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Miscigenação Cósmica
Estariam os alienígenas buscando uma raça híbrida com genes humanos?

Segundo especialistas, a criatura viva na Terra mais próxima do ser humano geneticamente é o chimpanzé – a diferença entre nós é de apenas 2%. No entanto, esses míseros 2% são suficientes para que ambos tenham características físicas e intelectuais enormemente divergentes. Inclusive, também são suficientes para que não haja qualquer compatibilidade de miscigenação entre nossas raças. Então, o que pensar sobre seres humanos terem relações sexuais com criaturas oriundas de outros planetas, que podem estar muitos séculos à nossa frente, evolutivamente? É aceitável pressupor alguma compatibilidade genética entre homens e ETs, a ponto de ser possível uma miscigenação entre ambos?

Num primeiro momento, é importante entender que não sabemos quem são eles, de onde vêm e o que desejam – assim como não temos qualquer idéia sobre suas culturas e conhecimentos científicos. Assim, como podemos especular sobre suas capacidades e limitações em termos de engenharia genética? Esses seres podem ter conhecimento tão avançado sobre as estruturas que compõem o DNA que lhes é viável a manipulação de cromossomos, chegando até a compatibilidade e miscigenação de formas de vidas que contém estruturas genéticas diferenciadas.

Assim, atribuir uma limitação às atividades dos extraterrestres, de acordo com os parâmetros humanos, é um erro fenomenal. Podemos estar diante de criaturas que têm uma evolução científica que não podemos sequer imaginar, quanto mais avaliar! É importante considerar também que compatibilidade genética talvez seja um fato. Os alienígenas do tipo alfa ou grays [Cinzas] chegaram a dizer a seus interlocutores terrestres que “somos feitos da mesma substância”, como aconteceu no caso da abduzida Betty Andreasson Luca. Ela garante que seus abdutores lhe informaram que nós compartilhamos estruturas genéticas similares com eles. Aliás, talvez tenhamos ligações mais profundas com alienígenas do que nossa vã filosofia suponha.

Não é de hoje que muitos pesquisadores defendem que o ser humano teve contato com ETs no passado bíblico, tendo interpretado tais contatos como manifestações divinas. E também que o próprio aparecimento do homem na Terra se deve a um programa de colonização de mundos operado por civilizações alienígenas. Será que somos filhos de um ancestral em comum com os extraterrestres? No Gênesis bíblico há clara menção do cruzamento entre humanos e criaturas divinas: “E depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhe deram filhos, estes foram valentes, varões de renome na Antigüidade”.

Seria essa parte do Gênesis um registro de miscigenação entre homens e seres espaciais, que foram interpretados como algum tipo de divindade? No apócrifo livro do profeta Enoque, que foi retirado da Bíblia por ser muito revelador, há a descrição da miscigenação entre anjos e mulheres humanas, que resultou no nascimento de gigantes de 300 côvados de altura...

“BARCO VOADOR” — Os índios brasileiros também trazem em sua bagagem cultural histórias em que aparecem indícios de miscigenação com alienígenas. Há uma interessante lenda dos kayapós em que um homem do espaço, chamado por eles de Bep-Kororoti, desceu do céu em um “barco voador”. O personagem mítico era descrito como um homem bonito, de pele clara, alto esguio e forte. Ele acabou interagindo com a tribo, ensinando aos índios como construir uma aldeia circular e uma praça com a escola tribal, que funciona como centro de atividades. Lá se fazem os cânticos, danças, discursos e trabalhos manuais diversos.

O visitante do espaço também organizou a liderança na tribo, de forma que o chefe da aldeia foi instruído a ser atencioso com seu pessoal, e passou a ter mais deveres do que direitos. Bep-Kororoti também determinou a criação de um conselho de anciãos da tribo, para ajudar o chefe a tomar decisões. Os kayapós ainda hoje creditam muito do desenvolvimento e civilidade de sua gente aos ensinamentos de Bep-Kororoti, o homem do espaço. O interessante é que o visitante acabou se casando com uma moça da tribo, tendo filhos com ela. Ainda de acordo com a lenda kayapó, Bep-Kororoti é um ser humano absolutamente igual a nós e a miscigenação, por sua vez, ocorreu por meios naturais, através de relações sexuais.

Na história indígena houve posteriormente um desentendimento entre os nativos e o ET, que culminou em seu retorno ao espaço, com seu barco voador. Mas Bep-Kororoti não foi sozinho: levou consigo sua esposa e filhos. E eles nunca mais voltaram. Mas não são apenas índios brasileiros que descrevem lendas e mitos sobre estranhas miscigenações entre homens e outros seres, muitas envolvendo relações sexuais. Os pigmeus africanos, nativos de baixa estatura que vivem na floresta equatorial, têm uma lenda sobre os seres por eles denominados de akka. Estes seriam criaturas de 40 cm de altura, com cabeças grandes e com protuberâncias. Seus ombros eram mais estreitos do que a cintura e seus pescoços eram bastante longos.

Os akka possuíam pele que parecia ser extremamente queimada pelo Sol e tinham o hábito de importunar as mulheres que se banhavam nos rios, violentando-as e fazendo com que ficassem grávidas. Diferentemente da lenda kayapó, os produtos dessa miscigenação eram filhos disformes e feios. Para tentar proteger-se dos akka, as pigméias usavam pênis fictícios para serem confundidas com homens. É interessante ressaltar que os akka lembram os seres capturados pelo Exército em Varginha (MG), em 20 de janeiro de 1996, exceto pelo tamanho diminuto. Outra lenda que pode ter relação com o tema é a do boto cor-de-rosa.

