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crédito: Toni Inajar Kurowski
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Agroglifo oeste


      Sendo o autor do relatório técnico (laudo) referente ao exame que realizei no agroglifo de Ipuaçu. Após ler as opiniões publicadas nas páginas da internet, blogs e redes sociais, achei oportuno colocar alguns pontos a mais, pois nem tudo o que constatei no local foi colocado no relatório, tendo em vista o objetivo do trabalho, ou seja, apenas um relatório de exame, sem a menor intensão de ser mais extenso do que o necessário, pois efetivamente não se constitui em tese de doutorado, ou similar.

 

O que observei na internet foi pessoas externando opiniões baseadas tão somente em suas crenças pessoais. A maioria dos que se disseram céticos, são na verdade negacionistas, pois descartam a veracidade do fenômeno ocorrido “a priori”, sem que tivessem realizado qualquer exame no local ou ainda, estudado o conjunto do fenômeno, em seu âmbito mundial. Outros ainda nos categorizaram como ingênuos ou crédulos. Pois isto é o que menos somos, em relação aos agroglifos. Temos consciência de que este é um fenômeno que acontece a séculos, que teve sua intensidade muito incrementada a parir dos anos 1970 e que ao lado do fenômeno autêntico surgiram pessoas também negacionistas, os quais tentaram desacreditar o fenômeno, forjando falsos círculos.

 

Sabemos também que na Inglaterra, cerca de 80% dos círculos, entretanto, restam 20% de círculos realmente autênticos. Examinar e diferenciar uns dos outros é o trabalho que pesquisadores sérios e conscientes se dedicam todos os anos, publicando seus relatórios em seguida. Ora, negar que existe um fenômeno real e autêntico, baseado na existência de falsificações é exatamente igual a acreditar que não existam notas de dinheiro verdadeiras, por que existem as notas falsificadas! Mas quais as diferenças entre um agroglifo autêntico de um falso?

 

Para começar, as linhas de contorno (bordas) dos desenhos são nitidamente diferentes, sendo muito regulares, quase como num desenho técnico de engenharia, nos autênticos, e irregulares, como num desenho à mão feito por uma criança, nos falsos. O modo como a gramínea fica deitada ao solo é muito harmônico nos autênticos, parecendo que o campo foi “penteado”, deixando as hastes praticamente paralelas. Já nos falsos as hastes são tombadas simplesmente do mesmo modo em que estavam quando a touceira estava em pé, ou seja, as hastes da gramínea ficam entrelaçadas, apesar de caídas quase que para o mesmo lado, sendo gritante a diferença em relação aos agroglifos autênticos.

 

Outra característica muito marcante nos agroglifos autênticos é que a base da haste, junto ao solo se encontra recurvada, não havendo fratura ou dobra ao longo de toda a haste, enquanto que nos falsos as hastes se encontram dobradas, muitas fraturadas e algumas com a raiz exposta. As trilhas causadas por veículos ou deambulação de pessoas ou mesmo animais apresentam a largura junto ao solo marcantemente menor do que a largura no topo da gramínea, ficando o perfil curvilíneo, em forma da letra U. Por exemplo, a trilha deixada por trator tem, junto ao solo, a largura de 30 cm (trinta centímetros) e a largura no topo das gramíneas é em torno de 60 cm (sessenta centímetros). Os agroglifos tem suas larguras junto ao solo e no topo das gramíneas praticamente idênticas, ficando o perfil anguloso, com um formato “quadrado”, constatando-se no topo das gramíneas uma variação não maior do que 05 cm (cinco centímetros), em relação ao constatado no solo.

 

Ainda se verifica nos agroglifos verdadeiros, um forte eletromagnetismo presente no interior do agroglifo, o qual não é percebido a pouquíssimos metros ao seu redor. Já nos falsos, não há nenhuma variação de eletromagnetismo verificável em seu interior que difira dos valores observados em seu entorno. Este eletromagnetismo é facilmente verificável, pois causa alterações dramáticas em bússolas e aparelhos celulares, sendo mensuráveis através de equipamentos específicos (magnetômetro) ou mesmo com aplicativos para celulares, com esta função.

