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Coronel
da Força Aérea Brasileira (FAB) rompe silêncio
sobre UFOs |
Um militar da reserva da FAB dá depoimento exclusivo à Revista
UFO sobre pesquisas ufológicas na Amazônia. Este texto
foi publicado em duas partes nas edições 54 e 55 da
revista, e aqui é reapresentado na íntegra
A.
J. Gevaerd, editor
e coordenador
Uyrangê Bolívar Soares Nogueira
de Hollanda Lima . Este é o nome do primeiro oficial de nossas forças
armadas a vir a público falar sobre as atividades de pesquisas ufológicas
desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, hoje coronel
reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), 57 anos, foi ele quem
comandou a famosa e polêmica Operação Prato, realizada na
Amazônia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou
e colheu os espantosos resultados desse que foi o único projeto do gênero
de que se têm notícias em nosso país.
Homem extremamente objetivo, impressionantemente culto
e com vívida memória de inúmeros episódios de sua
carreira militar – especialmente em relação à Ufologia inúmeros
episódios de sua carreira militar – especialmente em relação à Ufologia –,
Hollanda recebeu a Revista UFO em seu apartamento à beira
mar, em Cabo Frio, litoral do Rio de Janeiro, para uma longa e proveitosa entrevista.
Das 48 horas em que o editor A. J. Gevaerd e o co-editor
Marco Antonio Petit passaram em sua residência, ambos colheram uma valiosíssima
quantidade de informações ufológicas inéditas e espetaculares.
Sua atitude de quebrar um silêncio de 20 anos sobre o assunto não é por
acaso. Hollanda tem acompanhado a trajetória da Ufologia Brasileira desde
o surgimento da Revista UFO, há quase duas décadas . Em 1985, oito
anos após a realização da Operação Prato,
e ainda com a memória fresca sobre os inúmeros casos ufológicos
que viveu, a revista Ufologia Nacional & Internacional (antecessora
de UFO), recebeu de uma fonte confidencial ligada à Aeronáutica
uma série de fotos de UFOs que teriam sido tiradas pela FAB na Amazônia.
Eram fotografias secretas, obtidas oficialmente pelos
militares que compunham a operação. Esse material tinha que ser
publicado para que todos soubessem a seu respeito, mesmo que pudesse trazer problemas
legais para a revista. E assim foi feito: as fotos e um texto sobre o assunto – sobre
o pouco que sabíamos na época a respeito da Operação
Prato – foram publicados. Evidentemente, os oficiais que integraram a operação
não gostaram de nossa atitude, em especial o comandante do 1º Comando
Aéreo Regional (COMAR), de Belém (PA), que determinou a criação
de tal projeto e que o mesmo fosse mantido em segredo, também por instruções
superiores vindas de Brasília. Ninguém foi punido, até porque
nunca se soube quem era nossa fonte de informação, e a revista
não sofreu qualquer penalidade legal além de algumas ameaças
pouco explícitas.
Recepção formal
Mas o recado foi dado: nossos leitores
passaram a saber que uma missão de investigação
oficial de UFOs, conduzida pela FAB, foi realizada na Amazônia
em sigilo, resultando em experiências diversas vividas pelos
militares envolvidos e na confirmação não só da
realidade do Fenômeno UFO como também de sua origem
extraterrestre. Nem o próprio Hollanda, que não conhecíamos
ainda, chegou a se aborrecer com o que fizemos, pois julgou importante
que todos soubessem dos fatos.
Depois disso, já baixada a poeira, Hollanda,
ainda com patente de capitão, passou a acompanhar os passos de nossa revista,
constatando de longe a seriedade do trabalho desenvolvido pela Equipe UFO. Nosso
interesse por maiores informações sobre a Operação
Prato nos levou a contatá-lo em Belém, em 1988, em seu posto no
1º COMAR. Hollanda nos recebeu com formalidade, mas bastante receptivo.
