![]() ![]() |
|||
|
BLOG
Ufologia de A a Zeta ReticulliThiago TicchettiEste é o blog do Thiago Ticchetti, consultor e tradutor da Revista UFO desde 1997, autor do livro "Quedas de UFOs", de textos e entrevistas para a publicação. Aqui tratamos da história da Ufologia e de casos famosos, com perguntas e respostas, além do programa semanal via Internet "Contatos Imediatos do 5o Grau", onde a partipação dos internautas é fundamental. Participe e ganhe prêmios!
Já tinha visitado Minas Gerais em 2006. Fui a Belo Horizonte, Ouro Preto e Lavras Novas. Dessa vez estava indo para Diamantina. Essa histórica cidade tinha mais do que sua beleza centenária para me apresentar. Tinha uma das maiores autoridades do Brasil, um ex-presidente. Um ex-presidente que foi testemunha, mesmo que indiretamente, de um dos casos mais famosos da ufologia brasileira, o caso da Ilha de Trindade.
Fui para Diamantina conversar com ninguém menos do que o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, considerado por muitos o melhor e mais popular líder do governo que o pais já teve.
Cheguei num dia de muito sol. O calor era enorme. Mas a vontade de ir logo ao sei encontro era infinitamente maior. Deixei a minha mochila na Pousada do Imperador, onde ficaria por dois dias. Peguei um taxi e fui.
Assim que vi aquele casarão me senti no século XV. A construção era linda. Estava impecável.
"O senhor vai falar com o nosso presidente?", me perguntou o taxista.
"Vou sim. Quero fazer umas perguntinhas para ele", respondi.
"Então o senhor pode escrever tudo o que ele disser, pois o 'seu' JK não mente. ele sempre diz a verdade".
Logo que passei pelo portão de madeira da propriedade a porta da casa se abre e de lá si um senhor. Era JK. Ele vestia uma calca bege e camisa branca. Ao apertarmos a mão ele me sorriu e disse, "que bom que você veio. Queria muito falar com alguém sobre isso".
Sentamos numa varanda e ele me ofereceu um suco de limão. O calor era tanto que eu poderia beber um barril de suco!
"Presidente, fiquei muito surpreso ao receber o seu email me chamando para vir falar com o senhor", disse.
"Senhor está no céu, Thiago. Não fui eu quem mandou o email. Eu nem sei como mexer nesse negocio. Quem mandou foi o Carlos, meu assistente", brincou.
Se havia algum gelo, ele quebrou-se naquele momento. Começamos a falar sobre futebol, do seu time, o America mineiro ate que ele fechou seu semblante e falou:
"Thiago, vamos falar sobre o que te fez vir aqui. Vamos falar sobre o caso Trindade".
"Claro presidente, é o meu maior interesse".
"Como você sabe, o caso Trindade ate hoje levanta muitas duvidas. Algumas pessoas crêem que ele seja uma farsa, mas eu te garanto, ele é verdadeiro, do inicio ao fim."
"Presidente, como o senhor pode garantir isso?"
"Eu vi as imagens. Eu vi as fotos. Eu mandei que fosse aberta uma investigação para descobrir a origem daquela aeronave".
"Por quê?"
"Oras, se tem um objeto voador não identificado sobre o território brasileiro temos que saber de onde é! Era uma violação do nosso espaço aéreo". Neste momento ele pega um papel e escreve, "FBI e CIA".
"A nossa investigação não estava preparada para esse tipo de coisa, por isso tive que pedir ajuda externa. Eu fiz isso ate com um pé atrás, pois acreditava que o objeto fosse norte-americano, e sendo deles obviamente não me diriam, mas me encontrei com Edgard Hoover, diretor do FBI na época. Ele me disse assim: Sr. Kubitscheck, esse aparelho não é terrestre. Nós o estamos monitorando há três dias".
Essa ultima frase quase me fez cair na cadeira. O governo norte-americano estava monitorando, em 1958, UFOs em todo o mundo?
"Presidente, eu vou querer falar mais sobre o que disse o Hoover. Mas antes quero saber, como as fotos foram parar com o senhor, uma vez que elas não foram tomadas do Baraúna ainda a bordo. Isso é o ponto chave dos céticos para afirmar que as imagens foram forjadas."
"Realmente, as fotos não foram tomadas as bordo...não as três fotos, mas ele tirou seis! As outras três foram deixadas com o capitão Viegas. Foram essas que chegaram ate mim. E te afirmo, as imagens eram muito mais nítidas".
"Como assim? Seis fotos? Por que ele só ficou com três?" perguntei.
"Thiago, não sei. Ele revelou as seis fotos, mas só levou três delas. As outras três foram enviadas para o comando da Marinha na época. Quando a noticia saiu nos jornais e já tinha as imagens. Eu fiquei sabendo de tudo no mesmo dia em que o objeto foi visto. Eu ordenei que as fotografias me fossem enviadas e que fosse aberta uma investigação".
"Mas então, se o Baraúna ficou com três fotos e o senhor outras três, então não havia como ele fazer uma montagem dentro do navio? So assim isso poderia ter sido feito."
"Exatamente, meu filho. Não houve fraude. O que a tripulação viu, e afirmo, a tripulação toda viu, foi um disco voador".
"O que sabemos e que somente algumas pessoas viram o objeto e gritaram, mas os outros membros da tripulação ficaram olhando para o céu e nada viram".
"Viram sim. Eles viram e seus testemunhos foram coletados pelo serviço secreto da marinha brasileira e pelo FBI"
"FBI?", perguntei espantando.
"Sim, assim que eu pedi a ajuda para eles, parecia que eles já sabiam o que estava acontecendo. e estavam, ja que estavam monitorando aquele objeto ha três semanas. O FBI enviou quatro agentes para investigarem o caso. Para minha surpresa o Hoover também veio. Foi uma visita surpresa e sigilosa. Eles interrogaram todos os tripulantes do navio, os militares e os civis. Eles utilizaram inclusive o método de regressão hipnótica em algumas pessoas para buscar informações mais detalhadas. Todo o processo foi acompanhado pelos nossos militares".
Quanto mais ele falava, mais impressionado eu ficava. "Mas presidente, e as fotos? Eles, os agentes do FBI, viram?"
"Claro que sim. Inclusive eles levaram para os EUA para analise. A nossa Marinha pediu para o Baraúna as suas três fotos. As dele nos devolvemos, as que nos tínhamos, o FBI jamais devolveu. Eles nos enviaram toda a analise documentada. Eles concluíram que o objeto fotografado era uma aeronave extraterrestre."
"Mas onde estão esses documentos? Temos ai a campanha para a liberdade de informações já que requer, dentro da lei, que todos os documentos relativos aos UFOs sejam liberados para o publico".
"Thiago, como você vai localizar um documento que oficialmente não existe? Você acha que essa campanha, esplendida diga-se de passagem e um marco importante para que a verdade seja revelada com o tempo, tem o poder suficiente, mesmo ao lado da lei, para trazer ao publico o que realmente e secreto para o governo? O que o governo considerar ameaça a soberania nacional será mantido em sigilo por quanto tempo for necessário".
Ele tinha razão. Era duro ouvir isso, mas eu já imaginava que o negocio era assim mesmo.
"Mas presidente, por que então Barauna divulgou as fotos? Não seria lógico a FBI ter ficado com todas?"
"Thiago, essa pergunta eu não sei responder. Eu sei que alguns agentes do FBI visitaram Barauna, pois nossos agentes da Marinha estavam presentes. Eu sei que o Almiro Barauna ja forjou algumas fotos para reportagens no passado, mas essas fotos, as fotos do UFO na Ilha de Trindade são genuínas". A nossa conversa já durava mais de quatro horas e o presidente estava se mostrava bem cansado.
"Olha, como eu te disse, o governo norte-americano estava seguindo aquele UFO por três semanas. Depois nos descobrimos que outras duas tripulações, de outros dois navios brasileiros avistaram um objeto idêntico ao fotografado e que uma semana depois do caso do Baraúna mais duas tripulações viram um UFO. Um dos navios era canadense. era um navio de pesquisa submarina. Fui informado na época que eles fizeram uma filmagem extraordinária do objeto emergindo do oceano e depois mergulhando de novo. Não vi as imagens, mas tive contato com pessoas do alto escalão do governo dos EUA que viram."
Quando estava querendo falar mais sobre o assunto, JK falou que estava muito cansado e que queria dormir. Me despedi dele, agradeci a acolhida e o suco.
"Thiago, a ufologia não existira no futuro, pois quando finalmente reconhecermos que estávamos sendo visitados por seres alienígenas, e se tivermos ou não contato com eles, surgirão novas ciências para o estudo dos extraterrestres".
Com um aperto de mão nos despedimos.
Esse texto é uma ficção, baseada em fatos reais. Qualquer coincidência com fatos verdadeiros poderá não ser mera coincidência.
Para mais informações: http://www.ufo.com.br/artigos/mais-de-cinco-decadas-depois-a-verdade-sobre-o-ufo-em-trindade
http://infa.com.br/o_caso_trindade.html
O que eu copiei naquele dia 3ª parte23.01.12 - 15h27O que eu copiei naquele dia 2ª parte19.01.12 - 08h42Mais casos que copiei. Um erro que cometi quando escrevi esses casos foi não dar mais informações, por exemplo, informar os locais onde ocorrerram, nomes e etc, mas a pressa era tanta, que a quantidade superou a qualidade.
