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ENTREVISTASJosé Carlos Pereira: “Os arquivos sobre os UFOs devem ser abertos”Segunda parte da entrevista com o ex-comandante do ComdabraCategoria: ABERTURA UFOLÓGICA | MILITARISMO | UFOs: LIBERDADE DE INFORMAÇÃO JÁ
crédito: ARQUIVO UFO
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E você não pode acreditar muito na imprensa não especializada, porque ela é censurada de alguma forma, enquanto a Revista UFO não tem qualquer censura
SAIBA MAIS
O movimento global de abertura para a realidade ufológica precisa de ações firmes
Os governos têm muita informação sobre os UFOs, mas não revelam à sociedade
A abertura ufológica é um fato, mas nunca se saberá toda a verdade sobre os UFOs
Nossa edição passada trouxe a primeira parte da entrevista que a Equipe UFO fez com o brigadeiro José Carlos Pereira, em 08 de março passado. Foram 14 longas e fascinantes páginas de revelações sobre como o meio militar brasileiro em geral, e o entrevistado em particular, pensam sobre o Fenômeno UFO e sua manifestação em nosso país. Pereira admitiu à Revista UFO alguns dados que já conhecíamos, mas nos relatou situações e fatos sobre os quais a Comunidade Ufológica Brasileira nada sabia. Um momento especial do diálogo com o militar foi quando ele revelou que as pastas com segredos ufológicos existem em grande quantidade e não estão apenas no Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), em Brasília, mas em quartéis do mundo todo. “Elas provam que estão ocorrendo fenômenos inexplicados, que nos levam a deduzir serem a presença de seres ou objetos estranhos ao planeta Terra. Isso mesmo, não comuns ao nosso planeta”, declarou.
Sobre os casos mais importantes da Ufologia Brasileira, como a Operação Prato [1977], a chamada Noite Oficial dos UFOs no Brasil [1986] e o Caso Varginha [1996], o entrevistado também fez interessantes revelações. “A Operação Prato realmente foi algo importante para a Aeronáutica Brasileira. Seu comandante, o coronel Uyrangê Hollanda, era um homem muito sério e respeitado pelos colegas”. Para ele, Hollanda, que comandou a missão militar na Selva Amazônica entre setembro de dezembro de 1977, era um homem muito introspectivo e as experiências que teve durante a Operação o marcaram profundamente. Sobre ela, o brigadeiro José Carlos Pereira nos forneceu a confirmação para um dado importante, que de fato ela resultou em mais de 2.000 páginas de documentos, além das já sabidas mais de 500 fotos e 16 horas de filme. Já sobre Varginha, no entanto, o militar disse nada saber, exceto o que leu na Revista UFO e na imprensa não especializada. “E você não pode acreditar muito na imprensa não especializada, porque ela é censurada de alguma forma, enquanto a Revista UFO não tem qualquer censura”.
Além de relatar um importante caso ufológico de que teve conhecimento, ocorrido com uma corveta da Marinha, que se envolveu num avistamento de grande gravidade na Amazônia, o entrevistado também descreveu a perseguição a um alvo radar não identificado que um caça da Aeronáutica realizou sobre Goiânia. “Houve um contato do radar com alguma “coisa” e a Defesa Aérea determinou a decolagem de um Mirage da base aérea local. O objeto não identificado estava bem perto, quase na área de Goiânia, mas o radar não estava conseguindo determinar sua altitude, apenas a posição em que estava”. Ele contou que o Mirage subiu na direção do UFO até onde pôde, e quando chegou a 48 mil pés de altura [Cerca de 16 km], teve que abandonar a busca, sem sucesso.
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