Cultuada nas regiões ribeirinhas da Amazônia, a lenda diz que à noite o boto se transforma em um homem alto, claro, forte e bonito. Ele sai dos rios e se aproxima de suas vítimas – sempre mulheres – e, usando um olhar hipnótico, consegue seduzi-las. No entanto, antes de amanhecer, o boto se transforma novamente em animal e volta para a água. Assim, segundo as tradições amazônicas, mantidas até hoje, mulheres que morem perto das margens dos rios correm constante risco de ficarem grávidas do boto. Ainda hoje há registros de nascimentos, feitos em cartórios de localidades ribeirinhas, nos quais a paternidade dos bebês é atribuída ao animal – e duvidar dessa paternidade é, para eles, heresia!

Entre as muitas histórias ligadas a esta lenda, está a de uma índia que ficou grávida do boto enquanto tomava banho num rio. Ela teria dado a luz a um casal de crianças estranhas, que tinham seus corpos cobertos de escamas, cabeças triangulares, olhos oblíquos e línguas pontudas. Uma versão dessa história diz que o menino teria se transformado numa grande cobra que amedrontaria os moradores da região. Embora esse detalhe seja folclórico, é interessante notar que a lenda do boto cor-de-rosa tem algumas similaridades com as atividades ufológicas, como o olhar hipnótico da criatura e sua manifestação ligada à reprodução humana. Estudiosos garantem que muitas lendas da Amazônia são, na verdade, manifestações do Fenômeno UFO interpretadas de forma alternativa, norteadas pela cultura popular da região.

APARELHO CIRCULAR — Lendas ou não, tudo indica que esses fatos ocorrem há séculos, em diferentes pontos do planeta. E cada nova interpretação deles reflete a bagagem cultural das populações envolvidas, coisa que ainda parece estar em franco andamento. A verdade é que existem registros aparentemente fidedignos na casuística ufológica mundial, que apontam para esta característica perturbadora e desconcertante: a miscigenação entre humanos e extraterrestres durante abduções alienígenas e, inclusive, com uso de relações sexuais. Um típico exemplo é o famoso Caso Tasca, um seqüestro alienígena ocorrido em 14 de dezembro de 1983.

Na época, Antônio Nelson Tasca tinha 42 anos e dirigia seu carro, uma Brasília, em direção à Chapecó (SC), quando se sentiu atraído para uma estrada de terra sem entender por quê. Mal entrou nessa estrada e avistara um estranho aparelho de formato circular. O UFO flutuava a cerca de um metro do chão. Imediatamente, Tasca tentou se aproximar do aparelho para poder observá-lo melhor, mas teve de recuar em função das ondas de calor que emitia. Subitamente, uma espécie de esteira luminosa saiu do objeto e pegou-o pelos pés, levando-o em direção da nave. Neste exato momento, Tasca perdeu a consciência.

Quando acordou, estava deitado com os braços e as pernas grudados ao corpo, num ambiente extremamente gelado e escuro. “Fui assaltado pela pavorosa idéia de que estava enterrado vivo”, declarou. Tasca teve a impressão de que duas ou três criaturas começaram a tocar suas pernas e encostar algum tipo de instrumento fino em seu corpo. Como o ambiente estava escuro, foi impossível para ele observar exatamente o que estava acontecendo. Passados alguns instantes, Tasca foi levantado pelos ETs para um outro compartimento da nave, onde a temperatura era mais amena. Os seres então saíram e logo em seguida o ambiente ficou claro.

Era uma pequena sala de mais ou menos 3 m de comprimento por 2,5 de largura e 2 de altura. Suas paredes eram feitas de uma espécie de metal. O interessante é que foi só nesse momento que o abduzido percebeu que estava nu, localizando suas roupas no piso ao lado. Repentinamente, uma mulher de baixa estatura apareceu pela entrada da sala. Era quase uma anã, segundo Tasca, que calculou que ela teria cerca de 1,2 m. A criatura usava uma saia e calçava sapatilhas da cor anil. “Ela fixou-me o olhar com tal intensidade que tive a impressão de estar sendo invadido e devassado até as mais íntimas reentrâncias da alma”.

Através de uma suposta comunicação telepática, Tasca obteve algumas respostas sobre o que estaria acontecendo. A alienígena informou se chamar Cabalá e que era procedente de um mundo denominado Agali. Uma música com um timbre diferente de qualquer coisa que Tasca já ouvira começou a ser tocada. Logo em seguida, a mulher deitou nua numa espécie de divã, que o abduzido não soube determinar de onde havia surgido. Tomado por intensos desejos sexuais, Tasca acabou tendo relações sexuais com Cabalá.

CÓPULAS COM ALIENS — Depois de consumada a relação sexual, a ET informou que nasceriam dois filhos daquela união e que receberiam o nome de Mada e Madana. Logo em seguida, retirou-se da sala deixando-o sozinho. O local ficou novamente escuro e Tasca pôde sentir que pelo menos três criaturas estariam lhe cutucando com algum tipo de aparelho fino. Depois desse acontecimento, ele acordou deitado na grama próximo à BR-282, em Chapecó (SC), à 5 km do local onde havia começado a experiência. O caso é um dos mais conhecidos da casuística brasileira. No entanto, abduções alienígenas com relações sexuais com humanos, que culminam na miscigenação de ambas as espécies, não são fatos isolados.

O Caso Tasca reproduz características encontradas em muitos outros casos, como no episódio de Antonio Villas-Boas, agricultor e posteriormente advogado, hoje falecido. Sua história começou em 05 de outubro de 1957, quando passou a ter avistamentos de estranhas luzes sobre a fazenda de sua família, situada em São Francisco de Sales (MG). Naquela noite, seu irmão e cunhada, com quem dividia uma humilde casa, se recolheram para dormir por volta das 23h00. Como fazia bastante calor, Villas-Boas abriu a janela e avistou uma luz brilhante, que iluminava toda a área. Era bem mais clara do que a do luar e o mineiro não conseguiu distinguir sua procedência – apenas que vinha do alto, como um holofote direcionado para o chão.