Evidentemente, não pôde oferecer-nos as informações
que buscávamos, mas notou nossa insistência em ter o assunto disseminado
publicamente. Por isso, tentamos ainda um novo contato no início dos anos
90, quando o oficial já estava prestes a se aposentar. Nessa ocasião,
num encontro casual, trocamos algumas idéias, mas nada além disso.
Ainda não seria dessa vez que teríamos conhecimento dos detalhes
das descobertas da FAB na Amazônia.
Hora certa para revelar os fatos
No entanto, há cerca de três
meses, quando alguns membros da Equipe UFO estiveram no programa
Fantástico, numa matéria específica sobre o
sigilo imposto aos discos voadores pelos governos – especialmente
do Brasil –, Hollanda, já na reserva, viu que era hora de
quebrar o silêncio. Aposentado desde 1992, logo na segunda-feira
seguinte ao programa ele nos telefonou para retomar o contato e colocar-se à nossa
disposição. Disse que já havia passado bastante
tempo desde a Operação Prato e que julgava já ser
hora de se falar a respeito. Quando questionamos sobre a possibilidade
de punições de seus superiores, disse que não
se preocupava com isso. “Estou na reserva, cumpri minha missão
para com a Aeronáutica. O que eles podem me fazer? Prender?
Duvido!” , exclamou.
Ao recebermos tamanho sinal verde, não tivemos
dúvida e, com seu consentimento, colocamos o repórter Luiz Petry,
produtor do Fantástico, e Bia Cardoso, da Manchete, a par da situação.
Eles foram os primeiros a chegar a Cabo Frio e entrevistar Hollanda. Com isso,
cumpríamos com nossa obrigação de informar a Imprensa sobre
fatos dentro da esfera ufológica. Por mais que pudéssemos (e fôssemos
tentados a) guardar para a Revista UFO o “furo” de reportagem, não tínhamos
esse direito. Uma quantidade imensamente maior de pessoas teria acesso às
informações que Hollanda divulgaria através desses programas
de televisão, contra um número restrito a pouco mais de 20 mil
leitores cativos da UFO.
Mesmo assim, evidentemente, cabe à nossa revista
levar a seus leitores informações completas, aprofundadas e surpreendentes,
que o agora coronel nos revelou nesta reportagem exclusiva. Mais do que entrevistado,
Hollanda transformou-se num querido amigo e aceitou, sem titubear, o convite
que formulamos para vir a ser um consultor de UFO. Experiência não
lhe falta! Em seus quatro meses de Operação Prato, além
de muitos outros passados na selva em missões onde o Fenômeno UFO
estava presente, teve a oportunidade não apenas de conhecer detalhes sobre
o assunto, mas de viver ele próprio dezenas de espetaculares experiências
com objetos enormes e à curta distância. Hollanda se recorda dos
detalhes de ocorrências assustadoras passadas na selva em que UFOs do tamanho
de prédios de 30 andares aproximaram-se a não mais do que 100 m
de onde estava.
Na época, casado pela segunda vez e vivendo uma
vida pacata em Cabo Frio, após 36 anos de atividade militar – nos quais
desenvolveu funções que vão desde chefe do Serviço
de Intendência do 1º COMAR a chefe do Serviço de Operações
de Informação (A2) e coordenador de Operações Especiais
de Selva, Hollanda é um homem realizado. E franco. “Gevaerd, a Operação
Prato tinha o objetivo de desmistificar aqueles fenômenos na Amazônia.
Eu mesmo era cético a respeito disso”, disse ao editor de UFO. “Mas depois
de algumas semanas, quando os UFOs começaram a aparecer de todos os lados,
enormes ou pequenos, perto ou longe, não tive mais dúvida” , desabafa. É esse
fantástico depoimento que se inicia a seguir e que terá continuidade
em nossa próxima edição, dado seu extenso volume.
Confira a entrevista >>