O que eu copiei naquele dia...18.01.12 - 12h01Olá pessoal. Não é segredo para ninguém que meu pai quando trabalhava na secretaria A2 (assuntos secretos) da Aeronáutica, ele me mostrou duas pastas contendo relatos, fotografias, recortes de jornais e investigações sobre UFOs. Pedi ao meu pai que me deixasse levar para casa aquelas pastas ou que pudesse tirar cópias; mas ele me disse não. Entretanto eu poderia copiar a mão o que quisesse. Foi o que fiz. Peguei alguns casos, os menores, pois sabia que não teria muito tempo para escrever os maiores. Hoje posto a primeira página do que copiei. Naquela época eu não tinha um computador (em 1992/93), então depois de copiar datilografei tudo. São todos relatos verdadeiros, todos registrados pela a Aeronáutica.
*in english It is not secret to anybody that my father, a brazilian airforce colonel, when worked at the A2 Office (the secret service of the brazilian air force at the III Air Comand in Rio de Janeiro) showed to me two folders contend stories, photographs, clippings of periodicals and inquiries about UFOs. I asked take that home or make copies, but he said not, however I could copy by hand if I wished. So I did it. I caught some cases, the smalls to copy, because I knew that I had not time enough. At that time I did not have a computer (in 1992/93), then after copying I typed everything. They are all true stories, all registering for the brazilian air force!
Eu, o coronel Uyrangê e a Operação Prato.12.12.11 - 08h54
No final da década de oitenta meu pai trabalhava no DAC (Departamento de Aviação Civil), hoje ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O DAC ficava no mesmo prédio do Aeroporto Santos Dumond, no centro da cidade, no Rio de Janeiro. Como meu pai estava divorciado da minha mãe, passávamos os finais de semana com ele, então toda sexta-feira íamos para o seu trabalho à tarde e de lá para a casa do meu pai. Meu irmão adorava isso. Ele ficava o dia todo vendo aviões decolarem e pousarem. Eu gostava mesmo é da lanchonete (o mais legal era comer a vontade e não ter que pagar nada, pois a gente colocava na conta do meu pai). Meu pai era checador, isto é, era ele quem dava as autorizações para os pilotos civis exercerem a sua profissão, além de “ter” que viajar com eles para testá-los. Meu pai rodou o mundo dessa forma. Foi de Los Angeles a Tóquio, de Buenos Aires a Amsterdã.
Pois bem, numa dessas sextas-feiras fomos eu e meu irmão para o trabalho do meu pai. Chegando lá deixamos nossas bolsas e fomos “dar um role”. Meu irmão foi ver aviões e eu fui passear no saguão do aeroporto. Passei numa livraria e vi um livro chamado “OVNIS e as Civilizações Extraterrestres”, de Guy Tarade. Eu já o tinha, pois meu pai havia me dado o dele com um autografo. Meu pai sempre me incentivou na ufologia.
“Oi Ticchetti, tudo bem? Vai levar esse livro?”, perguntou o vendedor da livraria. Ele já me conhecia de tanto que eu ia lá. “Não, esse eu já tenho”, respondi e fiquei olhando os livros.
De repente ouço alguém dizer ao meu lado, “quer dizer que o filho do coronel Ticchetti gosta de discos voadores. Seu pai sabe disso?”
“Sabe sim. Ele inclusive é que me incentiva a ler mais sobre o assunto”, respondi àquele capitão da Aeronáutica. Ele era baixo, tinha meu tamanho, mas eu tinha uns 14 anos de idade na época.
“Meu nome é Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, ou como o pessoal chama, capitão Hollanda. Conheço seu pai. Ele foi meu instrutor na Academia da Aeronáutica. Uma excelente pessoa.”
Eu agradeci o elogio ao meu pai, mas não me ative muito a ele. Foi quando ele me disse, “Eu já vi vários ÓVNIS. Inclusive os investiguei”.
Opa, o que é isso? Um capitão da Aeronáutica dizendo que já investigou os UFOs; e dizendo para mim?
“Quando? Onde?”, perguntei.
“Eu sabia que você iria ficar curioso. Vamos comer algo lá na lanchonete” .
Nós subimos para o DAC. A lanchonete ficava no 4º andar do prédio e só quem freqüentava lá eram militares ou pessoas que trabalhavam no Departamento. Mas antes passamos na sala do meu pai para dizer que estava me levando para comer alguma coisa. Lembro do meu pai dizer, “Cuidado com meu garoto, capitão. Quando ele quer saber alguma coisa ele sabe como conseguir”. Aquilo era um elogio ou um alerta?
Sentamos numa mesinha no canto da lanchonete. Pedi um bauru e um suco de laranja. O capitão pediu um misto e um refrigerante. Sem precisar pedir nada ele começou a falar.
“Thiago, você era bem pequeno entre 1978 e 79. Foi quando fomos investigar algumas luzes que estavam assustando a população de algumas cidades do Pará. Imagine você cidades inteiras morrendo de medo de sair à noite por causa de luzes que eles chamavam de ‘chupa-chupa’. Eles chamavam essas luzes desse Noé porque muitas pessoas afirmaram que essas luzes chupavam o sangue delas. Inclusive muitas foram ao posto de saúde e lá se constatou que elas estavam sofrendo de anemia profunda. Houve inclusive uma morte”.
Só de ouvir isso a minha cabeça foi a mil. Eu tinha só 14 anos na época. A única coisa que eu sabia sobre ufologia é o que tinha lido nos livros que meu pai me deu e numa coleção chamada “Documento OVNI” da Editora Três. Nem Revista UFO eu lia.
“Mas como você foi para lá? A Aeronáutica te mandou?”
“Sim. Eu morava em Belém. O I COMAR recebeu um ofício da prefeitura de Colares, uma ilha do município de Vigia. Nesse ofício, eles diziam que estranhas luzes estavam incomodando os pescadores, e por isso não conseguiam mais pescar. Eu fui chamado pelo coronel Camilo Ferraz de Barros, chefe da Segunda Seção, o A2, do I COMAR. O A2 é o serviço de inteligência da Aeronáutica em cada Comando Aéreo. comando para investigar os relatos e entrevistar as testemunhas. Eu e mais cinco agentes do I COMAR fomos para colares.”
Quando nossos pedidos chegaram o capitão Hollanda parou de falar um pouco. Mas eu comia e pensava naquilo que ele já havia dito, afinal estava falando com uma pessoa que havia investigado in loco de maneira oficial os discos voadores. Muitos anos mais tarde eu viria a saber ainda mais detalhes quando ele deu entrevista para o Gevaerd e ao Marco Petit.
“Continuando, Thiago,eu recebi das mãos do coronel uma pasta com vários documentos. Esses dados foram obtidos através do SIOANI, que é o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados. Eu nomeei a nossa investigação de Operação Prato.
Quando nos chegamos, fomos entrevistar os moradores. Era visível o pânico naquela população. Recolhemos dezenas de relatos. Muitos tão impressionantes que beiravam o absurdo. O grande problema era tentar explicar para aquelas pessoas, que já não tinham um grau de instrução muito grande, o que seriam aqueles objetos luminosos que disparavam raios em direção às suas vítimas”.
“Por isso eram chamados de ‘chupa-chupa’, não é?” Indaguei. “Isso mesmo. Para o meu espanto, ao final da nossa operação, que durou cerca de quatro meses, mais de 400 pessoas tinham sido atingidas pelos raios de luz. Muitos tiveram anemia e mais de 10 faleceram em decorrência desses ataques, de forma direta ou indireta”.
Mas o que eu queria mesmo saber é se eles haviam tido algum contato com algum UFO ou com algum alienígena.
“Capitão, e quanto às naves? O que vocês viram?”
“Thiago, vimos coisas espetaculares. Vimos naves com mais de 30 metros de diâmetro, com mais de 100 metros de diâmetro.
Numa certa noite, quando estávamos acampados perto de uma praia, o soldado Ramires, que estava de sentinela, gritou e acordou todos nós. Ele estava congelado de medo. Eu não podia crer naquilo. Era uma nave, circular, muito brilhante, mas com janelas ao seu redor. Ela estava saindo da água. De repente ela parou na superfície. Começamos a fotografar e filmar tudo. Abriu-se uma espécie de porta e dela saíram dois seres brilhantes. Não dava para ver detalhes, só a silhueta deles. Eles pareciam andar sobre a água; e estavam vindo em nossa direção. Em nenhum momento pegamos as armas. Sabíamos que eles não nos fariam mal. Quando estavam próximos a areia da praia, uns 100 metros de nós, eles pararam. Nós ficamos lá olhando e registrando tudo. Eu sentia que eles queriam manter algum contato, mas não se aproximavam.”
“E o que vocês fizeram?”, perguntei extasiado.
“Não fizemos nada. Deveríamos ter-nos aproximado. Acho que era isso que eles esperavam. Como não tomamos nenhuma iniciativa, eles voltaram para a nave. A porta se fechou e a nave se iluminou ainda mais. Ela levantou vôo lentamente e depois disparou em direção ao espaço. Acho que ficamos em silêncio por mais de 10 minutos olhando para o horizonte na expectativa de que ele retornasse.”
