Revista UFO - Portal da Ufologia Brasileira - A mais antiga revista sobre discos voadores do mundo

BLOG

Astrônomos anunciam descoberta de planeta habitável e semelhante à Terra

17.04.14 - 20h25
Categoria: NOTÍCIAS
crédito: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech
ampliar
Kepler-186f orbita a estrela anã Kepler-186.

Astrônomos anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar com um tamanho comparável ao da Terra e no qual a água poderá existir em estado líquido, informou hoje (17) a revista norte-americana Science.

 

"É o primeiro exoplaneta [planeta fora do Sistema Solar] do tamanho da Terra, encontrado na zona habitável de uma outra estrela", ressaltou a astrônoma Elisa Quintana, do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre, da agência espacial norte-americana (Nasa). Ela integra a equipe internacional que conduziu a investigação.

 

O planeta, batizado Kepler-186f, orbita a estrela anã Kepler-186 e se localiza na "zona temperada, onde a água pode ser líquida", de acordo com a astrônoma. Essa zona é considerada habitável, uma vez que, segundo os cientistas, a vida – que depende da presença de água – tem mais probabilidade de se desenvolver ali.

 

O Kepler-186f encontra-se num sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol, com cinco planetas de tamanho próximo ao da Terra. Contudo, só o Kepler-186f está na "zona habitável", os outros estão muito perto da estrela.

 

Entre os cerca de 1,7 mil exoplanetas já detectados, em 20 anos, duas dezenas estão ao redor da sua estrela na "zona habitável". Todavia, muitos desses planetas são maiores do que a Terra, o que torna difícil verificar se são gasosos ou rochosos. Localizado na Constelação do Cisne, o Kepler-186f está na categoria de planetas rochosos como a Terra, Marte ou Vênus.

 

Em fevereiro, a Nasa anunciou que o telescópio Kepler tinha detectado 715 novos exoplanetas, quatro deles potencialmente habitáveis, mas 2,5 vezes o tamanho da Terra. A maioria desses novos planetas extrassolares foi identificada nos últimos cinco anos.

 

O Kepler foi lançado em 2009 para detectar mais de 150 mil estrelas semelhantes ao Sol, localizadas nas constelações do Cisne e da Lira, e encontrar planetas-irmãos da Terra. [ABr]

Marte fica em oposição ao sol e mais visível a olho nu hoje à noite

08.04.14 - 10h42
crédito: The Viking Orbiter Raw Image Archive
ampliar
Marte ficará visível a olho nu

O Planeta Marte estará muito mais brilhante neste mês de abril e ficará mais visível a olho nu em todo o país na noite de hoje (8). Ele estará em oposição ao Sol, ou seja, cada um estará de um lado diferente da Terra.

 

As oposições ocorrem a cada dois anos, aproximadamente, quando Marte fica a uma distância mínima da Terra. O espaço entre os dois planetas na noite de hoje será 93 milhões de quilômetros.

 

O astrônomo Jair Barroso, pesquisador do Observatório Nacional, explica que as distâncias variam consideravelmente. “Como comparação, em 2003 houve outra aproximação e os dois planetas ficaram a 56 milhões de quilômetros de distância, por uma questão de conjugação de órbitas”.

 

O Planeta Vermelho vai aparecer ao Leste ao anoitecer. Vai cruzar o céu, próximo à Espiga, que é a estrela mais brilhante da Constelação de Virgem, e vai se por no Oeste ao nascer do Sol.

 

Então, esta noite, olhando para cima, Marte será um ponto laranja.

 

Para os observadores do sistema solar, Barroso conta ainda que, olhando para o céu todos os dias por uma ou duas semanas, as pessoas vão notar as diferenças. “Marte vai aparecer praticamente com o mesmo brilho, mas irá mudando de posição em relação à estrela Espiga. Por ser um planeta que está mais perto da Terra, aparenta ter um deslocamento mais rápido”, explica o astrônomo. [ABr]

Em que mundo vivemos?