Diante disso, chamou seu irmão para mostrar o estranho fenômeno, mas ele não deu muita importância ao fato e ambos foram dormir. Esse avistamento foi apenas o começo de uma extraordinária experiência. No dia 15 do mesmo mês, logo após a meia-noite, Villas-Boas estava arando as terras da fazenda com um trator. Subitamente, notou uma estrela no céu ficar cada vez maior – estava se aproximando rapidamente de onde se encontrava. Em poucos segundos o rapaz ficou sob um enorme UFO oval, flutuando a uma altura não maior que 50 m.

O objeto acabou aterrissando logo a frente do trator, fazendo Villas-Boas acelerar o veículo para tentar escapar. Porém, não conseguiu e acabou dominado por três tripulantes da nave, que usavam roupas que cobriam todo seu corpo, inclusive a cabeça. Levado a bordo, o agricultor teve suas roupas retiradas e seu corpo lambuzado com um líquido oleoso.

FORTE ODOR — Logo em seguida, as criaturas tiraram amostras de seu sangue com um tipo de dispositivo que deixou marcas em seu queixo, similares a injeções. As criaturas levaram Villas-Boas para um compartimento onde ele ficou sozinho por mais de meia hora. Cansado, começou a sentir um odor forte e estranho, que lhe causou náuseas. Depois disso, uma mulher nua, de cabelos loiros, olhos finos e azuis, entrou na sala e o rapaz acabou tendo relações sexuais com ela – mas sem se beijarem. Após o ato, a porta se abriu e um dos alienígenas chamou a moça com gestos. Ela, antes de sair, virou-se para o amante terrestre, apontou para sua barriga e, depois, com uma espécie de sorriso, para ele e para o alto, como se quisesse dizer que Villas-Boas iria ser pai de uma criança que viveria no espaço.

Por volta das 05h30 daquela madrugada, o abduzido foi devolvido ao mesmo local onde sua experiência havia se iniciado. O Caso Villas-Boas teve enorme repercussão internacional e nele, tal qual no Caso Tasca, é evidente que se tratou de uma experiência de miscigenação entre humanos e alienígenas, onde uma vida seria criada a partir do cruzamento de um ser terrestre com um extraterrestre. Mas por quê? É importante compreender que os ETs parecem ter uma capacidade psíquica de nos manipular. Um bom exemplo disso se dá quando pessoas vão inexplicavelmente a lugares isolados, onde são abduzidas sem que façam a menor idéia do por que foram até lá. Igualmente, apesar do terror diante dos acontecimentos, os abduzidos são incapazes de reagir e fugir.

MANIPULAÇÃO MENTAL — Há ainda relatos que apresentam indicadores de que essas interferências e manipulações podem transcender nosso comportamento, atingindo níveis mais profundos em nossas mentes. Com situações tão desconcertantes, em que os abduzidos apresentam ao mesmo tempo sensações de afeto e amor pelos ETs, vemos um paradoxo diante da situação de violência que um rapto constitui. Com tudo isso, podemos concluir que, aparentemente, estes visitantes conseguem manipular nossos comportamentos, sensações, percepções e emoções. Isso fica ainda mais claro no próximo caso, pesquisado pelo ufólogo Alberto Romero, envolvendo um rapaz chamado de Taí, que teve uma experiência numa noite de fevereiro de 1998.

O próprio protagonista descreve que estava na cidade de Santo Antonio (BA), na casa dos sogros, dormindo no chão. Taí sonhou estar mantendo relações sexuais com uma mulher muito bonita, segurando-a pelo quadril, como se ela se apoiasse numa mesa ou coisa semelhante, colocada à sua frente. Chocado, em seu sonho, logo em seguida percebeu que havia copulado não com uma mulher, mas com uma espécie de aparelho tecnológico. Era um arremedo de corpo feminino dos quadris para cima. Para baixo não passava de uma máquina. Ao retirar seu pênis, percebeu que o mesmo tinha estado dentro de um tubo forrado, aparentemente com algo semelhante a uma borracha úmida e macia. Da parte inferior desse aparelho saíam vários tubos e mangueiras, ligados a um receptáculo branco.

A experiência é inusitada, sem dúvidas, mas seria somente um sonho? Ao que tudo indica, tratou-se de uma abdução, com características iguais a muitas outras – entre elas, justamente, a semelhança com um sonho, mas muito real e consistente. O caso consta da obra Verdades que Incomodam, de Alberto Romero [Código LV-03 da BIBLIOTECA UFO], e ilustra como há procedimentos diferenciados nas abduções. Neste episódio específico, os extraterrestres recolheram esperma humano por meios mecânicos, induzindo o abduzido a acreditar que estava realmente tendo relações sexuais. Será que Villas-Boas e Tasca tiveram experiências parecidas com a de Taí, e que na verdade foram alvos de alguma indução psíquica que os tenha levado a crer que estavam tendo relações sexuais?

As diferenças entre esses casos e o do baiano são consideráveis e parecem não ter relação. Na verdade, a utilização de meios artificiais para coleta de material seminal pode representar outro estágio nas abduções. Embora não possamos ignorar a possibilidade de que as relações sexuais com fêmeas alienígenas estejam no mesmo âmbito que o uso de equipamentos tecnológicos – só que, em vez de máquinas, agora temos invenções biológicas desenvolvidas para as experiências. De qualquer forma, há casos em que meios artificiais são aplicados conjuntamente com a utilização de relações sexuais. Um exemplo é a abdução envolvendo Jocelino de Mattos, com 19 anos na época, e seu irmão Roberto Carlos, de 13, ocorrida em 13 de abril de 1979, em Maringá (PR).

Os irmãos caminhavam pelo bairro Jardim Alvorada quando viram um UFO brilhante se aproximando. Acabaram desmaiando debaixo de uma grande árvore no meio de um imenso campo arado, bem a frente do objeto, que para lá se dirigiu e os atraiu como que hipnoticamente. Após alguns minutos, Jocelino sentiu que alguém pegava seus braços e o levava flutuando para dentro do UFO. Segundo seu testemunho, obtido através de hipnose regressiva, os seres fizeram um tour pela nave ao seu lado, mostrando-lhe vários compartimentos. Até que chegaram numa sala que parecia ser um leito de hospital, repleto de equipamentos que lembravam ser de uso médico. Jocelino, um eletricista semi-analfabeto, acabou deitado numa cama e os seres extraterrestres começaram a examiná-lo.