Era muita coisa para minha cabeça. Eu ouvia aquilo vorazmente. Mas uma coisa surgiu na minha mente. As provas fotográficas, documentais e filmagens!
“Capitão, e todo o material que vocês fizeram? As fotos, filmes e documentos? Onde estão?”
“Ah, Thiago, quando retornamos da missão, quase quatro meses depois, tínhamos mais de 500 fotos, mas de 20 horas de filmagens espetaculares, desenhos dos UFOs e muitos depoimentos. Quando retornamos a Belém, fui entregar tudo isso imediatamente ao meu chefe juntamente com o nosso relatório. Contei tudo a ele. Para minha surpresa ele disse que a operação estava cancelada, mesmo com tudo que disse ter visto e registrado. Fiquei perplexo. Estávamos diante de provas irrefutáveis de que havia a presença extraterrestre naquela região e a Aeronáutica iria cancelar a missão ao invés de investigar ainda mais? Não entendia. Mas bem, ele me deu os parabéns pelo trabalho e disse que eu poderia voltar para os meus deveres rotineiros. Ao sair da sala vi que haviam três homens, altos e olhos claros do lado de fora da sala do meu chefe. Eles pareciam estrangeiros e ao passar por eles ouvi que falavam inglês. Vi que eles me olharam de cima a baixo. Depois entraram na sala do coronel Ferraz de Barros”.
“Será que eles eram americanos atrás do que o senhor tinha levado?”
“Não sei, mas possivelmente. Anos depois ouvi rumores de que aqueles homens eram militares da força aérea dos EUA e teriam levado boa parte de tudo que registramos”.
“Mas o senhor não ficou com nada? Não guardou nada com o senhor?”
O capitão Hollanda olhou para mim, deu um sorriso e me disse:
“Meu filho, há tesouros que a gente tem que manter conosco e segredos que só podem ser revelados mais na frente”.
Não entendi muito bem aquilo. Mas meu pai tinha chegado. Me despedi do capitão e agradeci o lanche.
Em 1997, vinte anos depois, Hollanda Lima concedeu uma entrevista aos pesquisadores Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit relatando os acontecimentos e as atividades de sua equipe nos dois últimos meses da operação. Segundo ele, sua equipe presenciou as mais surpreendentes e estranhas manifestações de natureza desconhecida. Além de ter presenciado, os militares registraram os movimentos erráticos de pequenos objetos luminosos que julgou serem “sondas ufológicas”. Constataram também a presença de gigantescas naves que executavam manobras que destruiriam qualquer aeronave conhecida. Seriam maiores que “um prédio de trinta andares” em seu comprimento e emitiam luzes de várias cores. Tais “espaçonaves” recolhiam regularmente as “sondas pesquisadoras”. Em sua entrevista o coronel Hollanda declarou que dois agentes do Serviço Nacional de Informação, também tiveram a oportunidade de presenciar estas manifestações envolvendo os objetos gigantes. O coronel pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões. As cores também variavam e supunha ele que indicavam a função ou o tipo de manobra do “aparelho”. A equipe também recolheu relatos incríveis contados pela população ribeirinha. Alguns envolvendo seres luminosos saídos do interior de estranhos objetos. Esses seres arrebatavam pessoas com sua luminosidade. Outros sugavam o sangue das pessoas que capturavam. Um fato registrado é que na maioria dos episódios havia a presença de uma ou mais testemunhas.
Esse era seu tesouro.
Coronel Uyrangê, sua coragem incentivou muitos ufólogos. Muito obrigado e descanse em paz.
Esse texto é uma ficção, baseada em fatos reais. Qualquer coincidência com fatos verdadeiros poderá não ser mera coincidência.
Para saber mais: http://www.youtube.com/watch?v=_4Up35TdAMU http://www.youtube.com/watch?v=XDzIHk1sA_8 http://www.ufo.com.br/loja/videoteca/ver/ufos-e-ets-na-amazonia/ http://www.ufo.com.br/noticias/saiba_sobre_a_operacao_prato_na_amazonia/
Eu e Buzz Aldrin05.12.11 - 09h45Em 2008 eu e minha esposa fizemos uma viagem para Argentina e Chile. Fomos visitar minha irmã que mora em Buenos Aires e conhecer Santiago no Chile. Lá aproveitamos e passamos o Réveillon com um grande amigo de colégio.
Gostei muito mais de Santiago do que Buenos Aires. Para o nosso azar, os lixeiros da capital argentina estavam em greve, o que ajudou na nossa preferência por Santiago.
Para quem for a capital Chilena, recomendo o hotel Rugendas. Ele é muito bem localizado. Fica no bairro de Las Condes e próximo ao de El Golfe. É uma área tranqüila e arborizada. E melhor, a diária não custa os olhos da cara. Ficamos apenas três dias na cidade, mas foi o suficiente para nos apaixonarmos por ela.
Um dia, enquanto minha esposa descansava no quarto, desci até o lobby para acessar a Internet. Era apenas uma mesa e um computador, mas para minha sorte o terminal estava vazio.
Comecei a procurar notícias do Brasil, do meu querido Tricolor do Morumbi, pois final de ao é que as contratações acontecem, e ler alguns emails.
Quando já estava saindo, vi um senhor sendo cercado por umas três pessoas. Eram dois homens e duas mulheres. Ele estava posando para fotos com essas pessoas. Mas eu não estava reconhecendo aquela pessoa. Quando os "fãs" passaram por mim escutei um deles dizer "Buzz Aldrin"...Edwin Eugene Aldrin Jr.? O astronauta da Apollo 11? O segundo homem a pisar na lua estava ali, bem na minha frente, no meu hotel em Santiago no Chile! Não podia perder essa oportunidade.
Ele estava sentado no sofá lendo o The New York Times do dia anterior. Como quem não quer nada sentei numa cadeira ao lado. Estava meio sem graça, mas tomei coragem e falei, "senhor Aldrin, a lua é feita de queijo?" Ele me olhou e deu um sorriso. "Se fosse não tinha voltado, pois eu adoro queijo." Pronto, tinha quebrado o gelo.
"Me chamo Thiago Luiz. Sou brasileiro e gosto muito de naves espaciais".
"Prazer em te conhecer Thiago, conterrâneo do Marcos Pontes. Eu sou Edwin, ou mais conhecido como Buzz Aldrin."
Foi a minha vez de sorrir e agradecer os elogios em nome dos brasileiros.
"Mas você disse que gosta de naves espaciais, não disse? Qual a que mais gosta? Challenger, Columbia..."
Nessa hora pensei muito em centésimos de segundos se deveria dizer qual nave eu realmente gostava: "bom, eu gosto dos chamadas UFOs".
Seu semblante mudou radicalmente. Agora estava serio e me olhando fixamente. Putz, tinha estragado tudo. O cara iria dizer tchau e se levantaria. Mas para minha surpresa...
"Eu também gosto muito dessa naves. Nunca tive a oportunidade de pilotar uma delas, mas vi varias muito próximas."
"O que é isso??? Buzz Aldrin estava abrindo o jogo comigo?", pensei. "Como assim?", perguntei dando uma de "João-sem-braço".
"Você sabe Thiago. Se gosta desse assunto, sabe pelo menos um pouco a respeito." Pronto, ele me pegou de jeito.
"Sr. Aldrin, o senhor viu mesmo UFOs na lua quando vocês pousaram na lua?"
"Não, na somente os vi quando pousamos, mas também quando estávamos a caminho da lua e no nosso retorno a Terra. Quando estávamos a caminho da luz, fomos seguidos por cerca de quatro objetos. Todos muito brilhantes. Tão brilhantes que era impossível ver suas formas. Eles se movimentavam de uma maneira incrível, que desafiavam as nossas leis da física. Quando nos aproximávamos da orbita da lua, os quatro objetos entraram na atmosfera lunar facilmente."
"vocês tiraram fotos, fizeram alguma filmagem, comunicaram a Houston?"
"Claro, sempre. Isso fazia parte do protocolo. Fizemos mais de 4 horas de filmagens e mais de 200 fotos. O pessoal aqui da Terra não conseguia identificar nada. As imagens que enviamos não estavam sendo transmitidas ao vivo naquele momento. E só tivemos imagens mostradas ao vivo porque o presidente, mesmo sabendo do que estávamos vendo, ordenou que fizéssemos as imagens. Eles nos mandaram não comentar nada no canal aberto a partir daquele momento".
"Mas existe um dialogo gravado que se afirma ser seu e do Neil Armstrong onde vocês dizem que os 'bebes' são enormes, e que estão na beira de uma cratera observando suas atividades. Esse vídeo é real?"
"É sim. No deveríamos ter falado nada daquilo, mas você a faz idéia do que é ver um UFO a menos de 500 metros de você. A imagem era nítida. Eram seis UFOs. Não sei, mas creio que eram os mesmos que nos seguiram na nossa viagem de ida. Dava para ver o seu formato discóide, janelas e seres dentro deles".
Uau, quase cai da cadeira! Eu estava sonhando! Aquilo só podia ser um sonho. "Seres dentro dos UFOs? Isso nunca foi dito antes."
