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30.08.10 | Atualizado 31.08.10 - 09h47 | Por Renato A. Azevedo

NASA estuda viagem a asteróide

Categoria: ASTRONÁUTICA | ASTRONOMIA | EXOBIOLOGIA | TECNOLOGIA E CIÊNCIA

O presidente norte-americano Barack Obama foi muito criticado, inclusive por astronautas veteranos, como Edwin "Buzz" Aldrin, por haver cancelado o Programa Constellation, que previa uma nova geração de naves capazes tanto de servir a Estação Espacial Internacional (ISS) quanto de retornar a Lua. As críticas, aparentemente, tiveram resultado, pois Obama reconsiderou e permitiu que a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) continue trabalhando no desenvolvimento da nave Orion. Esta será um veículo reutilizável com formato inspirado nas naves do Projeto Apollo, que levou o homem à Lua, mas de dimensões bem maiores.

O intento é utilizá-las para continuar levando astronautas americanos para a ISS, mas o próprio Obama deu pistas, em suas manifestações a respeito, de que as naves devem abrir novas fronteiras. Com chineses, russos e indianos declaradamente desenvolvendo projetos para pousar em nosso satélite natural, os americanos já pensam em seguir adiante. O plano de Obama, que tem sido elaborado pela Lockheed Martin, a empresa responsável pela Orion, é levar astronautas, até 2025, a pousar em um asteróide. A Lockheed já completou o estudo da ambiciosa missão, destinada aos asteróides próximos a Terra (NEO). O interesse, além da possibilidade de prospecção mineral nesses corpos, que seguramente terá grande interesse econômico no futuro, é também estudar maneiras de desviar um deles que possa ameaçar cair sobre nosso planeta.

Mesmo antes dos novos planos da NASA, a empresa estudou meios de converter a cápsula Orion a missões mais ambiciosas. É esperado para esta semana um pronunciamento de Josh Hopkins, dos Programas Avançados de Vôos Tripulados da empresa, que detalhe as propostas para missões da Orion à asteróides. O pronunciamento deverá ocorrer no evento Space 2010, que ocorrerá no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica. Hopkins revelou recentemente que a Lockheed planeja a missão desde 2007, como um passo em preparação de um futuro vôo a Marte. O conceito, chamado Plymouth Rock, utiliza duas naves Orion acopladas e muito modificadas a fim de prover propulsão, espaço habitável e capacidades de suporte de vida para dois astronautas. A nave resultante poderia cumprir missões de longa duração e distância por cinco ou seis meses. Hopkins afirma que o trabalho foi facilitado pela Orion e já havia sido projetada para viajar além da órbita terrestre.

A nave proposta seria formada por diversos módulos, que seriam acoplados em órbita da Terra. Consistiria em um sistema de propulsão, um módulo de habitação, um pequeno veículo para chegar à superfície do asteróide, e o veículo de reentrada que seria a cápsula Orion em si. Muitos elementos seriam reutilizáveis, e essa arquitetura se mostra bastante versátil, podendo ser válida por vários anos para futuras missões de longa distância. Quanto a asteróides que possam ser alvos das missões, a agência acredita que a quantidade deles pode aumentar muito nos próximos dez anos, à medida que aumenta a vigilância dos céus em vista do perigo real que os NEO representam para a Terra. Missões de naves não tripuladas seriam enviadas antes, a fim de preparar o terreno para a visita dos astronautas. Estes devem trazer amostras de diferentes regiões de um asteróide, bem como deixar equipamentos que permitissem seu rastreio pelos instrumentos terrestres.

ENQUETE
Caso você visse um disco voador pousado, o que faria?
Iria ao seu encontro e tentaria estabelecer contato com os tripulantes.
Observaria a distância e me aproximaria apenas caso recebesse um convite.
Jamais me aproximaria do objeto e nem dos tripulantes.
Chamaria a polícia.
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