 

Por último, coloco que nunca se constatou radioatividade excêntrica em agroglifos, pois agroglifo não é ninho de pouso de disco-voador. Nestes sim, há manifesta radioatividade, porém agroglifo e ninho de pouso de disco-voador são coisas e fenômenos totalmente distintos.

 

Como disse, muitos postaram suas opiniões baseados em suas crenças pessoais, sejam elas o negacionismo puro e simples ou a aceitação do fenômeno sem nenhum questionamento. Ambas as posições são baseadas somente em crenças pessoais. O verdadeiro pesquisador é aquele que estuda a matéria e realiza pesquisas sobre fatos e fenômenos. Assim, pergunto: Que valor, que credibilidade tem a opinião de pessoas que não realizaram exame algum, aliás, nem estiveram em Ipuaçu, podem ter quando comparadas com as opiniões emitidas por quem efetivamente realizou exames?

 

Ainda que o resultado de nossas análises e conclusões esteja incorreto, de que modo e baseado em quê a opinião cega e negacionista pode refutar as conclusões de quem esteve no local e se dedicou a realizar os devidos exames? Apenas no achismo? Apenas na especulação? Apenas em que a existência do fenômeno é por demais extraordinária e por isto então não deve ser verdade? Ou ainda, apenas porque quem pesquisou pertence ao grupo da Revista UFO ou porque tem amizade com o A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO?

 

Não é enfiando a cabeça em um buraco que se encontrará a verdade sobre fatos e fenômenos. É necessário, sim, por mãos à obra e estudar o fenômeno e sair de sua zona de conforto para ir aos locais de ocorrência para verificar se o que está lá presente é falso ou verdadeiro.

 

Para encerrar, faço uma crítica a imprensa em geral. Afinal de contas, se o fenômeno dos agroglifos se dá sobre áreas de plantação de gramíneas, no caso de Ipuaçu sobre trigo, porque foram questionar as crenças de um astrônomo sobre o assunto? Ressalto que o fenômeno dos agroglifos se dão DENTRO da atmosfera terrestre, não havendo nenhum cabimento fazer questionamentos sobre o fato à um profissional cuja formação e trabalho é tão somente sobre fatos e coisas que se dão FORA da atmosfera terrestre. Seguindo esta “lógica” da imprensa, quando surgir um meteoro ou houver alguma notícia sobre um asteroide a imprensa deverá colocar, com igual destaque e importância a opinião de um agrônomo sobre o assunto. 

 

Estamos elaborando o Curso de Formação de Pesquisadores de Campo em Ufologia, o qual pretendemos ministrar, primeiramente nas capitais (presencial) e depois abriremos também como curso "on line". Assim todos os que desejarem participar, mesmo estando nos lugares mais afastados do país, terão oportunidade.

Ao planejarmos este curso a primeira coisa que fizemos foi esboçar o formato e o conteúdo programático. Fizemos questão de que nenhum assunto pertinente fosse esquecido ou relegado a uma menor importância.

Então iniciamos a confecção do que, a princípio seria uma apostila, que posteriormente virou um manual e hoje, já está com uma configuração de “livro texto”, pois percebemos que se desejamos formar corretamente pesquisadores de campo plenamente capacitados, não poderemos economizar em informações a serem repassadas. O livro, então constituído por 12 capítulos os quais, à medida que vamos desenvolvendo-os, recebem acréscimos e subdivisões que julgamos imprescindíveis.

Os progressos na confecção deste livro seguem diariamente, onde já finalizamos o terceiro capítulo e estimamos a finalização do quarto capítulo ainda na primeira quinzena de novembro.


Assim que esta obra esteja pronta iniciaremos o preparo das aulas e já iremos definir o local (sala de aula) da primeira turma, que será em Curitiba, e a segunda uito provavelmente em São Paulo, seguida por Brasília.

Mês que vem coloco mais notícias sobre este curso.

Abraço

Fraudes Ufológicas

16.09.10 - 20h18
crédito: Haktan Akdogan - Sirius UFO
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Falsos UFOS. Trata-se de reflexo de luminária em vidraça!