"Certamente que não. Esses detalhes ficaram guardados secretamente. A todo momento conversávamos entre nos e com Houston. O canal estava fechado. Aquela conversa que muitos radio amadores gravaram só ocorreu porque o Collins (o astronauta que ficou no módulo lunar, Michael Collins) esqueceu, e não o culpo, pois estávamos de frente com algo inimaginável, de mudar o canal. detalhamos com palavras, imagens e sons tudo aquilo".
"Sons? Na lua nao tem atmosfera, como ter som?"
"Claro que nunca iríamos dizer que há atmosfera na lua. Se falássemos isso ocorreria uma corrida armamentista e da conquista dela. Seria o fim dela e da Terra. Não há, entretanto, condições de se respirar na lua. A concentração se oxigênio é mínima e a gravidade menor do que a do nosso planeta. Você sabia que tinham cancelado a nossa descida do modulo lunar? Provavelmente não. O presidente temeu por nossas vidas, mas dissemos que se eles não quisessem que pousássemos na luz não teriam deixado. Mas te confesso, o Neil e depois eu, pisamos na lua. O Neil tremia de medo e nervosismo. Eu fechei meus olhos e fui. Mas o mais incrível ainda estava por vir".
Nesse momento ele parou, pediu um copo de água para o mensageiro do hotel. Eu aproveitei o mesmo e pedi, em tom de brincadeira, um balão de oxigênio, pois estava sem respirar há mais de uma hora.
"Thiago, Collins nos chamou por radio e disse que uma das naves havia aberto algo parecido com uma porta, e que dela havia saído três seres. Nos entramos em pânico. Mas o podíamos mostrar isso, pois as imagens estavam sendo transmitidas ao vivo, mas com um truque: o delay (atraso). As imagens iam primeiro para a NASA que as filtrava e depois retransmitia para as redes de TV. Todos acreditam que o atraso era de 3 minutos, quando na verdade era de somente 40 segundos. O restante do tempo era mais do que do suficiente para que o pessoal da NASA analisar as imagens e sons. Lembrando, que o som transmitido via radio era mais rápido e muito mais fácil de ser captado por radio amadores, e obviamente, não tinha como a gente filtrar as conversas.
Mas quando Mitchell falou aquilo, olhei para o Neil e fiz um sinal para voltarmos para o modulo lunar. Nesse momento, Mitchell disse que os seres estavam a menos de 200 metros de onde estávamos, mas que estavam retornando para a sua nave. Senti um alivio, mas confesso, um certo desapontamento por não ter tido, quem sabe, a oportunidade de uma comunicação com seres alienígenas.
Nos então fizemos o que tínhamos que fazer na nossa missão e retornamos para o modulo lunar. Quando chegamos lá, Mitchell estava estarrecido. Ele repetia o tempo todo sobre os UFOs e os seres que saíram dele. Nossa vontade era de ficar ali e tentar um contato, mas tínhamos que voltar para o nosso planeta.
Quando decolamos, vimos que duas naves continuaram na beira da cratera, enquanto outras quatro também levantaram vôo e ficaram ao nosso lado como se nos escoltassem"
Eu já nem sabia o que mais perguntar. Ou melhor, queria perguntar tanta coisa, queria saber de tudo.
"Sr. Aldrin, por que nunca mais voltamos a lua? Por que nenhuma outra nação foi a lua até hoje?
"Simples, a lua esta ocupada! Ela já tem inquilinos. ir lá ara fazer o que? Conquista-lá? Habita-la? Só se seus moradores se mudarem de lá" me disse ironicamente." nos nao sabíamos que haveria alguém lá. Sabíamos sobre a possibilidade de encontrarmos UFOs no espaço, pois outras missões tinham relatado essas aparições, mas nunca imaginaríamos que o nosso satélite estaria alugado. Só queria saber de quanto é o aluguel e quem é o dono do nosso satélite, pois queria passar uma temporada lá. Tem uma vista da Terra maravilhosa”.Nós dois demos uma boa risada.
Neste momento ele colocou as mãos nos joelhos com a intenção de se levantar, mas antes que fosse eu metralhei, "Sr. Aldrin, o que o governo fez com vocês assim que chegaram? O governo vai divulgar essas imagens algum dia? Por que o medo de nos contar a verdade? Temos algum acordo de cooperação com seres alienígenas?"
"Thiago, nos deixaram de quarentena por mais tempo que o normal justamente para tirar todas as informações que podiam de nos. Todo o nosso material fotográfico, áudio e filmagens foram levados por militares. Nem nossas câmeras particulares sobraram. Tiraram os filmes e depois nos devolveram. Não sei quando o governo vai falar algo. Talvez nunca, talvez amanhã. Se existe acordo de cooperação? Acho que sim, mas não tenho informação sobre isso".
O astronauta Buzz Aldrin levantou-se, apertou minha mão e disse,"Thiago Luiz, nos dois adoramos essas naves".
Vi aquele senhor descer os degraus do hotel, pegou um taxi e perdeu-se pelas ruas de Santiago. Eu subi para o quarto e contei tudo a minha esposa que ficou tão empolgada quanto eu. Tinha conversado com o segundo homem a pisar na lua sobre UFOs!!!
Esse texto é uma ficção, baseada em fatos reais. Qualquer coincidência com fatos verdadeiros poderá não ser mera coincidência. Saiba mais: http://www.ufo.com.br/noticias/voltar_a_lua_nao_e_o_bastante/ http://www.ufo.com.br/noticias/conjunto-de-missoes-da-nasa-foi-responsavel-pela-ida-do-homem-a-lua/
Minha conversa com o general Twining01.12.11 - 08h49
Chemult, Oregon, EUA. Quarta-feira, dia 6 de janeiro de 2010.
Como havia chovido ontem! As poças de água refletiam o céu parcialmente nublado. Cheguei à estação de trem de Chemult, que fica na cidade de mesmo nome, no estado norte-americano do Oregon. Meu destino era Sacramento, na Califórnia.
A cidade de Chemult tem apenas 309 habitantes! Não me perguntem o que eu vim fazer por aqui, pois nem eu sei. Na verdade ela é uma comunidade ainda não incorporada no município (county) de Klamath. A cidade surgiu devido a construção da estação de trem. O pessoal é bem legal. Muito frio, mas nada que um brasileiro, carioca, não consiga aquecer. Se alguém um dia for por aquelas bandas, recomendo o Skyair Motel (os hotéis na beira da estrada nos Estados Unidos são chamados de motel (motor, de motoristas + hotel) e o restaurante Dino’s Dinner.
A estação era bem simples...sem sacanagem? Beeeeeem “pobre”. Não tem um local para comprar as passagens. Você tem que comprar nas lojas espalhadas pela cidade ou através de uma máquina eletrônica que fica embaixo de uma cabaninha. É só uma rampa para embarque e desembarque. Tudo a céu aberto. Mas estava nos EUA e aquilo lá para mim é o máximo. Gosto de coisas assim, estilo antigo, bem rústico. Cara de cidade tipicamente americana, bem diferentes das cidades turísticas daquele país.
Eu havia comprado uma passagem no vagão executivo do trem Coast Starlight. Custou-me a bagatela de 45 dólares. Digo bagatela porque o trem é muito bom. Não é um primor, luxo, mas é novinho. No vagão executivo cabem 46 pessoas. São 13 fileiras com duas poltronas de casa lado do vagão. Ao contrário dos aviões, elas realmente reclinam. Dava para dormir tranquilamente. Eram 640 km entre Chemult e Sacramento. Peguei o trem às dez horas da manhã. Chegaria ao meu destino quase três da tarde.
Como não estava com sono, fui ao vagão-restaurante comer alguma coisa. Sentei-me no balcão e pedi ao barman um hambúrguer duplo e uma coca-cola. Tirei da minha mochila o livro que estava lendo, The Roswell Legacy: The Untold Story of the First Military Officer at the 1947 Crash Site (O Legado de Roswell: A História Não Contada do Primeiro Oficial Militar no Local da Queda de 1947). O livro foi escrito por Jesse Marcel Junior, filho do major Jesse Marcel, que foi o primeiro militar a ver os destroços do UFO; Linda Marcel e Stanton Friedman.
Enquanto comia o meu lanche, que por sinal estava delicioso lia o meu livro. Eu estava muito intretido com a leitura. Não estava vendo a hora passar. De repente ouço alguém dizer: "Essa história de Roswell realmente mexe com muita gente até hoje". Virei-me para a direita e vi um homem. Era um senhor com seus mais de 80 anos de idade. Era calvo. Seus cabelos brancos como a neve. Ele estava sentado uma cadeira depois de mim e tomava uma água. "Realmente. Esse assunto me atrai muito. Gosto muito de ufologia. O senhor também gosta?", perguntei. Ele deu um leve sorriso e disse, "Bastante. Já estive muito envolvido com esse assunto".
Na hora vasculhei no meu cérebro se conseguia descobrir quem era ele. Seria um ufologo? Alguém da mídia? Ou simplesmente um interessado pelo assunto? Mas nenhuma imagem me aparecia na mente. Acho que ele percebeu isso e se apresentou, "Me chamo Nathan, Nathan Twining".