01.02.14 - 22h54
crédito: NASA/ESA/JHU/R.Sankrit & W.Blair
ampliar
Supernovas ajudam a medir a velocidade da expansão do Universo

O prêmio Nobel de Física de 2011 foi dado a três pesquisadores (Saul Perlmutter, Adam G. Riess e Brian P. Schmidt) que descobriram que a expansão do Universo tem se acelerado nos últimos bilhões de anos. Essa descoberta tem um profundo impacto não só para a física e a cosmologia, como também para nossa relação com o Cosmos. Jamais havia passado pela cabeça de alguém, nem mesmo pela dos três pesquisadores que ganharam o Nobel, que isso poderia acontecer. A razão era simples: se lançamos uma sonda espacial com velocidade maior do que 11 Km/s, que é a velocidade de escape da superfície da Terra (energia de movimento maior que a energia gravitacional), ela se afasta com velocidade uniforme. Se a velocidade for um pouco menor, a sonda vai se desacelerando e volta a cair na Terra. Ela só consegue acelerar se tiver combustível para gerar uma força capaz de vencer a atração gravitacional. Para o Universo, também se pensava que só existiam essas duas possibilidades: expansão uniforme eterna ou desaceleração seguida de colapso (Big Crunch). A descoberta da aceleração da expansão do Universo por meio da observação de estrelas supernovas distantes implica na existência de uma "força" contrária à da gravidade e mais forte que ela. Essa espécie de "gravidade negativa" é a componente dominante do Universo (73%) e é chamada de energia escura. 

 

Na década de 1930, Fritz Zwicky já havia descoberto outro problema cosmológico grave: a matéria escura. Ela não absorve nem emite luz, tem gravidade atrativa como a nossa e não é composta de átomos. Os físicos nunca se incomodaram muito com a matéria escura, embora ela seja seis vezes mais importante que a nossa matéria e componha 23% do Universo. Diferentemente da energia escura, existem esperanças de detectar partículas de matéria escura no grande acelerador de partículas LHC (que fica no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, em Genebra, Suíça) num futuro próximo. 

 

Tudo o que costumávamos chamar de Universo - as galáxias, com suas estrelas, planetas e nuvens de gases, a antimatéria (formas diferentes de matéria bariônica) - representa, na verdade, somente 4% do Universo. É desconcertante para a física, que empreendeu tantos esforços para criar suas duas grandes teorias (a Relatividade Geral e a Mecânica Quântica), só poder aplicar essas teorias a 4% do Universo. 

 

O problema da energia escura, entretanto, não parece ter solução no médio prazo. Ela parece estar ligada a uma propriedade de campo, que abrange o espaço-tempo como um todo. Uma alternativa inquietante para o futuro é que a aceleração não pare. Se isso continuar acontecendo, essa força vencerá gradativamente os sistemas ligados pelas forças gravitacional, elétrica e até nuclear. Primeiro, ela desmancharia os grupos de galáxias, depois espalharia suas estrelas pelo espaço, arrancaria os planetas de suas órbitas e sugaria os gases para fora das estrelas. Depois, atingiria os átomos, evaporando a eletrosfera e, finalmente, arrancaria os prótons e nêutrons dos núcleos atômicos. Seria o "Big Rip" (Grande Estraçalhamento), em que o Universo terminaria como uma nuvem amorfa de partículas. 

 

Existem outras possibilidades, inclusive a de que essa fase seja superada por outra, que não é o caso de discutir aqui. Essa alternativa já aconteceu antes. Por exemplo, logo após o Big Bang, quando o Universo tinha 1 milionésimo de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo, ele sofreu uma expansão acelerada análoga à atual, mas muito mais rápida: a era da inflação. A fase seguinte, que durou 400 mil anos, foi dominada pela luz. Quando o Universo expandiu o suficiente, a luz perdeu seu domínio e a matéria passou a dominar, arrebanhando os gases em forma de estrelas e galáxias. Com a diminuição da densidade da matéria, a gravidade foi perdendo terreno até que, uns 12 bilhões de anos depois, a energia escura tomou as rédeas da expansão. O Universo é mutante e suas fases são dominadas por entidades que, por escaparem ao nosso cotidiano, são difíceis de imaginar. 