Fraudes ocorrem em todos os locais e, infelizmente, a ufologia não é uma exceção. Até mesmo por suas características, a ufologia ainda permite que pessoas não capacitadas ou reconhecidas como ufólogos, venham a público expor suas “opiniões”. Estas opiniões são na maioria das vezes apenas ingênuas e superficiais. Mas algumas outras “opiniões são cheias de sarcasmo ou mesmo maldade.
A pior conseqüência que as fraudes acarreta para a ufologia é levar ao descrédito o trabalho sério e competente de pesquisadores que realizam seus trabalhos com custos pessoais, familiares e financeiros.
Mas o que motiva as pessoas realizarem imagens ufológicas fraudadas?
Um dos motivos são os céticos que desejam debochar da ufologia e dos ufólogos, procurando desacreditá-los e diminuí-los perante a opinião pública.
Outro motivo seria por pura diversão, uma brincadeira que, quem a faz, julga inocente e sem maiores consequências.
Um terceiro motivo seria para testar a “eficiência” dos ufólogos em desvendar as fraude.
Ainda ocorre de o fraudador agir assim para, conquistar prestígio no meio ufológico visando ser reconhecido como um “contatado” ou coisa semelhante.
Muitos ainda buscar uma vantagem pecuniária, tentando vender a imagem que produziram para os meios de comunicação.
Sabemos que ocorre uma porcentagem extremamente alta de enganos em relação às imagens, pois quem as obtém não possuem conhecimento de ótica, fotografia, meteorologia, astronomia e outras ciências mais, as quais são imprescindíveis quando se tenta analisar o que realmente o equipamento fotográfico ou videográfico capturou. Assim, frequentemente muitas pessoas nos enviam suas fotografias e filmes com verdadeira convicção de que registraram um OVNI autêntico.
Um dos modos mais comuns empregados para fraudar imagens fotográficas é a utilização de programas de edição de imagens, sendo possível realizar fotomontagens bastante sofisticadas. Algumas câmaras permitem que se faça “dupla exposição”, imprimindo uma imagem diretamente sobre outra. Suspender um pequeno objeto em frente à frente da câmara ou então arremessá-los ao ar são meios bastante utilizados também. Produzir efeitos utilizando vidros e janelas são bastante comuns também, pois os reflexos podem ser orientados para que tenham o céu como plano de fundo e uma simples luminária refletida pode enganar até mesmo alguns ufólogos experimentados.

crédito: ufonews
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Pareidolia - parece um disco voador, mas trata-se de um avião em meio a névoa!

Por vezes me perguntam: “Como é que eu faço para analisar imagens ufológicas?”
Pois eu acredito que, primeiramente é importante uma boa base teórica e depois algum tempo de prática com imagens já analisadas e com resultado conhecido, para depois, junto a um grupo de aficionados pelo tema, ir progredindo nas análises.
Acho muito importante que se esteja filiado a algum grupo (diria mesmo que é fundamental), para que os membros possam discutir as análises entre si. Várias vezes já mudei de opinião sobre a identidade de um objeto em uma imagem após discutir em grupo.
A base teórica consiste em adquirir conhecimentos teórico/práticos sobre fotografia, ótica, fenômenos meteorológicos e astronomia. Também é importante estudar as fraudes e enganos já comprovados, para evitar que venhamos a cometer os mesmos erros de interpretação.
Para analise de fotos em película (convencionais), tendo o negativo, eu o examino com lupas de 3X, 5X, e 20X de aumento. Na sequência examino o negativo em microscópio com aumento de até 160X.
Examinar imagens em cópias fotográficas (fotografia impressa) é muito temerário, a menos que a cópia seja de muito boa qualidade de grande ampliação.
 Para as fotos digitais, é importante ter um leitor de dados EXIF. EXIF (Exchangeable Image File Format - Formato de Arquivo de Imagem Intercambiável) é um padrão de armazenamento de informações da (e na) imagem. Imagens com EXIF indexados permitem a gravação de informações da imagem desde a data e horário até as configurações da câmera para aquela foto, como abertura, exposição, modo do flash, etc. Além de servir oferecer uma base de dados para o usuário (que não precisa mais ficar anotando os dados de cada foto em uma caderneta para analisar os dados depois), o EXIF serve também para fornecer informações para serem usados nas configurações automáticas de uma impressora por exemplo, de forma a otimizar a impressão de acordo com as variáveis de cada imagem.
O EXIF pode ser exibido pelo Windows XP no resumo avançado das propriedades da imagem, pelo Photoshop 07 ou superior no FileBrowser, em visualizadores de Imagem como o ACDSeee e ThumbsPlus, ou com softwares específicos. Eu, particularmente, utilizo o IrfanView.
Para análise de pixels (comparação) eu uso o o Corel Photo Paint e o Adobe Photo Shop, que permitem ampliar, alterar brilho e contraste, bem como utilizar alguns filtros, que são comuns aos outros softwares. Portanto, ainda como conhecimento teórico é importante saber utilizar algum software de edição de imagens.
Após ter estudado toda a parte teórica, já dá para fazer análise seguras, com resultado confiáveis? Minha resposta: NÃO!
É preciso praticar muito, pois em ufologia, após se adquirir muita teoria, a gente descobre que é mais importante a prática do que a gramática. Ou melhor, a teoria sem prática é falha e, a prática sem teoria é manca!