Acho que eu fiquei de boca aberta, babando, olhando para a cara daquele senhor por uns dez segundos. Mas não podia ser. Não podia ser "o" Nathan Twining.
"E você, não vai se apresentar? Pelo seu inglês, você é estrangeiro", disse. "Desculpe-me. Meu nome é Thiago Luiz, sou brasileiro", respondi automaticamente. Mas não me contive e perguntei, "o senhor é Nathan Farragut Twining, general Twining?"
O general Nathan Twining foi simplesmente o chefe da força aérea dos Estados Unidos de 1953 a 1957. O general Twining foi responsável por um memorando direcionado ao general brigadeiro da forca aérea norte-americana George F. Schulgen. Esse memorando ficou conhecido como Memorando Twining. Nele, o general Twining respondia às solicitações do general Schulgen, e aconselhava que fossem conduzidas investigações que pudessem esclarecer os recentes avistamentos de UFOs.
"Sim sou eu. Acho que estou muito famoso", respondeu sorrindo.
Minha cabeça estava rodando a mil por hora. Estava diante de um dos personagens mais importantes de toda a história da ufologia. Eu queria perguntar muitas coisas, mas não sabia por onde começar nem se deveria fazê-lo. Parece que mais uma vez ele percebeu o que eu queria.
"Não sei se você quer saber, mas acho que já passou do tempo da minha verdade vir à tona".
"Sim, claro, claro que quero saber. Quero saber a verdade toda, toda a sua verdade, quero saber sim".
Eu parecia um doido. Acho que estava em choque. Deu até vontade de chorar.
"você esta lendo sobre Roswell, então creio que já saiba algo sobre o caso". Concordei com a cabeça.
"Aquele tempo foi de grande confusão. Muita coisa acontecia ao mesmo tempo. Tínhamos relatos de discos-voadores todo santo dia. Caramba, o que estava acontecendo?", começou.
"Mas sobre Roswell? Vocês pegaram mesmo o UFO acidentado? E os corpos? Eram quantos? Por que vocês..."
"Calma Thiago, temos algumas horas de viagem ainda para falar sobre tudo o que voce quer", sorriu.
Eu não cabia em mim.
"Sim nos resgatamos OS UFOS, os dois objetos que colidiram em caíram em Roswell e em Aztec. E sim, resgatamos os corpos também. E fizemos, desculpe a minha arrogância, uma das melhores e maiores operações de desinformação da história!"
Eu não acreditava. Estava ouvindo de um general dos Estados Unidos a confirmação de que a os militares haviam resgatado os dois UFOs acidentados em 1947, assim como os corpos dos seus ocupantes. E ainda, que houve, mas isso não era surpresa, uma grande operação de desinformação sobre o caso. "O que foi feito das naves, e dos corpos?", perguntei.
"Levamos para duas bases, Wright-Patterson, como muitos já descobriram e para a Base Aérea de Robins, na Geórgia. Essa ninguém nunca falou. Quem deu a idéia para levar para lá foi minha. Tínhamos que despistar o máximo possível. A imprensa já estava sabendo do ocorrido, pois a nossa base em Roswell havia soltado a noticia. Nossa, como eu quis matar o coronel Blanchard e o tenente Walter Haut. Os caras já tinha anos de caserna e me apronta uma dessas. Mas bem, jornalistas do mundo todo, inclusive do Brasil, acho que Ibrahim Sued, queriam saber detalhes."
O coronel William "Butch" Blanchard, era o comandante da Base de Roswell, onde ficava o 509º Esquadrão de Bombardeio da Base de Roswell, de onde saiu o avião que jogou a bomba em Hiroshima e Nagasaki. Walter Hant era o oficial de imprensa da base.
"Ai vocês ridicularizaram o major Jesse Marcel", o interrompi.
"Era ele ou o coronel Blanchard. A corda arrebenta do lado de quem? Chamamos Marcel e fizemos tudo aquilo que já se sabe. Foi preciso. Tínhamos que ganhar tempo para transportar o material recuperado".
"E os alienígenas que foram resgatados? Quantos foram? Quantos vivos?"
"Na nave de Roswell retiramos quatro mortos e um vivo e da nave de Plains of San Agostin, três mortos e três vivos”.
"Como assim, todos pensam que foram apenas três mortos e um vivo, que permaneceu assim por seis meses"
"Te disse que essa operação foi uma das melhores que fizemos. Pode não ter sido perfeita, mas muita coisa continua um mistério ate hoje" "Mas e os corpos vistos pela amiga enfermeira de Glenn Dennis, o dono da funerária em Roswell? Toda aquela confusão na cidade, no hospital, aquela ameaça aos civis?"
"Metade verdade, metade mentira. O que aquela enfermeira viu na verdade foram os corpos carbonizados de três pilotos que morreram ao tentar interceptar esses dois UFOs. Os seus aviões foram derrubados por eles. O mais estranho foi que após eles derrubaram nossos aviões, eles colidiram e caíram. Muitos disseram que foi interferência de nosso sistema de radar. Ora, nosso sistema de radar era novo e mal funcionava. Quem difundiu essa idéia fomos nos mesmos. Como iríamos dizer que três pilotos foram mortos após perseguirem dois objetos voadores nao identificados? Nos usamos o hospital de Roswell para levar os corpos dos militares e assim desviar a atenção. Enquanto todos direcionavam a sua atenção para lá, um comboio de oito caminhões cruzava a cidade até a Base de Roswell sem ninguém notar. Dentro dos caminhões estavam os alienígenas e as naves. Ah, antes que você me pergunte, os caixões pequenos, para crianças, pedidos a Glenn, eram para guardar pedaços dos corpos desses pilotos e mais uma maneira de confundir a cabeça de todo mundo".
"Mas então a cronologia dos eventos conhecida hoje em dia esta toda errada. O major Marcel dormiu na casa do fazendeiro Mac Brazel no dia anterior a sua ida ao local do acidente."
"Sim, e ele foi mesmo. Mas nos já sabíamos de tudo. Nos já tínhamos ido a Aztec recolher os destroços de um dos UFOs, pois as testemunhas lá era um pessoal, alguns arqueólogos, da Universidade do Novo México. Era preciso agir mais rápido lá, pois em Roswell havia um militar envolvido, o que tornaria o trabalho de sigilo mais fácil. O major Jesse Marcel viu parte dos destroços. A nave de Roswell havia quicado e parou numa ribanceira a alguns quilômetros de distancia. Com os arqueólogos fora do caminho, voltamos a nossa atenção para Jesse Marcel e a imprensa".
"Uau" pensei. Aquilo tudo que eu estava ouvindo era demais. Era a confissão de um general ligado ao evento, mesmo que não constasse na história "oficial".
"General, mas o senhor nunca foi citado por ninguém. Seu envolvimento nunca foi divulgado"
"Claro que não. Eu fazia parte de um serviço secreto dentro do serviço secreto das forcas armadas. Éramos cinco pessoas com mais poder do que o presidente dos EUA, que ao contrario do que muitos afirmam, sabia de quase tudo. Queríamos que ele soubesse para que não nos incomodasse no futuro. Ele soube o que ele poderia saber. Mas voltando, nos fizemos aquele negocio todo como Marcel, coisa que ao me orgulho, pois ele era um militar exemplar. Depois que essa história do balão pegou, por quase 30 anos ficamos sem noticia sobre o fato."
"Só um segundo, general, e o seu memorando? Você considerou nele que poderia haver seres extraterrestre agindo na Terra". "Sim, claro. Dez anos após Roswell, os avistamentos continuavam e com muito mais freqüência. Pediram-me, o brigadeiro general Schulgen, para que eu fizesse um relatório pedindo investigações sobre o fenômeno. Mas já estávamos investigando isso há anos e só agora resolveram se mexer? Assim fica difícil. Eu fiz o relatório e propositalmente fizele vazar. Queria ver como eles lidariam com isso."
"E os alienígenas? O que foi feito com eles?"
"Os mortos foram distribuídos por varias instalações e universidades norte-americanas que recebiam verbas do governo. A Universidade de Stanford recebeu um ser, a de Washington também. Os quatro vivos foram levados para o que o pessoal chama de Área 51. O que ocorreu lá eu não sei, não tive participação nisso".
"General, confesso para o senhor que não sei se acredito em tudo o que disse ou se é mais desinformação ainda", perguntei. Puxa, o cara mentiu a vida toda e agora estava contando para um estranho, um brasileiro, um cara que ele encontrou no trem, uma das maiores conspirações de todos os tempos.
"Mas é claro que você pode achar que isso tudo é mentira. Você não tem provas, eu não te darei provas. Estou te contando a minha verdade, como te disse e você pediu para saber".
Eu não havia prestado atenção na hora, mas já se tinham passado quase cinco horas de viagem e estávamos próximos do meu destino. Eu teria que ir pegar as minhas coisas na minha cadeira, mas eu queria ouvir mais.
"General, por que contar isso tudo agora? Por que o governo esconde tudo que sabe?"
"Estou no fim da vida, meu rapaz. Vivi com isso por anos a fio. Somente minha esposa sabia de toda a verdade. Quando nos casamos juramos nunca ter segredos um para o outro. Ela já se foi. Preciso falar o que sei”.