 

Mais do que explicar a cosmologia, quero chamar a atenção do leitor para a pergunta: em que mundo vivemos? Todos os povos da Terra têm seus mitos de origem, que explicam a concretude de suas vidas: recursos naturais, costumes, técnicas, as estações do ano, os astros. A imagem de mundo lhes dá uma identidade tão profunda que frequentemente leva a fundamentalismos. Os mundos dos outros povos estão errados e são ameaçadores. Por isso, devem ser eliminados. Nós vivemos num mundo científico e tecnológico e muitos acreditam que não somos mais afetados por uma ou outra cosmovisão. 

 

Quando Copérnico colocou a Terra na órbita do Sol, fez a morte entrar no céu. Explico: no sistema geocêntrico só a Terra era feita de matéria como a nossa, sujeita à morte. O espaço supralunar tinha qualidades superiores à do mundo terrestre. O sistema heliocêntrico abriu a possibilidade de reconhecer que somos feitos da mesma matéria que os astros. Com isso, o imaginário humano ganhou um profundo senso de intimidade cósmica. Isso teve um papel importante para as ciências naturais que se desenvolveram nos séculos seguintes. No século XX, a astrofísica demonstrou que somos poeira de estrelas! Nossos átomos são os mesmos que os das incontáveis galáxias com suas incontáveis estrelas e planetas e cometas… Agora, tudo isso se reduziu a 4% do que existe. Embora continuemos sendo poeira de estrelas e íntimos delas, perdemos a intimidade com o Todo. Para o público leigo, a situação é confusa. É difícil saber o que está em vigor e o que muda. Na verdade, a cosmovisão do cidadão comum mistura Big Bang, Adão e Eva, criação do mundo e evolução das espécies. Agora vai ter mais um item na prateleira mental que se chama energia escura e o mundo vai continuar desconexo como sempre foi. 

 

 

Para os cientistas, estamos vivendo uma época excitante. As revoluções científicas acontecem em escala de décadas, não mais de séculos. Não temos que invejar os tempos copernicanos. Uma descoberta como a da energia escura abre novos horizontes e atrai novos talentos. Queremos ver jovens aventureiros manuseando a geração de telescópios extremamente grandes (ELTs) que na próxima década esclarecerão a natureza da energia escura e trarão à tona quem sabe que novidades desconcertantes.

 

(Reportagem: Augusto Damineli, do Observatório Nacional)

Stardust: a primeira foto da lua

03.01.14 - 23h35
Categoria: LUA, STARDUST, VÍDEOS

O francês Louis Jacques Mandé Daguerre foi o autor da imagem lunar e responsável pela primeira patente de um equipamento fotográfico. E na estreia do Stardust, o boletim multimídia de notícias aqui do Radar Astronômico, você confere mais sobre essa história!

 

 

Clique aqui e veja todas as edições do boletim Stardust.

Livro escrito por grupo de professores aborda o uso de jogos no ensino da astronomia

01.12.13 - 15h10
ampliar

Cada vez mais é exigido que os professores utilizem novas ferramentas para tornar a prática educacional uma experiência atrativa aos alunos. Um grupo de 17 autores que atuam na formação de professores da área de educação em astronomia no Brasil e no exterior publicaram recentemente um trabalho que apresenta uma proposta para auxiliar o ensino da disciplina nos níveis fundamental e médio, oferecendo recursos didáticos na forma de jogos.

 

O professor Paulo Sergio Bretones, do Departamento de Metodologia de Ensino (DME) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é um dos autores do livro e conta que começou a ter contato com a aplicação de jogos na área educacional a partir de 2004. “Fui conhecendo jogos propostos por colegas do Brasil e exterior e, há três anos, pensei em reunir em um livro textos com as propostas de uma variedade de jogos meus e de colegas”, explicou.

