|
| Muitos mistérios assombram os piauienses |
Com uma rica e diversificada casuística ufológica, o Piauí pode ser hoje considerado o estado brasileiro com uma das mais fortes e significativas incidências de contatos imediatos de todos os graus. Uma grande quantidade deles chega regularmente ao conhecimento da equipe de investigadores de campo da União de Pesquisas Ufológicas do Piauí (Upupi) [Veja box], mas representa um percentual muito inferior aos episódios efetivamente acontecidos, que dificilmente serão conhecidos. Praticamente em todos os municípios piauienses há relatos de avistamentos de UFOs e contatos com tripulantes, que, somados, chegam aos milhares. Isso se multiplica a cada geração, pois os antepassados dos moradores já narravam tais fatos aos seus descendentes, décadas atrás. Sabemos também que parte considerável das ocorrências ufológicas talvez nunca chegue ao conhecimento dos próprios contatados, pois só seriam lembradas através de hipnose, inacessível para eles.
O cenário ufológico piauiense vem se consolidando gradativamente nos últimos anos porque os fatos, antes relatados apenas oralmente, agora ganham registros em fotos e filmes, muitas vezes atingindo a internet e, assim, a mídia em geral. Os relatos de experiências ufológicas no estado se incorporam à cultura regional, que apresenta termos próprios para, no linguajar da população, designar o mesmo que UFOs ou discos voadores, tais como aparei, chupa e froque. Interessante é que, embora a ciência rejeite estes acontecimentos, eles são reais e estão presentes no cotidiano dos moradores. Não são fatos isolados, mas múltiplos.
O trabalho investigativo da Equipe Upupi envolve a visita às áreas atingidas e entrevista às testemunhas in locu, como no povoado de Vinagreira
Parece cômico, mas o caboclo ou morador do interior, quando vivencia um contato com UFOs ou ETs, muda instantaneamente seus padrões culturais e habituais. Tanto que, ao longo do tempo, foi possível aos pesquisadores descobrir os períodos de maior incidência ufológica em cada região do estado, o que permite mais eficiência nas investigações. As testemunhas das ocorrências ufológicas são obrigadas a conviver com os fatos, defendendo-se como podem das incursões dos objetos e seres desconhecidos. Temem sua aproximação e, algumas vezes, até disparam armas de fogo em sua direção. Para se proteger de eventuais ataques dos UFOs, usam moitas e se camuflam na escuridão. Em épocas de maior incidência evitam sair à noite, e quando o fazem, nunca estão sós ou saem cautelosos de casa, com um olhar à frente e outro para o alto.
A reação dos tripulantes — Do lado oposto destes acontecimentos, os supostos tripulantes dos UFOs ou os controladores das chamadas sondas ufológicas parecem conhecer muito bem nossa população e seus hábitos. Usam estratégias para interceptarem suas vítimas ou contatados. Suas naves se camuflam entre as estrelas, descendo ao solo para incursões junto das vítimas no momento certo. Sejam quem forem estes seres, evitam noites muito enluaradas e têm grande facilidade para encontrar os caçadores na escuridão da mata, como se tivessem “sensores de rastreamento” para agir à distância. Sua capacidade parece estar além do infravermelho ou das ondas cerebrais. Os tripulantes também parecem monitorar tudo que envolva equipamentos eletrônicos numa determinada área, e sempre que sentem segurança, atuam sem limites.
Testemunha descreve sua experiência. Paulo Henrique, que foi protagonista, junto de sua mãe, de um encontro com um UFO pousado e seus tripulantes
Constatou-se que os seres extraterrestres atuando no estado permanecem longas horas em determinados locais, fazendo manobras de aproximação que envolvem, inclusive, vôos rasantes sobre as casas, obrigando os moradores a se esconderem, observando as atividades alienígenas através das fendas das paredes e portas. Apesar da regularidade das ações destes seres, muita gente ainda não acredita que os fatos relatados sejam reais. Mas, independente disso, os casos são semelhantes em qualquer lugar que se considere. As atividades alienígenas deixam seqüelas, mudam o padrão comportamental de um povo, alteram a cultura regional e causam o surgimento de novos hábitos. Os avistamentos produzem efeitos físicos nas pessoas e no solo, às vezes marcas tão profundas e irreversíveis que não se apagam facilmente da memória dos contatados. Não devemos desprezar tais acontecimentos, pois são situações profundas e enraizadas em muitas gerações.
