos classificar qualquer parte dos aliens como humana. Eles têm sangue e pele, embora consideravelmente diferente dos humanos. Seus olhos têm duas diferentes pálpebras. Provavelmente porque seu planeta natal é muito brilhante".

"EBE sobreviveu até 1952, quando morreu. Aprendemos muito com ele. Embora EBE não tivesse órgãos vocais como os humanos, era capaz de se comunicar com os médicos militares. EBE era extremamente inteligente. Aprendeu inglês rapidamente, muito por ouvir o pessoal militar responsável por seu cuidado e segurança".

"EBE foi acomodado em uma área especial em Los Alamos e na Base Sandia. Embora muitos diferentes médicos militares, cientistas e um seleto número de civis o estudassem, nunca se mostrou aborrecido ou nervoso".

"EBE nos ajudou a descobrir o que eram os itens recolhidos dos dois locais de queda. Ele nos mostrou como alguns dos itens funcionavam, como por exemplo um dispositivo de comunicação. Também nos mostrou como muitos outros dispositivos operavam".

"EBE nos explicou onde ele vivia no Universo. Nós chamamos esse sistema estelar de Zeta Reticuli, que dista da Terra aproximadamente 40 anos-luz. O planeta de EBE pertence a esse sistema estelar".

"A nave de EBE levou nove de nossos meses para viajar esses 40 anos-luz. Agora, como pode ver, isso significa que a nave de EBE viajou mais depressa que a velocidade da luz. Mas este é o ponto em que o assunto fica bastante técnico".

"Suas espaçonaves podem viajar através de uma forma de 'túneis espaciais', que os levam do ponto A ao ponto B mais depressa que se fizessem a viagem a velocidade da luz. Eu não entendo completamente como eles viajam, mas nós temos muitos cientistas do mais alto nível que podem entender esse conceito".

Presidentes e programas

O funcionário a seguir informou Reagan sobre a história do envolvimento presidencial, e alguns dos programas que por décadas lidaram com a questão de UFOs e ETs:

"Agora trataremos de um pouco de história. O projeto original, iniciado em 1947, era chamado Projeto GLEEM. Esse projeto continua volumes de informação documentada, obtida desde o começo de nossas investigações de UFOs e Naves Alienígenas Identificadas (Identifield Alien Craft, IAC)".

"O projeto foi originalmente estabelecido no começo dos anos 1950, primeiro pelo Presidente Truman, e depois por ordem do Presidente Eisenhower, sob controle do Conselho de Segurança Nacional. O Presidente Truman estabeleceu um grupo de pessoas para comandar o projeto. O grupo era chamado de Majority 12, ou MJ-12".

Nota: No texto original realmente está escrito Majority 12, podem conferir no link lá no alto.

"Em 1966 o nome do projeto foi mudado para Aquarius. O projeto era financiado por fundos confidenciais vindos do orçamento da comunidade de inteligência. O resgate dessas naves alienígenas levou os Estados Unidos a um programa de investigação intensivo para determinar se esses extraterrestres representavam uma ameaça direta a nossa segurança nacional".

"Como talvez se lembre, Sr. Presidente, nosso país investigava abertamente os UFOs com os projetos Grudge, Sign, e finalmente Blue Book".

"Os Estados Unidos sentiam-se relativamente seguros de que a exploração alienígena na Terra era não agressiva e não hostil. Também ficou estabelecido que a presença dos alienígenas não representava ameaça direta a segurança dos Estados Unidos".

"E o público estava começando a acreditar que os UFOs eram reais. O Conselho de Segurança Nacional (NSC em inglês) considerou que o sentimento público poderia levar a pânico indiscriminado se liberássemos tudo que sabíamos sobre os UFOs e as visitas alienígenas".


"Quando a Força Aérea oficialmente encerrou o Blue Book em dezembro de 1969, o Projeto Aquarius continuou operando sob o controle do NSC/MJ-12. O NSC considerava que a investigação sobre os aviastamentos de UFOs e demais incidentes precisavam continuar em segredo, sem conhecimento do público".

"A razão por trás dessa decisão foi que, se a Força Aérea continuasse sua investigação sobre os UFOs, eventuamente algum funcionário civil da Força Aérea ou do Departamento d Defesa, sem a devida credencial de segurança e sem ter sido informado a respeito, iria chegar aos fatos por trás do Projeto Aquarius".

"Obviamente, por razões de segurança operacional, isso não poderia ser permitido. Para continuar a pesquisa dos incidentes e avistamentos de UFOs, os investigadores da CIA/DCE e MJ-12 eram designados a unidades de investigação militares, com ordens de investigar todos os avistamentos e incidentes relacionados a UFOs e IACs".

"Esses agentes estão no momento operando em diversos locais, nos EUA e Canadá. Todos os informes são enviados direta ou indiretamente ao MJ-12. Estes agentes estão obtendo informes de avistamentos e incidentes UFO/IAC ocorrendo nas proximidades ou sobre instalações sensíveis do governo".

Reagan sugere que façam uma pausa. E a seguir a reunião prossegue.

"No informe de 1976 do MJ-12, foi estimado que a tecnologia alienígena estava muitos milhares de anos a frente da nossa. Nossos cientistas especulavam que, até que nossa tecnologia avance para um nível similar a deles, nós não poderemos entender o grande volume de informações científicas que obtivemos de suas naves. Esse avanço em nossa tecnologia pode levar centenas de anos".

"...Sr. Presidente, o tempo é bem diferente no planeta de EBE, o qual, por sinal, chamamos de SERPO. Seu dia dura aproximadamente 40 horas. Este é determinado pelo movimento de seus dois sóis. O sistema solar que contém SERPO é um sistema binário, com dois sóis, ao invés de um como o nosso próprio".

Mocinhos e bandidos

Salientando uma implicação de uma declaração de Casey, Reagan pergunta: "Você está me dizendo que há diferentes raças ou espécias, como você disse, visitando a Terra ao mesmo tempo? Pode me dizer quantas espécies diferentes têm nos visitado?".

O funcionário responde: "Ao menos cinco".

Reagan: "Todos são amistosos?".

Um conselheiro cujo nome foi omitido da transcrição diz: "Sr. Presidente, essa é uma questão muito difícil de responder. Há muitos parâmetros que devemos seguir para avaliar a ameaça. Entretanto, temos algumas informações sobre quatro dessas cinco raças".

"Temos muitas informações sobre os EBEs... bem... eles nos deram tudo que pedimos! Eles também nos ajudaram a entender as outras quatro espécies. Temo em dizer, Sr. Presidente, e por favor não interprete mal minhas palavras, mas achamos que uma das espécies é bem hostil".

Reagan é bem claro em sua posição: "Eu sou o Presidente dos Estados Unidos. Eu deveria saber se somos ameaçados por alguma força vinda do espaço. Se vocês têm alguma coisa a dizer sobre uma ameaça, representada por uma dessas espécies de alienígenas, então eu quero ouvi-la".

Casey explica: "Sr. Presidente, temos informações que poderiam indicar que essa espécie de aliens tem abduzido pessoas da Terra. Eles têm feito testes científicos e médicos nesses humanos. Até onde sabemos, nenhum humano foi morto".

"Nós capturamos um desses aliens hostis. Isso afeta algumas áreas muito, muito sensíveis, Sr. Presidente. Eu recomendo fortemente que encerremos esta discussão e passemos a outras questões que o senhor talvez tenha, e então voltemos a esta. Eu não acredito que estejamos preparados para lhe fornecer respostas acuradas para suas perguntas sobre os alienígenas potencialmente hostis neste ponto".

Reagan: "OK, mas espero ser informado o quanto antes. Eu quero saber tudo sobre essas criaturas hostis, então... quero dizer, nós deveríamos começar a formular estratégias para lidar com eles. Nós temos planos operacionais de guerra sobre isto?".

Conselheiro presidencial: "Nós chamamos os aliens hostis simplesmente de HAV, Hostile Alien Visitors (Visitantes Alienígenas Hostis). O MJ-12 criou essa classificação ainda nos anos 1950".

Reagan: "Você quer dizer, estes HAV têm nos visitado e sequestrado pessoas desde os anos 1950?".

Casey: "Sr. Presidente, temos algumas indicações de que talvez eles estejam fazendo isso por algum tempo. Mas realmente temos que considerar todas as evidências, os informes, e comparar tudo com as informações já divulgadas".

Informação e desinformação pública

O funcionário: "Para proteger todas essas informações e o fato de que o governo dos Estados Unidos possui evidências de que nosso planeta tem sido visitado por extraterrestres, desenvolvemos ao longo dos anos um programa bem efetivo para proteger a informação. Nós o chamamos de Projeto DOVE. É uma série complexa de operações de nossas agências de inteligência militar para desinformar o público".

Reagan lembra de histórias de seus dias como ator em Hollywood: "Eu sempre soube que havia alguma forma de cooperação entre nosso governo e a indústria do cinema. Eu ouvia rumores através dos anos... mesmo durante meu tempo como ator".

O funcionário confirma: "Bem, Sr. Presidente, a primeira cooperação ocorreu com o filme O Dia em que a Terra Parou. Cooperaram a Força Aérea Americana e a indústria do cinema".

Reagan: Aquele filme, Contados Imediatos, foi um desses? Acho que nenhum filme Bonzo estava envolvido. (Na transcrição, está escrito que todos riram. O moderador que postou o texto original explica que Ronald Reagan interpretou o personagem Professor Peter Boyd no filme de 1951, Bedtime for Bonzo, onde um chimpanzé chamado Bonzo também atuava).

O funcionário responde: "Sim, Sr. Presidente, nós fornecemos informações básicas para aquele filme".

Reagan: "Foi baseado em um incidente real?".

Funcionário: "Sr. Presidente, em 1964 nós conseguimos fazer nosso primeiro encontro controlado com os EBEs. Deixe-me dizer ao senhor que EBE era um mecânico, não um cientista. Ele foi capaz de nos ensinar um pouco da linguagem de sua raça. Essa língua era muito difícil para nossos linguistas aprenderem, pois consistia de tons, notas, não palavras".