 

Foi então que o grupo de professores decidiu escrever e publicar o livro “Jogos para o ensino de Astronomia”, lançado no último dia 20 de novembro pela editora Átomo. Bretones comenta que, inicialmente, o livro aborda o interesse e as dificuldades encontradas pelos professores para ensinar o assunto, propondo o lúdico como potencial para o aprendizado. A seguir, apresenta dez jogos, de diversos tipos, utilizando tabuleiros, cartas, bingos e até corporais ou sinestésicos. Por fim, apresenta uma discussão e propostas para aprendizagem de astronomia em ambiente virtual.

 

A publicação é inédita na área de ensino de astronomia no país, podendo se tornar uma referência aos professores que buscam por formas mais lúdicas para transmitir o conteúdo da disciplina. “O livro traz recursos para que o estudo de astronomia seja conduzido de uma forma que o aluno possa estudar de maneira eficaz e prazerosa”, comentou Bretones.

 

O livro é indicado para professores, alunos e público em geral. Mais detalhes sobre o trabalho podem ser obtidos no site da editora. Para adquirir o livro, clique aqui.

 

(Reportagem: Fernanda Vilela, da Agência CiênciaWeb)

Nasa lança foguete que investigará mudança do clima em Marte

18.11.13 - 21h26
crédito: Bill Ingalls/Divulgação NASA
ampliar
A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) lançou hoje, com destino à Marte, o foguete Maven

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) lançou nesta segunda-feira (18) o foguete Maven que permanecerá dez meses em Marte para estudar as mudanças climáticas do planeta. Seu nome é a sigla da denominação em inglês para Evolução Atmosférica e Volátil de Marte.

 

A missão não-tripulada levará dez meses para chegar ao seu destino em uma jornada de 700 milhões de quilômetros. O objetivo é coletar dados que permitam dizer como Marte se transformou no deserto frio que é hoje e explicar como o clima mudou devido à perda de gases atmosféricos. Até agora, as pesquisas indicam que Marte foi um planeta com água, mas a influência do Sol e de outros fatores fizeram com que não exista mais água no planeta.

 

O Maven faz parte da segunda missão da Nasa para Marte, mas a primeira nave espacial dedicada a explorar e compreender a atmosfera superior do planeta vermelho. A sonda investigará como a perda da atmosfera de Marte determinou a história do ciclo da água sobre a sua superfície. [ABr]

Foguete que levará cápsula de estudos sobre o planeta Marte está posicionado para lançamento

17.11.13 - 21h13
ampliar

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) transportou neste sábado (16), para a plataforma de lançamento em Cabo Canaveral, no estado da Flórida, o foguete de lançamento Atlas 5, que partirá na próxima segunda-feira (18) para Marte, levando a cápsula Maven.

 

O lançamento está marcado para as 16h28, horário de Brasília. A Maven permanecerá dez meses em Marte para estudar as mudanças climáticas do planeta. Seu nome é a sigla da denominação em inglês para Evolução Atmosférica e Volátil de Marte.

 

O objetivo é coletar dados que permitam dizer como Marte transformou-se no deserto frio que é hoje e a explicar como o clima mudou devido à perda de gases atmosféricos. A missão começa de fato em setembro do ano que vem, quando a Maven alcançará a órbita do Planeta Vermelho.

 

Até agora, as pesquisas indicam que Marte foi um planeta com água, mas a influência do Sol e outros fatores fizeram com que não exista mais água no planeta.

 

O Atlas 5 tem 57,3 metros de altura e foi posicionado verticalmente no início da tarde deste sábado. Com isso, concluiu-se o trabalho de pré-lançamento, só faltando carregar a bateria da espaçonave – o que ocorrerá a partir de agora até a hora do lançamento.

 

De acordo com os meteorologistas, há 60% de probabilidade de que as condições do tempo estejam favoráveis na hora da partida. [ABr]

Moraremos em Marte no futuro?

