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Equipe UFO Wellaide Cecim Carvalho, médica sanitarista e diretora do Departamento
de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém
(PA), foi uma das raras profissionais da área de saúde
a ter um contato direto com as vítimas de radiações
emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade ímpar durante
sua permanência na Unidade Sanitária de Colares, quando
assumia as responsabilidades de saúde da ilha. Entre as dezenas
de relatos ali existentes, foi possível selecionar duas testemunhas
importantes: Claudomira da Paixão e Newton Cardoso, ambos vítimas
do chupa-chupa.
Claudomira, residindo numa casa simples, próxima ao antigo campo
de aviação, e na companhia de seu marido e da filha caçula,
relatou sua experiência: “Na época do chupa-chupa
a gente não dormia direito. Todo mundo ficava com medo dos aparelhos
e por causa disso fomos dormir na casa de minha prima Maria Isaete
de Pantoja, aqui perto. O pessoal já estava descansando e logo
tratei de arrumar um lugar para dormir. Coloquei a minha rede bem próxima à janela,
cobrindo-a com um pedaço de plástico. Vesti o meu camisão
estampado e logo me deitei. Lá por volta da meia-noite acordei
com um forte clarão, uma espécie de foco de cor verde
clara. Ele descia bem em cima do meu peito, do lado esquerdo”.
Incapaz de recordar a data exata do acidente, ocorrido durante a penúltima
semana de outubro de 1977, a mulher guarda até hoje seqüelas
de seu contato.
“Tentei gritar, mas a minha voz não saiu. Senti uma quentura.
Depois, aquele foco de luz foi recolhendo e eu vi que estava queimada.
Tudo foi muito rápido”. O jornal O Estado do Pará,
de 02 de novembro do mesmo ano, noticiou a experiência: “No
centro da cidade de Colares, Claudomira, com febre alta e sinais no seio
e no braço direito, evidenciando ter sido focalizada pela luz
esverdeada, procurou atendimento médico”.
Ainda segundo Claudomira, no momento em que o foco de luz a atingiu,
ela teria sentido picadas na pele como se agulhas estivessem sendo
espetadas. Além disso, também sentiu dores de cabeça
e uma moleza grande que perdurou por vários dias. No dia seguinte,
dirigiu-se à unidade sanitária, onde foi atendida pela
médica Wellaide, sendo posteriormente encaminhada a Belém
para exames complementares no Instituto Médico Legal Renato
Chaves. O mal-estar e as constantes dores de cabeça se prolongaram
por muitos dias, acompanhados de uma indisposição geral
e falta de força nos membros. Anos depois, ainda sente súbitos
sintomas, principalmente dores de cabeça, idênticos aos
de 1977. “Minha saúde parece que não ficou a mesma
depois do acidente”, afirma.
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