"Entretanto, fomos capaz de traduzir algumas palavras básicas. EBE nos mostrou seu dispositivo de comunicação. Era um aparato de aparência estranha, com três partes. Uma vez montado, ele envia sinais, algo como nosso Código Morse, embora houvesse um problema".

"No acidente de 1947, uma parte desse sistema de comunicação foi quebrada. EBE não foi capaz de repará-lo, até que nossos cientistas encontraram alguns itens que poderiam ser usados no lugar das partes quebradas. Uma vez que o dispositivo de comunicação foi reparado, EBE enviou mensagens. Tínhamos que confiar em EBE quanto ao conteúdo destas".

"O senhor pode imaginar o que alguns de nossos comandantes militares pensaram disso. EBE poderia estar enviando um pedido de socorro que poderia resultar em uma invasão. Mas aquilo, claro, nunca ocorreu. EBE continuou a enviar mensagens até sua morte. Mas depois ficamos por nossa própria conta. Fomos capazes de operar precariamente o dispositivo. Enviamos diversas mensagens em um período de seis meses, em 1953. Mas não recebemos nenhuma resposta".

"Sr. Presidente, EBE enviou seis mensagens. Uma informando a seu planeta natal que ele estava vivo, mas seus companheiros haviam morrido, outra explicando os dois acidentes, a terceira era um pedido de resgate, a quarta sugeria um encontro entre nossos líderes e os deles. A última mensagem sugeria alguma forma de programa de intercâmbio".

Depois de discutir sobre como os linguistas e outros especialistas em comunicação foram capazes de estabelecer comunicações com os EBEs, e os anos de esforços envolvidos, o funcionário chegou a um ponto crucial:

"Por um período de alguns anos, pudemos enviar e receber informações. Nós finalmente recebemos uma incrível mensagem dos EBEs. Eles queriam visitar a Terra, recuperar os corpos dos companheiros e conhecer os terráqueos".

"Eles sugeriram uma data e um local. Imaginamos que os EBEs continuamente visitavam a Terra, e provavelmente a mapearam. Entretanto, a data era em oito anos no futuro".

"Nossos militares pensaram que algo estava errado, e talvez os EBEs confundiam o tempo da Terra com o deles. Depois de uma longa série de mensagens, foi determinado que os EBEs chegariam a Terra em uma sexta, 24 de abril de 1964".

"Nosso governo, especificamente o MJ-12, se reuniu em segredo para planejar o evento. Decisões foram tomadas, e mudadas diversas vezes. Tínhamos cerca de 25 meses desde que recebemos a mensagem deles para preparar sua chegada. Após muitos meses de planejamento, o Presidente Kennedy decidiu aprovar um plano para mudar a equipe especial militar. A USAF (Força Aérea Americana), foi designada como a instituição que comandaria tudo".

"Oficiais da USAF escolheram cientistas civis para ajudar no planejamento e seleção de pessoal. O processo de selecionar os membros foi o mais difícil. Muitos planos foram sugeridos e depois mudados. Levou meses para os planejadores determinarem os critérios para cada membro da equipe. Eles decidiram que cada membro deveria ser militar, solteiro, sem filhos e funcionário de carreira. E deveriam ser treinados em diferentes áreas".

"Sr. Presidente, uma equipe de 12 homens foi selecionada".

"Quando chegou o momento, estávamos prontos. A aterrissagem ocorreu no Novo México. Tínhamos tudo preparado. Nós preparamos um local de pouso falso para o caso de haver algum vazamento. O pouso ocorreu e saudamos os EBEs. Entretanto, um problema aconteceu. Eles não estavam preparados para aceitar receber nosso pessoal. Tudo foi colocado em espera".

"Finalmente, em 1965, os EBEs aterrissaram em Nevada, nossos 12 representantes foram com eles, e um deles ficou conosco".

"Sr. Presidente, nossa equipe de 12 foi ao planeta dos EBEs por 13 anos. A missão original previa uma estadia de 10 anos, entretanto, por causa do estranho período de tempo de seu planeta, a equipe permaneceu lá por três anos adicionais. Dois morreram no planeta, e outros dois decidiram ficar".

Reagan: "OK, isso é simplesmente incrível! Eu entendo, sobre o filme. O filme foi baseado em um evento real. Eu assisti esse filme. Foram 12 homens, com Richard Dreyfuss".

Nota do Renato: Richard Dreyfuss, o ator que interpreta Roy Neary em Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

Casey: "Sr. Presidente, sim, o filme foi similar ao evento real, ao menos a última parte do filme".

Verdade, ficção ou alguma outra coisa?
 
Esta seção da alegada transcrição de um briefing de inteligência para o Presidente Ronald Reagan pode ser lida em sua totalidade em Serpo.org. O moderador do site ainda publicou algumas informações adicionais. Ele indica que outras informações podem ser liberadas como parte das atividades de preparação das pessoas. Esta transcrição é real ou uma fraude? Será verídica, completamente falsa, ou combina verdade e desinformação? Não há realmente meios de saber, a este ponto.

Como outras informações em Serpo.org a respeito de um alegado programa de intercãmbio com ETs, e todas as outras informações sobre UFOs, pode ser difícil diferenciar entre fato e ficção. Entretanto, algumas vezes a verdade pode ser dita em um contexto ficional. Ficção baseada em fatos pode prover boas informações. Será que Reagan e outros presidentes receberam esse tipo de informações? As circunstâncias descritas na alegada transcrição realmente existiram, ou algo similar a estas? De novo, quem sabe?

Sim, sabemos que essas coisas são possíveis. E, lá no fundo, talvez nossos instintos, ou intuição sobre a situação talvez nos façam imaginar se existe alguma verdade nesse tipo de informação. Se olharmos dentro de nossos corações e mentes, e para os céus, talvez consigamos algumas respostas.

Nota ao leitor: Para mais informações, vejam o artigo de 1 de novembro de 2007, "Presidencial debate brings UFO issue to the surface". Para maiores informações sobre este e outros tópicos, por favor visite o Joint Recon Study Group e pesquise.
 
Como puderam conferir, há menções a vários filmes clássicos de ficção científica que tratam de discos voadores e seres extraterrestres, os mais notáveis sendo O Dia em que a Terra Parou (1951), e Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977). O que, afinal, se pode concluir desse longo texto?

Racionalmente, praticamente nada. Não existem provas de que tal reunião com o presidente Reagan aconteceu, e tampouco do alegado e tão denunciado contato oficial com uma civilização extraterrestre. Sem dúvida precisamos manter os dois pés atrás, e firmemente plantados no chão, quando se trata de analisar declarações tão espetaculares.

O que lhes apresentei sem dúvida comprova uma coisa: o quanto é difícil separar a realidade da fantasia, para todos aqueles que se interessam pelo Fenômeno UFO. Aludindo a outro universo da ficção científica, o também clássico Arquivo-X, a melhor postura é sem dúvida uma saudável mistura da credulidade de Fox Mulder, com boas doses do ceticismo de Dana Scully.

crédito: UFO
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A bela arte da capa da UFO 160, que tratou da liberação de documentos sobre A Noite Oficial dos UFOs no Brasil

Completaram-se 25 anos na semana que passou de um dos casos mais extraordinários da casuística ufológica mundial. E acontecido aqui mesmo, no Brasil, ficando conhecido como A Noite Oficial dos UFOs. Em 2006, quando o caso completou 20 anos, escrevi o seguinte artigo, que republico agora.
 
A Noite Oficial dos Ufos
 
Na noite de 19 para 20 de maio de 1986, aconteceu um fato sobre o sudeste brasileiro que, se revelado em sua totalidade, poderia significar a definitiva comprovação, além de quaisquer dúvidas, de que muitos dos misteriosos objetos avistados nos céus de todo o mundo são naves extraterrestres nos visitando.

Os eventos foram tão graves, extraordinários e estarrecedores, que o próprio Presidente da República foi informado durante os acontecimentos, que deixaram em pânico muitos militares, diante do que parecia a definitiva chegada de alienígenas a nosso planeta! Fontes afirmam que a própria embaixada dos Estados Unidos recebeu informes, com um de seus funcionários de alto escalão afirmando que “alguma coisa chegara ao Brasil naquela noite”.

Naquela noite, há 20 anos, de acordo com autoridades da Aeronáutica brasileira, 21 ovnis foram captados pelos radares sobre a região de São José dos Campos, ocasionando um alarma com o conseqüente acionamento de caças da Força Aérea Brasileira para tentar interceptar os intrusos, sem sucesso.

Tudo começou por volta de 19:30 h do dia 19, quando objetos desconhecidos passaram a ser observados nas proximidades do aeroporto de São José dos Campos, SP. As vinte horas, os radares de São Paulo e do Sensata de Brasília confirmavam a presença de oito objetos sobre a cidade. As 21:00 h, o avião Xingu trazendo a bordo o então presidente da Petrobrás, coronel Ozires Silva, recebe uma comunicação de Brasília para que observassem alguns pontos detectados pelo radar, e efetivamente a tripulação e o coronel puderam observar objetos luminosos de intenso brilho e de cor alaranjada. Tentaram aproximar-se dos mesmos para identificação, sem sucesso. O comandante Alcir Pereira da Silva, co-piloto do Xingu, disse que o ovni parecia uma estrela bem luminosa, voava a grande velocidade e a seguir desapareceu instantaneamente, mas que havia sido detectado pelo radar de sua aeronave. Em recente livro de sua autoria, Ozires Silva faz comentários a respeito do episódio.

As 22:23 h decola da Base Aérea de Santa Cruz o caça F-5 pilotado pelo tenente Kleber Caldas Marinho tomando a direção de São José dos Campos, onde havia sido detectado um grande objeto acompanhado por outros menores. O radar de Anápolis detectou as 22:45 h os intrusos e um Mirage com o capitão Armindo Souza Viriato a bordo levanta vôo, seguido as 22:50 h pelo segundo Mirage, do capitão Freitas. As 23:15 h o tenente Kleber começa a perseguição a bolas de luz com que havia feito contato visual. O F-5 do capitão Marcio Brisola Jordão decolou as 23:17 h, e o Mirage do capitão Rosemberg as 23:36 h. O desaparecimento dos objetos foi reportado as 1:45 h, após os aviões terem sido chamados de volta a suas bases.