15.11.13 - 13h28
ampliar
Concepção artística de uma base humana em Marte. No corte, é mostrada uma horta interna.

A colonização do nosso planeta vizinho Marte baseia-se em uma proposta de instalação de assentamentos humanos. A ideia, que mais parece fazer parte de um roteiro de ficção científica, é tema de estudos sérios na área da astronomia, pois o planeta vermelho é considerado o mais habitável do Sistema Solar, não apenas por estar mais próximo ao nosso planeta como também pelas condições da sua superfície – que são semelhantes às da Terra.

 

Recentemente foi descoberto que existem águas superficiais, embora congeladas, em Marte. Outra semelhança que temos com nosso vizinho é a gravidade, que corresponde a 38% da gravidade que temos na Terra. Esses e outros fatores dão a Marte maior capacidade de abrigar vida.

 

 

O estudante de Licenciatura em Física da USP em São Carlos Diego Scanavachi Custódio, ministrou recentemente uma palestra sobre a colonização de Marte no Observatório Dietrich Schiel, do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, e explicou que, inicialmente, os astrônomos querem pesquisar Marte para saber se houve vida ou possibilidade de vida no planeta no passado. “Queremos entender esse planeta para avançar nos estudos e tentar compreender como se originou a vida aqui na Terra”, disse.

 

Muitas pessoas acreditam que nos mudaremos para Marte quando os recursos do nosso planeta acabarem. Custódio não concorda com a ideia. “Isso é loucura, temos que cuidar muito bem do nosso planeta. A não ser que a nossa tecnologia evolua de uma forma inimaginável, a raça humana vai se extinguir aqui mesmo”, comentou.

 

Mars One

Com inscrições abertas desde abril deste ano, o projeto Mars One conta com 100 mil pessoas dispostas a fazer uma viagem sem volta para Marte. A iniciativa, liderada pelo cientista holandês Bas Lansdorp, pretende colonizar o planeta vermelho a partir de 2023.

 

Até agora, pessoas de mais de 120 países já se inscreveram para participar do projeto, que terá ainda uma etapa de seleção feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato. Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas. Porém, o projeto não tem o apoio de nenhuma agência espacial, como a Nasa, por exemplo.

 

O estudante de licenciatura explica que é pouco provável que o projeto seja verídico. “Eu acho que esse projeto é um meio promocional. Você sabia que a parte final dele pretende ser um reality show onde grupos se enfrentam em um ambiente simulando as adversidades de Marte? Esse projeto cobra taxa de inscrição, mas o custo de envio da Curiosity, a última sonda que pousou em Marte foi de U$2,5 bilhões. Dá para ter uma ideia de quanto custe o envio e manutenção de 40 pessoas?”, comentou.

 

(Reportagem: Fernanda Vilela, da Agência CiênciaWeb)

Missão do satélite europeu que fez medições da Terra termina no domingo

09.11.13 - 19h00
crédito: Nathanial Burton-Bradford/Creative Commons
ampliar
Terra fotografada pelo satélite GOCE, lançado em 2009 para cartografar as variações da gravidade terrestre

O satélite europeu GOCE, que foi lançado em 2009 para cartografar as variações da gravidade terrestre, termina a sua missão no domingo. Sua entrada na atmosfera está prevista para a  madrugada de segunda-feira, segundo anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

 

O satélite, que pesa mais de uma tonelada, está a 80 quilômetros de altitude, mas, segundo a ESA, apenas uma parte do aparelho, com cerca de 200 quilos, deverá entrar na atmosfera terrestre e desintegrar-se em pequenos fragmentos.

 

Apesar de não se conseguir prever exatamente onde os destroços poderão cair, os investigadores da agência dizem que o risco de perigo é muito pequeno.

 

O GOCE (Missão de Estudo da Gravidade e da Circulação Oceânica em Regime Estável) possuia seis acelerômetros ultrassensíveis, que permitiram medir as variações da ordem de dez mil milmilionésimos do campo gravitacional terrestre e, assim, traçar um mapa da forma do globo terrestre, com alta resolução.