A estranheza do fenômeno leva à incredulidade sobre sua natureza extraterrestre. Mas é um erro negar a veracidade de tais acontecimentos, mesmo porque, acreditando ou não nas testemunhas, eles ocorrem a todo instante, independente do nível cultural dos atingidos. A cegueira causada por tal incredulidade faz supostos entendidos no assunto definirem as experiências como meras miragens, alucinações, fenômenos celestes ou da própria natureza. Felizmente, a resistência à aceitação dos fatos e a rejeição à sua origem extraterrestre está aos poucos sendo vencida pelas evidências.
A Equipe da Upupi acampada em áera de grande incidência ufológica no interior do estado. A Upupi pode ser encontrada pelo site www.upupi.com.br
Argumentos da psicologia — Mas, até que ponto podemos tomar o relato das testemunhas como verdadeiros? Não haveria muita imaginação agregada às suas narrativas? Estas são situações que devem ser analisadas. Hoje, com a influência da mídia, estimula-se muito a geração de fantasias motivadas pelo desejo pessoal do indivíduo e até por sua ambição de se tornar o centro das atenções. A psicologia tem argumentos para compreender este comportamento. Mas deve-se levar em consideração que grande parte dos acontecimentos ocorre em regiões interioranas, habitadas por gente simples, de baixa cultura e, em alguns casos, até na mais absoluta pobreza. São pessoas que evitam falar de suas experiências, mas, honestas, sentem-se orgulhosas de revelar o que passaram, apesar das injustiças sociais que sofrem. Não querem ser ridicularizadas ou chamadas de mentirosas por quem não entendem os fatos, e preferem descrever suas ocorrências a pesquisadores que demonstram confiança. A Equipe Upupi verificou isso muitas vezes in locu, encontrando histórias idênticas provenientes de testemunhas que nem se conhecem.
Leia esta matéria na íntegra adquirindo a Revista UFO 141 nas bancas.
O Caso Vinagreira e o princípio da possibilidade
Dentro dos procedimentos técnicos da Ufologia, a coleta de depoimentos é a melhor forma de compor uma pesquisa. Este texto se limita a um único relato, que possui uma rica teia de interpretações sobre o Fenômeno UFO no Piauí, deixando-nos inquietos com as flutuações que um depoimento pode mostrar. Antes de estudá-lo, é importante entender a participação de uma testemunha na pesquisa ufológica. Ela permite ao ufólogo acessar a memória individual e coletiva dos fatos de um grupo, pois é a partir de um depoimento de contatos ou avistamentos que se terá noção da percepção de realidade processada pela testemunha, permitindo o aproveitamento ufológico do fato.
A coleta de depoimentos de testemunhas ufológicas é a melhor forma de compor uma pesquisa, mas o procedimento deve ser muito cauteloso e amparado por "filtros"
A entrevista equilibrada e sem distorções não traz resultados exatamente confiáveis, mas ajuda a preencher lacunas na inquietação do pesquisador. É importante ter consciência de que uma entrevista nunca é verdadeira por excelência, devido a uma série de flutuações nas afirmações da testemunha, às vezes pouco consistentes, ligando crenças e enganos que se cruzam. Numa pesquisa realizada pela União de Pesquisas Ufológicas do Piauí (Upupi)no povoado Vinagreira, no município de José de Freitas, em 17 de setembro de 2005, tivemos a oportunidade de checar várias hipóteses. Aproveitou-se para realizar uma vigília, planejada para investigar alguns casos narrados pelos moradores da região. Segundo Flávio Tobler, pesquisador do grupo, as aparições de engenhos extraterrestres naquela localidade são registradas no imaginário popular há pelo menos 20 anos. Lá, o caso mais interessante, para efeito de análise, é o da senhora Teresa Rocha de Jesus Oliveira, 61 anos, que poderíamos intitular como “o episódio do ser de um olho só”.
Leia esta matéria na íntegra adquirindo a Revista UFO 141 nas bancas. |