Na histórica coletiva de imprensa do dia seguinte, comandada pelo então ministro da aeronáutica, brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, os pilotos puderam relatar suas experiências. O tenente Kleber disse haver tido um contato visual e com o radar de bordo com um objeto distante 12 milhas a sua frente, distância confirmada pelo radar de solo. A cor predominante do objeto era branca, e deslocava-se da esquerda para a direita, para depois subir. A cor depois variou para verde, vermelha e azul, e o ovni estava a dez mil metros de altura e sua velocidade era superior a 1.000 km/h. O tenente disse que sofreu interferência nos instrumentos de bordo e seguiu o objeto até 200 milhas sobre o Atlântico, sem conseguir identificar nem se aproximar do ovni.

O capitão Jordão reportou mais de dez contatos por radar a vinte milhas de distância quando se aproximava de São José. O controle de solo foi informando a aproximação dos mesmos, e subitamente havia 13 objetos duas milhas atrás de seu caça, 6 a direita e 7 do lado esquerdo. O capitão tentou um looping para ficar atrás dos ovnis, mas estes acompanharam sua manobra.

Viajando a 1.350 km/h, o capitão Viriato aproximou-se até seis milhas de um dos objetos, que voava em ziguezague, movimento acompanhado tanto visualmente quanto pelo radar. Subitamente o objeto desapareceu. O capitão também acompanhou a incrível manobra de um dos objetos, acelerando subitamente e desaparecendo em instantes. Ele afirmou que os instrumentos mostravam que o ovni havia alcançado em instantes uma velocidade de Mach 15, 15 vezes superior a do som. A isso o major brigadeiro do ar Sócrates Monteiro acrescentou que casos assim eram reportados desde anos antes, e que a FAB havia filmado todo o evento. Também disse que os objetos passavam de 250 para 1.500 km/h em frações de segundo. A isso somam-se as palavras do major aviador Ney Antônio Cerqueira, chefe do Centro de Operação de Defesa Aérea, que afirmou que as fitas com as comunicações entre pilotos e controladores de Brasília, São Paulo e Anápolis, mais os relatórios dos pilotos, seriam estudados para conclusões posteriores.

O ministro Moreira Lima disse na coletiva que o céu naquela noite encontrava-se limpo, e descartou qualquer possibilidade de guerra eletrônica ou defeito no equipamento. Afirmou que entre as 20 horas de 19/5 e 1 hora de 20/5, pelo menos vinte objetos foram detectados pelos radares, saturando-os e interrompendo o tráfego sobre o sudeste. O prometido relatório nunca foi divulgado, mas alguns detalhes do evento chegaram ao conhecimento público. Mais de cinqüenta radares em todo o território brasileiro comprovaram o fato. Acontecia por vezes de os pilotos não observarem nada e o radar acusar a presença dos ovnis, dali a pouco a situação se invertia. Os ovnis alternavam a velocidade e a direção com incrível rapidez, ficando estacionários e subitamente disparando a 3.600 km/h, fazendo curvas em ângulo reto e parando subitamente. Oito objetos ficaram parados por duas horas sobre o aeroporto de São José dos Campos, nenhum dos intrusos deixava rastros de sua trajetória, nem tampouco provocava o típico estrondo quando da quebra da barreira do som, e em nenhum momento exibiram qualquer sinal de hostilidade. Moreira Lima acrescentou ser difícil para a FAB falar sobre a possibilidade da presença de artefatos de origem extraterrestre, e que uma comissão iria investigar o assunto.

Deve ser salientada a lamentável atitude dos assim chamados homens da ciência, que nos dias imediatamente posteriores a esses eventos elaboraram uma lista de estapafúrdias explicações, que após uma ligeira análise revelaram-se como torpes tentativas de confundir e talvez lançar a confusão sobre o evento, dificultando a busca pela verdade. Capitaneados pelo conhecido astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, apresentaram as mais díspares opiniões a mídia, a maioria absoluta das quais completamente incompatível com os acontecimentos descritos pelos militares.

Um dos consultados, o senhor Paulo Marques, físico, professor e jornalista, afirmou que a vida em outros planetas da Via Láctea, nossa Galáxia, é um absurdo, que o reflexo da Lua cheia daquela noite refletiu nos aviões, que os radares detectaram meteoros, e que eram ovnis espiões de EUA e da então União Soviética.

O físico, senhor José Zatz, afirmou serem reflexos. O senhor Luis Pinguelli Rosa, físico da UFRJ, disse que os eventos nada tinham a ver com objetos extraterrestres, e que eram aviões não identificados, ou então objetos balísticos que atravessaram os céus brasileiros.

O físico da USP, senhor Luis Carlos Menezes, afirmou serem efeitos óticos que pregam peças, ou efeitos térmicos com reflexo de luzes por difração, um teste de um país super-desenvolvido com os radares brasileiros, e ainda miragens dos radares. Finalmente, o especialista em armamentos Roberto Godoy afirmou que o Brasil fora espionado por alguma potência interessada em fotografar a região sudeste, a mais desenvolvida do País.

O senhor Mourão já era, na ocasião, velho conhecido da Ufologia brasileira, em grande parte devido a confusão que provocou quando do incidente do vôo 169 da Vasp, ocorrido em 1982 e sua principal testemunha, o comandante Gérson Maciel de Brito. Em maio de 1986 o dito cientista fez mais uma das suas, alegando que eram meteoros que acompanhavam a trajetória do cometa Halley.

O que esse senhor e seus companheiros fizeram foi na verdade ridicularizar e fazer pouco da competência e do preparo de nossa Força Aérea, que em uma atitude poucas vezes vista abriu um histórico precedente para falar abertamente de um dos mais extraordinários casos de contato com ovnis, ignorando que do preparo de controladores de radar dependem as vidas de milhares de pessoas no Brasil todos os dias, e zombando dos anos de treinamento necessários para formar um piloto de caça. Sem falar de sua completa ignorância e falta de vontade em se informar apenas minimamente sobre os eventos daquela noite. A mais ninguém pode impressionar o fato de que o prometido relatório nunca veio a público...

Anos depois, em 1997, o brigadeiro Moreira Lima concedeu entrevista a uma rede de televisão e a revista UFO. Questionado, negou categoricamente a possibilidade de os eventos estarem ligados a algum fenômeno eletromagnético, ou mesmo haverem sido causados por qualquer aeronave conhecida, devido as características de vôo apresentadas pelos ovnis. Confirmou haver alertado o então presidente José Sarney a respeito dos eventos que se desenrolavam nos céus do Brasil, e afirmou estar convencido da existência de outras civilizações no Cosmo. Quanto a um contato com nossos visitantes, o brigadeiro afirmou que ainda existem pessoas despreparadas para tal acontecimento, mas que boa parte da Humanidade já está em condições para manter um contato direto com extraterrestres. Moreira Lima ainda acrescentou que em sua opinião um contato entre a Humanidade terrestre e uma civilização alienígena acontecerá dentro das próximas décadas.

No ano de 1999 o caso, já conhecido como a Noite Oficial dos Ufos, foi novamente tema de uma matéria na TV, agora no Fantástico da Rede Globo. Foi discutido novamente o Caso do Vôo 169 com as presenças dos comandantes Jérson Maciel de Brito e Mário Pravato, este último no vôo Transbrasil que igualmente testemunhou o ovni, e confirmou as observações de Brito. Este descreveu o objeto em sua maior aproximação naquela histórica noite de 8 de fevereiro de 1982 como semelhante a dois pratos superpostos, e estimou suas dimensões como superiores a dois aviões Jumbo. O programa ainda salientou as contradições do senhor Ronaldo Mourão, que chegou a fazer um vôo na mesma rota tentando provar que as testemunhas haviam visto o planeta Vênus. Essa fútil tentativa não deu em nada, quando ficou provado que um comandante com a experiência de Brito (20.000 horas de vôo na época), jamais se confundiria, e além do mais o dito cientista ignorou por completo o testemunho do comandante, em nova tentativa de confundir e denegrir a pesquisa ufológica.

Quanto aos eventos de maio de 1986, o brigadeiro Moreira Lima afirmou que a coletiva foi motivada por um vazamento de informações sobre os eventos, e segundo ele havia a vontade de explicá-los a fim de evitar qualquer má interpretação, como ameaças ao país. Não se descobriu como originou-se o vazamento.

Os pilotos Kleber e Viriato, atualmente na aviação civil, confirmaram suas observações na época. Viriato, encaminhando-se para sua aeronave naquela noite, reparou que a mesma estava sendo municiada e armada com mísseis. Mais tarde conseguiu aproximar-se até 6 milhas de um dos ovnis, antes que o mesmo acelerasse subitamente para em instantes colocar-se a mais de 20 milhas de seu caça. Viriato afirmou que o radar de Brasília confirmou que o objeto havia atingido naquele curto intervalo uma velocidade de mach 15. Kleber acrescentou que de acordo com suas impressões e o sinal de seu radar de bordo (no qual sofrera alguma interferência, que chegou a atingir outros instrumentos), o contato que perseguia tinha um tamanho equivalente a envergadura de um Jumbo, ao redor de 60 metros.

Douglas Avedikian atualmente é um consultor aeronáutico, mas em maio de 1986 era controlador do Sensata em Brasília, e afirmou categoricamente que os eventos daquela noite foram reais. Casos assim, segundo ele, sempre ocorreram, e após a Noite Oficial todos haviam recebido uma orientação enfática dos superiores para que não comentassem tais acontecimentos com ninguém, por uma questão de segurança nacional. Ele acrescentou que seu desligamento da Força Aérea o motivara a revelar tais informações.

Depois de muitos anos reivindicando maior transparência de nossos militares quanto a questão dos ovnis, a revista Ufo lançou em 2004 a campanha Liberdade de Informação Já. Finalmente, após 14 meses, em 20 de maio de 2005 os representantes da Comissão Brasileira de Ufólogos, Ademar Gevaerd (editor de Ufo), Fernando Ramalho, Roberto Beck, Marco Petit, Rafael Cury e Claudeir Covo, foram convidados pelo Major Antônio Lorenzo, do CECOMSAER (Centro de Comunicação Social da Aeronáutica), para conhecerem as instalações da Força Aérea Brasileira, em Brasília.