O processo consistiu da coleta de amostras de pele, cabelo e sangue. Logo em seguida, foi colocado em seu pênis um aparelho de sucção, que tinha um saquinho que parecia ser feito de papel celofane na ponta – provavelmente, tratou-se da retirada de amostra de seu líquido seminal. Passados alguns minutos, uma mulher entrou na sala e começou a acariciar Jocelino. Ele ficou excitado, ela abriu um compartimento de seu macacão inteiriço, na altura dos quadris, e tiveram relações sexuais. Após terminarem, a criatura feminina ainda disse para ele que “... talvez a semente vingue”.

Por fim, os seres voltaram a sala e, juntos da mulher, já vestida, tiveram uma longa conversa com o maringaense. Em seguida, devolveram Jocelino ao local onde tinha ficado seu irmão, caído debaixo da árvore, e permitiram que ambos partissem. No entanto, durante a conversa que tiveram, asseguraram que tudo aquilo estava sendo realizado por uma boa causa.

“TALVEZ A SEMENTE VINGUE” — Roberto Carlos não participou das experiências e ficou inconsciente o tempo inteiro, certamente por não ter ainda idade sexual adequada para os propósitos dos ETs. O Caso Jocelino é apenas mais um onde fica explícito o interesse de alienígenas por nosso material genético. E fica evidente com a frase “... talvez a semente vingue”, que seu sêmen seria usado para fins de procriação com a fêmea com que manteve relações. Há ainda, nesse caso, muitas outras delicadas informações, entre elas a de que o contato de Jocelino, a exemplo de vários outros abduzidos, continua acontecendo.

O jovem foi levado inúmeras vezes a bordo daquela e de outras naves, conhecendo diversas tripulações. Já o processo de miscigenação entre ETs masculinos e mulheres terrestres é mais complexo. Conforme registros da casuística ufológica, mulheres são abduzidas e passam por uma série de exames médicos, tal qual os homens. No entanto, todos os procedimentos culminam numa espécie de inseminação artificial – sem cópula. Vários relatos descrevem que foram introduzidos nas genitálias das abduzidas dispositivos metálicos, muitas vezes com objetos em suas pontas. Em algumas circunstâncias, em situações de extrema dor.

Os casos de relações sexuais com mulheres durante os seqüestros alienígenas são mais raros do que com os homens, ou talvez menos relatados pelas vítimas. Depois das abduções, as mulheres normalmente não têm consciência de sua experiência e retornam a vida normal sem imaginar que foram inseminadas. No entanto, algumas delas ficam surpresas, posteriormente, ao descobrirem que estão grávidas. Seus seios aumentam e tudo transcorre quase como uma gravidez normal. Mas por um pequeno período de tempo.

Normalmente, entre o terceiro e quarto meses de gestação, as vítimas são novamente abduzidas e os raptores retiram seus fetos. Há ainda relatos que dão conta da colocação desses fetos em algum tipo de dispositivo, uma espécie de útero artificial, onde possivelmente continuariam o processo de maturação fora do ventre de suas mães terrestres. Veículos em que isso foi observado são chamados de “naves maternidade”.

MEMÓRIAS DOLOROSAS — O resultado dessa situação é que as mulheres simplesmente não se lembram como perderam seus filhos, pois nem vestígios dos fetos são encontrados. Muitas acabam acreditando que sofreram algum tipo de aborto espontâneo, e passaram por um período de amnésia no momento do trauma. Este é, na verdade, um mecanismo de defesa psíquico que elimina de suas mentes uma memória extremamente dolorosa. Poucas mulheres acabam tomando consciência que tiveram seus filhos roubados pelos alienígenas. Um dos detalhes mais marcantes envolvendo este tipo de ocorrência é a excepcional frieza dos extraterrestres que praticam esses atos.

Mesmo diante do desespero das mulheres ao verem seus filhos lhe serem tirados, nunca demonstram o menor sinal de emoção. Todo o processo é conduzido quase que de forma mecânica e autônoma. Um exemplo de exceção à regra, em que aparentemente houve relações sexuais de uma mulher com ET, é o Caso Shane Kurtz, ocorrido em 02 de maio de 1968, em Westmoreland (EUA). Shane foi abduzida após ter avistado um UFO e foi levada para uma sala que parecia um consultório médico. Nela havia um ser com olhos negros enormes. Shane acabou deitando-se numa espécie de cama e percebeu que havia outras criaturas na sala, que realizaram vários exames nela, dizendo-lhe que era “uma boa reprodutora e que seria mãe de um filho deles”.

Apesar dos protestos da abduzida, solenemente ignorados, os seres a despiram e passaram uma espécie de óleo por todo seu corpo, afirmando que isso a estimularia – exatamente como fizeram com Villas-Boas. Após isso, Shane teve relações sexuais com um ser que tinha corpo e genitália muito parecidos com os de ser humano normal. O caso é bem documentado e foi publicado no livro Os Ufonautas, de Hans Holzer. Vários relatos também asseguram que, tanto para homens como para mulheres, há uma abdução posterior a inicial, quando lhes são mostrados os resultados da miscigenação que aconteceu no primeiro episódio.

