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ENTREVISTASJacques Vallée: As respostas estão na interpretação da transcendentalidade do Fenômeno UFOCategoria: REFLEXÕES
crédito: Daniel Rebisso Giese
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Vallée foi o precursor na noção de “Colégio Invisível” e suas idéias transcendem a Ufologia convencional
SAIBA MAIS
A Ufologia necessita de uma revisão geral para encontrar as respostas que busca
O problema da Ufologia é que sobram casos e faltam analistas do fenômeno
O futuro da Ufologia está na sua divulgação consciente
Poucas pessoas possuem um pensamento tão vanguardista e afinado sobre a complexa questão da presença alienígena na Terra quanto o astrônomo e cientista da computação francês Jacques Vallée. Radicando nos Estados Unidos há décadas, foi consultor da NASA em inúmeros projetos e é autor de vários livros que fazem análises avançadas e corajosas sobre a problemática ufológica, atribuindo-lhe padrões bem diversos do que são aceitos pelos ufólogos convencionais. Sua trajetória é repleta de participações nos melhores e mais importantes momentos da Ufologia Mundial. Seu primeiro livro foi Anatomy of a Phenomenon [Anatomia de um Fenômeno, Contemporary Publishing, 1965], seguido por vários outros cada vez mais contundentes, até chegar ao fim dos anos 70, quando lançou o polêmico Messengers of Deception [Mensageiros do Engano, Ronin Publication, 1979], no qual sugeria que os seres extraterrestres estariam deliberadamente enganando os seres humanos em suas ações, em especial em casos de contatos e alegadas canalizações.
Suas obras mais recentes mostram um aperfeiçoamento gradual em sua maneira refinada de enxergar o Fenômeno UFO. Entre eles, Confrontations: A Scientist’s Search for Alien Contact [Confrontos: A Busca de Um Cientista por Contato Alienígena, Ballantine, 1990] e Revelations: Alien Contact and Human Deception [Revelações: Contato Alienígena e Engano Humano, Ballantine, 1991] oferecem um panorama do Fenômeno UFO significativamente distante daquele que os ufólogos ortodoxos visualizam. Vallée crê na materialidade das manifestações de discos voadores e seres extraterrestres em nosso meio, mas acha que elas são minoria e que os contatos mais profundos entre a realidade humana e a extraterrestre ocorrem em múltiplos níveis de interação, alguns incompreensíveis para nós, e num enredo em que nossa participação é secundária.
Os UFOs interagem com o tempo, podendo vir de qualquer lugar, inclusive de nosso próprio planeta. Temos que abandonar o conceito de espaçonaves, como as dos filmes de ficção dos anos 50
“Colégio Invisível” — O pensamento de Vallée o levou a se aproximar do pioneiro da Ufologia norte-americano, J. A. Hynek, para quem “os ETs jogam dados conosco, mas não apenas isso: eles também nos ensinam a jogar”. Ainda nos anos 60, em companhia do também ufólogo francês Aimé Michel – que desenvolveu a teoria das ortotenias – definiu o que se convencionou chamar de “Colégio Invisível” o ambiente reservado onde o conhecimento ufológico progride.
Residindo em San Francisco, na Califórnia, Jacques Vallée decidiu, há quase 20 anos, se afastar do movimento ufológico. Não participa de eventos e raramente concede entrevistas.
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