ENTREVISTAS

Por Renato A. Azevedo

Rubens Junqueira Villela: UFOs na Antártida e seus múltiplos níveis de ação

Categoria: CASUÍSTICA | EXPERIÊNCIAS PESSOAIS

Novembro de 1961. Pela segunda vez o meteorologista e cientista brasileiro Rubens Junqueira Villela visitou a Antártida. Chegou de avião à base norte-americana de McMurdo, na Ilha de Ross, e dali seguiu com o restante da equipe em um avião Hércules, com destino a base Amundsen Scott, quase no Pólo Sul geográfico. O convite para a expedição veio da própria Marinha dos Estados Unidos, para a qual o então jovem pesquisador havia enviado um relatório científico sobre a Antártida, logo após sua formatura pela Universidade Estadual da Florida.

 

Sob uma temperatura de 39 graus negativos e a uma altitude de quase 3.000 m, qualquer esforço se torna uma penosa experiência. Todos entraram na base e, após uma visita às instalações, encaminharam-se novamente para fora, a fim de percorrerem a pé poucos metros até o mastro que assinala o ponto exato do Pólo Sul. Era um grupo de 15 pessoas, que se somaram as pouco mais de 600 que já haviam estado naquele local, até então. Villela foi o primeiro brasileiro a pôr os pés no extremo sul do planeta.

 

Eu estava embarcado no navio quebra-gelo Glacier da Marinha dos EUA, desviando de icebergs. De repente, tivemos nossa atenção atraída por um objeto luminoso que cruzava o céu a baixa altura. Gritos partiram dos tripulantes no convés. O objeto era oval e multicolorido, deslocando-se lentamente

 

Esta é apenas uma amostra do que nosso entrevistado já contribuiu para a ciência em nosso país. Professor aposentado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), já esteve 12 vezes no continente gelado e auxiliou desde o começo o Programa Antártico Brasileiro, além de ajudar no planejamento das viagens de Amir Klink. Em seu esforço, Villela aprendeu até a voar com planadores, a fim de ter um contato mais próximo com a atmosfera. Ele esteve presente quando, em 06 de fevereiro de 1984, foi hasteada pela primeira vez a bandeira brasileira na inauguração de nossa estação antártica, que descreve como um dos momentos mais emocionantes de sua vida.

 

Outro destes momentos marcantes, sem dúvida, foi sua primeira expedição à Antártida, em 16 de março de 1961, quando, junto de outros membros da tripulação, testemunhou um UFO que cruzou o céu, fato narrado com riqueza de detalhes em seu artigo Discos Voadores na Antártida [Veja UFO 58]. A observação ocorreu no exato lugar onde hoje estacionam os navios brasileiros, que servem à Estação Antártica Comandante Ferraz. Villela chegou a apresentar seu testemunho na comissão ufológica oficial do governo francês, anos mais tarde.

 

Ao lado de outros ufólogos, ele fez parte da extinta Associação de Pesquisas Exológicas (APEX), junto a pioneiros como Max Berezovski e Flávio Pereira.

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ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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