Mulheres e homens se deparam com criaturas híbridas que, em muitos casos, têm um aspecto físico que demonstra claramente uma mistura entre humanos e ETs. A criação desses “híbridos” parece ser o objetivo central das atividades alienígenas em nosso planeta. Estudiosos do tema sustentam que os híbridos sejam uma ponte entre nós humanos e nossos visitantes. Algumas vezes, tanto homens como mulheres se emocionam com seus filhos cósmicos, mas em outras ocasiões ficam chocados com tudo que lhes está acontecendo. Toda a experiência é bastante estranha e insólita, mas a grande pergunta continua sem resposta: por que isto está acontecendo? OS

MOTIVOS DA MISCIGENAÇÃO — Buscar um sentido lógico e compreensão das atividades alienígenas é algo bastante difícil, que até hoje não foi alcançado definitivamente. O fato é que não sabemos o que está se passando. Também não sabemos quais são as implicações dessas experiências para nossa civilização e, muito menos, para onde tudo isso pode nos levar. Sequer temos idéia se nossas autoridades têm conhecimento a respeito de tantas atividades inquietantes. Aparentemente, estamos diante de uma clara exploração fisiológica de humanos perpetrada por seres extraterrestres – cujos objetivos parecem atender aos seus interesses, em detrimento de nossos valores.

Para algumas mulheres que foram abduzidas, os aliens teriam mostrado imagens de crianças supostamente do tipo alfa como uma maneira de solicitar-lhes ajuda, pois elas pareciam estar sofrendo. Este dado leva muitos pesquisadores a acreditar que os ETs estariam diante do iminente perigo de extinção de sua espécie – daí a necessidade do programa de hibridização com seres humanos, abundantes em material genético. O objetivo dessa miscigenação seria então eliminar uma decadência biológica existente em seus genes, através da mesclagem com os terrestres. Esta hipótese nos coloca como simples provedores de material genético para nossos visitantes.

Obviamente, muitas pessoas preferem acreditar que estamos diante de um programa alienígena que visa ajudar a humanidade terrestre, pois é muito mais confortável acreditar que os alienígenas são superiores não apenas tecnologicamente, mas espiritualmente. Isso coloca os abduzidos numa posição agradável: a de que foram escolhidos por uma boa causa e que são pessoas especiais. É muito mais fácil conviver com tais considerações do que admitir que talvez não passemos de ratos de laboratório para os extraterrestres, cujos interesses visam exclusivamente suas raças. Neste caso, os híbridos entre humanos e alienígenas seriam um produto de suas experiências, que não têm e não terão qualquer interação futura com nosso mundo.

“Para mim, parece que os seres extraterrestres estão realizando algo que serve a interesses exclusivamente deles, e não nossos”, afirmou o norte-americano Budd Hopkins, pesquisador de abduções de renome mundial e autor dos livros Intrusos e Testemunho Oficial, em entrevista à REVISTA UFO, edição 63. “Pessoas de tendências religiosas ou místicas querem que pensemos que os ETs estão aqui para nos ajudar. É realmente bom pensar assim, mas não creio que esse seja o caso. Também não acredito que estejam aqui para nos explorar ou levar-nos a outros mundos sem retorno, como quer outro grupo de pesquisadores. Isso é paranóia!”

No entanto, nem todos os experts nesse tema concordam com essa hipótese. Há outras teorias que vêem as atividades alienígenas por um prisma mais alarmista e inquietante, como o doutor em história David Jacobs, da Universidade de Temple, na Filadélfia (EUA).

TEMOR INEVITÁVEL — Jacobs é um dos principais investigadores de abduções, que acredita que essa exploração fisiológica dos humanos por ETs poderia ser parte de um programa que, no futuro, representaria uma espécie de integração entre nossas raças. Nesse aspecto, o temor é inevitável: duas espécies básicas que se mesclariam e dariam início a uma terceira forma, que preservaria as características de ambas e certamente as suplantariam. Jacobs chega a dar a seguinte declaração, no documentário Estudo das Abduções Alienígenas [Código VD-29 da BIBLIOTECA UFO]: “Sei que pode parecer loucura, mas talvez estejamos diante de um programa de colonização da Terra”.

Para alguns, a própria opção pela clandestinidade nas atividades dos alienígenas é um bom indício de que, sejam quais forem seus objetivos, não é desejável que nós, humanos, tomemos consciência dele – e isso não é um bom sinal! Ainda segundo Jacobs, o suposto programa de criação de híbridos parece apresentar alguns problemas para estes últimos. “Num caso de abdução específico que investiguei, um ET disse a um abduzido que tinha dificuldades em controlar os híbridos por causa de seus sentimentos, e isso constituía um sério problema para eles”.

Ele se refere ao fato de que, diferentemente de nós, os seres alfa parecem ser absolutamente insensíveis e pertencer a uma sociedade fria, sem traços de emoções. “O ET disse-lhe também que não sabiam que isso iria acontecer quando iniciaram seu programa de reprodução. Por essa razão, sempre tentam solucionar o problema usando recursos psicológicos”. No entanto, muitos seres gerados por hibridação estariam carregando em seus genes toda a carga emotiva inerente ao ser humano. Para o pesquisador, um choque com o padrão frio e calculista que norteia a vida dos ETs havia se constituído num grande problema.

ENGENHARIA GENÉTICA — Um dos casos de abdução mais bem documentados do mundo é o de Betty Andreasson Luca, pesquisado por Raymond Fowler. Betty sofreu vários seqüestros ao longo de sua vida. Aparentemente, ETs do tipo alfa a haviam escolhido para que testemunhasse todas as suas atividades – inclusive de engenharia genética. Um dos momentos mais importantes do Caso Andreasson é quando Betty questiona uma cena desconcertante que vê a bordo de um UFO: os extraterrestres haviam abduzido uma mulher e estavam retirando dela um feto que não parecia ter mais que quatro meses de gestação. Betty ficou chocada ao ver os aliens empurrarem longas agulhas para dentro da cabeça do feto e também em suas orelhas.

Logo em seguida, circuncidaram os olhos do feto e mergulharam-no num recipiente com um líquido. Os pequenos corpos estavam conectados a um estranho aparelho, uma espécie de útero artificial. Betty, ao questionar aquilo, recebeu a seguinte resposta: “Temos que fazer isso porque à medida que o tempo passar a humanidade ficará estéril. Não será capaz de procriar por causa da poluição da terra, da água e do ar, bactérias e coisas terríveis que existem em seu planeta”. Fica claro no Caso Betty Andreasson que seus abdutores seriam uma espécie de zeladores das formas de vida na Terra, e que estariam acompanhando nossa existência desde o início dos tempos.