Os ufólogos puderam conhecer e visitar as instalações do 6º Comando Aéreo Regional, do CINDACTA I, e do COMDABRA. Este último é o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, e nada menos, o local onde se encontram os mais secretos arquivos da FAB, incluindo aqueles que tratam dos casos ufológicos em todo o território nacional. Pode ser comparado a uma versão em miniatura da famosa Área 51.

Os integrantes da CBU assistiram a palestras, puderam testemunhar o funcionamento das instalações e procedimentos ligados a defesa aérea e controle de tráfego aéreo, e finalmente, no COMDABRA, puderam examinar três pastas. Uma delas continha o primeiro registro ufológico feito pela FAB, em 1954. Outra trazia, em 179 páginas, informações a respeito da Operação Prato (cuja reconstituição foi exibida no ano passado, no programa Linha Direta Mistério da Rede Globo). Finalmente, a última pasta trazia 50 páginas de informações a respeito da Noite Oficial dos Ufos.

Os ufólogos não puderam copiar ou fazer qualquer anotação, mas ficaram confirmadas, neste último caso, a maioria das informações apresentadas neste texto, conhecidas pela comunidade ufológica nacional. Segundo o pesquisador Claudeir Covo, a pasta não continha as transcrições das conversas dos pilotos com o controle de terra, e nem os ufólogos puderam assistir as filmagens feitas durante o evento de vinte anos atrás.

Do encontro, ficou a promessa de uma maior colaboração de ufólogos com os militares, pois estes confirmaram que não possuem nem os recursos nem o conhecimento para analisar os casos ufológicos que chegam a seu conhecimento. Os relatórios e demais documentos são arquivados no COMDABRA, sem que sejam sequer analisados. Os militares afirmaram que estão prontos a colaborar nas investigações, inclusive com a criação de uma comissão mista, como já acontece em países vizinhos como o Chile. A única dependência é uma decisão do Poder Executivo, amparada na Medida Provisória 228/2004.

O programa Fantástico de 22 de maio de 2005 mostrou cenas da histórica reunião dos ufólogos com a FAB, mas infelizmente, até a presente data não houve quaisquer avanços na criação da comissão mista civil/militar. O governo brasileiro, infelizmente, parece mais interessado em controlar o incêndio das muitas e aparentemente infinitas crises políticas e diplomáticas, do que atender a um legítimo anseio por maior transparência em questão tão importante. Do estudo de tais documentos podem advir descobertas científicas e filosóficas de alcance absolutamente sem precedentes, mas isso não parece comover o presente governo. Resta a sociedade em geral, e aos ufólogos em particular, continuar a busca pela verdade, e a luta por maior transparência.

Decorridos 20 anos dos extraordinários eventos de maio de 1986, podemos chegar a várias conclusões. É fora de dúvida que algo de enormes e inimagináveis proporções aconteceu naquela noite, e que esse “algo” não era nem um fenômeno natural, nem tampouco produzido por tecnologia terrestre conhecida. O óbvio comportamento inteligente dos objetos, perseguindo, acompanhando e evitando com manobras nossos aviões, exclui a primeira hipótese. Quanto a se tratar de aeronaves terrestres fazendo algum tipo de reconhecimento, as claras complicações diplomáticas que ocorreriam se fosse descoberta a nacionalidade dos intrusos tornam a hipótese absurda, para além do que diversos países poderiam servir-se de satélites para esse fim, com muito menos recursos e riscos. Sem falar no comportamento descrito pelos pilotos e comprovado pelos radares de bordo e de terra, que mostra ser impossível reproduzir tais efeitos com nossa tecnologia atual. Assim, mesmo em nosso atual estágio de conhecimento dos fatos, sem ter a disposição o farto material que certamente a FAB obteve na ocasião, a hipótese extraterrestre acaba sendo a mais lógica.

É função das Forças Armadas proteger a integridade da nação, garantindo seu normal funcionamento contra qualquer ameaça provinda de dentro ou fora de nossas fronteiras. É óbvio que seria de uma irresponsabilidade flagrante a FAB admitir abertamente a ocorrência de certos eventos, nos quais intrusos vindos não se sabe de onde invadem nosso espaço aéreo, fazem o que bem entendem, muitas vezes voando em rotas comerciais altamente movimentadas e pior, causando interferência em sistemas de bordo vitais para a segurança de passageiros sem que nada possa ser feito. O que se deseja discutir é até que ponto informações como as contidas neste texto devem ser protegidas, se as mesmas podem abrir caminho a descobertas científicas de alcance mundial sem precedente.

A infeliz intervenção de pessoas que deveriam por obrigação profissional, e até por uma questão de ética científica, estar abertos para analisar os fatos antes de emitir qualquer opinião, com absoluta certeza foi a responsável em maio de 1986 pelo fato de o prometido relatório a respeito dos eventos não haver sido liberado para o público. Com suas absurdas afirmações, esses indivíduos ridicularizaram e fizeram pouco de uma das mais louváveis e históricas atitudes de uma autoridade militar, que veio a público apresentar e discutir os fatos com uma abertura sem precedentes.

Mas esses episódios menores com certeza não apagam os históricos fatos de maio de 1986, nem a atitude honesta e corajosa dos protagonistas. Graças aos mesmos, pudemos conhecer alguns dos fatos de um dos mais extraordinários casos de contato ufológico de todos os tempos. Resta-nos aguardar que as autoridades da Aeronáutica se conscientizem para a necessidade de um aprofundamento e maior abertura das discussões a respeito do assunto, pois a casuística nos mostra que os contatos e avistamentos multiplicam-se em todo mundo.

O primeiro passo, com a história reunião de 20 de maio de 2005, já foi dado, e está completando um ano. Se um intenso debate e troca de idéias for finalmente estabelecido, com os pesquisadores de nossa riquíssima Ufologia tendo acesso a todos os documentos, gravações e imagens a respeito desse único caso, com certeza o Brasil se veria em situação única no mundo, pois então passaria a História como o país que provou a procedência extraterrestre de nossos visitantes.

Felizmente, muita coisa aconteceu de 2006 para cá, incluindo a liberação de documentos antes classificados pelo governo brasileiro. Para saber mais a respeito desse extraordinário evento, clique nos links abaixo. A outra razão da publicação deste texto, aqui, também é uma modesta homenagem ao Brigadeiro Octávio Moreira Lima, que lamentavelmente faleceu em 23 de maio. Toda a Equipe UFO transmite a Força Aérea Brasileira e a família do ex-ministro os mais profundos sentimentos e respeitos por esse grande brasileiro.

Reportagem no Fantástico em 1986

O encontro da Comissão Brasileira de Ufólogos com a FAB em 2005

A liberação dos documentos sobre os anos 1980

Textos no INFA sobre a Noite Oficial dos UFOs no Brasil

crédito: Renato Azevedo
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Ginho, o único alienígena presente ao evento (que eu saiba, ao menos...)

Nota do autor: Absolutamente nada do que lerão a seguir aconteceu realmente. Trata-se apenas e tão somente de uma ficção científica com temática ufológica, ambientada no que seria uma versão igualmente fictícia da 1ª Conferência Internacional sobre Vida Extraterrestre da Juréia. Os personagem Roberto Monteiro, Batista, Leandro e Franco, além do mencionado Phill Reynolds, tomam parte na trama de meu livro, também dentro da FC ufológica, De Roswell a Varginha, porém lá não existe Revista UFO, nem os demais personagens deste pequeno conto. A história é apenas e tão somente uma brincadeira e uma homenagem ao recente e excepcional evento realizado em Peruíbe, a qual espero que os amigos mencionados no texto e os leitores apreciem.


Três Faroleiros e um ET em Peruíbe


Diante do Espaço Vitória Régia, Peruíbe
Sexta, 15 de abril, 18:12 h.
- Continuo achando que não deveríamos estar nós três neste evento – disse Leandro.
- Você fala como se nosso sistema de segurança da central em São Paulo não fosse o mais sofisticado do Brasil! – caçoou Franco.
- Por cima, com nosso equipamento, podemos monitorar tudo daqui mesmo – disse Batista sem tirar os olhos do pequeno netbook.
Leandro, o mais racional e desconfiado dos três, não se deu por vencido. Dirigiu-se a Franco:
- E por cima, Franco, você sabe muito bem que o Coronel Celente te conhece. E se ele ligar os pontos, e te associar ao Farol?


O Farol era o newsletter clandestino mais conhecido do Brasil, onde os três amigos publicavam as mais malucas teorias de conspiração, e os mais impactantes casos de discos voadores do Brasil. Nem a Revista UFO tinha a ousadia de tocar nos assuntos que eles abordavam em quase todas as edições, e não eram poucos os ufólogos que manifestavam completa ojeriza ao trabalho dO Farol.
- Pois vou te contar uma coisa que talvez não saiba, meu velho – disse Franco. – É claro que o Celente, assim como o Geva, já sabem há muito tempo que o Farol é editado por nós.
Leandro teve ganas de virar as costas e sair dali correndo, mas controlou-se. Não ficaria bem para sua reputação de mais sério dos três. Ajeitou a gravata, pois quase nunca deixava de vestir terno, mesmo diante do quente final de tarde em Peruíbe.

Um rapaz alto e de longos cabelos loiros, de calça jeans e camiseta branca, passou na outra calçada e olhou para a entrada do Espaço Vitória Régia com ar distraído. Batista o viu e cutucou Franco, dizendo:
- Não é aquele alienígena que já encontramos antes, o Astar?

Os outros dois se viraram, e Leandro desdenhou:
- Ah, tá, um legítimo ET do tipo beta bem em um evento de Ufologia, muito conveniente!

O loiro já havia virado a esquina e desaparecido, e Franco comentou:
- Leandro, já dissemos a você que o loiro é apenas um disfarce para Astar...
- Também sei disso, ele é na verdade um ser do tipo Varginha, uma raça muito antiga, blá, blá, blá... – arrematou Leandro.
- Se não queria vir, era só dizer – disse Batista.