“Ora, quem disse que o governo acoberta tudo? E esses programas de TV, filmes, seriados? Quais as empresas que os produz? Quem são os maiores investidores delas? O governo! O governo esta, aos poucos, acostumando as pessoas da nossa verdadeira realidade. Quando é dito que não se divulga tudo de uma vez, é porque sabemos que haverá pânico. Os mais instruídos poderão lidar com isso, mas e a população menos esclarecida? Diga-me, o que o pessoal do interior do seu país vai pensar se dissermos que seres extraterrestres estão vindo a Terra? Que já houve combate entre nos e eles? Que temos um segredo guardado há anos? A natureza humana é complicada”.
De repente o sistema de som do trem avisa que faltam 30 minutos para Sacramento e que todos devem voltar aos seus lugares. Entrei em desespero. Tem muito mais a perguntar. Pensei, "queria tanto ter um ufólogo mais experiente aqui comigo. Um Gevaerd, Friedman, Nick Pope..." "General, podemos trocar emails, telefone, podemos nos encontrar novamente? Pode ser aqui ou se o senhor quiser conhecer meus país, minha casa está a sua disposição".
"Meu jovem, creio que isso não será possível. Não desmerecendo o seu convite, mas é que não tenho muito mais tempo de vida. Na verdade não sei quanto mais estarei aqui. Vamos lá, temos que votar para nossos lugares".
Cara, eu queria fazer birra para não sair dali, mas tive que voltar ao meu lugar. O tem parou e eu corri para a saída a fim de tentar ver o general saindo. Eu estava inclinado a deixar as minhas viagens de lado e passar mais tempo com o general. Esperei até o ultimo passageiro adiada dele. Perguntei ao funcionário do trem se havia mais alguém lá dentro e ele disse que não. Não estava entendendo nada.
No primeiro local que encontrei com Internet, mandei um email para o Geva. Ele ficou louco. Disse que pegaria um avião no dia seguinte e se encontraria comigo para procurarmos o general, mas eu disse a ele que era que continuar viagem e que o general não tinha descido em Sacramento.
Esse texto é uma ficção, baseada em fatos reais. Qualquer coincidência com fatos verdadeiros poderá não ser mera coincidência.
+ sobre Roswell http://www.ufo.com.br/artigos/a-cronologia-do-fantastico-caso-roswell/ http://www.youtube.com/watch?v=NEzejOlavqY&feature=player_embedded http://www.ufo.com.br/loja/biblioteca/ver/quedas-de-ufos
A Noite Oficial dos OVNIs23.09.11 - 16h34
A noite de 19 para 20 de maio de 1986, foi uma das mais movimentadas no espaço aéreo brasileiro. Além das aeronaves comerciais que cortavam rotineiramente os céus da região sudeste, outros objetos inteligentemente controlados se fizeram presentes. Ao longo daquela noite, vinte e um (21) objetos luminosos, aparentemente esféricos e com tamanho presumido variando entre 50 e 100 metros de diâmetro foram avistados, captados por radar e perseguido por caças da Força Aérea Brasileira, e testemunhado também por tripulantes e passageiros de aeronaves comerciais. Tais fatos chegaram ao conhecimentos da imprensa que promoveu ampla difusão da notícia. Em face disso, o próprio Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Otávio Moreira Lima reuniu em uma conferência de imprensa os militares envolvidos no registro e perseguição destes misteriosos objetos.
Os avistamentos começaram por volta das 18:30 horas, em São José dos Campos, quando o controlador de voo da Torre de São José dos Campos, o então segundo sargento Sergio Mota da Silva, avistou objetos luminosos sobre a região de São José dos Campos. Estas luzes se concentravam sobre a cidade e próximos ao marcador externo da RWY 15. Cumprindo com procedimentos habituais de sua função, o controlador contatou com outros controladores de Brasília e São Paulo que confirmaram a presença dos objetos em seus radares.
"As 21:30Z observei um foco de luz (18:30hs) sobre a cidade no setor NW do aeródromo e dois outros focos próximos ao marcador externo. Os focos aparentavam ser do tamanho da cabeça de um palito de fósforo, predominava a cor vermelha, mas houve mudanças para amarelo, verde e alaranjado. Estavam parados. A observação foi feita com binóculo e a olho nú. O céu apresentava-se claro com 2/8 de cirrus, a N/NE existia uma camada de névoa à baixa altura " - 2S QSS BCT Sergio Mota da Silva.
Por volta das 19 horas, o Centro de Controle de Aproximação de São Paulo e o Centro de Controle de Área, também registram, através de radar, três objetos voadores não identificados sobre a região de São José dos Campos. Nesse mesmo horário, outro avistamento ocorria, na cidade do Rio de Janeiro. A estilista Sonia Grumbach, na época residente em um apartamento na Barra da Tijuca, observou durante 15 minutos um objeto voador luminoso que deslocava-se aos saltos e em grande velocidade sobre o Rio de Janeiro. A partir das 19 horas houve um intenso fluxo de comunicação entre os órgãos de Controle de Tráfego Aéreo e Unidades de Defesa Aérea nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.
Às 20:15 hs, o Centro de Controle de Área de Brasília (ACC - BS) informa ao Centro de Operações Militares (COpM) que o operador da Torre de Controle de São José dos Campos (TWR - SJ) havia avistado luzes se deslocando sobre a cidade. As luzes, embora com predominância de cor vermelha apresentaram mudanças para o amarelo, verde e alaranjado. O operador da TWR SJ simultaneamente informa ao APP-SP, que confirma os contatos radar na área de São José dos Campos. Em alguns momentos, oito objetos eram captados simultaneamente.
Alguns minutos mais tarde, um avião Xingu, prefixo PT-MBZ, aproximava-se para pouso em São José dos Campos. A bordo da aeronave estava o Coronel Osiris Silva, que naquela ocasião deixava a presidência da Embraer para assumir a presidência da Petrobrás. Quando passavam próximo à cidade de Poços de Caldas, a 22 mil pés de altitude, foram surpreendidos por um chamado do CINDACTA perguntando sobre possíveis contatos visuais com três alvos não identificados que apareciam nas telas de radar. Neste momento Oziris Silva e seu co-piloto, Acir Pereira, não avistaram nada de anormal nos céus de região, e por isso continuaram seu voo. Às 21:08, ambos observaram um objeto luminoso estacionário que de início parecia um astro normal, com uma forte luz amarelada tendendo para o vermelho. Ele estava parado nas proximidades da radial 150 do VOR de São José dos Campos. Intrigados com o avistamento, os pilotos seguiram em direção ao objeto na tentativa de identificá-lo. A perseguição durou até aproximadamente 22 horas. Durante todo o tempo não houve uma aproximação efetiva visual do objeto que com o tempo foi esvanecendo até desaparecer. Com o desaparecimento do objeto os pilotos resolveram retomar o pouso em São José dos Campos.
Com o desaparecimento deste objeto, os pilotos resolveram tentar uma identificação de outro objeto posicionado ao sul de Taubaté. Tal objeto encontrava-se 600 metros acima do solo, a 250 Km da antena de radar de Sorocaba.
Com a continuidade dos registros nas telas dos radares de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiás, as comunicações se intensificam e às 21:23 o Centro de Operações de Defesa Aérea (CODA) é acionado. Às 21:39, o Chefe do CODA determina o acionamento da aeronave de alerta da Base Aérea de Santa Cruz. Este primeiro caça decola às 22:34, sendo pilotada pelo Tenente Aviador Kleber Caldas Marinho, que no momento estava de alerta no 1º Grupo de Caça. Tenente Kleber foi instruído a desligar seus instrumentos, passando a ser guiado pelos controladores diretamente até o alvo presente nas telas de radar do COpM.
Enquanto o caça F-5E, pilotado pelo Tenente Kleber, era guiado em direção ao alvo, os controladores de voo acompanhavam o deslocamento destes objetos presentes na tela do radar. Durante a missão, o piloto do caça avista uma luz branca abaixo do seu nível de voo e que posteriormente foi subindo 10º acima de sua aeronave. O piloto manobrou o caça para acompanhar o objeto, subindo do FL 170 para o FL130, sem que pudesse alcançá-lo. Em dado momento, o radar de bordo da aeronave registrou a presença de um alvo a uma distância de 10 a 12 milhas de distância. A perseguição somente foi abandonada quando o combustível da aeronave entrou em nível crítico, obrigando o piloto à voltar para a base.
Por volta das 21:40 hs, um novo e surpreendente avistamento ocorrem em São José dos Campos. Desta vez, é observado um objeto esférico de grandes dimensões, de cor amarelada, acompanhado por outros objetos menores, também esféricos, com coloração branca. Poucos minutos depois, um objeto semelhante aproxima-se e posiciona-se próximo aos demais. No centro permaneceu o objeto de maior tamanho.