Assim, conforme o ser humano atingiu a capacidade de destruir a si mesmo e todas as outras formas de vida no planeta, houve uma aceleração da atividade desses supostos zeladores, como uma espécie de resposta inevitável às nossas ações. Usando o termo observadores para denominar os ETs que a abduziram tantas vezes, Betty descreve suas atividades, inclusive genéticas, como “um trabalho de criaturas divinas a serviço do Criador”. Embora o investigador do caso, Raymond Fowler, não trate o caso dessa forma – que pode ser simplesmente uma interpretação norteada pela forte fé cristã de Betty –, a abduzida estava convencida que os seres alfa seriam uma espécie de anjo.

Mas isso não é tudo! O caso é bastante complexo e apresenta um sem número de nuances, entre os quais a informação que muitos dos fetos resultantes das abduções se tornavam eles, os alienígenas. Eles fecundariam as mulheres terrestres porque as fêmeas extraterrestres teriam um problema de estreitamento da bacia, que as impediria de engravidar. Outra hipótese sobre as atividades dos seres do tipo alfa está diretamente relacionada às teorias desenvolvidas por Marco Petit, sobre um programa de colonização da Terra por extraterrestre.

Baseando-se em casos ufológicos, descobertas arqueológicas e teorias antropológicas, Petit desenvolveu uma hipótese instigante envolvendo o Fenômeno UFO e as atividades de seus ocupantes. O pesquisador sustenta que, durante a colonização do planeta, uma imprevisível atividade solar foi responsável por uma série de cataclismos e a temporária perda de contato com as civilizações responsáveis pelo trabalho. Como resultado, as radiações solares teriam atingido o homem, que sofreu uma queda genética, mergulhando na barbárie e regredindo em termos evolutivos.

ZELADORES DE VIDA — Assim, uma nova intervenção dos extraterrestres foi necessária para ser salvar o trabalho interrompido – inclusive, um programa de recuperação biológica do homem foi implementado. Nós seríamos os sobreviventes de todo esse processo e os UFOs pertenceriam às civilizações que nos deram origem, que hoje voltam para ver como estamos – e talvez iniciar novos procedimentos para restabelecer o contato definitivamente [Veja mais na obra Contato Final – O Dia do Reencontro, código LV-13 da BIBLIOTECA UFO]. Mas se tudo isso é verdade, por que não há contato aberto com esses seres? Seriam nossa ignorância e incapacidade de reconhecer nossas origens cósmicas os principais obstáculos?

Para responder a isso, recorremos às informações obtidas durante um contato alienígena com a carioca Lucy Gallucci, também pesquisado por Petit. Segundo os interlocutores de Lucy, as condições climáticas, cataclismos, inundações e terremotos na Terra causaram algumas tragédias e influíram negativamente na mentalidade das colônias que aqui teriam sido implantadas. Seus hábitos teriam mudado. “Enquanto alguns tinham conseguido excelente aprimoramento cultural e científico, outros regrediram até a brutalidade. Os que estavam em melhores condições formaram clãs e inventaram todos os tipos de deuses para controlar os menos esclarecidos”, disse-lhe o ET.

Mas isso não era tudo. O grupo mais forte e poderoso que sobreviveu na Terra revoltou-se contra seu planeta de origem e, sentindo-se imensamente prejudicado e não mais concordando com a tutela de seus protetores, tornou-se hostil e se transformou num perigo imenso e real para a paz de seu mundo de origem. “O conselho responsável pela colonização não teve outra alternativa senão cortar completamente os laços com a Terra por tempo indeterminado, devido a situação incontrolável que se encontrava”. Será que os seres alfa e suas atividades de miscigenação estariam enquadrados no que é definido acima como “conselho responsável”?

Talvez ainda não saibamos, mas as operações alienígenas em nosso planeta têm ocorrido durante milênios e envolvem, notadamente, engenharia genética. Seria uma forma de recuperação e controle biológico do homem pelas civilizações de origem? Chega realmente a transparecer que algum tipo de mudança está sendo implementada em nossa raça, pois há um claro controle nas amostras que são recolhidas de nós por esses seres. Os abduzidos são levados desde suas infâncias e, em muitas ocasiões, tiveram seus pais abduzidos e seus filhos também serão. Não são poucos os ufólogos que pensam dessa forma, e as evidências de que as abduções compreendem pessoas de uma mesma família já abundam em todo o mundo.

AVANÇO DO SER HUMANO — Quem compactua com a idéia de que os extraterrestres estão acarretando algum tipo de mudança no homem é o médico norte-americano Roger Leir, que ganhou destaque no cenário ufológico mundial após remover cirurgicamente implantes alienígenas de abduzidos. Embora Leir admita que ainda não foi possível determinar as funções dos supostos implantes – aliás, sequer provar que sejam realmente extraterrestres –, sua experiência o fez acreditar que os alienígenas estão conduzindo uma evolução em termos biológicos no homem terrestre.

“Em 33 anos de medicina, tenho observado mudanças assombrosas no desenvolvimento de meus pacientes infantis, sobretudo os nascidos nos últimos 10 anos. Creio que toda mãe que observar seu filho recém-nascido e o comparar a crianças nascidas há mais de 20 anos concordará que há uma tremenda diferença entre elas”, disse. Ele também acha que as crianças atualmente são bem mais perceptivas quanto ao ambiente à sua volta. “Algumas pessoas observam grandes diferenças no ‘novo humano’ e afirmam que essa evolução acontece graças aos cuidados pré-natais, à comunicação entre a mãe e o feto e até mesmo ao que ela assiste na televisão.