O hacker negro, provavelmente o melhor do mundo, idealizador de sistemas tão avançados de informática que nem mesmo em dez anos estariam disponíveis ao público, riu e explicou:
- Estou muito interessado no que alguns dos palestrantes vai apresentar. E não poderia perder essa chance de ver ao vivo o Stanton Friedman.
Como que atendendo seus desejos, a poucos passos de distância passaram Gevaerd, o editor da Revista UFO, e Stanton Friedman. Leandro os acompanhou com o olhar, e Batista e Franco ficaram tirando uma com ele pelo resto da noite.


Pizzaria Di Fiori, Peruíbe
Sexta, 15 de abril, 23:42 h.
O rodízio de pizzas, a que compareceu boa parte da Equipe UFO, também teve a presença dos Faroleiros. Leandro não queria aparecer de forma tão pública, mas acabou deixando a paranóia de lado e entretendo uma conversa animada com Stanton. Franco conversava com Geva, e Leandro participava de uma roda onde estavam Fábio, Paulo, Jonatas, Renato, Augusto e Daniel.

A comida estava ótima, e o papo melhor ainda. Renato perguntou de Roberto Monteiro, jornalista de São Paulo que militava havia anos também na Ufologia. Batista disse que não havia podido vir devido a compromissos profissionais em Brasília.

Assim que o mais jovem dos Faroleiros terminou sua sentença, olhou casualmente para fora, e viu passando um homem de cerca de cinquenta anos, com um terno um tanto amarrotado e aspecto absolutamente comum. Mas era um homem que eles já haviam encontrado algumas vezes antes. Batista levantou-se e saiu apressadamente, a tempo de ver o homem entrar em um carro que logo desaparecia em meio ao trânsito.


Leandro veio correndo, e olhou para Batista:
- Era ele mesmo?
Seu colega estava mudo de espanto, e Leandro completou:
- O Friedman acabou de me apontar esse cara, dizendo que o conhecia, e lembrava que tinha uma voz rouca bem desagradável...


Pousada Sollar dos Gerânios
Sábado, 16 de abril, 01:15 h.
Os outros dois já haviam ido dormir, mas Batista não resistiu a ficar conversando com Renato, Jonatas, Fábio e Nelson por mais algum tempo. Da conversa ainda participou Flávia, a gerente da pousada.
Nelson falava de universos paralelos e seres de energia, e Batista lembrava das incríveis experiências que tivera nos últimos tempos. A forma como Astar, por exemplo, “dobrava” a luz a fim de produzir a imagem que quisesse, capaz de enganar até mesmo máquinas fotográficas. Exatamente neste ponto Philipe, filho de Nelson e um dos fotógrafos do evento, chegou e mostrou algo interessante.

Ele já estava baixando as fotos para o laptop, e em seguida o Facebook, e apontou uma que dizia hesitar em colocar no ar.
Um rapaz loiro aparecia em meio aos participantes do evento. Mas algo estranho se passava. Sua imagem aparecia parcialmente transparente, deixando antever uma outra figura, que parecia “dentro” dele.
A de um ser baixo e marrom, com três protuberâncias na cabeça e um par de olhos vermelhos.


Todos comentaram que era bem estranho, e Batista não pôde deixar de observar que o homem da voz rouca, um membro do aparato estatal brasileiro responsável pelo acobertamento, também aparecia em diversas fotos. Não comentou nada com os demais, e apenas pediu que Philipe lhe enviasse as fotos, inclusive aquela muito estranha.
Retomaram a conversa, e ainda saíram por alguns minutos no pátio interno da pousada, com vista para um belo céu estrelado. Foi Flávia que em seguida percebeu na pequena “estrela” se deslocando a distância, parecendo voar sobre o mar.

O objeto luminoso seguiu até quase ser encoberto pelas casas mais próximas da praia, quando voltou na direção contrária, e finalmente desapareceu para baixo, como se mergulhasse no mar.


Avenida beira mar
Sábado, 16 de abril, 20:40 h
Os Faroleiros davam uma volta pela avenida de carro, conversando a respeito dos acontecimentos.
- Gostei muito da palestra do Coronel Celente, e conversei bastante com ele e o Geva – disse Franco. – Sabem que o Geva adorou nossa última edição, sobre as ligações da politicagem em Brasília e os UFOs?
- Pois eu não saí do auditório entre as três e as seis da tarde – comentou Batista. – Queria muito conhecer mais sobre a casuística do litoral, e a apresentação do Jamil e do Wallacy foi excelente. O Nelson é uma grande figura, sempre que posso vou a seu Instituto Physion, e deveríamos usar mais nosso equipamento astronômico no teto de nosso prédio em São Paulo, para dar apoio as pesquisas do Marco.

Leandro, que dirigia o carro, nada disse, e Franco perguntou:
- Mas e você, Leandro, o que achou da palestra do Saga?
Surpreendentemente, o mais cético dos Faroleiros respondeu:
- Achei que muito do que disse realmente tem paralelo com a realidade. O governo oculto, afinal, não tem sido o principal alvo de nossas investigações por anos a fio?

“Quem diria”, disseram em uníssono Batista e Franco, comentando a seguir a apresentação de James Fox e Rebecca Kauffman. Leandro também participou, louvando o esforço dos casal de norte-americanos para trazer figuras importantes a fim de narrarem suas experiências com o Fenômeno UFO. Eles passaram pelos restaurantes da avenida, e em um deles viram boa parte dos ufólogos da Equipe UFO, mas preferiram se recolher mais cedo, pois o domingo seria longo.


Espaço Vitória Régia
Domingo, 17 de abril
Os três dividiram-se a fim de assistir e filmar todas as palestras. Batista assistiu a de Paulo, e depois conversou com ele a respeito da casuística no litoral e no Amazonas. Paulo comentou que recebia O Farol, e que gostaria de conhecer seus editores. Batista confirmou que adoraria fazer o mesmo, mas que eles faziam questão de se manter anônimos.

Leandro acompanhou as palestras de Francisco e Ricardo, e Franco a de Thiago e a de Carlos. Enquanto isso, Batista conversava com algumas pessoas. Havia rumores de ovnis pela região, e algumas pessoas haviam visto aparentemente o mesmo UFO que eles testemunharam na primeira madrugada, baixando sobre o oceano. Alguns dos ufólogos haviam ido a praia investigar, mas não foi encontrado mais qualquer indício.

Atrasado, Batista correu para a apresentação de Fernando, e viu de relance que o homem da voz rouca chegava naquele momento. Alertou Franco a respeito, e o mais velho dos Faroleiros decidiu sentar-se na parte de cima do auditório, a fim de acompanhar o acobertador de perto.


Sua surpresa foi grande ao dar com Astar sentado em uma cadeira, acompanhando as apresentações. Franco dirigiu-se a ele:
- Astar!? O que faz aqui?
O loiro virou-se para ele, sorriu e disse:
- Estou acompanhando este grande evento. Seus colegas ufólogos estão de parabéns, e no caminho certo. A verdade pode aparecer muito antes do que qualquer um de  vocês imagina!
- Você é sempre tão misterioso! Parte de mim quer gritar daqui de cima para os amigos lá embaixo e apontar para você. Mas vai ver você iria desaparecer feito o Ginho!

Astar riu, e respondeu:
- O Marcio Baraldi, autor do Ginho, é um sujeito formidável! Já conversei com ele algumas vezes.
Por incrível que pudesse parecer, Franco não se surpreendeu com aquilo. Sentou-se como se não fosse nada demais a presença de Astar ali, e pôs-se a acompanhar a palestra  e a presença do Rouco. Também não se surpreendeu ao olhar para o lado e não mais encontrar Astar.


A partir daí, os Faroleiros permaneceram no auditório, acompanhando as apresentações de Gevaerd primeiro, e de Stanton Friedman depois. O veterano pesquisador canadense, redescobridor do Caso Roswell, foi aplaudido de pé pelos presentes, e fez uma excelente apresentação.
Leandro fez questão de depois ir conversar com ele, e não se surpreendeu quando o canadense disse já ter travado conhecimento com o nome de um oficial que havia chegado ao conhecimento dos Faroleiros anos antes, Phill Reynolds. Leandro suspeitava que fosse o próprio autor da política de acobertamento global, iniciada logo após Roswell, e Stanton concordou que existiam indícios nesse sentido.


As conversas nos bastidores se arrastaram pelas duas horas seguintes, enquanto stands eram desmontados, fotografias de grupos tiradas e ocorriam trocas de cartões, telefones e e-mails. Gevaerd surgiu depois, perguntando a equipe da revista se já havia empacotado os numerosos DVDs, livros e revistas que estavam expostos no stand.

Nisso, viu a mesa limpa, sem ninguém, mas com várias caixas de papelão cheias e pesadas ao lado. A equipe chega logo a seguir, e Daniela, a gerente, diz:
- Já íamos começar a arrumar, estávamos tirando fotos... mas quem já empacotou tudo?
Franco, que conversava com Geva, olhou para a porta a tempo de ver um rapaz alto e loiro sair. Não se atreveria a expor a possível causa do mistério. Para a equipe restou apenas fechar as caixas com fita adesiva.


A Equipe UFO se agrupou para fotos, e alguns repararam que um dos que operavam uma máquina era um sujeito de terno um tanto mal-encarado, que depois entrou em um carro. Leandro ainda conversava com Stanton, e ambos viram o homem da voz rouca entrar no mesmo carro, que saiu e dobrou a esquina seguinte, não sendo mais visto.

E finalmente, na rua diante do Espaço Vitória Régia e olhando na direção do mar, muitos puderam ver um ponto luminoso surgir de repente, subindo lentamente a princípio, e a seguir aumentando a velocidade e desaparecendo por fim em meio as nuvens.


Pousada Sollar dos Gerânios
Domingo, 17 de abril, 23:20 h
Flávia recebeu os Faroleiros e os ufólogos hospedados na pousada com seu adorável sorriso, e todos ficaram ali por um bom tempo conversando a respeito do evento. Um e outro comentou o estranho avistamento que havia ocorrido no final, mas ninguém arriscou uma explicação.

