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ENTREVISTASFernando Cleto Nunes Pereira: Experiências de um pioneiro e a necessidade de unificar teoria e prática na UfologiaCategoria: PIONEIRISMO
crédito: Cláudio T. Suenaga
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Prestes a completar 83 anos, Cleto apresenta nesta entrevista um resumo de sua vasta experiência em Ufologia
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Nascido em 09 de maio de 1924, em Vitória (ES), o ufólogo Fernando Cleto Nunes Pereira é um dos pioneiros da Ufologia Brasileira e um dos mais bem informados no que tange a assuntos oficiais. Isso graças ao estreito vínculo que sempre manteve com autoridades e altas patentes das Forças Armadas. Na noite de 16 ou 17 de julho de 1948, testemunhou as evoluções de um UFO nas proximidades da Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro. A partir desse fato, que mudou profundamente sua vida, começou se interessar por Ufologia, sem descuidar de sua família e de sua carreira de funcionário do Banco do Brasil e do Banco Central, pelos quais se aposentou.
Um de seus principais objetivos sempre foi despertar a atenção da sociedade para a urgência de se unificar os conceitos científicos – “sem os quais o homem não entrará na Era Estelar, já dominada pelos construtores dos discos voadores”, diz – às experiências de campo. Cleto despertou para tal necessidade em 02 de novembro de 1954, durante o 1º Inquérito Oficial Brasileiro para Estudar os UFOs, no Rio de Janeiro. A conferência de abertura do evento foi proferida pelo coronel-aviador João Adil de Oliveira, chefe do Serviço de Informações do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Na platéia, estava o alto escalão das Forças Armadas – inclusive o chefe do EMFA, brigadeiro Gervásio Duncan, e o tenente-brigadeiro Eduardo Gomes –, técnicos, cientistas e convidados credenciados, entre eles Cleto e o repórter da extinta revista O Cruzeiro João Martins.
A reunião resultaria em um pronunciamento público, o primeiro da história mundial, em que um governo reconheceria oficialmente a existência dos UFOs. Isso graças às diárias evoluções de UFOs circulares e prateados sobre a Base Aérea de Gravataí (RS). No dia 26 de outubro, o Comando da Base Aérea de Porto Alegre, da 5ª Zona Aérea, liberou à imprensa um relatório detalhado a respeito, em que constam avistamentos em vários outros pontos do Rio Grande do Sul. Cleto pôde então perceber, muito admirado, que os homens presentes àquela reunião não conseguiam compreender, à luz da ciência, certos aspectos do comportamento das naves alienígenas. Desde então, vem aprofundando suas pesquisas para decifrar o enigma das inteligências não terrestres. Muitas foram as “coincidências” ao longo do caminho. Na manhã de 31 de dezembro de 1954, em visita ao coronel Adil, Cleto viu um disco voador sair de uma nuvem branca que pairava sobre o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
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