Particularmente, discordo disso. Considerando meus recentes estudos sobre as abduções, concluí que o avanço rápido da espécie humana se deve à intervenção extraterrestre em nossos corpos e mentes”, escreveu Leir em seu livro Implantes Alienígenas [Código LV-11 da BIBLIOTECA UFO]. Onde está a verdade? Os únicos dados que dispomos são apenas alguns detalhes do processo de abdução alienígena, como por exemplo a enorme quantidade de sangue, esperma, óvulos e amostras de tecidos e fluídos extraídos dos corpos das vítimas. Tudo isso nos leva a crer numa operação delicada e organizada de miscigenação entre humanos e extraterrestres, sendo implementada por esses últimos.

A pesquisa desse tema é muito importante para a Ufologia e para todos nós. No entanto, até os dias atuais, todas as informações obtidas na pesquisa das abduções, que apontam a evidência acima descrita, permanecem sem uma ligação aparente, lógica. É um show de peças soltas num gigantesco quebra-cabeça desconcertante. Talvez a principal razão disso seja que a lógica humana, de nosso cotidiano, não é a mesma de nossos misteriosos visitantes. E tudo indica que realmente não é. O que podemos esperar, então?

Pelo menos uma coisa, certamente: que os pesquisadores do Fenômeno UFO em todos os pontos do mundo, atentos às ações de nossos visitantes, busquem se aprofundar em suas pesquisas e, principalmente, procurem novas e originais perspectivas para essa equação insolúvel. Talvez o tempo se encarregue de nos apresentar uma nova ordem para os fatos, que possibilite o entendimento final da presença extraterrestre em nosso planeta.

REINALDO STABOLITO é ufólogo, webmaster do site Painel OVNI [-http://br.geocities.com/painel_ovni] e da lista de discussão ufológica Ufonewsbr [www.ufonewsbr.com.br], e consultor da REVISTA UFO. Seu endereço é: Av. Washington Luiz 490, Rudge Ramos, 09618-040 São Bernardo Campo (SP). E-mail: stabolito@ieg.com.br.

Karran: ET faz revelações sobre nossas origens

Marco Antonio Petit, co-editor

Depois de mais de 50 anos de investigações ufológicas, são poucas as pessoas no meio que ainda duvidam da realidade física do Fenômeno UFO. Na verdade, mesmo aqueles que estiveram envolvidos em projetos governamentais secretos, cujas conclusões negavam esta realidade, após o fim dos mesmos acabaram por afirmar a inequívoca presença de objetos voadores controlados por seres extraterrestres. E mais, confirmam que tais seres detêm elevada tecnologia – que aos nossos olhos parece quase magia, tamanha a disparidade tecnológica que se apresenta em relação às nossas possibilidades.

Se por um lado não parece haver dúvida sobre a realidade do fenômeno, por outro, entretanto, existe um grupo de pesquisadores que continua defendendo a falta de uma compreensão maior da realidade representada pelos UFOs. E existem ainda aqueles que não aceitam sequer que o Fenômeno UFO tenha origem extraterrestre. É evidente que não podemos tirar o direito destas pessoas de terem opiniões diferentes das nossas, sejam quais forem. Mas, evidentemente, não vamos nos limitar a elas, pois a única maneira de chegarmos a algum lugar em nossa caminhada de pesquisas é não tendo medo de errar.

Infelizmente, alguns confundem seriedade com imobilismo mental. Como escreveu Shakespeare: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar”. Um dos casos mais polêmicos da Ufologia Brasileira, que pode conter algumas das respostas que tanto procuramos, é sem dúvida o que envolveu Hermínio Reis e Maria Aparecida de Oliveira Bianca. Lembro bem como, no início de meu envolvimento com a Ufologia, no final da década de 70, acompanhei durante vários finais de semana as participações do casal no programa Flávio Cavalcante, na extinta Rede Tupi.

Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Hermínio e Bianca durante o I Encontro Nacional de Teses Ufológicas, onde proferi minha primeira conferência defendendo a realidade entre a origem da humanidade e a presença dos UFOs em nosso tempo. Nesta época, eu era partidário das idéias lançadas pelo suíço Erich von Däniken, segundo as quais o homem terrestre – o Homo sapiens sapiens – era resultante de uma intervenção genética realizada por uma raça extraterrestre em uma criatura simiesca, nativa do planeta Terra. Em minha visão, parte da presença extraterrena na atualidade estaria ligada a este acontecimento, ocorrido em nosso planeta em época remota [Ver livro do autor, Contato Final – O Dia do Reencontro, código LV-13 da BIBLIOTECA UFO].

KARMAN GUIA — O Caso Hermínio e Bianca aconteceu na noite de 12 de janeiro de 1976, quando o casal saiu de carro do Rio de Janeiro, onde residia, com destino à cidade de Belo Horizonte (MG). Eles tinham objetivo de trocarem seu automóvel em Minas Gerais, um Karman Guia, com um conhecido que trabalhava na área de carros usados. Após pararem para jantar numa churrascaria de beira de estrada, Hermínio e Bianca seguiram viagem, mas quando já estavam em Minas, próximos da cidade de Matias Barbosa, decidiram parar o carro no acostamento de um trecho novo, que ainda não havia sido inaugurado, pois Hermínio sentia necessidade de descansar, dormir um pouco, coisa que acabou fazendo.

Enquanto isso, Bianca, que já tinha dormido durante a viagem, mantinha-se atenta, acordada, pois seu companheiro queria ser despertado um pouco mais tarde, para que pudessem seguir viagem. Desejavam chegar cedo a Belo Horizonte (MG). Já era aproximadamente 23h30 quando, ao olhar para frente do carro, ainda estacionado, Bianca notou uma luz vermelho-alaranjada no céu, que a princípio julgou ser um balão. O objeto movimentava-se lentamente, entrando e saindo das nuvens. Por vários minutos ela ficou observando a trajetória daquilo. Após baixar os olhos para apagar o cigarro que fumava, perdeu o contato visual com o mesmo. Mas não deu muita importância ao fato no momento, julgando que o balão poderia ter caído atrás do morro sobre o qual antes estava sendo avistado.