Alguns foram arrumar as malas, pois iriam embora dali a minutos, e Batista abriu a mochila e deixou alguns exemplares do Farol com Flávia, dizendo:
- Os malucos que escrevem isso (omitiu o fato de ele próprio ser um dos tais malucos), sempre me mandam a mais, e achei que iria gostar.
- Ah, Batista, obrigada!
Flávia demonstrou haver adorado o presente, dizendo que também havia recebido revistas, DVDs e livros de Gevaerd, e também fora presenteada por Renato com seu livro de ficção científica ufológica. Ela fez Batista prometer que voltaria, e ele disse que sempre que viesse pesquisar no litoral sul, ficaria no Sollar.


No caminho de volta, os Faroleiros discutiram suas impressões, e começava a tomar forma a próxima edição dO Farol, dedicada ao evento.
- Então quer dizer que o tal alienígena, Astar, estava no evento, Franco? – perguntou Leandro sarcasticamente. – E você não avisou ninguém claro!
- Não iria adiantar nada, Leandro, o cara só aparece quando quer – respondeu o mais velho do trio.
- Ao menos consegui umas fotos do homem da voz rouca – disse Batista manipulando a sofisticada máquina digital. – Será legal ter as fotos dele nO Farol!
- Seria melhor ainda fotos do tal Astar – retrucou Leandro. – Será primo do famigerado Ashtar Sheran?

- Você sabe muito bem, Leandro, - devolveu Franco – que Ashtar Sheran não passa de um mito ufológico!
- Sabe que uma vez, quando eu estava no norte do país... – começou Leandro.
- Vai começar! – implicou Franco.

Batista manteve-se entretido com a máquina fotográfica, e Leandro e Franco discutindo também não perceberam quando, ao virar uma esquina e entrar na avenida principal, diante de uma placa que indicava São Paulo, uma pequena figura marrom de olhos vermelhos acompanhou o carro.
- Um dia, em breve, amigos! – disse Astar com um sorriso.

FIM


Agora sim, minhas impressões sobre o evento! Sempre é muito proveitoso participar de um encontro como esse, e conversar com colegas e amigos com os quais temos contato quase exclusivamente por e-mail. As conferências foram todas excelentes, incluindo o trabalho de tradução dos amigos Thiago (com James Fox e Rebecca Kauffman), e Carlos (com Stanton Friedman).


Muito me chamou a atenção a apresentação do Coronel Celente, ressaltando a importância de uma apresentação séria da Ufologia, para em suas palavras “conquistar corações e mentes”. Paulo Anibal apresentou resultados de sua extensa pesquisa de campo, incluindo amostras de plantas queimadas pelo pouso de um objeto voador não identificado. Wallacy e Jamil exibiram casos do litoral paulista, e vale lembrar que o Geubs de que fazem parte é o único grupo ufológico a ganhar destaque na revista Veja.


Nelson Granado mostrou seus vastos conhecimentos não apenas durante sua palestra, mas também a todos que o procuravam e até na Pousada Sollar dos Gerânios, onde ficamos hospedados. Marco Petit apresentou sua impressionante pesquisa sobre o programa espacial terrestre ( seus CDs são muito recomendáveis), e nosso amigo Saga com certeza surpreendeu muita gente.


Dos estrangeiros, Rodrigo Fuenzalida sempre apresenta novidades. James Fox e Rebecca Kauffman mostraram seu trabalho, e é admirável como conseguem contato com personalidades tão importantes que vêm a público falar de suas experiências ufológicas. O DVD que produziram, Destino Terra, é imperdível! Já Stanton Friedman absolutamente dispensa apresentações, foi realmente aplaudido de pé, e impecável em sua apresentação, quando alertou para o grave fato de que nenhum documento ultra-secreto foi liberado na recente onda de divulgação de documentos classificados, que já dura desde 2008.


Ricardo Varela com sua análise de imagens deu uma aula de Ufologia, Francisco Pires falou sobre a impressionante casuística da região de Botucatu, Thiago Ticchetti mostrou casos ufológicos de Brasília dos quais eu pessoalmente nunca havia ouvido falar, e Carlos Machado me surpreendeu com sua extensa pesquisa sobre os agroglifos no sul do Brasil, em uma nova aula sobre como fazer trabalho de campo.


Fernando Ramalho, o principal artífice da abertura dos documentos brasileiros, contou a longa saga pela liberdade de informação ufológica, e relatou quais os próximos passos da campanha, e finalmente, nosso editor A.J. Gevaerd encerrou magistralmente o evento, mostrando como a Ufologia tem progredido, bem como o entendimento da Ciência a respeito do Universo, deixando claro uma coisa: o tempo da comprovação final de que nunca estivemos sozinhos no Cosmos está muito próximo!


E por fim, deixo um abraço especial aos amigos Fábio, Jonatas, Paulo e Augusto, com quem tive ótimos papos, e a Flávia, gerente da Pousada Sollar dos Gerânios que tão bem nos acolheu. E estaremos juntos novamente nos próximos eventos, que brevemente serão anunciados no site de UFO. E convido todos a visitar meu outro blog, EscritorcomR, onde publiquei outros contos com os personagens de meu livro De Roswell a Varginha.

crédito: Discovery Channel
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A grande farsa na Lua são as teorias fantasiosas de que foi tudo encenação, devidamente detonadas por Adam e Jamie

Na semana que passou, chegou a rede o trailer do filme Apollo 18. Dirigido por Gonzalo Lopez-Gallego, a produção deve estrear nos Estados Unidos no próximo 22 de abril. Na trama, houve uma missão secreta após a Apollo 17 (que lançada em 7 de dezembro de 1972, regressou a Terra com os tripulantes Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt em 19 de dezembro), a Apollo 18.

O filme é filmado como um documentário, mesmo estilo de outra produção que trouxe problemas a Ufologia, Contato de Quarto Grau, sem esquecer os UFOs do Haiti, o ET do Panamá e o ET de Passo Fundo, entre outros. O trailer pouco mostra além do óbvio, os astronautas descendo na Lua e deparando-se com um mistério potencialmente letal. O filme se propõe a explicar "porque nunca voltamos a Lua".

A produção pega carona em algumas teorias conspiratórias altamente duvidosas, de que teria existido ao menos uma missão Apollo secreta, após a Apollo 17. Tais teorias obviamente não levam em conta que, com a tecnologia atual, o único meio de uma missão tripulada chegar a Lua é com o imenso foguete Saturno 5. E basta que pesquisemos informações facilmente disponíveis para descobrirmos que é absolutamente impossível lançar um Saturno 5 em total segredo.

Esse prodígio de engenharia nasceu dos projetos de Werner Von Braun, cientista alemão responsável pelas terríveis bombas voadoras V-2 da Alemanha Nazista, o primeiro míssil balístico do mundo. Um projeto de engenharia notável, só superado quando os norte-americanos iniciaram o Projeto Manhattan para produzir a bomba atômica, a V-2 voou pela primeira vez em 1942 e causou devastação quando passou a ser usada rotineiramente para atacar a Inglaterra, a partir de 1944. Felizmente, seu uso foi demasiado tardio para afetar o curso da Segunda Guerra Mundial.

Pode-se dizer que a V-2 seja o ancestral de todos os modernos foguetes, e quando o presidente John Kennedy lançou o desafio de pousar na Lua antes do final da década de 1960, Von Braun (que havia se rendido aos americanos no final da guerra, passando a trabalhar com eles), ao lado de Arthur Rudolf, projetou o Saturno 5, cuja fabricação envolveu ainda as empresas Boeing, North American Aviation, Douglas Aircraft Company e a IBM.

Esse imenso foguete tinha 110 metros de altura (com a nave Apollo, composta pelos módulos de comando, serviço e lunar, no topo), tinha um diâmetro máximo no primeiro estágio de 10 metros, e pesava carregado de combustível 3.000 toneladas. O objetivo era acelerar a nave Apollo, que pesava no total 45 toneladas, a cerca de 11 km/s, a fim de escapar a gravidade da Terra e chegar a Lua.

O primeiro estágio, chamado S-IC e construído pela Boeing, era abastecido com querosene e oxigênio líquido, e pesava nessas condições 2.300 toneladas. É importante salientar que, ao contrário dos demais veículos, um foguete tem a maior parte de seu peso em combustivel, como vemos pelo primeiro estágio do Saturno 5, cujo peso vazio era de somente 131 toneladas. suas dimensões impressionantes podem ser comparadas nesta foto a seu próprio criador, Werner Von Braun.

O segundo estágio era o S-II, construído pela North American Aviation e seus cinco motores J-2 eram alimentados por hidrogênio e oxigênio líquidos. Já o terceiro estágio, S-IVB, manufaturado pela Douglas Aircraft Company, tinha um único motor J-2 idêntico ao do segundo, e permanecia acoplado a Apollo quando o conjunto entrava em órbita, a fim de serem realizadas as checagens finais antes do vôo para a Lua. O terceiro estágio também oferecia apoio ao módulo lunar (LM) quando a Apollo desacoplava e realizava uma manobra de reviravolta, a fim de atracar com o LM durante o trajeto até a Lua.

Toda essa máquina incrível era montada no Edifício de Montagem de Veículos, ou VAB, no Cabo Canaveral na Flórida, uma imensa construção cujas medidas são 160,3 m de altura, 218,2 m de extensão, e 157,9 m de largura. Dali até a rampa de lançamento os foguetes lunares eram transportados por um enorme veículo sobre lagartas. Duas unidades desses colossos, os maiores veículos terrrestres que existem (e pesando 2.700 toneladas cada), chamados Hans e Franz, foram construídos, e ainda hoje servem a NASA, transportando inclusive os ônibus espaciais.

Fiz questão de apresentar esta rápida mas minuciosa descrição para demonstrar como uma operação de lançamento de uma missão lunar da Apollo é complexa. Vejam que cada estágio era construído em um local diferente, e portanto deveria ser transportado até a Flórida por diversas rotas. Depois da montagem no VAB, cada foguete era levado no imenso veículo de transporte até a rampa de lançamento, em uma lenta viagem que levava cinco horas ou mais.

Faço então a pergunta: como alguém seriamente poderia considerar que tudo isso poderia ser feito em total segredo? Ainda há que considerar que o Saturno 5, com mais de 150 milhões de HP de potência na decolagem, podia ser ouvido a dezenas de quilômetros de distância.