Por volta das 22:10, o APP-AN registra os objetos nas telas de seu radar. Em contato com o COpM, este órgão informou que tais objetos não estavam sendo registrados em seus aparelhos, a nordeste do estado de Goiás. Por volta das 22:15 hs, o chefe do CODA determina o acionamento das aeronaves de alerta da Base Aérea de Anápolis. O primeiro caça Mirage F-103 decola às 22:48, sendo pilotado pelo Capitão Aviador Armindo Sousa Viriato de Freitas. O caça foi vetorado até o alvo e não demorou para o piloto captar um alvo desconhecido logo a frente. A detecção ocorreu apenas pelo radar, não havendo qualquer contato visual. O objeto deslocava-se em movimentos de zig-zag, à frente do caça. A distância mantinha-se mais ou menos constante, com pequenas variações para maior ou menor distância. O piloto conseguiu uma aproximação máxima de 2NM do OVNI, a uma velocidade de MACH 1.05 (acima da velocidade do som). Um fato impressionante nesta abordagem é a aceleração obtida pelo OVNI, que acelerou bruscamente, distanciando-se do caça, até que o houvesse perda do sinal no radar. Segundo entrevista do piloto, em 1993, tal aceleração seria estimada em MACH 15, ou seja 15 vezes a velocidade do som. Algo impossível para a época e ainda hoje não oficialmente atingida, mesmo em protótipos de aeronaves mais avançadas. Após esta estupenda aceleração e conseqüente perda de registro no radar, houveram novas captações, todas de curta duração.
Dois minutos depois da decolagem do Capitão Viriato, outro caça F-5 decola da Base Aérea de Santa Cruz, tendo a bordo o Capitão Marcio Brisola Jordão. Durante a missão, o piloto observou uma luz vermelha, sobre o mar, na posição indicada pelo radar e tentou inutilmente uma aproximação. Em dado momento de sua interceptação, aconteceu uma clara demonstração de inteligência por trás da manifestação do fenômeno. Vários OVNIs se aproximaram do caça e posicionaram-se, seis de um lado e sete de outro, voando na mesma velocidade do caça, em voo de formação. O piloto não viu os objetos que foram registrados apenas por radar.
Durante este tempo, moradores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás testemunharam a aparição destes objetos sobre a região. Às 23:10 hs, o Dr. Silvio Giglio observou durante 20 minutos, uma formação de luzes esférica, multicoloridas, deslocando-se sobre a região do Bairro Penha, no Rio de Janeiro (RJ).
"Os pontos vermelhos e amarelos faziam trajetórias em espécie de zig-zag, sendo que os vermelhos, às vezes, tornavam-se alaranjados; os demais, verdes e azuis, mantinham trajetória em formação constante, atrás das amarelas e vermelhas, que se mexiam confundindo a minha visão no sentido de quantas realmente eram. Observei que as verdes e principalmente as azuis, às vezes, tornavam-se prateadas, com a luminosidade bem fraca".
Às 23:17 hs, outro caça Mirage F-103 é acionado para tentar interceptar os estranhos objetos. O piloto, Capitão Aviador Rodolfo da Silva Sousa, foi vetorado até o alvo, em constante comunicação com os controladores do COpM. Ele permaneceu no ar por aproximadamente 45 minutos, não tendo qualquer registro radar ou visual. Um ultimo caça Mirage F-103 decolou às 23:36 hs, da Base Aérea de Anápolis. O piloto, Julio Cesar Rosemberg não avistou ou captou qualquer objeto anômalo.
Às 23:37, o primeiro caça F-5 a decolar pousa na Base Aérea de Santa Cruz. O ultimo caça pousa aos 30 minutos da madrugada de 20 de maio. Apesar do retorno dos caças, os OVNIs continuam sobrevoando vários estados brasileiros, sendo captados por radares e avistados por muitas pessoas, em regiões diversas. Uma das testemunhas foi o piloto Geraldo de Sousa Pinto, que pilotava um cargueiro Boeing 707, da Varig, e que havia decolado do Aeroporto de Guarulhos, em direção ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Por volta das 3 horas da manhã, o piloto recebeu uma solicitação do CINDACTA, questionando se eles tinham contato visual com algum objeto anômalo sobre a região. Espantados com o pedido, piloto e co-piloto passaram a olhar o céu com atenção e logo avistaram um objeto luminoso que acompanhou seu avião durante algum tempo.
Nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal, houveram testemunhas visuais da presença de OVNIs na noite de 19 de maio. Uma das testemunhas foi o compositor José Dantas, que na ocasião voltava de seu escritório em Taguatinga. Ele dirigia sua Kombi, quando avistou um objeto luminoso, de cor amarela. em formato de cogumelo, sobrevoando montanhas que circundam a região. O objeto não fazia barulho, emitindo apenas "uma luz muito linda e parecia pousar na terra".
Em Minas Gerais, o voo 241, da VOTEC, que decolou de Belo Horizonte para Uberlândia, também esteve às voltas com tais objetos. Os tripulantes e 27 passageiros observaram um objeto voador intensamente luminoso (cor vermelha, verde e branca), de forma arredondada, acompanhar o avião, nas proximidades de Araxá, Minas Gerais.
Tal conjunto de fatos impressionou as autoridades militares que imediatamente iniciaram uma investigação sobre o caso. Dois dias depois, a Força Aérea Brasileira, em coletiva de imprensa, confirma os rumores sobre avistamentos de OVNIs e a consequente perseguição por parte e aeronaves da FAB, colocando os militares envolvidos à disposição dos estudiosos e da mídia. Na ocasião ele promete um relatório oficial dos fatos, a ser divulgado dias depois. Entretanto, tal relatório só tornou-se disponível em 2009, quando os documentos vieram a público através da campanha UFOs - Liberdade de Informação Já, liderada pela Revista UFO.
crédito: site Fenomenum
ampliar
Documentos oficiais da Aeronáutica mostraram que UFOs rondavam o Pará
Durante a 1º Fase do Fenômeno, a Gurupi, não houve um maior interesse ou preocupação por parte das autoridades nacionais em relação aos casos de Chupa-chupa. Em um documento oficial da Força Aérea Brasileira, recentemente liberado temos logo no início uma explicação sobre a demora em tomar providencias a respeito destes fatos:
"No litoral paraense vive uma população subnutrida, de reduzido grau de instrução, e sobretudo mística. As estórias que se contam, de fatos que se passam no meio dessa gente, seriam dignas de figurar em qualquer folclore. Em razão disso, não foi dada maior atenção ao fato".
Foi somente com a Segunda Fase, com ocorrências mais intensas, maior pânico da população local, entre outros problemas, é que a Força Aérea Brasileira resolveu agir de fato. O ofício enviado pelo prefeito de Vigia de Nazaré, ao 1º Comando Aéreo Regional (I COMAR), e solicitações semelhantes de outras cidades foram o estopim para o surgimento de uma operação especial que tinha como missão descobrir a natureza destes casos, acalmar e instruir a população local em relação aos fatos. Ela foi criada pelo Brigadeiro Protázio Lopes de Oliveira, na época comandante do destacamento, no começo do mês de setembro de 1977. Para compor a operação foram destacados oficiais do Serviço de Inteligência (a chamada Segunda Seção).
A primeira tarefa dos militares seria avaliar a situação para elaborar um relatório completo sobre o que estava ocorrendo. Deveriam manter sigilo sobre a Operação e aprofundar ao máximo as investigações.
Poucos dias depois a equipe chegou a Colares e apresentou-se ao Prefeito local, ao padre Alfredo de Lá O, e à Diretora da Unidade de Saúde, Dra Wellaide.
Sem saber o que encontrar durante a investigação, os militares montaram uma base de operações na Praia do Humaitá, na esperança de registrar o aparecimento do fenômeno. A equipe montou baterias antiaéreas em pontos estratégicos e ficou à espera. Durante o dia aproveitava o tempo para entrevistar vítimas e testemunhas e visitar locais onde os casos.
Logo no início eles se dividiram em duas equipes que se posicionaram em locais com mais casos registrados. Já nas primeiras noites de vigília, uma equipe conseguiu fotografar um objeto luminoso que evoluía sobre a região. Eles puderam calcular a altitude em torno de 3 mil metros e a velocidade em torno de 30 mil Km/h. Este objeto era bem diferente de satélites e meteoritos que também foram observados na ocasião. A outra equipe, situada em outro local também avistou o objeto. Tudo o que acontecia era anotado em relatórios rigorosos, indicando data, horário, local, nomes de testemunhas e descrição dos fatos. Quando haviam registros fotográficos era geralmente anotado nome do autor da fotografia e descrição do equipamento utilizado, bem como as condições no momento do registro. Estas experiências iniciais foram consideradas inconclusivas pelos militares. Os dados obtidos não foram significativos e a foto, depois de revelada, não permitiu confirmar os relatos dos moradores locais. Eles logo retornaram à Belém, para a sede do I COMAR, e evitaram comentar suas experiências por lá, com medo de cair no ridículo perante seus colegas. Tudo isso foi registrado em seus relatórios iniciais, que contavam também com depoimentos da Dra. Wellaide Cescin de Carvalho e do padre de Colares, Alfredo de La Ó.
Os militares tiveram muito trabalho durante sua permanência na região. Seja entrevistando vitimas e testemunhas, seja com atividades de orientação à população local através de palestras informativas ou através de vigílias ou deslocamentos à áreas onde os casos ocorreram. Através dos relatórios oficiais podemos ter uma clara noção da intensa atividade em que os militares da Operação Prato estiveram envolvidos. No período entre 20 e 31 de outubro de 1977, período inicial da Operação, ainda sem a chefia do então Capitão Hollanda, os caso de avistamento eram raros. A maioria das atividades concentraram-se em documentar o fenômeno e seus efeitos sobre a população.