Algum tempo depois, bem em frente ao carro, numa baixada, uma luz intensa pôde ser observada, desaparecendo de maneira tão inesperada como havia surgido. Ao mesmo tempo, era notado um estranho zumbido. A explosão luminosa fez com que a contatada esfregasse os olhos, notando logo em seguida um grande objeto que vinha em sua direção. Bianca acordou seu companheiro aos gritos, totalmente fora de si, acreditando que um avião estava caindo sobre eles. O UFO simplesmente sugou o carro para seu interior, junto das testemunhas, e em seguida iniciou uma viagem até uma nave maior, dentro da qual entrou.

Nela, Hermínio e Bianca foram finalmente retirados do carro e conduzidos por dois seres de aspecto masculino até um compartimento muito amplo, onde notaram vários aparelhos e foram sentados em poltronas próximas dos mesmos. Segundo descreveram, através da utilização de capacetes, que serviram como máquinas tradutoras, mantiveram uma longa conversação com um dos extraplanetários, que se identificou pelo nome de Karran. Dos tais capacetes saíam vários fios que se conectavam a um dos aparelhos, aparentemente um sistema de tradução simultânea.

Karran teria aproximadamente 2 m de altura, pele morena cor de jambo, cabelos lisos e escuros. Seus olhos eram grandes, redondos e verdes, sendo a boca e o nariz bem proporcionados. “Embora sua altura fosse avantajada, não era feio de corpo, pois o físico compensava plenamente”, disse Bianca. O ser estava vestido com um macacão de cor branca, no qual não foi notada nenhuma costura ou emenda. Usava sapatos da mesma cor.

UM SER DE DOIS METROS — Dois dias depois da abdução, o casal foi deixado com seu próprio carro numa estrada de terra não muito distante do local onde tudo havia começado. Segundo foi dito para Hermínio e Bianca, seus abdutores vinham visitando nosso planeta desde remotas épocas. Neste período, a Terra já possuía vida vegetal e animal, mas de pouca evolução. Assim, segundo os seres extraterrestres, eles estudaram o clima terrestre, as condições ambientais e o próprio planeta em termos gerais, concluindo que tinha condições favoráveis para abrigar vida humana. Resolveram então “semear” formas de vida vegetal e animal mais avançadas, provenientes dos planetas que participariam de uma espécie de projeto de colonização, já em andamento.

Cada grupo de colonizadores que para cá foram enviados se estabeleceu nas regiões com climas semelhantes ao de seus mundos de origem. Neste ponto da história, Bianca perguntou a Karran por que eles tinham abandonado o homem, naquela época. O extraterrestre teria explicado, então, que isto não aconteceu e nossos próprios registros mostrariam sua contínua atenção ao nosso mundo. “Nossa presença foi sempre sentida na Terra. Em todas as épocas, sempre estivemos aqui... Num tempo ainda desconhecido de vocês, por razões que não pudemos evitar, o planeta luz [Referindo-se ao Sol] emitiu forte descarga de energia, que atingiu seriamente seu planeta e todo o Sistema Solar”, disse Karran ao casal, estupefato.

Ainda segundo o ser, tal problema teria impedido qualquer viagem de socorro à Terra, devido a barreiras magnéticas que se formaram em volta de nosso planeta, como também em torno de todos os corpos celestes de nosso sistema. “Assim foram bloqueados os canais de comunicação e ligações. Seu planeta ficou desligado e sem nenhuma ajuda por aproximadamente três mil anos de seu tempo. Nossas naves não puderam romper esta grande intensidade de energia, que atingiu sua atmosfera, danificando grandemente o sistema de proteção à vida”. A história continua com Karran explicando que este acidente solar provocou grandes prejuízos para os descendentes do processo de colonização que eles implementaram aqui.

A Terra teria sido deslocada de seu eixo original, provocando grande destruição. “O mar trocou de lugar com a terra, invadindo e destruindo as cidades, como também quase todas as espécies de vida”, disse-lhes Karran. Em conseqüência disso, os dias teriam ficado mais curtos a partir do aumento da velocidade de rotação do planeta.

DANOS CEREBRAIS — Mas o grande desastre, que teria provocado problemas ainda maiores, foi a ruptura de uma das camadas protetoras que envolviam a Terra, que permitiu a passagem de um excesso de radiações provenientes do Sol. Estas radiações acabaram por provocar sérios danos cerebrais aos que ainda sobreviviam à tragédia. Apenas quando as condições finalmente permitiam, aqueles grupos extraterrestres que haviam participado do projeto de colonização retornaram ao planeta. “As pessoas que havíamos deixado morreram neste planeta e as gerações que restaram não nos reconheciam, chegando mesmo a nos confundir com deuses... Todos estavam embrutecidos e inconscientes”.

Segundo Karran, seu grupo tentou nos ajudar, cedendo-nos novamente muitos de seus recursos e informações. Mas recusava qualquer gesto de adoração que expressávamos, deixando nossos antepassados furiosos. Os terrestres de então se negavam a aceitar que eles não eram nossos criadores ou deuses, e sim pessoas iguais a todos. “Por isso, não havendo condições para que pudéssemos corrigir esse defeito, recebemos instruções para nos afastar do homem da sua Terra”, finalizou. O extraterrestre confirmou ainda, entre outros temas abordados, a existência de uma dimensão espiritual por trás da matéria, afirmando a realidade dos processos reencarnatórios. Estas informações provocaram um grande impacto na vida dos protagonistas do caso, que eram evangélicos.

MARCO PETIT é presidente da Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU) e co-editor de UFO. Seu endereço é: Condomínio Morada da Ponte 79, Conservatória, 27655-000 Rio de Janeiro (RJ).

 
Autor: Reinaldo Stabolito
Fonte: UFO 93 – Novembro 2003
Crédito da foto: Newton Prosk
   
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