Naturalmente, dados frios e conclusivos nunca são suficientes para os adeptos das mais malucas teorias de conspiração. O papel do ufólogo sério é expor a verdade tal como ela é sem mistificações, e combater essas mesmas mistificações. Tal como os exemplos  fornecidos no começo deste texto, seguramente o filme Apollo 18 irá alimentar as mais disparatadas versões e maluquices pela Internet.

Não poderia deixar de aproveitar, já que falamos na Lua e no Projeto Apollo, de falar de outras maluquices que se falam a respeito, que vem a ser as teorias de que o pouso lunar foi uma farsa. Antes de tudo, todos os pouso lunares? Esses indivíduos que escolhem a ignorância alegam que as Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17 foram, todas elas, uma fraude? A Apollo 13, como devem saber, experimentou problemas técnicos graves no trajeto até a Lua, e sob grande risco os astronautas conseguiram regressar sãos e salvos a Terra.

As alegações absurdas desses indivíduos que professam a idéia de que nunca houve pouso lunar serviram inclusive para um dos melhores, se não o melhor, episódio da série do Discovery Channel, Os Caçadores de Mitos (Mythbusters). Eles testaram cada uma das teorias de conspiração divulgadas pelos defensores da fraude, e como se diz no programa, detonaram todas sem exceção!

Confiram:

Fotos onde o astronauta aparece iluminado na sombra, e sombras de diferentes comprimentos com uma só fonte de luz. Como sempre foi dito pelas pessoas que não são ignorantes, o solo lunar não é plano para que as sombras fiquem paralelas, e também é bastante reflexivo, razão pela qual mesmo na sombra do LM podemos ver o astronauta.

Os astronautas foram filmados na encenação andando na Lua graças a câmera lenta. Totalmente desmentido pelo experimento de Adam e Jamie.

Pegadas na Lua. Os conspiracionistas alegam que, sem humidade, as pegadas não se manteriam íntegras. Como escolhem sempre se manter ignorantes, ignoram a composição do solo lunar, que de fato permite que as pegadas fiquem bem claras e nítidas.

Bandeira tremulando. Essa foi a mais fácil de todas. A bandeira não poderia tremular no vácuo, obviamente, pois não existe ar. Os conspiracionistas alegam que a bandeira tremula, o que provaria que é tudo uma fraude. Mas verifiquem se isso ocorre quando ninguém está mexendo nela!

Finalmente, os retrorefletores deixados pelos astronautas podem ser focalizados por canhões laser acoplados a telescópios aqui na Terra, comprovando a presença de objetos na superfície lunar. Quem sabe agora os conspiracionistas passem a alegar que inclusive as missões das sondas aos planetas também são fraudes? Sem contar que existe a prova evidente das centenas de quilos de rochas lunares trazidas pelos astronautas, e também pelas sondas russas. Por sinal, a então União Soviética não teria denunciado a fraude americana, se este fosse mesmo o caso?

Para encerrar o caso, a NASA tem atualmente em órbita de nosso satélite a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), lançada em 18 de junho de 2009, e que fotografou os locais de pouso das missões Apollo. Os rastros de pegadas dos astronautas, das rodas dos jipes lunares, e os estágios de descida dos módulos lunares estão claramente visíveis, pondo fim de uma vez por todas a idéia estúpida de que o ser humano nunca foi até a Lua.

Antes de encerrar, convido-os a visitar também meu blog Escritor com R. Portanto, como sempre tevemos exercer o máximo cuidado ao nos confrontarmos com alegações, especialmente aquelas mais fantásticas. Muitas vezes quem está por trás dela é um desses indivíduos que, ou escolhem se manter na ignorância (e pretendem infectar outras pessoas com ela), ou se tratam de espertalhões ansiando por seus 15 minutos de fama. Como dizemos desde sempre na Ufologia, um dos trabalhos mais fundamentais é separar o joio do trigo. E poder finalmente dizer, no caso de fraudes, enganos, erros, e especialmente no caso de falsas teorias apresentadas por espertalhões e ignorantes: mito detonado!

crédito: Universal
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Cartaz do divertido Paul

Estreou em 14 de fevereiro na Grã-Bretanha, e chega aos cinemas nos Estados Unidos em 18 de março, o filme Paul, comédia de Ficção Científica em que Grame Willy (Simon Pegg) e Clive Gollings (Nick Frost), são dois malucos por quadrinhos e teorias com alienígenas que decidem visitar as cercanias da Área 51. O que eles não imaginavam era conhecer um alienígena real nessa empreitada!

Paul é um alienígena cinza bagunceiro, falastrão e que gosta de rosquinhas e cerveja. Ele viveu por 60 anos na base secreta, mas agora decidiu voltar para casa. E assim começa uma viagem de motorhome para os três, com direito a muita bagunça, bastante gozação e piadas infames. Pode-se ver fotos do filme aqui e aqui.

Seth Rogen, que fez o engraçadíssimo B.O.B. em Monstros vs. Alienígenas, dubla Paul, enquanto o agente federal que caça o alienígena recebe ordens de uma personagem feminina vivida pela veterana Sigourney Weaver. Conseguirá Paul e seus amigos escapar de seus perseguidores e realizar o encontro com a nave-mãe para voltar para seu planeta?

Há dois trailers do filme, aqui e aqui.

Os leitores devem ter percebido que o primeiro trailer começa com a famosa música tema do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, além de fazer piadas a respeito de certas paranoias envolvendo as abduções e outros aspectos da presença alienígena na Terra. Por enquanto não temos notícia de quando Paul estréia no Brasil.

crédito: DC Comics
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Superman em cena de Legado das Estrelas

Como ficou claro no post anterior desta série, me alinho entre aqueles fãs que têm uma preferência destacada em considerar Batman, e não o Superman, como o maior herói dos quadrinhos. Existem inclusive várias piadas de duplo sentido quanto ao kryptoniano, incluindo até mesmo a discutível idéia de criarem a kryptonita rosa, que altera a opção sexual dos nativos daquele planeta!

Mas não podemos deixar de reconhecer que cada um dos dois grandes possui bem destacado também seu próprio nicho no universo DC. Batman como o ápice da espécie humana, e Superman como o grande exemplo. Um combate o mal ambientando as mesmas sombras deste, enquanto o outro é uma luz para o que de melhor podemos almejar. Relembro as palavras de Jor-El, pai de Kal-El, sobre a espécie humana: "Eles podem ser um grande povo, Kal-El, eles querem ser. Precisam apenas de uma luz que lhes indique o caminho. Você pode ser esse guia, e é por esse motivo, acima de todos os demais, que lhes enviei você, meu único filho".

A origem do Superman, o alienígena vindo de Krypton que se tornou um dos maiores heróis da Terra, já foi contada de muitas maneiras, tanto do ponto de vista dele mesmo quanto das pessoas que lhe são próximaS. Uma que de fato merece destaque é Superman: O Legado das Estrelas (Superman: Birthright no original). Lançada primeiro em fascículos, e depois em um belo encadernado pela Panini, essa saga também é claramente inspirada pelo seriado Smallville.

Um dos aspectos mais chamativos, do ponto de vista ufológico, é que Martha Kent, a mãe adotiva de Clark, é uma ufófila dedicada. Vemos em uma das cenas, logo antes de o filho adotivo entrar, ela diante de seu computador visitando um site sobre Ufologia. Diversos recortes e imagens de UFOs e alienígenas a rodeiam. E poucas páginas depois vemos o próprio Clark usando uma camiseta com o rosto de um alien e a frase "I believe", eu acredito.

A trama começa em Krypton, logo antes da destruição do planeta e do extermínio de uma das mais avançadas civilizações da galáxia. Vemos Jor-El, Lara e o pequeno Kal-El. O casal coloca o bebê na nave e a vemos partir logo antes do planeta se desintegrar. Em algumas páginas a nave cai no Kansas, para ser encontrada pelos Kent.

No presente, Clark está na África, tentando ajudar um dissidente político sem muito sucesso, e aprendendo os primeiros passos da profissão de jornalista. Quando ele volta para a fazenda dos pais adotivos, já tem uma resolução tomada: quer ajudar as pessoas.

Como a história é contemporânea, vemos Clark e a mãe se corresponderem por e-mail, e um elemento inédito: na nave veio também um tipo de e-book reader alienígena, que Clark consegue acessar de maneira um tanto precária (já que não há nada parecido na Terra). E ele vê cenas de seu planeta natal, cobrindo inúmeras eras, e sempre com grande destaque para o símbolo amarelo e vermelho que forma o S tão conhecido, o futuro emblema do herói.

Jonatham, seu pai, não é entusiasta da idéia, mas Martha o apóia, dizendo para o marido que não podem segurar o filho. Naturalmente ela se preocupa, pois se o governo descobrir que eles abrigaram um alienígena, podem ter problemas. Nasce aí não somente o traje azul e vermelho, mas especialmente o verdadeiro disfarce desse personagem: o do repórter Clark Kent. É uma boa explicação para o fato de, apesar de o Super não usar máscara, ninguém perceber que ele e Clark Kent são a mesma pessoa.

Já em Metrópolis, Kent conhece sua grande paixão, Lois Lane, assim que chega a redação do Planeta Diário. Mas acontece um problema com certos helicópteros não tripulados que estão sendo experimentados na segurança na cidade, e finalmente o novo herói tem a chance de atuar. Naturalmente primeiro salvando Lois.

E não será supresa nenhuma revelar que o responsável pelos helicópteros ou VANTs (veículos aéreos não tripulados), é Lex Luthor! Naturalmente o poderoso empresário se interessa imediatamente pelo recém-chegado, e um novo momento interessante para os ufólogos é ver que Luthor é apresentado, pela mídia de Metrópolis, como empresário e exobiólogo.

Clark e Lois se tornam parceiros (a contragosto dela, evidentemente), e Luthor os convida para visitar suas instalações. Ele revela como se interessa pela vida extraterrestre desde criança, e revela que boa parte das descobertas científicas da Lexcorp, sua empresa, vem dessas pesquisas (e Lex chega a citar o nome de Carl Sagan). E é claro que um dos homens mais brilhantes da Terra não deixaria de tecer hipóteses sobre o Superman que já deixam Clark de sobreaviso.