 

Os dados recolhidos em órbita vão permitir conhecer melhor o impacto da gravidade nas correntes oceânicas e o nível das marés, mas também fazer mais progressos no conhecimento da estrutura interna da Terra, principalmente na distribuição do magma, a massa rochosa no interior do planeta em estado de fusão parcial ou total.

 

Os cientistas já conseguiram criar a primeira carta mundial de alta resolução da fronteira entre a crosta terrestre e o manto, as duas camadas que antecedem o núcleo da Terra.

 

O satélite mediu a gravidade da Terra em 3D, permitindo estabelecer uma cartografia das suas variações "com uma precisão inegualável", afirmou a ESA. [EBC]

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros buscam meteorito na costa fluminense

08.11.13 - 09h43

 

Pesquisadores e estudantes de geologia e astronomia de diferentes países farão uma expedição em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, neste fim de semana para buscar partes do mais raro meteorito do mundo e um dos mais valiosos. Chamado de Angra dos Reis ou Angrito, o meteorito caiu no mar de Angra há 150 anos. A expedição é uma das atividades do 4° Encontro Internacional de Meteoritos e Vulcões 2013, que começou hoje (7) e vai até domingo, no Instituto de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Duas pedras, que tem cor violeta e crosta brilhante, foram encontradas e, pelo encaixe, estudiosos concluíram que falta uma terceira peça até hoje desaparecida, além de fragmentos. Geóloga e uma das coordenadoras do evento, Elizabeth Zucolotto explicou que Angrito é quase tão antigo quanto o sistema solar, que tem 4,56 bilhões de anos.

 

“Não há nada igual ao Angra dos Reis. Ele é quase uma pedra filosofal, pois ajudaria a explicar como o sistema solar se formou tão rápido”, contou ela. “E quanto mais material encontrarmos melhor para os estudiosos. Se nós não encontrarmos [a parte desaparecida], pelo menos, faremos uma divulgação para que outras pessoas a procurem”.

 

Um dos pedaços encontrados, de 70 gramas, foi doado ao Museu Nacional e o outro, com mais de 6 kg, avaliada em mais de US$ 1 milhão, desapareceu. A pesquisadora contou que a peça doada ao museu chegou a ser roubada em 1997, mas foi recuperada.“Tentaram vendê-la a colecionadores a US$ 10 mil dólares o grama, mas felizmente o meteorito foi interceptado no aeroporto antes de ser enviado para os Estados Unidos”, contou ela.

 

O Brasil possui 62 meteoritos reconhecidos por cientistas, número baixo se comparado aos Estados Unidos, onde caíram mais de 2 mil meteoritos. Elizabeth lembra que muitos nem chegam a ser reconhecidos, “caem muitos também no Brasil, mas as pessoas não sabem. O que não temos é um órgão oficial para reconhecer esses corpos”.

 

A pesquisadora lembrou do meteorito que caiu em Pernambuco, em setembro, e que foi vendido para um colecionador brasileiro por R$ 18 mil. “Ele deixou à disposição para a pesquisa até ser classificado, o que deve levar pouco mais de um mês”, explicou a geóloga.

 

Para um meteorito passar a existir oficialmente e ser avaliado ele deve ser submetido ao NomCom e aprovado e publicado no Meteoritical Bulletin. Além disso, é necessária uma amostra de pelo menos 20 gramas sob a tutela de um museu credenciado e 30g destinada à pesquisa em laboratórios. [ABr]

ENQUETE
  GENIAIS.COM   
Edição 254
Sumário Edições anteriores

CENTRAL DE ATENDIMENTO

(67) 3341-8231
Horário: das 09h00 às 18h00, de segunda a sexta (exceto feriados)

FORMAS DE PAGAMENTO

Formas de pagamento

NOTÍCIAS MAIS VISUALIZADAS

+ NOTÍCIAS
2011 © Editora Evolução Ltda.
Todos os direitos reservados. Termos de Uso. Declaração de privacidade.