Imagem manipulada

22.07.10 - 09h41
crédito: http://www.dfrc.nasa.gov/gallery/photo/index.html
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Foto falseada

Inicio este blog com uma imagem divulgada na internet como sendo de aviões circulares os quais estariam sendo produzidos nos Estados Unidos da América do Norte, e que seriam então confundidos com discos voadores. Na verdade trata-se de uma fotomontagem, sendo que a foto original se encontra ainda hoje no site http://dfrc.nasa.gov/gallery/photo/index.html.

 

Na minha primeira postagem está a foto original.

 

 

 

 

 

 

Primeiras Palavras

22.07.10 - 09h25
crédito: http://www.dfrc.nasa.gov/gallery/photo/index.html
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Foto real

A partir de 1947, com o relato de Kennet Arnold, têm-se o início da “era moderna da ufologia”. Desde então as evidências fotográficas passaram a ter um caráter de inquestionabilidade, que prosseguiu até a década de 1960. Neste período algumas fraudes fotográficas começaram a ser desmascaradas.

Houve a necessidade então, por parte dos ufólogos, de se estudar com profundidade, os fundamentos da fotografia, para se evitar afirmar serem discos voadores o que na verdade não passavam de enganos, ilusões de ótica e fraudes. Com esta prática adotada, verificou-se que algo entre 95% a 98% das imagens ditas como sendo de objetos voadores não identificados, são apenas fraudes + ou – 15%) e erros de interpretação (80% a 83%).

Hoje, considerando as possibilidades de manipulação digital de imagens os esforços de filtragem do material fotográfico de teor ufológico necessita sempre de sofisticadas e acuradas análises e, equipamentos especiais e softwares modernos são imprescindíveis para se ter um alto grau de confiabilidade no resultado, seja ele positivo ou negativo.
Assim, aquele que pretende analisar imagens fotográficas ou videográficas, tem que conhecer, necessariamente, fundamentos de fotografia, ótica, e editores de imagem, além de conhecer ainda que superficialmente, astronomia e efeitos astronômicos como os causados por satélites artificiais, por exemplo. Deve também estudar vários casos fraudados já pesquisados e cujos resultados já são bem conhecidos para tentar obter os mesmos resultados por seus próprios meios. Analisar os casos já consagrados como autênticos também é importante, para se adquirir vivência de experiência.

Pode-se dizer que os enganos ocorrem de modo inconsciente ou sem má-fé. Uma pessoa acredita mesmo ter fotografado um disco voador, o qual poderia estar visível ou invisível na hora da foto. Normalmente são brilhos e reflexos nas lentes, aberrações fotográficas (efeitos de ótica) ou então pequenos objetos que passam muito rápido em frente à objetiva, como insetos e pássaros. Já as fraudes se caracterizam pela ação consciente, ou com má-fé. É preparada pelo fotógrafo, através dos vários processos. Costumeiramente o autor da fraude insiste em manter sua história e encaminha a mesma imagem para diversos grupos ufológicos até receber uma opinião emitida por um grupo qualquer, sem o menor embasamento científico, que cofirme sua “estória”. Infelizmente dentro da ufologia existem muitos que se dizem pesuisadores os quais são, no fundo, apenas "deslumbrados" com o fenômeno, e autenticam como real qualquer coisa que apareça em fotos ou vídeos. Esta atitude provoca polêmicas desnecessárias na ufologia e fornece munição para os céticos negacionistas de plantão.

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