Ao mesmo tempo que vemos Luthor tramando contra o Homem de Aço, em flashback é mostrado como ele e Clark se conheceram vários anos antes em Smallville. Com certeza inspirado pelo seriado de mesmo nome, assistimos a amizade entre os dois ser abalada por acontecimentos impressionantes, dos quais Lex saiu ainda mais obcecado em sua busca.

O vilão consegue que afinal todos desconfiem do Superman, e até mesmo consegue convencer o mundo que ele é a ponta de lança de uma invasão alienígena. E quando naves e exércitos de Krypton surgem sobre Metrópolis, é somente com o Superman que a cidade pode contar.

O final é absolutamente impactante, explorando uma certeza que os fãs sempre tiveram, de que os pais biológicos do Superman nunca tiveram certeza de que o plano de enviar seu filho para a Terra deu resultado. Graças a ciência desenvolvida por Lex Luthor, o final dessa saga é realmente emocionante.

Superman: O Legado das Estrelas, é uma das melhores histórias sobre o Homem de Aço, realizada com roupagem atual e plena de conspirações e menções a Ufologia e exobiologia. Recontando a origem do mais poderoso de todos os super-heróis, pode ser facilmente encontrada em lojas especializadas.

crédito: DC Comics
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As capas originais de Batman: Livro dos Mortos; as nacionais são idênticas, exceto pela mudança de idioma

Retornando finalmente ao tema de alienígenas nos quadrinhos, o foco agora é a DC Comics, uma das gigantes da área, ao lado da Marvel. Mas o caso da DC é particularmente emblemático, já que um de seus personagens principais é um alienígena. Claro que estamos falando do Super-Homem, atualmente referido apenas como Superman graças a padronização que está virando regra na indústria do entretenimento.

Ainda podemos mencionar o caso do Lanterna Verde, o primeiro dos quais aliás foi Hal Jordan (houve um antes chamado Alan Scott, mas para explicar a longa linhagem de Lanternas Verdes precisaríamos de um post inteiro). O anel que lhe confere poder é conhecido como a mais fabulosa arma que existe, uma tecnologia alienígena criada pelos seres do Planeta Oa chamados de Guardiões do Universo. O personagem, aliás, terá um filme que estreará em 2011.

Mas um dos personagens que teve as maiores mudanças e variações, e também esteve diante da maior variedade de alienígenas, é aquele considerado por muitos como o maior herói de todos: Batman! Ao contrário de seus colegas, o Cavaleiro das Trevas é totalmente humano, mas graças a sua férrea disciplina, e talvez também boa dose de obsessão, tornou-se o ápice do desenvolvimento físico e mental a que qualquer humano pode aspirar.

Batman, criado por Bob Kane e Bill Finger, estreou em maio de 1939 na revista Detective Comics 27. No começo já possuía as qualidade de ser um detetive excepcional, combatendo o crime nas escuras ruas de Gothan City. Na famigerada época de caça as bruxas no começo dos anos 50 os quadrinhos foram duramente atingidos, e suas histórias tornaram-se bizarras e com muita non sense.

Na década de 60 com a famosa série de TV, Batman ganhou popularidade, mas seus quadrinhos experimentavam franca decadência. Foi preciso que o genial artista Neil Adams, entre o final dos anos 60 e início dos anos 70, retomasse o tom sombrio de suas histórias para que renascesse o personagem soturno e não raro violento que conhecemos hoje.

Nos anos 80 a popularidade do Morcego chegou as alturas com a celebração de seu cinquentenário em 1989, e sobretudo quando, antes dessa comemoração, em 1986 foi publicada a antológica série O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Mostrando uma Gothan em um futuro próximo e caótico, o alter ego do herói, Bruce Wayne, retoma o manto do justiceiro aos 55 anos, tornando-se uma ameaça que faz com que o governo americano use sua arma secreta: o Superman. O confronto dos dois emocionou toda uma geração.

E finalmente, quanto ao tema que nos interessa, Batman já apareceu em diversas histórias alternativas, até enfrentando o asqueroso Alien e o feroz Predador. Ele teve várias histórias também publicadas pela DC na série Túnel do Tempo (Elseworlds no exterior). Em uma delas foi abduzido em Batman: Abduzido, e em uma sequência desta, investigou uma famosa base secreta em Batman: Área 51. Evidentemente, em um mundo onde o mais poderoso herói é um alienígena, não fazem muito sentido aliens grays ou a base secreta de Nevada, mas as duas HQs são interessantes.

Em outra publicação dessa série, o bebê Kal-El, enviado de Krypton, chegou a Terra e foi adotado não pelos Kent, mas pelos Wayne. E após seu assassinato, um Bruce Wayne superpoderoso tornou-se o Morcego de Aço. Poderíamos mencionar ainda O Reino do Amanhã, mostrando um futuro apocalíptico em que os velhos heróis retornam para conter seus novos e violentos sucessores.

Mas a melhor trama envolvendo Batman e alienígenas é sem dúvida O Livro dos Mortos. O selo Túnel do Tempo mostra realidades alternativas as já conhecidas dos heróis, e nesta o casal Wayne tem por profissão a arqueologia, e são assassinados com o fim de acobertar algo que não deveriam ter descoberto: um símbolo em forma de morcego de um deus egípcio antes desconhecido.

Bruce Wayne adota o mesmo símbolo, tornando-se o Batman (em seu universo normal, como é conhecido, um morcego invade o estúdio onde o herói agoniza, inspirando-o a adotar essa forma para aterrorizar os criminosos). Ele finalmente se interessa pelas pesquisas da Dra. Sheila Ramsey, que descobriu outra pista do mesmo deus-morcego.

Paralelamente, vemos o que aconteceu mais de 12.000 anos antes, quando alienígenas posando como deuses constroem as Pirâmides de Gizé para servirem de depósitos de seu avançado conhecimento, destinado a sobreviver a mudança dos pólos que ocorreria devido ao fenômeno da precessão dos equinócios. A Dra. Ramsey explica a Wayne as teorias de Graham Hancock, Anthony West e Robert Bauvau, de que a História da humanidade possui lacunas importantes e que eles estão a um passo de poder preenchê-las.

Wayne se convence e eles partem para o Egito. Enfrentando a hostilidade das autoridades locais conseguem mais pistas, culminando com Batman percorrendo um labirinto que os pesquisadores mencionados afirmam existir sob as areias de Gizé, até o local onde os deuses-astronautas deixaram seu legado para toda a humanidade. Falamos brevemente dessa excepcional trama em UFO 141.

O Livro dos Mortos é uma aventura cheia de investigação e muita ação, bem ao estilo Batman, e enfocando com muita competência a UFO-Arqueologia. Ao final de seus dois volumes existem listas com as obras de consagrados pesquisadores, que apresentam as teorias que serviram de base para a trama. A investigação do robô de Rudolf Gantenbrink em 1992 (os personagens fazem algo similar na trama), e as profecias de Edgar Cayce são igualmente mencionadas, fazendo de Livro dos Mortos, além de uma das melhores histórias do Batman já escritas, uma obra que também traz muito conteúdo ufológico.

crédito: Arquivo
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Histórias Fantásticas Volume 1 e Medieval Sci-Fi

Tive a grande satisfação de no último sábado, 20 de novembro, participar da Jedicon SP 2010, organizada pelo Conselho Jedi São Paulo. Apesar de dedicado majoritariamente ao universo de Star Wars, ou Guerra nas Estrelas, o evento também é aberto a outros universos da fantasia e ficção científica.

A grande novidade desta edição foi a presença de grande número de escritores da literatura fantástica, boa parte deles que participaram do lançamento de vários livros dentro da programação da Jedicon. E foi um prazer participar de duas das coletâneas lançadas, a saber, Histórias Fantásticas Volume 1 (Cidadela/Estronho), e Medieval Sci-Fi (Literata/Estronho).

Para Histórias Fantásticas, contribuí com um conto inspirado pelo extraordinário desenho em forma de flecha que surgiu nos campos cultivados de Ipuaçu em 2009. Já para Medieval Sci-Fi, que é o primeiro volume da Coleção Extraneus do selo Estronho (que aliás acaba de se transformar em editora), meu conto é baseado na lenda de Merlin, e em teorias do que pode representar a fabulosa construção megalítica de Stonehenge.

Os dois livros foram um sucesso na Jedicon, e os exemplares disponíveis esgotaram-se rapidamente. Também tive o prazer de participar de um bate-papo no alditório com outros colegas escritores, e todos manifestaram a alegria de estar presentes em um evento que já vai formando sua própria tradição, em sua 11º edição.

Para o site Aumanack, do qual sou co-editor, escrevi a cobertura do evento, acompanhada por algumas fotos. Em meu blog EscritorcomR fiz mais alguns comentários, e também publiquei um conto em homenagem a Jedicon, como se alguns de meus personagens fossem frequentar essa grande festa. Ainda gostaria de recomendar alguns vídeos já disponibilizados no You Tube, como o da Orquestra de Cubatão executando os temas da Saga Star Wars, Darth Vader em pessoa regendo a Marcha Imperial, e um rápido passeio pelo stand dos escritores.

Foi um grande evento, que só comprovou a força que os que "militam" dentro da cultura fantástica podem experimentar, se praticarem a união. A respeito dos demais projetos, continuam experimentando um crescente sucesso os demais livros de que tomei parte, a antologia Ufo: Contos Não Identificados (Literata), e meu livro solo De Roswell a Varginha (Tarja). Já tenho convites para novas antologias, onde deverei abordar outras temáticas além dos extraterrestres.

Finalizando, gostaria de convidá-los a conferir mais três vídeos, gravados por mim durante as apresentações do evento Cosmos 30 Anos organizado pelo site Aumanack. São trechos das apresentações do Professor Pierluigi Piazzi sobre a mente, de Silvia Reis sobre planetas extrassolares, e de Atila Oliveira sobre Evolução. Na próxima semana retornaremos ao tema de alienígenas nos quadrinhos.

ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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