Desde os anos 60 temos visto o lançamento de inúmeros programas científicos destinados à pesquisa da vida extraterrestre. Projetos variados, estabelecidos com cifras vultuosas pelos governos norte-americano e soviético, duraram décadas e empreenderam a participação de cientistas do mais alto nível. O que estas iniciativas tentaram foi a captação de ondas de rádio eventualmente emitidas por outras civilizações, residindo em outros planetas. Cientistas e estudiosos pretenderam que tais programas pudessem captar sinais inteligentes de seres não-terrestres. Em 1996, tal empreendimento foi excepcionalmente bem dramatizado no filme Contato, em que uma obstinada cientista tenta a todo o custo ouvir as estrelas – e consegue. Ellie, o personagem de Jodie Foster, acaba captando sinais que viriam de um planeta orbitando a estrela Vega. Curiosamente, na vida real, é em Vega que a maioria dos astrônomos e exobiólogos deposita boa parte de suas esperanças de encontrar vida alienígena.
Entre os programas mais bem estruturados para se ouvir as estrelas está o Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI), ou Busca por Inteligência Extraterrestre [www.seti-inst.Edu], criado pelo cientista e autor Frank Drake, da Universidade de Stanford, na Califórnia. Em sua empreitada, o SETI construiu uma rede de potentes radiotelescópios e há anos vem se valendo da ajuda de milhões de voluntários em todo o mundo, que cedem seus computadores domésticos – quando conectados à internet – para que se efetuem os cálculos necessários para se definir se os sons recebidos têm padrão inteligente. Tais computadores recebem dados de uma central e os computam, durante o tempo ocioso das máquinas, quando não estão sendo usadas por seus proprietários.
Sem dúvidas, tal processo é o resultado de uma engenhosa manobra para se descobrir se estamos ou não sozinhos neste vasto universo. Os cientistas crêem que não, mas querem ter provas efetivas. Há alguns anos, o Governo norte-americano anunciou a destinação de mais 150 milhões para a mesma busca científica, através da implementação de novos campos com gigantescas antenas, voltadas para as estrelas onde se crê haver maiores chances de se encontrar vida. Estes instrumentos varreriam o céu em busca de quaisquer indícios que indiquem uma civilização alienígena. A cifra é desprezível, se comparada ao bilionário orçamento do programa espacial da NASA. Mas é assombrosa sob quaisquer outros parâmetros! E mais assombroso ainda é o fato de os EUA estarem dispostos a investir tamanha soma em um projeto semelhante a vários anteriores, que jamais deram quaisquer resultados. Isso mesmo: mesmo sendo mantidos há décadas, jamais tais programas receberam sinais inteligentes provenientes de fora da Terra. Ou, se receberam, seus responsáveis não os divulgaram...
O investimento anunciado dividiu a opinião pública, que acha que tal valor seria melhor empregado em infra-estrutura de áreas sociais nos Estados Unidos. Mas também enfureceu os ufólogos, que viram no empreendimento um desperdício duplo. Primeiro porque estaria se insistindo em algo que só deu certo, até então, no cinema. E segundo porque os verdadeiros sinais de vida extraterrestres não provêm de longínquas estrelas, mas estão aqui mesmo, em nosso próprio planeta. E que sinais! Todos os dias, nos mais diversos pontos do território norte-americano – e do resto do mundo – UFOs são vistos tanto por civis quanto por militares, são detectados em radar e não raramente fotografados e filmados. São milhões os registros das naves, resultante da vigilância das Forças Armadas de quase 180 países. Então, por que gastar fortunas e desperdiçar grandes talentos científicos tentando ouvir estrelas, se as evidências que buscamos – de que não estamos sós – estão aqui em nosso próprio quintal?
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