Em 20 de outubro, a Equipe de militares, saiu de Belém, por volta das 14:00 horas e dirigiu-se para Santo Antonio do Tauá, onde coletaram depoimentos de vítimas do fenômeno. Dali seguiram para as proximidades do quilômetro 12 da Rodovia Belém - Vigia, onde coletaram novos depoimentos, seguindo ainda no mesmo dia para a vila de Espírito Santo do Tauá onde três militares estavam em vigília no local. Por volta das 22:30 o grupo retornou à Santo Antônio do Tauá onde manteve vigília por mais algum tempo.
O dia 21 de outubro transcorreu sem normalidades. Na parte da manhã, a equipe voltou à Rodovia Belém-Vigia para entrevistar testemunhas do fenômeno que moravam na região. Após isso retornaram para Belém, reportando ao Chefe do A2, que ordenou que seguissem na mesma noite para Santo Antonio do Ubintuba onde realizaram vigília por algumas horas.
No dia seguinte, 22 de outubro, pela manhã, seguiram para a localidade de Trombetas onde coletaram depoimentos de vitimas e testemunhas do fenômeno. Após isso seguiram para Vila Nova do Ubintuba onde entrevistaram moradores que também haviam sido vitimas do Chupa-chupa. Neste mesmo dia, por volta das 19 horas a equipe testemunhou a evolução de várias luzes com diferentes trajetórias sobrevoando a direção. Estes avistamentos não foram muito significativos e não foram fotografados pela equipe. Por volta das 20 horas ocorreu novo avistamento, desta vez de um objeto luminoso, voando num altitude mais baixa, em aproximadamente 1200 metros a uma velocidade variável. O resto da noite foi sem qualquer anormalidade e a equipe retornou à Belém no dia seguinte pela manhã, reportando ao Chefe da 2ª Seção EM-1.
No dia seguinte, 24 de outubro, a equipe retornou à Santo Antônio do Tauá e entrevistou moradores da Colônia São Brás. À noite, os militares seguiram para Colares, chegando por volta de 20:15 horas. Depois de contatar autoridades do município eles coletaram depoimentos de várias pessoas que foram vítimas do fenômeno. Após conversar com os moradores, eles realizaram uma vigília, observando, pouco depois das 4 horas da manhã de 25 de outubro, três luzes deslocando-se em pontos diferentes do firmamento. Ao longo daquele dia não houve nada significativo.
No dia seguinte, 26 de outubro, os militares transportaram médicos até a cidade de Santo Antônio do Ubintuba, afim de tratar vítimas do fenômeno. Após retornar à Colares a equipe colocou-se de vigília. Moradores de áreas afastadas começaram a relatar a presença de luzes sobrevoando as árvores e pouco depois, por volta das 22:15 hs uma senhora, Neuza Pereira Aragão, foi atendida pela equipe médica. As luzes continuaram sendo observadas até por volta da meia noite, quando outra senhora, Maria Beatriz Leal Ferreira, foi atendida pelos médicos. Por volta das 4 horas da manhã ocorreu novo avistamento nas proximidades de Colares e após isso nada mais foi observado na região.
Após uma pausa nas atividades, a equipe voltou à Colares no dia 29 de outubro. A noite foram observados alguns satélites, e um OVNI luminoso foi observado por alguns moradores na região de Colares. No dia seguinte, novamente alguns moradores observaram um objeto luminoso em uma praia próxima.
Durante as atividades dos militares em Colares formou-se um vinculo com a população local. A presença dos militares trouxe um alento aos moradores das áreas afetadas. Em várias ocasiões os militares apresentaram palestras sobre temas relacionados à exploração espacial. Paralelamente à isso, os militares instruíam os moradores a não atirar contra tais objetos pois eles não estariam ali para fazer mal. Uma destas apresentações ocorreu na noite de 30 de outubro. Aquela noite foi relativamente calma, não havendo registros de ataques na localidade. No começo da noite do dia 31 ocorreram novos avistamentos na orla marítima. Mais tarde, pescadores relataram aos militares, terem observado um estranho objeto no mar.
Nessa fase inicial da Operação, os casos de avistamento por parte dos militares eram em geral envolvendo luzes à distância que não podiam ser explicadas a partir de fenômenos naturais, aeronaves convencionais, satélites ou corpos celestes. Geralmente quando ocorriam estes eventos, no relatório era citada sua provável origem. Quando o fenômeno observado era de fato não identificado, era descrito minuciosamente no relatório que era acompanhado de um croqui feito sobre mapa da região, indicando trajetória e outros detalhes importantes. Alguns destes croquis já estão disponíveis publicamente nos documentos já disponibilizados ao público.
Algumas Páginas dos relatórios da Operação Prato
A partir de Novembro, os casos testemunhados pelos militares aumentaram em quantidade e na qualidade da experiência. Nesta fase, já sob chefia do então Capitão Uyrangê Hollanda, ocorreram os mais impressionantes casos envolvendo os militares da Operação Prato.
O primeiro avistamento significativo do capitão Hollanda ocorreu em princípios de novembro de 1977. A equipe estava investigando ocorrências na Baía do Sol, onde montaram um acampamento temporário. Até esse momento, Hollanda era cético em relação aos fatos envolvendo o chupa-chupa. À noite uma luz intensa surgiu, vindo do norte, posicionou-se sobre o acampamento, circundou-o e desapareceu no horizonte. A partir deste evento, Hollanda reconheceu que algo muito sério estava ocorrendo na região. Todavia, este não foi o avistamento mais impressionante.
Pouco tempo depois dos eventos na Baía do Sol, um rapaz armou uma armadilha para caçar uma paca às margens do Rio Jari. Ele armou um acampamento encima de uma arvore e ficou à espera. Durante a noite, surgiu um objeto intensamente iluminado que posicionou-se acima do acampamento. Do objeto abriu-se uma escotilha e por ela saiu um estranho ser que, através de um facho de luz, desceu flutuando, de braços aberto. Assustado o rapaz deixou a rede onde estava deitado e se escondeu no mato. O estranho ser dirigiu-se até a rede onde o caçador estivera, e com um feixe de luz que saía da palma de sua mão iluminou o local, examinando a rede. Repentinamente o estranho ser dirigiu-se diretamente para onde o rapaz estava escondido. Assustado o rapaz fugiu correndo para o barco ancorado no rio, onde haviam dois colegas. Eles se esconderam e observaram o objeto se aproximar do barco, posicionando-se sobre ele. Do objeto saiu o mesmo ser que começou a examinar o que havia a bordo. Os três amigos assustados, permaneceram escondidos em meio à plantas aquáticas até que o objeto foi embora. No dia seguinte, o caso chegou ao conhecimento do Capitão Hollanda que foi com uma equipe até o local.
Durante a vigília naquela noite eles observaram um grande objeto, com forma semelhante à de uma bola de futebol americano, que bailou a frente do grupo por algum tempo. Todo o episódio foi fotografado e documentado pelos militares, sendo que tal material até o momento não foi liberado.
Encerramento
A Operação, embora estivesse atingindo os objetivos e até mesmo interagindo com o Fenômeno Chupa-chupa, foi abruptamente encerrada depois de quatro meses de atividades. O material resultante da Operação foi inicialmente guardada no 1º COMAR e depois transferida para Brasília onde possivelmente está até hoje.
http://www.fenomenum.com.br/ufo/governo/brasil/prato.htm
Força Aérea Brasileira Libera Documentos Ufológicos Oficiais de 201019.09.11 - 10h46
Pessoal, Mais um arquivo oficial da Força Aérea brasileira sobre os UFOs foi liberado como resultado do processo de abertura ufológica promovido pelo Comitê Brasileiro de Ufólogos(CBU). É mais uma vitória da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já”.
A idéia do Comitê partiu de um grupo seleto de ufólogos e conta com o apoio da Revista UFO e de seu editor A.J. Gevaerd, que também faz parte do CBU.
Gevaerd tem apresentado todos os documentos, décadas de 60,70,80,90 e 2000, já liberados através dessa campanha, em suas palestras pelo mundo.
Em agosto do ano passado o Ministro da Aeronáutica, brigadeiro Junichi Saito, ordenou a liberação dos documentos referentes aos anos de 200 a 2009. Para a nossa grada surpresa, na semana passada foram liberados os documentos referentes a 2010. São sete documentos e novos casos, incluindo alguns muito importantes feitos por pilotos de linhas comerciais.
Todos os documentos podem ser acessados e baixados pelos links abaixo.
http://www.ufo.com.br/documentos/Documentos_liberados_oficialmente/2000/ http://www.ufo.com.br/documentos/Documentos_liberados_oficialmente/ http://www.ufo.com.br/documentos/
Essa ação só vem demonstrar mais uma vez que é dessa forma que se faz a verdadeira ufologia, muito mais do que o ceticismo improdutivo.
|
|||
|
Edição 185
Sumário
Edições anteriores
|
CENTRAL DE ATENDIMENTO(67) 3341-8231Horário: das 09h00 às 18h00, de segunda a sexta (exceto feriados) FORMAS DE PAGAMENTO
|
NOTÍCIAS MAIS VISUALIZADAS+ NOTÍCIAS |