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ENTREVISTASUyrangê Hollanda: Coronel rompre silêncio sobre UFOsUm militar da reserva da FAB dá depoimento exclusivo à Revista UFO sobre pesquisas ufológicas na AmazôniaCategoria:
crédito: ARQUIVO UFO
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Uyrangê Hollanda, um dos maiores contribuintes para o progresso da Ufologia Brasileira
Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima. Este é o nome do primeiro oficial de nossas forças armadas a vir a público falar sobre as atividades de pesquisas ufológicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, hoje coronel reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), 57 anos, foi ele quem comandou a famosa e polêmica Operação Prato, realizada na Amazônia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o único projeto do gênero de que se têm notícias em nosso país.
Homem extremamente objetivo, impressionantemente culto e com vívida memória de inúmeros episódios de sua carreira militar-especialmente em relação à Ufologia -, Hollanda recebeu a Revista UFO em seu apartamento à beira-mar, em Cabo Frio, litoral do Rio de Janeiro, para uma longa e proveitosa entrevista. Das 48 horas em que o editor A. J. Gevaerd e o co-editor Marco Antonio Petit passaram em sua residência, ambos colheram uma valiosíssima quantidade de informações ufológicas inéditas e espetaculares.
Sua atitude de quebrar um silêncio de 20 anos sobre o assunto não é por acaso. Hollanda tem acompanhado a trajetória da Ufologia Brasileira desde o surgimento da Revista UFO, há 12 anos. Em 1985, oito anos após a realização da Operação Prato, e ainda com a memória fresca sobre os inúmeros casos ufológicos que viveu, a revista Ufologia Nacional & Internacional (antecessora de UFO), recebeu de uma fonte confidencial ligada à Aeronáutica uma série de fotos de UFOs que teriam sido tiradas pela FAB na Amazônia.
Eram fotografias secretas, obtidas oficialmente pelos militares que compunham a operação. Esse material tinha que ser publicado para que todos soubessem a seu respeito, mesmo que pudesse trazer problemas legais para a revista. E assim foi feito: as fotos e um texto sobre o assunto - sobre o pouco que sabíamos na época a respeito da Operação Prato - foram publicados. Evidentemente, os oficiais que integraram a operação não gostaram de nossa atitude, em especial o comandante do Primeiro Comando Aéreo Regional (Comar), de Belém (PA), que determinou a criação de tal projeto e que o mesmo fosse mantido em segredo, também por instruções superiores vindas de Brasília. Ninguém foi punido, até porque nunca se soube quem era nossa fonte de informação, e a revista não sofreu qualquer penalidade legal além de algumas ameaças pouco explícitas...
Recepção formal - Mas o recado foi dado: nossos leitores passaram a saber que uma missão de investigação oficial de UFOs, conduzida pela FAB, foi realizada na Amazônia em sigilo, resultando em experiências diversas vividas pelos militares envolvidos e na confirmação não só da realidade do Fenômeno UFO como também de sua origem extraterrestre.
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